Entrevista



Na CBN, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, rebate acusações de envolvimento na Operação Quadro Negro

Ricardo Barros negou as supostas irregularidades e disse que não tem qualquer envolvimento com a operação Quadro Negro. Informou que solicitará o desmembramento de sua citação no inquérito.
Ele também relatou que o empesário foi ouvido várias vezes, tendo sido inclusive preso, e que nunca mencionou o seu nome ou da vice-governadora, o que fez na delação, fora do contexto do caso e das investigações.

A entrevista pode ser ouvida no site da CBN – AQUI – Usar o navegador Explorer

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Cida aposta na atenção à infância como política pública

Em entrevista ao Jorna da Manhã e portal aRede, no fim de semana, Cida Borghetti falou sobre suas ideias para o Paraná

Com mais de 25 anos de trajetória na vida pública, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), está entre as possíveis candidatas à sucessão de Beto Richa (PSDB) em 2018. Empresária, formada em administração com especialização em políticas públicas, Cida iniciou o gosto pela política em casa e atualmente é casada com Ricardo Barros, Ministro da Saúde do Governo Temer, e mãe da deputada estadual Maria Victória.

Cida foi presidente voluntária do Provopar Maringá, deputada estadual por dois mandatos e deputada federal. É reconhecida no Brasil e no exterior pelo trabalho estimulando a saúde preventiva, combate ao câncer de mama e na atenção às crianças, jovens e mulheres. No Governo Estado, a vice-governadora coordena o relacionamento com Brasília – é a responsável pelo grupo de trabalho que negocia projetos, busca recursos, obras e investimentos de interesse do Estado na capital federal.

A vice-governadora é a segunda entrevistada da série do Jornal da Manhã e do portal aRede sobre a eleição de 2018.

Jornal da Manhã: Vice-governadora, o que lhe credencia e motiva para disputar o cargo de governadora do Paraná em 2018?

Cida Borghetti: Sinto-me preparada para o desafio. Vivemos num Estado diferenciado, com agropecuária pujante, indústria qualificada e diversificada, comércio forte e uma população trabalhadora e preocupada com o desenvolvimento das suas regiões. Aproveito as oportunidades para conversar com a população, debater com lideranças, receber demandas e dialogar com nossos parlamentares aqui no Paraná e em Brasília. É o momento de conversar e de ouvir. São diálogos produtivos, com paranaenses que se preocupam com o desenvolvimento do nosso Estado. Tenho disposição, vontade e gosto muito do que faço.

JM: Quais são os principais desafios do Estado para os próximos anos?

Cida: Temos o reflexo de uma forte crise econômica que atinge todo o país. O caminho é uma gestão eficiente e preocupada, cada vez mais, com a boa aplicação do recurso público. Buscar eficiência, as práticas inovadoras e as parcerias com a iniciativa privada. O desenvolvimento harmônico e sustentável do Paraná passa pela união de diferentes órgãos e entidades, da classe produtiva e dos trabalhadores. A união é fundamental para vencermos as dificuldades.

JM: Enquanto vice-governadora, a senhora acompanhou o processo de ajuste fiscal do Estado nos últimos anos. Acredita que tal processo foi fundamental para a equalização das contas do Paraná?

Cida: Sem dúvida, o governador Beto Richa e a sua equipe se adiantaram à crise e iniciaram o ajuste fiscal no fim de 2014. Tivemos o essencial apoio da nossa bancada na Assembleia Legislativa. Hoje, o Paraná é destaque no país. Honra os compromissos, paga os salários em dia e amplia os investimentos na saúde, assistência social, educação, segurança, habitação, saneamento, estradas e portos. O ajuste fiscal também auxiliou os cofres municipais com o aumento dos repasses de ICMS.

JM: A experiência que a senhora tem na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) deve contribuir para possível disputa de 2018?

Cida: Não só dos oito anos da Assembleia, também dos quatro anos na Câmara Federal, do trabalho voluntário do Provopar de Maringá e da chefia do escritório de representação do Paraná em Brasília. Funções onde pude, com a permissão de Deus, contribuir pelo desenvolvimento do nosso Estado. Na Assembleia tive a oportunidade de ampliar o trabalho pela proteção às crianças, jovens, mulheres e idosos e pela saúde preventiva. Consolidamos no Paraná uma ampla mobilização pelo combate ao câncer de mama por meio de uma lei estadual que serviu de referência para a lei nacional. Também legislei pela regulamentação e criação das regiões Metropolitanas de Maringá e Londrina, estímulo a criação de empregos, apoio aos servidores, investimentos e obras nos municípios e nas universidades estaduais. É fundamental a boa relação entre o Poder Executivo e os parlamentares para o desenvolvimento do Estado.

JM: Diante da sua trajetória política, o que a senhora destacaria?

Cida: Aprendi o gosto pela política em casa, com o meu pai, seu Ivo Borghetti, um getulista de carteirinha. Carrego um ensinamento dele: “Se você não está satisfeito, não reclame, faça melhor”. Iniciei com a formação da juventude do PDS, minha ficha de filiação foi abonada pelo governador Ney Braga. Fui eleita deputada estadual por dois mandatos, deputada federal. São mais de 20 anos de trajetória política. Nesse tempo creio que posso destacar duas grandes ações. A primeira é a mobilização pelo combate ao câncer de mama. Além das campanhas de conscientização, consegui por meio de emendas individuais a aquisição e instalação de modernos centros de diagnóstico e tratamento em Maringá, Londrina e Cascavel. Locais com equipes multidisciplinares para atender a quem mais precisa. Também me orgulha muito a aprovação e sanção do Marco Legal da Primeira Infância, a legislação mais avançada na proteção e nos direitos às crianças de zero a seis anos. Tive a honra de presidir a Comissão Especial na Câmara Federal que, em tempo recorde, redigiu o texto. Esse texto serve de base para o programa Criança Feliz do Governo Federal.

JM: Caso sua candidatura se confirme, qual seria a sua principal aposta de política pública?

Cida: As crianças. Sempre as crianças. Unir as prefeituras, governo federal, iniciativa privada e a sociedade para ampliar os investimentos na primeira infância. A atenção adequada nas primeiras horas, dias e anos da criança é decisiva. É o período de maior desenvolvimento do cérebro. O futuro do estado e do país passa por adultos mais bem preparados e qualificados. Também defendo o apoio ao setor produtivo e o suporte total e irrestrito às demandas dos municípios. Quem me conhece sabe que sou municipalista. É lá na ponta que as coisas acontecem, e é onde os recursos precisam chegar.

JM: A senhora é uma das mulheres de maior destaque no cenário político paranaense. Acredita que tal posição é resultado do trabalho realizado nos últimos anos?

Cida: Eu gosto muito do que eu faço. Encontrei na política um caminho de realização pessoal e profissional. Pela política podemos mudar a realidade que nos cerca. Desde o início, há mais de 20 anos, tenho me qualificado para esses desafios. Sou empresária, formada em administração pública com especialização em políticas públicas. Levanto bandeiras importantes como da saúde preventiva, valorização dos servidores, do amparo às mulheres e jovens, do respeito ao meio ambiente e do fortalecimento dos municípios. Fiz diversos cursos, entre eles o de liderança executiva em desenvolvimento da Primeira Infância da Universidade de Harvard. Tenho me preparado desde jovem e continuo me preparando para exercer a política, a gestão e honrar os votos recebidos.

JM: Caso a senhora de fato se candidate ao cargo de governadora em 2018, a candidatura deve ser no PP ou a senhora pensa em mudar de partido?

Cida: Se a pré-candidatura se confirmar, será pelo PP. Retornei ao partido há cerca de um ano e meio com o convite das direções nacional e estadual da legenda para disputar as eleições ao Governo do Estado. Aceitei o desafio com muita responsabilidade.

JM: Caso continue no PP, tem alguma noção de quais partidos poderiam compor a chapa na disputa pelo Palácio do Iguaçu?

Cida: É cedo ainda para falar na formação de chapa. Cada legenda está analisando o cenário, as conversas são rotineiras e devem se intensificar a partir dos próximos meses. Da minha parte espero contar com a ampliação da coligação vencedora das campanhas de 2010 e 2014.

JM: Se a senhora for candidata, qual seria a importância de Ponta Grossa para sua campanha e seu Governo?

Cida: Ponta Grossa e os Campos Gerais são essenciais para a economia e o desenvolvimento do Paraná. A região se consolidou nos últimos anos como um dos principais indutores do desenvolvimento do Estado. A cidade recebeu investimentos de grandes empresas e de multinacionais. Foi a região mais beneficiada com o programa Paraná Competitivo, que gerou empregos e trouxe riquezas. Além disso, tem campos férteis, pecuária de ponta e mão de obra qualificada. Cabe ao poder público estimular as aptidões de cada município e cada região.

JM: Enquanto vice-governadora, qual é a bagagem que a senhora traz de atuação no Executivo que possa te ajudar enquanto governadora?

Cida: Eu sinto uma satisfação imensa, um orgulho muito grande de servir o povo do Paraná. Agradeço a confiança do governador Beto Richa. Ser vice-governadora permitiu ampliar meu trabalho em defesa das crianças brasileiras, na luta contra o câncer de mama, na articulação de mais recursos junto ao Governo Federal. O cargo permite acompanhar detalhadamente a condução do governo com seus desafios e suas conquistas. Aprendi muito e hoje tenho conhecimento pleno do que o Paraná representa nesse imenso território brasileiro e o que temos que fazer para melhorar ainda mais a vida do nosso povo.

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Economia: Governo lança novo refinanciamento de dívidas (Refis)

Economia: Governo lança novo refinanciamento de dívidas com a Receita Federal

Uma medida provisória será editada pelo Governo Federal nessa terça-feira (30) ampliando de 90 para 150 meses o prazo para o refinanciamento de débitos. A MP também reduz de 20% para 7,5% da dívida o mínimo para pagamento à vista. Governo deve arrecadar R$ 8 bi com refinanciamento diz o deputado federal Edmar Arruda, membro da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal.

CBN Maringá

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Entrevista com o sargento Fahur

O Umuarama News fez uma entrevista com o sargento Fahur, em frente ao posto da Polícia Rodoviária de Cruzeiro do Oeste. Ele falou sobre o sucesso que faz nas redes sociais e dos personagens em cartuns e programas de TV criados por inspiração do seu estilo de trabalho.

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Com Antonio Santos, na Banda 1

Hoje pela manhã estive na Rádio Banda 1, atendendo convite do Antonio Santos. Seu programa vai ao ar das 8 às 10 horas. A programação pode ser acompanhada o prefixo 1090AM e no site radiobanda1.com.br/aovivo/.
Falamos da região de Maringá, Região Metropolitana de Maringá, da renovação de prefeitos na região, uma tendência nacional por mudanças, renovação na Câmara de Maringá e em outros municípios.
Também na pauta o número de municípios pequenos, deficitários e inviáveis. Estudos sobre isso começaram na década de 90, em São Paulo, mas não avançaram.
Gostei muito do programa, da agilidade, do bom uso do telefone, do whatsapp e redes sociais. Informações confirmadas na hora, equipe muito boa, fazendo um rádio atualizado, de acordo com os novos tempos.
Agradeço a gentileza do convite e o espaço para troca de ideias, informações e opiniões.

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Sucessão estadual: Ricardo fala sobre o governo e a sucessão

Deputado federal Ricardo Barros (Foto: Wenderson Araújo/Gazeta do Povo)

Deputado federal Ricardo Barros (Foto: Wenderson Araújo/Gazeta do Povo)

A Gazeta do Povo traz entrevista com o deputado federal Ricardo Barros sobre “sucessão estadual”.
O título é “Barros já tem até slogan para Cida em 2018: ‘Fazer no Paraná o que foi feito em Maringá’”. A entrevista é assinada por André Gonçalves.

A vice-governadora Cida Borghetti (Pros) não apenas é candidata a assumir o Palácio Iguaçu em 2018, como já tem até plataforma de campanha: levar ao estado a experiência da gestão municipal de Maringá. Quem revela os planos é o marido dela, Ricardo Barros (PP), deputado federal que trabalha em diversas frentes para pavimentar a candidatura da esposa. Uma delas é viabilizar a antecipação dos contratos com as concessionárias de pedágio, que acabam em 2022, em troca de redução na tarifa e obras. “Esperamos que o governo [Richa], terminando bem, facilite a possibilidade de ela concorrer. Mas a nossa referência política é Maringá”, cita Barros.

O sr. tem feito críticas à gestão Richa e falou em “muitas decisões equivocadas”. Quais foram?
O Paraná tem o mérito de já ter aprovado seu ajuste fiscal. Então, isso quer dizer que nós temos a perspectiva de terminar bem o governo, com condições de fazer os investimentos que o Paraná precisa. Agora, a condução da votação do ajuste teve alguns equívocos, que todos conhecem, que provocaram um desgaste muito grande para o governador. Os erros são aqueles que toda imprensa já noticiou. O governador e o líder do governo na Assembleia [Luiz Cláudio Romanelli] escolheram mal os caminhos para alcançar o objetivo da votação. Mas está feito, está aprovado e o resultado final é bom.

O governo errou na negociação com os servidores?
Não. Acho que conduziu mal o processo legislativo. Encaminhou o projeto na data errada. Criou uma possibilidade de reação muito forte. Podia ter mandado o projeto numa segunda-feira para votar até quinta. Mas mandou na semana anterior à votação, o que permitiu uma grande mobilização. São erros que custaram grande desgaste.

Como o sr. se considera em relação ao governo Richa: um aliado, independente ou alguém que pode fazer oposição em determinados momentos?
Somos aliados porque escolhemos essa aliança e vamos participar do governo na medida em que formos chamados a opinar. A nossa condição de aliado decorre da iniciativa do governador em nos ouvir nas decisões tomadas.

Ele procura o sr.?
Nós temos procurado encontrá-lo e dar a nossa opinião sobre a condução dessas questões. Esperamos ser ouvidos.

A impressão que existe é que o sr., a vice-governadora e o secretário de Planejamento, Silvio Barros [irmão de Ricardo], têm buscado uma pauta própria dentro do governo, principalmente com a atração de recursos federais e investimentos da iniciativa privada. É isso ?
É o caminho que escolhemos para cooperar. O governo tem o seu orçamento e nós estamos buscando ações que permitam que a iniciativa privada invista muito no Paraná. Nosso objetivo é consolidar essas oportunidades, primeiro pelos investimentos que as concessionárias [de pedágio] possam fazer, por ampliação de prazo das concessões [que acabam em 2022]. O contrato com as concessionárias é ruim. A taxa de retorno de 19% ao ano é muito alta. Queremos o quanto antes reformular esse contrato para que ele possa se tornar bom para os paranaenses, com menos tarifa e mais investimentos.

O sr. tem convicção de que a saída é a antecipação da renovação dos contratos com as atuais concessionárias?
Eu estou convencido de que, se pudermos negociar com as concessionárias, numa corresponsabilidade com o governo federal, porque dependemos da delegação deles no caso das rodovias federais, isso necessariamente é bom para o Paraná. Se nós podemos antecipar obras e reduzir tarifas agora, porque devemos esperar mais sete anos? Vamos antecipar. Esse é o caminho e devemos fazer isso com absoluta transparência.
O governo do estado tem batido na tecla de que é possível separar a delegação da renovação das concessões.
É nisso que eu discordei do governador. Não vai acontecer dessa forma. A União nos dará a renovação da delegação se souber o que o governo do estado vai fazer com essa delegação. Não vai dar uma carta em branco para o estado.

O sr. vê semelhanças entre a crise da gestão Richa com a do governo Dilma?
Não. O problema do governo federal está em outro estágio. A presidente tem um problema de consolidação do governo de coalizão, que o governador não tem. Ele tem uma base segura, que participa do governo efetivamente. Cada secretário segue uma diretriz, mas tem a liberdade de aplicar o programa do seu partido na área em que atua. No governo federal não é assim. O PT quer que todos ajam dentro da sua mentalidade e detém a enorme maioria dos cargos. Evidentemente, o compromisso dos partidos que fazem parte da coalizão é bem menor. Os ministros não se sentem corresponsáveis pelo governo. É isso que fragiliza o governo Dilma.

Qual deles têm mais possibilidades de recuperar a popularidade?
O governador. Ele já fez o ajuste fiscal. Recuperando o governo, recupera sua imagem. Vejo no governo Dilma mais dificuldades para o ajuste fiscal e na relação com a base aliada.

De Brasília saem recursos para o Paraná?
Saem. Evidentemente que eu, como relator-geral do orçamento de 2016, privilegiarei o Paraná, que é minha obrigação e farei com prazer.

Hoje o sr. acha que a vice-governadora Cida Borghetti é a candidata natural à sucessão do governador?
Não acho que ela é a candidata natural. Mas ela, assumindo o governo [em caso de desincompatibilização de Richa para disputar o Senado, por exemplo], vai concorrer ao governo. Claro que isso vai depender de vários fatores. Mas é natural que ela, como vice-governadora, pleiteie o governo ao assumir a cadeira. Temos outras pretensões legítimas também que se apresentam no estado. Para nós, não tem problema, é democrático. Como é nosso estilo, ao acabar a eleição, se ganharmos, estaremos convidando todos para estar juntos. E se perdermos, estaremos juntos. Para nós, disputar eleição é disputar a oportunidade de servir a comunidade.

A candidatura da Cida só se viabiliza se o governo Richa for bem?
Nós estamos trabalhando muito para o governo ir bem. Por isso, trabalhamos em frentes que não dependem do caixa do estado. Esperamos que o governo, terminando bem, facilite a possibilidade de ela concorrer. Mas a nossa referência política é Maringá. Então, qual será o discurso da vice-governadora? Vamos fazer no Paraná o que fizemos em Maringá. É uma prefeitura extremamente organizada, com a melhor gestão fiscal do Paraná, com 22% de capacidade de investimento sobre a arrecadação. Somos primeiro no estado em quase tudo e segundo no que não dá para concorrer com a capital. A gente tem muita alegria de poder ter construído, junto com outros administradores competentes que a cidade teve, essa referência que é Maringá.

Se o governador optar, por exemplo, em tentar fazer um sucessor do PSDB, Cida pode ser candidata mesmo assim? Independe de uma decisão do grupo de Richa?
O governador, se deixar o cargo, será candidato. Evidentemente, será candidato na coligação da vice. Não vai ser candidato para ser contra quem está no governo. É natural que estejamos juntos no próximo pleito. Não vejo nenhuma dificuldade nisso. Acho que a aliança está bem formada. Temos outros pretendentes dentro do mesmo grupo político, mas não vejo nenhuma dificuldade de compor. Tem espaço para todos.

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Maringaenses se destacam no governo do Paraná

A participação de maringaenses no governo do Paraná, com a vice-governadora Cida Borghetti, e com o secretário de Planejamento e Coordenação Geral, Silvio Barros, tem chamado a atenção em Curitiba, pela intensidade e organização.
Entrevista de Silvio Barros à Gazeta do Povo tem sido muito citada em blogs e colunas políticas.
O planejamento implantado em Maringá é lembrado pelos resultados alcançados em gestão fiscal responsável e em benefício da população. A implantação desse modelo é uma das metas agora, no governo do Paraná.
A vice-governadora Cida Borghetti surpreende pela presença e disposição de auxiliar no contato entre municípios e setores do Paraná com o governo.

 

Publicamos aqui a entrevista de Silvio Barros.

Novo secretário promete fazer planejamento de longo prazo no Paraná
Entrevista com Silvio Barros, secretário estadual do Planejamento
Publicado em 11/01/2015 | EUCLIDES LUCAS GARCIA/Gazeta do Povo

Secretário do Turismo no Paraná e no Amazonas e prefeito de Maringá por dois mandatos, Silvio Barros (PHS) foi o escolhido pelo governador Beto Richa (PSDB) para comandar a Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral no segundo mandato. No maior desafio de sua carreira política, Silvio terá de superar os problemas de caixa do estado para ajudar a deixar o governo bem avaliado até 2018 – e, assim, pavimentar o caminho para tornar realidade o objetivo do grupo político do qual faz parte: eleger a cunhada e atual vice-governadora, Cida Borghetti (Pros), como governadora. Para isso, ele pretende se inspirar em Maringá. A cidade, com a participação direta da sociedade civil, já está elaborando seu planejamento até o ano de seu centenário, 2047. “Com o planejamento de longo prazo, é possível estabelecer prioridades para hoje. Nosso trabalho será nesse sentido.”

Além da costura política, quais fatores fizeram o governador Beto Richa convidá-lo para a Secretaria do Planejamento?

O que nos qualificou para participar do governo foi o que aconteceu com Maringá nos últimos dez anos. O município saiu de uma situação crítica, endividado e em fase de deterioração, para se tornar uma das mais importantes referências em gestão pública no país. É essa experiência que o governador gostaria que eu trouxesse para o segundo mandato.

Que medidas implantadas em Maringá podem ser reproduzidas no governo ?

O modelo de planejamento de longo prazo. Em Maringá, faz 18 anos que a sociedade civil organizada é responsável por definir o que cidade deve ser. Esse planejamento realizado pela sociedade é apresentado a todos os candidatos a prefeito, que assumem o compromisso em manter o foco na comunidade. São projetos estratégicos – não todos obviamente –, que não sofrem descontinuidade política, o que é extremamente saudável. Esse modelo do Codem [Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá] tem sido exportado para várias cidades do Brasil e podemos fazer essa experiência no Paraná. Nosso trabalho será nesse sentido.

A falta de planejamento de longo prazo é o principal desafio?

Uma visão de apenas quatro anos não permite saber aonde queremos chegar num horizonte mais amplo. Maringá, por exemplo, trabalha com o documento Maringá 2030 elaborado pela comunidade. E já está sendo pensado o projeto Maringá 2047, ano do centenário da cidade. A partir desses documentos, sabemos o que precisa ser feito agora para poder chegar lá. Com o planejamento de longo prazo, é possível estabelecer prioridades para hoje. É isso o que pretendemos propor para a equipe de governo.

Como a sociedade vai participar dessa discussão?

Mais de 5 mil lideranças públicas e particulares já se reuniram em torno do Fórum Futuro 10 com uma visão de longo prazo. Não precisamos começar do zero. Temos um trabalho já desenvolvido, uma visão muito boa do que o estado precisa. Com esse tipo de planejamento, que parte da sociedade e é reconhecido justamente por isso, a própria sociedade blinda as políticas públicas contra a descontinuidade. Assim, não é preciso fazer um esforço descomunal para ganhar a eleição para que o projeto em andamento não pare.

O estado vive uma situação financeira difícil. Isso pode atrapalhar esses planos ?

Não conheço a realidade econômica do estado. Estou tomando conhecimento agora. Quando assumimos Maringá, a cidade estava endividada, há cinco anos sem a certidão negativa do Tribunal de Contas do Estado [para poder contrair empréstimos e receber verbas estaduais e federais]. Havia R$ 45 milhões de restos a pagar [dívidas] sem cobertura no orçamento. Em apenas uma gestão, conseguimos tirar o município do déficit e colocá-lo em superávit. Nós fizemos isso melhorando a eficiência da máquina pública, não necessariamente sobrecarregando o contribuinte, mas tornando a máquina mais eficiente no gasto e na arrecadação: arrecadar mais e gastar menos. É claro que isso [no governo] é competência do secretário da Fazenda [Mauro Ricardo Costa]. Mas, com a experiência que temos, posso dizer que é possível. No que me compete dentro da equipe de governo, pretendo colaborar para que isso aconteça. O Paraná é um estado rico. Precisamos fazer com que essa riqueza seja transferida para a população. E o governo é o canal para isso. O tributo não é para o governo, mas para gerar serviço à população.

Em entrevistas, o seu irmão, deputado federal eleito Ricardo Barros (PP), tem dito que aposta no seu trabalho como secretário para que o governo chegue bem em 2018 e, assim, a vice-governadora Cida Borghetti [mulher de Ricardo] seja eleita governadora. Ele falou com o senhor sobre isso?

É óbvio que a nossa intenção é que o governo faça um bom trabalho e seja reconhecido pela população. O grande prêmio de quem faz bem feito é a oportunidade de continuar fazendo. Dentro da lógica de colaborar para que tenhamos um bom governo e possamos receber essa autorização da população, vou continuar trabalhando. E é claro que a continuidade dessa proposta implicaria na Cida ser eleita governadora. Entendemos isso como um desafio. Mas quem vai definir a continuidade é a população. Meu grande desafio imediato é a coordenação geral do governo. Já disse ao governador que pretendo trabalhar com muita sintonia entre a Casa Civil, que faz a coordenação política, e o Planejamento, que faz a coordenação operacional. Todas as secretarias devem trabalhar de maneira convergente, uma ajudando a outra em projetos transversais, projetando a construção da marca do governador.

O governador deu carta branca ao senhor para promover esse trabalho?

Eu pedi a ele mais do que autorização para fazer isso; pedi autoridade para fazer. Não adianta ter autorização se a equipe não entender que o desejo do governador é esse. E ele deu autoridade à Casa Civil e ao Planejamento para coordenar a máquina.

No projeto de seu grupo político está a conquista de prefeituras em 2016. O senhor pretende se candidatar novamente a prefeito de Maringá?

Não tenho como descartar isso. Evidentemente, nosso projeto político é colaborar para um bom resultado do governo do estado. E ver a prefeitura de uma cidade importante como Maringá nas mãos de adversários não iria contribuir em nada. Vou deixar em aberto essa questão.

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