Mês: julho 2012



É preciso reconhecer e agradecer

Hoje faço memória aqui a todos os avós e às pessoas mais experientes. Na quinta-feira (26) celebramos o dia de São Joaquim e Santa Ana, os pais de Maria, Nossa Senhora, a mãe de Jesus, o Salvador. Não sei se você já percebeu, mas o cristianismo como um todo não tem o costume de relembrar a história dos avós de Jesus de forma mais profunda. Por isso gostaria de refletir sobre o aspecto do reconhecimento e do agradecimento. Joaquim e Ana tinham idade avançada e não tinham filhos – motivo de vergonha para os judeus da época. Porém a esterilidade não abalou a fé do casal, e depois de muita oração e perseverança Deus os agraciou abundantemente. E quem diria. Do casal antes infértil nasceu a Virgem Maria. Será que não devemos honrar os avós de Jesus? Claro que devemos.

E sobre este ponto de vista gostaria de propor que você agradecesse hoje às pessoas que te antecederam, que te criaram. Os nossos pais, avós, e todos os nossos antepassados merecem o nosso agradecimento afetivo e efetivo.

Quantos idosos estão abandonados pelos seus filhos e netos. Quantos vivem eterna solidão em suas casas, na esperança de uma simples e rápida visita dos seus. Isso é justo? Será que você não tem um tempo para dedicar aos seus de forma permanente, como reconhecimento e gratidão por tudo que eles fizeram por você?

Neste domingo em que encerramos o mês de julho eu quero fazer também um gesto de agradecimento a uma pessoa que todos nós paranaenses, maringaenses, devemos muito.

No mesmo dia de São Joaquim e Santa Ana, 26 de julho, tivemos a graça de celebrar os 96 anos de Dom Jaime Luiz Coelho, o primeiro Arcebispo de Maringá. Uma dádiva de Deus para nós. Dom Jaime, recém-nomeado bispo, teve a coragem de dar o seu sim para o Papa e deixar o Estado de São Paulo e dedicar a sua juventude para a construção da nova diocese de Maringá.

Hoje, em 2012, o que temos? Uma Arquidiocese viva, dinâmica, atuante. Uma cidade próspera, fundada nas bases cristãs, com uma Universidade pública que nos orgulha, com tantas outras coisas que poderíamos aqui elencar – todas nascidas pelo entusiasmo de um jovem que hoje contempla 96 anos bem vividos e dedicados ao serviço da comunidade.

Reconhecer e agradecer. Essas duas atitudes devem fazer parte do nosso cotidiano. Ao fazer esse exercício você vai perceber como é bom ter uma história, ter pessoas que nos ajudaram anteriormente. Pessoas que prepararam o nosso caminho. O que temos hoje é fruto do que alguém plantou lá no passado.  Obrigado Senhor pela vida e pelo testemunho de Dom Jaime. Dai-lhe saúde, a fim de celebrarmos cada ano com renovada gratidão o dom da vida.  Deus abençoe, nosso primeiro Arcebispo, nosso avô na fé e  a todos os nossos antepassados que um dia não mediram esforços para nos dar a vida, e uma vida melhor.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Dom Jaime: 96 anos

Nossos parabéns ao primeiro Arcebispo de Maringá, meu querido irmão Dom Jaime Luiz Coelho. Hoje, estamos celebrando os 96 anos de um homem de fé, coragem, que, sem dúvida, merece toda a nossa gratidão por ter sido fundamental na construção da nossa querida Maringá e de toda a Arquidiocese.

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Juventude vai às ruas em Maringá para divulgar JMJ Rio2013

O domingo foi de esporte, festa e oração para milhares de jovens da arquidiocese de Maringá que saíram às ruas da cidade, ontem (22), para inaugurar a contagem regressiva de um ano até a Jornada Mundial de Juventude Rio2013.

Foi o Bote Fé na Vida, evento que, além de divulgar o encontro mundial dos jovens com o Papa Bento XVI, teve como proposta integrar esporte e evangelização.

Confira o álbum de fotos

A concentração teve início na Praça da Prefeitura com uma aeróbica. Em seguida, os jovens saíram em caminhada pelas ruas do centro da cidade animados ao som de música eletrônica católica. O DJ Ed Maria agitou a juventude.

Do alto dos prédios vários moradores acenavam para a juventude. Quem passeava pela cidade, nos boques e praças, também parou para ver a multidão de jovens.

A caminhada levou os jovens até a Catedral para a missa de encerramento do evento, onde a liturgia recebeu atenção especial. Toda a equipe litúrgica foi formada por jovens, desde os padres, até os ministros e leitores.

Página da juventude
Durante o Bote Fé na Vida também foi feito o lançamento oficial da página do Setor Juventude da Arquidiocese de Maringá. O endereço é http://www.arquimaringa.org.br/juventude

Na região
Proposto pela Comissão da CNBB para a Juventude, o Bote Fé na Vida foi realizado em todo o Brasil. Na região de Maringá, algumas paróquias também promoveram atividades alusivas à JMJ Rio2013.

Em Nova Esperança, o sábado (21) teve programação durante todo o dia, incluindo caminhada, oferta de serviços à população e show com a banda de rock católico AUB [Confira o álbum de fotos]. Já em Sarandi, a comunidade realizou um passeio ciclístico.

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Como vai a família?

Duvido que haja alguém ou algo que forme melhor uma pessoa feliz, sadia, equilibrada, em processo de harmonização, do que uma família que vive bem, com amor e paz.

 

Deus é família. As três pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam a Família que é o nosso Deus, a Santíssima Trindade. Como foi essa Família que nos criou à sua imagem e semelhança, nos fez também família.

 

É claro que a família perfeita é só a divina. Já as nossas famílias têm problemas, tristezas, sofrimentos, frustrações e desajustes. Mas ela pode ser melhor! Como vai a sua família? A família que queremos ter precisa ser construída todo dia. Casamento é obra de todo dia e não só do dia da oficialização. A família é nossa obra mais importante. Deus entra com a matéria-prima, mas a mão-de-obra é por nossa conta. Você tem construído ou destruído a sua família? Tem gente que só reclama e não faz nada.

 

Como a família é uma obra importante, não pode ser começada de repente, de qualquer jeito. Ela precisa de um projeto. Por isso, adolescentes e jovens, façam um projeto de construção de família em vez de ficarem testando experiências inconseqüentes. Depois vocês mesmo e outros acabam sofrendo. Pensem melhor antes e se preparem bem, através de um namoro sério e um noivado profundo.

 

O alicerce da família é o amor. E por amor se entende a doação da vida. Quem não tiver coragem de dar a vida pela pessoa amada é porque não está pronto para casar. E essa doação precisa ser recíproca. O amor não tem medidas nem limites: é mais forte que a morte. Por isso, sempre é possível amar mais. Mesmo com 50 anos de casamento, ainda é possível amar mais. A aventura do amor é a aventura da vida e da felicidade. Crescer a cada dia no amor é o fundamento da felicidade da família.

 

Essa obra que é a família precisa de colunas. Uma delas é o desejo de assumir o compromisso por toda a vida. Casamento precisa de entrega total e entrega total tem que ser para sempre. Se for só por uns tempos, ninguém se entrega totalmente. Outra coluna é a fidelidade, tão difícil num período de banalização das relações, mas possível para os corajosos. E quem tenta ser fiel experimenta muito prazer dentro de casa. Uma terceira e última coluna é a educação dos filhos. Estes devem ser acolhidos com amor, como presente de Deus: nunca se deve rejeitar um filho. E depois se deve educá-los. Educar não é só criar. Criar é dar casa, comida, roupa, escola etc. Educar é formar uma pessoa, ajudá-la a ter uma correta escala de valores, ter ética, e levá-la a assumir um compromisso com o bem comum.

 

O nosso sistema capitalista neoliberal leva cada vez mais as pessoas ao isolamento, à competição e à busca de vantagens pessoais. Ele destrói as famílias. Quantos não têm sequer tempo para viver e conviver com sua família, para brincar com seus filhos, para passear e conversar. Quantos foram tornados escravos do trabalho para poderem sobreviver. Quantos se matam de trabalhar para dar uma vida melhor para a sua família, que acaba sendo morta justamente pela sua ausência. Sem dúvida, seria possível trabalhar menos e conviver mais com a família.

 

Além de tudo, as novas tecnologias da comunicação têm passado a ilusão de que não é mais preciso conviver pessoalmente para se comunicar: basta ligar do celular ou mandar um e-mail. Porém, gente foi feita para conviver com gente, não com máquinas e aparelhos. Parece que conviver com gente não dá lucro para o sistema. Cuidado com essas armadilhas. Precisamos saber usá-las, porque tem sempre gente querendo nos usar através delas.

 

Não sei como está sua família. Espero que esteja bem. Se não estiver, veja o que você pode fazer. Dê o seu melhor. É um investimento que vale a pena e trará um ótimo retorno. Construa a família que você quer ter, nem que seja só um tijolinho por dia. Não importa que tipo de família você tenha e em que circunstâncias ela vive, faça o melhor possível por ela. E não esqueça que se com Deus é difícil, sem Deus é impossível!

 

 

* Pe. Sidney Fabril é coordenador da ação evangelizadora na Arquidiocese de Maringá (E-mail: [email protected]).

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15 de agosto: Cardeal Dom João Braz em Maringá

Cardeal Dom João Braz de Aviz participará das comemorações da Padroeira de Maringá

 

Este ano a Solenidade de Nossa Senhora da Glória contará com a presença do Cardeal Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano. Dom João foi o terceiro Arcebispo de Maringá. Ele comandou a Arquidiocese entre outubro de 2002 e janeiro de 2004.

O Cardeal Dom João Braz aceitou o convite do Arcebispo Dom Anuar Battisti e além de participar das festividades da Padroeira de Maringá também vai fazer palestra sobre diálogo inter-religioso na 9ª Noite de Oração pela Paz no dia 13 de agosto, além de cumprir agenda na Pontifícia Universidade Católica (PUCPR) em Londrina.

 

Veja a programação da visita do Cardeal Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

 

13 de agosto: 20h – Palestra sobre diálogo inter-religioso na 9ª Noite de Oração pela Paz, no Auditório Dona Guilhermina.

 

14 de agosto: 9h – Palestra sobre o Ano da Fé aos estudantes da PUCPR em Londrina.

11h – Santa missa no Seminário Papa Paulo VI em Londrina.

 

15 de agosto (feriado municipal em Maringá – Dia da Padroeira do município e da Arquidiocese): 7h30 – Ofício Solene de Nossa Senhora na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.

17h30 – Concentração em frente ao portão principal do Parque do Ingá para a procissão.

18h – Início da procissão. Logo após, santa missa na Praça da Catedral de Maringá.

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A Igreja e a cremação de corpos

O nosso corpo mortal, como tantas vezes São Paulo o diz, chega ao seu fim com a morte. “E assim nos, que vivemos, estamos sempre entregues a morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal” (2 Cor 4,11). Desde as origens a tradição cristã manteve certa prudência em relação à antiquíssima prática da cremação ou incineração dos corpos.

Na sua etimologia cremar ou incinerar se traduz por reduzir às cinzas. Nós cristãos lembramos anualmente com o início da Quaresma que viemos do pó e ao pó  voltaremos. As cinzas, como sinal visível do que no mundo passa, contribuem com a reflexão sobre a nossa transitoriedade e caducidade. São muitos os fieis que se perguntam se depois da morte podem ter seus corpos cremados.

Algumas argumentações atuais são simplesmente banais e não correspondem ao valor que a Igreja oferece à prática da obra de misericórdia de sepultar os corpos dos que nos precederam na fé. Hoje, muitos pensam na cremação somente como algo ligado ao sistema ambiental, ao problema higiênico das grandes cidades ou ao custo econômico de um funeral. Outros simplesmente deixam na sua decisão final expressões com esta: “Não quero que ninguém venha no cemitério me visitar”.

A prudência que a Igreja manteve sobre o fato dos corpos serem cremados, somente foi esclarecida no Código de Direito Canônico de 1963, quando foi levantada a proibição que se mantinha a respeito da cremação. A ressalva que foi estipulada é aquela de que a cremação seria permitida sempre e quando seus fins não fossem nem materialistas, nem utilitaristas e que por nenhum motivo fosse omitida a celebração ritual do que comumente conhecemos como a encomendação do corpo ou liturgia das exéquias (CDC. can. 1176, 3).

O Catecismo da Igreja Católica, em efeito, também expressa o ensinamento o qual não impede a cremação sempre e quando o corpo humano não seja nem manipulado, nem muito menos aproveitado por nenhum outro motivo diverso daquele da condução final das cinzas, de modo reverente e respeitoso, a um local apropriado. Não é recomendado, espalhar as cinzas no mar, no jardim ou serem depositadas num lugar da casa onde moram os familiares do defunto (CIC. 2301). A Igreja mantém a sua firme voz quanto ao respeito e a dignidade da pessoa, mesmo após a morte corporal.

A passagem desta vida para a Eterna deve ser marcada não por meras discussões sobre onde vão repousar os meus restos mortais.  Alguns preparam o seu lugar, o seu túmulo e deixam estipulado o ritual, as músicas e as leituras; tudo isto denota organização, realismo e até maturidade. O que importa é que todos professem que Cristo é a nossa vida, e que esperamos a vida Eterna porque a nossa fé O proclama Senhor dos vivos e dos mortos. Não centremos a nossa esperança no espaço que ocuparão os nossos restos mortais.

Demos dignidade ao momento da sepultura e ofereçamos uma boa palavra para aqueles que pela dor não conseguem muitas vezes entender a separação; tanto aos corpos que serão sepultados nos cemitérios como aqueles que serão cremados. A todos podemos lhes dedicar a frase que se encontra no cemitério da igreja dos Freis Capuchinhos, na Via Venetto em Roma: “Vocês são hoje o que nós um dia fomos”.

 

Dom Anuar Battisti

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Morre Cardeal Eugênio Sales

A Arquidiocese do Rio de Janeiro informou no fim da noite desta segunda-feira, 9 de julho, a morte do arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Cardeal Eugênio de Araújo Sales, aos 91 anos, vítima de um infarto enquanto dormia em sua casa no bairro do Sumaré, na capital carioca. “Foi um homem que seguiu Jesus Cristo, que soube estar presente nos momentos do Brasil”, avaliou dom Orani João Tempesta, em entrevista ao Jornal da Globo,  na madrugada desta terça-feira.

Atualmente, dom Eugênio era o mais antigo cardeal da Igreja Católica. Teve uma presença importante na questão dos refugiados, e foi uma referência para o Vaticano em relação à Igreja no Brasil. “Lembramos de sua atuação na Favela do Vidigal, ajudando os mais necessitados. Foi alguém que nunca deixou a fidelidade ao seu amor à Igreja e ao Santo Padre”, recordou dom Orani.

O velório ocorrerá durante esta terça-feira na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro do Rio. Já o enterro ainda não tem data marcada, mas está previsto para quarta-feira, quando o irmão de dom Eugênio, dom Heitor Sales, que foi arcebispo de Natal (RN) voltar de uma viagem à Europa.

 

Biografia

Dom Eugênio Salles nasceu em Acari (RN) no dia 8 de novembro de 1920, e fez seus primeiros estudos em Natal onde ingressou, em 1931, no Seminário Menor. Os cursos de Filosofia e Teologia foram realizados Seminário da Prainha, em Fortaleza. A ordenação presbiteral ocorreu em dia 21 de novembro de 1943.

Com apenas 33 anos, em 1954, foi nomeado bispo auxiliar de Natal pelo papa Pio XII. Em 1962 foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, função que exerceu até a chegada de dom Nivaldo Monte, em 1965. Em seguida, tornou-se administrador apostólico da Arquidiocese de Salvador e, quatro anos depois, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, pelo papa Paulo VI.

No período em que esteve em Salvador, dom Eugênio foi o criador das Comunidades Eclesiais de Base, da Campanha da Fraternidade e do Movimento de Educação de Base. Foi também um dos primeiros a implantar o Diaconato Permanente na Igreja no Brasil. No tempo da Ditadura Militar, realizou, em segredo, diversas ações em prol do abrigo a perseguidos políticos.

Em 1969, dom Eugênio foi criado cardeal presbítero pelo papa Paulo VI, e chegou a ocupar cargos em onze congregações no Vaticano. Em 13 de março de 1971, foi nomeado para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, função que exerceu até 2001, quando sua renúncia foi aceita. Ele já estava com 80 anos de idade.

Sua atuação teve como inspiração o seu lema episcopal, fundamentado na Carta de São Paulo aos Coríntios: “Impendam et Superimpendar” (2 Cor 12,15): “De muito boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”.

 

Por CNBB

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Considerações sobre o censo 2010 sobre religião no Brasil

No último dia 29/06, o IBGE divulgou dados do Censo 2010 sobre a realidade religiosa do Brasil. A grande manchete em toda a mídia foi a da queda do número de católicos e o aumento do número de evangélicos, embora não em igual proporção. Em Maringá, no período entre o Censo de 2000 e 2010, o número de católicos caiu 6% e o número de evangélicos aumentou quase 5%, enquanto que no Paraná, o número de católicos caiu quase 8% e o número de evangélicos aumentou 6,5%; já no Brasil, o número de católicos caiu 9% e o de evangélicos aumentou pouco mais de 8%.

É sempre importante considerar que as pesquisas são uma boa referência, mas não se pode absolutizá-las, principalmente quando se referem a algo que tem um forte caráter subjetivo, como é o caso da experiência religiosa. Ela não é uma coisa fácil de constatar com precisão.

Da parte Católica, esses dados não surpreendem, já que essa realidade vem sendo percebida ao longo dos anos. A cultura brasileira foi profundamente marcada pelo catolicismo, sendo a Igreja absolutamente majoritária durante muitos anos. Ser católico era algo praticamente “natural”, já que toda a família era católica, a sociedade e a cultura eram católicas. Os católicos no Brasil nunca se preocuparam muito em ser missionários, já que quase todos acabavam sendo batizados no catolicismo. Daí, a preocupação católica era mais com os sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, matrimônio. Porém, para uma boa parte das pessoas, isso era algo mais cultural e social do que opcional, de modo que tínhamos, e ainda temos, muitos católicos batizados, mas não evangelizados. São os famosos “católicos não praticantes”.

Embora tenha perdido fieis em termos quantitativos, é cada vez maior o número de fieis qualitativos na Igreja Católica. As pessoas que participam hoje são muito mais conscientes e assumem o ser católico como algo de sua opção e não por imposição sócio-cultural. Isso é muito bom. Queremos ser uma Igreja de pequenas comunidades que se conhecem, que se respeitam e que se amam. Queremos principalmente que a experiência de Cristo leve a pessoa a uma opção fundamental pelo seu Evangelho e que isso a faça participante ativa da Igreja e comprometida com a vida em plenitude em todos os sentidos.

E é isso o que temos percebido: o crescimento do número de católicos por opção e de fato. Vale lembrar que nos últimos 15 anos, o número de padres no Brasil passou de 16 mil para 22 mil, passando de 1 padre para cada 10 mil habitantes para 1 padre para cada 8 mil habitantes. Isso mostra a vitalidade da Igreja Católica. O número de paróquias criadas também tem crescido significativamente. Com isso, queremos dizer que crescer em qualidade é mais importante que crescer em quantidade.

Em relação aos evangélicos, devemos dizer que é uma satisfação saber que Cristo tem sido conhecido por um número cada vez maior de pessoas. Antes de sermos católicos ou evangélicos, somos cristãos, e isso nos une muito. Devemos, portanto, buscar ainda mais o que nos une. Daí a importância do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Embora as pesquisas identifiquem os cristãos não-católicos, a grande maioria pelo menos, num só grupo chamado de evangélico, eles estão inseridos em um número enorme de diversas igrejas. Isso significa que não há uma separação só entre católicos e evangélicos, mas das diversas igrejas evangélicas entre si também. Há que se considerar ainda que as igrejas evangélicas de maior tradição e históricas não têm crescido e que há um trânsito religioso muito grande entre os diversos segmentos evangélicos. Já há também um bom número que se identifica como evangélico não praticante, coisa que antes era “especialidade” só dos católicos.

Enfim, é importante que o encontro com Cristo seja verdadeiro e profundo, para que as pessoas de fato experimentem a vidaem plenitude. Quemfaz essa experiência anseia por viver numa comunidade fraterna, de irmãos(ãs), a Igreja. E assim vivendo, os(as) irmãos(ãs) vão sentir a necessidade de fazer com que a vida plena chegue a todos, transformando a cultura de morte em cultura de vida em toda a sociedade.

 

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Bote Fé Maringá

 

Bote fé Maringá será dia 22 de julho

 

Lideranças paroquiais estiveram reunidas, no último sábado (30), para o encerramento da ação evangelizadora “Rio que cresce entre nós” na Arquidiocese de Maringá. O projeto, uma iniciativa do Regional Sul 2 da CNBB, desafiou e envolveu a juventude de todas as paróquias em uma experiência missionária e, também, arrecadou fundos para despesas com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013.

Em Maringá, a ação evangelizadora foi apresentada aos jovens em fevereiro deste ano e contou com a adesão de praticamente todas as 56 paróquias da Arquidiocese. No Paraná, o projeto envolveu as 18 dioceses do Regional e, também, a Eparquia São João Batista (Rito Ucraniano).

 

Bote fé na vida

Além da entrega das planilhas, cupons e formulários da ação, os presentes receberam informações e orientações sobre a Jornada, principalmente sobre a articulação da juventude das paróquias para as próximas ações preparatórias para o evento, que acontecerá no Rio de Janeiro, em julho do próximo ano.

Na tarde do próximo dia 22 de julho, mais uma atividade deve mobilizar os jovens. Será realizado o evento “Bote fé na vida”, uma caminhada por ruas do centro de Maringá, para marcar a contagem regressiva de um ano para o início da JMJ. A previsão dos organizadores é de que o início seja às 14h, na Praça da Prefeitura, e que o encerramento aconteça com missa na Catedral.

 

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