Mês: janeiro 2012



Mulher e política

Hoje – 29 de janeiro – será beatificada na catedral de Santo Estêvão, em Viena, Hildegard Burjan (1883-1933). “Para toda a Áustria e o mundo, Hildegard Burjan é uma figura impressionante, uma mulher que deve ser destacada”, disse o cardeal arcebispo de Viena. A nova beata nasceu em 30 de janeiro de 1883, em Görlitz, uma cidade às margens do rio Neisse, dividida em 1945 em duas partes, na fronteira germano-polaca. É a segunda filha da família judia Freund. Desde jovem, Hildegard se distingue pela abertura aos problemas sociais e pelo espírito livre.

É uma das primeiras mulheres a frequentar a universidade e a primeira a ocupar um assento no parlamento austríaco. Concluiu de forma brilhante os estudos de Filosofia em Zurique, na Suíça, com um doutorado summa cum laude. Após seu casamento, em 1907, com Alexander Burjan, ela se mudou com o marido para Berlim, e depois, em 1909, para a capital austríaca.
Em Viena, Hildegard encontrou grandes contradições sociais. Em vez de fechar os olhos para a miséria, ela começou a se envolver num sério trabalho social, como observadora atenta e crítica da situação intolerável.

Hildegard se juntou a um grupo de mulheres que lutavam pela implementação das ideias formuladas pelo papa Leão XIII em sua encíclica social Rerum Novarum (1891). O compromisso de Hildegard Burjan era profundamente marcado pela fé católica, à qual ela se converteu em 1909, após uma doença grave.

Para o desenvolvimento interior do homem, ela considerava indispensável a liberdade interior e a formação da personalidade. Tinha a convicção de que uma verdadeira assistência social consiste em ajudar os outros a se ajudarem. Para Hildegard, a dignidade do homem estava sempre acima de tudo.

Em 1912, ela fundou a Associação das Trabalhadoras Cristãs Domésticas, e em 1918, reuniu todas as organizações de mulheres operárias na Associação Assistência Social. Também ajudou os famintos de Erzgebirge (região montanhosa de mineração) com uma coleta de alimentos e criou, na região dos Sudetos, uma rede de apoio familiar.

Fiel ao princípio de que a ação social pede a combinação de compromisso privado e político, a Sra. Burjan se lançou na atividade política em 1918, ano do fim da I Guerra Mundial e do colapso do Império Austro-Húngaro. Seu objetivo era alterar permanentemente as estruturas sociais. Sua sensibilidade para com as questões econômicas e sociais do seu tempo era impressionante. O compromisso político da nova beata era focado nas questões sociais.

Hildegard lutava pela igualdade, pelo salário mínimo das trabalhadoras domésticas, pela assistência às pessoas envolvidas em atividades de risco e pelo combate ao trabalho infantil. Sua ação foi decisiva para a política e para as instituições sociais de hoje.

Com a ajuda do prelado Ignaz Seipel, que após a I Guerra Mundial também foi duas vezes chanceler da Áustria, ela fundou, em outubro de 1919, a Sociedade Apostólica das Irmãs da Caritas Socialis. A iniciativa foi motivada pela constatação de que a sociedade precisava de pessoas dedicadas inteiramente à ação social. A congregação gerenciava várias estruturas sociais em Viena, incluindo um albergue para mães e crianças, creches, centros de saúde e clínicas especializadas em idosos e doentes crônicos, além de centros para pacientes que sofriam de Alzheimer e de esclerose múltipla.

Hildegard foi mãe de uma filha, Lisa. Por motivos de saúde, os médicos haviam recomendado um aborto, mas ela se recusou categoricamente. Com seu esforço e exemplo incansável até a morte, em 11 de junho de 1933, Hildegard Burjan criou uma obra que continua atual e ainda será um ponto de referência para as gerações futuras.

Detalhes sobre o programa da beatificação e sobre a vida de Hildegard Burjan estão disponíveis no http://www.hildegardburjan.at/.

 

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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CF 2012: Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde faz palestra em Maringá

No dia 01 de março, quinta-feira, o coordenador Nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio, fará palestra no Auditório da PUCPR Câmpus Maringá com o tema : “CF 2012: situação da saúde pública no Brasil e posicionamento da Igreja”. Venâncio também é assessor da CNBB para a Campanha da Fraternidade 2012. A palestra terá início às 19h no Auditório da PUC.

As vagas serão limitadas. A participação pode ser confirmada por e-mail: [email protected]; ou por telefone: 44 3026 2322, com Mariel ou Arthur.

Por Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Maringá

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Morre Irmã Nair dos Santos, diretora do Albergue Santa Luiza de Marillac

A Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento da Irmã Nair dos Santos, diretora do Albergue Santa Luiza de Marillac, em Maringá. A religiosa pertencia à Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Servas dos Pobres. Irmã Nair tinha 66 anos e estava com câncer.  

 

O velório será realizado na capela do albergue. Às 18h30 será celebrada missa de corpo presente presidida pelo cônego Benedito Vieira Telles. Às 20h30 o primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, também presidirá santa missa. O corpo da Irmã Nair dos Santos será sepultado nessa sexta-feira, às 10h, no Cemitério Municipal de Paranavaí.

 

O Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, lamentou a morte da religiosa. O Albergue Santa Luiza de Marillac foi fundado em 27 de março de 1959 pelo primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho. O local é referência no acolhimento aos pobres.

 

O Albergue fica na Rua Fernão Dias 840.

 

 

“A Caridade de Jesus Crucificado nos impele”.

 

Por Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Maringá

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PUC: Especialização em Teologia Bíblica

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Especialização em TEOLOGIA BÍBLICA – TURMA II – na PUCPR em Maringá. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 de fevereiro de 2012. As aulas serão quinzenais (sextas e sábados).

 

Uma ótima oportunidade de obter um conhecimento histórico e teológico da Bíblia bem como uma compreensão mais eficaz da missão evangelizadora nas comunidades. Além disso, a especialização oferece diferentes hermenêuticas e enfoques teológicos do texto bíblico sempre voltados para os desafios da sociedade atual.

 

Outras informações no site da PUC: (http://www.pucpr.br/especializacao/cursos.php5?curso=3589&processoSeletivo=237) ou com o coordenador do curso, professor Luiz Alexandre Rossi: 044 9111 93 85.

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Caminhar contra a corrente

Como é bonito ver estampado nos mais variados lugares, até em veículos, a frase “Deus é fiel”. Sim, Ele é a garantia da fidelidade. Em Deus temos a força de perseverar na prática do bem, da autenticidade, da transparência.
Mas onde está esse Deus que é fiel? Longe, distante? E por isso eu faço o que quero, sou dono da verdade? Ou O tenho presente, próximo de mim como um Pai que não se esquece dos seus filhos, mas ama com amor sem medida?
Como negar que somos à sua imagem e semelhança? No caminho de realização pessoal, ninguém pode fugir daquele que é fiel. Por isso que fidelidade exige renúncia, perdas e, consequentemente, ganhos. No jogo da vida, o placar nunca pode ser cinco a zero.

Recentemente, um amigo me mandou uma mensagem que tem tudo a ver com o que estou falando: “Ser autêntico é não deixar-se levar pelas inúmeras correntes de modismo. Não deixar-se arrastar pela força do relativismo, mas preservar os princípios. Estar abertos às inovações da vida moderna não quer dizer aceitar tudo. Há valores como justiça, honestidade, respeito à vida, que não podem sucumbir diante da perda de valores que assola a humanidade. Devemos ir contra a correnteza sem perder a coragem. Não posso me conformar com a frase ‘todos fazem assim? para justificar erros no trânsito, no serviço público, no comércio, nos estudos, na vida social, na política. Nas mínimas coisas, devo ser autêntico e fiel.”

Isso me fez lembrar a Palavra do Mestre Jesus: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16,10). Tudo passa pela capacidade de valorizar em mim o que sou e o que tenho, para dar valor ao outro. É valorizando o outro que sou capaz de dar valor a mim mesmo. Ser autêntico e fiel no pouco vai além de qualquer status social ou religioso. Navegar nos mares da vida moderna exige garra, decisão, firmeza de caráter, compromisso inadiável com a verdade, desapego até da própria vida. As estruturas sociais, os relacionamentos, o trato igualitário, a dignidade de todos, um mundo melhor… Tudo isso só será possível quando cada um nós formos melhores.

Ir contra a corrente significa ser sinal de contradição, ser luz em meio às trevas, ser capaz de dizer não à corrupção, ao desmando, às artimanhas do submundo das negociações de vantagens.

Como ir contra a corrente nestes meses que antecedem a campanha política, a escolha dos candidatos, as articulações partidárias visando o poder, sem calcular os reais envolvidos e muito menos a sua origem? Como ser autêntico e fiel neste fogo cruzado da busca de poder em nome do bem comum? Que pena não ter memória histórica! Certamente resta sempre uma esperança. Ainda há gente honesta e transparente. Há gente que dá a própria vida na defesa dos verdadeiros valores. O Céu começa aqui. Depois é só curtir os frutos de uma vida de fidelidade, remando contra a corrente.

 

 

 

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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Protagonismo jovem

Na alegria de ter acolhido jovens de todos os Estados do Brasil, realizando o 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude aqui em Maringá, somos imensamente gratos a Deus e a essa juventude que fez e faz a diferença.

Creio que este encontro foi uma oportunidade única para dinamizar, conscientizar e entusiasmar os jovens na missão de evangelizar. Nestes dias não se tratou de converter ninguém, e sim reacender o fogo da missão de jovens protagonistas de um novo modo de ser, no mundo e na Igreja. Fiquei impressionado com a disposição e a garra de todos. Posso dizer que foi um marco referencial na ação evangelizadora dos jovens, marcado pela mística evangélica, pela reflexão e partilha, pela amizade e a ousadia de amar sem medida.

Na luz da Palavra de Deus: “Tendo amado os seus que estavam no mundo amou-os até o fim” (Jo 13, 1), os jovens foram envolvidos desde as suas dioceses na dinâmica de dar a vida, não importando as distâncias, o cansaço, as acomodações, o alimento diferente, o espaço restrito, enfim, o que deixou marcado foi a alegre adesão em construir juntos a dinâmica de cada dia.

Essa marca da disponibilidade, do desprendimento, do lançar-se no desconhecido e fazer o protagonismo foi vivenciada na visita missionária realizada em doze paróquias durante um dia todo. Seja a comunidade como os jovens, que sentiram uma forte sintonia de fé, de acolhida e de compromisso na missão.

Essa experiência missionária de enfrentar o desafio do desconhecido para criar relacionamentos novos, anunciar uma boa notícia, também vivenciei no início deste mês, quando fui conhecer o projeto “Jesus no Litoral”, realizado por 450 jovens da Renovação Carismática Católica de todo o Paraná, durante 10 dias. Que encantadora ousadia de nossa juventude! Que força transformadora impressionante! Que coragem de falar e gritar a todos o amor de Deus!

Enviados dois a dois, os grupos abordavam as pessoas na praia, falavam da experiência que tiveram com Jesus, proclamavam em poucos minutos o projeto de salvação e convidavam a orar e seguir os caminhos do Mestre.
Essas iniciativas só podem ser coisas de Deus, que age no coração desta juventude ousada e cheia de iniciativa. Não podemos duvidar da força evangelizadora, do protagonismo que a juventude leva no coração.

Precisamos confiar mais, acreditar mais, abrir espaço, dar voz e vez aos jovens na Igreja e na sociedade. O mundo não está perdido, os jovens não estão perdidos. Há muita gente querendo e dando a vida por um mundo novo. A ação de Deus acontece fora dos esquemas preestabelecidos, das fórmulas e preceitos, dos programas e projetos que pensamos ser os únicos válidos para evangelizar.

Tanto o 10º ENPJ como o Projeto de Jesus no Litoral foram sinais visíveis da manifestação do Espírito Santo agindo nos corações dos jovens. A missão continua. O protagonismo acontece nas mais variadas realidades de nosso País. É preciso ousar, não sozinhos. Juventude querida, “na ciranda da vida, nossa missão é amar sem medida”.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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Teologia para Cristãos Leigos: inscrições abertas

A Escola de Teologia para Cristãos Leigos da Arquidiocese de Maringá está com inscrições abertas para a turma que terá início em 2012. O curso terá três anos de duração. Veja a grade de disciplinas aqui.

As aulas serão ministradas às quintas-feiras das 19h30 às 22h30 no Centro Pastoral da Arquidiocese de Maringá. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: 044 3246 5843; e pelo e-mail: [email protected].

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Mensagem a Dom João Braz de Aviz

Para todos nós cristãos da Arquidiocese de Maringá foi uma bela e agradável notícia a escolha de Dom João Braz de Aviz para o colégio Cardinalício.

 

Estamos unidos em oração de ação de graças por esta feliz decisão do nosso querido Papa Bento XVI. A nossa alegria se une aos milhares de cristãos que conhecem Dom João.

 

Que Deus o abençoe!!!

 

 

Dom Anuar Battisti

Arcebispo de Maringá-PR

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Dom João Braz de Aviz será o próximo cardeal do Brasil


 

O Papa Bento XVI anunciou durante o Angelus, após a missa da Solenidade da Epifania do Senhor presidida por ele nesta quarta-feira, 06, no Vaticano, a convocação de um novo Consistório que criará novos cardeais para a Igreja.

 

Entre os nomeados, está Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada desde o ano passado. O arcebispo, que durante muito tempo esteve à frente da arquidiocese de Brasília foi o único brasileiro nomeado desta vez, e a partir de fevereiro deste ano, passará a integrar o grupo de cardeais brasileiros composto por Dom Eugênio Sales, Dom Evaristo Arns, Dom José Falcão, Dom Serafim Fernandes Araújo, Dom Claudio Hummes, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Eusébio Sheid, Dom Odilo Pedro Sherer e Dom Raymundo Damasceno de Assis.

 

Trajetória episcopal de Dom João Braz

 

Em 1994, João Paulo II nomeou Dom João Braz, bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, onde, desde então, adotou o lema episcopal: Todos sejam um (Jo 17,21). Depois, ele foi bispo de Ponta Grossa, Paraná; arcebispo de Arquidiocese de Maringá, também no Paraná, e por fim, arcebispo de Brasília, cargo que ocupou de 2004 até o fim de 2010.

Em 4 de janeiro de 2011, ele foi nomeado pelo Papa Bento XVI como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano.

 

Com informações da Canção Nova


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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