Mês: novembro 2010



Jovens de todos os carismas e movimentos religiosos da Igreja no Brasil

Na próxima sexta-feira, 3, tem início no Centro de Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP), o 1º Encontro Nacional de Movimentos Juvenis (ENMJ). O evento, organizado pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deve reunir 450 jovens e 50 adultos, lideranças nacionais de movimentos e congregações que trabalham com jovens de todo o Brasil.

“O encontro tem por objetivo celebrar a unidade da Igreja na diversidade de carismas”, antecipa o assessor do Setor Juventude, padre Carlos Sávio. Ainda de acordo com padre Sávio, o evento procura se aproximar das expressões juvenis presentes na Igreja no Brasil. “O Setor Juventude busca somar esforços para que todos juntos possam anunciar, com discernimento e responsabilidade, o Evangelho de Jesus”, completou padre Sávio.

Mais de vinte movimentos de expressão nacional já confirmaram presença, entre eles, o Segue-me, o Caminho Neocatecumenal, o Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica, a Legião de Maria, as Equipes Jovens de Nossa Senhora, e outros. Também estarão presentes as congregações que caminham mais próximas do Setor Juventude Nacional, como a Articulação da Juventude Salesiana, a Pastoral Juvenil Marista, a Juventude Franciscana e os Vicentinos Jovens, além da Comissão Nacional de Leigos do Brasil, organismo da CNBB.

Também participarão do encontro os secretários nacionais das Pastorais de Juventude e representantes das Comunidades Novas com maior representação nacional, como a Comunidade Católica Shalom e Canção Nova.

O bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e Referencial do Setor Juventude, dom Eduardo Pinheiro; e o bispo de Caraguatatuba (SP), dom Antônio Carlos Altieri, estarão presentes como assessores. O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, presidirá a missa de abertura.

Durante o encontro, também ocorrerá o lançamento do site Jovens Conectados, que será a página oficial do Setor Juventude na internet e vai congregar notícias e informações sobre as várias expressões eclesiais dedicadas ao trabalho com os jovens.

Mais informações sobre o encontro, acesse http://www.encontromovimentos.wordpress.com ou entre em contato pelo e-mail: [email protected] Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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Papa Bento XVI expressa solidariedade à Igreja no Rio de Janeiro

Bento XVI expressou sua solidariedade à Igreja e à população do Rio de Janeiro, diante do quadro de violência que assolou a cidade nos últimos dias, quando forças policiais e do exército enfrentaram grupos de traficantes em comunidades pobres.

Segundo informa a arquidiocese do Rio, na manhã desse domingo, o arcebispo Dom Orani João Tempesta recebeu um fax do núncio apostólico, Dom Lourenzo Baldisseri, transmitindo a solidariedade do Papa.

O Santo Padre afirma que segue “com profunda mágoa os graves enfrentamentos e as violências destes dias no Rio de Janeiro, particularmente na comunidade ‘Vila Cruzeiro’”. 

O Papa assegura “a sua oração pelos mortos, como também pelas suas famílias, e pede aos responsáveis que ponham fim às desordens, enquanto os encoraja restabelecerem o respeito da Lei e do Bem Comum”.

O arcebispo do Rio de Janeiro afirmou a Radio Vaticano nesta segunda-feira que a cidade acolheu com agradecimento às palavras de apoio do Papa.

Segundo Dom Orani, agora que as forças de segurança ocuparam duas áreas difíceis e que antes eram dominadas pelo narcotráfico – Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão – a situação é mais tranquila.

O arcebispo afirmou que Igreja está próxima das pessoas que sofrem pela violência nessas regiões pobres. “Há padres e comunidades da Igreja que trabalham sempre pela evangelização. A Igreja é muito presente e próxima do povo”, disse.

Nesses dias de violência no Rio, em que a polícia e o exército avançam sobre territórios dominados por grupos de traficantes, ao menos 40 pessoas morreram nos confrontos, e 181 veículos foram queimados.

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Estão abertas as inscrições para a Escola de Cultura, Fé e Política 2011

“Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares não importantes, conseguem mudanças extraordinárias”  (Refrão de origem africana)

A escola de Cultura, Fé e Política é constituída por princípios: ecumênico, democrático e pluripartidário. Respeitando a pluralidade e diversidade cultural, a escola pretende estabelecer uma contínua reflexão acerca da realidade cultural, religiosa e política, principalmente, no que tange a questões locais. Visando uma sociedade sempre mais justa, democrática e igualitária, a escola também prima pela constituição coletiva dos saberes.

Conteúdo Programático

– 1º Módulo: – Missão da Igreja no Mundo da Política
– 2º Módulo: – Elementos da Fé e Política na Cultura
– 3º Módulo: – História das Relações entre Cultura, Fé e Política no Brasil
– 4º Módulo: – Relação entre Cultura, Fé e Política na Região de Maringá
– 5º Módulo: – A Questão do Trabalho no Sistema Capitalista
– 6º Módulo: – História dos Partidos e Movimentos Populares
– 7º Módulo: – Direito, Cidadania e Política Local
– 8º Módulo: – Agricultura e Meio Ambiente
– 9º Módulo: – Políticas Públicas
– 10º Módulo: – A Sociedade, Fé e Política

O início das aulas será dia 07/03/2011

Carga horária 90h.

Investimento: 10 parcelas de R$40,00

As aulas serão ministradas todas as segundas-feiras das 19h30 às 22h30 nas dependências do CEPA – Centro Pastoral Arquidiocesano (localização)

Outras informações e inscrições: www.aras.com.br

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Igreja no Rio de Janeiro reza pelo fim da violência

Diante do quadro de violência no Rio de Janeiro, a Igreja local, neste sábado, dia 27, vai apresentar a Deus seu clamor pela paz na cidade.

Nos últimos seis dias, o Rio já soma 41 mortos [dado desta sexta-feira], no contexto de uma onda de ataques criminosos e a contrapartida da polícia e dos militares. 96 veículos foram queimados desde o domingo.

Segundo informa a arquidiocese do Rio, o arcebispo Dom Orani João Tempesta presidirá, das 22h até meia-noite, um momento de oração diante de Jesus Eucarístico.

A Rádio Catedral FM 106,7 transmitirá ao vivo esse tempo de intercessão, que reunirá todas as comunidades da arquidiocese junto de seu pastor para pedir a intervenção de Deus para que cesse a violência no Estado.

A intenção é reunir os fiéis pelas ondas da Rádio para que, em suas comunidades de origem – onde os sacerdotes encerrarão o encontro dando bênçãos com o Santíssimo Sacramento – ou mesmo em suas casas, todos façam das duas horas de oração um intenso momento de intercessão pelo Rio de Janeiro.

Em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira, Dom Orani afirma que a arquidiocese do Rio “se une a todos os que passam pela tribulação e sofrem pelas atuais inseguranças e dificuldades”.
“Sabemos que é necessário buscar o desenvolvimento social, o equilíbrio cultural e fazer brotar valores dentro do coração humano. Sonhamos com um mundo novo e temos certeza de que, com a graça de Deus, poderemos ir construindo-o.”

Por isso – prossegue o arcebispo –, “é necessário, mais uma vez, falar de Paz”. “É preciso, mais uma vez, fazer nascer nos corações de todos os homens e mulheres de nossa querida cidade o anseio mais profundo de todos os seres humanos: Paz”.

“É preciso que se ouça novamente na terra o grito, o forte clamor aos homens de boa vontade”, afirma Dom Orani.

O arcebispo assinala que com o Advento, que se inicia agora “como tempo de esperança”, e prepara para a próxima celebração do Natal de Jesus, “vem-nos o forte clamor do senhor Deus pela voz do anjo que nos anuncia o nascimento do Príncipe da Paz”.

“Precisamos ser homens e mulheres de esperança, que acolhem a mensagem que nos chega da gruta de Belém: Deus ama todos os homens e mulheres da Terra e lhes dá a esperança de um tempo novo, um tempo de paz.”

“Acolhido no mais íntimo do coração, esse Amor, que nos reconcilia com Deus e com o próximo, faz nascer a Esperança da Paz. Ele torna também possível a reconciliação, para que a Igreja, como alma desta cidade, anuncie e testemunhe a alegre esperança de olhar para o futuro com confiança”, afirma Dom Orani.

O arcebispo roga a Deus que “ilumine a todos na busca da Paz para o nosso querido povo desta cidade maravilhosa, para que o seja ainda mais. Que o Senhor nos abençoe e nos guarde e faça reinar a paz em nossas fronteiras”. 

(Alexandre Ribeiro)

 Fonte: ZENIT

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2010: TV 3º Milênio comemora “Ano de Vitórias”

2010 foi um ano de vitórias para a TV 3º Milênio.

E agora é momento de agradecer a todos os sócios-missionários que contribuem mensalmente com esta obra de evangelização.

Em 2010, a 3º Milênio realizou 3 transmissões nacionais. A Ordenação de Dom Edmar Perón; A Paixão de Cristo e a festa da padroeira Nossa Senhora da Glória com o padre Reginaldo Manzotti. Todas elas puderam ser vistas nos quatro cantos do país em sinal aberto.

No departamento de jornalismo, também tivemos muitas conquistas. Em abril, participamos direto de Valinhos-SP, da maior premiação da música católica Brasileira: Troféu Louvemos O Senhor

2010 foi o marco do lançamento do DVD do Coral Arquidiocesano que cantou para o Papa em 2009.

Em maio, uma super reportagem contou detalhes de como é o santuário de Fátima em Portugal, com imagens exclusivas.

De volta a Maringá, a Paróquia Santo Antônio ficou para a  história com o documentário sobre os 50 anos de uma das comunidades mais antigas da nossa cidade.

Nas eleições, pela primeira vez o noroeste do estado pode acompanhar uma sabatina de alto nível com todos os candidatos ao governo.

Nossa emissora foi a São Paulo e cobriu o debate histórico com os presidenciáveis promovido pelas TVs católicas, como apoio da CNBB.

Em 2010, novos programas foram criados e as transmissões regionais ao vivo não param de aumentar.

Em outubro, no mês de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, em cadeia com a TV Aparecida, transmitimos a santa missa da novena, com o arcebispo Dom Anuar Battisti.

Além de tudo isso, a comunidade ficou sabendo do passo a passo de todas as ordenações sacerdotais.

Diante de tantas bênçãos, devemos agradecer publicamente todos os colaboradores que têm acreditado conosco e com a Igreja neste modelo de evangelizar.

Para isso, convidamos você e sua família para participar conosco da santa missa de ação de graças pelo ano na TV, no dia 07 de dezembro, terça-feira, às 20h no auditório Dona Guilhermina em Maringá.

Precisamos de você, também neste momento.

2011 será o ano de avançarmos no processo de digitalização e remodelar toda a nossa grade, além de projetar adequadas estruturas físicas para abrigar os equipamentos digitais. Para isso contamos com a poderosa intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira da fundação mantenedora da TV 3º Milênio.

Muito obrigado pelo seu sim e que Deus nos abençoe em todos os passos, também em 2011.

Família TV 3º Milênio

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Seja bem vindo Dom João Mamede

Ao receber a notícia da nomeação de Dom João Mamede, como novo bispo de Umuarama, fiquei muito contente. Somos velhos companheiros de trabalho na formação dos presbíteros nos anos 1980 quando formávamos a Associação dos Reitores de Seminários em Curitiba.

Seja bem vindo Dom João Mamede. Conto contigo na Província Eclesiástica de Maringá. Quero contar contigo e ao mesmo tempo conte comigo como amigo e companheiro na missão. Ao povo de Umuarama minha saudação e votos de que todos possam continuar o caminho evangelizador já iniciado pelos bispos que por esta diocese deixaram marcas profundas. 

Deus abençoe Dom Mamade

Dom Anuar Battisti

Arcebispo de Maringá

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A força da comunidade

Ao ver uma revista de bordo de determinada companhia aérea, deparei-me com esta manchete: “O valor da comunidade”. Chamou-me atenção por ser um título com palavras conhecidas e usadas com frequência na nossa linguagem e, neste caso, em uma revista de circulação social sem vínculo religioso.

Para o meu campo de trabalho, falar em comunidade significa algo muito profundo. Independentemente do sentido que eu atribuí a isto, ali estava estampado um tema para chamar atenção sobre os “softwares livres”, dentro do universo da cultura digital.

Trata-se de uma forma de criar e produzir, baseada na colaboração e não na competição, criando um verdadeiro circuito econômico e comportamental. Um exemplo da necessidade de integração somando esforços para formar comunidades virtuais, não só em vista de ganhos econômicos, mas buscando reconhecimento das pessoas no mesmo grupo.

Esse aspecto da necessidade de formar grupos em vista de ganhos e reconhecimentos faz com que o ser humano, por mais capaz e competente que seja, não consiga sobreviver isolado, achando-se soberano e onipotente. Na dinâmica da vida social, econômica e religiosa, ninguém sobrevive fechando-se no seu gueto.

As parcerias, os ajuntamentos, a união de pequenos e grandes se tornou uma exigência irrenunciável no mundo globalizado. Quantos esforços, quantas lutas, quantas horas, dias e noites investindo em sistemas novos e criativos coagidos por um mundo aonde  o reconhecimento vem pelo capital e não por aquilo que você é.

Infelizmente essa é uma regra imposta pelo capitalismo com todas as suas consequências, favoráveis e desfavoráveis. É a união formando comunidades em vista do econômico e do reconhecimento.

O mundo em que vivemos necessita de pessoas que se reconheçam e se valorizem não pelo ganho, pelo acúmulo de riquezas e nem mesmo pela técnica da informática neste vasto e fascinante mundo digital, e sim pela ética e pela moral.

O ser humano caminha para uma desumanização cada vez maior das relações, da convivência, do respeito e valorização da vida, de comportamentos e atitudes transparentes. A ética e a moral foram reduzidas ao intimismo do “eu decido”, “eu sei o que é bom pra mim”.

O campo das decisões passa para o campo da subjetividade, sem parâmetros de valores permanentes, objetivos. O indivíduo como centro de tudo acaba com as relações e os valores que levam à humanização do ser humano e a sua verdadeira identidade no mundo. Por isso a força da comunidade está nas pessoas que se amam e se querem bem.

Comunidade cuja força é a vida vivida com o Mestre que garante a sua “presença onde dois ou mais estiverem unidos em seu nome” (Mt 18,20).

Por isso, ao falar em comunidade, significa falar em pessoas, cujas relações se caracterizam pelo conhecimento e o amor recíproco. Relações humanas que fortalecem o sentido de viver e existir como pessoas com dignidade.

O mundo virtual é fascinante, mas não deixa de ter o seu lado traidor. Como faz bem saber que a comunidade, ou seja, a Igreja, é reconhecida publicamente como a segunda instituição de maior credibilidade no Brasil, de acordo com pesquisa realizada pela Escola de Direto de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, publicada no último dia 17 de novembro.

Essa é a força da comunidade que se une em defesa da vida de todos, principalmente dos que estão para nascer. Essa é a força da comunidade que luta, crê e caminha na presença do Senhor da vida.  Essa é a força da comunidade onde todos se sentem filhos e filhas no caminho do bem, da verdade e da paz.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá

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Papa Bento XVI: “Luz do Mundo”, um livro que faz história

O lançamento do livro-entrevista do Papa Bento XVI, “Luz do mundo”, recebeu hoje uma enorme acolhida mundial. A demanda tão extraordinária deste livro do jornalista alemão Peter Seewald levou a editora alemã Herder a dobrar o número de exemplares nesta primeira semana.

Inúmeros comunicadores de diversas partes do mundo estavam se preparando para o grande impacto das respostas do Pontífice. Falava-se da força explosiva dos conteúdos, inclusive de uma revolução espiritual.

Mas as respostas do Papa, apresentadas nestas 240 páginas, não têm, à primeira vista, nenhum conteúdo revolucionário. A mensagem de Bento XVI, recolhida na intimidade de diálogos pessoais com Seewald, destaca-se de forma extraordinária porque é Evangelho atualizado, Boa Nova de hoje.

Bento XVI se apresenta, nessas linhas, a partir de um prisma pessoal, tornando transparentes suas mudanças de perspectiva ao concretizar sua fé na história. É uma mensagem atualizada a partir da realidade de mudança que estamos vivendo hoje.

E então surge a pergunta chave de Peter Seewald: “Segundo o Evangelho de São João, Jesus diz, em uma passagem decisiva, que o importante é o mandato do Pai: ‘E eu sei: o que ele ordena é vida eterna’. É por isso que Jesus veio ao mundo?”.

O Santo Padre responde: “Sem dúvida alguma. Disso se trata: de que cheguemos a ser capazes de Deus e, assim, possamos entrar na vida autêntica, na vida eterna. Realmente, Ele veio para que conheçamos a verdade. Para que possamos tocar Deus. Para que a porta esteja aberta para nós. Para que encontremos a vida real, a que não está submetida à morte”.

O núcleo dessas conversas é a grande mensagem de Bento XVI, que convida o mundo à santidade. Isso não deve ser perdido de vista quando se vai revisando as notícias da primeira página dos diversos jornais, inclusive da imprensa sensacionalista, falando-nos de preservativos ou da opinião de Bento XVI sobre o uso da burca.

Cristo é o centro. Esse Cristo que diz aos seus apóstolos: “Vós sois a luz do mundo”. A grande entrevista, assim, dá continuidade à pregação do 265º Sucessor de Pedro na Santa Sé. Além disso, vai adquirindo uma forma de imediatismo inaudito como palavra direta e espontânea. Não é uma doutrina ex cathedra, deduzida das grandes verdades, senão que induz o leitor, vai brotando de um coração íntegro e enamorado, como grande testemunho pessoal de fé e síntese de vida impressionante.

A palavra impressa desse livro deixou a voz direta de Bento XVI quase sem alterações, como garante o autor no começo. Isso oferece ao leitor a possibilidade de uma composição de lugar excepcional: pode-se imaginar que se tem o “Papa Ratzinger” face a face no sofá. Pode-se ouvir sua voz no próprio idioma, enquanto Bento XVI vai abrindo amplamente a porta do seu entendimento, do seu coração e da sua alma.

Ao leitor, vai se revelando um personagem ágil, humilde, cheio de bondade, que sabe perdoar, mas que ao mesmo tempo se apresenta muito vulnerável. Da mesma forma, o livro tem um tom tão familiar e próximo, que lembra a experiência da comunidade primitiva no começo da Igreja.

Se o pontificado anterior foi o dos grandes gestos e imagens, este pontificado é o das grandes palavras. Peter Seewald conseguiu trazer à luz este dom de Bento com um emaranhado de perguntas seletas, um entretecido de política, perguntas pessoais, pastorais e esclarecimentos teológicos.

Seewald apresenta, assim, um diálogo entre o Papa e a sociedade. Põe em jogo seu amplo conhecimento e formula perguntas de amplitude global. Dessa forma, o Pontífice se converte ao mesmo tempo em ouvinte do mundo inteiro.

O jornalista faz perguntas que revelam sua sintonia com a postura crítica de Bento XVI diante da cultura atual. Ao mesmo tempo, fiel à sua profissão de comunicador, faz perguntas que vão indagando sobre temas delicados e realidades que são para o Papa causa de profunda dor.

O livro não só redigiu um capítulo importante da história da Igreja, senão que oferece pautas para um jornalismo de qualidade, que vai elevando o nível dos padrões de trabalho a um compromisso por parte dos católicos nos meios de comunicação, cujo objetivo é transmitir uma mensagem eficaz ao mundo atual.

É uma surpresa grande e positiva ouvir Bento XVI falar do bispo Richard Williamson, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Pela primeira vez, o Papa revela que ele não teria assinado o decreto sobre a revogação da excomunhão do britânico se tivesse sabido da sua negação das câmaras de gás. “Não. Então seria preciso ter separado primeiramente o caso Williamson. Mas, infelizmente, nenhum de nós havia feito uma busca na internet, para saber, assim, de quem se tratava”, disse literalmente o Pontífice.

Ao assunto Williamson está vinculada a relação da Igreja Católica com os judeus e a relação com o Estado de Israel. Depois do alvoroço sobre as declarações dos padres do Sínodo do Oriente Médio sobre o conflito entre Israel e Palestina, aos “nossos pais e irmãos” chega mais uma vez uma clara confissão papal sobre o direito de existência de Israel. Isso não foi afirmado tão explicitamente pelos bispos da região, que condenaram, em seu documento final, o “antissemitismo”, mas não o “antissionismo”.

“Para mim, foi muito emocionante com que cordialidade me recebeu o presidente Peres, que é uma grande personalidade”, conta o cabeça da Igreja Católica sobre sua visita a Israel em maio de 2009. “Ele carrega o peso de uma lembrança difícil. Como você sabe, seu pai foi preso em uma sinagoga à qual depois se ateou fogo. Mas ele veio até mim com uma grande abertura e sabendo que lutamos por valores comuns e pela paz, pela configuração do futuro e que, nisso, a questão da existência de Israel desempenha um papel importante”.

O livro esclarece que não é verdade o que a mídia difundiu há algumas semanas sobre as declarações referentes à relação com o Islã: o Papa Bento não se distancia de forma alguma do discurso de Ratisbona: “A consideração política não levou em consideração o conjunto, senão que tirou um fragmento do contexto e o converteu em um ato político, que em si não era”.

Ao ser perguntado pela estratégia diante dos casos de sacerdotes que vivem uma relação com uma mulher ou que formaram uma família em segredo, o Papa comenta: “Quando um sacerdote coabita com uma mulher, é preciso verificar se existe uma verdadeira vontade matrimonial e se poderiam formar um bom casal. Se for assim, eles têm de seguir esse caminho. Quando se trata de uma falta de vontade moral, mas existe um vínculo interior real, é preciso tentar encontrar caminhos de cura para ele e para ela”.

O problema fundamental, confirma o Papa, “é a honradez”. Além disso, existe a importância do “respeito pela verdade dessas duas pessoas e dos filhos, a fim de encontrar a solução correta”.

Na entrevista, vislumbra-se também o conceito do amor de Bento, um tipo de amor que não permite separar a verdade do amor, que não deve ser confundido com um falso conceito de misericórdia.

Bento XVI confessa seu profundo horror diante dos casos de abusos em instituições católicas: “Hoje temos de aprender novamente que o amor ao pecador e ao danificado está em seu reto equilíbrio mediante um castigo ao pecador, aplicado de forma possível e adequada”. Bento XVI não se preocupa em conservar a boa imagem da Igreja, senão que coloca o peso na credibilidade do testemunho daqueles que se consagraram ao seguimento de Cristo. Esta é a meta à qual o livro aponta com seu título, “Luz do mundo”.

“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas.

Vós sois a luz do mundo. Uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida.

Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa.

Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5,13-16).

Por ZENIT

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Papa nomeia bispo para Umuarama

O papa Bento XVI anunciou, nesta quarta-feira, 24, a nomeação de três bispos auxiliares para a arquidiocese do Rio de Janeiro e a transferência do bispo auxiliar de São Paulo, dom João Mamede Filho, para a vacante diocese de Umuarama, no Paraná. Ainda nesta quarta-feira, foi aceita a renúncia do bispo de Caçador (SC), dom Luiz Carlos Eccel.

Para bispos auxiliares a arquidiocese do Rio de Janeiro, foram nomeados os padres Pedro Cunha Cruz, Nelson Francelino Ferreira e Paulo Cezar Costa. Os dois primeiros são no clero da arquidiocese do Rio de Janeiro e o último da diocese de Valença (RJ).

Padre Pedro tem 46 anos e é natural do Rio de Janeiro.

Fez seus estudos de filosofia na Faculdade de Filosofia João Paulo II e de teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Ordenado padre no dia 4 de agosto de 1990, fez mestrado e doutorado em filosofia na Pontifícia Università Santa Croce, em Roma. Tem mestrado também em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Atual pároco da paróquia Santa Rita e Diretor da Faculdade Eclesiástica de Filosofia do Rio de Janeiro, padre Pedro foi pároco também da paróquia Santa Teresa de Jesus.

Paraibano de Sapé, padre Nelson, 45, mora no Rio desde os cinco anos. Ordenado padre no dia 4 de outubro de 1990, padre Nelson fez seus estudos de filosofia e teologia, respectivamente, na Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II e no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Na Pontifícia Universidade Católica do Rio, fez mestrado e doutorado em teologia sistemática.

Professor em vários estabelecimentos, padre Nelson foi também vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Realengo (RJ), e pároco nas paróquias cariocas de São Luiz Rei de França, São Marcos e Nossa Senhora da Glória.

Foi ainda diretor espiritual do Seminário São José, assessor eclesiástico das Pastorais Universitária e da Juventude e membro do Conselho Presbiteral da arquidiocese do Rio.

Padre Paulo Cezar, 43, cursou filosofia no Seminário Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis, e teologia no Seminário São José, da arquidiocese do Rio de Janeiro. Tem mestrado e doutorado em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Ordenado padre em 1992, foi vigário da paróquia da paróquia São Pedro e São Paulo de Paraíba do Sul (RJ) e pároco das paróquias Nossa Senhora da Conceição, em Vassouras (RJ), e Santa Rosa de Lima.

Diretor e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, padre Nelson é o reitor do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu, e membro da Comissão de Doutrina e do Instituto Nacional de Pastoral da CNBB

Umuarama

O novo bispo de Umuarama (PR), dom Mamede, anunciado nesta quarta-feira, é da Ordem dos Frades Menores Conventuais (OFMConv) e tem 59 anos. Natural de Caçapava (SP), foi ordenado bispo em 2006. Seu lema episcopal é “No evangelho força de Deus”.

Antes de ser ordenado bispo, dom Mamede exerceu as seguintes atividades: Diretor da obra social CIDADE DOS MENINOS, em Santo André, SP (1978); Vigário da Paróquia Exaltação da Santa Cruz, em Ubatuba, SP (1979); Vigário da Paróquia N.S. Aparecida e N.S. Navegantes, em Guaira, PR (1980-1981);

Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Guaira, PR (1982); 1983 a 1985 – Reitor da Casa Dom Romero de Fromação para Vocações Adultas, na cidade de Santo André (SP) e vigário da Paróquia Santa Gema Galgani, na mesma cidade; 1986 a 1988 – Reitor do Seminário Casa São Francisco em Curitiba; 1989 a 1998 – Diretor e Redator da revista O MENSAGEIRO DE SANTO ANTÔNIO na cidade de Santo André (SP);

A partir de 1992, por 14 anos seguidos, foi Ecônomo da Província São Francisco de Assis do Brasil, da OFMConv; Em 1999 organizou a peregrinação das Relíquias de Santo Antônio de Pádua por quase todos os estados do Brasil; 2000 a 2005 – Vigário da Paróquia territorial São Maximiliano Kolbe, de Mogi das Cruzes (SP), e da Paróquia Pessoal para os Japoneses daquela diocese, que também leva o nome de São Maximiliano Kolbe; Reitor do Seminário Casa São Francisco e Guardião da Fraternidade Franciscana Conventual em Curitiba.

Renúncia

Foi aceito hoje, também, pelo papa Bento XVI, o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Caçador  feito pelo bispo dom Luiz Carlos Eccel, 59, de acordo com o cânon 401 § 2º do Código de Direito Canônico. Desde que foi ordenado bispo, em fevereiro de 1999, dom Luiz, estava na diocese de Caçador. Seu lema episcopal é “Amar e servir”.

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