Mês: outubro 2010



Finados – Horários de missa no Cemitério Municipal de Maringá

 

No dia 02 de novembro, dia de finados, a programação de missas no Cemitério Municipal de Maringá será a seguinte:
 
09h – Paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier.
10h – Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe.
11h – Paróquia Divino Espírito Santo.
12h –  Paróquia Pessoal para Japoneses São Francisco Xavier.
14h – Paróquia Nossa Senhora Aparecida
15h  – Paróquia Santa Rita de Cássia.
16h – Paróquia da Catedral Nossa Senhora da Glória.
17h – Paróquia São Silvestre I.

Finados: Vigília pelas almas no seminário Nossa Senhora da Glória com missa às 3h

O Movimento dos Apóstolos Eucarísticos da Divina Misericórdia irá promover no dia 01 de novembro, véspera de Finados, a Vigília pelas almas a partir das 22h no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória em Maringá.

A Vigília irá até as 6h do dia 02 de novembro. Na madrugada, às 3h, haverá santa missa presidida pelo padre Paulo Felipe dos Santos.

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O discurso do Papa

Leia o discurso que o Papa Bento XVI dirigiu na manhã desta quinta-feira, 28, aos bispos do Regional Nordeste V (Estado do Maranhão) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), por ocasião da visita ad Limina Apostolorum. 

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29).

O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3).

Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56).

Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo?

Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão.

A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Papa Bento XVI

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Dom Anuar vai se encontrar com o Papa Bento XVI

Os arcebispos e bispos do Regional Sul II da CNBB, Estado do Paraná, estarão em Roma, entre os dias 4 a 13 para a visita “ad limina”. A Visita ad limina, ou mais exatamente a visita “ad limina apostolorum” (em português: “visita aos túmulos dos Apóstolos”) é uma obrigação dos bispos diocesanos e outros prelados da Igreja Católica, de a cada 5 anos se encontrarem com o Papa, visitando os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, em Roma.

Nesse encontro os bispos apresentam um relatório sobre o estado pastoral das suas dioceses e ouvem a apreciação e os conselhos do Papa sobre elas. Nesse período são marcadas várias reuniões nos dicastérios do Vaticano (Congregações, Pontifícios Conselhos e Tribunais).

O Regional Sul II é o penúltimo dos 17 regionais da CNBB a realizar a visita. O último será o Centro-Oeste. Participarão 23 bispos, 21 de Paraná e 2 de São Paulo (Dom Vicente Costa, bispo de Jundiaí e Dom Sérgio Aparecido Colombo, bispo de Bragança Paulista, que pertenciam ao Regional Sul II).

Já está confirmada a seguinte agenda: no dia 4 os bispos serão recebidos pela Comissão para a América Latina (CAL) e pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e celebrarão a eucaristia na Basílica Santa Maria Maior, presidida por Dom Anuar Batistti.

No dia 5, pela manhã, celebrarão a eucaristia na Basílica São Pedro, no altar do sepulcro de São Pedro, presidida por Dom Moacyr José Vitti, e serão recebidos no Tribunal da Assinatura Apostólica e pelos Pontifícios Conselhos para os Leigos e para a Família. No dia 6 de novembro os bispos visitarão a Congregação para o Culto Divino.

No dia 8 visitarão a Congregação para os Bispos e o Pontifício Conselho para a Saúde e celebrarão santa missa na Basílica São Paulo Fora dos Muros, presidida por Dom Orlando Brandes. Dia 9 os bispos serão recebidos pelas Congregações para o Clero e Doutrina da Fé e pelo Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz.

No dia 10 é a vez da Congregação para a Educação Católica e o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e celebrarão, dia 11, santa missa na Basílica São João de Latrão, presidida por Dom Mauro Aparecido dos Santos.

Em cada dicastério um dos bispos fará a saudação inicial e, em seguida, seguirá um diálogo para aprofundamento de tema específico ou esclarecimentos sobre algum aspecto apresentado nos relatórios de cada diocese. Os bispos serão recebidos pessoalmente pelo Papa Bento XVI em agenda a ser definida pela Casa Pontifícia.

CNBB, Regional  Sul II

 

Segue o roteiro e funções estabelecidas pelos bispos do Regional durante a visita

Saudação ao Papa Dom Moacyr José Vitti
1- Congreg. para a  Doutrina da Fé Dom José Antonio Peruzzo
2 – Congreg. para as  Igrejas Orientais Dom Volodemer Koubetch
3 – Congreg. para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos Dom Celso Antônio Marchiori
4 – Congreg. para a  Evangelização dos Povos Dom Sérgio Arthur Braschi
5 – Congreg. para o  Clero Dom Francisco Carlos Bach
6 – Congreg. para os  Institutos de Vida Consagrada Dom João Carlos Seneme
7 – Congreg. para a  Educação Católica Dom Anuar Battisti
8 – Congreg. para os  Bispos Dom Mauro Aparecido dos Santos

 

Pontifícios Conselhos
1- Leigos Dom Francisco Javier Delvalle Paredes
2 – Família Dom João Bosco
3 – Justiça e Paz Dom Ladislau Biernaski
4 – Pastoral no Campo da Saúde Dom João Alves dos Santos
5 – Comunicação Social Dom Antônio Wagner da Silva
6 – CAL Dom Laurindo Guizzardi

 

Tribunais
1- Supremo Tribunale della Segnatura Apostlica Dom Getúlio Teixeira Guimarães

 

Visita as quatro Basílicas                             Missa presidida por
1- Basílica São Pedro Dom Moacyr José Vitti
2 – Basílica São Paulo Dom Orlando Brandes
3 – Basílica Santa Maria Maior Dom Anuar Battisti
4 – Basílica São João de Latrão Dom Mauro Aparecido dos Santos
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Feriadão, viagens, descanso… Dúvidas, confiança. Orar sempre

Um fim de semana conectado com um feriado e no meio o dever de votar escolhendo a maior liderança da nação brasileira, acaba sendo um dilema para muitos e para outros a oportunidade desejada.

Não sei se os votos em branco, nulos ou as justificações serão menores do que no 1º turno. As dúvidas misturadas com falta de confiança e cobertas de medo em escolher a pessoa errada, podem fazer com que a opção em curtir um feriadão longe das urnas para viagens e repouso do estresse do dia a dia seja a melhor saída.

Ao mesmo tempo o cidadão brasileiro é incentivado a cumprir um dever democrático livre e consciente em escolher sem medo, não um nome e sim uma pessoa. As dúvidas, incertezas e inseguranças diante das urnas devem ser banidas, a partir da consciência em saber que não será uma pessoa a dirigir o país.

Ninguém é salvador da Pátria. Seja quem for, terá ao seu redor uma estrutura política, um conjunto de partidos e de programas que condicionarão toda e qualquer decisão pessoal de um presidente.

Não transfira o seu direito e dever de votar para daqui quatro anos, porque dever se cumpre e não se transfere.

Orar sempre, mesmo depois da morte

Estamos em vésperas do Dia de Finados e como sempre, não só no dia 2 de novembro, carregamos no coração saudades, lembranças e dores de quem partiu para a pátria definitiva, à qual todos nós esperamos herdar. Nesta mistura de sentimentos cumprimos o dever de orar por aqueles que foram chamados ao Paraíso.

Mais do que flores e objetos de devoção a serem levados, a oração que brota fé, rasga os céus e chega ao coração de Deus. Em vida, na hora da morte e também depois, o Deus-Amor nos dá a oportunidade de se converter.

Quando no Calvário o ladrão suplica: “Lembra-te de mim quando estiveres no seu Reino! Jesus responde: Hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc. 22,43) O Apóstolo Pedro adverte que vivos ou mortos pertencemos a Deus. “Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito.” (I Pedro 4, 6). ” Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito.

É nesse mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água.” (I Pedro, 3, 18-20).

Por isso, Cristo é Senhor tanto dos vivos como dos mortos: “Para isso é que morreu Cristo e retomou a vida, para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos.” (Romanos 14, 9).

Ora, se há vida nos mortos, é verdadeiro e piedoso rezar pelos mortos. “Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido em vão e supérfluo rezar por eles.

Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; “eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.” (II Macabeus 12, 46). Ore por você e por quem você ama, isso só faz bem ao coração!

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá

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Irmã Dulce será beatificada

O arcebispo de Salvador (nordeste do Brasil), cardeal Geraldo Majella Agnelo, anunciou na manhã desta quarta-feira, 27,  que a Irmã Dulce será beatificada em breve.

Segundo informa a arquidiocese, o pronunciamento foi feito na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. O cardeal informou que até o fim do ano encerra o processo e será conhecida a data da cerimônia de beatificação.

De acordo com o arcebispo, uma comissão científica da Santa Sé aprovou esta semana um milagre atribuído à religiosa, fato decisivo no processo de beatificação. Segundo Dom Geraldo, a religiosa é exemplo para os cristãos e a sua história de vida é o que justifica a beatificação e o processo de canonização.

“Todo santo é um exemplo de Cristo, como foi o caso dela [Irmã Dulce]; aquela dedicação diuturna durante toda a vida aos pobres e sofredores.” A causa da beatificação da religiosa brasileira foi iniciada em janeiro do ano 2000 pelo próprio Dom Geraldo Majella. Desde junho de 2001, o processo tramita na Congregação das Causas dos Santos.

Irmã Dulce, natural de Salvador, faleceu em 1992, aos 78 anos. Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, desenvolveu uma vasta obra assistencial em favor dos mais pobres, especialmente no campo da saúde. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Em 1991, já no leito de morte, recebeu a visita do Papa João Paulo II, em sua segunda viagem ao Brasil.

Por ZENIT

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Papa Bento XVI anuncia Sínodo para a Nova Evangelização em 2012

No encerramento do Sínodo para o Oriente Médio, no domingo, 24, o papa Bento XVI anunciou um Sínodo para a Nova Evangelização em 2012. O pontífice reiterou a “urgente necessidade” de uma nova evangelização, sobretudo “nos países de antiga cristianização”.

Em entrevista à Rádio Vaticano, o presidente do recém-criado dicastério para a “Nova Evangelização”, arcebispo Rino Fisichella, disse que acolheu a notícia com “grande admiração”, porém “surpreso e alegre” pelo papa tratar o tema com atenção.

“Em primeiro lugar, com grande admiração acolho a grande surpresa pela relevância que o papa dá a esse tema que se torna sempre mais importante uma nota característica de seu Pontificado. Portanto, uma surpresa unida ao sentido de profunda alegria ao saber que o papa, além de ter instituído semanas atrás o novo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, agora pense também em envolver todo o episcopado no mundo para esse Sínodo de 2012”.

Dom Rino, no entanto, considera a importância da Igreja rever seus métodos de evangelização. “Creio que existam alguns pontos fundamentais que retornam à mente e, em primeiro lugar, diria, a exigência de renovar tudo aquilo que é a capacidade da Igreja de querer estar em condições de ainda levar o Evangelho de Jesus Cristo ao homem de hoje”. O tema da secularização é outra atenção que deve ser dada à Igreja, de acordo com o presidente da Congregação. “Inevitavelmente há o grande tema da secularização, um fenômeno que deve ser olhado e estudado com atenção, dando, porém, uma resposta positiva”.

Informações: Rádio Vaticano

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Carta aos jovens

Por ocasião da Missão Jovem que está sendo realizada no mês de outubro nas paróquias da Arquidiocese de Maringá, o Arcebispo Metropolitano divulgou uma carta aberta aos jovens. Dom Anuar destacou, entre outras coisas, preocupação com o uso indevido das Mídias Sociais.

 

QUERIDO/A JOVEM…

Ultimamente ando muito atento a você. Meu coração de pastor e bispo me faz sentir muito próximo de você, porque em você mora uma sinceridade muito grande, um desejo de se entregar a algo que realmente valha à pena. A gente conhece uma pessoa pelos olhos, e nos olhos dos jovens há algo que ninguém mais tem, o encanto pela vida. Às vezes gasto tempo observando seus movimentos, suas ideias, seus sonhos, e fico impressionado com tanta energia e força que têm. Mas confesso, às vezes fico muito preocupado. São somente preocupações de alguém que o ama e quer o seu bem.

Gostaria de poder partilhar com você sobre o mundo das tecnologias eletrônicas. A internet, o celular, o vídeo-game, e tantos outros instrumentos eletrônicos que invadiram nossas vidas. Não há dúvida de que sejam coisas boas para a humanidade. Imagine o quanto tudo isso não facilitou a comunicação social, reduziu custos e tempo nas relações sociais? O mundo mudou com estas tecnologias e nunca mais será o mesmo.

A minha preocupação está no lado perverso e traidor que, inocentemente, estas novidades nos impõem. E em especial atenção aos MSN´s, Blogs, Twiter, Orkut, etc. Evidentemente, esses meios criam espaços de amizades virtuais, discussões de ideias e redes de comunidades por interesses afins. Cuidado jovem, ouça o meu conselho de amigo: Não reduza sua vida ao mundo da virtualidade. A vida é muito mais que isso!

Hoje em nossos dias a rapidez das máquinas eletrônicas pode causar em você o risco da intolerância. Você já se deu conta de que talvez já não tenha mais paciência para escutar o outro, para esperar na fila do supermercado ou do trânsito? Ao telefone, não raras vezes, é agressivo e sem paciência? Pior ainda, não tolera o jeito “devagar” dos mais idosos, e talvez dos próprios pais? O outro que está ao nosso lado não é máquina, é ser humano, e por esta condição, tem sentimentos e afetos que normalmente ignoramos.

Outro risco trazido pelas máquinas é o de você viver num mundo particular, sem interagir fisicamente com pessoas humanas. A consequência imediata disso é não saber depois lidar com o trabalho em equipe, tornar-se autoritário e egocêntrico. A interação excessiva com as máquinas pode atrapalhar o seu espírito comunitário, de membro de uma comunidade humana.

Outra situação é você ser um jovem vazio de conteúdo. Estas tecnologias têm tantas informações, notícias, emoções, e aqui de forma especial, a internet, que já não sabemos mais o que é verdadeiro ou falso. O excesso de informações não é, necessariamente, conhecimento humano e sabedoria. Você terá grandes chances – se não gastar tempo na reflexão e raciocínio das informações – de fazer parte de uma geração apática, indiferente ao mundo, sem saber fazer uma crítica à sociedade, às pessoas e,  de viver na ingenuidade humana, na superficialidade das relações, num mundo medíocre.

Querido jovem, onde encontrar o caminho certo num mundo tão cheio de contradições? A resposta não é muito difícil de ser dada. Abra-se ao outro,  entregue-se a um ideal de vida, busque dentro de você aquela força, aquela garra de transformar o mundo. O mundo é tão grande, não deixe serem apenas os seus problemas o seu mundo. Acorde em você aquele gigante adormecido, tome consciência da sua vida, dos seus sonhos. Na expressão de Jesus: “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, vem e siga-me” (citação). A felicidade não está na chegada, mas no caminho que se vai traçando. Neste caminho tem cruzes, elas são necessárias para o nosso crescimento e amadurecimento. Assuma a sua cruz e tome as rédeas de sua vida em suas mãos.

Quero encorajá-lo a se engajar no mundo, na sua transformação. Encontre na nossa Igreja esta força para construir a felicidade. Busque viver sua fé numa comunidade paroquial, num grupo de jovens, no amor aos mais pobres e doentes. Estes precisam da sua colaboração. Busque tirar de dentro de você a gratuidade da vida, partilhe isso com os outros.

Viva uma vida de comunhão com o próximo, cultive as amizades verdadeiras, conheça o amor, reserve o tempo necessário para a oração diária, a meditação da Palavra de Deus, a vida de Eucaristia. Leia um bom livro, abrace pessoas queridas, pratique esportes, toque algum instrumento musical, aprecie a arte e o lazer, viva o seu cotidiano com intensidade e paixão.

Por fim, querido amigo, se me permite assim chamá-lo, não deixe que as tecnologias eletrônicas sejam a razão de sua existência. O mundo precisa de pessoas batalhadoras, empenhadas, dedicadas como você. Quem não tomar a sua cruz todos os dias não alcançará a felicidade plena. Abrace esta sua cruz, siga Jesus Cristo, e nascerá em você outra pessoa. Estou com você, não tenha medo, rezo por você todos os dias, porque você é muito precioso aos olhos de Deus. Conte sempre comigo!

Abraço de pai e irmão!           

Maringá-PR, outubro de 2010.

Dom Anuar Batistti

Arcebispo de Maringá

[email protected]

Caixa Postal 152 – CEP 87001-970

Maringá-PR

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Imagens do DNJ 2010

Jovens de várias cidades da região se reuniram ontem (24) em Maringá para comemorar o Dia Nacional da Juventude (DNJ). O encontro teve missa, caminhada pela paz, muita música e palestra-show com o cantor Gabriel O Pensador.

Os jovens se concentraram no início da tarde na praça da paróquia São José Operário. Uma mística recordou as edições passadas do evento e o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, presidiu uma celebração eucarística.

Depois de rezar, o público realizou uma caminhada pela paz que foi animada por um trio elétrico. A juventude seguiu até a praça do antigo aeroporto onde o evento continuou com o cantor Max Acústico e a banda Tropa de Elite.

Encerrando o DNJ, foi a vez de Gabriel O Pensador. Durante cerca de uma hora ele conversou com o público e cantou algumas músicas para a juventude.

Chega de violência!

Esta foi a 25ª edição do Dia Nacional da Juventude, evento é organizado pela Pastoral da Juventude da Igreja Católica e acontece em todo o país desde que a ONU decretou 1985 como ano internacional da juventude.

A cada ano o DNJ propõe mudanças na sociedade em defesa da vida da juventude. Nesta edição o tema central foi a situação dos jovens no Brasil, apontados por vários estudos e pesquisas como as principais vítimas da violência.

Gelinton Batista / PJ Maringá Fotos: Mario Azanha 

Jovens de várias cidades da região se reuniram ontem (24) em Maringá para comemorar o Dia Nacional da Juventude (DNJ). O encontro teve missa, caminhada pela paz, muita música e palestra-show com o cantor Gabriel O Pensador.

 

Os jovens se concentraram no início da tarde na praça da paróquia São José Operário. Uma mística recordou as edições passadas do evento e o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, presidiu uma celebração eucarística.

 

Depois de rezar, o público realizou uma caminhada pela paz que foi animada por um trio elétrico. A juventude seguiu até a praça do antigo aeroporto onde o evento continuou com o cantor Max Acústico e a banda Tropa de Elite.

 

Encerrando o DNJ, foi a vez de Gabriel O Pensador. Durante cerca de uma hora ele conversou com o público e cantou algumas músicas para a juventude.

 

Chega de violência!

Esta foi a 25ª edição do Dia Nacional da Juventude, evento é organizado pela Pastoral da Juventude da Igreja Católica e acontece em todo o país desde que a ONU decretou 1985 como ano internacional da juventude.

 

A cada ano o DNJ propõe mudanças na sociedade em defesa da vida da juventude. Nesta edição o tema central foi a situação dos jovens no Brasil, apontados por vários estudos e pesquisas como as principais vítimas da violência.

 

 

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