Opinião



O mundo digital e a política

Foto: Pedro de Oliveira/Alep

* Evandro Júnior, deputado estadual na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)

Nos últimos três anos, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) tem investido em ações inovadoras de comunicação envolvendo redes sociais. Assim, busca a cada dia uma aproximação maior com os onze milhões de paranaenses que estão ali representados. Isso também tem estimulado os 54 deputados estaduais da casa a exercerem suas funções de maneira clara, para que toda a população realmente saiba o que tem sido feito em termos de legislação e fiscalização no Estado.

As pessoas com mais idade devem se recordar de uma época em que, para se comunicar, era preciso mandar carta ou fazer ligações telefônicas. Com a chegada da internet, a comunicação se aprimorou e nós, deputados, vereadores, prefeitos, senadores, passamos a receber recados via e-mail. As redes sociais mais utilizadas atualmente estas sim são um grande avanço na comunicação. A velocidade da comunicação digital mudou o mundo e a forma como as pessoas interagem. Com tudo isso, a comunicação envolvendo a política também mudou, e, a meu ver, para melhor.

A Alep, mesmo, tem conta no Facebook, Twitter, Instagram, Flickr e YouTube. Sei que nem todos os deputados ainda investem nesse tipo de comunicação, mas, em meu caso, sou favorável ao uso diário das redes sociais. Eu e minha equipe procuramos este diálogo constante porque acreditamos ser bom para os paranaenses e bom também para nós, pois, assim, jogamos luz às feitorias durante o mandato e conseguimos divulgar melhor o nosso trabalho constante e a nossa preocupação diária com os temas envolvendo toda a sociedade.

De acordo com a Diretoria de Comunicação da Alep, houve crescimento de 140% no número de seguidores em sua página de Facebook (a mais requisitada da casa) nos últimos dois anos: pessoas de absolutamente todas as regiões paranaenses, e ainda seguidores de fora do Estado e até de fora do País. O Instagram – que preza pela imagem ou vídeo em detrimento ao texto – também tem crescido muito. Em 2017, o número de seguidores do Instagram da Alep cresceu 40%.

O desafio para o político – ou para qualquer pessoa que queira divulgar melhor o seu trabalho – é estar atento às rápidas mudanças que envolvem a comunicação digital, seja em plataformas para computadores ou smartphones. Este 2018 é ano de eleições, e creio que será cada vez mais comum ver candidatos buscando também estratégias de campanha nas redes sociais. As regras para o jogo serão lançadas pela Justiça Eleitoral, e todo cuidado é pouco para não perder credibilidade ou até uma eleição por conta de um simples post no Twitter ou uma atualização nos “Stories do Insta”.

Os exemplos de campanhas bem sucedidas via online chegam principalmente dos Estados Unidos, com as vitórias de Barack Obama no passado e mais recentemente do próprio Donald Trump – que, convenhamos, vem respondendo a uma série de denúncias que envolvem a chamada “fake news”, ou notícias falsas.

O brasileiro deve ficar muito atento ao que é verdade ou não nas redes sociais: infelizmente tem muita gente mentindo e se apropriando do anonimato na internet. E não somente em ano de eleição: depois, é por meio das redes sociais que poderemos cobrar dos políticos aquilo que foi prometido durante a campanha.

Crédito da foto: Pedro de Oliveira/Alep

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Os tons da campanha

Artigo de Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação, publicado hoje, 17 de janeiro, na página 2 de O Diário

Como será a campanha eleitoral deste ano? Que prioridades comporão a agenda partidária? A resposta exige saber as diferenças entre o pleito deste ano e o de 2014. Vejamos: 1. Não serão permitidas doações aos partidos por empresas; 2. A campanha em rádio e TV terá a duração de 35 dias, enquanto a campanha de rua não poderá ultrapassar 45 dias. (Na anterior, durava 45 dias na mídia e 90 nas ruas).
Teremos, portanto, uma campanha mais modesta do ponto de vista de recursos financeiros e mais curta. Sob essas mudanças, resta aos candidatos as alternativas: aumentar a visibilidade junto ao eleitorado; usar novos meios para cooptar eleitores, pois contarão apenas com as verbas a saírem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha- FEFC – aprovado pelo Senado e pela Câmara, de cerca de R$ 1,7 bilhão. (Em 2014, só para as candidaturas presidenciais as despesas somaram R$ 652 milhões, 13% do total gasto com as campanhas estaduais para governadores e deputados). Para este ano, a projeção é de um gasto de R$ 300 milhões na campanha presidencial, a metade da anterior. O cabresto financeiro curto e a diminuição do tempo de campanha elegem as coligações como a maior prioridade dos partidos que lançarão candidatos. Quanto mais ampla a coligação, maior tempo de mídia eleitoral.
O rádio e a TV são os meios que propiciam a massificação do nome e dos programas dos candidatos. Lembrando: o PT deverá dispor de 5 minutos e 13 segundos e o PSDB, de 4 minutos e 11 segundos. Seis outros partidos – MDB, PP, PSD, DEM, PR, PSB – deverão dispor de 18 minutos e 12 segundos. Logo, o caminho que resta aos candidatos é procurar formar coligações com grandes e médios partidos, de forma a aumentar sua exposição.
A campanha deste ano deverá receber forte impulso das redes sociais.
Nessa área, o deputado Jair Bolsonaro está hoje na dianteira, contabilizando 4.719.570 seguidores no Facebook e com 3,2 milhões de reações entre 23 de setembro e 23 de outubro passado, enquanto Lula, com 3.045.933 seguidores no Facebook, teve 1,1 milhão de reações; João Doria, com 1.060.737 seguidores, teve 1 milhão de reações. Os 12 nomes que hoje se apresentam como pré-candidatos somam 16,9 milhões de seguidores no Facebook, 6,2 milhões no Twitter e 1,7 no Instagram. Portanto, quem está com a máquina das redes a pleno vapor sai na frente.
Como é sabido, o marketing político com foco em eleições se ampara em cinco eixos: pesquisa, discurso, comunicação, articulação e mobilização. O eixo de articulação abriga intensa agenda de contatos com os grupamentos eleitorais e com a própria teia política. Serão vitais a articulação social e a articulação política. A primeira abrange contatos de candidatos com a freguesia eleitoral (segmentos, categorias profissionais e classes sociais). Pano de fundo: a sociedade brasileira dá as costas à política, preferindo que organizações da sociedade civil a representem: associações, sindicatos, federações, grupos, núcleos, setores profissionais. Quase 50% do eleitorado brasileiro se concentram em apenas 191 dos 5.568 municípios. Trata-se de um momento para firmar compromissos, ouvir demandas, propor coisas viáveis e factíveis, mostrar-se por inteiro ao eleitor.
Quanto ao discurso, é oportuno lembrar que o eleitor está vacinado contra promessas mirabolantes, programas fantasiosos. A pequena visibilidade de alguns candidatos poderá ser fatal. Os mais onipresentes – aparecendo em todos os lugares – estarão na dianteira. As redes sociais poderão ser meios para multiplicar a presença do candidato. Usar as redes de modo que não cheguem a massacrar o seguidor- eis outro desafio a ser enfrentado. Por isso, os programadores das redes e os fornecedores de conteúdo deverão compor o batalhão de frente das campanhas.
Resta recitar o ditado: muita disposição, fé em Deus e pé na tábua.

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Redes sociais reais

Valther Ostermann transcreveu este texto e compatilho aqui. Vale a reflexão, que talvez ajude a diminuir os “micos” e postagens desnecessárias.

“Claro que você já leu nas redes sociais mas vale o registro pela crítica comportamental embutida no texto bem-humorado, cuja autoria desconheço:

‘Para as pessoas da minha geração que não compreendem realmente porque existe o Facebook, WhatsApp etc.
Atualmente, estou tentando fazer amigos fora do Facebook, enquanto utilizo os mesmos princípios.
Portanto, todo dia eu ando pela rua e digo aos pedestres o que eu comi, como me sinto, o que fiz na noite anterior e o que farei amanhã.
A seguir, eu lhes dou fotos de minha família, do meu cachorro e fotos minhas cuidando do jardim e passando o tempo na piscina… etc.
Também ouço as suas conversas e lhes digo que os amo.
E isto funciona!
Eu já tenho 3 pessoas me seguindo: dois policiais e um psiquiatra!'”

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Você sempre está alegre? Feliz?

Um amigo me manda este vídeo. Veja como Eduardo, o palestrante, responde a pergunta: – “Você sempre está alegre?” Vejam o vídeo. Acho que vão gostar. Não importa a circunstância, nós temos muitos motivos para agradecer, para retribuir, para ser solidários e felizes.

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Manifesto pela Paraná Turismo

* Prof. Jacó Gimennes

Neste próximo dia primeiro de Fevereiro, a Paraná Turismo comemora 23 anos de sua criação, formalizada em 1995.
Uma história de muito orgulho, construída por seus servidores, com importantes trabalhos na formação de pessoas, no fortalecimento da cultura turística, na promoção turística de empresas e de municípios, e em especial com a Municipalização e Regionalização do Turismo.
Quando assumimos a Paraná Turismo em 01/01/2015 no segundo Governo Beto Richa, o fizemos a convite do Deputado Estadual Douglas Fabrício, que assumia também a Secretaria de Estado do Esporte e do Turismo – SEET. Sabíamos das dificuldades e dos desafios, mas como atuante no Turismo Regional tínhamos em mãos a oportunidade de reinventar a nossa autarquia do Turismo.
Um quadro de pessoal reduzido com muitos próximos de se aposentar, instalações físicas com limitações, orçamento diminuto e com dívidas a pagar, frota de veículos antiga e o pior, a autoestima dos servidores abalada pelo esvaziamento do setor.

Com a autonomia de gestão dada pelo Governador, com o respaldo incondicional do Secretário e com o resgate da estima dos servidores em confiança ao meu nome e a minha história, conseguimos com a idealização do Paraná Turístico o apoio com parcerias programáticas e o suporte de alianças estratégicas para dar novos rumos.
Pagamos as dívidas, reestabelecemos a imagem da importância da autarquia, dinamizamos as ações, inovamos e mudando assim a história da Gestão Estadual do Turismo. Tudo com muita determinação, criatividade e ousadia focada em ampliar a oferta turística. O que conseguimos!!!
Hoje temos produtos e serviços como: Agenda de Promoção do Turismo, Passaportes Turísticos, Cursos e Oficinas de Qualificação, Publicações de Cartilhas e Guia de Gestão, CADASTUR, e principalmente o Masterplan Paraná Turístico 2026 – um verdadeiro movimento com o horizonte de uma década, que propõe ao Paraná um status de Estado Produtor de Turismo, com Destinos Inteligentes e com Alicerces Sustentáveis na Rede de IGR´s- Instâncias de Governança Regional com as 14 Regiões Turísticas.
Mas a responsabilidade de gestor com os aprendizados, os desafios e as oportunidades que vivenciamos nestes três anos, nos levam neste aniversário da Paraná Turismo a afirmar que esta estrutura chegou no seu limite e precisa entrar na pauta de prioridades para ser reestruturada.
Teremos neste quarto ano que coroa mais um governo, a chance de conquistar a adesão de governantes, sociedade civil e trade para implementar e/ou encaminhar as quatro prioridades do Masterplan – Paraná Turístico 2026, a saber: Capacitação e Qualificação de Pessoas; Promoção e Divulgação Turística; REESTRUTURAÇÃO DA PARANÁ TURISMO; Criação do Fundo Estadual de Desenvolvimento do Turismo.
E através do CEPATUR – Conselho Paranaense de Turismo – pautar nas propostas dos candidatos às eleições 2018 o que fazer com a estrutura da Gestão Estadual do Turismo, mobilizando forças políticas, valorizando a competência em gestão, com o engajamento de prefeitos e deputados, com a dinâmica das lideranças empresariais do setor, podemos assim ter o Turismo como Economia Estratégica com o Paraná assumindo a condição a ele reservada de Produtor de Turismo.

Vamos Nessa!!!

* Jacó Gimennes, presidente da Paraná Turismo, Fundador da RETUR e Cidadão Honorário do Paraná.

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Coisas pra pensar, avaliar e repetir (ou não)

Flavia Gamonar, Top Voice Linkedin, empreendedora, professora, especialista em comunicação, de forma especial em comunicação digital, escreveu este texto e compartilho aqui no blog.
Começo de ano é momento propício para avaliar o que temos feito. Se estamos alcançando os resultados desejados ou se precisamos mudar, melhorar, avançar.
Neste aspecto nunca é demais lembrar: se a gente continuar fazendo a mesma coisa que fez nos meses anteriores, não teremos resultados novos.
A internet e as redes sociais tomam um bom tempo de todos nós, todos os dias, especialmente quem trabalha com comunicação, conteúdo e internet. Mesmo assim é preciso rever processos e formas de trabalho, ser mais eficiente e produtivo.
Gostei do final do texto da Flavia, item 12. Realmente falar não significa nada. O que interessa é ser um “fazedor”.
Boa sorte gente! Vamos continuar tentando encontrar e fazer os melhores caminhos para a nossa vida, digital e real, todos os dias, a cada dia, sempre.
Texto de Flavia Gamonar:
Entre 2017 e início de 2018 fiz algumas coisas que me deram mais paz e me fizeram sentir alguém melhor.
1) Parei de ver o que pessoas negativas dizem por aí dos outros
2) Não fiz nenhum post que tivesse potencial de gerar polêmica (nunca fiz propositalmente, mas fui mais cuidadosa ainda)
3) Cuidei mais da minha vida
4) Postei menos, me perguntei antes se o que tinha a dizer era realmente relevante, a timeline ganhou qualidade e diminui as notificações que me faziam ficar muito conectada
5) Me expus menos, muitas vezes geramos até provas contra nós mesmos ao falar tanto
6) Antes de pensar em falar mal ou julgar alguém, olhei pra mim mesma e lembrei que não tenho direito e não conheço as causas que levam alguém a fazer algo. Quem sou eu pra isso?
7) Impedi fofocas de prosseguirem, eu simplesmente não queria saber
8) Não postei nenhuma indireta e nem achei que alguma foi para mim. Isso foi libertador !
9) Vivi mais offline do que online.
10) Segurei a ansiedade e não sai contando meus projetos antes da hora
11) Tirei do armário 2/3 dos meus sapatos e 1/2 das roupas, ficando cada vez mais com o que uso e preciso mesmo
12) Me tornei ainda mais uma fazedora, porque passar o dia falando e falando não muda nada. É preciso fazer.
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Versões, liberdade e bom senso

As manifestações do PT, a favor do direito da candidatura de Lula a presidente, e a favor do juiz Sérgio Moro foram assunto recorrente na semana que passou, em Maringá. Ontem ocorreram, livremente, sem violência. Antes e depois, assistimos um festival de versões e absurdos, mas é bom saber, este ano será assim: um ano atípico, movido por muitas coisas ao mesmo tempo, do oportunismo ao idealismo, muitas vezes lado a lado e em lados contrários.

Esta situação assusta um pouco, mas a confusão se aprofunda diante da falência de institituições, da perda de referências, tudo isto provocado, em grande parte, por estratégias políticas. O “quanto pior melhor” é uma alternativa boa para sobrevivência de alguns e para oportunistas em geral, que se multiplicarão muito em 2018.

A tese do novo, da renovação, é boa, sem dúvida, e merece ser avaliada. O importante é saber a legitimidade e a qualidade deste “novo”. Como errou Tiririca, pior que tá pode ficar, por incrível que pudesse (e possa) parecer. Ficou pior.

Fatos importantes de ontem: antecipação aos eventos pela Polícia Militar, com apoio do Município. Isto era necessário e funcionou. Exercício de liberdade realizado.

O Diário trouxe hoje na sua primeira página os números da Polícia Militar. 1.500 na praça e 400 na Câmara. É verdade, também, que a manifestação na praça teve vários momentos e deve ter recebido mais gente. O número citado de pessoas é uma estimativa. Por outro lado, a reunião pró-Lula teve o público máximo autorizado pelos bombeiros para a Câmara.

Reuniões pró-Lula foram realizadas ontem em várias cidades do país, sem o fator “terra natal de Sérgio Moro” e outros, que motivaram o movimento em Maringá (e que merecem análise mais profunda). O uso indevido do Lions em convites para a manifestação é algo incrível, que deveria ser investigado, com responsabilização. Também vi nomes de instituições e pessoas citados. Procurei na internet e em outros meios os apoios correspondentes e não encontrei.

Enfim, foi uma semana e um sábado de versões  e de liberdade, a espera de bom senso, que certamente a maioria têm e terá. Não é preciso postar na internet e nem ir a uma manifestação para ter opinião formada sobre Lula, sobre o Brasil, sobre o momento que vivemos. Generalizações, também, de parte a parte, não ajudam. As mudanças que o país precisa são inúmeras, profundas  e difíceis de serem concretizadas. Na forma constitucional só ocorrerão com o tempo, com maturidade e respeito.

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Ninguém nos conhece melhor

– Alô! De onde falam?
– Google´s pizza.
… – Mas este telefone não era da Pizzaria do Gordo?
– Sim senhor, mas a Google comprou.
– OK. Anote meu pedido.
– O Senhor vai querer a de sempre?
– A de sempre? Você me conhece?
– Segundo nossa planilha de dados do identificador de chamadas,nas últimas 12 vezes,o senhor pediu meia quatro queijos,meia calabresa, massa grossa.
– Tá! Vai esta mesmo…
– Posso sugerir-lhe, desta vez, meia ricota, meia rúcula com tomate seco.
– O quê? Odeio verduras.
– É que seu colesterol não anda bom, senhor…
– Como você sabe?
– Cruzamos o número de sua linha fixa com seu nome,pelo guia de assinantes.
Temos o resultado dos seus exames de sangue dos últimos 7 anos.
Além disso, segundo dados da seguradora,o senhor tem consultado um cardiologista.
– Ok, mas eu não quero essa pizza! Já tomo remédio…
– Desculpe-me, mas o senhor não tem tomado remédio regularmente.
Pelo nosso banco de dados comerciais,faz 4 meses que o senhor adquiriu uma caixa com 30 comprimidos para colesterol com desconto na Rede Drogasil, onde é cadastrado.
Parcelou em 3 vezes sem acréscimo,conforme informações da administradora do seu cartão Visa final 5692.
– Posso ter comprado com cheque ou dinheiro,seu esperto…
– Só se foi em dólares não declarados.
O senhor emitiu apenas 2 cheques nos últimos 3 meses,segundo seus dados bancários.
Suas retiradas em dinheiro costumam ser de R$ 750,00 e ocorrem pouco antes do dia 10,possivelmente para pagar sua empregada que recebe esse salário desde maio.
– Até o salário da empregada…Como você sabe?
– Pelo valor do INSS que o senhor recolhe mensalmente através do banco online.
– Vá se danar, seu metido!
– Me desculpe, senhor,utilizamos tais informações apenas com a intenção de ajudá-lo.
– Chega! Estou de saco cheio de google,facebook, twitter,WhatsApp, tablets, falta de privacidade. Vou para as ilhas Fuji ou, sei lá,para outro lugar sem internet, TV a cabo,onde celular não dê linha e com ninguém para me vigiar.
– Entendo senhor… Só uma última coisinha…
– O que foi agora?
– Seu passaporte está vencido.

Recebi este texto hoje de um colega jornalista de Curitiba.
Tentei achar o crédito. Achei uma publicação do colunista Walcyr Carrasco, da Época, em 16 de maio do ano passado. Ele também recebeu o texto de uma amiga e sobre isto, escreveu: “Esse texto não é meu. Recebi de minha amiga Renata (instagram @lifeselfcoaching). Ela não soube dizer a origem. Pode ser de um autor famoso ou de um gênio a ser descoberto. Se ele se identificar, darei os créditos com prazer. Poucas vezes vi alguém descrever o que acontece hoje de maneira tão divertida e realista.”

Faz tempo que eu brinco (falando a mais absoluta verdade) que o Google me conhece melhor do que eu. Meu celular também… ele registro os lugares onde vou, grande parte do que falo e escrevo. A tecnologia de informações, seus softwares sofisiticados de dados e seus cruzamentos, a inteligência artificial e tantas outras coisas que eram consideradas impossíveis e que hoje podem ser feitas de forma quase banal e em série, mudaram de vez o presente e o futuro. Ele será muito diferente do que imaginamos no cotidiano e não me arrisco a projeções e previsões.

A internet, que promoveu em um primeiro momento uma verdadeira pulverização da mídia pode, no fim das contas, se tornar um “big brother” controlador e limitante, como nas páginas do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley?

Também não arrisco opinar, mas sem dúvida, uma região, uma cidade, um bairro, uma rua, uma casa podem sofrer uma enorme interferência e manipulção, se o Seu Google quiser. Alguém duvida?

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2018 vai ser muito melhor

*Carlos Massa Ratinho Júnior

O ano de 2017 não foi fácil para muitos paranaenses e muitos brasileiros. Foi um ano de superação. E essa talvez seja a marca mais profunda que ficará registrada quando olharmos para trás, puxando em nossas memórias esse período: a superação que nos fortaleceu e nos uniu.
Também foi um ano de construção. Em meio aos ajustes necessários que o nosso País viveu em tantas áreas, começamos a construir as bases para um cenário diferente no futuro. Um cenário de crescimento e que projeta esse crescimento sustentado em ações que se traduzem em mais respeito e mais dignidade.
E essa foi exatamente a linha que seguimos. Foi exatamente isto o que fizemos. Eu e meus companheiros do PSD, do PSC, e de vários partidos que nos acompanham, percorremos boa parte do Paraná em encontros regionais para dialogar com as pessoas em um diálogo franco e aberto onde mais ouvimos do que falamos. Em cada encontro, além da mão amiga, as pessoas nos estenderam suas esperanças, suas crenças e suas sabedorias para indicar qual o melhor caminho para chegarmos a um futuro melhor, possível para todos, com o respeito que cada cidadão merece.
Neste Paraná tão grande, onde cada região tem realidades e características próprias, discutimos os assuntos de interesses locais, mas a partir de uma visão ampla e integrada. Penso que é assim que nosso estado deve ser gerido e que a inovação passa obrigatoriamente por esse olhar atento que reconhece, compreende e respeita as características e as necessidades de cada região, de cada município. O Paraná não pode ter esquecidos.
Porque acreditamos na força do diálogo, do entendimento e na cooperação, penso que o caminho está sendo bem trilhado pois alguns pontos em comum já começam a cristalizar.
Se este ano que está iniciando será crucial para a realização do futuro que queremos para todos os paranaenses, é fundamental que comecemos a pensar e planejar a realização de programas de gestão pública focados em qualidade e que sejam ininterruptos. É preciso assumir um compromisso de zelo com a coisa pública. Um compromisso com a eficiência.
Temos a grande oportunidade de contrariar as previsões pessimistas. Não podemos adiar as mudanças e os avanços que a sociedade espera. Não podemos deixar que o radicalismo, tampouco as teimosias ou interesses pessoais, formem uma barreira contra o avanço, contra a inovação.
Os sinais são cada vez mais claros de que as mudanças são inadiáveis. A distância que se coloca entre o Paraná de hoje e o Paraná inovador, mais forte e mais competitivo, deixará de existir quando as ações de gestão do nosso estado passarem a fazer parte de um consistente planejamento estratégico, capaz de elevar o nosso estado ao patamar de desenvolvimento sonhado por todos.
2018 será bem melhor. Vamos avançar na direção de um futuro mais próspero, condizente com o enorme potencial do nosso estado. Vamos trabalhar para que esse cenário se realize. Tenham certeza. Bom ano novo para todos.

*Ratinho Júnior é deputado estadual pelo PSD

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Retrospectiva 2017 – reflexões

Trabalhando na última coluna do ano, que será publicada na edição do dia 31 de dezembro, não consegui colocar todos os destaques que considero importantes, em 2017.

Assim, continuarei nas colunas seguintes.

Detalhe importante: fiz registros de fatos, evitei opinião. Na verdade quem fez as coisas foram as pessoas citadas. Não tive participação ou autoria e também não opinei a respeito.

Algumas pessoas não gostam dos fatos, mas a ideia da retrospectiva era apenas relatar coisas importantes. A opinião cada um terá de acordo com o que entendeu sobre o que foi registrado.

É curioso como os fatos, narrados, no passado, se referindo a um ano, falam alto mesmo sem qualificação.

Vem a mente o que está na Bíblia, em muitas filosofias e na literatura: Todos podem escolher o que plantar, mas, certamente, será colhido o que foi plantado.
Não é possível plantar cebola e colher soja.

Da mesma forma, quem não planta, não vai colher. Parece óbivio, mas tem gente que não quer entender esta lógica da vida, das coisas, do tempo.

Outra coisa que também transparece ao longo de um período de tempo é a ação e a omissão, a realização ou a ausência dela. Isto também independe de opinião, é fato, aconteceu, foi assim durante aquele breve período de tempo.

Positivo é saber que temos sempre um novo dia pela frente, no qual podemos recomeçar e até começar a fazer o que não fizemos antes.

Agora uma coisa é bom pontuar: Não podemos culpar as pessoas por falarem das coisas que fizemos ou não realizamos. Esta culpa e responsabilidade sempre será nossa, ou seja, de quem fez ou não alguma ou algumas coisas.

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