Brasil



Arquiteto destaca estudo sobre a melhor cidade para se viver, no Brasil

Maringá: Melhor cidade para se viver. Foto de Bruno Maia

O arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris destacou na sua página no homify.com.br estudo da Marcoplan, publicado na revista Zap Imóveis, que identificou Maringá como a melhor cidade para se viver.
O levantamento da Macroplan foi feito nas 100 maiores cidades, que representam apenas 1,8% total dos municípios brasileiros, mas que concentram a metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Adriana Fontes, economista sênior da Macroplan e coordenadora do estudo, explica: “Existem dois pontos importantes. Na lista das top 10, oito municípios estão localizados no interior de São Paulo, confirmando a disparidade. E o outro é que as cidades de médio porte estão com bom desempenho, já que quatro das cinco primeiras colocadas (com exceção de São José dos Campos) têm menos de 500 mil habitantes”.
Maringá tem se destacado, nos últimos anos, como uma das melhores cidades do Brasil, em estudos realizados por importantes empresas de planejamento. Em 2015, por exemplo, Maringá foi considerada “a melhor cidade do País em planejamento urbano”, com 7,9 no índice que variava de 0 a 8. Esta pesquisa foi realizada pela Urban Systems, para o Connected Smart Cities.
Os últimos estudos realizados sobre planejamento urbano também apontaram Maringá como a cidade com melhor dispersão urbana do país (melhor uso do espaço urbano), graças a políticas públicas de ocupação do solo.
Em 2015, a Austin Rating apontou Maringá como a 4ª melhor cidade do país. Foi um estudo muito amplo e qualificado, tabulando 212 indicadores nas áreas fiscal, econômica, social e digital.
Estes resultados foram alcançados como resultados de políticas de planejamento implantadas nas gestões dos prefeitos Silvio Barros e Roberto Pupin. O crescimento, em todos os índices, foi gradativo, até os destaques nacionais mais relevantes, publicados a partir de 2008, como este da Marcoplan, que aponta Maringá como a melhor cidade para morar no país.
As 5 melhores, no estudo, são: Maringá, Piracicaba, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Franca.

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Coluna do dia 14 de novembro, terça-feira

RADARES MÓVEIS Deve ser votado hoje, em regime de urgência, projeto de lei do vereador Sidnei Telles, institui radares itinerantes. Isso é muito importante. Os radares móveis são parte de um projeto do vereador em defesa de um trânsito seguro desenvolvido pelo vereador.

PSDB O partido realizou convenção estadual sábado, em Curitiba. O governador Beto Richa assumiu a presidência do PSDB.

FILIAÇÃO Wilson Quinteiro assinou filiação no PSDB. Ele deixou o PSB, mas adiantou que continuará com o comando político da sigla, na região.

ALIANÇAS O ministro da Saúde, Ricardo Barros, e a vice-governadora, Cida, do PP, estiveram na convenção e reafirmaram a aliança para 2018.

PSB O presidente do PSB, Severino Araújo, também participou da convenção do PSDB. Ele afirmou que o partido estará na mesma coligação que apoiar Beto Richa ao Senado.

DESTINO Ricardo Gomyde, que presidia o PCdoB, deixou o partido e está filiado ao PSB. Uma ala do partido quer a filiação de Osmar Dias. Outra defende aliança com o PSDB.

PROS O Partido Republicano da Ordem Social realizou Encontro Estadual, no domingo, em Fazenda Rio Grande.

LIDERANÇAS O encontro foi organizado pelo presidente estadual, deputado federal Toninho Wandscheer e teve a presença do presidente nacional do PROS, Euripedes Jr.

DEFINIÇÕES Começam a se confirmar as mudanças partidárias e a se desenhar novos rumos e alianças partidárias. Mas as definições devem acontecer só em março de 2018.

DIFÍCIL O alinhamento dos partidos nos estados com as decisões nacionais sempre foi complicado. No Paraná promete ser ainda mais complicado, no ano que vem.

POLÍCIA MILITAR O vereador Do Carmo foi o anfitrião da 4ª Confraternização da Turma de Policiais Militares CFSD-BPRV/97, em Maringá. Vieram colegas de todas as regiões do Paraná.

CP Ontem foi ouvido o vereador Homero Marchese (PV). Ele fez pedidos à Comissão e um longo pronunciamento, antes de responder às perguntas.

PEDIDO Dom Anuar pediu que as homenagens ao padre Geraldo Schineider, que será sepultado hoje, às 15h30, não sejam feitas com coroas de flores, mas doações à secretaria da Catedral. O dinheiro irá para as obras sociais criadas pelo padre.

 

MUNICÍPIOS

66 ANOS Marialva completa hoje 66 anos. Um município importante para a região.

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA O helicóptero do serviço aeromédico do SAMU esteve ontem no campus da Uningá, para treinamento em curso de Suporte Básico de Vida da Rede de Urgência e Emergência realizado pela 15ª Regional de Saúde.

FLORESTA Em razão da manutenção elétrica emergencial em um dos poços artesianos de Floresta, houve problemas no abastecimento, ontem. A previsão era de regularização do abastecimento até à noite.

VEÍCULO A Prefeitura de Mandaguari, adquiriu um carro Gol que vai ser utilizado para trabalho no setor do Bolsa Família, Secretaria de Assistência Social.

 

FRASE
“O poder não muda as pessoas, apenas mostra realmente quem elas são “. Paulo Jordão

 

PARA LEMBRAR

18 DE NOVEMBRO, 9 horas, Sala 3, Bloco B do HC – Curitiba – reunião do FibroCuritiba. Reunião com equipe de reumatologistas esclarecendo sobre Fibromialgia. Apoio da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR).

18 E 19 DE NOVEMBRO, às 9 horas, Circuito Paranaense de Skate Amador, etapa final 2017. Na praça da patinação (Praça Pedro Alvares Cabral). A praça, na avenida Cerro Azul, que está sendo revitalizada, deverá ser inaugurada e entregue para sediar esse este evento.

21 A 27 DE NOVEMBRO – IV Semana da Micro e Pequena Empresa Paranaense. Eventos em vários municípios do Paraná. Realização da Fampepar, Ampec Apucarana e Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná. Apoio do Sebrae. No dia 27, em Curitiba, será realizado o XII Encontro Sul Sudeste da Micro e Pequena Empresa.

 

ÚLTIMA
O importante não é o que se sabe, mas o que se faz com o que se sabe.

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Um em cada três brasileiros vive em áreas sem jornais ou sites noticiosos locais


Aproximadamente 70 milhões de brasileiros –cerca de 35% da população nacional– vivem em áreas sem a presença de um jornal ou de um site de notícias local. A conclusão é do “Atlas da Notícia”, estudo realizado pelo Projor (Instituto para o Desenvolvimento de Jornalismo, da Universidade Estadual de Campinas) e pelo Observatório da Imprensa, em parceria com a agência Volt Data Lab, publicado nesta terça-feira (7). As informações são de Raphael Hernades na Folha de S. Paulo.

O estudo chamou essas áreas, mais amplas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, de “desertos de notícias”. O levantamento não leva em consideração, no entanto, a presença de emissoras de rádio e TV nesses locais.

“A gente quer futuramente incluir radiodifusão, inclusive rádios comunitárias”, diz Angela Pimenta, presidente do Projor. “Esse não é um retrato rígido. Estamos olhando de telescópio para algumas regiões mais remotas do país.”
De acordo com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, estão ativas 9.776 rádios –entre comunitárias, educativas e comerciais– e 542 emissoras de televisão em todo o país.

Para a presidente do Projor, há uma dificuldade maior ao acesso a informação nesses “desertos” do que há em um grande centro, como São Paulo. “Há uma correlação entre lugares com maior Índice de Desenvolvimento Humano e uma maior existência de veículos”, diz Pimenta.

MAPEAMENTO. O relatório mapeou 5.354 veículos de imprensa distribuídos em 1.125 cidades. Eles atendem regiões onde vivem aproximadamente 130 milhões de pessoas.

Dessas 1.125 cidades, 426 contam apenas com um jornal impresso ou online. A maior delas é Jaboatão dos Guararapes (PE), com 644 mil habitantes, segundo o Censo de 2010 do IBGE.

De acordo com o estudo, a maior parte da mídia está concentrada nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Juntas, elas possuem mais de 20% dos veículos do país, embora correspondam a 10% da população brasileira.
As três cidades não-capitais que concentram maior número de jornais ou sites noticiosos ficam no Estado de São Paulo: Campinas e Santos, com 30 veículos mapeados em cada. Na sequência vem Ribeirão Preto, com 22.

O Estado de São Paulo é também o que concentra maior número de veículos: 1.641. Também aparecem entre os três maiores os estados do Rio Grande do Sul (600) e de Santa Catarina (547).

Ao levar em consideração a população, Santa Catarina está à frente com 6,8 veículos mapeados a cada 100 mil habitantes –a média no Estado de São Paulo é de 4 a cada 100 mil habitantes.

O relatório cruza dados do governo federal, da ANJ (Associação Nacional de Jornais) e informações enviadas pela comunidade.

 

Fonte: UOL

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PT quer Lula candidato mesmo condenado, mas há um problema

O PT quer manter a candidatura de Lula a presidente, de qualquer forma, mesmo condenado em segunda instância. A estratégia está fundamentada em parecer de jurista do Paraná, professor Luiz Fernando Casagrande Pereira.
A estratégia, porém, tem um problema, destacado hoje em várias publicações nacionais. Convencer os aliados a permanecer ao lado de Lula, em uma estratégia de risco. Um exemplo é o PC do B. O partido discute o lançamento de candidatura própria ao Planalto, com três nomes despontando: Manuela d´Ávila (RS), Jandira Feghali (RJ) e Orlando Silva (SP).

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UBER e aplicativos: municípios não poderão regulamentar

João Luiz Regiani publicou notícia muito bem fundamentada sobre as mudanças na lei que vai regulamentar os aplicativos de transporte, no Brasil. O Senado fez alterações que eram esperadas pelas empresas e, por consequência, por milhões de pessoas que usam os aplicativos, em todo o país.

Na votação do Senado foi excluído do texto do projeto de lei a exigência de placas vermelhas e a vedação de que o veículo seja dirigido por terceiros. Também caiu também a restrição de que veículo possa trabalhar por diversos municípios, exigências estabelecidas anteriormente pela Câmara Federal.

Outro aspecto importante decidido esta semana pelo Senado, foi a retirada do trecho que previa a atribuição das prefeituras regulamentarem o funcionamento dos serviços de aplicativos, ficando aos municípios somente a tarefa de fiscalizar os serviços.

Agora o projeto de lei volta à Câmara dos Deputados, já que o Senado fez mudanças no texto.
Outra informação importante de Regiani é que o presidente já sinalizou que pretende vetar restrições  que venham inviabilizar o funcionamento dos sistemas de transporte de pessoas por aplicativos no Brasil.

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Porquê algumas empresas desistiram do Brasil – com atualização

O Citbank decidiu sair do Brasil. Razão: A filial brasileira gerava 1% da receita total de R$ 10 BILHÕES POR MÊS da empresa, ou seja, a filial faturava R$ 100 milhões por mês. A filial brasileira gerava 93% das ações trabalhistas de todas as sua empresas. Além do Citibank, também anunciaram recentemente a saída do país a Fnac (França), HSBC (Inglaterra), Kirin (Japão), Geely Motors (China) e Nintendo (Japão). O Citibank estava no Brasisl há mais de 100 anos.

Que concede a entrevista é o empresário Flávio Gurgel Rocha. Sua família é proprietária de um dos 50 maiores grupos privados do país, que inclui empresas como a Rede de Lojas Riachuelo e o Shopping Midway Mall. Ele foi deputado federal e, assessorado pelo economista da FGV Marcos Cintra, apresentou em 1991 uma proposta de emenda constitucional criando o Imposto Único sobre Transações — uma alíquota de 2% sobre todas as operações financeiras, a ser repartida entre credor e devedor — em substituição aos 58 impostos existentes, incluindo o imposto de renda. Os recursos arrecadados seriam depositados numa conta única e repassados à União.

É preciso debater questões como esta para entender nossos problemas e promover as mudanças necessárias.

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Carta dos Sanitaristas Brasileiros

Carta elaborada e aprovada no Congresso da ABES 2017

A Lei 11.445, conhecida como a Lei do Saneamento Básico, completou 10 anos em janeiro com pouco a comemorar: um estudo realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES no início deste 2017 demonstrou quehouve melhora na situação do saneamento no país, porém, movida por avanços tímidos em algumas regiões.
A Lei, que estabelece as diretrizes nacionais e a política federal para o setor, gerou grandes expectativas quanto à melhoria da prestação e gestão desses serviços e a tão desejada universalização. Dez anos depois, os indicadores monitorados anualmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios) e pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental por meio do SNIS (Sistema Nacional de Informações de Saneamento) apontam um grande contingente de pessoas ainda sem acesso aos serviços.
Diante dos números lamentáveis apresentados no estudo da ABES, intitulado “Situação do Saneamento Básico no Brasil”, a entidade lançou uma campanha nacional de diálogo pelo saneamento, o Ciclo de Debates Desafios do Saneamento Ambiental, percorrendo o País e convidando os profissionais – de empresas públicas e privadas, acadêmicos e estudantes – a discutir este quadro e refletir sobre os
entraves do setor.
Nos encontros realizados em 24 capitais brasileiras nas cinco regiões, entre março e setembro deste ano, inúmeros foram os desafios apontados por profissionais de norte a sul do país, que somam-se às questões já defendidas pela ABES e que serão discutidos no Congresso ABES/Fenasan 2017 e encaminhados às autoridades federais, estaduais e municipais, como segue:
– O Saneamento tem que ser considerado no Brasil uma política de Estado. Apesar de sua irrefutável importância, infelizmente o Saneamento é um dos segmentos mais atrasados da infraestrutura brasileira.
– O poder público e o Setor de Saneamento devem atuar sob a perspectiva da relação direta entre saneamento e saúde, não apenas no que diz respeito às políticas públicas adotadas e aos profissionais dos setores de saúde e de Saneamento, mas na comunicação com a sociedade brasileira, para que esta
entenda a importância, engaje-se e tenha participação ativa, promovendo o exercício da cidadania.
– Fortalecimento Institucional do Setor de Saneamento com a coordenação, no âmbito do Executivo Federal, do Ministério das Cidades, através da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental – SNSA, garantindo-se a atuação efetiva da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).
– Recursos para os Planos de Saneamento Básico – Destinação de recursos financeiros equivalentes a 5% do Orçamento anual destinado ao saneamento (recursos não onerosos) da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, para o financiamento da elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico e para o financiamento de estudos, projetos de engenharia e assistência técnica correlatos aos Planos.
– Consideramos que o REISB (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento do Saneamento) é instrumento fundamental, pois irá gerar benefícios econômicos – a concessão dos créditos só ocorre se houver o real aumento dos investimentos – trazendo oportunidade para vários segmentos da indústria como engenharia consultiva, projetos de engenharia, construção civil, produtos químicos, plástico, aço, máquinas e equipamentos. Gerará milhares de empregos e interferirá direta e positivamente no valor bruto da produção total.
– Assistência Técnica em saneamento para os municípios – Criação de Programa Nacional de Assistência Técnica em Saneamento destinado a conferir aos titulares dos serviços públicos de saneamento, os municípios brasileiros, capacidade técnica, institucional e de gerenciamento capaz de fazer frente aos desafios da universalização do abastecimento de água, da coleta e do tratamento dos esgotos.
– Implementação de ações junto à Caixa Econômica Federal – CEF, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e Fundação Nacional de Saúde.
– Funasa, que tornem menos burocrático e menos moroso o processo para obtenção de recursos. Também devem ser aprimorados e desburocratizados os processos de acompanhamento da execução das obras, obtendo-se agilidade nas soluções de problemas que hoje emperram o andamento e postergam em muito o prazo de implantação dos empreendimentos.
– Regulação – Fortalecer a governança regulatória de modo a possibilitar a segurança e sustentabilidade dos contratos dos concessionários e a isonomia competitiva por meio de fortalecimento das agências reguladoras existentes e da criação de agências reguladoras regionais.
– E, finalmente, estabelecer um programa estruturante voltado para cadeia do saneamento, envolvendo diversas esferas do governo e iniciativa privada, nos moldes o PBQP-Habitat já existente no âmbito da Secretaria Nacional da Habitação e aproveitando as sinergias de outras iniciativas já desenvolvidas no
Ministério das Cidades.
Não podemos mais admitir que nosso País continue exibindo os mesmos índices ano após ano, com tantas disparidades entre suas regiões, em pleno século 21.
Continuamos dispostos a colaborar para a execução das políticas e diretrizes que visem as reais melhorias e o aumento da cobertura dos serviços de saneamento básico no Brasil. É nossa missão trabalhar pela universalização dos serviços para garantir a saúde, a qualidade de vida e a dignidade de todos os brasileiros.

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PPS confirma pré-candidaturas ao Governo do Paraná

Cesar Filho, Rubens Bueno e Marcelo Rangel

Em dois encontros realizados na sexta-feira, 29, e no sábado, 30, o PPS lançou as pré-candidaturas de Cesar Silvestre Filho (prefeito de Guarapuava) e Marcelo Rangel (prefeito de Ponta Grossa) à disputa do governo do Estado, em 2018.
O deputado federal Rubens Bueno, presidente do PPS, relata que está quase completando o roteiro de visitas às regiões do Paraná, em um projeto que busca chamar as lideranças para o debate, que se torna ainda mais necessário devido o momento delicado que vive o nosso país.
Bueno também afirma que PPS sempre busca apresentar boas opções para a comunidade e desta forma tentar mudar este cenário político. O projeto do partido para 2018 é o de escolher um candidato a governador e apoiar o senador Cristovam Buarque para que dispute a eleição presidencial.

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Pauta da Câmara dos Deputados, na semana

O recebimento da denúncia contra o presidente Michel Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça e a conclusão dos debates da reforma política dominarão a pauta da Câmara dos Deputados nesta semana. As sessões do plenário estão marcadas para começar a partir das 11h30 de terça-feira (26).

Até o momento, não há definição se a Câmara dividirá a denúncia e fará análises separadas. Isso porque a acusação do Ministério Público Federal também envolve os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

“O entendimento, a Secretaria-Geral da Mesa trará com solidez. A primeira impressão é de que é sim possível haver essa análise conjunta, e a solução que for dada pela Câmara dos Deputados terá acompanhada a questão dos ministros. A autorização da Câmara, é focada, no meu entender, na responsabilidade do presidente. Os ministros já podem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal”, disse o líder do DEM, deputado Efraim Filho.

Para começar a tramitação na Câmara, a denúncia entregue na noite da quinta-feira (21) precisa ser lida no plenário em sessão com quórum de pelo menos 51 deputados. Segundo o regimento interno, lida a denúncia, cabe ao primeiro-secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR) comunicar ao presidente Temer sobre o recebimento da denúncia. Paralelamente, a peça segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A expectativa do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) é de que a votação no plenário aconteça no início de outubro. A expectativa do parlamentar é decidir sobre a denúncia “o mais rápido possível, mas respeitado o regimento”.

Prazo – O presidente Michel Temer tem até dez sessões para apresentar a defesa na CCJ. Enquanto apresenta a defesa, o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), deverá definir o relator da proposição. Após apresentação da defesa, a CCJ tem até cinco sessões para elaborar e votar o parecer, que poderá ser pela aceitação ou pelo arquivamento da denúncia. Independentemente da decisão da Comissão, a decisão final sobre a abertura de investigação contra o presidente da República cabe ao plenário da Câmara.

Para que seja autorizada a abertura da investigação, são necessários os votos favoráveis de pelo menos 342 deputados. Se esse placar não for atingido, a denúncia será arquivada até o final do mandato do presidente Temer. A necessidade de autorização prévia para processar o presidente da República está prevista no artigo 86 da Constituição.

Essa é a segunda vez que o presidente Temer é denunciado. Em agosto, o plenário da Câmara rejeitou a denúncia por corrupção passiva. Nessa situação, o processo é suspenso e só pode ser retomado depois que Temer deixar a Presidência da República.

Reforma Política – Além da denúncia contra Michel Temer, a Câmara pretende concluir as análises sobre reforma eleitoral. Após uma sessão tumultuada, deputados não conseguiram concluir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16, que prevê a proibição das coligações em eleições proporcionais (de deputados e vereadores) a partir de 2020, além de estabelecer critérios para acesso ao Fundo Partidário e ao tempo para propaganda em rádio e TV. A matéria está pautada para análise do plenário na quarta-feira (27).

A PEC 282/16 já foi aprovada em dois turnos na Casa, mas ainda depende da apreciação de três destaques para que a tramitação da proposta seja concluída na Câmara. Em seguida, a matéria segue para apreciação do Senado, onde também precisará ser discutida em dois turnos. Para que as alterações sejam válidas nas eleições de 2018, a PEC precisa ser aprovada até 7 de outubro.

A PEC estabelece adoção de uma cláusula de desempenho para que os partidos só tenham acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na rádio e na TV se atingirem um patamar mínimo de candidatos eleitos em todo o país. Os pontos já foram aprovados nos dois turnos de votação e não poderão ser novamente discutidos na próxima sessão sobre o tema.

A cláusula de desempenho prevê que, a partir de 2030, somente os partidos que obtiverem no mínimo 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, terão direito aos recursos do Fundo Partidário. Para terem acesso ao benefício, os partidos também deverão ter elegido pelo menos 15 deputados federais distribuídos em pelo menos um terço dos estados.

O mesmo critério será adotado para definir o acesso dos partidos à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A mudança, no entanto, será gradual, começando pelo piso de 1,5% dos votos válidos e 9 deputados federais eleitos nas eleições de 2018, chegando a 2% e 11 deputados eleitos em 2022, a 2,5% e 13 eleitos em 2026, até alcançar o índice permanente de 3% e 15 eleitos em 2030.

Financiamento de Campanhas – A Câmara pode voltar a discutir, além da PEC, a criação de um fundo público para o financiamento de campanhas. O tema polêmico já foi rejeitado em votação de outra PEC (77/03). No entanto, outro dispositivo pode resgatar o instrumento para debate nesta semana. O Projeto de Lei 8612/17 teve requerimento de urgência aprovado e, portanto, não precisará cumprir os prazos regimentais para análise do plenário.

Além de reabrir a possibilidade de criação de um fundo público para financiamento, o PL 8612/17 regulamenta a forma de arrecadação de doação de pessoas físicas e os limites para gastos com campanha já nas eleições em 2018, para cada cargo em disputa. Além de definir regras como horário de divulgação de propaganda eleitoral, campanha na internet, incorporação no texto legal da proibição de doações de pessoas jurídicas, criação de outras formas de arrecadação de doações de pessoas físicas, pesquisas eleitorais e participações em debates.

Em meio às dificuldades de avançar o tema na Câmara, os senadores também discutem mecanismos de alterar o sistema de financiamento de campanhas. No Senado, os parlamentares discutem a construção de um novo texto substituindo o Projeto de Lei do Senado 206/2017, que cria um fundo eleitoral.

Ainda sem consenso quanto à fonte dos recursos, a matéria prevê o fim da propaganda partidária de rádio e televisão em anos ímpares (quando não há eleições) e o repasse de 50% das emendas impositivas de bancadas para a constituição do fundo. A discussão do assunto também estará na pauta da semana do Senado.

Agência Brasil

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Na web, 12 milhões difundem fake news políticas

Cerca de 12 milhões de pessoas difundem notícias falsas sobre política no Brasil, de acordo com levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP). Se considerada a média de 200 seguidores por usuário, o alcance pode chegar a praticamente toda a população brasileira. O dado é resultado de um monitoramento com 500 páginas digitais de conteúdo político falso ou distorcido no mês de junho. As informações são de Alexandra Martins no Estadão.

Pesquisadores das diversas áreas ligadas ao assunto, como Ciência da Computação, Ciência Política, Comunicação e Direito, são unânimes em afirmar que as notícias falsas podem ganhar bastante protagonismo na próxima disputa presidencial brasileira, com potencial de alcance maior do que as informações de fontes reconhecidas como confiáveis. “No atual momento, a polarização ideológica coincidiu com o consumo de notícias sobre política por meio das redes sociais. Quanto mais manchetes se prestam a essa informação de combate, maior é a performance delas, o que acaba por corroer o sistema como um todo, poluindo o debate político”, avaliou o cientista político Pablo Ortellado, um dos coordenadores do Gpopai.

O prognóstico é reforçado por exemplos quase que diários na rede. No dia 19 do último mês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma fake news que dizia que o petista havia sido expulso de um restaurante em Natal. Naquele dia, Lula estava em Pernambuco na caravana pelo Nordeste. A notícia falsa teve quase 15 milhões de compartilhamentos, comentários e outras interações no Twitter.

Confiança. Para analistas, outro dado a ser considerado em presença das fake news é o grau de confiança do brasileiro nas redes sociais como fonte para a escolha do melhor candidato em 2018.

Para 36% dos brasileiros, segundo pesquisa Ibope de junho deste ano, as mídias sociais terão muita influência nesse processo, enquanto 56% disseram que elas terão apenas “algum” potencial. “As notícias falsas são mais apelativas com maior poder de contaminar esse ambiente”, disse o cientista da computação Thiago Pardo, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O pesquisador começou recentemente a orientar seu primeiro doutorando em notícia falsa. A instituição é pioneira em pesquisa sobre o assunto.

Para o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) Eugênio Bucci, o que impulsiona alguém a compartilhar fake news é a lógica do entretenimento. “A notícia falsa, quando corresponde a um preconceito profundamente enraizado, é fonte de grande prazer. O sujeito vê aquilo e fala ‘eu sabia’.”

Segundo a advogada da área do direito digital, Juliana Abrusio há dois principais perfis desse perpetuador de inverdades nos momentos prévios de decisões políticas: o idealista na faixa entre 20 e 50 anos, que faz de tudo por seu candidato, e o contratado, que faz tudo por dinheiro. “Normalmente, prevalece o contratado”, disse.

De acordo com a advogada – que já teve entre seus clientes o senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a campanha presidencial de 2014 –, um processo por crime de calúnia, difamação e injúria, materializado em notícia falsa, leva de 6 a 12 meses para ter um desfecho. “O direito não consegue caminhar na mesma velocidade da internet.”

Junk news. Ela também alerta para a proliferação de “notícias enviesadas”, chamadas de junk news. “Quando tiram de contexto um assunto para transmitir outra mensagem.”

O professor de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo Fábio Malini verificou que essas junk news, de 300 fontes distintas, foram mais compartilhadas do que as notícias verdadeiras sobre a delação de executivos e ex-executivos da Odebrecht no momento em que a colaboração premiada da empreiteira foi homologada, em janeiro deste ano.

3 PERGUNTAS PARA…

José Fernando R. Júnior, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação

1. De onde vêm as notícias falsas?
Essa é a pergunta essencial para entender todo o resto. As notícias falsas (ou pós-verdades) são criadas, na maioria absoluta das vezes, para a obtenção de lucro. Quanto mais visualizações do seu site, mais cliques e mais ganhos, os quais podem chegar a milhares de dólares. Este mecanismo é seguido por outras empresas como o Facebook.

2. Notícias falsas são mais compartilhadas que as verdadeiras? Por quê?
As notícias falsas são compartilhadas proporcionalmente ao quanto são sensacionais. Da mesma maneira como as notícias reais. Todavia, se há uma motivação financeira forte, pode-se ter um mecanismo de divulgação mais agressivo.

3. Qual é a diferença no compartilhamento de notícias falsas e verdadeiras?
Para identificar uma notícia verdadeira, basta verificar se há em sua teia de compartilhamentos um número significativo de fontes com credibilidade e/ou de usuários com perfil autêntico, no sentindo de zelo com relação à veracidade do que compartilham.

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