Entrevista



Augusto Nunes entrevista Sérgio Moro no Roda Viva, nesta segunda, às 22h15

O jornalista Augusto Nunes fará nesta segunda-feira, dia 26 de março, às 22h15, na TV Cultura (em Maringá – Vivo canal 526 – Net 516 – Satélite Sky e Claro canal 2), a sua última apresentação do Roda Viva. O convidado é o juiz federal Sérgio Moro. Augusto Nunes participou da estreia do programa, em […]

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Agronegócio foi tema da entrevista de Sergio Souza à CBN Maringá

O deputado federal Sérgio Souza esteve agora há pouco na CBN. Falou o agronegócio, prorrogação do Funrural e Plano Safra. Sérgio é presidente da Comissão de Agricultura da Câmara de Deputados. Acompanhe.

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Cida quer ser a primeira governadora do Paraná

Na tarde de sexta-feira, dia 26, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, esteve em  Campo Mourão. Em visita à sede do i44 News, conversou com o jornalista Gelinton Batista. Vídeo e texto estão aqui.

“Muito mais que ex-deputada estadual, ex-deputada federal, esposa do ministro da saúde, Ricardo Barros, mãe da deputada estadual Maria Victoria e atual vice-governadora do Paraná, ela tem uma história de vida vitoriosa que poucos paranaenses conhecem.
Décima filha de um família de 13 filhos de Caçador, no meio-oeste de Santa Catarina, já nasceu vencedora. Ainda no ventre, horas antes de vir ao mundo, saiu ilesa junto com a mãe, Ires Anna Borghetti, de um grave acidente em uma curva na rodovia que liga Caçador a Porto União. O bebê de apenas sete meses nasceria naquela noite.
O nome foi uma homenagem a Nossa Senhora de Aparecida. No momento do tombamento do coletivo, dona Ires teria pedido a intercessão da padroeira: “Nossa Senhora Aparecida nos acuda”. Em devoção, o nome escolhido para criança foi Maria Aparecida Borghetti.
Não foi apenas no nascimento que Cida Borghetti, como ficou conhecida, lutou pela vida. Aos 33 anos, foi diagnosticada com câncer no colo do útero. Durante quatro anos, já mãe da pequena Maria Victoria – na época deputada estadual – resistiu bravamente. Passou por cirurgias, retirou o colo do útero, ovários e as trompas. Ficou viva e fortalecida.
Tornou o doloroso aprendizado em bandeira de atuação parlamentar, criando campanhas e políticas públicas voltadas a prevenção da doença durante seus mandatos na Assembléia Legislativa do Paraná e na Câmara Federal em Brasília. Com forte vínculo no modelo tradicional de família, estendeu seu trabalho para a primeira infância.
Se no cargo de deputada estadual foi recordista na produção de leis estaduais no Estado – uma delas que instituiu o Dia Estadual de Luta contra o Câncer de Mama –, em Brasília, como deputada federal, coordenou a redação do Marco Legal da Primeira Infância. A lei que cria programas, serviços e iniciativas voltados à promoção do desenvolvimento integral de crianças desde o nascimento até os seis anos de idade – e é considerada a lei mais avançada do mundo sobre o assunto – a levou no ano passado a participar 55ª Sessão da Comissão de Desenvolvimento Social da Organização das Nações Unidas (ONU) para detalhar como foi construída a legislação no Brasil.
Acessível, simples no trato e experiente na política, neste ano Cida busca uma nova vitória em sua vida. Quer se tornar a primeira mulher governadora do Paraná.

A senhora travou uma grande luta contra o câncer e venceu. Qual é o aprendizado que pode ser repassado para as pessoas que estão enfrentando essa situação?
Cida Borghetti: Amor à vida. Acho que essa é a grande palavra.

A senhora tem uma atuação reconhecida no setor de prevenção do câncer. Qual o propósito desse trabalho?
Cida Borghetti: É um trabalho de prevenção. A única maneira de salvar vidas, de trabalhar um diagnóstico precoce é ajudar as pessoas a evitar essa doença que mata, que é tão violenta, que desestrutura as famílias, que é tão dispendiosa, que é cara para o serviço público, que é cara para as pessoas que, muitas vezes, no desespero acabam vendendo o patrimônio para buscar o que tem de melhor e mais moderno. E, muitas vezes, não encontram a cura. Então a minha mensagem aqui é busquem o diagnóstico através dos exames preventivos.

Outra área que a senhora tem atuação reconhecida é a infância. O que vem a ser o Marco Legal da Primeira Infância?
Cida Borghetti: Nós aprovamos na Câmara Federal. Quando eu estava deputada federal, fui presidente da Comissão da Primeira Infância, e hoje o Brasil tem a lei mais avançada no mundo de atenção a criança de 0 a 6 anos e que serve de base para o programa do governo federal, do presidente Michel Temer, Criança Feliz. Muitos municípios brasileiros, e acredito que Campo Mourão também, aderiram a esse programa que é focado no atendimento de crianças de 0 a 6 anos.

A senhora tem o esposo e a filha atuando na vida pública. Como é conciliar o papel de mãe, de esposa e as atribuições dos cargos públicos em um clã político?
Cida Borghetti: Não conheço outra maneira, porque desde que começamos a namorar, noivado e casamento já foi desta maneira. Quando Maria Victória nasceu, o Ricardo já estava prefeito de Maringá. Também conviveu o tempo todo com esse modelo de vida, servindo as pessoas, trabalhando pelos outros. Então, é o nosso sistema de vida, de atender e cuidar das pessoas, dos municípios. É tranquilo. Faz parte do nosso dia a dia.

Como a política surgiu na sua vida?
Cida Borghetti: Eu sou militante desde adolescente. Sou da fundação do PSD jovem do Paraná. Naquela época, o governador era o Ney Braga, meu pai era getulista, era apaixonado pela política. Meu pai e minha mãe sempre foram militantes partidários e dos movimentos sociais da Igreja Católica. Então veio daí o gosto e, ao longo do caminho, encontrei o Ricardo, que também já vinha com toda essa trajetória de sucesso.

Em sua opinião, qual o diferencial na forma de governar por ser do sexo feminino?
Cida Borghetti: A mulher tem o dom de ser mãe, de amamentar. Eu acho que esse lado carinhoso, esse olhar maternal da mulher, esse olhar total que a mulher tem, de cuidar das pessoas, da família, das crianças, talvez seja um diferencial. Não que o homem não tenha. O homem também tem esse olhar carinhoso. Mas é um diferencial.

Em abril a senhora pode ser tornar oficialmente a primeira mulher a governar o Paraná. O governador Beto Richa vai mesmo se desincompatibilizar para a senhora assumir o cargo?
Cida Borghetti: É uma decisão pessoal do governador Beto Richa em deixar o governo até 7 de abril para disputar uma das duas vagas ao Senado da República. Sendo assim, uma honra para nós, a primeira mulher a assumir o governo do Estado do Paraná. Tenho um bom relacionamento com o governador, de trabalho, de confiabilidade, e estamos nessa expectativa.

O que será possível avançar em oito meses se realmente o governador Beto Richa deixar o cargo?
Cida Borghetti: O Paraná é um estado bastante diferenciado da nação hoje. Pelos ajustes fiscais liderados pelo governador Beto Richa, possibilita hoje ao Paraná um estado em crescimento, novos postos de trabalho, obras por todo o estado, repasses significativos para todas as prefeituras. Um dos estados que mais investe em saúde pública do Brasil é o Paraná, em especial aqui pra região. Olha os investimentos na Santa Casa, que somam mais de R$ 36 milhões, entre tantos outros investimentos significativos. Acho que uma continuidade das políticas que estão dando certo, ampliação da política econômica, das políticas sociais, avançar na modernidade, as cidades sustentáveis, sempre inovar, tecnologia. Por exemplo, Campo Mourão e Maringá abrigam duas das maiores cooperativas do Brasil, que é a Coamo e a Cocamar. Eu entendo que é possível realmente transformar o nosso estado, que já é um estado de agronegócio, em um referência muito positiva nacional e internacionalmente nesta área, que já bate recordes de exportação de grãos através do nosso porto de Paranaguá, que é um porto moderno e eficiente.

O que de novo a sua provável candidatura representará para o Paraná?
Cida Borghetti: Representará um impacto muito positivo na vidas das pessoas, representando as mulheres e as famílias paranaenses. Temos um histórico, duas vezes deputada estadual, duas vezes deputada federal, sempre defendendo bandeiras importantes durante toda essa minha trajetória. Ações que pautam o Brasil hoje. As campanhas de prevenção contra o câncer de mama, de próstata, do colorretal, o marco legal da primeira infância, essa política de atenção à criança unindo educação, saúde e direitos humanos, ação social, cultura, esporte, atendendo essa demanda importante que é essa atenção prioritária. Uma criança bem nutrida, bem educada nos primeiro anos de vida, o impacto na sua vida adulta é completamente diferente. Vislumbra a possibilidade de um futuro melhor, um emprego melhor e muito melhor remunerada. Então, acho que essas bandeiras que nós defendemos e carregamos têm um impacto muito positivo na governabilidade do estado do Paraná.”

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Em entrevista à CBN, Ulisses revela que só assinará reajuste da tarifa quando chegarem os novos ônibus

O repórter Victor Simião esteve agora há pouco com o prefeito Ulisses Maia e gravou uma entrevista. O prefeito anunciou que não assinará o reajuste da tarifa do transporte coletivo até a chegada dos novos ônibus. Ouça aqui.

Ele anunciou o coronel Padilha assumirá uma Secretaria Extraordinária de Segurança, até que uma reestruturação administrativa seja planejada e encaminhada à Câmara.

O prefeito informou que assinou documentos hoje dando continuidade à compra de armar para a Guarda Municipal. Disse que elas só serão utilizadas depois de treinamento.

Revelou que pretende fazer convênios para que a atuação da guarda e os processos de segurança sejam integrados com Sarandi e Paiçandu, cidades conurbadas a Maringá.

Entrevista aqui.

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“Não faltarão vacinas contra a febre amarela”, garante ministro da Saúde

Em entrevista hoje pela manhã à Jovem Pan, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, falou sobre as vacinas para febre amarela. Ele garantiu que não vão faltar vacinas.

“Temos capacidade de imunizar a todos. É preciso que pessoas, que estão em cada Estado onde decidiu que deve haver vacinação de toda a população, se apresente aos postos de vacinação. E muitos municípios que não estão recomendados estão se apresentando e vamos fazer a cobertura vacinal, mas como não estavam previstas, há um certo tempo para que a gente desloque o estoque de vacinas. Não há disponibilidade imediata, mas não faltam vacinas no Brasil”, explicou. “População, fique absolutamente tranquila, não faltarão vacinas contra a febre amarela”, garantiu.

No vídeo, a entrevista na íntegra.

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Rádio e Televisão de Portugal: Entrevista com Bolsonaro

O texto é da RTP: “As sondagens para as presidenciais brasileiras colocam em segundo lugar um deputado federal defensor da ditadura que governou o país durante 20 anos e que é acusado de homofobia”.
“Jair Bolsonaro defende ainda a prisão perpétua e os trabalhos forçados.”
“O candidato deu uma entrevista exclusiva ao correspondente da RTP, Luís Baila.”

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Coluna do dia 14 de dezembro, quinta-feira

COMUNICAÇÃO Em entrevista ontem à Band News 105,7, de Maringá, comandada por Edy Maringá e com a participação dos jornalistas convidados Victor Faria e Diniz Neto, o senador Alvaro Dias disse que o próximo presidente precisará ter capacidade de comunicação para mostrar aos brasileiros o que é preciso ser feito e votado pelo Congresso Nacional. Para ele, se os brasileiros souberem e tiverem certeza do que é melhor para a população as reformas necessárias serão feitas.

REFORMA FISCAL Para Alvaro Dias o grande problema hoje do país é que os gastos do governo são maiores que as receitas. Sem reforma fiscal não há como arrumar o país.

PREVIDÊNCIA O senador concorda que é necessária uma reforma, mas defende que ela terá que ser feita de outra forma, com amplo esclarecimento do que será feito.

OPORTUNISMO Alvaro Dias também criticou candidatos oportunistas, sem passado e sem experiência em gestão, mas que agora sabem tudo que é preciso para mudar e salvar o Brasil.

ULTIMA SESSÃO A Câmara de Maringá encerra hoje o ano legislativo, com a última sessão ordinária, a partir das 9h30.

AGITO A Câmara viveu um ano agitado, com três CPIs (uma inacabada, contra um vereador), troca de horário de sessões e desentendimentos entre vereadores.

COMPARAÇÃO Com o fechamento do ano será possível avaliar melhor o desempenho da Câmara, produção legislativa e o trabalho e posições dos vereadores.

PIOROU O palhaço Tiririca, que fez um discurso renunciando, mas nem tanto, se elegeu duas vezes com o bordão “pior que tá não fica”. Mas ficou pior.

PODE PIORAR MAIS AINDA Com a perspectiva de votos em novos nomes para deputados, 2018 será palco de oportunistas e demagogos, mentindo atrás de votos.

TIRIRICA O deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, Tiririca, é do PR de São Paulo. Ele não renunciou, apenas avisou que não será candidato em 2018.

JOSÉ GENOINO O petista não é suplente de Tiririca e sequer concorreu na última eleição. Fake news afirmaram que Tiririca havia renunciado para Genoino assumir.

NOME Marco Meger tem recebido convite de vários partidos para filiação. Lembranças que vêm acompanhadas de espaço para candidatura em 2018.

ECONOMIA Henrique Meirelles publicou no seu Twitter @meirelles: ”Faz exatos 19 meses que estamos trabalhando à frente da @FazendaGovBR. No vídeo, um comparativo de como estava a economia e de como está hoje. Confira!”

NÚMEROS Dados do vídeo: inflação abril/2016: 9,28%. Novembro/2017: 2,80%. Taxa Selic: maio/2016: 14,25. Dez/2017: 7%. Produção industrial 2016: -6,60%. Últimos 12 meses: 5,30. O vídeo está no blog.

 

MUNICÍPIOS

FLORAÍ 61 ANOS – PROGRAMAÇÃO – SEXTA-FEIRA, dia 15
16h00 Reunião da Amusep, Câmara Municipal.
18h00 Inauguração do Centro Esportivo Jean Peres Carrilho Granzoti, com jogos amistosos: Seleção Floraiense x Seleção Regional (adulto). Prefeitos da Amusep x Vereadores da Amusep. Palmeiras Master x Seleção Floraiense. Escolinha de Futebol Floraí x Escolinha de Futebol de Nova Esperança.
SÁBADO, dia 16
09h00 Chegada do Papai Noel.
Atividades recreativas e esportivas na praça João Marques.
17h00 Estádio Municipal Orlando Peron: Seleção Master Floraiense x Seleção Londrina Master.
DOMINGO, dia 17
08h00 Projeto Caminhada Corrida Orientada.
09h00 Torneio de Verão no Centro Esportivo Jean Peres Carrilho.

ANIVERSÁRIOS Os municípios de Astorga, Doutor Camargo, Mandaguaçu, Nova Esperança e Santo Inácio comemoram aniversário hoje, 14 de dezembro.

 

FRASE
“Não ser descoberto numa mentira é o mesmo que dizer a verdade”. Aristóteles Onassis

 

ÚLTIMA
Me engana que eu (não) gosto!

 

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Entrevista de Cida Borghetti a Denian Couto, hoje, na RIC TV

A vice-governadora Cida Borghetti foi a entrevistada de Denian Couto, na RIC TV Paraná. Cida esteve nos estúdios do Paraná no Ar, na terça-feira (28), para contar sobre seus projetos no mandato de agora e as novas possibilidades, no ano que vem.
Falou sobre a possibilidade de ser governadora do estado, em 2018, com a candidatura do governador Beto Richa ao Senado. Assim ela será candidata a governadora, no ano que vem.
Cida respondeu na perguntas que estão sendo feitas a todos os pré-candidatos ao governo: Pedágio, educação, saúde, segurança e outras.
Cida pensa em modelo de gestão eficiente, que priorize a educação, preparando adolescentes e jovens para as suas vidas, com reflexos na ampliação de oportunidades e na economia do Paraná.
Ela também respondeu perguntas sobre muitas outras áreas de governo que interferem diretamente na vida dos paraenses.

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Vereador do Carmo fala sobre projetos

O vereador Do Carmo concedeu entrevista sobre projetos, à TV Câmara Maringá.
Ele também falou sobre o seu projeto que permite que os maringaenses possam contratrar empresas para efetuar corte de árvores condenadas, que já tenham laudo autorizando a sua retirada.
As empresas para prestação deste serviço precisam estar cadastradas na Prefeitura e obedecer critérios regulamentados para efetuar estes serviços.
O objetivo é agilizar a retirada de árvores comprovadamente com problemas. As equipes da prefeitura e terceirizadas, mesmo trabalhando em ritmo intenso, não têm dado conta de atender a todos os pedidos de retirada de árvores que apresentam problemas e que, em muitos casos, apresentam riscos de acidentes.

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‘É erro generalizar um ataque à classe política’, diz vice-procurador-geral da República

Vice-procurador da República, Luciano Mariz Maia. Foto: Rafael Passos

Segundo na hierarquia da Procuradoria-Geral da República, o vice-procurador-geral, Luciano Mariz Maia, avalia ser um “erro monumental” generalizar “um ataque à classe política como um todo” por causa das investigações criminais. “Quando você atribui que ninguém presta, todos cometem crimes, são todos bandidos, você está dando a si próprio o direito de cometer irregularidades, o direito de destruir vidas, de desrespeitar a lei. Isso é uma espécie de vale-tudo”, afirmou em entrevista a Beatriz Bulla no Estadão.

Maia afirma que é preciso resgatar a confiança nas instituições democráticas, o que exige o diálogo entre os Poderes. Escolhido pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para ser o vice no comando do Ministério Público Federal, ele assumiu, por exemplo, os casos que tramitam na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – como investigações que atingem governadores – e o Conselho Nacional de Justiça.

A classe política diz que as investigações criminalizaram práticas da política. O senhor concorda com essa avaliação?
Luciano Mariz Maia – Não existe homogeneidade na conduta humana. É possível que pessoas boas pratiquem atos ilícitos e é possível que pessoas perversas tenham direitos. O que diferencia um estado de civilidade de direito é que não faz um julgamento de pessoas enquanto tais, mas aprecia condutas concretas praticadas. Portanto, é um erro monumental, um erro que destrói o estado de direito, generalizar um ataque à classe política como um todo e às instituições políticas como um todo.

Mas as atividades políticas estão sob investigação…
Luciano Mariz Maia – O Judiciário e o MP são baseados em um dever ético de isenção e imparcialidade. Ao passo que a classe política é baseada na chamada solidariedade partidária. Só se consegue ganhar um mandato por meio do partido. (…) Muitas vezes solidariedades partidárias terminam excedendo o dever da integridade na apreciação de erros, desvios, por filiados àquele partido. Mas esse processo de depuração natural se faz ou pelas instâncias partidárias ou pelo voto. É próprio da democracia que isso aconteça. O importante é que as instituições consigam dialogar entre si. O STF precisa dialogar com o Congresso; precisa dialogar com a Presidência da República e seus ministérios.

A procuradora-geral tem falado sobre a importância do diálogo com as instituições, após um período de ruídos da gestão anterior com o Executivo. Há uma orientação para alterar a conduta que vinha sendo adotada pela gestão anterior?
Luciano Mariz Maia – Uma instituição como o MPF é plural. Enquanto havia a fala do PGR com a atuação criminal havia dezenas de outras falas e outros interlocutores com outros poderes. Diariamente o MP participa de audiências no Congresso, de reuniões de trabalho nos ministérios. As instituições têm vários canais de comunicação. Muitas vezes a imprensa é seletiva no que olha e perde a chance de ver a pluralidade de atores.

Começamos 2017 com notícias de barbáries em penitenciárias e, ao longo do ano, crescem as investigações criminais atingindo a classe política. Qual o espaço na sociedade e no Estado hoje para falar em garantia dos direitos dos acusados?
Luciano Mariz Maia – Há muito tempo Maquiavel diz assim: “É muito ruim quando o governante não respeita a lei”. O que termina acontecendo é que no estado democrático de direito a chamada vingança privada é substituída pela resposta do Estado. Quando você termina vendo agentes do Estado se envolvendo na prática de ilícitos, isso retira a confiança nas instituições do Estado. E, portanto, retira a confiança no papel civilizatório da lei. Fica como se fosse um mundo sem lei, onde termina prevalecendo a força do mais forte – quem tiver condição de ter sua própria segurança terá, não importa se a vida exploda nas outras comunidades. O que é preciso devolver é uma confiança nas instituições democráticas.

Como devolver a confiança nas instituições?
Luciano Mariz Maia – Quando você atribui que ninguém presta, todos cometem crimes, são todos bandidos, você está dando a si próprio o direito de cometer irregularidades, o direito de destruir vidas, de desrespeitar a lei. Isso é uma espécie de vale-tudo. Para devolver isso há a necessidade de diferenciarmos pessoas que cometem os ilícitos e devem responder por eles das instituições que eles representam. Nós devemos fortalecer as instituições e identificar que aqueles desviantes do padrão a ser seguido possam ser responsabilizados, em todas as profissões.

O sr. é ligado à defesa de diretos humanos. A procuradora-geral mostra que vai dar prioridade ao tema.
Luciano Mariz Maia – Ela quer guardar coerência, harmonizar o exercício do mandato com as responsabilidades nas várias dimensões. A atuação de responsabilização criminal guardando compatibilidade com os deveres de quem tem um olhar de direitos humanos, inclusive sobre quem é investigado, acusado, processado, condenado de um lado. Por outro lado, também entender que no mandato do Ministério Público está fortemente zelar pelo respeito dos direitos constitucionais e isso significa um olhar atento às políticas públicas.

Fonte: Política/Estadão

 

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