Mobilidade

 

Mudanças no centro de Maringá

O prefeito de Maringá, Ulisses Maia, concederá entrevista coletiva amanhã, às 9 horas, na sala de reuniões do Gabinete, para explicar os próximos passos do projeto de construção do novo terminal rodoviário.
Esta é uma obra grande, com impacto equivalente. A demolição do terminal “privisório” que sobreviveu por quase 20 anos, deslocará os pontos de ônibus para a Joubert de Carvalho e causará mudanças e desconforto no tráfego no centro da cidade.
Mas antes de falar demais aqui, amanhã o próprio prefeito dará os detalhes.

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Hora de encarar a realidade

Ao mesmo tempo em que o ministro da Fazenda anuncia um novo pacote de incentivos à indústria automobilística, administradores das cidades de maior porte se empenham em desestimular o uso do automóvel e em valorizar o transporte coletivo. O país não tem como fechar os olhos às quedas sucessivas na produção da indústria automobilística, que representa cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do país. Até mesmo cidades de médio porte, porém, não comportam mais o tráfego de veículos particulares, nem dispõem de espaço para estacionamento. Encontrar um meio-termo, que ao menos sirva para atenuar essa contradição, é um desafio para os gestores públicos que ganha ainda mais destaque nesta largada oficial de campanha.
Num país historicamente voltado para o transporte rodoviário, tanto no caso de cargas quanto de passageiros, a adoção de um modelo mais diversificado exige acima de tudo uma profunda transformação cultural. A ênfase dada à questão da mobilidade urbana nas manifestações de rua a partir de junho do ano passado vem contribuindo para manter o tema em evidência. Mas há necessidade de um debate de forma continuada, que ajude a conciliar melhor os interesses de quem se vale do transporte individual e do coletivo para se deslocar no cotidiano. A eficiência de um e outro é um pressuposto para facilitar o trânsito, evitando os transtornos que se incorporaram à rotina nos centros urbanos.
A elevada dependência que o país tem da indústria automobilística na geração de riqueza e emprego não pode restringir a busca de alternativas na área da mobilidade. O uso de veículos particulares nas proporções de hoje exige contrapartidas de investimentos em infraestrutura que o país não tem como bancar. Em consequência, ampliam-se a cada dia as dificuldades tanto para quem tenta circular sozinho no conforto de seus veículos particulares quanto em precários ônibus, normalmente lotados, principalmente onde não há corredores específicos.
O país paga um custo elevado demais para as suas deficiências de transporte. Os prejuízos vão desde os relacionados ao tempo em que se fica parado no trânsito até as renúncias fiscais na tentativa de conter as sucessivas quedas nas vendas de veículos. É preciso investir na diversificação de forma gradativa, mas com base em políticas que acenem com alternativas concretas a médio e longo prazos.

(Editoral de Zero Hora desse sabado, dia 5 de julho)

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Passou da hora de um novo modelo de transportes

Hora de mudanças no modelo de mobilidade

É preciso mudar o modelo de mobilidade

Os noticiários nacionais deram ênfase às demissões da GM, em São Paulo, no fim do ano.
O Brasil tem uma política de incentivo à indústria automobilística que precisa ser repensada e modificada imediatamente. Não há dúvida de que muita gente que hoje trabalha nas indústrias automobilísticas ficará sem emprego em alguns anos.
O modelo brasileiro de incentivar a indústria de veículos ajuda a causar transtornos nas cidades e não é estratégico em relação aos trabalhadores e às verdadeiras necessidades da população.
Copiado dos Estados Unidos e de outros países ricos, essa é uma prática com os dias contados. Há limitações físicas e de recursos para manter as cidades com milhares de veículos individuais novos a cada dia nas ruas.
Retomar as ferrovias, destinar incentivos a projetos e à indústria dos transportes coletivos, repensar a recolocação dos milhares de trabalhadores hoje nas indústrias automobilísticas, nos próximos anos, será a única forma de evitar um desastre anunciado, de prejuízos e desemprego, além do mal cada vez maior causado às cidades com espaços cada vez mais reduzidos para a mobilidade.
Também é importante começar a tratar esse assunto na agenda nacional e iniciar um processo de educação e conscientização das crianças e novas gerações. Nós, os jovens e adultos de hoje, não mudaremos a cabeça e vamos continuar querendo carros novos, motos novas, mesmo sabendo que a cada veículo a mais nas ruas teremos menos espaço, mais lentidão e problemas para enfrentar a cada dia, nos nossos deslocamentos.
Ano novo, vida nova. Não há como não encarar a realidade. Não podemos continuar entupindo as ruas com belas e caras utopias que já eram.

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Maringá vai receber recursos federais para mobilidade

A deputada federal Cida Borghetti informou que Maringá está incluída no rol das cidades que poderão apresentar projetos para melhoria das vias urbanas da cidade. A presidente Dilma Rousseff anunciou que investirá R$ 7 bilhões em cidades de pequeno e médio porte por meio do PAC da Mobilidade (Programa de Aceleração do Crescimento voltado para obras de mobilidade urbana).
Em todo Brasil, 75 municípios com número de habitantes entre 250 e 700 mil, serão contemplados. No Paraná, seis cidades de porte médio estão entre as candidatas a obter recursos federais para investir em transporte público. Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Cascavel poderão apresentar até dois projetos. São municípios que se enquadram aos critérios definidos pelo PAC da Mobilidade.
Entre as obras previstas estão a implantação de infraestrutura de transporte público coletivo melhoria do transporte existente, inclusive terminais de integração e estações; aquisição de equipamentos visando integração, controle e modernização dos sistemas; elaboração de projetos e estudos associados ao empreendimento proposto.
“O ministério das Cidades, através do ministro Aguinaldo Ribeiro, está realizando ações que vão de encontro com as necessidades de municípios do porte Maringá. São cidades que se enquadram nos padrões exigidos pelo programa, pois estão em plena fase de desenvolvimento e os investimentos no transporte público são essenciais para evitar problemas futuros. A presidente Dilma está tendo uma visão futurista neste sentindo”, disse Cida Borghetti.
Emendas para Maringá – Entre as emendas da deputada federal Cida Borghetti (PP) para a realização de obras em Maringá estão previstos recursos para construção de praças de lazer (obra do PAC), quase R$ 5 milhões para ampliação da pista do Aeroporto Regional, R$ 975 mil para a segunda fase de reformas no estádio Willie Davids, R$ 350 mil para o Hospital Universitário, R$ 450 mil para a Santa Casa, além de R$ 1,9 milhão para obras de infraestrutura urbana, R$ 100 mil para a Rede de Combate ao Câncer e R$ 300 mil para reformar a Apae.

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