Mês: fevereiro 2011



Padre do Haiti assume paróquia em Floresta

A partir desse sábado, 26, a paróquia Nossa Senhora do Rosário em Floresta passa a ser administrada por um padre do Haiti. A santa missa de posse do Padre Frico Milien está marcada para as 20h com a presença do arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti.

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Artigo sobre Miguel Kfouri Neto

Na última sexta-feira, tive a oportunidade de participar de uma confraternização em homenagem ao desembargador Miguel Kfouri Neto, Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ambiente de festa e de congraçamento de amigos, família e companheiros de caminhada no trabalho da Justiça no Paraná.

Entre tantos, cada qual com seus méritos, o objetivo principal era homenagear alguém que galgou as alturas pisando o chão das terras maringaenses e hoje ocupa um cargo de altíssima importância na vida do nosso povo, promovendo a justiça, a defesa dos direitos e a dignidade de todas as pessoas.

Entre os vários pronunciamentos, todos bem colocados, chamou-me atenção a fala do doutor Kfouri. Ao ser chamado para a tribuna levou consigo um discurso pronto, certamente bem elaborado para aquela circunstância solene.

Inicia de forma espontânea e livre, saudando todos aqueles que, além do protocolo, foram seus amigos e companheiros nos estudos e na profissão, destacando qualidades e virtudes que distinguem pessoas comprometidas com a vida.

Não se importando com os papéis abriu o coração relatando as várias etapas da vida de estudante e profissional, emocionando-se várias vezes ao falar dos amigos e, principalmente, ao falar da família.

Não é fácil encontrar pessoas que falem do coração, com o coração e para os corações. Pessoas assim, mais que profissionais, são pessoas que vivem intensamente cada momento e deixam marcas no caminho da vida.

As relações não são de funcionários desempenhando tarefas, cumprindo rituais de trabalho, e sim relações carregadas de amor, de um coração que vibra e sente a presença do outro, como alguém importante e indispensável para a realização pessoal.

Como nos faz falta gente que se emociona ao falar da família, da própria família. Como seria diferente se antes das formalidades e burocracias colocássemos as pessoas que amamos e as que ainda não amamos como os mais importantes da vida.

Na carta de despedida do grande poeta Gabriel Garcia Marques, ele diz: “Que o homem só tem direito de olhar de cima para baixo quando está ajudando o outro a levantar-se. Aprendi que todo mundo quer viver no topo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subi-la.”

Certamente estes exemplos nós os encontramos de forma muito discreta e silenciosa. Tudo seria muito diferente se o coração humano fosse mais humano, onde a razão deixasse o primeiro lugar ao coração. As relações entre nós seriam de outro colorido se antes de tudo reinasse a igualdade, o respeito, a dignidade de cada ser humano.

Muitos lares estão desfeitos porque alguém quis estar sempre no topo da montanha, do amor próprio, do senhorio sobre as coisas e as pessoas. Muita gente amargada e depressiva porque se afogaram em desejos utópicos, esquecendo-se de fazer hoje, porque o amanhã pode nunca chegar.

Tudo seria muito diferente se ao falar dos amigos e da família regássemos as palavras com as lágrimas da emoção. Meus parabéns ao desembargador Miguel Kfouri Neto.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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Papa Bento XVI divulga mensagem para a Quaresma 2011

A partir da quarta-feira de cinzas, dia 9 de março, a Igreja inicia o tempo da Quaresma, em preparação à Páscoa. O papa Bento XVI divulgou na manhã de hoje, terça-feira, 22, a Mensagem para Quaresma 2011. Na mensagem, o papa cita a importância do Batismo na vida do cristão e a Quaresma, como ocasião para essa reflexão.

“Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva”, diz Bento XVI, num dos trechos da mensagem.

O Papa ressalta a relevância do Batismo como sendo uma atual fonte de conversão: “O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo”.

No texto, o papa afirma ainda a importância da palavra de Deus como direção para viver “com o devido empenho este tempo litúrgico precioso. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus?”.

“Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”, assim termina a mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma 2011.

Leia o texto na íntegra

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Encontro vocacional

A Arquidiocese de Maringá comunica que a partir do próximo final de semana serão retomados os encontros vocacionais no Seminário Arquidiocesano.
Encontro vocacional: Dias 26 e 27 de fevereiro. Início no sábado às 16h30 e encerramento no domingo às 14h.

Local: Seminário  Maior Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória. Avenida Colombo – Rodovia BR 376, KM 130, saída para Paranavaí, quase em frente ao Catuaí Shopping.  

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Presidência da CNBB é recebida pela presidente Dilma Rousseff

Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.

A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária, agricultura familiar.

A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos  povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.

Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, a presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a dom Geraldo que benzesse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ela traz junto à sua mesa de trabalho.

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Relacionamento, solidão e aproximação

Nestes tempos de ativismo exagerado, onde não se tem tempo, nem para deliciar um jantar com os amigos, desta forma, coloca-se em cheque também o valor bonito do encontro e de relações amigáveis duradouras. Entre idas e vindas, a solidão e a aproximação jogam um papel definitivo na busca de um relacionamento verdadeiro.

Tanto uma como a outra são carregadas de significados positivos e negativos. Nem sempre se consegue o equilíbrio exigido, que pode ser comparado ao de um malabarista ao transpor um espaço vazio pisando em corda bamba. Quantas vezes tudo termina em frustrações e desencantos como também em alegrias e satisfações.

A relação humana é uma arte em que aprendemos viver juntos com os outros. Toda relação humana é fonte de problemas, conflitos e realizações. Buscamos o outro porque temos solidão, o frio inverno da angústia.

Queremos sair do silêncio ensurdecedor do isolamento, na pretensão de satisfazer as carências do amor/gratidão. Muitas vezes falta a pedagogia do saber esperar. Assim a busca demasiada de aproximação pode provocar sufocamento, ou seja, um exagerado esperar do outro pelo excesso de apego. Por isso que relar demais machuca e dói. Relar nunca foi relacionar-se.

Relacionar-se com certa distância por sua vez, aquece. Solidão e isolamento constituem uma experiência essencial para o relacionamento humano. A solidão é a experiência que potencializa e proporciona o encontro e a comunicação com o outro.

A experiência de solidão remete à individuação e a uma ruptura com o estado de fusão com o outro. Somos seres separados e não colados. A experiência da solidão é a capacidade de amar com independência e autonomia, elaborando a dor da ausência entre o eu e o outro.

O mundo das relações vem carregado do medo de estar só. Ao mesmo tempo a aprendizagem na solidão e no isolamento, quando vividos intensamente não como fuga e sim como encontro consigo mesmo é capaz de fecundar o nascer de relações reveladoras do divino presente em cada ser humano.

Na medida em que revelamos o que realmente somos e temos, não com a razão, mas com o coração capaz de amar e ser amado, teremos a certeza de construir a base firme de uma vida de relações realizadoras, plenificando toda existência.

Acredito que a realização pessoal está em construir pontes entre corações que sabem curtir e assumir juntos os conflitos. Enquanto não estabelecer o direito de ser feliz junto, na busca constante de revelar o mais profundo do ser humano, do meu ser gente, nunca a gratuidade do amor de Deus encontrará espaço para transformar o humano em divino.

Quantas situações poderiam ser resolvidas de maneira simples e direta se o coração humano soubesse que jamais está sozinho. “Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos”, diz o Senhor. Preciso viver a solidão, não como fuga e sim como graça. Preciso me aproximar, não como compensação e sim como complemento. Preciso de relações com o outro e com o totalmente outro para revelar o que sou e compreender o que Deus fez e faz em mim cada dia.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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