Internet



Na web, 12 milhões difundem fake news políticas

Cerca de 12 milhões de pessoas difundem notícias falsas sobre política no Brasil, de acordo com levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP). Se considerada a média de 200 seguidores por usuário, o alcance pode chegar a praticamente toda a população brasileira. O dado é resultado de um monitoramento com 500 páginas digitais de conteúdo político falso ou distorcido no mês de junho. As informações são de Alexandra Martins no Estadão.

Pesquisadores das diversas áreas ligadas ao assunto, como Ciência da Computação, Ciência Política, Comunicação e Direito, são unânimes em afirmar que as notícias falsas podem ganhar bastante protagonismo na próxima disputa presidencial brasileira, com potencial de alcance maior do que as informações de fontes reconhecidas como confiáveis. “No atual momento, a polarização ideológica coincidiu com o consumo de notícias sobre política por meio das redes sociais. Quanto mais manchetes se prestam a essa informação de combate, maior é a performance delas, o que acaba por corroer o sistema como um todo, poluindo o debate político”, avaliou o cientista político Pablo Ortellado, um dos coordenadores do Gpopai.

O prognóstico é reforçado por exemplos quase que diários na rede. No dia 19 do último mês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma fake news que dizia que o petista havia sido expulso de um restaurante em Natal. Naquele dia, Lula estava em Pernambuco na caravana pelo Nordeste. A notícia falsa teve quase 15 milhões de compartilhamentos, comentários e outras interações no Twitter.

Confiança. Para analistas, outro dado a ser considerado em presença das fake news é o grau de confiança do brasileiro nas redes sociais como fonte para a escolha do melhor candidato em 2018.

Para 36% dos brasileiros, segundo pesquisa Ibope de junho deste ano, as mídias sociais terão muita influência nesse processo, enquanto 56% disseram que elas terão apenas “algum” potencial. “As notícias falsas são mais apelativas com maior poder de contaminar esse ambiente”, disse o cientista da computação Thiago Pardo, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O pesquisador começou recentemente a orientar seu primeiro doutorando em notícia falsa. A instituição é pioneira em pesquisa sobre o assunto.

Para o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) Eugênio Bucci, o que impulsiona alguém a compartilhar fake news é a lógica do entretenimento. “A notícia falsa, quando corresponde a um preconceito profundamente enraizado, é fonte de grande prazer. O sujeito vê aquilo e fala ‘eu sabia’.”

Segundo a advogada da área do direito digital, Juliana Abrusio há dois principais perfis desse perpetuador de inverdades nos momentos prévios de decisões políticas: o idealista na faixa entre 20 e 50 anos, que faz de tudo por seu candidato, e o contratado, que faz tudo por dinheiro. “Normalmente, prevalece o contratado”, disse.

De acordo com a advogada – que já teve entre seus clientes o senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a campanha presidencial de 2014 –, um processo por crime de calúnia, difamação e injúria, materializado em notícia falsa, leva de 6 a 12 meses para ter um desfecho. “O direito não consegue caminhar na mesma velocidade da internet.”

Junk news. Ela também alerta para a proliferação de “notícias enviesadas”, chamadas de junk news. “Quando tiram de contexto um assunto para transmitir outra mensagem.”

O professor de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo Fábio Malini verificou que essas junk news, de 300 fontes distintas, foram mais compartilhadas do que as notícias verdadeiras sobre a delação de executivos e ex-executivos da Odebrecht no momento em que a colaboração premiada da empreiteira foi homologada, em janeiro deste ano.

3 PERGUNTAS PARA…

José Fernando R. Júnior, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação

1. De onde vêm as notícias falsas?
Essa é a pergunta essencial para entender todo o resto. As notícias falsas (ou pós-verdades) são criadas, na maioria absoluta das vezes, para a obtenção de lucro. Quanto mais visualizações do seu site, mais cliques e mais ganhos, os quais podem chegar a milhares de dólares. Este mecanismo é seguido por outras empresas como o Facebook.

2. Notícias falsas são mais compartilhadas que as verdadeiras? Por quê?
As notícias falsas são compartilhadas proporcionalmente ao quanto são sensacionais. Da mesma maneira como as notícias reais. Todavia, se há uma motivação financeira forte, pode-se ter um mecanismo de divulgação mais agressivo.

3. Qual é a diferença no compartilhamento de notícias falsas e verdadeiras?
Para identificar uma notícia verdadeira, basta verificar se há em sua teia de compartilhamentos um número significativo de fontes com credibilidade e/ou de usuários com perfil autêntico, no sentindo de zelo com relação à veracidade do que compartilham.

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TCE-PR divulga cadastro de contas irregulares

Em iniciativa pioneira, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) passou a divulgar, no seu portal na internet, o Cadastro de Contas Irregulares (Cadirreg). É um cadastro único e histórico que reúne os nomes de todas as pessoas físicas, inclusive as falecidas, detentoras ou não de cargo ou função pública, que tiveram suas contas julgadas irregulares ou que receberam da corte parecer prévio pela irregularidade. O TCE-PR é um dos primeiros tribunais de contas estaduais a divulgar cadastro deste gênero. “O objetivo é dar ampla e total transparência aos registros do Tribunal e demostrar o resultado do julgamento das câmaras municipais, a partir dos pareceres prévios pela irregularidade emitidos pela corte de contas”, afirma o analista de controle Marcelo Lopes, titular da Coordenadoria de Execuções (Coex), unidade responsável por manter o cadastro.
O Cadirreg classifica os registros como “Vigentes”, que foram incluídos até oito anos antes da data da consulta e não sofreram alterações; “Expirados”, cuja inclusão foi realizada há mais de oito anos da data da consulta; “Suspensos”, que estão em discussão de mérito, por decisão colegiada ou judicial; ou “Cancelados” que foram baixados, por decisão colegiada ou judicial.

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Mundo pequeno

Um caso de homônimo me levou a um site que falava de teatro e Semana da Juventude.
O Sul Informação trazia notícia sobre evento em Monchique, tendo como ator Flavio Vicente.
Justamente em razão do homônimo o Google me informou sobre o evento e me levou ao site de notícias.
Fui procurar onde era. Encontrei um expediente muito completo, com nomes, registros e responsabilidade sobre o conteúdo.
O site está localizado no Centro Empresarial da Universidade do Algarve, na cidade de Faro, Portugal.
Interessante como as coisas estão acontecendo na internet na Europa. Valeu a dica do Google.
A comunicação vai mudando cada vez mais, segmentada. Por aqui mais de 70% das pessoas se informa em sites e redes sociais e o desafio a vencer é o da credibilidade. Assustador a quantidade de mentiras, boatos e fraudes compartilhadas a cada hora (isso talvez não seja um privilégio brasileiro, mas aqui a proporção da falta de responsabilidade só pode ser comparada a um tsunami de absurdos).
Boa sorte ao Sul, à Semana da Juventude de Monchique, e a vida segue.

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Pela internet

Com as articulações cada vez mais intensas em Brasília, há quem tenha decidido votar a denúncia contra o presidente Michel Temer por outros critérios. Aliás, não decidiu: deixou a escolha para seus eleitores. A deputada Renata Abreu (Podemos/SP) montou uma enquete no site do partido para que os próprios eleitores orientem sua decisão em plenário. A votação digital foi aberta em 13 de julho, mesmo dia da votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela apreciação do relatório do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) sobre a admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente por corrupção passiva. Na CCJ, Renata votou a favor do parecer.
Até a tarde desta quarta-feira, 19, 608 pessoas participaram da votação e 88% delas são a favor do prosseguimento da denúncia. Para a deputada, a ferramenta funciona como uma forma de engajar o eleitor. “O cidadão está muito apático. Eles criticam, mas precisam participar”, disse. Nesse caso, a participação valerá muito: Renata explica que se a enquete mudar e a maioria votar contra a aceitação da denúncia, ela acompanhará os eleitores.

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Confiança


O Brasil é o segundo país em que os consumidores de notícias online mais confiam nos veículos de comunicação, apontou um estudo realizado pelo Reuters Institute e a Universidade de Oxford.
A pesquisa também identificou que as redes sociais, como o Facebook, perderam espaço como fontes de disseminação de informação, enquanto aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, avançaram.
Esse movimento foi impulsionado porque os smartphones superaram os computadores e se tornaram o principal aparelho para consumidor notícias. No Brasil, o índice de confiança chegou a 60% dos entrevistados. O percentual só não é maior do que o da Finlândia, de 62%. Os pesquisadores perguntaram aos entrevistados se eles concordavam com as seguintes afirmações: “Eu acredito que você pode confiar na maioria das notícias na maior parte do tempo / Eu acredito que eu posso confiar na maioria das notícias na maior parte do tempo”.
Dentre os países analisados, os que registram menores indicadores de confiança são Eslováquia (27%), Grécia (23%) e Coreia do Sul (23%).

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Compras online

Comprar pela internet se tornou um hábito do brasileiro, revela um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) nas 27 capitais do país. De acordo com o levantamento, 89% dos internautas realizaram ao menos uma compra online nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, percentual que se mantém elevado em todos as classes sociais analisadas. Os homens lideram entre os compradores online (93%), pessoas de 35 a 49 anos representam 95% dos consumidores e 99% pertencem às classes A e B. Apenas 4% das pessoas que têm acesso à internet admitiram nunca ter feito qualquer compra online.
A pesquisa mostrou que, mesmo em um cenário de crise, quase metade dos consumidores online (43%) aumentou a quantidade de produtos adquiridos pela internet este ano, na comparação com 2016. Para 38%, o volume se manteve estável, enquanto 18% diminuíram o número de compras feitas por esse meio. A consulta foi feita entre os dias 18 e 27 de abril passado.

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Pela internet

A partir dessa segunda-feira (19), os laboratórios do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) disponibilizam os resultados de suas análises por meio eletrônico. Com a novidade, os escritórios regionais e usuários do IAP que solicitam análises laboratoriais de qualidade da água, do solo e efluentes para verificar a contaminação do ambiente receberão as informações por e-mail e também podem acessá-las no site do instituto. Antes, os laudos eram impressos e encaminhados aos usuários e escritórios regionais que atendem acidentes e recebem as denúncias. “O processo era mais demorado, pois além do tempo de análise havia o período do envio das informações por meio físico, com o uso de grande quantidade de papel. Agora igualamos nossos serviços aos demais laboratórios”, explica a diretora de Monitoramento Ambiental e Controle da Poluição do IAP, Ivonete Chaves.

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Esportes no Maringá Clube

Fundado em 28 de junho de 1956, o Maringá Clube é o pioneiro da cidade, com tradição de realização de eventos sociais. A atual diretoria tem se dedicado também ao esporte, oferecendo aos sócios apoio para a prática de diversas modalidades.
Atletas e equipe têm se destacado nas competiçõe, na cidade e no Paraná.
Depois de ter vencido o Beal Open, em Cascavel, no fim de semana passado, Gustavo Junqueira voltou a vencer, sagrando-se campeão 1ª Classe, Tênis 🎾FPT, Etapa Osmoze, em Paranavaí.
No Futsal, a equipe sub 7 ficou em 3º lugar na Taça Estrela.
No Vôlei, vitória sobre o Country, durante a semana, por dois sets a zero.
O clube tem o seu site e está nas redes sociais, com Facebook, Twitter, Instagran e outras. O objetivo é informar os sócios e seus dependentes de todas as suas atividades.

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Reportagem em SC mostra tecnologia aplicada à saúde

Muito interessa uma série de reportagens que  RBS vem fazendo em Santa Catarina tendo como  tema central a campanha “Vote Consciente”, para uma cidade mais inteligente.
Eles mostram que os prefeitos são responsáveis por destinar recursos para soluções. Apresentam inovações que ajudam a fazer uma cidade mais inteligente.
Com sistemas, aplicativos e internet, de forma muito simples, é possível resolver os problemas de saúde mais simples e corriqueiro, com médico e eficiência.

Interessante. Veja aqui a reportagem.

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Sessão da Câmara será transmitida ao vivo, no You Tube

A sessão especial da Câmara de Maringá para eleição dos membros das comissões para 2015, que começa daqui a pouco, às 19 horas, será transmitida ao vivo pelo canal TV Câmara Maringá, no You Tube.

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