Economia



Maringá é a 23ª cidade do Brasil em geração de empregos

Foto: Sol Derio

O site do governo do Paraná destacou Maringá, nessa segunda-feira, dia 22 de maio. Em texto sobre economia, afirmou: “MAIOR – Maringá, no Noroeste do Estado, foi a cidade com maior saldo de vagas no primeiro quadrimestre, com 1.348 vagas, geradas, principalmente, pela agroindústria e pela indústria metalmecânica. A cidade ficou na 23ª posição entre os 100 municípios que mais criaram vagas com carteira assinada no País”.
Dez cidades do Paraná ficaram entre as que mais geraram vagas no País.
Curitiba e região metropolitana foi a primeira no país, entre as capitais.
Maringá ficou a frente de várias capitais e se destacou entre as cidades do interior.

 

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Contramão

Responsável por 30% do PIB (Produto Interno Bruto) do Paraná, o agronegócio tem mostrado, em meio à maior crise econômica da história do Brasil, porque é o setor mais competitivo da economia brasileira. Na contramão dos indicadores negativos, já interpretados como números de uma recessão, o agronegócio mantém a expansão.
De uma participação no PIB de 21,5%, passou a 23% em 2016. E a previsão da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é de crescimento de 2% em 2017.

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Setor público sinaliza redução de despesas

Na noite dessa terça-feira (29) o Senado aprovou, em primeira discussão, a proposta de emenda à Constituição (PEC 55/2016) que estabelece limites para os gastos públicos, por 20 anos.
Foram 61 votos contra 14.
A aprovação do congelamento de despesas públicas é o passo da União que deverá ser seguido por estados e municípios. A recuperação da economia do país exige equilíbrio das contas públicas.
A arrecadação do setor público já é enorme. Não há justificativa para déficit nas contas dos governos.
Planejamento e controle é um dever que a população deve cobrar dos governos, em todos os níveis.
O governo do Paraná mandou para a Assembleia Legislativa, esta semana, projeto de lei que pretende iniciar uma reforma administrativa com foco na eficiência e redução de despesas.
Entre as medidas estão a conclusão do processo de extinção do Badep, o Banco do Desenvolvimento do Paraná e do Centro de Convenções de Curitiba. Também propõe a redução das operações da Imprensa Oficial e a incorporação do Serviço Geológico do Paraná, a Mineropar, pelo ITCG, o Instituto de Terras, Cartografias e Geociências.
As medidas que compõem este projeto de lei do governo do Paraná tem uma economia calculada em cerca de R$ 175 milhões.
Os prefeitos eleitos e reeleitos também deverão assumir as suas prefeituras de olho na gestão fiscal. O próximo ano promete dificuldades para todos, especialmente para quem não se adequar à realidade da nossa economia que precisa de muitas medidas e ambiente seguro para voltar a crescer.

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O varejo e o desafio da superação

 

Texto de Hércules Maimone*

A economia norte-americana continua a dar sinais consistentes de crescimento e a Convenção e Exposição Anual da Federação Nacional de Varejo (National Retail Federation – NRF 2016) é um claro retrato disso. Realizada em Nova Iorque, em meados de janeiro, contou com os principais fornecedores de soluções para o setor. A constante evolução que se percebe no varejo é decorrente de uma mudança de comportamento do consumidor nos últimos anos que, inegavelmente, se tornou mais exigente, utilizando recursos digitais que estão em seu DNA e, literalmente, em suas mãos: smartphones, tablets e PCs.
As pesquisas mostram que pouco menos de 10% dos consumidores fazem suas compras pela internet. Embora esse número seja ainda tímido para a indústria, ele vem crescendo ao longo dos anos. O dado mais importante, porém, é que mais de 70% dos consumidores utilizam os canais de internet para buscar informações sobre os produtos, verificar a opinião de outros consumidores ou mesmo de formadores de opinião, como os “youtubers” e blogueiros, que apontam tendências, aprovam ou desaprovam produtos, lojas e marcas.
Essa crescente onda fez com que, nos últimos quatro anos, o varejo norte-americano registrasse um decréscimo dramático – mais de 50% – no trânsito de pessoas nas lojas. Essa queda, no entanto, não comprometeu as receitas de vendas, que aumentaram 10% no período. Isso nos leva à conclusão indubitável de que o consumidor moderno, na imensa maioria dos casos, faz suas pesquisas pela internet, decide o produto a ser comprado diante de uma tela, mas efetua a compra numa loja física.
Reinventar-se no acolhimento, na hospitalidade e no atendimento diferenciado nas lojas físicas é, portanto, a receita mais segura para um “up-selling”, conceito que amplia a compra do consumidor, aumentando o seu gasto médio. A visita às lojas físicas deve complementar a decisão tomada diante das telas, confirmando sua escolha e adicionando novas possibilidades.
Outro dado importante está no fato de que os consumidores conhecidos como Millennials, aqueles nascidos próximos ou no século XXI, já não têm a preocupação em adquirir um produto, um bem. Buscam uma experiência. O importante para essa geração, que sucede aos “baby-boomers” e à geração X, é dizer que esteve, que participou, que experimentou, que viveu, que fotografou, que filmou e que fez. O novo símbolo de “status” está na divulgação, entre os amigos e conhecidos, por meio das redes sociais, de suas conquistas experimentais. Daí os novos formatos de consumo como a economia compartilhada, a preferência por produtos e serviços sustentáveis que revertam parcela de seus ganhos aos programas de desenvolvimento humano, em especial àqueles voltados a cidadãos que possuem maiores necessidades.

Esse consumidor desafia o modelo massificado de produção de Henri Ford ao cobrar um modelo de personalização. O varejo e a indústria devem se atentar às necessidades e desejos individuais. Devem conhecer as preferências de seus consumidores e suas conexões sociais para estar inseridos em sua vida, fazer parte dela e não fornecer ou vender. Devem evoluir com os estágios de vida de cada consumidor e adequar os seus produtos e a sua linguagem a cada um desses estágios, se quiserem uma relação longeva. É a personalização inserida em um contexto individual e relevante do consumidor.
A chamada jornada de compra – experiência do consumidor em buscar, escolher e comprar um produto ou serviço – não se limita aos aspectos da experiência ou aos atributos daquilo que ele escolheu. Vai além. Chega aos chamados meios de pagamento. Como fazer com que o processo de pagamento também seja parte dessa experiência? Há muita inovação em todo esse quesito com a disponibilidade de meios alternativos importantes que pontuam, fidelizam, incentivam, bonificam e cativam o cliente.
Essa realidade não se limita aos Estados Unidos e outros países desenvolvidos. O comportamento do consumidor brasileiro evolui na mesma direção. Nossa mais importante diferença está no momento econômico que vivemos. O varejo brasileiro se coloca no lugar do homem na célebre frase de Martin Luther King: “a verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém e cresce em tempos de controvérsia e desafios”.
O setor varejista brasileiro é maduro e consciente sobre a necessidade de execução de sua tarefa. É preciso entender que o novo padrão de consumo impõe uma nova exigência mínima para atuar nesse contexto: se adaptar para atender a esse consumidor moderno, “antenado” e socializado digitalmente. É preciso buscar inovações com apoio de tecnologia, otimizar processos e cortar consistentemente custos para proporcionar experiências com valor agregado ao consumidor, que lhe garanta confiabilidade em um ambiente de simplicidade. Sabemos que é difícil ser simples, é difícil fazer o simples – mas ele é inegociável. Não há espaço para cantilenas; pelo contrário, é tempo de exercer uma das mais notáveis capacidades humanas de todos nós brasileiros: a de superação.

* Hércules Maimone é sócio da PwC Brasil e especialista em varejo

 


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Tempos bicudos e a tentação da demagogia

O Paraná termina o ano com uma crise instalada entre os poderes.
Declarações do secretário de Fazenda sobre a gestão do dinheiro público na Assembleia Legislativa e no Judiciário do Paraná causaram um enorme mal-estar entre os dois poderes e o Poder Executivo.
O secretário escolheu um atalho perigoso e imprudente. Porém será inevitável aos poderes, em todos os níveis e em todo o país, tratarem nos próximos meses de ajustes nos gastos. Já está faltando dinheiro e a forma do gerenciamento dos recursos terá que ser modificada, com cortes, controle e eficiência.
No Rio Grande do Sul onde as finanças estão ainda piores, fruto de uma sequência de governos desastrosos, e, dizem alguns, de um governador realista cercado por uma equipe incompetente, a crise entre o Poder Judiciário e o executivo está instalada. Previsão de muitas chuvas e trovoadas para 2016.
A relação do governador gaúcho com a Assembleia é boa. O secretário de Fazenda, muito mais acuado, não pagou 13º e tem parcelado os pagamentos de salários em três ou mais vezes. Não atacou os outros poderes, deixando as divergências por conta da prática, ou seja, a falta de dinheiro mesmo.
No atual sistema de governo, falido e reprovado, cabe ao Executivo a proposta de mudança nos gastos de todos os poderes. Falta de dinheiro a parte, com imprudência e demagogia não se resolverá o problema.
O único caminho será um diálogo prévio e interno entre os poderes, onde o bom senso prevaleça e as ações sejam conjuntas. O resto será no mínimo oportunismo e com certeza não ajudará a reduzir gastos na quantidade e na velocidade necessárias.

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As regras do jogo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sofreu uma grande derrota, que se estende a toda a instituição. As decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ontem (quinta-feira), estabeleceram regras para o processo de impeachment que vão exigir transparência na Câmara dos Deputados e uma decisão posterior do Senado.
Ganhou fôlego também a presidente Dilma e seu cada vez mais questionado governo.
Se o impedimento for aprovado pelos deputados federais ainda restará a Dilma o Senado. E se o Senado aprovar a decisão ainda restará o Supremo.
A votação no Supremo indica que não será simples e nem fácil interromper o mandato de Dilma Rousseff.
Regras de jogo a parte, o governo Dilma se esvazia um pouco mais a cada dia, com agravamento de problemas na economia e previsões cada vez mais pessimistas para o país em 2016 e 2017.

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Os enigmas das eleições 2016

Dezembro vai passando rapidamente. Em poucos dias estaremos no Natal e no Ano Novo.
2016 chega com as eleições municipais no seu calendário. Além de mudanças na legislação eleitoral, algumas mais significativas do que nos demos conta, mexendo inclusive com os setores públicos, a pré-campanha acontece em meio a uma gravíssima crise política nacional.
Assistimos nos noticiários revelações e acontecimentos que beiram o inacreditável. Uma era “vendida” como de prosperidade e justiça desmorona a cada fato novo de corrupção e irresponsabilidade administrativa que vem a público.
O governo federal acumulou um déficit enorme, que os brasileiros ainda não conhecem. Falam só do déficit primário… Esse é fichinha.
As perspectivas econômicas para 2016 e 2017 são muito desfavoráveis. Brasília vive um turbilhão de confusões, uma espécie de MMA político-jurídico com finais imprevisíveis.
O que será mais importante para os municípios no começo de julho, quando começa a campanha eleitoral? Quem terá se credenciado no município para representar o sentimento da população? Claro, isso será diferente em cada município, dependendo da sua realidade neste momento.
Respostas que teremos apenas no segundo semestre do ano que vem.
Essa poderá ser a pré-campanha mais exigente, difícil e desafiadora de todos os tempos. Ou não?

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Maior inflação acumulada desde 2003

Desde 2003 a inflação acumulada em 12 meses não passava de 10%. Mas agora em novembro o acumulado dos últimos 12 meses chegou a 10,48%. A inflação em novembro foi de 1,01%, segundo o IPCA, divulgado hoje pelo IBGE. Em outubro o cálculo foi de 0,82%.
Em 2003 a inflação acumulada chegou a 11,02% e depois nunca mais ultrapassou 10%.
O valor está acima do limite máximo da meta do governo. O governo tem como meta manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Assim pode oscilar de 2,5% a 6,5%. Em 2015, no acumulado de janeiro a novembro, a alta de preços soma  9,62%.

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Tempos de incertezas

Está começando uma semana que promete muita agitação no Brasil. Amanhã começa a tão anunciada greve e manifestação dos caminhoneiros pelo impechment de Dilma. No Judiciário se abre a perspectiva do julgamento de uma cassação do registro de candidatura da chapa Dilma/Temer. No dia 15, próximo domingo, estão marcadas manifestações no país que, segundo alguns, serão as maiores já realizadas.
Na Câmara dos Deputados teremos uma semana voltada ao julgamento de denúncias contra o seu presidente, deputado Eduardo Cunha.
Convidei um amigo para um evento no ano que vem, em março. A sua resposta foi direta: “Temos que ver se haverá o evento”. Não é um evento político ou do setor público, é cultural.
As dúvidas são o cenário de uma semana de muitas incertezas.
Economistas afirmam que a economia brasileira pode estar no meio da mais severa crise em mais de um século. Já há consenso entre os analistas de que o Brasil enfrentará dois anos seguidos de recessão, o que não ocorria desde 1930. O recuo deste ano é apontado pelos analistas como algo próximo de 3%.
Os números para 2016 ainda variam bastante, mas, se estiverem corretas as projeções mais pessimistas que começam a aparecer, com queda até superior a 3%, o quadro será mais desalentador: o ciclo econômico do atual biênio vai ser o pior pelo menos desde 1901, início da série histórica disponível no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As informações são do Estadão.
Todas as projeções apontam para dois anos seguidos de forte recessão.

 

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Microempresas empregam 27,8% dos trabalhadores da América Latina

A Confederação Nacional da Micro e Pequena Empresa (Conampe) divulgou estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que mostra a importância das micro e pequenas empresas na América Latina. Essa região do planeta tem 11 milhões de micro e pequenas empresas, que são responsáveis por 46,6% dos empregos.
De acordo com o estudo as microempresas têm 27,8% dos empregos e as pequenas 18,8%. As grande empresas empregam 17% dos trabalhadores latino-americanos.
Os dados estão no site da Conampe, entidade presidida por Ercílio Santinoni.
O estudo completo da OIT pode ser solicitado pelo e-mail [email protected].

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