Manifestações

 

Versões, liberdade e bom senso

As manifestações do PT, a favor do direito da candidatura de Lula a presidente, e a favor do juiz Sérgio Moro foram assunto recorrente na semana que passou, em Maringá. Ontem ocorreram, livremente, sem violência. Antes e depois, assistimos um festival de versões e absurdos, mas é bom saber, este ano será assim: um ano atípico, movido por muitas coisas ao mesmo tempo, do oportunismo ao idealismo, muitas vezes lado a lado e em lados contrários.

Esta situação assusta um pouco, mas a confusão se aprofunda diante da falência de institituições, da perda de referências, tudo isto provocado, em grande parte, por estratégias políticas. O “quanto pior melhor” é uma alternativa boa para sobrevivência de alguns e para oportunistas em geral, que se multiplicarão muito em 2018.

A tese do novo, da renovação, é boa, sem dúvida, e merece ser avaliada. O importante é saber a legitimidade e a qualidade deste “novo”. Como errou Tiririca, pior que tá pode ficar, por incrível que pudesse (e possa) parecer. Ficou pior.

Fatos importantes de ontem: antecipação aos eventos pela Polícia Militar, com apoio do Município. Isto era necessário e funcionou. Exercício de liberdade realizado.

O Diário trouxe hoje na sua primeira página os números da Polícia Militar. 1.500 na praça e 400 na Câmara. É verdade, também, que a manifestação na praça teve vários momentos e deve ter recebido mais gente. O número citado de pessoas é uma estimativa. Por outro lado, a reunião pró-Lula teve o público máximo autorizado pelos bombeiros para a Câmara.

Reuniões pró-Lula foram realizadas ontem em várias cidades do país, sem o fator “terra natal de Sérgio Moro” e outros, que motivaram o movimento em Maringá (e que merecem análise mais profunda). O uso indevido do Lions em convites para a manifestação é algo incrível, que deveria ser investigado, com responsabilização. Também vi nomes de instituições e pessoas citados. Procurei na internet e em outros meios os apoios correspondentes e não encontrei.

Enfim, foi uma semana e um sábado de versões  e de liberdade, a espera de bom senso, que certamente a maioria têm e terá. Não é preciso postar na internet e nem ir a uma manifestação para ter opinião formada sobre Lula, sobre o Brasil, sobre o momento que vivemos. Generalizações, também, de parte a parte, não ajudam. As mudanças que o país precisa são inúmeras, profundas  e difíceis de serem concretizadas. Na forma constitucional só ocorrerão com o tempo, com maturidade e respeito.

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Manifestações provocam mudanças no trânsito, em Maringá

A Prefeitura de Maringá divulgou nota comunicando interrupções e mudanças no trânsito.
A nota é a seguinte:

“Aviso/interrupção do tráfego

Em função das manifestações agendadas para este sábado, 13, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), a pedido da Polícia Militar, vai interromper o tráfego no entorno da catedral, impedindo o acesso ao estacionamento pelas duas entradas (pela avenida Tiradentes e em frente a Câmara de Vereadores). Também será impedido o acesso a avenida Papa João XXIII (continuação da Herval) a partir da avenida Tiradentes. A medida será tomada a partir das 4h30 da madrugada. A partir das 7h30, o acesso à catedral pela avenida Cerro Azul também será interrompido na esquina com a rua Antonio Salema. Motoristas que trafegam no sentido bairro/centro pela Cerro Azul devem dobrar a esquerda na Antonio Salema e, na sequência, entrar a direita na rua Martim Afonso para alcançar a avenida João XXIII, cujo tráfego estará liberado no trecho em frente ao Instituto de Educação. O trecho em frente a Câmara, da avenida Cerro Azul até a rua Martim Afonso também estará fechado. A previsão é normalizar o trânsito em todos os trechos a partir das 12 horas.  (Veja mapa em anexo)

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Prisões afetam manifestações

As manifestações convocadas pela internet para ontem domingo, às 18 horas, não saíram dos convites.
Além dia marcado, final da Copa, com grandes concentrações de torcedores e fãs de futebol, prisões de líderes de movimentos civis organizados na sexta-feira e no sábado, em várias capitais, ajudou a desmotivar as manifestações.

A OAB acompanhou algumas prisões e se manifestou preocupada com a forma como foram feitas.
Do seu lado, a polícia garante que agiu de forma correta, junto com o Ministério Público e o Judiciário, cumprindo seu papel.

Fotos e vídeos mostraram, durante a Copa, uma força policial ostensiva, com grande efetivo muito bem equipado. Resta saber se essa mobilização será agora colocada a serviço da população, no seu dia-a-dia.

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Manifestações amanhã. Será?

Circula pela internet um vídeo falando sobre o desastre da Copa (das Copas? #vergonha), as distorções do país em relação aos seus investimentos, a humilhação em campo e a necessidade de uma retomada de ação popular contra o governo que trouxe o país a esse momento histórico.

As manifestações estão marcadas para amanhã, dia 13, às 18 horas, no MASP (São Paulo), Avenida Presidente Vargas (Rio de Janeiro), Praça dos Três Poderes (Brasília), Praça da Liberdade (Belo Horizonte).

O movimento atua com a hashtag #OLegadoDaCopa #ATropaDoBrasil

A pergunta é: Será que acontecerá essa mobilização?
Resposta amanhã, a partir das 18 horas.

Uma coisa parece certa: o final da Copa tem todos os ingredientes para reacender uma grande mobilização popular no país, que culminará, dessa vez, com a eleição no dia 5 de outubro.

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A farsa nas ruas

A manchete de O Diário ontem e os noticiários em todo o país denunciaram que os “manifestantes” presos pela morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade contaram que eram aliciados e recebiam R$ 150,00 por participação nos “atos públicos”.
Detalhe: por participação em manifestações em que se envolviam em confusão, briga, quebra-quebra… participação pacífica não daria direito à grana.
Apesar da desconfiança de que essas manifestações eram planejadas por alguém e manipuladas, com fins políticos, fica a dúvida sobre a veracidade da “denúncia”. Se confirmada, os organizadores das manifestações serão co-autores do crime.
Na prática são co-autores das agressões a pessoas, depredações de lojas, veículos, placas e patrimônio público e privado.
Esse caminho das ruas é importante, mas uma manifestação legítima e popular não fica se repetindo dias, semanas e meses…
Queria acreditar que as investigações poderiam levar aos verdadeiros responsáveis por tanta insanidade criminosa, porém não acredito que isso acontecerá.
Vocês acreditam?

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A hora das ruas?

Movimentos sociais em 2014: As manifestações vão voltar?

Movimentos sociais em 2014: As manifestações vão voltar?

Na página A10 de O Diário, edição desse domingo, dia 5 de janeiro, está entrevista de Rubia Pimenta com Angelo Priori, professor de História e pesquisador de Movimentos Sociais.
O professor afirma que  “existem duas coisas que apavoram os governantes: imprensa livre e o povo reivindicando nas ruas”. E vai além, com uma afirmação instigante: “É preciso sair do Facebook e ir para os ruas”.

Realmente o Brasil tem muitos heróis de buteco, de reunião e redes sociais. Em 2013, muitos deles ensaiaram ações nas ruas. 2014, no entanto, é uma oportunidade real de muito mais visibilidade internacional para os movimentos sociais e suas manifestações, pois a imprensa de todo o mundo estará voltada para o país na cobertura da Copa.
Parece fácil, livre e permitido, mas não será bem assim. Edson Lima escreveu hoje, na sua coluna, no O Diário, que O governo federal já montou uma força policial com mais de 10 mil homens para atuar no “controle” das manifestações.
Isso me lembra os tempos da “democracia relativa” de Ernesto Geisel. Acho que as manifestações serão permitidas, “pero no mucho”.
A diferença ficará por conta da coragem e do número dos brasileiros dispostos a trocar seus computadores, barzinhos, cobertura e clima da Copa pelas manifestações nas ruas.

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O que será que será?

No final da tarde de ontem mais de 10 mil pessoas foram às ruas, em Maringá, para protestar contra a corrupção, falta de recursos para saúde e educação, pedindo melhores serviços públicos, enfim, foram muitas as manifestações livres e espontâneas.
Não há dúvida de que a distorção dos investimentos de mais de R$ 30 bilhões para a Copa do Mundo de Futebol, atendendo ao tal “padrão Fifa”, foi a gota d´água para as comparações com os serviços públicos e os investimentos nas áreas básicas e essenciais no país.
Os movimentos, em todos o país, tem uma característica: a mobilização tem um caráter legítimo, nasceu em grande parte das redes sociais, repudia a interferência de partidos políticos e políticos.
Algo novo e forte aconteceu no Brasil. O futebol está definitivamente em segundo plano e 2014 não será apenas o ano da Copa.

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A voz do povo

A foto fala, como disse o seu autor, por mais de mil palavras.
O fenômeno das manifestações no país fala muito alto e é dirigido contra a corrupção persistente, a impunidade, os desmandos, a falta de prioridades no país, contra todos os tipos de privilégios, inclusive para políticos condenados pelo Supremo Tribunal Federal que continuam exercendo mandatos sem qualquer legitimidade.
As manifestações também quebram o paradigma de que o povo brasileiro é omisso e desligado da realidade.
Essa mobilização mexe com o país e precisa ser respeitada e entendida.
A foto é da fan page Amor pela Fotografia.

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