Mês: junho 2011



Os sacerdotes devem ser santos

Dia 1º de julho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebramos a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Presbíteros. Essa iniciativa vem ao encontro da necessidade de manifestar concretamente que formamos um só corpo, por isso orar uns pelos outros é o sinal mais forte de comunhão, que toca diretamente o coração de Deus.

Especialmente neste ano com uma alegria especialíssima, porque é o 60º aniversário da Ordenação Sacerdotal do nosso amado Papa Bento XVI. Ao mesmo tempo celebramos no próximo domingo os dois maiores Apóstolos da humanidade, Pedro e Paulo, chamamos também dia do Papa.

São duas comemorações que marcam profundamente o coração da Igreja centrada, principalmente, na figura do Apóstolo São Pedro, rocha sobre a qual Cristo edificou a Sua Igreja, fundamento da comunhão eclesial.

Dom Pedro Brito, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, em sua mensagem para este dia afirma: “Cuidar da santidade é cuidar das raízes da nossa vida para que ela dê flores e frutos espirituais. A santidade é um dos horizontes da vida da Igreja mais belos de se contemplar. É como contemplar o nascer ou o pôr do sol nos países tropicais. Deus mesmo mandou Moisés falar à comunidade de Israel: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2.11,44) que, na boca de Jesus se tornou perfeição (Mt 5,48) e misericórdia (Lc 6,36).

O venerável beato João Paulo II, no encerramento do jubileu do ano 2000, fez um convite à Igreja inteira a colocar a santidade como alicerce da sua vida e missão (NMI 31). E disse ainda mais que “todo fiel é chamado à santidade e à missão” (RM 90). Imaginemos nós a que somos chamados: “santos e capazes”.

Neste caminho onde todos nós devemos ser santos, temos hoje uma prioridade, orar por aqueles que foram escolhidos, entre muitos que foram chamados, para serem homens de Deus no meio do povo. Não existe ação mais eficaz e frutuosa, que toca diretamente o coração de Deus e do ser humano, do que a oração.

A Palavra nos recomenda “orai uns pelos outros para serem curados. A oração do justo, feita com insistência tem muita força” (Tg 5,16). Em todas as celebrações litúrgicas, recordamos o Papa, os Bispos, os Presbíteros, enfim todo o povo de Deus, que em assembleia orante, eleva súplicas, hinos de louvor e se alimenta da Palavra e da Eucaristia.

Assim formamos um só corpo, um só povo que entre ventos contrários, tempestades e bonança continua navegando, porque tem certeza de que no barco da vida, o Senhor não está dormindo.

Ao nos lembrar de Pedro, lembramos do Papa, hoje Bento XVI. Em seu livro “Luz do mundo” o jornalista Peter Seewald pergunta: “Sua fé mudou a partir do momento em que, como Supremo Pastor, é-lhe confiado o rebanho de Cristo?” O Papa responde: “Não sou um místico. Certamente, porém, é verdade que, na condição de Papa, há muitas razões a mais para rezar ou para entregar-se completamente a Deus. Com efeito, dou-me conta de que quase tudo o que devo fazer não poderia realizá-lo por mim mesmo. Por isso coloco-me nas mãos do Senhor e digo lhe : Faze-o tu, se o quiseres!  Neste sentido, a oração e o contato com Deus são agora mais necessários, mas também mais naturais e espontâneos do que antes”.

Em outra pergunta: “O Papa como reza?” Ele diz: “Eu também sou um pobre mendicante diante de Deus, mais ainda do que as outras pessoas. Naturalmente rezo ao Senhor, a quem estou unido, por assim dizer, por amizade antiga. Invoco também os santos… A Mãe de Deus é sempre um grande ponto de referência… falo com o bom Deus, sobretudo mendigando, mas também agradecendo; ou simplesmente contente”.

Seguindo o exemplo do Papa, vamos buscar a santidade orando sempre uns pelos outros, nesta Igreja, que deseja ser sinal visível de salvação para todos.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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CNBB saúda Bento XVI pelos 60 anos de ordenação sacerdotal

Beatíssimo padre,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB se une a toda a Igreja, em ação de graças, pela celebração do 60º aniversário de ordenação sacerdotal de Vossa Santidade.

A CNBB louva e bendiz ao Senhor da messe pelo dom de sua vocação sacerdotal e pela sua generosa e incondicional resposta a este chamado, que culminou, pelo desígnio da Providência, com a eleição de Vossa Santidade para Supremo Pastor da Igreja.

Ao assegurar nossas preces, pedindo ao Espírito Santo que o ilumine e Nossa Senhora Aparecida o proteja no serviço à Igreja que o Senhor confiou a Vossa Santidade, peço respeitosamente a bênção apostólica para a Igreja no Brasil.
Com afeto filial,

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida, SP
Presidente da CNBB
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Desrespeito à fé católica na parada gay

Fonte: ACI Digital

Em declarações ao jornal o Estado de São Paulo, arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, classificou como uma manifestação “infeliz, debochada e desrespeitosa” os cartazes com imagens de santos católicos ao longo da Avenida Paulista durante a 15ª Parada Gay recomendando o uso do preservativo para as relações homossexuais. Para o cardeal-arcebispo, o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende os próprios santos e os sentimentos religiosos do povo”.

Segundo explica a nota do Estadão “em 170 cartazes distribuídos em postes por todo o trajeto, 12 modelos masculinos, representando ícones como São Sebastião e São João Batista, apareciam seminus ao lado das mensagens: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”.

Diante deste fato, o cardeal Scherer afirmou que “a associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”.

“Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, acrescentou o arcebispo.

Dom Odilo ressaltou que “o uso desrespeitoso da imagem dos santos populares ofende os próprios santos e os sentimentos religiosos do povo”.

Para o cardeal, afirma a nota do Estado de São Paulo, a organização da parada gay pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica “porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”

Dom Scherer manifestou sua posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (tomado do Evangelho de São João).
 “Jesus recomenda “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus”, esclareceu o Cardeal.

“Instrumentalizar essas palavras sagradas para justificar o contrário do que elas significam é profundamente desrespeitoso e ofensivo, em relação àquilo que os cristãos têm como muito sagrado e verdadeiro”, afirmou também Dom Odilo.

Antes do desfile homossexual do domingo, decorrido em meio do caos gerado por arrastões, denúncias de roubos e participantes apreendidos com drogas, o Cardeal arcebispo de São Paulo, em um artigo intitulado “Homem e Mulher ele os criou”, afirmou que a Igreja Católica “vê com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura”.

“Não é possível que a natureza tenha errado ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem um significado e é preciso descobri-lo e levá-lo a sério”, afirmava Dom Odilo.

“Para quem deseja a verdade e busca conformar sua vida ao desígnio de Deus, permanece o convite a se deixar conduzir pela luz da Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja também no tocante à moral sexual. O 6º mandamento da Lei de Deus (“não pecar contra a castidade”) não foi abolido e significa, positivamente, viver a sexualidade de acordo com o desígnio de Deus”, concluía Dom Odilo no seu artigo publicado no dia 21 de junho no Jornal Arquidiocesano O São Paulo.

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Jornada Mundial da Juventude

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje, 27, o programa oficial da viagem do papa Bento XVI a Madri (Espanha), por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá na capital espanhola, de 16 a 21 de agosto. Uma das novidades do programa será a confissão de alguns jovens com o papa. Bento XVI chegará à capital espanhola na quinta-feira, 18 de agosto. Ali fará o seu primeiro discurso no aeroporto internacional de Barajas.

Às 19h30, do dia 18, presidirá a celebração de acolhida dos jovens na Praça de Cibeles onde fará o seu segundo discurso em território espanhol.

Na sexta-feira, 19, Bento XVI iniciará seus trabalhos às 7h30 com uma missa privativa, na Capela da Nunciatura Apostólica em Madri. Às 10h, realizará uma visita de cortesia aos Reis da Espanha, no Palácio de La Zarzuela, de Madri. Às 11h30 presidirá um encontro com jovens religiosas no “Patio de los Reyes de El Escorial”.

Às 12h o papa presidirá um encontro com os jovens professores universitários na Basílica de San Lorenzo del Escorial. Às 13h45 almoçará com um grupo de jovens no Salão dos Embaixadores da Nunciatura.

Às 17h o Santo Padre participará de um encontro oficial com o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na Nunciatura. Logo em seguida, às 19h30 presidirá a Via Sacra com os jovens na Praça de Cibeles.

Para o sábado, 20, está programada a confissão de alguns jovens da JMJ, nos Jardins del Buen Retíro. Às 10h presidirá uma missa com os seminaristas na Catedral de Santa María la Real de la Almudena de Madri.

Às 12h45 almoçará com os cardeais da Espanha, os bispos da província de Madri e o séquito papal na residência do arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, cardeal Antônio Maria Rouco Varela.

Às 17h o papa se encontrará com os membros do Comitê Organizador da JMJ Madri 2011, na Nunciatura. Às 19h40 visitará a Fundação Instituto San José de Madri onde pronunciará um discurso.

Às 20h30 presidirá a Vigília de Oração com os Jovens no Aeródromo de Quatro Ventos em Madri aonde pronunciará um discurso.

No domingo 21 de agosto, o papa Bento XVI presidirá a missa de encerramento da 26ª Jornada Mundial da Juventude, às 9h30, no Aeródromo de Quatro Ventos, logo depois rezará com os presentes a Oração Mariana do Angelus.

Às 12h45 o papa almoçará com os cardeais da Espanha. Às 17h00 se despedirá dos presentes e, às 17h30, presidirá um Encontro com os voluntários da JMJ no Pavilhão 9 do novo centro de exposições Madrid.

Às 18h30 a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Barajas, de Madri, onde fará seu último discurso em solo espanhol. Seu avião deverá decolar às 19h em direção a Roma.

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Paróquia de Doutor Camargo lança DVD histórico

A paróquia São Pedro Apóstolo de Doutor Camargo neste ano de 2011 comemora 40 anos de sua criação. É uma data memorável para uma comunidade viva e atuante no serviço ao Reino de Deus. E para marcar esta celebração foi preparado pela comunidade um documentário histórico, em formato de DVD em mídia digital, que faz memória da vida da paróquia nestes longos 40 anos.

Este DVD quer resgatar a vida e a luta dos primeiros habitantes que desbravaram nas matas fechadas do norte do Paraná o desenvolvimento de uma cidade, e posteriormente de uma paróquia. O documentário começa com a chegada dos primeiros pioneiros, perpassa pelo desenvolvimento da Igreja local quando capela rural, e posteriormente com a criação da paróquia em 1971 até os dias de hoje. São muitas pessoas que contribuíram com esta história. Este material é uma maneira de imortalizar a história destes que antecederam aos tempos atuais.

O documentário está sendo vendido ao preço de R$ 10,00. Interessados procurar na secretaria paroquial pelo telefone (44) 3238-1778.

Padre Marcos Roberto

Paróquia São Pedro Apóstolo de Doutor Camargo

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Corpus Christi em Maringá

Este ano, a solenidade de Corpus Christi será celebrada na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória às 15h com santa missa presidida pelo arcebispo Dom Anuar Battisti.

A comunidade paroquial irá fazer 250 quadros, em torno da igreja, que vão compor o tradicional tapete onde passará Jesus Eucarístico. O traje da procissão não deverá atrapalhar o tráfego de veículos no centro da cidade.

Cerca de mil pessoas pertencentes a 25 pastorais e movimentos, colégios católicos e a Santa Casa de Maringá participam da confecção do tapete.

Às 7h haverá a Oração da Manhã seguida de bênção, que será presidida por Dom Anuar Battisti. Das 7h às 11h as equipes trabalharão na confecção do tapete.

Além dos trabalhos externos, a Catedral faz a tradicional campanha de arrecadação de cobertores que serão doados à Promoção Humana da paróquia. No ano passado foram recolhidos mais de 500 cobertores novos que foram utilizados e abençoados primeiramente para enfeitar o corredor central da Catedral, local do início da procissão.

As outras 54 paróquias da Arquidiocese de Maringá celebram Corpus Christi com horários específicos.

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Juventude: 3º Encontro de Carismas



Setor Juventude da Arquidiocese de Maringá promove 3º Encontro de Carismas

 

Com o objetivo de gerar comunhão eclesial entre os diversos movimentos e pastorais e colégios católicos da Arquidiocese de Maringá, o Setor Juventude promove no próximo domingo, 26, o 3º Encontro de Carismas na Chácara Rainha da Paz, com início às 8h.

 

A Assessoria do encontro será feito pelo Arcebispo Metropolitano Dom Anuar Battisti. A proposta do evento também é apresentar as perspectivas da evangelização da juventude.

 

Outras informações e inscrições: CEPA – Centro Pastoral Arquidiocesano – 3267 20 01

 

 

 

 

Por Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Maringá

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Crime: Nota da Cúria Metropolitana de Maringá

http://www.youtube.com/watch?v=dLBIdSO3hyU

Referente ao ato de vandalismo ou fanatismo religioso que, na noite de 17 para 18 do corrente, danificou a imagem de Nossa Senhora Aparecida da gruta do Parque do Ingá, a Cúria Metropolitana de Maringá vem a público:

  1. Manifestar sua indignação pelo ato de violência perpetrado contra o sentimento religioso da maioria do povo não só de Maringá, mas de todo o País.

 

  1. Declarar que não nos cabe culpa pelo fato histórico de ser o povo brasileiro majoritariamente católico, assim como de a cultura brasileira estar impregnada de símbolos da nossa fé. Afirmamos nosso total acatamento aos princípios da liberdade religiosa e de expressão de culto.  Defendemos e incentivamos o respeitoso diálogo com todas as expressões religiosas e culturais. Entendemos que nos cabe igual direito, ainda que vivamos num Estado laico.

 

  1.  Afirmar que, de coração sincero, perdoamos a ofensa de que nos sentimos vítimas em nosso amor por Maria, Mãe de Jesus, cuja imagem foi mutilada. Ao mesmo tempo, recomendamos a todos os fieis da Igreja Católica que se abstenham de qualquer interpretação ou ato de ofensa contra quem quer seja. 

 

  1. Reivindicamos das Autoridades competentes a apuração da autoria do delito e sua punição, a fim de deixar claro seu compromisso com a convivência harmoniosa da vida em sociedade.

 

  1. Respeitamos o Estado democrático, no qual a indivíduos e grupos é assegurada a plena defesa de seus legítimos direitos, não por atos de violência ou de intolerância, mas através de recurso aos legítimos Poderes instituídos.

 

Maringá, 18 de junho de 2011.

       Dom Anuar Battisti

      Arcebispo Metropolitano.

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Nota da CNBB sobre o Código Florestal

“Eis que vos dou toda a terra, todas as plantas que dão semente e todas as árvores que produzem seu fruto com sua semente, para vos servirem de alimento” (Gênesis 1,29).

O Conselho Permanente da CNBB, reunido em Brasília, de 15 a 17 de junho de 2011, tomou conhecimento do atual estágio da discussão do Código Florestal no Congresso Nacional, atualmente tramitando no Senado, após votação na Câmara dos Deputados.

Estamos conscientes da grande importância de um Código Florestal no Brasil, porque nosso País tem possibilidades de oferecer alternativas à crise civilizacional ancorada, sobretudo, na crise climática.

Nossa preocupação maior está no impacto e nas consequências de uma lei deste porte na vida das pessoas e no meio ambiente, que sacrificam a realidade da ecologia física e humana ao influenciar na dinâmica social e cultural da sociedade.

A ecologia se tornou, na segunda década do século XXI, um dos “sinais dos tempos” mais significativos para a sobrevivência da humanidade. Não por acaso, vivemos o Ano Internacional das Florestas, participamos recentemente da Campanha da Fraternidade sobre a Vida no Planeta que colocou em discussão a gravidade da crise ecológica às vésperas da Conferência Rio+20.

A flexibilização da legislação ambiental, aprovada pela Câmara dos Deputados, motivo de muita polêmica, é prova contundente de que o País poderá se colocar na contramão deste importante debate mundial.

As decisões sobre o Código Florestal não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida. Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica.

Destaque-se, porém, que a legislação original, tanto de 1934 como de 1965, tinha como preocupação preservar a flora em suas múltiplas funções, seja em áreas públicas, parques nacionais, seja em áreas privadas e, nesse aspecto, sempre exigiu a manutenção de um mínimo da vegetação nativa.

Alguns aspectos, já aprovados na atual discussão sobre o Código Florestal, nos preocupam. Entre eles, destacamos:

– a flexibilização da Lei altera o regramento das Áreas de Preservação Permanente – APPs, que protegem as margens dos rios, encostas, topos de morro, ameaçando o equilíbrio de proteção das florestas;

– a anistia das multas e penalidades pelas ocupações e desmatamentos em áreas de agropecuária e de alta relevância ambiental.

No Novo Código Florestal não pode faltar o equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas e quilombolas e defender as pequenas propriedades e a agricultura familiar.

Convocamos nossas comunidades a participarem desse processo de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando as forças sociais e promovendo “abaixo-assinado” contra a devastação.

Somos chamados a cuidar da natureza, a nossa casa comum, num processo de desenvolvimento sustentável, para que a terra e tudo o que dela provém sirvam para que todos tenham vida e vida em abundância (cf. Jo 10,10).

Pedimos que Nossa Senhora Aparecida, mãe dos brasileiros e brasileiras, interceda junto a Deus muita luz para que nossos parlamentares se façam sensíveis ao bem comum.

Brasília – DF, 17 de junho de 2011

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida – SP

Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís do Maranhão-MA

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Prelado de São Félix-MT

Secretário Geral da CNBB

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