Mês: julho 2011



Santa Sé: pais têm direito a ensinar sexualidade

Por ZENIT

 

 

A política da ONU sobre a juventude deverá respeitar o direito dos pais de educar seus filhos, incluindo a questão da sexualidade humana e “saúde reprodutiva”, afirma um representante da Santa Sé.

 

Dom Francis Chullikatt, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, disse isso em seu discurso na recente reunião de alto nível das Nações Unidas sobre a juventude.

 

“Todos os jovens devem ser educados no ambiente em que podem crescer e aprender, isto é, numa comunidade e sociedade caracterizada pela paz e a harmonia, livre de violência e discórdia. Cada um dos filhos, para desfrutar de um desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade, deve crescer num ambiente familiar, em uma atmosfera de felicidade, amor e compreensão”, disse o arcebispo.

 

O representante da Santa Sé explicou que esse tipo de ambiente “promoverá o bem e a responsabilidade do cidadão, que é essencial para o bem comum da humanidade”.

A responsabilidade e o respeito pelos outros é aprendido em uma família, disse Dom Chullikatt.

 

“A família desempenha um papel importante na educação das crianças, no desenvolvimento de suas habilidades e na formação e aquisição de valores éticos e espirituais que estejam profundamente enraizados na paz, liberdade e dignidade e igualdade de todos os homens e mulheres”, afirmou.

 

“A família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é o grupo de união fundamental da sociedade, e o Estado e a sociedade devem garantir sua proteção.”

 

Educação

 

O arcebispo, de 58 anos, lembrou à ONU que “os pais – pai e mãe juntos – têm a responsabilidade primeira de educar e ajudar os seus filhos a crescerem, para se tornarem bons cidadãos e líderes.”

 

“Os pais não podem esquivar desta responsabilidade”, disse. E os Estados – acrescentou o prelado – “são chamados, de acordo com instrumentos internacionais, a respeitar essas responsabilidades, direitos e deveres dos pais neste sentido.”

 

“As políticas de juventude, programas, planos de ação e compromissos assumidos pelos Estados membros devem respeitar plenamente o papel dos pais no bem-estar de seus filhos e sua educação”, disse o representante da Santa Sé, “incluindo a questão da sexualidade humana e a chamada ‘saúde reprodutiva’, que não deveria incluir o aborto.”

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Na internet, fala completa do arcebispo (em inglês): www.zenit.org/article-33172?l=english

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Selo comemorativo: 95 anos de Dom Jaime

Na manhã desta sexta-feira, 22, durante o lançamento do Livro “Jaime. Uma história de fé e empreendedorismo”, a Arquidiocese de Maringá lançou o selo comemorativo por ocasião dos 95 anos de Dom Jaime Luiz Coelho.

A biografia do primeiro Arcebispo de Maringá e o selo foram lançados nas Livrarias Paulinas com casa lotada. O livro, um projeto da editora DNP – Grupo O Diário, não será vendido. Os três mil exemplares serão entregues na próxima semana ao biografado  e, posteriormente, serão distribuídos exclusivamente pelo próprio Dom Jaime.

 

 Veja as fotos do evento. Fonte: O Diário

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95 anos: Biografia de Dom Jaime Luiz Coelho será lançada sexta-feira

“Jaime. Uma história de Fé e Empreendedorismo” é o título da biografia do primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, que será lançada na próxima sexta-feira, às 11h nas Livrarias Paulinas.

 

O livro, fruto de um projeto da Editora DNP, do Grupo O Diário, foi escrito pelos jornalistas Everton Barbosa e Luciana Peña. A obra tem 120 páginas e contém relatos inéditos da vida pública e privada de uma das lideranças mais influentes da história paranaense.

 

Concílio Vaticano II

 

Um dos destaques da biografia autorizada do primeiro Arcebispo de Maringá é sobre a participação dele em todas as sessões do Concílio Vaticano II, que em 2012 completará 50 anos.

 

No próximo dia 26 de julho, terça-feira, o primeiro Arcebispo de Maringá completará 95 anos.  

 

Serviço:

Lançamento da biografia de Dom Jaime Luiz Coelho

Sexta-feira, 22 de julho, às 11h

Livrarias Paulinas – Avenida Getúlio Vargas, centro de Maringá

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A felicidade maior

Em tempos em que todos buscam as mais variadas maneiras para alcançar a felicidade, desde receitas, dicas, conselhos, recomendações, ideologias, filosofias e promessas de todo tipo, neste emaranhado de coisas muitas escolhas se transformam em tragédias.

Muitos caminhos percorridos não levam a nada. As perguntas e as buscas continuam e em muitas vezes falta acreditar que a solução mora ao lado, dentro de ti, no teu coração. Os relacionamentos vividos na confiança e na liberdade de quem acredita que sozinhos não chegamos a lado nenhum, constituem a base de uma pessoa feliz.

Lendo a Sagrada Escritura me deparei com a seguinte frase: “Três coisas me satisfazem e agradam ao Senhor e aos homens: concórdia entre irmão, amizade entre vizinhos e mulher em harmonia com seu marido. Há também três tipos de pessoa que eu detesto e cujo comportamento me irrita profundamente: o pobre orgulhoso, o rico mentiroso e o ancião adúltero e sem bom senso”.

Há nove coisas que, no meu íntimo considero feliz, e a décima eu proclamo com minha boca: o homem que se alegra com seus filhos; (Ecle 25,1-3;7). Acredito que toda a riqueza que se possa acumular, não será tão importante como a concórdia dentro de casa, a amizade com quem mora do meu lado, a harmonia conjugal. Que felicidade! Parece impossível, mas não é.

Tenho acompanhado algumas famílias e visto com meus olhos irmãos saírem juntos, organizarem passeios, acampamentos com outros jovens para orar, refletir e refazer os relacionamentos. Tenho visto casais que deixam tudo para passar um fim de semana retirados nos centros de formação, a fim de recuperar o primeiro amor, recomeçar o compromisso assumido diante do Altar.

Já acompanhei festas e convivências de vizinhos cujos muros e cercas elétricas não impedem a boa convivência e mútua ajuda. Isso vale mais do que qualquer amontoado de riquezas. Ninguém pode dar tamanha felicidade, a não ser o amor de Deus derramado nos corações, fazendo-nos amar por primeiro, amar a todos, amar sempre.

O outro, o próximo, é um presente mesmo não querendo conviver com ele. Hoje parece haver muitos caminhos a percorrer na busca da realização pessoal, mas um só caminho pode garantir o êxito e a satisfação de uma vida feliz aqui neste mundo: ter feito ao outro aquilo que você gostaria que fizesse a você. Assim levaremos no coração a harmonia dos relacionamentos, a transparência das atitudes, a consciência de ter amado o outro como a si mesmo.

Por isso não existe hora marcada para ser feliz, a vida é um jogo contínuo, em que a vitória final será daquele que sempre fez o “bem sem olhar a quem”.

“Se um homem guarda rancor contra o outro, como poderá pedir a Deus que o cure? Se não usa de misericórdia para com seu semelhante, como se atreve pedir perdão de seus próprios pecados?” (Ecle 28,3). Aqui está a maior felicidade!

 

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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Papa convida a usar o escapulário

Bento XVI convidou, neste domingo, a usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, como “um sinal particular da união com Jesus e Maria”. O Pontífice recomendou, em polonês, que se use este objeto de tecido, de cor marrom, que se pendura no pescoço, no final do seu encontro com os peregrinos por ocasião do Ângelus.

Não parece coincidência que o Santo Padre tenha dito estas palavras em polonês, pois João Paulo II usava o escapulário desde a sua juventude e via nele um símbolo de “defesa nos perigos, selo de paz e sinal do auxílio de Maria”. As palavras de Bento XVI ressoavam um dia depois da celebração da memória de Nossa Senhora do Carmo, que recorda este gesto de devoção.

“O escapulário é um sinal particular da união com Jesus e Maria – disse. Para aqueles que o usam, constitui um sinal do abandono filial na proteção da Virgem Imaculada. Em nossa batalha contra o mal, que Maria, nossa Mãe, nos cubra com seu manto”, concluiu.
Como explica a Ordem dos Carmelitas Descalços no seu site, o escapulário, em sua origem, era um avental que os monges usavam sobre o hábito religioso durante o trabalho manual. Com o tempo, assumiu o significado simbólico de querer carregar a cruz de cada dia, como os verdadeiros seguidores de Jesus.

A própria Ordem esclarece que o escapulário não é “um objeto para uma proteção mágica (um amuleto)”, “em uma garantia automática de salvação”, “nem uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã, muito pelo contrário!”.

Por ZENIT

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Coral Arquidiocesano vai à Terra Santa

No próximo dia 23, o Coral Infantojuvenil Arquidiocesano de Maringá embarcará para uma peregrinação à Terra Santa. Há dois anos, em visita a Itália e Portugal, quando cantou para o Papa, o Coral maringaense gravou o DVD “Um Canto Novo para o Velho Mundo”. Nesta oportunidade será gravado novo DVD, que registrará a passagem dos cantores maringaenses pelos locais bíblicos. A convite do Coral, a peregrinação incluirá a participação da banda “Cantores de Deus”, integrada por Karla Fioravante, Dalva Tenório e Andréia Zanardi.

O roteiro inclui visitação a locais sagrados que a Bíblia Sagrada descreve como palco de episódios ligados ao antigo povo de Israel e à vida e obra de Jesus Cristo, de Maria e dos Apóstolos. Serão dias de direto e íntimo com o berço histórico-geográfico da Igreja e da fé cristã.

Estão relacionadas cidades e sítios históricos como Tel Aviv, Jaffa, Cesareia, Mar Morto, Qumran (dos famosos manuscritos), Rio Jordão, Ein Karen, Belém, Monte Tabor, Nazaré, Tiberíades (lago de Genesaré), Monte das Bem-aventuranças, Cafarnaum, Massada… Tempo maior será dedicado à cidade santa de Jerusalém: Monte das Oliveiras, Via Dolorosa, Igreja do Pai Nosso, Cenáculo, Capela da Flagelação, Santo Sepulcro, Muro das Lamentações etc.

A peregrinação se estenderá até o final do mês de julho.

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Vereadores, quantos? – Por padre Orivaldo Robles

“Antes te chamem covarde do que atrevido”. Assim o pai nos ensinava a não enfiarmos o nariz naquilo que não nos dizia respeito. Não me acusem de meter a colher em angu alheio. Sou, parafraseando o Skank, pacato cidadão. Como cidadão, importo-me com tudo o que diz respeito a Maringá. Tenho motivo extra: o diploma de cidadão benemérito, que os vereadores do exercício de 1999 me concederam por unanimidade. Não o pedi nem dele sentia falta. Mas me desvaneceu bastante recebê-lo. Não fiz grandes benemerências, porém me preocupo com Maringá.

Nosso município pode ter entre nove e vinte e três vereadores. Sob pretexto de representatividade, há uma batalha para colocar mais oito cadeiras na Casa. Claro que 23 representam mais do que 9. E que vereador representa os munícipes para criar leis e fiscalizar o Executivo. Do representante se exige que interprete não a própria vontade, mas a dos representados.

Será que nossos edis se interessam mesmo pelo que pensam seus eleitores? Em vez de raivosas declarações à imprensa, não seria mais democrático tentar descobrir “os interesses do Joãozinho lá da periferia”? É realmente “mané” quem lhes cobra índole pública mais apurada? Não é a nós que devem o cargo que ocupam?

Está em jogo o bem-estar do município, vale dizer, de todos nós. Não importa o número; o que não se admite é aumento de despesas. Nem transformação da Câmara em espaço para comerciar influências e/ou esbanjar recursos que pertencem a toda a população.

Representatividade se alcança não com quantidade grande ou pequena, mas com qualidade dos representantes. Se são mesmo dotados da cívica abnegação que alardeiam, por que não optam pelo número mínimo previsto na Constituição? Por que a idéia fixa do número máximo?

Com nove vereadores íntegros, não subornáveis por interesses escusos, não sujeitos à corrupção do dinheiro, severos no controle de gastos, capacitados e atuantes, não estaríamos bem atendidos? Por que não admitir claramente que alguns preferem o número de vinte e três pela chance mais larga de assegurar sua eleição?

Nem vale argumentar que a dotação orçamentária da Câmara é fixada na Constituição, portanto não sofrerá acréscimo. Só um debiloide ou um loroteiro defende em público tal patranha. O atual custo do Legislativo municipal já configura uma exorbitância.

Tivessem nossos vereadores dose maior de espírito cívico, reconheceriam muita gordura que ainda pode ser cortada dos seus gastos. Não se justifica, pelo que produzem, tanto dispêndio dos sofridos recursos da comunidade. E, dada a facilidade com que se inventam furtivas emendas, não estamos livres de novas maquiagens constitucionais como as que, vez por outra, se inserem na Carta Magna para beneficiar detentores do poder desde Brasília até o menor dos povoados.

Na campanha todo candidato se afirma honesto e capaz. Apresenta-se como a melhor escolha para o eleitor. Ora, alguém perfeito assim não deve temer disputa por 9 vagas. Se confia tanto no próprio taco, nem faz questão das 15 atuais.

Por padre Orivaldo Robles

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JMJ terminará com grande festa em Cuatro Vientos

Por (ZENIT.org) – A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri terminará no final de semana dos dias 20 e 21 de agosto com uma grande festa. O cenário é o aeródromo de Cuatro Vientos, uma base aérea cuja extensão – que equivale a 48 estádios de futebol – tornará possível acolher mais de um milhão de pessoas – número previsto para o encontro com Bento XVI.

O aeródromo de Cuatro Vientos abrirá suas portas no sábado 20, às 12h, para acolher os jovens que começarem a chegar para participar da celebração final da JMJ. A partir das 14h, começará a animação do cenário principal, que já está sendo construído no lugar.

Ao longo da tarde, uma equipe de mais de 20 jovens animará a espera dos milhares de peregrinos que estarão com o Papa em Madri.

Os presentes poderão desfrutar de apresentações musicais dos ganhadores do concurso “Madrid me encanta e de outros grupos vindos do mundo inteiro. Antes da chegada do Papa, será realizado um flashmob multitudinário, do qual participarão mais de 100 mil pessoas.

Após a finalização dos atos do sábado, os jovens passarão a noite no próprio aeródromo. Perto do lugar em que dormirão, serão distribuídas 17 barracas de adoração eucarística, nas quais os participantes poderão continuar coma vigília.

No dia seguinte, acontecerá a Missa de encerramento da JMJ, também presidida pelo Papa Bento XVI, da qual participará o Coral e a Orquestra Sinfônica da JMJ.

Ao finalizar a Missa, como é habitual, Bento XVI dará a conhecer onde se realizará a próxima JMJ.

A pouco mais de um mês da grande Jornada, os preparativos do aeródromo de Cuatro Vientos caminham em bom ritmo.

Eva Hernández, diretora de Infraestruturas da JMJ, destacou que “a prioridade é garantir a segurança dos participantes”.

Hernández enfatizou a atenção às pessoas com deficiência que assistirão à JMJ. Contarão com duas áreas especiais, uma para pessoas com deficiência intelectual e física e outra para os que têm deficiência auditiva e visual.

Por outro lado, as inscrições se encontram em sua reta final. Até ontem, o número de inscritos chegava a 420 mil. Recomenda-se que as inscrições que incluem alojamento e manutenção sejam realizadas antes de 8 de julho.

O Gabinete de Análisis Demoscópico (GAD) apresentou os resultados de uma pesquisa realizada entre mais de 1.800 jovens que acompanham as informações da JMJ: os resultados mostram o perfil do jovem que virá à Jornada. A maioria dos entrevistados têm menos de 30 anos e 9 de cada 10 consideram que a JMJ “é uma experiência que transforma a vida”.

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Sobre o bullying

Hoje escrevo sobre bullying, essa maneira de manifestar a violência em nossa sociedade que tem causado efeitos drásticos em ambientes como escolas, empresas e outros grupos de convivência. Como evangelizadores também temos que estar atentos a isso.

Reporto aqui alguns elementos que talvez possam iluminar esta questão, oferecendo algumas pistas de comportamento em vista da compreensão e das reações diante deste fenômeno.

Luciene Regina Paulino Tognetta, doutora em Psicologia Escolar pela USP, em recente entrevista à Agência de notícias católica ZENIT, define assim este fenômeno: “O bullying é diferente de uma simples brincadeira entre alunos, pois o que o caracteriza é a intencionalidade do autor em causar um sofrimento à vítima. As agressões se repetem sempre com o mesmo alvo, acontecem por um longo período de tempo e há um desequilíbrio de poder, tornando possível a intimidação da vítima.

Portanto, há uma violência sentida por quem é vitimizado e, sobretudo, essa violência acontece cotidianamente fazendo a vida dessa criança ou adolescente parecer um inferno a seus olhos. O que torna o bullying algo tão terrível é o fato de ser uma forma de violência repetida e entre pares, ou seja, entre sujeitos que estão em pesos de autoridade iguais. E é na escola que essa relação entre pares é intensificada.”

Questionada sobre quais os principais meios para se evitar o bullying, a pesquisadora responde: ” Primeiramente, os educadores precisam compreender as particularidades desse tipo de violência para depois pensar em propostas de intervenção. De acordo com estudos e pesquisas realizadas na área de Psicologia Moral, o autor de bullying é um sujeito que possui uma escala de valores invertida, em que respeito, generosidade, solidariedade não são valores centrais para esses meninos.

Por isso, é importante destacar que eles também precisam de ajuda, pois são sujeitos que carecem do que chamamos de ‘sensibilidade moral’, ou seja, não enxergam no outro um sujeito digno de respeito e por isso não conseguem se sensibilizar com a dor alheia.

Ao contrário do que as escolas têm feito quando identificam os autores, que é aplicar castigos ou punições, o que podemos fazer é aplicar sanções por reciprocidade, que estejam relacionadas com as ações do sujeito; encorajá-los a pedir desculpas e incentivá-los a reparar o mal causado ao outro, para que possam refletir sobre o que fizeram. Por sua vez, os alvos de bullying não têm forças para lutar contra seus algozes porque se veem como diferentes; é preciso ajudá-los a se ver com valor, a se respeitarem para que possam sair do “estado” de vítima.

Mas a escola precisa trabalhar também com os espectadores, como já dissemos, são eles que promovem o autor; portanto, precisamos trabalhar com os sentimentos desses sujeitos que não conseguem se indignar; precisamos questioná-los: como vocês se sentiriam se isso acontecesse com vocês?

O que vocês poderiam fazer para que isso não acontecesse mais? Para isso, é preciso construir espaços que abarquem a formação ética dos nossos alunos. Pouco adianta puni-los, julgá-los, denunciá-los à polícia. O que precisamos é formar cidadãos que aspirem a uma personalidade que tenha valores morais.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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