Opinião



Opinião: Reforma trabalhista

O deputado federal Edmar Arruda (PSD) encaminhou artigo com o título “A Mentira do PT sobre a reforma Trabalhistas”, com um relato sobre a sua posição e opinião sobre o tema.

“É necessário esclarecer alguns pontos sobre a Reforma Trabalhista.
Promovemos a atualização da legislação trabalhista em 100 pontos. Necessária para a adequação diante da realidade brasileira.
Infelizmente, o Partido dos Trabalhadores – PT está divulgando que foram tirados 100 benefícios. Uma mentira deslavada e irresponsável de um partido que acabou com a economia do País, deixou uma herança maldita com inflação e juros altos, além de déficit primário, rombo previdenciário e alto índice de desemprego, gerando uma das mais severas recessões econômicas da nossa história.
No poder, o PT mostrou ser um governo corrupto que instalou uma quadrilha para delapidar o patrimônio da nação, em especial da Petrobras e de outras estatais.
Aprovamos uma reforma trabalhista mínima com a responsabilidade necessária para modernizar uma legislação ultrapassada, com o objetivo de alavancar o desenvolvimento e o crescimento da atividade produtiva.
É necessário ressaltar que nenhum benefício conquistado, como férias, abono de férias, FGTS e 13º salários foram perdidos.
As leis ficaram mais objetivas, claras e adaptadas ao nosso tempo, garantindo, por exemplo, benefícios para aqueles que trabalham de forma intermitente – é o caso dos garçons. Esta clareza garante direitos e resulta em menos custos gerados por lacunas mal interpretadas, que vão parar nos Tribunais, gerando um custo superior a R$ 17 bilhões por ano e uma estrutura com mais de 62 mil funcionários.
A nova proposta dá força para acordos entre patrões e empregados e abre caminho para tornar mais flexíveis os contratos de trabalho, acaba com o imposto sindical obrigatório que sustenta os mais de 15 mil sindicatos no Brasil – um verdadeiro absurdo, permite parcelar as férias anuais em três períodos e cria jornadas de trabalho mais flexíveis – outro exemplo aqui é o home office.
O trabalhador não perde nenhum benefício já conquistado e todas as medidas foram propostas com base em dezenas de países, além da consultoria de especialistas e as discussões em audiências públicas no Congresso.
A Reforma Trabalhista é a favor de um Brasil mais moderno, justo e competitivo.
Tenho orgulho de ser deputado federal e participar deste momento do Brasil”.

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A realidade da UNE

Virgilio Marchesini

Há exatos 7 dias, eu, juntamente com (mais ou menos) 200 estudantes entre eles, liberais e conservadores aglutinados em uma chapa encabeçada pela Juventude do PSDB, fechávamos o ciclo de 3 dias no Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes.
Para quem não conhece, a UNE é (ou pelo menos deveria ser), a entidade máxima e democrática do corpo estudantil que tem (ou deveria ter) como principal função lutar pela educação e pelos estudantes. Basicamente, o sindicato dos Estudantes.
Só da UNE, dinheiro do governo é destinado para ela, seja pela carteirinha do estudante ou qualquer outra dívida histórica que o governo possui ou pelo menos justifica-se pagar para ela.
A história por lá é diferente: a UNE é uma entidade aparelhada por militantes profissionais, cujo principal objetivo é formar uma classe de militância de uso exclusivo para a esquerda.
E as pautas? Fora Temer, Diretas Já, greve geral, etc…
Pautas para educação? Das poucas, nenhuma realmente é útil e eficiente para a educação.
Respeito à democracia? Só se você for de esquerda, do contrário, será recebido com cuspes, jatos de suco/água, garrafas, resto de comida, cadeiradas e até pedradas.
Se você for mulher? Se você não for de esquerda, será democraticamente agredida.
Negro? Se você não for de esquerda, será democraticamente taxado de capitão do mato.
E se você for de esquerda mesmo, mas está numa chapa TUCANA sofrerá as consequências igualmente.
Tudo isso foi o que presenciei e passei apuros juntamente com a galera JPSDB, para no final, ver um silêncio estarrecedor por parte da UNE, aquela que defende os estudantes.
O que concluo é que há duas opções para o futuro da UNE: a aceitação de uma verdadeira democracia por parte da grande maioria dos esquerdistas radicais ou o fim da UNE.
O cessar de repasses de verba pública para esta entidade é inevitável, deve haver sem mais, nem menos. Não existe motivos para a obrigatoriedade de se receber dinheiro do povo – e dos próprios estudantes de forma indireta, já que há entidades que lutam muito mais pela educação do que a União Nacional dos Estudantes diz lutar em 80 anos.

* Virgilio Marchesini, graduando em Direito pela UniCesumar, coordenador regional do Movimento Brasil Livre

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Troca de ideias: o país sem férias remuneradas (que todos querem)

Estou feliz com comentários, sugestões e debates que a coluna e o blog tem proporcionado.
Opiniões podem e, em certo sentido, até devem ser contrárias. Graças a isso podemos chegar a coisas novas, a mudar conceitos ou unir contraditórios para um novo pensamento.
A máxima de que “toda a unanimidade é burra”, usada e famosa nos escritos do grande Nelson Rodrigues, na verdade surgiu com Nietzsche, que afirmava que todos os homens “do rebanho”, aqueles dominados e sem voz, só poderiam sobreviver na “unanimidade”.
Meu colega Luiz Fernando, dono de grande ideias e cafés, me escreve indicando uma reportagem da BBC com o título “EUA: o país das oportunidades… e das férias não remuneradas“.
Eu queria muito achar que todos os problemas do Brasil seriam consertados com reformas. Também queria acreditar que todos os problemas graves do Brasil se resumem em “corrupção”, mas isso também não verdade, apesar do tamanho dela.
O Brasil vive um momento em que precisa sim combater a corrupção, precisa de reformas, mas acima de tudo, precisa de um choque de valores e de educação, sem o que os problemas vão continuar e vão crescer.
Nosso país é paternalista demais, tem direitos demais e deveres de menos. Tem leis e privilégios demais e gente querendo igualdade de menos.
Perguntem a quem tem privilégios se quer perdê-los a bem da maioria da população?
Isso não inclui só políticos, não, inclui sindicalistas espertos (donos de sindicatos), funcionários públicos (não é culpa deles os privilégios que conquistaram ao longo de anos e décadas) e por aí vai. A lista é grande, apesar de ser a minoria da população.
Esses, que estão no limiar de perder privilégios são os que mais ajudam a colocar gasolina na fogueira e a falar mal de tudo e todos. Especialmente nas redes sociais.
Como se todas as coisas nesse país se resumissem à simplista e falaciosa divisão: “contra ou a favor dos trabalhadores”.

Agora há pouco (fazendo uma atualização, no domingo), o jornalista José Nascimento destacou a frase de Dwight Eisenhower, citada port Ricardo Amorim: “Um povo que dá mais valor a seus privilégios do que a seus princípios acaba perdendo ambos”.

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Por que os Estados Unidos?

* Diego Casagrande 

Alguém por favor pode me explicar por que tanta gente quer ir morar legal ou ilegalmente nos EUA se lá não tem CLT e nem Justiça do Trabalho? Se lá não tem 13º e tampouco licença maternidade remunerada? Como suportar um país onde decisões sobre férias, ausências por doença ou feriados nacionais são negociados caso a caso entre empregador e empregado? Por que tantas pessoas se arriscam a morrer no deserto, na fronteira árida do México e nas mãos dos coiotes, se lá não tem SUS e não tem INSS? Se naquele lugar os trabalhadores precisam ter seguro de saúde e poupar para uma emergência? Quero compreender como podem os Estados Unidos ser a preferência da maioria dos imigrantes do planeta se lá não existe faculdade de graça, sendo que as famílias poupam uma vida inteira para ver o sonho do diploma superior realizado?

Me ajudem a entender como pode tantos brasileiros quererem se mudar para um país onde o armamento é liberado em quase todo o lugar e onde as pessoas podem ter até fuzis em casa para se proteger? Como se sentir seguro em uma nação que não tem Estatuto do Desarmamento? Alguém me explica como pode tanta gente querer se mudar para o país onde quem bebe e dirige passa a noite na cadeia e se for reincidente pode ficar longos meses ou até anos preso? Onde corruptos quebram a cara? Me expliquem qual a lógica de alguém sair de um país que não tem prisão perpétua e nem pena de morte e querer morar em um outro, no caso os Estados Unidos, onde existe tudo isso e até castração química para estupradores e pedófilos? Como morar em um território onde menores de 18 anos respondem como adultos se cometerem crimes hediondos? Me digam como é possível alguém querer viver em um local onde delegados, juízes e promotores são eleitos pela comunidade? Como morar em um país onde não existe estabilidade no emprego para os funcionários públicos? Onde qualquer um que trabalhe em uma prefeitura, no governo de um estado ou mesmo no governo federal pode ser demitido por conveniência ou mesmo razões estratégicas dos governantes?

Parece, mas não é tão difícil assim compreender por que tanta gente do mundo todo quer se mudar para os Estados Unidos. Lá existem duas palavrinhas mágicas que devem ser seguidas por todos: “liberdade” e “responsabilidade”. Entendeu?

* Diego Casagrande é jornalista profissional diplomado desde 1993. Apresenta os programas BandNews Porto Alegre 1ª Edição, às 9h, e Rádio Livre, na Rádio Bandeirantes FM 94,9 e AM 640.

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Curitiba Turística – Um presente ao Paraná!

Professor Jacó Gimennes, presidente da PRTUR

Como entusiasta pelo Turismo pude colaborar com a minha terra, com a proposta histórica pela Maringá Turística e na condição de Presidente do Conselho Municipal de Turismo no período 2013 a 2015, pude aprender o suficiente para imaginar verdadeiros cataventos turísticos em nossas cidades nos quatro cantos do Paraná.
Ao ter a grande oportunidade de assumir a Presidência da Paraná Turismo em 01/01/2015 a convite do Governador Beto Richa por indicação do Deputado Estadual Douglas Fabrício, hoje ocupante do cargo de Secretário de Estado do Esporte e do Turismo, pude propor o desafio de ver o nosso Paraná como Produtor de Turismo com a proposta estratégica do Paraná Turístico – PPA 2016-2019.
Assim a pouco mais de 2 anos, estamos agindo pela soma de forças através de alianças estratégicas e de parcerias programáticas com o trade, a sociedade organizada e outros níveis de Governos na dinâmica de um movimento pelo Paraná Turístico.
Recentemente em uma reunião com o Presidente Glaucio Geara da ACP, Associação Comercial do Paraná e grupo de diretores, pude relatar os aprendizados, as conquistas e os desafios para avançarmos no Paraná Turístico. Em pronta resposta, a ACP colocou que concentraria os esforços em sua agenda com foco na Curitiba Turística. O que muito nos encorajou a seguir adiante.
O rico acervo da metrópole com diversas marcas que a faz destacar nos cenários nacional e internacional tem valor de “ouro em pó” para o fortalecimento do Turismo como instrumento de Políticas Públicas no Desenvolvimento Sustentável.
E se Foz do Iguaçu passou a ser um exemplo com a criação da Gestão Integrada pelo Turismo, cabe a nós pensarmos numa modelagem própria a nossa Capital, pois, não basta ter perfil turístico, ela deve ser assumida como Curitiba Turistica, o que dinamizará a economia municipal e gerará a dose de entusiasmo para maior engajamento do Litoral e Interior nos desafios do Paraná Turístico.
Temos inúmeras e importantes organizações setoriais do Turismo sediadas em Curitiba, mas infelizmente ou felizmente nenhuma delas tem força suficiente para liderar por si só o processo de turistificação com a visão integrada e forte da Curitiba Turística.
Fico imaginando a necessidade da implantação não burocratizada do Diretório de Oportunidades pelo Turismo, com visão de um condomínio de gestão compartilhada na forma de um tripé constituído pela representatividade de entidades, a dinâmica empresarial e liderança do Prefeito Municipal, com o gerenciamento do Instituto Curitiba Turismo.
O papel estratégico do prefeito neste diretório é bastante oportuno tendo em vista o indicativo da aprovação do público que participou da abertura do 23º Salão Paranaense de Turismo – no último dia 16 – quando o Prefeito Rafael Greca foi aplaudido de pé ao fazer do seu discurso uma viagem turística em prosa pelo nosso Querido Paraná.
Fato este que passou para os anais da ABAV/PR – Associação de Agentes de Viagens do Paraná – e teve grande repercussão nas mídias sociais, sinalizando que temos a pessoa certa na hora e lugar certos.
Seremos solidários e parceiros nas demandas do dia a dia, fazendo da Curitiba Turística o grande presente do Paraná.

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Reforma Política: Lista Aberta ou Fechada?

* Anderson Alarcon

A reforma política está tramitando rápida, perigosa e silenciosamente!
Vamos COMEÇAR a refletir sobre a LISTA FECHADA, hoje?
Atualmente temos listas abertas para o processo de eleição de legisladores (exceto senadores em que ganha o mais votado – critério majoritário).
A lista hoje é aberta porque nós votamos livremente no candidato e ou partido, e AO FINAL DA ELEIÇÃO é que a lista então se fecha dentro do partido e coligação, sendo eleitos aqueles mais votados nominalmente dentro das vagas obtidas por seu partido ou coligação.
Já o sistema de lista fechada que está em discussão a toque de caixa no congresso e, pasme, em vias de ser aprovado, é aquele que já apresenta uma ordem pronta e pré-definida (antes das eleições) de candidatos dentro do partido e que ocuparão as vagas que o partido obtiver ao final da eleição, na ordem já e anteriormente definida, independente da preferência pessoal do eleitor por este ou aquele candidato, numa visão didática pura e simplificada. Por exemplo, se na lista do DEM estiver o João Michê (1º); a Tia Carmem (2º); o Sílvio Santos (3º) e o Padre Zezinho (4º); e se no final da eleição o partido obteve duas vagas apenas, mesmo que o Silvio Santos e o Padre Zezinho tenham sido, por exemplo, os preferidos do povo, sabe quem é que vai assumir as duas vagas? Isso mesmo, o João Michê e a Tia Carmem!!!!
Claro que eles dois devem ter muita força dentro do partido (imagina-se), e usando de meios ordinários ou não, tiveram seus nomes no topo da lista, já que democracia interna nos partidos é algo raro ainda por aqui, infelizmente.
O fato é que ambas as formas (listas abertas ou fechadas), têm, claro, vantagens e desvantagens. Como estudioso do tema, a lista fechada me agrada. Os propósitos para os quais ela foi originalmente pensada são sérios e bons. Minha dúvida é se essa lista fechada pura funcionaria hoje no Brasil, onde ainda temos excesso de partidos cartoriais, de aluguel, e sem qualquer democracia interna nos processos de escolha e participação.
Nesse cenário, numa lista fechada total e pura, quem ganharia, atualmente, com isso?
Os caciques, donos de partidos e endinheirados? O que há de democrático nisso? Democracia = governo do povo, pelo povo e para o povo!
Poderia haver maior transparência nos nomes beneficiados com a prévia divulgação da lista, bem ainda quanto a financiadores de campanha, é verdade. Mas e os processos essenciais e anteriores a isso, de maneira interna? Qual o grau de democracia intrapartidária nesse aspecto?
E quem perderia?
Os políticos novos, pequenos, do baixo clero, sem dinheiro e muitas vezes bem intencionados? Em resumo, o povo?
E as cotas e paridade de gênero na ocupação efetiva das cadeiras (e não apenas das candidaturas), como poderiam ser asseguradas?
São perguntas que precisam ser respondidas. A lista aberta e ou fechada estão a interesse de quem?
Candidaturas avulsas (sem partido) podem ser pensadas também. Igualmente, o sistema misto talvez possa ser uma saída a se considerar num país tão miscigenado como o Brasil. Parte em lista fechada (para assegurar unidade, coesão, memória e história partidária a fazer justiça a seus líderes e aqueles que carregam o piano dentro da agremiação), e outra parte em lista aberta, desde que, em qualquer caso, estejam pautadas, sempre, por democracia intrapartidária.
Eis um panorama e uma visão simplificada da coisa, na minha opinião, pra gente começar o debate e a conversa!

E aí?

* Anderson Alarcon é advogado, especialista em Direito Eleitoral

 

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Cachê vexame

Texto de Martha Medeiros

Uma ideia criativa alavanca as vendas. Slogans como “o primeiro sutiã a gente nunca esquece”, “não é nenhuma brastemp” e “bonita camisa, Fernandinho” ficaram no imaginário coletivo e são alguns dos cases que orgulham a propaganda brasileira. Porém, na ausência de uma sacada genial, o recurso é buscar o depoimento de pessoas famosas, já que elas encurtam o caminho até a aceitação do consumidor.
Esta eficiência, claro, tem um preço. Já vi atriz que mora na Barra da Tijuca anunciar um condomínio em Porto Alegre dizendo que era o lugar onde sempre sonhou morar. Por que uma atriz global iria querer morar aqui no Sul? Por nenhum motivo. Ela jamais cogitou essa hipótese. Queria apenas embolsar os 50 mil do cachê para terminar de pagar seu apartamento de frente para o mar. Pareceu-lhe um preço justo pelo vexame de ter que aparecer em horário nobre dizendo uma inverdade.
Por um dinheiro extra – não qualquer dinheiro, mas um extra de muitos dígitos –, há quem deixe o ego de lado. Quem não se lembra de Gloria Pires dizendo que iria nos contar um segredinho? “O Orlando tem caspa”. Pois é, o Brasil inteiro descobriu que o marido de uma de suas mais talentosas atrizes tinha caspa e havia resolvido o problema com determinado xampu. Beleza. Logo o comercial saiu do ar e o casal recebeu sua grana honesta.
Se o Orlando tinha caspa mesmo, ou ainda tem, será sempre uma incógnita que roubará nosso sono. O que importa é que nenhum crime foi cometido – o consumidor sabe que propaganda testemunhal não é feita por filantropia.
Os cachês são altos porque os riscos também são. Maitê Proença vendeu sua credibilidade para anunciar uma marca de anticoncepcionais que se revelou fraudulenta: algumas mulheres engravidaram por ingerirem pílulas de farinha. A empresa foi autuada e ainda teve que pagar indenização para a atriz, que fez muito bem em buscar seus direitos.
Por essas e outras, é bom pensar direitinho antes de usar a própria imagem para vender detergentes, remédios, sabonetes, cervejas. Vá que o dono da empresa esteja usando uma tornozeleira eletrônica, vá que baratas estejam perambulando perto demais dos estoques, vá que esqueceram de comentar esses detalhes no contrato.
A repercussão da Operação Carne Fraca pode ser exagerada, mas o estrago está feito: Tony Ramos se queimou por enaltecer as virtudes de uma empresa sob suspeita. Diante de uma oferta milionária, não titubeou– alguém iria?
O Brasil não é um bom distribuidor de renda, mas o vexame está ao alcance de todos

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A República refém

* Cristovam Buarque

 

Cada grupo tenta tirar o máximo da economia

A Fundação Joaquim Nabuco realizou um seminário sobre o Segundo Centenário da Revolução de 1817 em Pernambuco. Durante os 75 dias, o Brasil foi uma República; cinco anos antes da Independência, quase 70 anos antes de adotarmos a República hoje sequestrada.
Sequestrada pelo corporativismo que divide a sociedade: cada grupo e classe social tentando abocanhar o máximo do produto da economia, sem um sentimento comum, sem respeito aos demais segmentos, sem um destino coletivo que empolgue o conjunto da sociedade, aprisionando o país ao seu presente, formando uma República sem coesão social e sem rumo histórico. Refém de associações de classe e sindicatos.
A República está sequestrada pela burocracia de sua máquina estatal e pelo emaranhado de leis que não permitem seu funcionamento eficiente. As decisões tomadas esbarram na vontade de burocratas do sistema administrativo ou dos inúmeros representantes do sistema legal.
Está sequestrada na baixa produtividade de sua economia, que condena a sociedade à pobreza, agravada pela má distribuição da renda que divide o país em dois países; amarrando a República, no peso da exclusão de mais de cem milhões de brasileiros.
Nossa República está sequestrada pela corrupção que contamina a política em todos os níveis; refém da violência urbana que pode ser caracterizada como uma guerra civil que provoca o peso de 600 mil prisioneiros. Também pela falência da lógica e da falta de diálogo nos debates políticos que não levam a entendimentos para realizar a causa comum dos brasileiros. Há décadas o sistema bancário atende à voracidade por empréstimos tanto para financiar gastos e desperdícios do Estado quanto para financiar o consumismo, criando o trágico endividamento que sequestra nossa economia, cobrando o resgate por juros absurdos e altos superávits primários.
O sistema previdenciário que, para atender a pressão de cada grupo, assumiu gastos que não lhe competia e ofereceu benefícios que não tinham como serem concedidos, agora amarra o futuro da República exigindo reformas que não têm o apoio da população, dividida entre os que desejam manter os direitos e privilégios atuais e aqueles que precisam de direitos no futuro. A República está sequestrada pela falência das finanças públicas e pela falta de investimento na infraestrutura, pelo Estado descomprometido com a causa pública, pela tragédia das “monstrópoles” em que foram transformadas nossas cidades.
Sequestrada, sobretudo, pelo indecente e insano quadro de uma população onde 13 milhões são analfabetos adultos, e 60% de jovens não terminam o Ensino Médio, deixando raríssimos brasileiros em condições de compor uma elite intelectual compatível com as exigências do “Século do Conhecimento”.
Duzentos anos depois da ousada aventura de um grupo de patriotas pernambucanos, quase todos fuzilados, enforcados e esquartejados, o Brasil tem uma República incompleta porque está sequestrada por seus erros e por cada uma das minirrepúblicas em que sua população se divide.

* Cristovam Buarque é senador (PPS-DF)

Texto sugerido pela leitora Dalva Meis.

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Não mate o seu negócio

* Texto de Gilclér Regina

A hora é agora. Qual a sua decisão para enfrentar um momento difícil? Você vai pisar no freio ou no acelerador? A história da águia representa bem este pensamento. Ela encara de frente uma tormenta para sobreviver e a ultrapassa… a bonança vem em seguida. Se ela fizer o contrário, fugir do mau tempo será pega de surpresa e possivelmente irá morrer. A frase de Frei Leonardo Boff nos dá uma dimensão do momento que vivemos. Ele disse: “A crise representa purificação e oportunidade de crescimento”. Portanto, a decisão é agora, não dá mais para perder tempo.
A recessão voltou a ser tema das conversas e das manchetes. Enquanto alguns pisam no acelerador a maioria pisa no freio.
Como consequência disso o mercado fica maior para os que acreditaram em resultados mesmo em tempos difíceis.
A grande pergunta é: O que fazer? Como as empresas devem se comportar? Como enfrentar a crise?
Existem três tipos de empresas e profissionais. Primeiro, àqueles que fazem acontecer. Segundo, aqueles que ficam observando o que está acontecendo e terceiro, aqueles que ficam se perguntando: “O que foi que aconteceu?”. Estes já morreram e ainda não sabem, fazem parte da família da falência motivacional.
Outro dia recebi de um grande amigo um depoimento de alguém dizendo que neste momento os palestrantes é que estão faturando com a crise… essa pessoa se engana, aqui nós não vendemos crise, nós compramos.
Fui fazer uma palestra para um grande banco e o tema era crise. Eu iniciei perguntando o que eles fizeram com os bilhões de lucro do trimestre. Eu perguntei: “Vocês queimaram o dinheiro?”. O foco é alertar para o assunto: Crise não vende nada, só atrapalha.
Nós trabalhamos no desenvolvimento constante de pessoas e na criação de uma vacina que tenha como finalidade o antídoto ao pessimismo das pessoas.
A única saída neste momento é aprimorar serviços e conquistar cada cliente. Vivemos um modelo de vida onde cada vez mais os produtos e serviços se parecem em tecnologia, aparência e preços.
As marcas e produtos são quase iguais… a fidelidade do consumidor é que passa a ser cada vez mais frágil. O que fará ele optar pelo produto “A” ao invés do produto “B” sem dúvida será o melhor serviço agregado ao produto.
E isso envolve atendimento, distribuição, logística, entrega, assistência, abordagem, pós venda, rapidez e controle de qualidade.
Definitivamente não basta ter apenas conhecimento… é preciso ter atitude. Definitivamente não basta o melhor produto… é preciso ter o melhor serviço.
Infelizmente em momentos como este que estamos vivendo, a norma tem sido exatamente oposta… cortam-se gastos e tudo aquilo que poderia satisfazer e encantar o cliente, matando o diferencial do negócio.
E os clientes naturalmente não reclamam, pelo menos a maioria, algo em torno de 96%… apenas trocam de marca, de loja, de fornecedor…
Não dá para adiar, a hora é agora… o caminho é cativar os clientes que já temos e repensar o negócio, repensar se estamos proporcionando verdadeiros momentos mágicos ou trágicos na vida da empresa.
Sua escolha determinará a cor do seu balanço: azul ou vermelho, isto é, aquela continha chamada lucro ou prejuízo. E vá lembrando que cliente é o ativo mais importante que não aparece no balanço e funcionário também não.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

* Gilclér Regina é escritor e palestrante profissional

Uma pessoa simples que se transformou num dos mais reconhecidos Conferencistas do país, com atuações também no exterior.

PALESTRAS: www.gilclerregina.com.br/contato ou [email protected] ou 044-3041-7150

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