Mês: outubro 2007



JOVENS DISCIPULOS MISSIONÁRIOS DO SENHOR

Como sendo a grande maioria da população brasileira, os Jovens representam um potencial enorme para o presente e para o futuro de nossa nação, seguindo os passos do Mestre como discípulos e missionários do Senhor Jesus. No documento de Aparecida, encontramos alguns traços fundamentais da identidade do jovem hoje, cuja personalidade se caracteriza pela doação, generosidade e serviço aos mais necessitados. “Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser “sentinelas da manhã”, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente os mais necessitados. Têm capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmão jovens, sem distinção alguma, a corrente da vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade”(Doc Aparecida n.443).

O terceiro milênio pertence aos jovens, expressão de Bento XVI, cujo convite deixou os jovens no Pacaembu, em maio deste ano, vibrantes e cheios de motivação a seguir os caminhos do seguimento de Jesus. Por isso, celebrando o Dia Nacional da Juventude, no próximo domingo, os jovens e as jovens de nossas dioceses se reunirão nas paróquias e regiões nas regiões pastorais, em concentrações diocesanas, enfim, das mais variadas formas para atar laços de fé e de compromisso na defesa da ecologia, da terra, do ar, da água, refazendo o chamado a serem “cuidadores” da criação,dom de Deus para os homens e mulheres. Na busca de concretizar o grande amor e generosidade palpitante no coração de cada jovem, se refaz o compromisso de co-responsabilidade na defesa da vida e da vida da natureza.

Na expectativa de despertar o sentido de união e participação de todos os jovens, o Dia Nacional da Juventude é uma ocasião ímpar para impulsionar essa meta tão necessária nos dias de hoje. Ninguém faz nada sozinho, somo seres criados em comunidade e para a comunidade. Por isso, penso que uma das metas mais desafiadoras da evangelização da juventude está na inclusão de todos jovens como protagonistas do novo, que deve nascer neste mundo em decadência. Ninguém sabe quando, mas só nascerá se for gestado na comunhão e na unidade de todos, no seguimento de Jesus, como discípulos missionários à luz dos Evangelhos. Dói o coração de qualquer um de nós ao ver “que inúmeros jovens de nosso continente passam por situações que os afetam significativamente: as seqüelas da pobreza, da exclusão, da forte carga de alienação, vitimas das novas propostas religiosas e pseudo-religiosas, da crise familiar produzindo carências afetivas e conflitos emocionais”(Doc Aparecida n. 444). Por isso, o caminho que levará  todos, à dignidade de filhos e filhas de Deus está no “encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e seu seguimento na Igreja, à luz do Plano de Deus, que lhes garanta a realização plena de sua dignidade de ser humano, que os estimule a formar sua personalidade e lhes proponha uma opção vocacional…”(Doc. Aparecida n.446b). 

Desejo que todos vocês, jovens, cresçam e amadureçam na fé, mergulhem cada vez mais no conhecimento de Jesus, na leitura orante dos evangelhos, na aproximação e descoberta da “beleza da Eucaristia dominical” que os leve a encontrar nela “Cristo e o mistério fascinante da Igreja”.  Como rezou o Papa em Aparecida: “Fica conosco Senhor, acompanhai nossas crianças e nossos jovens que são a esperança e a riqueza de nosso Continente; protegei-os de tantas insídias que atentam contra a sua inocência e contra suas legítimas esperanças. 

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá/Bispo referencial da juventude Regional Sul II

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INDIGNAÇÃO E CONSTERNAÇÃO

Ao saber da morte violenta da menina Márcia Andréia Constantino, fiquei profundamente chocado e triste pelo fato e, mais que tudo pelas circunstâncias em que aconteceu. Os sentimentos vão da indignação à consternação, da impotência à insegurança, diante da vida e das próprias pessoas. Por isso, quero manifestar à família Constantino e à comunidade Evangélica da Assembléia de Deus a solidariedade de todos os cristãos de nossa comunidade Católica, unindo-nos na fé que nos faz ver além dos fatos.

Encontrei na Palavra de Paulo aos Romanos uma luz para o conforto neste momento de dor:

 “Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança uma virtude comprovada, a virtude comprovada a esperança. E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações”(Rm 5,3-5)

 Unidos na fé e solidários nessa dor, clamamos a Deus, para que a justiça tenha êxito na apuração dos fatos.

Fraternalmente,
Dom  Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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MÁRTIRES DO BRASIL A SEREM BEATIFICADOS

 No próximo fim de semana, a Igreja no Brasil vai receber três novos beatos. Uma menina, Albertina Berkenbroch, de Tubarão (SC); um sacerdote e um jovem de Frederico Westphalen (RS). Em 25 de novembro será beatificada uma religiosa, Ir. Lindalva Justo de Oliveira, em Salvador (BA).                 Dom Murilo, Arcebispo de Florianópolis, escreve: “Albertina viveu uma vida muito breve (1919 – 1931), muito simples (filha de um casal de agricultores) e muito cristã, como atestam seus familiares, colegas e professores.No dia 15 de junho de 1931, ao caminhar pelas terras da família à procura de um boi que se perdera, Albertina foi agredida pelo empregado de seu pai, Idalício Cipriano, com a intenção de violentá-la. Nada conseguindo, o agressor, após luta demorada acabou por degolá-la com um canivete. Já no dia de sua morte criou-se a fama do martírio de Albertina para não perder a pureza. Não se procure, nessa menina que viveu somente doze anos, grandes e sublimes pensamentos, embora seja confortador ouvir seu testemunho a respeito do dia de sua primeira comunhão: “Foi o dia mais belo de minha vida!” Albertina pertence a outra classe de pessoas extraordinárias, o daquelas que testemunham com o dom da vida, de sua fé, de seu amor e as razões de sua esperança.”        Assassinada porque quis preservar sua pureza, Albertina testemunha aos adolescentes e jovens de hoje, valores que não passam. Vivendo num mundo em que o hedonismo é buscado de forma exacerbada e numa época em que o sexo é exaltado como um valor em si mesmo, desligado de qualquer compromisso ou responsabilidade, olhamos para Albertina para descobrir a profundidade das palavras de Jesus Cristo: “De que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se arruinar sua vida?” (Mt 16,26). “Tivesse ido atrás do prazer imediato, da glória efêmera ou de bens que as  traças corroem, não só seria uma ilustre desconhecida – o que seria de menos, como teria comprometido  a sua vida eterna”. Albertina será beatificada no próximo sábado em Tubarão SC.           O sacerdote Manuel Gomes Gonzáles era missionário espanhol, trabalhando na diocese de Santa Maria (RS), desde 1914. Durante a revolução de 1923,  foi assassinado juntamente com um jovem de quinze anos que o acompanhava na missão. Ambos foram encontrados dias depois intactos e foram sepultados com fama de mártires na cidade de Nonoai (RS). Depois de sérios estudos e documentação comprovada, o Papa Bento XVI declarou os dois como beatos, ocupando o lugar nos altares. Ambos, modelos de testemunho evangélico, como diz o relato biográfico: “Destruíram os corpos mas continua a seiva viva do testemunho a correr nas veias da Igreja. Hoje se encontram no mausoléu na Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz em Nonoai (RS). No próximo dia 21 serão beatificados pelo Cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação pelas causas dos Santos no Vaticano.        Outra serva de Deus a ser beatificada será a religiosa Irmã Lindalva Justo de Oliveira, Filha da Caridade de São Vicente de Paula, conhecidas como Vicentinas. No início de sua vida religiosa foi destinada a trabalhar no Abrigo Dom Pedro II, Salvador , coordenando uma enfermaria de 40 idosos. Por recomendação, foi recolhido um homem de 46 anos entre os idosos, Augusto da Silva Peixoto. Ele passou a assediar a Ir. Lindalva chegando a manifestar a sua intenção. O amor de Lindalva pelos velhinhos era tão grande que chegou a dizer: “prefiro que meu sangue seja derramado do que afastar-me daqui”. Na sexta-feira Santa de 1994, depois de ter participado da Via Sacra, foi servir o café aos velhinhos que se encontravam em fila. A Ir. Lindalva sentiu uma mão nos ombros, apenas viu o  rosto do assassino Augusto que perfurou o seu corpo na frente dos velhinhos com 44 perfurações. Naquela sexta-feira Santa, enquanto Cristo morria na cruz, ela morria na enfermaria.       Com impressionante realismo ela agora podia repetir as palavras de Jesus: “Eu não vim para ser servido mas para servir”(Mt 20,28) Esses são os mártires que são testemunhas privilegiadas da realeza de Cristo. Santo Agostinho dizia que a fé dos mártires é uma fé provada, como testemunha o sangue que por ela derramaram (Sermão 329). O martírio destes nossos irmãos é um apelo vivo a todos nós, a também darmos testemunho de Jesus Cristo em nossa vida cotidiana. A nós, provavelmente, Cristo não pedirá o derramamento de sangue, mas pede-nos, sim, que num mundo em que a mediocridade é exaltada, saibamos dar testemunho de seu Evangelho, fielmente, dia por dia. Certamente o Brasil terá diante dos olhos esses modelos de dedicação e entrega total à serviço dos irmãos. Nada mais nobre do que dar a vida por uma causa que permanece sempre. Obrigado Senhor, por ter realizado no coração destes irmãos maravilhas de fé e ajudai-nos a perseverar até o fim no caminho do amor  e da justiça,  para merecer a acolhida entre os que serão chamados de “benditos de meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós e seus anjos”.(Mt 24,34).  
      

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MARTINHO LUTERO E NOSSA SENHORA

Na busca de conhecer o pensamento de Martinho Lutero, sobre Nossa Senhora, me deparei com várias afirmações muito bonitas onde revela o seu relacionamento com Maria , Mãe de Deus. Pessoalmente não conhecia este aspecto do ensinamento e vivência, que mostra outra face de Lutero. Pensei em partilhar com vocês amigos leitores neste dia em que lembramos de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Uma delas por exemplo afirma a virgindade de Maria, diz assim: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e  nascer de Maria pura, santa e sempre virgem. (Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”) . “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém. (Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”). “Maria é digna de suprema honra na maior medida” — art. IX da Apologia da Confissão de fé de Augsburg (documento-texto muito importante do Luteranismo).          Para Martinho Lutero nunca foi problema a virgindade de Maria, muito menos ser ela escolhida para ser mãe do Salvador por isso ele afirma: “Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste” — Martinho Lutero, “Deutsche Schriften, 14, 250”. Ele tinha tamanha admiração e respeito por Maria, que recitava todos os dias o “Magnificat”o canto de Maria e sempre acreditou que ela seria proclamada bem aventurada por todas as nações. Assim escreve a M.Basilea Schlink : “Lutero honrou Maria até o fim de sua vida, santificava suas festas e cantava diariamente o Magnificat (…) perdeu-se na igreja evangélica, em tempos posteriores à Reforma, todas as festas a Maria e tudo o que nos trazia sua lembrança (…) estamos padecendo as conseqüências dessa herança de receio e temor. Entretanto Lutero nos diz naquela citada frase que nunca poderemos exaltar suficientemente a mulher que constitui o maior tesouro da cristandade depois de Cristo.     E continua M.Basilea Schlink: “Eu própria me devo contar entre as pessoas que não fizeram durante os longos anos de sua vida, por conseguinte, não seguiram as escrituras segundo a qual “desde agora chamar-me-ão bem-aventurada todas as gerações da Terra” (Lc 1, 48). Eu não me havia incluído entre estas gerações. É verdade que havia lido na Sagrada Escritura que Isabel havia falado, inspirada pelo Espírito Santo, reconhecendo Maria como a Mãe do meu Senhor. Sua velha prima tributou-lhe o maior louvor dizendo: “como mereço que a Mãe do meu Senhor venha visitar-me?”. (cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).   “Minha sincera opinião, ao escrever este livro, é fazer o que posso a fim de que a Mãe de Nosso Senhor seja novamente amada e honrada como lhe compete, segundo as palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou nosso reformador, Martinho Lutero” — M. Basilea Schlink, escritora protestante que escreveu o livro “Maria, o caminho da Mãe do Senhor” em 1960 na Alemanha e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria.     “Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade” — Martinho Lutero no comentário do Magnificat .(cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).        “Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.” — Martinho Lutero.    Certamente que eu poderia aprender muito antes a honrar Maria, mas nunca o fiz pelo espaço de muitos anos, não abrigando nenhum pensamento de afeto especial para com ela em meu coração, nem fazendo algum cântico em sua memória, a despeito de Lutero ter escrito que não se pode exaltá-la bastante (o suficiente). O Senhor concede-me a graça, nos últimos decênios, de amar e venerar Maria, tanto mais quanto mais profundamente tentava imitar sua conduta submergindo-me na consideração daqueles duros caminhos pelos quais foi conduzida por especial providência divina, segundo nos revela a Sagrada Escritura.             É, portanto, um profundo desejo de meu coração poder ajudar agora a que, da nossa parte, cristãos evangélicos, Maria seja novamente amada e venerada como a Mãe do Nosso Senhor. E isso corresponde ao testemunho da Sagrada Escritura e também ao que o nosso reformador Lutero indicou. O temor de diminuir a glória de Jesus foi a causa de que, em nossas igrejas evangélicas, se negasse a Maria a veneração e os louvores devidos. E, entretanto, temos que afirmar que através da justa veneração que aos apóstolos e a ela corresponde, multiplica-se a glória e o louvor ao Senhor, porque foi Ele que a elegeu (e a fez) pela Sua Graça um instrumento seu. Jesus espera que veneremos Maria e a amemos. Assim nos diz a Palavra de Deus e esta é, portanto, a Sua Vontade. E só aqueles que guardam a Sua Palavra são os que amam verdadeiramente a Jesus (Jo 14, 23)” — M. Basilea Schlink, evangélica e fundadora da comunidade evangélica em Darmstadt, na Alemanha (revista “Jesus vive e é o Senhor”, no. 8).                                  Depois destas afirmações tão sérias e cheias de conteúdo, fica claro que não se trata de buscar razões contra este ou aquele, mas sim ter a clareza que Marinho Lutero, não desejava descartar a presença de Maria na história da salvação e sim incluí-la de tal maneira, honrosa e dignificante que ela fosse considerada como um elemento fundamental nos planos de Deus, e na vida dos cristãos. Por isso ele nunca quis uma disputa entre cristãos sobre o tema de Maria. Talvez nós católicos exageramos um pouco na devoção, mas nunca desejamos fazer de Maria uma deusa. Por isso hoje recordamos a Virgem Mãe Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, que em seu Santuário Nacional recebe anualmente oito milhões de peregrinos. Que Maria a Mãe da unidade, como fez nas bodas de Caná, nos ajude a sermos todos seguidores de Jesus, discípulos que façam tudo o que seu Filho disse. Maria, Mãe Aparecida, ajuda-nos a sermos filhos obedientes, fiéis praticantes do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.  
 

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SEMANA NACIONAL DA VIDA E DIA DO NASCITURO

Na 43a Assembléia Geral da Conferência dos Bispos do Brasil, realizada em Itaici, de 09 a 17 de agosto de 2005, foram aprovados e constituídos o Dia do Nascituro e a Semana da Vida. O Dia do Nascituro é 08 de outubro, e a Semana da Vida é exatamente esta que antecede o dia 08.

Mas quem é o Nascituro? É aquele ser humano que está no ventre materno antes que a Mãe lhe dê à luz. Este possui o direito de ser respeitado na sua integridade. Já possui dignidade como a de qualquer pessoa.
A Semana da Vida é uma ocasião especial para colocar em evidência o valor e a beleza desse dom precioso que de Deus recebemos. De modo especial salientamos o valor sagrado da Vida Humana, sem nos esquecermos de todas as demais dimensões que esta abrange.  Diante de tantos ataques que a Vida vem sofrendo em nossos dias é nossa missão reafirmar sua importância inalienável e inegociável. Ela é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores.

“Louvarei ao Senhor por toda a vida. Salmodiarei ao meu Deus enquanto existir” (Sl 145,2).
A Sagrada Escritura nos apresenta, nos primeiros capítulos do Gênesis, a maravilhosa e fascinante história da origem da vida: o relato da criação. Deus, pelo poder da sua Palavra, dá origem à vida, do nada, e de forma ordenada. Após a criação de todas as coisas, Deus cria o homem à sua imagem e semelhança: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra” (Gn 1,26).

Ser imagem e semelhança são os fundamentos da dignidade da pessoa humana, como nos ensina o Papa João Paulo II: “A dignidade pessoal é propriedade indestrutível de cada ser humano. É fundamental compreender-se toda a força que irrompe desta afirmação, que se baseia na unicidade e na irrepetibilidade de toda pessoa. Dela deriva que o indivíduo seja irredutível a tudo o que o queira esmagar e anulá-lo no anonimato da coletividade, da instituição, da estrutura, do sistema” (Exortação Apostólica: “Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo” n° 37).

O homem e a mulher têm a mesma dignidade, porque são seres humanos em igual grau, e ambos são imagem e semelhança do Criador. Ser imagem e semelhança significa que são seres racionais e livres, capazes de conhecer e amar, de entrar em relação pessoal com Deus. A ambos foram confiados por Deus a dominar a terra e toda criatura existente. Por isso, tanto o homem como a mulher têm a mesma dignidade e essa não pode ser diminuída por ninguém.

Somos convidados, hoje, a reconhecer o dom mais precioso que temos: o dom da vida. E juntamente com o Salmo 145, a proclamar as maravilhas de Deus: “É esse Deus que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm; que é eternamente fiel à sua Palavra” (Sl 145,6). Quanto mais nos aproximarmos de Deus, mais perceberemos nossa dignidade, pois, na verdade, sem o Criador, a criatura se esvai. Além disso, quando se esquece de Deus, o próprio ser humano se torna obscuro. A relação íntima com Deus lembra constantemente ao homem qual é o seu valor. Como diz Santo Agostinho:

“Fizeste-nos para ti, ó Deus, e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em ti”.

Convido todas as famílias para a missa dia 08, segunda feira às 18,30 na Catedral onde quero rezar e abençoar todas os bebês que estão para nascer, as recém nascidas, e todas as crianças, na semana da criança e de Nossa Senhora Aparecida. Esta é a hora e o tempo de difundir a cultura da vida e não a da morte.

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