América Latina



Microempresas empregam 27,8% dos trabalhadores da América Latina

A Confederação Nacional da Micro e Pequena Empresa (Conampe) divulgou estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que mostra a importância das micro e pequenas empresas na América Latina. Essa região do planeta tem 11 milhões de micro e pequenas empresas, que são responsáveis por 46,6% dos empregos.
De acordo com o estudo as microempresas têm 27,8% dos empregos e as pequenas 18,8%. As grande empresas empregam 17% dos trabalhadores latino-americanos.
Os dados estão no site da Conampe, entidade presidida por Ercílio Santinoni.
O estudo completo da OIT pode ser solicitado pelo e-mail [email protected].

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Comércio eletrônico cresceu 43% no Brasil

Os brasileiros movimentaram US$ 25 bilhões em compras pela internet, em 2011, mais da metade do total da América Latina.
O estudo de Comércio Eletrônico na América Latina, feito pela AméricaEconomia Intelligence e encomendado pela Visa, revelou que entre 2010 e 2011, o comércio eletrônico cresceu 43% no Brasil, superando o valor total de US$ 25 bilhões, o que representa mais da metade do total da América Latina. Este volume colocou o Brasil, no posto de primeiro país latino-americano a conseguir que as vendas online atingissem 1% do seu PIB.
Segundo o estudo, nos últimos dois anos, o Brasil e a América Latina mostraram um significativo crescimento em vendas no e-commerce, devido a vários fatores determinantes no comportamento de compra da população entre eles: maior segurança e confiança no momento da compra, plataformas de negociação derivadas de novos canais como o social commerce (comércio proveniente de plataformas sociais), reformas governamentais que contribuíram para o incentivo ao e-commerce, aumento do nível de bancarização, além de um maior uso dos meios de pagamentos eletrônicos, como os cartões de crédito.
“Embora o uso do cartão de crédito contribua significativamente para o aumento das oportunidades de consumo na internet, hoje também é fundamental considerar as possibilidades oferecidas pelos cartões de débito Visa Electron”, afirmou José María Ayuso, vice-presidente global de Produtos da Visa Inc. “No momento em que o Visa Electron chegar a ser amplamente aceito na internet, o comércio eletrônico crescerá ainda mais, já que permitirá que aqueles sem acesso à linhas de crédito, também possam comprar pela internet com Visa Electron”.
O executivo ainda pontua que quando comparado com o boleto e a transferência entre contas, o Visa Electron oferece mais conveniência para o portador e maior conversão de vendas para as lojas online.
Em ordem percentual, os países da América Latina e do Caribe que apresentaram maior participação, no total das compras de e-commerce são: Brasil, responsável por 59,1% das vendas no comércio eletrônico, seguido pelo México, que registrou 14,2%. O Caribe contribuiu com 6,4%, Argentina com 6,2%, Chile (3,5%), Venezuela (3,3%), América Central (2,4%), Colômbia (2%) e Peru (1,4%).
Quanto às tendências que contribuíram para a evolução acelerada em compras on-line na região nos último dois anos, a AméricaEconomia Intelligence destaca:
• Social commerce e o fenômeno dos cupons: a adoção das redes sociais na América Latina permitiu a abertura de novos canais para a realização de transações on-line. Canais de descontos com o uso dos cupons, que funcionam como clubes de compras coletivas, estão transformando o comportamento dos consumidores com estratégias inovadoras de negócios.
• Maior segurança e mais confiança ao fazer compras online
• Segurança: Guillermo Rospigliosi, diretor-geral da CyberSource para a América Latina e Caribe, empresa da Visa que processa a gestão de pagamento e realiza sistemas de gerenciamento de segurança contra fraudes de mais de 370 mil empresas no mundo, assinala que 68% das lojas eletrônicas da América do Norte utilizam pelo menos três ferramentas antifraude, o que possibilita que as transações realizadas por seus clientes ocorram de maneira mais confiável e segura. Na América Latina, as empresas estão focando seus esforços em identificar soluções eficientes para oferecer o melhor nível de segurança aos seus clientes.
• Maior confiança: Os esforços para gerar uma melhor logística de compra, distribuição, recebimento ou devolução de produtos tem se aperfeiçoado muito mais por parte dos comércios que operam online. No Brasil, por exemplo, é possível devolver um artigo comprado em formato digital, sem custo para o cliente, aumentando a confiança na experiência de compras.
• Maior oferta de e-Tailers (comércios online): Motivadas pela grande expansão do e-commerce no Brasil e em toda a América Latina, muitas empresas de grande porte estão com as atenções voltadas ao continente latino-americano para aumentar oportunidades de negócios em e-commerce, por meio de plataformas inovadoras para que a experiência de compras seja mais ágil e eficiente.
• Maior bancarização: O desenvolvimento econômico na região permitiu que a nova classe média, que não exercia qualquer tipo de atividade comercial há dois anos, agora faça parte da economia, formalmente, graças ao acesso aos meios de pagamentos eletrônicos, o que também contribuiu para o crescimento das compras online.
De acordo com o estudo, espera-se que a região experimente um crescimento de 26% no comércio eletrônico em 2012, e de 28,5%, em 2013. Da mesma forma, espera-se que até 2015, a internet móvel gere uma maior atividade de compra, uma vez que a penetração de smartphones deva chegar a 50%.

Nota:
Os resultados da primeira parte deste estudo se baseiam em pesquisas realizadas pela AméricaEconomia Intelligence entre 2010 e 2011, na América Latina e no Caribe, com base em informações fornecidas por fontes oficiais de cada país (Câmaras ou Associações de comércio eletrônico). A informação foi caracterizada e complementada com a análise da indústria e de relatórios financeiros de grandes empresas, especialistas e um pesquisa criada pela AméricaEconomia Intelligence.
Sobre a Visa: a Visa é uma companhia global de tecnologia de pagamento que conecta consumidores, empresas, instituições financeiras e governos, em mais de 200 países e territórios, com uma moeda digital rápida, segura e confiável. Essa moeda digital tem o suporte de uma das redes de processamento mais avançada do mundo – a VisaNet –, capaz de processar mais de 20 mil transações por segundo, com proteção contra fraudes para os consumidores e garantia de recebimento aos comércios. A Visa não é um banco, não emite cartões, não concede crédito nem fixa juros e taxas aos consumidores. As inovações da Visa permitem às suas instituições financeiras clientes oferecerem mais opções aos consumidores finais: pagar na hora com o débito, adiantado com o pré-pago ou depois com os produtos de crédito. Para mais informações, visite www.moedadoprogresso.com.br e brasil.blog.visa.com.

Contatos Visa:
Sabrina Sciama, Visa do Brasil
(11) 2102-0021 , [email protected]
Priscilla Natale, Ketchum
(11) 5090-8934 , [email protected]
Fernanda Francisco, Ketchum
(11) 5090-8936 , [email protected]

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“Não choro por ti, América Latina”

De Porto Alegre vem o texto de Mauro Pereira, encaminhado por Josué Vieira da Costa:
“Nem tanto pelo resultado, pois ele representou a vontade da maioria e por isso tem que ser respeitado, mas sim pela similaridade do contexto político descaradamente assistencialista praticado por Lula e ratificado por Dilma Rousseff, a eleição que reelegeu a presidente argentina domingo último me leva a acreditar que a Era da Mediocridade se disseminou por toda a América Latina. Como aconteceu aqui no Brasil do lulalato, o viés social-populista prevaleceu e, embora distante, me pareceu que a maioria dos argentinos votou mais preocupada em preservar a mesada que recebe do governo e em garantir o acesso à carne de segunda pela metade do preço. Premidos pela necessidade, rezaram a oração do prato nosso de cada dia. Aliás, exatamente a mesma que a maioria dos brasileiros tem rezado nos últimos nove anos, fenômeno que vem se firmando perigosamente como doutrina em boa parte deste pedaço do continente americano que teima em continuar permeável à ação predatória de falsos profetas gestados na barriga do atraso e de messias salvacionistas paridos no ventre da submissão.
Não chores por mim, América Latina, porque eu não choro por ti. Não a desprezo nem sinto pena. Apenas vergonha. Ignorá-la, entretanto, por mais que eu queira, é impossível. És o que sempre fostes, um celeiro inesgotável de caudilhos. Uns, mitômanos irrecuperáveis, outros, sanguinários compulsivos, mas todos medíocres, sem exceção. Travestidos de redentores iluminados se fizeram proprietários da pobreza latina, mas cuidaram por primeiro de construir suas fortunas pessoais à custa da dor e do sofrimento dos pobres que supostamente seriam redimidos. Astutos, institucionalizaram a miséria como o método mais democrático para se perpetuarem no poder.
Cientes de que em uma sociedade medianamente evoluída seus argumentos não prosperariam, sempre apostaram as suas fichas no filão inesgotável da insensibilidade oficializando o pão e o vinho degradantes como principais métodos de convencimento e fórmula infalível do sucesso da sanha totalitária que os torna unos na ação, porém, pateticamente divisíveis na ganância. Acentua-se o triunfo da sordidez que, debochada, ridiculariza a vã democracia.
Cada um em seu tempo, tanto Vargas, como Fidel, Perón, Chavez, Lula, Morales, Cristina, entre tantos, descobriram que o estômago é o menor atalho para o poder. Reinaram, reinam e ainda reinarão absolutos por muito tempo em países solapados pela miséria crônica que avilta a dignidade ou naqueles devastados pela indigência intelectual que remete gerações inteiras às mais obscuras trevas da ignorância. A maioria dessas nações destaca-se pelas duas abjeções. Sempre souberam que sem a bandeira da fome que mata e sem o ópio da dependência que humilha e vicia jamais se firmariam como líderes. Seriam, no máximo, pálidos astros de quinta baixeza.
Um dia quem sabe brasileiros, cubanos, argentinos, venezuelanos e bolivianos despertem da letargia que os tem escravizado ao longo dos séculos e libertem-se do jugo desumano que os mantém atrelados a essa condição de rendição consentida. Livres, terão a oportunidade de demonstrar que são senhores absolutos dos seus destinos e suficientemente capazes de determinarem os caminhos mais seguros a serem percorridos e ajustarem a rota mais que perfeita na busca da edificação de uma sociedade socialmente justa, politicamente desenvolvida e democraticamente consolidada, abolindo definitivamente de seus cotidianos o horror representado pelo deserto cultural que os descaracteriza, pela fome que os submete e pela miséria que os flagela.
Quando esse dia chegar, certamente derramarei uma lágrima em homenagem à tua redenção, envilecida América dos latinos submissos. Até lá tens apenas o meu luto árido.”

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