Tragédia



Doação

A família da dona Armelinda Gimenes Natel, de 52 anos que morreu no hospital depois de ser atingida por um tiro na nuca, efetuado pelo próprio filho, resolveu doar os órgãos que foram coletados na madrugada de sábado (15), no hospital Santa Casa em Cianorte. Uma equipe de Curitiba esteve no hospital para retirar os órgãos que foram transportados pelo helicóptero SAMU, até Maringá e posteriormente até a cidade de Curitiba para serem implantados em outros pacientes receptores.
Segundo informações do hospital, as córneas ficaram em Maringá. Seguiram para Curitiba o fígado, os rins e coração.
O sepultamento de dona Amrelinda foi realizado na manhã deste domingo (16), em Cianorte, e o filho foi preso no final da semana passada.

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A dor que também é nossa

felipe-sandrin

Felipe Sandrin, de Florianópolis, escreveu o seguinte texto sobre a tragédia com a Chapecoense.

“Quando um avião cai a gente cai junto. Um avião transporta mais do que vidas, transporta sonhos. É o pai que está indo reencontrar os filhos, é a mãe que está indo buscar o sustento de sua família, são pilotos que planejam estar em casa ao jantar e a aeromoça que leva na bagagem o perfume favorito do namorado.
Quando cai um avião a gente cai junto, pois quantos de nós viram os sonhos começar dentro de um avião. A viagem tão esperada, a assinatura de um contrato, o encontro com alguém que tanto sonhamos estar junto.
Aviões partem rumo a sonhos, e era isso que cabia também neste trágico voo que quase chegou a seu destino. Jogadores que representavam o sonho do menino que quer ser jogador, jogadores que representavam seus familiares, seus torcedores.
Quando um avião cai todos nós caímos juntos. Morrem sonhos, morrem encontros que não vão mais ocorrer, morrem saudades que não vão ser vencidas e que dali por diante vão apenas crescer e se tornar um buraco junto a quem nunca chegou.
Quando um avião cai a dor é compartilhada, pois todos nós somos torcedores, torcemos para quem amamos, torcemos para logo poder dar o abraço, torcemos, pois ninguém sonha sozinho.
Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta”.

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Mário Sérgio entre as vítimas do acidente aéreo

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victorino O ex-jogador Mário Sérgio, que conquistou vários títulos como atleta, inclusive o Mundial com o Grêmio de Porto Alegre, estava no avião que caiu em Medellín. Ele foi treinador e atuou como comentarista em várias emissoras. Atualmente era um dos principais comentaristas da Fox.
O repórter Victorino Chermont, que trabalhava na Fox, também é muito conhecido, em todo o país.

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Lista de pessoas no avião da Chapecoense

A lista de pessoas no avião da Chapecoense foi divulgada. As informações são atualizadas.
Foram retirados com vida do avião Alan Ruschel (lateral da Chapecoense), Jakson Follmann (goleiro), Danilo (goleiro), Rafael Henzel (jornalista), Ximena Suarez (comissária). O jogador Neto foi encontrado com vida, depois, e já está no hospital. O goleiro Danilo morreu no hospital.
Lista de jornalistas: Victorino Chermont – FOX, Rodrigo Santana Gonçalves – FOX, Devair Paschoalon – FOX, Lilacio Pereira Jr. – FOX, Paulo Clement – FOX, Mário Sérgio – FOX, Guilherme Marques – Globo, Ari de Araújo Jr. – Globo, Guilherme Laars – Globo, Giovane Klein Victória – RBS (repórter da RBS TV de Chapecó), Bruno Mauri da Silva – RBS, Djalma Araújo Neto – RBS (cinegrafista da RBS TV de Florianópolis), André Podiacki – RBS (repórter do Diário Catarinense), Laion Espíndola – Globo Esporte, Rafael Valmorbida – Rádio Oeste, Renan Agnolin, Fernando Schardong, Edson Ebeliny, Gelson Galiotto, Douglas Dorneles, Jacir Biavatti e Ivan Agnoletto.
Lista da tripulação: Miguel Quiroga, Ovar Goytia, Sisy Arias, Romel Vacaflores, Alex Quispe, Gustavo Encina, Erwin Tumiri e Angel Lugo.
Lista da delegação da Chapecoense: Ananias Monteiro, Arthur Maia, Bruno Rangel, Aiton Cesar, Cleber Santana, Marcos Padilha, Dener Assunção, Filipe Machado, José Paiva, Guilherme de Souza, Everton Kempes, Lucas da Silva, Matheus Btencourt, Hélio Zampier, Sérgio Manoel Barbosa, William Thiego, Tiago da Rocha, Josimar, Marcelo Augusto, Mateus Lucena dos Santos, Luiz Saroli, Eduardo Filho, Anderson Araújo, Anderson Martins, Marcio Koury, Rafael Gobbato, Luiz Cunha, Luiz Grohs, Sérgio de Jesus, Anderson Donizette, Andriano Bitencourt, Cleberson Fernando da Silva, Emersson Domenico, Eduardo Preuss, Mauro Stumpf, Sandro Pallaoro, Plinio Filho, Gelson Merísio, Nilson Jr., Decio Filho, Jandir Bordignon, Gilberto Thomaz, Mauro Bello, Edir De Marco, Daví Barela Dávi, Ricardo Porto, Delfim Pádua Peixoto Filho.

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Tragédia com avião da Chapecoense causa consternação

O pais acordou hoje com a notícia do acidente com o avisão que levava a equipe da Chapecoense para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, em Medellín, na Colômbia.
Até agora são cinco sobreviventes, três jogadores, um jornalista e um tripulante.
A tragédia repercute ainda em todo o mundo. Tristeza pela fatalidade.
A CBF cancelou os jogos dessa semana. Eventos esportivos também estão sendo cancelados.
Redes de TV, canais de esportes, portais, estão dando prioridade para a cobertura do acidente e os esforços de resgate.

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O terceiro tempo da tragédia

Os meios de comunicação de forma quase geral, especialmente as redes nacionais de TV, não param de falar e mostrar imagens da tragédia na escola do Rio de Janeiro.
Incrível como a tragédia vende, atrai, como a dor (dos outros) não nada além de circo.
Tem horas que eu acho que estou no planeta errado, na hora errada.
Sei o que é perder um filho ter um repórter atrás querendo saber como foi, onde foi o tiro, qual é o sentimento.
Um dia eu perco a linha e conto aqui qual é a dor.
O terceiro tempo da tragédia da mídia mata menos, mas dói muito mais, no país inteiro.

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Japão e o mundo numa tragédia histórica

O Globo – Editorial – 18/03/2011  O conjunto de um terremoto jamais registrado no país, um maremoto de dimensões bíblicas e um grave acidente nuclear faz do Japão cenário para além da ficção científica e dos roteiros do cinema-catástrofe. Chocado, o mundo literalmente assiste, pelos meios digitais de informações instantâneas, ao desenrolar de um dos maiores dramas em várias gerações, com desdobramentos globais.
O impacto de proporções planetárias não se dá apenas pelo risco de partículas radioativas serem levadas pelo vento do complexo de usinas de Fukushima, Norte da ilha, para outras regiões, mas também pelos reflexos em sistemas produtivos mundo afora. Já era possível encontrar, ontem, na internet, simulações da provável rota de nuvens radioativas em direção aos Estados Unidos e Canadá, enquanto circulavam informações sobre o temor crescente de russos e chineses. E já começaram a ricochetear impactos em diversos complexos produtivos causados pela abrupta ruptura de várias cadeias de suprimento de componentes abastecidas por fábricas japonesas.
Num estágio avançado de globalização, a paralisação de fábricas, e a desativação, total ou parcial, não se sabe por quanto tempo, de aeroportos e portos rompem fluxos de remessas de insumos e componentes de toda ordem. Há vários exemplos de linhas de montagens que já se preparam para enfrentar dificuldades. Há extensas linhas de produtos eletrônicos – tablets, como o iPad, smartphones, televisores, monitores de computadores em geral, por exemplo – dependentes de fábricas japonesas. Na indústria automobilística, há casos insuspeitados. Dois deles: a transmissão do Volt, carro elétrico da GM, é produzida no Japão, assim como caixas de câmbio de modelos BMW. O problema se agrava diante do método, criado no Japão e exportado para o mundo, de se manter o mínimo de componentes e insumos em estoque, como medida de economia.
Por sobre tudo paira o drama humano, numa tragédia com ainda 9 mil desaparecidos, 5.200 mortos, número que pode chegar a 15 mil, de acordo com informação de ontem do site do jornal inglês “Guardian”.
Para tornar ainda mais complexo o quadro, falta uma liderança política firme no Japão para conduzir as buscas, a luta para domar reatores e gerenciar a reconstrução. Naoto Kan, primeiro-ministro, é o quarto a assumir o cargo em quatro anos. Tem baixa popularidade, é do Partido Democrático, sucessor do Partido LIberal Democrata, que se manteve 50 anos no poder. Kan, por óbvio, não tem a máquina burocrática nas mãos.
A cultura japonesa não favorece a transparência. Há falta de informações claras e completas – tanto que o alarme nuclear tem sido acionado por autoridades americanas, não japonesas. A gravidade da situação levou o imperador Akihito a uma das raras aparições na TV, para confortar e estimular o povo. Nada além. Uma nação conhecida pela disciplina e a forma estoica com que enfrenta dramas naturais ou não – vide Hiroshima e Nagasaki – encontra-se em teste e merece toda a solidariedade.
Quem sabe desta crise histórica a comunidade internacional não retira uma lição de humildade e unidade diante de assuntos impossíveis de serem manejados de forma isolada? Como a própria energia nuclear, agora em xeque, e uma das peças na montagem da solução global para o aquecimento do clima.

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