Blairo Maggi



Blairo Maggi desiste de eleição e fica na Agricultura até o fim do governo Temer

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi

Dono de uma das maiores fortunas do Brasil, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), decidiu abrir mão de um novo mandato e seguir na pasta até o fim de dezembro, quando se encerra o mandato do presidente Michel Temer. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26) em Cuiabá. Senador licenciado, ele poderia concorrer a uma nova vaga no Senado ou ao governo de Mato Grosso. As informações são de Edson Sardinha do Congresso em Foco

“Há algum tempo venho amadurando essa situação. A grande maioria dos companheiros sabia dessa minha posição. E chegou hora de definição, do anúncio oficial”, afirmou. “Por que tem que ser hoje? Pois entendo que o quadro político de Mato Grosso, embora eu não participe das discussões, meu nome acaba ficando ancorado nesse processo. Percebo que enquanto eu não tomar decisão, muitas coisas não se definem”, justificou.

Em conversa com aliados na semana passada, ele disse que se sentia desgastado com o inquérito a que responde no Supremo Tribunal Federal na Operação Lava Jato. Em outra investigação na corte, ele é apontado como chefe de organização criminosa por desvios de recursos públicos em Mato Grosso. Além disso, o ministro pretende se dedicar com exclusividade aos negócios da família.

O grupo Amaggi acaba de comprar a fazenda Itamarati Norte, que pertencia ao empresário Olacyr de Moraes, que morreu em 2015, por R$ 2,2 bilhões. A Amaggi era arrendatária da propriedade de 105 mil hectares. Olacyr e Blairo tem algo mais em comum: ambos se tornaram conhecidos mundialmente como reis da soja.

Ao desistir de se candidatar, Blairo provoca uma reviravolta na disputa eleitoral no estado. Aliados e adversários davam como certa a eleição dele para o cargo que quisesse. Antes de chegar ao Senado, ele foi governador por dois mandatos. Em 2015, a revista Forbes apontou o senador entre os homens mais ricos do mundo com uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão.

Congresso em Foco

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Ministro Blairo Maggi e deputado Sérgio Souza na Feira da Coopavel

O deputado Sergio Souza (PMDB-PR), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, acompanha hoje (8) o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, na visita à Feira Agropecuária “Show Rural Coopavel 2018”. O evento, que teve início na última segunda-feira e se estende até a próxima sexta-feira (10), na cidade de Cascavel, Oeste do Paraná, deve receber cerca de 300 mil visitantes.

Na agenda do ministro com o parlamentar está prevista a seguinte programação: 11h, lançamento de Custeio Digital pelo Banco do Brasil; 14h, assinatura de Protocolo de Intenção e Convênios entre Itaipu, Programa Oeste em Desenvolvimento, Cooperativas, Prefeituras e Parceiros; 15h, lançamentos de Tecnologias da Embrapa; 16h, visita aos stands da feira.

Para o deputado Sergio Souza, é gratificante ver de perto a Show Rural, que é um dos mais importantes espaços do setor agropecuário brasileiro. “Trata-se de um evento que vem mais uma vez contribuir para reforçar o potencial de uma das vocações do Paraná, o segundo maior produtor de grãos, com uma safra estimada em 38 milhões de toneladas, no ciclo 2017/18”.

Segundo o presidente da Comissão de Agricultura, a expectativa de se movimentar cerca de R$ 2 bilhões este ano, 33% superior ao do ano passado, de R$ 1,5 bi, mostra a pujança desse setor, que sempre aposta na inovação tecnológica em busca de eficiência, da geração de renda e da sustentabilidade, “segmento este que é, sem dúvida, o mais exitoso da economia brasileira. Já imaginou o Brasil sem o setor agropecuário? ”

O parlamentar paranaense reportou que a feira de Cascavel ocorre no momento em que duas Indicações de sua autoria foram acatadas pela Mesa Diretora da Câmara Federal. Uma delas sugere a revisão dos acordos alfandegários entre países membros do Mercosul para o leite, trigo, maçã e arroz. A outra Indicação é para conter a indisciplina da Funai na demarcação de terras indígenas, em especial em Guaíra e Terra Roxa (PR).

A “Indicação” é uma proposição legislativa por meio da qual os parlamentares sugerem que o Poder Executivo realize ato administrativo de sua competência, no presente caso do Mercosul os Ministérios das Relações Exteriores; e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quanto às demarcações de terras indígenas, a Indicação foi para a esfera do Gabinete Civil da Presidência da República.

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