Política



Coluna do dia 14 de novembro, terça-feira

RADARES MÓVEIS Deve ser votado hoje, em regime de urgência, projeto de lei do vereador Sidnei Telles, institui radares itinerantes. Isso é muito importante. Os radares móveis são parte de um projeto do vereador em defesa de um trânsito seguro desenvolvido pelo vereador.

PSDB O partido realizou convenção estadual sábado, em Curitiba. O governador Beto Richa assumiu a presidência do PSDB.

FILIAÇÃO Wilson Quinteiro assinou filiação no PSDB. Ele deixou o PSB, mas adiantou que continuará com o comando político da sigla, na região.

ALIANÇAS O ministro da Saúde, Ricardo Barros, e a vice-governadora, Cida, do PP, estiveram na convenção e reafirmaram a aliança para 2018.

PSB O presidente do PSB, Severino Araújo, também participou da convenção do PSDB. Ele afirmou que o partido estará na mesma coligação que apoiar Beto Richa ao Senado.

DESTINO Ricardo Gomyde, que presidia o PCdoB, deixou o partido e está filiado ao PSB. Uma ala do partido quer a filiação de Osmar Dias. Outra defende aliança com o PSDB.

PROS O Partido Republicano da Ordem Social realizou Encontro Estadual, no domingo, em Fazenda Rio Grande.

LIDERANÇAS O encontro foi organizado pelo presidente estadual, deputado federal Toninho Wandscheer e teve a presença do presidente nacional do PROS, Euripedes Jr.

DEFINIÇÕES Começam a se confirmar as mudanças partidárias e a se desenhar novos rumos e alianças partidárias. Mas as definições devem acontecer só em março de 2018.

DIFÍCIL O alinhamento dos partidos nos estados com as decisões nacionais sempre foi complicado. No Paraná promete ser ainda mais complicado, no ano que vem.

POLÍCIA MILITAR O vereador Do Carmo foi o anfitrião da 4ª Confraternização da Turma de Policiais Militares CFSD-BPRV/97, em Maringá. Vieram colegas de todas as regiões do Paraná.

CP Ontem foi ouvido o vereador Homero Marchese (PV). Ele fez pedidos à Comissão e um longo pronunciamento, antes de responder às perguntas.

PEDIDO Dom Anuar pediu que as homenagens ao padre Geraldo Schineider, que será sepultado hoje, às 15h30, não sejam feitas com coroas de flores, mas doações à secretaria da Catedral. O dinheiro irá para as obras sociais criadas pelo padre.

 

MUNICÍPIOS

66 ANOS Marialva completa hoje 66 anos. Um município importante para a região.

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA O helicóptero do serviço aeromédico do SAMU esteve ontem no campus da Uningá, para treinamento em curso de Suporte Básico de Vida da Rede de Urgência e Emergência realizado pela 15ª Regional de Saúde.

FLORESTA Em razão da manutenção elétrica emergencial em um dos poços artesianos de Floresta, houve problemas no abastecimento, ontem. A previsão era de regularização do abastecimento até à noite.

VEÍCULO A Prefeitura de Mandaguari, adquiriu um carro Gol que vai ser utilizado para trabalho no setor do Bolsa Família, Secretaria de Assistência Social.

 

FRASE
“O poder não muda as pessoas, apenas mostra realmente quem elas são “. Paulo Jordão

 

PARA LEMBRAR

18 DE NOVEMBRO, 9 horas, Sala 3, Bloco B do HC – Curitiba – reunião do FibroCuritiba. Reunião com equipe de reumatologistas esclarecendo sobre Fibromialgia. Apoio da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR).

18 E 19 DE NOVEMBRO, às 9 horas, Circuito Paranaense de Skate Amador, etapa final 2017. Na praça da patinação (Praça Pedro Alvares Cabral). A praça, na avenida Cerro Azul, que está sendo revitalizada, deverá ser inaugurada e entregue para sediar esse este evento.

21 A 27 DE NOVEMBRO – IV Semana da Micro e Pequena Empresa Paranaense. Eventos em vários municípios do Paraná. Realização da Fampepar, Ampec Apucarana e Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná. Apoio do Sebrae. No dia 27, em Curitiba, será realizado o XII Encontro Sul Sudeste da Micro e Pequena Empresa.

 

ÚLTIMA
O importante não é o que se sabe, mas o que se faz com o que se sabe.

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Ex-ministra Marcia Lopes fez palestra em Curitiba

A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Marcia Lopes, esteve em Curitiba, no Instituto Edésio Passos, onde ministrou a palestra “O Sistema Único de Assistência Social e a atuação a nível municipal”.
O debate foi acompanhado pelo presidente do PT-PR, Dr. Rosinha, que incentivou a realização da palestra em Curitiba. “Na atual conjuntura que estamos vivendo, com a retirada de direitos da população mais carente desse país, uma palestra como essa é muito importante para ajudar os nossos municípios a pensar como desenvolver o trabalho de assistência social nesse período pós-golpe”, destacou.

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Coluna de domingo, dia 12 de novembro

AS BIKES O Ecobike Maringá, tradicional passeio ciclístico organizado por empregados da Sanepar, pela Associação dos Ciclistas do Noroeste do Paraná (CicloNoroeste) e por grupos de pedal da cidade será realizado hoje, domingo (12). A concentração será a partir das 7h30, no pátio da Sanepar, na Avenida Pedro Taques, 1381.

RIC Durante a semana, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) deu entrevista ao jornalista Denian Couto, no programa Oito em Ponto da RICTV Record Paraná.

SEM BRIGAS No horário eleitoral do PSD, Ratinho Junior defende um estado forte, inovador, aliado ao setor produtivo e sem brigas políticas.

BRASÍLIA Na semana que passou a vice-governadora Cida Borghetti (PP) esteve em Brasília. Participou de reunião com os governadores e foi à Câmara e ao Senado.

ARTICULAÇÕES Cida também esteve reunida com o senador Alvaro Dias (Podemos) e com deputados federais da bancada do Paraná.

NA CAPITAL Osmar Dias (PDT) também esteve em Brasília esta semana. Esteve reunido com o senador Alvaro Dias e lideranças nacionais de alguns partidos.

PLENÁRIO Osmar, que já foi senador, esteve no plenário do Senado. Acompanhou uma sessão fez vários contatos.

REPAROS De Anderson Sampaio e dos seus grupos no face e zap a coluna recebe pedido para recuperação do asfalto no Grevíleas 2 e Parque Avenida.

CARLOS BORGES Quem passa todos os dias pela avenida Carlos Borges também tem reclamado bastante do estado do asfalto.

DISPENSA Na sexta-feira a Comissão Processante não ouviu a testemunhas. Atendeu a pedido no qual deliberou por atender pedido de dispensa das testemunhas.

AUSENTE O vereador Homero Marchese (PV) não compareceu à reunião da CP. Ele protocolou uma petição no final do expediente da quinta-feira.

VEREADOR Os vereadores da CP também aprovaram a intimação do vereador Homero Marchese (PV) para depor na segunda-feira, às 15 horas.

ESTÁ BEM Na quinta-feira o ministro da Saúde, Ricardo Barros, teve uma indisposição durante evento em São Paulo. Ele está bem.

ORGULHO Pesquisa avaliou a percepção que as pessoas da cidade têm sobre o campo e as atividades rurais. 96% respondeu que tem orgulho do trabalho realizado no campo.

NO BLOG A informação sobre a pesquisa foi repassada pelo jornalista Rogério Recco. Publiquei acesso à pesquisa da Plant Project no blog. Muito interessante.

 

MUNICÍPIOS

RESULTADOS Comitiva de Mandaguari que esteve em Brasília feliz avaliação positiva do trabalho na capital. Acompanharam projetos e encaminharam reivindicações em vários ministérios. Estiveram na capital o prefeito Romualdo Batista, o vice Ari Stroher e os vereadores Sebastião Alexandre da Silva, Márcia Serafini e Eron Barbiero.

APOIO AO ESPORTE A Câmara de Marialva aprovou a redução do valor do ISS a quem financiar a realização de projetos esportivos sem fins lucrativos. O projeto foi apresentado pelo vereador Wesley Araújo (PR).

FLORAÍ Os conselheiros tutelares de Floraí participaram de palestra do Dr. Murillo José Digiácomo, Promotor de Justiça da 21ª Vara Cível de Curitiba/PR.

 

FRASE
“Só o inimigo não trai nunca”. Nelson Rodrigues

 

PARA LEMBRAR

12 DE NOVEMBRO – Em Itambé. Festa da Padroeira Nossa Senhora das Graças. Missa, 9h30. Almoço, com churrasco e outras opções. Às 8h30, Circuito MTB Itambike, realizado em apoio à APAE.

12 DE NOVEMBRO, das 8 às 12h30, Feira das Flores, no entorno do Parque do Ingá, proximidades da Avenida XV de Novembro. Neste domingo, 12, e também no dia 26 de novembro. Realização do Convention & Visitor Bureau, apoio da Prefeitura e Uningá.

18 DE NOVEMBRO, 9 horas, Sala 3, Bloco B do HC – Curitiba – reunião do FibroCuritiba. Reunião com equipe de reumatologistas esclarecendo sobre Fibromialgia. Apoio da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR).

18 E 19 DE NOVEMBRO, às 9 horas, Circuito Paranaense de Skate Amador, etapa final 2017. Na praça da patinação (Praça Pedro Alvares Cabral). A praça, na avenida Cerro Azul, que está sendo revitalizada, deverá ser inaugurada e entregue para sediar esse este evento.

21 A 27 DE NOVEMBRO – IV Semana da Micro e Pequena Empresa Paranaense. Eventos em vários municípios do Paraná. Realização da Fampepar, Ampec Apucarana e Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná. Apoio do Sebrae. No dia 27, em Curitiba, será realizado o XII Encontro Sul Sudeste da Micro e Pequena Empresa.

 

ÚLTIMA
Quem é dono da boca não é escravo das palavras.

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PT quer Lula candidato mesmo condenado, mas há um problema

O PT quer manter a candidatura de Lula a presidente, de qualquer forma, mesmo condenado em segunda instância. A estratégia está fundamentada em parecer de jurista do Paraná, professor Luiz Fernando Casagrande Pereira.
A estratégia, porém, tem um problema, destacado hoje em várias publicações nacionais. Convencer os aliados a permanecer ao lado de Lula, em uma estratégia de risco. Um exemplo é o PC do B. O partido discute o lançamento de candidatura própria ao Planalto, com três nomes despontando: Manuela d´Ávila (RS), Jandira Feghali (RJ) e Orlando Silva (SP).

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‘É erro generalizar um ataque à classe política’, diz vice-procurador-geral da República

Vice-procurador da República, Luciano Mariz Maia. Foto: Rafael Passos

Segundo na hierarquia da Procuradoria-Geral da República, o vice-procurador-geral, Luciano Mariz Maia, avalia ser um “erro monumental” generalizar “um ataque à classe política como um todo” por causa das investigações criminais. “Quando você atribui que ninguém presta, todos cometem crimes, são todos bandidos, você está dando a si próprio o direito de cometer irregularidades, o direito de destruir vidas, de desrespeitar a lei. Isso é uma espécie de vale-tudo”, afirmou em entrevista a Beatriz Bulla no Estadão.

Maia afirma que é preciso resgatar a confiança nas instituições democráticas, o que exige o diálogo entre os Poderes. Escolhido pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para ser o vice no comando do Ministério Público Federal, ele assumiu, por exemplo, os casos que tramitam na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – como investigações que atingem governadores – e o Conselho Nacional de Justiça.

A classe política diz que as investigações criminalizaram práticas da política. O senhor concorda com essa avaliação?
Luciano Mariz Maia – Não existe homogeneidade na conduta humana. É possível que pessoas boas pratiquem atos ilícitos e é possível que pessoas perversas tenham direitos. O que diferencia um estado de civilidade de direito é que não faz um julgamento de pessoas enquanto tais, mas aprecia condutas concretas praticadas. Portanto, é um erro monumental, um erro que destrói o estado de direito, generalizar um ataque à classe política como um todo e às instituições políticas como um todo.

Mas as atividades políticas estão sob investigação…
Luciano Mariz Maia – O Judiciário e o MP são baseados em um dever ético de isenção e imparcialidade. Ao passo que a classe política é baseada na chamada solidariedade partidária. Só se consegue ganhar um mandato por meio do partido. (…) Muitas vezes solidariedades partidárias terminam excedendo o dever da integridade na apreciação de erros, desvios, por filiados àquele partido. Mas esse processo de depuração natural se faz ou pelas instâncias partidárias ou pelo voto. É próprio da democracia que isso aconteça. O importante é que as instituições consigam dialogar entre si. O STF precisa dialogar com o Congresso; precisa dialogar com a Presidência da República e seus ministérios.

A procuradora-geral tem falado sobre a importância do diálogo com as instituições, após um período de ruídos da gestão anterior com o Executivo. Há uma orientação para alterar a conduta que vinha sendo adotada pela gestão anterior?
Luciano Mariz Maia – Uma instituição como o MPF é plural. Enquanto havia a fala do PGR com a atuação criminal havia dezenas de outras falas e outros interlocutores com outros poderes. Diariamente o MP participa de audiências no Congresso, de reuniões de trabalho nos ministérios. As instituições têm vários canais de comunicação. Muitas vezes a imprensa é seletiva no que olha e perde a chance de ver a pluralidade de atores.

Começamos 2017 com notícias de barbáries em penitenciárias e, ao longo do ano, crescem as investigações criminais atingindo a classe política. Qual o espaço na sociedade e no Estado hoje para falar em garantia dos direitos dos acusados?
Luciano Mariz Maia – Há muito tempo Maquiavel diz assim: “É muito ruim quando o governante não respeita a lei”. O que termina acontecendo é que no estado democrático de direito a chamada vingança privada é substituída pela resposta do Estado. Quando você termina vendo agentes do Estado se envolvendo na prática de ilícitos, isso retira a confiança nas instituições do Estado. E, portanto, retira a confiança no papel civilizatório da lei. Fica como se fosse um mundo sem lei, onde termina prevalecendo a força do mais forte – quem tiver condição de ter sua própria segurança terá, não importa se a vida exploda nas outras comunidades. O que é preciso devolver é uma confiança nas instituições democráticas.

Como devolver a confiança nas instituições?
Luciano Mariz Maia – Quando você atribui que ninguém presta, todos cometem crimes, são todos bandidos, você está dando a si próprio o direito de cometer irregularidades, o direito de destruir vidas, de desrespeitar a lei. Isso é uma espécie de vale-tudo. Para devolver isso há a necessidade de diferenciarmos pessoas que cometem os ilícitos e devem responder por eles das instituições que eles representam. Nós devemos fortalecer as instituições e identificar que aqueles desviantes do padrão a ser seguido possam ser responsabilizados, em todas as profissões.

O sr. é ligado à defesa de diretos humanos. A procuradora-geral mostra que vai dar prioridade ao tema.
Luciano Mariz Maia – Ela quer guardar coerência, harmonizar o exercício do mandato com as responsabilidades nas várias dimensões. A atuação de responsabilização criminal guardando compatibilidade com os deveres de quem tem um olhar de direitos humanos, inclusive sobre quem é investigado, acusado, processado, condenado de um lado. Por outro lado, também entender que no mandato do Ministério Público está fortemente zelar pelo respeito dos direitos constitucionais e isso significa um olhar atento às políticas públicas.

Fonte: Política/Estadão

 

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Dom Anuar palestra na Universidade Sofia, em Tóquio


O Arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, ministrou palestra e presidiu a santa missa nesta sexta-feira (20) na Universidade Sofia, em Tóquio. Dom Anuar acompanha um grupo de peregrinos maringaenses ao Japão. O tema da palestra foi “situação social, política e religiosa de Maringá e do Brasil”.
Padre Hélio Takemi Sakamoto, da pastoral Nipo-Brasileira, também acompanha o grupo maringaense.

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Presidente estadual do PV convida Lindolfo Junior

O presidente estadual do PV, Francisco Caetano Martin, o Chico do PV, reforçou o convite para que o mobilizador comunitário Lindolfo Junior dispute uma vaga para a Assembleia Legislativa.
Lindolfo, com formação em Gestão Pública, agradeceu mais uma vez a lembrança de seu nome.
Em outras oportunidades Lindolfo recebeu convite do PV para se filiar e ser candidato, em 2018.

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PPS confirma pré-candidaturas ao Governo do Paraná

Cesar Filho, Rubens Bueno e Marcelo Rangel

Em dois encontros realizados na sexta-feira, 29, e no sábado, 30, o PPS lançou as pré-candidaturas de Cesar Silvestre Filho (prefeito de Guarapuava) e Marcelo Rangel (prefeito de Ponta Grossa) à disputa do governo do Estado, em 2018.
O deputado federal Rubens Bueno, presidente do PPS, relata que está quase completando o roteiro de visitas às regiões do Paraná, em um projeto que busca chamar as lideranças para o debate, que se torna ainda mais necessário devido o momento delicado que vive o nosso país.
Bueno também afirma que PPS sempre busca apresentar boas opções para a comunidade e desta forma tentar mudar este cenário político. O projeto do partido para 2018 é o de escolher um candidato a governador e apoiar o senador Cristovam Buarque para que dispute a eleição presidencial.

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Pauta da Câmara dos Deputados, na semana

O recebimento da denúncia contra o presidente Michel Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça e a conclusão dos debates da reforma política dominarão a pauta da Câmara dos Deputados nesta semana. As sessões do plenário estão marcadas para começar a partir das 11h30 de terça-feira (26).

Até o momento, não há definição se a Câmara dividirá a denúncia e fará análises separadas. Isso porque a acusação do Ministério Público Federal também envolve os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

“O entendimento, a Secretaria-Geral da Mesa trará com solidez. A primeira impressão é de que é sim possível haver essa análise conjunta, e a solução que for dada pela Câmara dos Deputados terá acompanhada a questão dos ministros. A autorização da Câmara, é focada, no meu entender, na responsabilidade do presidente. Os ministros já podem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal”, disse o líder do DEM, deputado Efraim Filho.

Para começar a tramitação na Câmara, a denúncia entregue na noite da quinta-feira (21) precisa ser lida no plenário em sessão com quórum de pelo menos 51 deputados. Segundo o regimento interno, lida a denúncia, cabe ao primeiro-secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR) comunicar ao presidente Temer sobre o recebimento da denúncia. Paralelamente, a peça segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A expectativa do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) é de que a votação no plenário aconteça no início de outubro. A expectativa do parlamentar é decidir sobre a denúncia “o mais rápido possível, mas respeitado o regimento”.

Prazo – O presidente Michel Temer tem até dez sessões para apresentar a defesa na CCJ. Enquanto apresenta a defesa, o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), deverá definir o relator da proposição. Após apresentação da defesa, a CCJ tem até cinco sessões para elaborar e votar o parecer, que poderá ser pela aceitação ou pelo arquivamento da denúncia. Independentemente da decisão da Comissão, a decisão final sobre a abertura de investigação contra o presidente da República cabe ao plenário da Câmara.

Para que seja autorizada a abertura da investigação, são necessários os votos favoráveis de pelo menos 342 deputados. Se esse placar não for atingido, a denúncia será arquivada até o final do mandato do presidente Temer. A necessidade de autorização prévia para processar o presidente da República está prevista no artigo 86 da Constituição.

Essa é a segunda vez que o presidente Temer é denunciado. Em agosto, o plenário da Câmara rejeitou a denúncia por corrupção passiva. Nessa situação, o processo é suspenso e só pode ser retomado depois que Temer deixar a Presidência da República.

Reforma Política – Além da denúncia contra Michel Temer, a Câmara pretende concluir as análises sobre reforma eleitoral. Após uma sessão tumultuada, deputados não conseguiram concluir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16, que prevê a proibição das coligações em eleições proporcionais (de deputados e vereadores) a partir de 2020, além de estabelecer critérios para acesso ao Fundo Partidário e ao tempo para propaganda em rádio e TV. A matéria está pautada para análise do plenário na quarta-feira (27).

A PEC 282/16 já foi aprovada em dois turnos na Casa, mas ainda depende da apreciação de três destaques para que a tramitação da proposta seja concluída na Câmara. Em seguida, a matéria segue para apreciação do Senado, onde também precisará ser discutida em dois turnos. Para que as alterações sejam válidas nas eleições de 2018, a PEC precisa ser aprovada até 7 de outubro.

A PEC estabelece adoção de uma cláusula de desempenho para que os partidos só tenham acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na rádio e na TV se atingirem um patamar mínimo de candidatos eleitos em todo o país. Os pontos já foram aprovados nos dois turnos de votação e não poderão ser novamente discutidos na próxima sessão sobre o tema.

A cláusula de desempenho prevê que, a partir de 2030, somente os partidos que obtiverem no mínimo 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, terão direito aos recursos do Fundo Partidário. Para terem acesso ao benefício, os partidos também deverão ter elegido pelo menos 15 deputados federais distribuídos em pelo menos um terço dos estados.

O mesmo critério será adotado para definir o acesso dos partidos à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A mudança, no entanto, será gradual, começando pelo piso de 1,5% dos votos válidos e 9 deputados federais eleitos nas eleições de 2018, chegando a 2% e 11 deputados eleitos em 2022, a 2,5% e 13 eleitos em 2026, até alcançar o índice permanente de 3% e 15 eleitos em 2030.

Financiamento de Campanhas – A Câmara pode voltar a discutir, além da PEC, a criação de um fundo público para o financiamento de campanhas. O tema polêmico já foi rejeitado em votação de outra PEC (77/03). No entanto, outro dispositivo pode resgatar o instrumento para debate nesta semana. O Projeto de Lei 8612/17 teve requerimento de urgência aprovado e, portanto, não precisará cumprir os prazos regimentais para análise do plenário.

Além de reabrir a possibilidade de criação de um fundo público para financiamento, o PL 8612/17 regulamenta a forma de arrecadação de doação de pessoas físicas e os limites para gastos com campanha já nas eleições em 2018, para cada cargo em disputa. Além de definir regras como horário de divulgação de propaganda eleitoral, campanha na internet, incorporação no texto legal da proibição de doações de pessoas jurídicas, criação de outras formas de arrecadação de doações de pessoas físicas, pesquisas eleitorais e participações em debates.

Em meio às dificuldades de avançar o tema na Câmara, os senadores também discutem mecanismos de alterar o sistema de financiamento de campanhas. No Senado, os parlamentares discutem a construção de um novo texto substituindo o Projeto de Lei do Senado 206/2017, que cria um fundo eleitoral.

Ainda sem consenso quanto à fonte dos recursos, a matéria prevê o fim da propaganda partidária de rádio e televisão em anos ímpares (quando não há eleições) e o repasse de 50% das emendas impositivas de bancadas para a constituição do fundo. A discussão do assunto também estará na pauta da semana do Senado.

Agência Brasil

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Na web, 12 milhões difundem fake news políticas

Cerca de 12 milhões de pessoas difundem notícias falsas sobre política no Brasil, de acordo com levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP). Se considerada a média de 200 seguidores por usuário, o alcance pode chegar a praticamente toda a população brasileira. O dado é resultado de um monitoramento com 500 páginas digitais de conteúdo político falso ou distorcido no mês de junho. As informações são de Alexandra Martins no Estadão.

Pesquisadores das diversas áreas ligadas ao assunto, como Ciência da Computação, Ciência Política, Comunicação e Direito, são unânimes em afirmar que as notícias falsas podem ganhar bastante protagonismo na próxima disputa presidencial brasileira, com potencial de alcance maior do que as informações de fontes reconhecidas como confiáveis. “No atual momento, a polarização ideológica coincidiu com o consumo de notícias sobre política por meio das redes sociais. Quanto mais manchetes se prestam a essa informação de combate, maior é a performance delas, o que acaba por corroer o sistema como um todo, poluindo o debate político”, avaliou o cientista político Pablo Ortellado, um dos coordenadores do Gpopai.

O prognóstico é reforçado por exemplos quase que diários na rede. No dia 19 do último mês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma fake news que dizia que o petista havia sido expulso de um restaurante em Natal. Naquele dia, Lula estava em Pernambuco na caravana pelo Nordeste. A notícia falsa teve quase 15 milhões de compartilhamentos, comentários e outras interações no Twitter.

Confiança. Para analistas, outro dado a ser considerado em presença das fake news é o grau de confiança do brasileiro nas redes sociais como fonte para a escolha do melhor candidato em 2018.

Para 36% dos brasileiros, segundo pesquisa Ibope de junho deste ano, as mídias sociais terão muita influência nesse processo, enquanto 56% disseram que elas terão apenas “algum” potencial. “As notícias falsas são mais apelativas com maior poder de contaminar esse ambiente”, disse o cientista da computação Thiago Pardo, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O pesquisador começou recentemente a orientar seu primeiro doutorando em notícia falsa. A instituição é pioneira em pesquisa sobre o assunto.

Para o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) Eugênio Bucci, o que impulsiona alguém a compartilhar fake news é a lógica do entretenimento. “A notícia falsa, quando corresponde a um preconceito profundamente enraizado, é fonte de grande prazer. O sujeito vê aquilo e fala ‘eu sabia’.”

Segundo a advogada da área do direito digital, Juliana Abrusio há dois principais perfis desse perpetuador de inverdades nos momentos prévios de decisões políticas: o idealista na faixa entre 20 e 50 anos, que faz de tudo por seu candidato, e o contratado, que faz tudo por dinheiro. “Normalmente, prevalece o contratado”, disse.

De acordo com a advogada – que já teve entre seus clientes o senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a campanha presidencial de 2014 –, um processo por crime de calúnia, difamação e injúria, materializado em notícia falsa, leva de 6 a 12 meses para ter um desfecho. “O direito não consegue caminhar na mesma velocidade da internet.”

Junk news. Ela também alerta para a proliferação de “notícias enviesadas”, chamadas de junk news. “Quando tiram de contexto um assunto para transmitir outra mensagem.”

O professor de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo Fábio Malini verificou que essas junk news, de 300 fontes distintas, foram mais compartilhadas do que as notícias verdadeiras sobre a delação de executivos e ex-executivos da Odebrecht no momento em que a colaboração premiada da empreiteira foi homologada, em janeiro deste ano.

3 PERGUNTAS PARA…

José Fernando R. Júnior, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação

1. De onde vêm as notícias falsas?
Essa é a pergunta essencial para entender todo o resto. As notícias falsas (ou pós-verdades) são criadas, na maioria absoluta das vezes, para a obtenção de lucro. Quanto mais visualizações do seu site, mais cliques e mais ganhos, os quais podem chegar a milhares de dólares. Este mecanismo é seguido por outras empresas como o Facebook.

2. Notícias falsas são mais compartilhadas que as verdadeiras? Por quê?
As notícias falsas são compartilhadas proporcionalmente ao quanto são sensacionais. Da mesma maneira como as notícias reais. Todavia, se há uma motivação financeira forte, pode-se ter um mecanismo de divulgação mais agressivo.

3. Qual é a diferença no compartilhamento de notícias falsas e verdadeiras?
Para identificar uma notícia verdadeira, basta verificar se há em sua teia de compartilhamentos um número significativo de fontes com credibilidade e/ou de usuários com perfil autêntico, no sentindo de zelo com relação à veracidade do que compartilham.

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