Reitor



Coluna de hoje, domingo, dia 28 de janeiro

TRANSPOSIÇÃO DA UEM A Prefeitura definiu com a UEM uma permuta de área do Município, na Colombo, ao lado da UEM, pela área em que será feira a duplicação da continuação da avenida Herval. Primeira etapa será a duplicação até a rua 10 de Maio. Ficará igual ao prolongamento da avenida Duque de Caxias. O projeto será encaminhado à Câmara nesta semana.

GOVERNADOR Na segunda-feira, dia 5 de fevereiro, o governador Beto Richa virá Maringá para anunciar a liberação da parte do estado na construção do Hospital da Criança.

RECURSOS A parte do governo do Paraná será de R$ 30 milhões. Hospital da Criança de Maringá terá 160 leitos e funcionará em um espaço de mais de 80 mil m².

POSSE O coronel Padilha assume amanhã, segunda-feira, a Secretaria Extraordinária de Segurança. Será às 9 horas, na sala de reuniões do Gabinete do Prefeito.

ÔNIBUS Também amanhã, às 10 horas, serão apresentados os novos ônibus da TCCC que atenderão a linha do primeiro corredor exclusivo de Maringá (avenidas Kakogawa/Morangueira).

SHOW Mais de 20 atrações vão passar pelo palco do Show de Aniversário da Maringá FM no próximo domingo, 4 de fevereiro, no Parque de Exposições, na festa dos 37 anos da rádio.

SOLIDARIEDADE Para cada ingresso vendido, a Maringá FM doa o valor correspondente a um quilo de alimento para entidades assistenciais atendidas pelo Provopar. Em 2017, foram repassados R$ 25 mil.

CENTRO DE EVENTOS. Maringá ganhou um novo centro de eventos, o Fashion Hall, na Rodovia da Moda. A temporada de lançamento do novo espaço começou com as formaturas de Odontologia, da Unicesumar, e de Medicina, da UEM.

TURISMO. O Fashion Hall vem para suprir a necessidade que Maringá e região tinha na realização de grandes eventos. O espaço tem capacidade para receber até 4 mil pessoas.

MERCADO. Será uma importante ferramenta para aquecer o setor de turismo e a economia da região, comportando congressos nacionais, internacionais, shows e outros eventos.

NEW YORK TIMES Na quarta-feira teve gente dizendo que o NYT defendeu Lula. Na verdade o jornal publicou um artigo do economista Mark Weisbrot que criticou o julgamento de Lula.

ESQUERDA Não gosto da simplificação esquerda/direta. Porém Mark Weisbrot tem um trabalho que o caracteriza como crítico de privatizações e defensor de governos como Lula, Chaves e Morales.

BOLÍVIA Evo Morales completou 12 anos como presidente da Bolívia. E anunciou, esta semana, que pretende se reeleger e ficar no cargo até 2025. Referendo popular, em 2016, foi contra esta nova reeleição.

 

MUNICÍPIOS

PR-323 Em Cianorte, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, anunciou o início das obras de recuperação da PR-323, no trecho que vai de Paiçandu até Cianorte. “O DER deve publicar o resultado da licitação até segunda e a previsão é de que possamos dar a ordem de serviço para o início das obras em 20 dias”, afirmou na manhã de sexta-feira (26), em reunião com prefeitos e lideranças da região.

MANDAGUARI O Diário fez reportagem sobre Mandaguari, que entrou nos “trend topics” do Twitter, em razão de uma ocorrência policial, relacionada a hacker e ameaça a menores.

CIANORTE Na sexta-feira à tarde foi a vez de Cianorte. Assuntos eram visita da vice-governadora, Cida Borghetti (PR-323), interesse do Fluminense no zagueiro Marllon do Cianorte e notícias policiais diversas.

 

FRASE “Persistência é a teimosia com propósito.” Richard DeVos

 

ÚLTIMA Hipótese é uma coisa que não é, mas a gente faz de conta que é, só pra ver como seria caso ela fosse.

 

 

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UEM agradece Edmar

O deputado Edmar Arruda recebeu, na terça-feira, um certificado de agradecimento da Universidade Estadual de Maringá – UEM, pelo apoio que vem demonstrando à instituição ao longo da carreira pública.
O agradecimento foi feito pessoalmente pelo reitor da Universidade, Prof. Dr. Mauro Luciano Baesso, que esteve no gabinete do deputado, em Brasília.
O reitor fez o reconhecimento especial à liberação de um recurso no valor de R$ 500 mil, utilizado para a construção do Centro de Reabilitação e atendimento integrado no campus sede, em Maringá. Ele também pediu apoio para a construção da central de vigilância do campus.
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A última carta do reitor da UFSC

O país foi surpreendido hoje com a notícia do suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor afastado da UFSC, cometido no Shopping Beira-Mar, em Florianópolis. Não se sabe se ele era culpado. Foi preso, posteriormente solto e afastado das funções por decisão judicial. O reitor escreveu o texto que transcrevemos abaixo. Diante de um ato tão extremo e da carta parece necessária uma reflexão sobre os métodos de se fazer “justiça” no país, neste momento.

“Reitor exilado”

​Luiz Carlos Cancellier de Olivo

“A humilhação e o vexame a que fomos submetidos — eu e outros colegas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — há uma semana não tem precedentes na história da instituição. No mesmo período em que fomos presos, levados ao complexo penitenciário, despidos de nossas vestes e encarcerados, paradoxalmente a universidade que comando desde maio de 2016 foi reconhecida como a sexta melhor instituição federal de ensino superior brasileira; avaliada com vários cursos de excelência em pós-graduação pela Capes e homenageada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nos últimos dias tivemos nossas vidas devassadas e nossa honra associada a uma ‘quadrilha’, acusada de desviar R$ 80 milhões. E impedidos, mesmo após libertados, de entrar na universidade.

Quando assumimos, em maio de 2016, para mandato de quatro anos, uma de nossas mensagens mais marcantes sempre foi a da harmonia, do diálogo, do reconhecimento das diferenças. Dizíamos a quem quisesse ouvir que, ‘na UFSC, tem diversidade!’. A primeira reação, portanto, ao ser conduzido de minha casa para a Polícia Federal, acusado de obstrução de uma investigação, foi de surpresa.

Ao longo de minha trajetória como estudante de Direito (graduação, mestrado e doutorado), depois docente, chefe do departamento, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, afortunadamente, reitor, sempre exerci minhas atividades tendo como princípio a mediação e a resolução de conflitos com respeito ao outro, levando a empatia ao limite extremo da compreensão e da tolerância. Portanto, ser conduzido nas condições em que ocorreu a prisão deixou-me ainda perplexo e amedrontado.

Para além das incontáveis manifestações de apoio, de amigos e de desconhecidos, e da união indissolúvel de uma equipe absolutamente solidária, conforta-me saber que a fragilidade das acusações que sobre mim pesam não subsiste à mínima capacidade de enxergar o que está por trás do equivocado processo que nos levou ao cárcere. Uma investigação interna que não nos ouviu; um processo baseado em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa; informações seletivas repassadas à PF; sonegação de informações fundamentais ao pleno entendimento do que se passava; e a atribuição, a uma gestão que recém completou um ano, de denúncias relativas a período anterior.

Não adotamos qualquer atitude para abafar ou obstruir a apuração da denúncia. Agimos, isso sim, como gestores responsáveis, sempre acompanhados pela Procuradoria da UFSC. Mantivemos, com frequência, contatos com representantes da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Estávamos no caminho certo, com orientação jurídica e administrativa. O reitor não toma nenhuma decisão de maneira isolada. Tudo é colegiado, ou seja, tem a participação de outros organismos. E reitero: a universidade sempre teve e vai continuar tendo todo interesse em esclarecer a questão.

De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento”.

Quem era – Luis Carlos Cancellier de Olivo, 60 anos, era natural de Tubarão. Em 1977, ingressou no curso de Direito da UFSC e como universitário engajou-se no movimento estudantil, que era um foco de resistência à ditadura militar. Interrompeu os estudos para trabalhar como jornalista, em “O Estado” (Florianópolis) e em Brasília, assessorando parlamentares catarinenses. Também participou ativamente das campanhas pela anistia, pelas diretas-já, pela eleição de Tancredo Neves e pela Constituinte, além do movimento Fora Collor. Em 1996, retomou os estudos, concluindo a graduação em Direito e fazendo em seguida mestrado e doutorado na mesma área. Foi professor e diretor do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade.

Cancellier publicou livros e artigos sobre temas jurídicos e exerceu uma série de atividades ligadas ao Direito Administrativo e à Administração Pública. Na campanha vitoriosa para a reitoria, em 2015, pelo movimento “A UFSC Pode Mais”, defendeu um modelo de administração que resgatasse a excelência e a eficiência na instituição, apostando na descentralização da gestão e na valorização e participação de todos os centros e unidades da universidade nas tomadas de decisão.

Quase toda a sua formação acadêmica foi realizada na UFSC: graduação em Direito (1998), mestrado em Direito (2001) e doutorado em Direito (2003). Especialista em Gestão Universitária (2000) e Direito Tributário (Cesusc, 2002). Ministrou as disciplinas de Direito Administrativo II no curso de graduação e Seminário de Direito e Literatura na pós-graduação (PPGD). Foi professor de Direito Administrativo e Instituições de Direito Público da Universidade Aberta do Brasil (UAB), desde 2006. Foi professor de Direito Público e Administrativo no Programa de Pós-Graduação em Administração Universitária da UFSC (PPGAU). Membro do Conselho Editorial da EdUFSC (2009 a 2013). Chefiou o Departamento de Direito da UFSC (2009-2011) e presidiu a Fundação José Arthur Boiteux (Funjab) no período 2009-2010. Foi diretor do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da UFSC.

 

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