Pesquisas



Engajamento virtual e pesquisas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro – Montagem sobre fotos de Reuters e Alexandre Cassiano

O assunto é mais do que polêmico, hoje é técnico e está sendo muito estudado. Em países desenvolvidos o fenômeno já é mais conhecido. Por aqui, aparece agora. No seu blog, Jose Roberto de Toledo afirmou hoje, no artigo “Lula, Bolsonaro e o tempo”:

“Pela primeira vez, o engajamento virtual antecipou o resultado de pesquisas de opinião com o eleitorado real. Doria despencou antes nos comentários, likes e compartilhamentos de sua página no Facebook do que caiu sua avaliação como prefeito no Datafolha. A caravana de Lula pelo Nordeste resultou em grande aumento das interações com sua página, o que coincidiu com um ‘bump’ nas pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro sustenta a mesma consistência e destaque nas pesquisas e nas redes”.

José Roberto opina também que “o maior risco de partir cedo demais para a corrida é queimar a largada – Doria que o diga. Nisso, porém, os dois líderes se distinguem. Lula está tão exposto desde sempre que a campanha antecipada serve para testar vacinas e, se der certo, criar anticorpos. Bolsonaro ainda precisa provar que tem a casca dura. Seu primeiro teste será manter-se em segundo até 7 de abril”.

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Realidade ou ilusão?

Foi registrada em Maringá uma pesquisa eleitoral do desconhecido instituto Realidade. No entanto, uma rápida análise na documentação apresentada derruba totalmente a credibilidade do levantamento e do próprio instituto.
Poderia ser incrível, mas de acordo com o Realidade o plano amostral de Maringá é o mesmo de pelo menos outras onze cidades brasileiras, entre elas São Paulo, Blumenau, Campo Grande São Luís e Franca. Seria engraçado, se não fosse fraudulento.
A assessoria jurídica do candidato Roberto Pupin (PP) já anunciou que vai buscar a impugnação da pesquisa. Ou seja, já se sabe quem tem o interesse no levantamento. Aliás, o instituto deveria ser rebatizado para Ilusão.

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A conversa fiada das pesquisas e dos debates

O professor norte-americano Wilson Brian Key publicou, em 1973, o livro “Subliminal Seduction”. O título no Brasil foi “Na era da manipulação”, onde descreveu técnicas de propaganda subliminar. Seu objetivo, segundo ele, era combater este tipo de comunicação e publicidade.
Seu livro se transformou em um manual de comunicação subliminar.
Da publicidade comercial para a política as mensagens com sentidos e objetivos ocultos se espalharam, não apenas da forma, mas especialmente nas estratégias.
Há muito tempo as pesquisas são contestadas e se discute até que ponto elas interferem mesmo nos resultados. Realmente é difícil tirar conclusões e fazer afirmações no tema. Os erros das pesquisas são grandes em quantidade e em números. Quem explica a pesquisa publicada há três dias do dia 3, no Paraná, dando empate entre Osmar Dias e Beto Richa (49 a 49%)?
Na última eleição municipal em Maringá o candidato a reeleição liderava com margem confortável. Também na última pesquisa foi ao ar a seguinte afirmação: “pode haver segundo turno entre Silvio Barros e Enio Verri”. Nem o Verri, que tinha pesquisas, pode ter acreditado nisso. No dia da eleição, logo em seguida, os números verdadeiros apareceram e Silvio venceu no primeiro turno.
Nos dois casos a pesquisa não interferiu no resultado, mas isso poderia ser diferente.
Da mesma forma, os debates vêm sendo muito contestados. Com regras muito limitadoras, os candidatos terminam se enrolando. Na prática, os debates para presidente, até agora, foram desastrosos.
O último debate a que se atribui importância ocorreu entre Lula e Collor, na Globo. Era o último debate, no segundo turno. Dizem que alguém avisou Lula que Collor levaria a Lurian ao debate e passaram abrindo a fechando a porta do estúdio e fazendo barulho de vozes. Lula, que havia se saído muito bem no primeiro debate, não repetiu o desempenho. Será que ele perdeu a eleição no debate?
Difícil afirmar. Acho que o Collor foi a onda do jovem, do novo, com uma produção inovadora de TV e apoio velado e maciço de todos os setores conservadores do Brasil.
A vitória de Collor foi um balde de água fria no idealismo e na militância política, um golpe em quem, como eu, foi votar pela primeira vez para presidente com quase com 40 anos.
O resultado nós já sabemos.
No dia 31 vamos voltar às urnas. O nosso voto deve ser dado a quem achamos que é melhor para o Brasil, para o nosso futuro.
Ninguém tem que responder por nós, nada. Nós é que precisamos definir o que é esse melhor e votar.
Nesta eleição é importante estar atento: o voto vai definir o tipo de país que nós achamos melhor.
Para decidir vale aquela conversa na família, com os amigos  mais chegados.
O que não dá mais para acreditar é nas pesquisas e na superficialidade fabricada e anunciada dos debates.

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Ibope: é isso mesmo?

Neste ano, especialmente no Paraná, as pesquisas foram um desastre. Além do bloqueio das divulgações, a última pesquisa antes da eleição, mostrou um empate de 49% entre Osmar Dias e Beto Richa, sendo que Osmar subia e Beto caia (pela pesquisa a tendência era uma vitória do Osmar).
Com o resultado da eleição fica difícil acreditar no “empate” mostrado pelo Ibope.
Ontem o mesmo istituto, um dos mais conhecidos no país, divulgou pesquisa na Rede Globo na qual a vantagem de Dilma cresce para 11%.
Será que é isso mesmo? Vamos ter que esperar para ver… e crer.

José Pedrialli escreveu no seu blog sobre isto, ontem. Concordo com ele: virou bagunça. Não porque a diferença da Dilma tenha aumentado, não é por preferência política, é pelo inusitado dos resultados. Ele comenta sobre as diversas pesquisas, do Ibope e de outros institutos. Vale a pena ler: http://odiario.com/blogs/josepedriali/2010/10/20/pesquisas-a-esculhambacao-geral/#comments

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DataFolha: Osmar encosta em Beto

A RPC divulgou agora há pouco, no Paraná TV – segunda edição,  nova pesquisa do DataFolha. Osmar reduziu a diferença para Beto para apenas 5%, o que representa empate técnico (a margem de erro é de 3% para mais ou para menos).
Segundo pesquisa realizada nos dias 13 e 14, Richa tem 45% das intenções de voto, e Osmar Dias (PDT), 40%.
No levantamento anterior, realizado nos dias 8 e 9, o atual prefeito de Curitiba tinha 44%, e Dias, 38%.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre os entrevistados, 11% ainda não sabem em quem vão votar.
Foram realizadas 1.246 entrevistas em 47 municípios paranaenses. Contratada pela Folha e pela RPC, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 30.034/2010.

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As pesquisas, confrontos e a eleição no Paraná

O fim de semana foi de notícias sobre as pesquisas e confrontos diretos entre os principais candidatos a governador.
Quando alguns pensavam que o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa, havia arrancado de vez para a vitória, novas pesquisas mostraram uma  mudança na tendência do eleitorado: o candidato tucano caiu e Osmar Dias subiu.
Não foi um movimento pequeno. A queda e a subida aproximaram os candidatos, faltando ainda mais de três semanas para a eleição.
Os ataques entre os candidatos, que já vinham ocorrendo, se intensificaram. Como já escrevi aqui, acho que a estratégia de ataques adotada pelo ex-prefeito de Curitiba não o favorece. Ao contrário, fica no perfil do seu oponente. Um erro primário, acompanhado de outra má notícia: não é nada fácil reposicionar o candidato, depois do “tom agressivo” adotado.
O que vai acontecer só as próximas pesquisas e depois o voto vão dizer.  Fica fácil perceber que em política não existe “já ganhou”. As projeções, que precisam ser confirmadas nas próximas semanas, são favoráveis a Osmar.
Como escreveu Celso Nascimento na sua coluna na Gazeta do Povo, são “projeções sujeitas a chuvas e trovoadas”.

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Ibope: Osmar Dias diminui diferença para Beto Richa no PR

A RPC apresentou ontem à noite mais uma rodada da pesquisa Ibope. Osmar Dias tirou 7 pontos da vantagem de 16 verificada na pesquisa anterior.
Acredito que nem os mais pessimistas coordenadores da campanha de Beto Richa esperavam uma mudança tão expressiva nas pesquisas. O avenço de Osmar e a queda de Beto foi bastante acentuada, em espaço de tempo muito pequeno.
De acordo com a pesquisa do Ibope, Beto Richa, que atingiu 50% no final de agosto, agora aparece com 47% das intenções de voto. Osmar Dias subiu quatro pontos e saltou de 34% para 38%. Paulo Salamuni (PV) e Avanilson Araújo (PSTU) não atingiram 1%. Os outros candidatos não foram citados. Os candidatos Gilberto Carlos de Araújo (PCB) e Rubens Hering (PV) estão com 2% das intenções de voto. Luiz Piva (Psol) e Valmor Venturini (Psol) aparecem com 1%. Os demais candidatos não atingiram 1%.
Votos brancos e nulos somam 4% de eleitores, e indecisos, 10%. Foi a primeira pesquisa divulgada após a segunda visita do presidente Lula ao Paraná, onde participou de comício ao lado de Osmar Dias, no último dia 02.

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Pesquisas: Beto já ganhou?

Depois de mais uma rodada de pesquisas, com seus usos e efeitos, vem a pergunta: A eleição no Paraná já tem governador?
Não há dúvida de que Beto abriu uma frente importante e significativa. Porém, a campanha mesmo acontece agora, no mês de setembro.
Na campanha do Osmar a palavra que mais falada é “surpresa” e o clima é de confiança.
Duas coisas importantes: acho que a campanha do Beto usa demais as pesquisas. É um risco. Se houver oscilação a estratégia será um problema. A outra é a rejeição do Osmar, a mais alta. Não é um desastre, mas é de 13% contra 7% do Beto. Em eleição que pode ser decidida por detalhes isto pode fazer a diferença.
Agora é aguardar a campanha, as surpresas e as próximas pesquisas. Em política só não duvido do resultado da eleição.

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