História



Padre Geraldo Schneider morre, aos 81 anos

Padre Geraldo Schneider

Morreu hoje, às 6 horas, o padre Geraldo Schneider, aos 81 anos. Ele estava na casa dos padres idosos, anexa à residência de Dom Anuar Battisti. Padre Geraldo teve um infarto fulminante. Schneider sofria de insuficiência cardíaca e renal crônica.

O velório será realizado a partir das 16h na Catedral de Maringá. A última missa de corpo presente será celebrada nessa terça-feira (14) às 15h30. Logo após a celebração o corpo do padre Geraldo será cremado, a pedido do próprio presbítero. As cinzas serão depositadas no ossário da Catedral de Maringá.

O Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, pede que, ao invés de coroas de flores, quem quiser, pode fazer doações em dinheiro na secretaria da Catedral. O valor arrecadado será destinado às obras sociais que o padre Geraldo criou.

Na página da Arquidiocese está publicado um texto sobre o padre Geraldo Schneider, que escreveu seu nome na história de Maringá.

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Trimestralidade: A proposta rejeitada em 2008 agora foi aceita

Às vezes a gente tem a impressão de que a história de Maringá começou no dia 1º de janeiro de 2017. Mas no ano em que a cidade completa 70 anos nada mais justo que contar a história toda, em cada assunto. A trimestralidade, por exemplo. No dia 2 de junho de 2008 o então prefeito Silvio Barros apresentou uma proposta de pagamento. Na época eram R$ 35 milhões, para serem pagos em 48 meses, ou seja, até 2012. Mas a proposta não foi aceita pelo sindicato (foi rejeitada em assembleia).
Também naquela época se fazia a pergunta porque a administração do PT, de 2001 a 2004, não havia pago a trimestralidade.
A verdade é que este pagamento já poderia ter sido realizado e houve proposta para isto.
A proposta aceita agora pelo Sindicato prevê o pagamento total de R$ 70 milhões em 7 anos, iniciando a partir de 2018. A administração municipal Ulisses Maia/Edson Scabora demonstrou, em audiência pública de prestação de contas, que a folha de pagamento da Prefeitura está atingindo 47,47% do orçamento municipal, quase alcançando o limite prudencial da lei, que é de 48,6%.
Se o Sismmar, na época, tivesse tido a uma visão mais ampla, apoiando a proposta na assembleia, esta questão já teria sido resolvida e os servidos já teriam recebido esse dinheiro, que começa a ser pago em 2018 e, espera-se, não onere além do limite legal a folha de pagamento da Prefeitura.
Em resumo, finalmente o Sismmar pensou nos servidores e resolveu fazer um acordo.
Em resumo, tem muitos fatos históricos quando assunto é trimestralidade. E possivelmente ainda teremos alguns capítulos.

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Árvores: Conceitos e história em Maringá, Paraná, Brasil

Meu amigo doutor, engenheiro, Cláudio Emanuel Pietrobon, publicou estas informações no grupo “Amigos Diniz Neto Ideias & Fatos”, no facebook, grupo criado por amigos que publicam muitas coisas interessantes e importantes, como este artigo.
Pela relevância compartilho aqui no blog, na expectativa de que nossa Maringá encontre caminhos de preservação e ampliação da sua arborização, um patrimônio e marca da cidade, uma das mais belas e melhores do Brasil.

Para não dizer que não falei das flores ! ÁRVORES: CONCEITOS E HISTÓRIA EM MARINGÁ, PARANÁ, BRASIL.
Cláudio Emanuel Pietrobon, Dr. Eng.

RESUMO:
Apresentam-se neste estudo, dois eixos temáticos: o primeiro com uma sucinta resenha histórica sobre o arcabouço teórico em que que repousa a concepção do traçado urbanístico da cidade e da filosofia norteadora da concepção e implementação seu plano original de arborização urbana, que o complementa e, o segundo, acerca da função do paisagismo como agente funcional da mitigação do rigor climático frente aos fatores energético-ambientais atuantes no Ambiente Construído.
O vocábulo JARDIM se faz presente nestes dois eixos temáticos.
Ressaltam-se no primeiro eixo temático: Os conceitos de Sir Ebenezer Howard, formalizados por Raymond Unwin e Richard Barry Parker, na Cia City em São Paulo, onde estagiou e trabalhou o urbanista Jorge de Macedo Vieira (1894-1978) – projetista de Maringá – planejada com traços de “cidade-jardim”, a serviço da CMNP – Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Sobre o traçado de Maringá, diz o próprio Macedo Vieira, em 1972:
– “Pretendi projetar uma cidade moderna, uma cidade em que o traçado das ruas não obedeça ao xadrez, que os portugueses ensinaram aqui, nos deixaram aqui na colônia, consegui um processo melhor que é o de acompanhar o terreno o mais possível, e a cidade já pré-traçada, num zoneamento estudado, com seus parques, seus lugares de lazer e seus verdes tão característicos, parece que consegui…“
Para complementação das áreas verdes, em 1949 a CMNP criou um serviço florestal que garantisse a preservação e fomentasse o reflorestamento e arborização de cidades. Contratou o Engenheiro Agrônomo Luiz Teixeira Mendes, criou o Horto Florestal, e em 1952 contratou como assistente o Engenheiro Agrônomo Anníbal Bianchini da Rocha, que coordenou o paisagismo urbano e a arborização de vias, com o escopo de o implantar – até início da década de 70 – na cidade, com apenas uma proposta conceitual, a seguir transcrita:
– “Árvores de porte médio a grande, preferencialmente nativas, que possibilitassem sombra nos períodos de clima quente e possuíssem floração em cores diversas e em diferentes épocas do ano”.
Em que pesem os aspectos formais do traçado e zoneamento urbano da cidade, ressaltam-se os seus aspectos funcionais, pela minimização de sua intervenção no sítio: o traçado de vias segue o relevo e a topografia, mantém-se em reservas florestais diversas áreas verdes, preservam-se mananciais de água e fundos de vale, utiliza-se de inúmeras praças, opta-se por ruas e avenidas largas; além do caráter funcional explícito de mitigação do rigor climático da arborização urbana e da opção preferencial por essências arbóreas nativas na sua proposta conceitual original, sem se olvidar da preocupação com o caráter de identidade e estética da paisagem urbana, através da opção por florações de colorações diversas das árvores, em distintas épocas do ano.
Faz-se necessário, no escopo do segundo eixo temático, inicialmente, analisar a etimologia dos nomes dos sistemas envolvidos nesta problemática, considerando o conceito de AMBIENTE CONSTRUÍDO: meio ambiente pode ser definido como a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciam o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas:
i) Meio Ambiente Natural ou Físico: constituído pelo solo, água, o ar atmosférico, flora e fauna enfim, pela interação dos seres vivos com o meio;
ii) Meio Ambiente Artificial: constituído pelo espaço urbano construído, representado pelo conjunto de edificações (espaço urbano fechado) e dos equipamentos públicos (ruas, praças, áreas verdes, espaços livres em geral: espaço urbano aberto);
iii) Meio Ambiente Cultural: integrado pelo patrimônio histórico, artístico, arqueológico, paisagístico, turístico, que embora artificial, difere do anterior pelo sentido de seu valor especial.
Analisando-se o Ambiente Construído, em quatro subsistemas, em especial, relacionando-se à escala da edificação, tem-se que:
i) Clima – Do grego: “Klima” (Inclinação) – Designa conhecimentos de ordem astronômica e cosmográfica, aplicados a toda a superfície terrestre em diversas escalas de tempo e espaço, caracterizadas por condições atmosféricas comparáveis;
ii) Edifício – Do latim: “Aedificium “ (Edifício, Construção) provindo do verbo “Aedificare” (Edificar, Construir); “Aedes” ou “Aedis” (Templo, Casa); “Facere” (Fazer);
iii) Energia – Do grego: “Energos: En Ergon” (Em trabalho): Algo que concentra energia pode ser encarado como tendo trabalho em si mesmo;
iv) Jardim – Do hebraico: “Gan-oden” ou “Gan- eden”
Do inglês: “Garden” ou “Gan”: (proteger, defender) Oden ou Eden”: (prazer, encanto, deleite, satisfação).
Salienta-se, que no Ambiente Construído, característico das cidades, surge o estudo do Clima Urbano: no qual se aumenta a poluição do ar, a temperatura do ar e a nebulosidade; se diminui o brilho solar e a umidade; se alteram os padrões de precipitação e ventos e, a análise das escalas de estudo e planejamento e seus métodos de são diversos, tomando-se como base de análise os produtos característicos da Arquitetura e do Paisagismo, têm-se, como objeto: O Edifício e a Árvore.
Sobre o Edifício, produto característico da Arquitetura, remontando-se a VITRUVIUS, considerado o fundador da estética na Arquitetura, em sua obra clássica: “Dez Livros de Arquitetura”, distingue primordialmente três aspectos da obra arquitetônica:
i) FIRMITAS – Solidez;
ii) UTILITAS – Utilidade;
iii) VENUSTAS – Beleza.
Que encerram possivelmente, as questões da problemática arquitetônica, no tocante à composição espacial.
Modernamente, estes conceitos originais, poderiam ser enfocados analogamente às questões da TECNOLOGIA, FUNÇÃO e FORMA, que se encontram implicitamente contidas nas Teorias ligadas às correntes do CONSTRUVISMO, FUNCIONALISMO e FORMALISMO.
Estas três características estão presentes em todas as obras arquitetônicas, o que as diferencia é a questão da ênfase e da posição filosófico-cultural e da personalidade do autor, bem como, das características intrínsecas de cada um dos temas arquitetônicos e do entorno.
O que vale salientar, é que a apreciação da obra arquitetônica, muito experimentada, no Hemisfério Ocidental, pela sua beleza, objeto de sua avaliação estético-visual, está aquém do que a raiz etimológica do vocábulo grego, lhe atribui. Senão, vê-se que: ESTÉTICA = AESTESYS = SENSAÇÃO.
Pretende-se que a apreciação estética de uma obra de arte, do produto da Arquitetura ou do Paisagismo, ou qualquer outra manifestação artística ocorra com a plenitude de fruição dos cinco sentidos, não somente com seus aspectos visuais de forma, composição e cor.
Realmente, em uma fruição estética, se algum dos sentidos sensoriais estiver em desequilíbrio com os demais, a fruição estética não será agradável: Paisagem Linda/Ruído Alto; Som Agradável/Odor Desagradável; Ambiente Agradável/Iluminação Excessiva….
Assim, tendo em vista os aspectos funcionais abordados, acerca do Ambiente Construído, baseados na análise conceitual e etimológica das palavras-chave envolvidas na análise sistêmica do segundo eixo temático, cotejados com os aspectos conceituais abordados na breve
Resenha Histórica do primeiro eixo temático, espera-se propor um ponto de partida para análise da grande responsabilidade, visando dar seguimento à vocação histórica e conceitual do planejamento da cidade de Maringá, para continuar a ser uma verdadeira cidade-jardim, em toda sua malha urbana, com a paisagem urbana e sua vegetação urbana, proporcionando aos cidadãos a plenitude de fruição de verdadeiras e agradáveis experiências de AESTESYS que lhes dão sentido de ser…

 

 

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Morre o arquiteto José Carlos Belucci

Recebi a notícia agora há pouco do arquiteto Aníbal Verri, conselheiro estadual do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU): morreu o arquiteto José Carlos Belucci, filho do arquiteto José Augusto Belucci, autor dos projetos do Grande Hotel, da Catedral de Maringá, do Maringá Clube, dentre outros, e da bela igreja de São Jorge do Ivaí.
Procurei fotos, algumas que fiz em evento da AEAM na UEM, mas não encontrei. José Carlos esteve em Maringá para uma Semana da Engenharia e Arquitetura. Me contou que era estudante quando seu pai desenhou o projeto do Grande Hotel (Maringá Bandeirantes Hotel) e da Catedral. José Carlos o viu desenhando e fazendo esses projetos.
Toda a mobília do Grande Hotel foi desenhada pelo arquiteto, um patrimônio inestimável que se perdeu, como o prédio, tombado, que está abandonado.
José Carlos também me contou e repetiu isso em entrevista à RPC (procurei nos arquivos, mas não encontrei) que José Augusto se inspirou em mãos postas para desenhar a Catedral de Maringá.
Em razão da grande obra do seu pai em Maringá e região, José Carlos sempre manteve um relacionamento afetivo com a cidade.
Sua saúde não era boa, há alguns anos.
A última notícia que publique sobre ele é muito recente. No grande encontro da aquitetura e urbanismo que Maringá sediou nos dias 25, 26 e 27 de janeiro desse ano, o Intituto dos Arquitetos do Brasil o homenageou pelo relevância do seu trabalho. A homenagem se estendeu ao seu pai, José Augusto, e ao arquiteto José Vicente Alves do Socorro.

HOMENAGEM – Resgato aqui texto publicado no site do IAB:
Os arquitetos José Vicente Alves do Socorro, ex-presidente do IAB/PR, ex-diretor de Planejamento da Secretaria de Planejamento e Urbanismo de Maringá e atual diretor de Planejamento Urbano do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), além dos arquitetos José Augusto Bellucci e José Carlos Bellucci, foram homenageados no no 151 COSU Reunião do Conselho Superior do IAB em Maringá-PR.
O arquiteto José Vicente Alves do Socorro foi reconhecido pela relevância de seu trabalho, que inclui o Plano Diretor do Município de Maringá – cidade desenhada com uma base urbanística amplamente conhecida por sua excepcional qualidade, sendo seu traçado interpretado e mantido nas sucessivas expansões.
Conforme moção do evento: “Considerando que essas expansões fossem traçadas e orientadas pelo referido colega com compromisso, qualidade e relevantes contribuições em relação ao traçado original e o tempo destinado ao Serviço Público Municipal, desde a década de 1960, no âmbito do planejamento urbano, o Departamento do IAB do Paraná Delibera Louvar o trabalho do arquiteto José Vicente Alves do Socorro e seu profícuo trabalho profissional na cidade de Maringá.

PERDA -A morte de José Carlos Belucci acontece no ano do 70º aniversário de Maringá e cala uma voz que conhecia detalhes da nossa história, registros de coisas que já se perderam, como a mobília desenhada e executada sob o olhar do seu pai, José Augusto. Aliás, onde estão esses projetos, esses desenhos? Teriam sido doados para USP. Ainda podem ser encontrados?
As fotos que fiz ainda eram reveladas. Foram publicadas. Estão no arquivo de “O Diário”. Não lembro o ano. A entrevista para a RPC não lembro se ainda foi para a TV Cultura. Mas foi ao ar e foi polêmica, pelas revelações.

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Anos 60: “Maringá, o colosso do Norte”

Este é um vídeo raro, preservado na íntegra, com ficha técnica completa. Mostra o Paraná no final dos anos 60, à época do governador Ney Braga, tempos de pavimentação de rodovias (sem pedágio…), de inauguração da Rodovia do Café, de apresentação das cidades paranaenses com um ufanismo quase inacredtitável.
Esse vídeo é imperdível, em cada detalhe. Histórico, retratando um tempo em que as notícias apareciam semanas depois, nas salas dos cinemas.
Certamente algumas pessoas que vão ler essa postagem assistiram esse filme em algum cinema do Paraná, talvez aqui mesmo na Cidade Canção, “o colosso do Norte”.

Quem gosta de Maringá, suas fotos e imagens, está convidado a visitar a página Maringá em fotos. Lá estão milhares e milhares e de fotos da cidade.

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História de Maringá

A Câmara de Maringá está abrindo mais espaço para a sua história e a memória da cidade.
A série de entrevistas “Espaço Pioneiro” foi publicada no canal TV Câmara Maringá, no You Tube.
Uma das entrevistas é com Antenor Sanches, radialista e vereador por sete legislaturas.

A TV Câmara Maringá também está no ar pela manhã, das 8 às 12 horas, no canal 16 da NET.

Em breve a transmissão ao vivo também estará disponível no canal www.youtube,com/tvcamaramaringa

No facebook a Câmara de Maringá pode ser acompanhada na fan page: www.facebook.com/camaramunicipalde.maringa

O site é www.cmm.pr.gov.br

 

 

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Da vassourinha às lavadeiras digitais

lavadeiras

Minha primeira lembrança de uma campanha eleitoral para presidente é a vassourinha do Jânio, na eleição de 1960. Mas o meu primeiro voto para presidente da República demorou bastante, em 1989, já aos 34 anos.
Lembro da campanha, do interesse de todos pelos candidatos, os tradicionais da política, os novos, a importância do marketing eleitoral, a força da TV e outras surpresas, nem todas éticas, que levaram à vitória de Fernando Collor.
No ano seguinte tivemos eleições para governador. Alvaro Dias era o governador, eleito em 1986. Venceu as eleições o candidato Roberto Requião, em eleição apertada, que teve segundo turno entre Requião e Martinez, com direito ao Ferreirinha e uma vitória do “azarão” sobre o candidato apoiado pelo presidente da República.
Em 1994 voltamos às urnas para presidente, dessa vez votando para governador, senador e deputados federais e estaduais. Foi a primeiras das duas vitórias de Fernando Henrique Cardoso, alavancada pelo Plano Real. Deu a lógica.
No Paraná, Jaime Lerner foi eleito governador, desenhando o seu mapa do Paraná na TV, lembram? Ele venceu
o ex-governador Alvaro Dias.
Em 1998 Fernando Henrique foi reeleito, o mesmo acontecendo com o governador Jaime Lerner. Foi a primeira eleição com o direito à reeleição. No Paraná, Lerner venceu o ex-governador Roberto Requião.
Em 2002, na eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva venceu após as derrotas que sofreu em 1989, 1994 e 1998. Chegou ao poder superando José Serra, do PSDB), favorecido pelo desgaste dos mais de 10 anos de Fernando Henrique como protagonista da política brasileira, desde que assumiu o Ministério da Fazenda no governo Itamar e comandou o Plano Real, mais os dois mandatos como presidente.
No Paraná, Roberto Requião venceu as eleições, enfrentando no segundo turno o senador e ex-governador Alvaro Dias. Foi uma das menores diferenças nos estados que tiveram segundo-turno. O principal argumento de Requião era a luta contra o pedágio e a sua afirmação “ou baixa a tarifa ou acaba”.
Em 2006 Lula foi reeleito no segundo turno, vencendo Geraldo Alckmin, do PSDB. O segundo governo foi marcado pela ampla coalizão, que levou para a base do governo muitos partidos, dentre eles o PMDB. Nas políticas públicas as reformas prometidas não ocorreram, com prioridade para programas sociais, voltados aos mais pobres.
No Paraná, em 2006, Roberto Requião ganhou a eleição, no segundo-turno, com apenas 10.479 votos a mais que Osmar Dias (PDT). Novamente o argumento de Requião foi o pedágio, com a promessa de construção das “Estradas da Liberdade”.
Em 2010, com apoio de Lula, o PT venceu as eleições pela terceira vez consecutiva, com Dilma Rousseff.
No Paraná, Beto Richa venceu a eleição para o governo. Seu principal adversário foi o senador Osmar Dias (PDT).
Beto Richa apresentou uma programa de governo voltado a recuperar o crescimento econômico, a geração de empregos e enfrentar grandes problemas nas áreas da educação e segurança.
Em 2014 estamos a 15 dias das eleições. Dilma Rousseff é candidata à reeleição, tendo como principais concorrentes, segundo as pesquisas, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).
No Paraná, Beto Richa é candidato à reeleição, tendo como concorrente mais próximo, também segundo pesquisas, o ex-governador e senador Roberto Requião, que busca o seu quarto mandato de governador.
Ao lado da campanha oficial um novo espaço deveria ser importante para o debate de ideias e informações: a internet. No entanto seu uso tem sido muito distorcido. Há uma enxurrada de informações falsas, enganos, acusações. Muitos compartilham e passam para frente informações que não conhecem, afirmações que não provam e a internet se transformou em uma grande concentração de lavadeiras digitais.
Nessas eleições a internet tem contribuído muito mais para a desinformações do que para o debate. Causa confusão e injustiças, dificulta a clareza das informações e a veracidade dos fatos. Também é necessário admitir que os candidatos pouco têm ajudado a melhorar o nível da campanha o mesmo ocorrendo com parte importante da imprensa brasileira.
Não há dúvida de que a corrupção é hoje um problema a ser combatido no país. Porém o seu combate e denúncias exigem absoluta responsabilidade, para que se faça justiça sem prejuízo de gente inocente.
As lavadeiras digitais jogam todos na mesma vala, de acordo com os seus interesses. O chumbo é trocado sem a menor preocupação com a verdade, com o direito à defesa, a provas e julgamento pela Justiça.
Claro, campanha sempre foi campo para esperteza. Não seria diferente agora. O problema é a multiplicação viral da esperteza, em alguns casos da safadeza mesmo, em outras a ingenuidade apenas, e a desorientação que isso causa, com o consequente afastamento cada vez maior das pessoas de bem da política, atividade fundamental para todos, para as comunidades, municípios, estados e país.
Ao contrário do que assistimos em outros países desenvolvidos, a grande derrotada dessa eleição, desde já, será a internet.
Nós, brasileiros, ainda temos muito a aprender sobre esse espaço de comunicação, sobre responsabilidade, deveres e respeito aos outros e às leis.

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Amusep: 42 anos da sua primeira reunião

Prefeito de Maringá, Adriano Valente, em 1972, ano que ajudou a fundar e foi o primeiro presidente da Amusep

A Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) completa hoje, 29 de março, 42 anos da sua fundação. A primeira reunião foi realizada em Maringá.
Na foto acima está o prefeito de Maringá, Adriano Valente, já como presidente da associação, em setembro de 1972, na inauguração do busto em homenagem ao médico e compositor Joubert de Carvalho.
A associação teve um começo difícil, quando a região enfrentou as dificuldades climáticas que dizimaram a cafeicultura, provocaram um grande êxodo populacional e impuseram a necessidade de novas alternativas para as economias dos municípios e da região.
Entre 1997 e 2000 a entidade avançou e se organizou, especialmente em razão de um convênio com o Paraná Urbano.
A partir de 2001 a Amusep entrou em novo ciclo, que a influencia até hoje. Ela deixou de ser uma sala na Prefeitura de Maringá e passou a funcionar em local independente, no Edifício Transamérica, na Avenida Brasil. Em 2009 a sede foi mudada para o atual local, rua Piratininga, 813 – 2º andar, Novo Centro (esquina com avenida Horácio Raccanello).
Já no final de 2001 a primeira grande realização da nova fase: os prefeito criam o Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Setentrião Paranaense (Cisamusep), que assumiu o gerenciamento do antigo Centro Regional de Especialidades (CRE). O Consórcio de Saúde Cisamusep foi inaugurado no dia 27 de junho de 2002 e passou a receber, também, recursos dos municípios (um valor per capita e por utilização).
Para se ter uma ideia do que ocorreu, o CRE estava oferecendo no máximo 4 mil consultas e procedimentos especializados por mês. Em menos de seis meses esse número chegou a 30 mil, com importante efeito positivo para a população da região.
No final de 2002 outra conquista importante: foi idealizado o Programa de Desenvolvimento da Região da Amusep (Pró-Amusep), implantado em 2003 e com atuação muito importante nos anos seguintes.
Em 2012 foi criado o Consórcio Público Intermunicipal de Gestão Proamusep, estruturado em 2013, voltado a ações de gestão em diversas áreas, incluindo infraestrutura e desenvolvimento.
A entidade tem uma equipe técnica, que faz projetos e assessora os municípios com o objetivo de agilizar a conquista de recursos, obras e investimentos.

Conheça mais sobre a Amusep através de algumas publicações:

Revista M9 edição especial, de fevereiro de 1998 – Hoje um registro histórico de uma fase da associação
Edição digital AQUI

Livro Pró-Amusep – Ideias e Propostas para o Desenvolvimento Regional
Publicado em 2012 com uma proposta de desenvolvimento para o período 2013 a 2016
Edição Digital AQUI
Para baixar em PDF

Região em Revista – edição 2013/2014 – Notícias da associação e informações dos municípios (versão web)
Edição Digital AQUI
Para baixar em PDF

Reportagem em O Diário, edição de hoje
Acesse AQUI

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Liberdade, história e debate

Abolição revista – Há 125 anos, a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea. Hoje, a promessa sugerida por ela soa envelhecida. Em Especial organizado pela RHBN, especialistas como José Murilo de Carvalho, Robert Daibert Jr. e Manolo Florentino refletem sobre as origens, o processo e os efeitos do fim da escravidão no Brasil http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/abolicao-revista — com Palestrante Paulo BarbosaFabiano GamaThiago RibeiroMorro De São PauloPires JuniorRodrigo Castro Ramirez.

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