Mês: agosto 2012



PR 323: Um chão de sangue

Todos os dias somos surpreendidos por notícias dramáticas de violência, em casa, na rua, no trânsito e sempre com mortes de pessoas que, na maioria das vezes, são inocentes. Como esquecer o gravíssimo acidente ocorrido há oito dias na PR 323 – área de cobertura da nossa Arquidiocese – onde vidas humanas de homens, mulheres, jovens e crianças em viagem de lazer e trabalho, foram colhidas repentinamente.

Qual a causa de tanta violência? Um dia desses alguém perguntou: Por que Deus permite tudo isso? São perguntas cujas respostas estão dentro de cada um de nós. A nossa liberdade, a capacidade de decisão de cada um é a causa primeira do bem ou do mal. Não podemos julgar. Mas quem decidiu cometer falta grave de imprudência naquele lugar, naquela hora e naquele dia?

Será que Deus é culpado? Na maioria dos casos a imprudência é a grande causa dos acidentes. No entanto, no caso específico da PR 323, não podemos colocar a culpa apenas nos motoristas. A pista da 323 não é das melhores. Está comprovado que as irregularidades no asfalto, a falta de acostamento em alguns trechos e a falta de faixa auxiliar em pontos de grande tráfego de veículos pesados, tudo isso gera um desgaste muito grande em quem precisa dirigir nesta estrada diariamente.

Neste caso a responsabilidade da imprudência deve ser compartilhada. O motorista pode ser imprudente, mas o Estado também está sendo.

Tenho a impressão que o ser humano a cada dia que passa quer tomar o lugar de Deus. Eu decido, eu sei, eu sou dono da minha vida, ninguém precisa se intrometer naquilo que faço! O outro é apenas um número, um objeto sem valor.

Vivemos tempos em que vida humana parece não valer nada. A consciência de que vivemos em sociedade, onde necessitamos do outro, onde o respeito e a consideração formam a condição necessária da boa convivência, precisa retomar o seu lugar.

A vida moderna, invadida pela velocidade dos meios técnicos, onde a rapidez do fazer e produzir cada vez mais em menos tempo, passou a tomar conta do ser humano como um todo.

Não somos máquinas. Não somos feitos para produzir o tempo todo. Somos seres limitados. Muitas vezes nos esquecemos de viver e aceitar as limitações próprias de seres humanos.

Ao mesmo tempo em que vemos a causa de tantas mortes, no livre arbítrio do ser humano, também temos que concordar as condições em que se encontra a PR 323 não são satisfatórias. Uma rodovia de alta utilização e intensa circulação de veículos pesados, que não oferece segurança para quem nela trafega, precisa urgentemente ser duplicada.

Recentemente participamos com outros segmentos da sociedade organizada do início da campanha pela duplicação do trecho Maringá-Umuarama.  O impacto inicial foi muito significativo, mas precisamos novamente erguer a voz e cobrar do governo estadual  para que as melhorias sejam realizadas URGENTEMENTE.

Não podemos mais esperar. De gente de boa vontade o inferno está cheio. Precisamos de ação imediata.

A dor e o sofrimento de tantas famílias, o sangue de inocentes regando as ruas e rodovias, não podem ser inúteis. Deus acompanha de perto tudo isso. Ele continua falando através de todas as tragédias, mas ainda continuamos surdos e nos fazendo de deuses.

Mais uma vez e quantas outras serão necessárias para mudar o nosso comportamento, a nossa mania de ser.  Está na hora de deixar a nossa soberania para obedecer em tudo às leis humanas e principalmente a Deus, ao Criador de tudo. “Quanto aos servos, que sejam, em tudo, obedientes ao seu Senhor, dando-lhes motivo de satisfação.” (Tito 2,9).

Motorista e governo. Por favor, façamos todos nós a parte que nos cabe e vamos limpar o mar de sangue que está sobre a PR 323.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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15 de agosto: Dia de Nossa Senhora da Glória

Nessa quarta-feira (15) a Igreja celebra o Dia de Nossa Senhora da Glória, Padroeira da cidade de Maringá e da Arquidiocese de Maringá. A programação oficial do Dia da Padroeira começa logo cedo, às 7h, com o Solene Ofício de Nossa Senhora (Ofício das Leituras e Laudes) e a Solenidade de (re) entronização de imagens da Bem-aventurada Virgem Maria nos lares, na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. Esta celebração será presidida pelo Cardeal Dom João Braz de Aviz, com a presença do Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti.

Às 12h repicar dos sinos de todas as Paróquias da Arquidiocese de Maringá; às 18h procissão e Missa Solene (campal) seguida da coroação da imagem da Bem-aventurada Glória Virgem Maria, Senhora Glória – com saída do Parque do Ingá em direção à Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. A santa missa será  presidida pelo Cardeal Dom João Braz de Aviz.

 

Sobre a Assunção de Nossa Senhora

Amanhã (15 de agosto) solenemente a Igreja celebra o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.

É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.

Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.

 

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Por Canção Nova

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Coletas das missas dos dias 18 e 19 de agosto vão para Guajará-Mirim

Artigo do Padre Sidney Fabril*

 

 

Nossa arquidiocese participa do “Projeto Igrejas Irmãs” da CNBB e tem como irmã a Diocese de Guajará-Mirim,em Rondônia. Láestá o nosso Pe. Genivaldo Ubinge, que atende a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na sede da diocese.

A Diocese de Guajará-Mirim localiza-se no Sul do Estado de Rondônia fazendo limite com a Bolívia, a Arquidiocese de Porto Velho (RO) e a Diocese de Ji-Paraná (RO). Possui uma superfície de 88.449,8 km² e uma população de 195.783 habitantes (IBGE 2010). Os municípios que fazem parte dela são: Alta Floresta d’0este, Alto Alegre dos Parecis, Cabixi, Cerejeiras, Colorado do Oeste, Corumbiara, Costa Marques, Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Pimenteiras do Oeste, São Francisco do Guaporé e Seringueiras.

A Diocese de Guajará conta  com 12 paróquias, incluindo 60 comunidades urbanas e 361 rurais. Para poder atender melhor as comunidades, a Diocese é organizada em 3 regiões pastorais: região sede – com 3 paróquias, 14 comunidades urbanas e 48 comunidades rurais; região centro – com 4 paróquias, 12 comunidades urbanas e 100 comunidades rurais; região sul – com 4 paróquias e 1 quase-paróquia, 34 comunidades urbanas e 213 comunidades rurais.

Nossa Igreja irmã tem somente 7 padres diocesanos e, portanto, precisa de ajuda de padres de congregações religiosas, de outras dioceses e de freiras de diversos carismas. Muitos leigos atuantes ajudam a ação evangelizadora naquela diocese. A dificuldade maior reside nas distâncias, uma vez que a população está bastante espalhada não só nos diversos municípios, mas também em distantes comunidades rurais no interior dos municípios. Para se ter uma ideia, a paróquia mais distante da sede da diocese está há mais de1.000 km.

É uma diocese que precisa de ajuda financeira também, uma vez que a situação é de pobreza e escassez. Várias obras sociais estão a cargo da Igreja e não tem recursos para continuar atendendo os mais necessitados.

Por isso, a nossa arquidiocese instituiu uma coleta específica para nossa Igreja irmã. Começou no ano passado. Ela será feita sempre no final de semana em que celebramos nossa padroeira, Nossa Senhora da Glória, ou seja, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Neste ano, acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto. No ano passado, a coleta arrecadou R$ 50.300,00. Queremos melhorar bastante neste ano. Vamos dar este grande presente à Nossa Senhora da Glória: a partilha dos bens para com seus outros filhos, nossos irmãos. Vale lembrar que Nossa Senhora também é padroeira de Guajará-Mirim sob o título de Nossa Senhora do Seringueiro.

Nossa arquidiocese tem bastante recursos humanos e financeiros. Precisamos repartir mais com os que não tem. Como podemos deixar nossa Igreja irmã passando necessidades de pessoas e recursos materiais quando para nós está sobrando? É preciso uma verdadeira conversão pastoral da nossa parte, a fim de que a Arquidiocese de Maringá seja mais missionária. Quanto mais partilharmos, mais teremos. É essa a lógica cristã: quanto mais a gente partilha, mais as pessoas e os bens se multiplicam. O apóstolo Paulo disse: “Quem semeia com generosidade, com generosidade há de colher. Cada um dê conforme decidir em seu coração, sem pena ou constrangimento, porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9, 6-7).

É preciso descobrir que a maturidade de uma Igreja acontece quando ela partilha sua fé com as que mais necessitam. Partilhar a fé implica também repartir os bens materiais. Nossa doação dará melhores condições para a ação evangelizadora de Guajará-Mirim; será um apoio confortante para eles. Então vamos fazer de tudo para divulgar e ajudar nossas paróquias a realizarem com êxito essa coleta.

 

Pe. Sidney Fabril é Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá-PR

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A família, o trabalho e a festa

A família, o trabalho e a festa

 

Em sua edição 2012, a Semana Nacional da Família, de 12 a 18 de agosto, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe como temática o trinômio a Família, o Trabalho e a Festa: o modo de viver os relacionamentos (a família), de habitar o mundo (o trabalho) e de humanizar o tempo (a festa).

“A Semana Nacional da Família procura motivar momentos, encontros e celebrações com o desejo de despertar todas as pessoas de boa vontade ao valor único e próprio da família”, diz o texto do subsídio Hora da Família.

Chegada à plenitude dos tempos Deus envia seu Filho ao mundo. O filho é acolhido no seio de uma família, a Família de Nazaré. Esta família torna-se modelo para as famílias porque constrói sua santidade acolhendo Aquele que é Santo. Jesus pede que a família seja lugar de acolhida e geradora de vida em plenitude.

A família não gera apenas a vida física, mas também aqueles valores que são essenciais a cada pessoa e a todas as pessoas: a justiça, a fraternidade, o perdão, a acolhida. Na família se aprende o significado da ternura, do aconchego, da renúncia, da paciência. É lugar de crescer em idade, sabedoria, e graça diante de Deus e diante dos homens.

O Beato João Paulo II escrevia em um documento sobre a Família: “animada e sustentada pelo mandamento novo do amor, a família cristã vive a acolhida, o respeito, o serviço para com o homem, considerado sempre na sua dignidade de pessoa e de filho de Deus. Isto deve acontecer, antes de tudo, no e para o casal e para a família, mediante o empenho cotidiano de promover uma autêntica comunidade de pessoas, fundada e alimentada por uma íntima comunhão de amor” (Familiaris Consortio 64).

E por que deve haver esse empenho? Porque a humanidade da família pode renovar a sociedade. “A família é a primeira escola dos afetos, o berço da vida humana, onde o mal pode ser enfrentado e superado. A família é um recurso precioso de bem para a sociedade. Ela constitui a semente da qual nascerão outras famílias, chamadas a melhorar o mundo.” “A família constitui a célula primeira e vital da sociedade” (Familiaris Consortio 42).

Criado à imagem e semelhança de Deus o homem, como Deus, trabalha e descansa. O resultado do ‘trabalho’ de Deus é a vida plena. Assim o trabalho humano deve ser também gerador de vida, especialmente para a família e consequentemente para a sociedade. Jamais deveria acontecer que o trabalho sufoque o homem.

Para poder viver, o homem deve trabalhar, mas de forma que sejam salvaguardados os seus direitos e sua dignidade. Não raro, muitas pessoas sofrem porque as condições de trabalho não lhes garante a formação e sustento de uma família. Mecanismos de tutela adequados devem garantir esse direito para todos.

E assim como não só de pão vive o homem, o descanso de Deus recorda a necessidade de suspender o trabalho para que a vida religiosa e lúdica “pessoal, familiar e comunitária não seja sacrificada aos ídolos do acúmulo da riqueza, do progresso da carreira e do incremento do poder. O homem não vive só de relações de trabalho, em função da economia. É necessário tempo para cultivar as relações gratuitas dos afetos familiares e dos vínculos de amizade e parentesco”. É o tempo da festa.

O homem moderno perdeu o sentido da festa. O tempo livre passou a ser o tempo do cultivo do narcisismo. Às vezes dentro da própria família, o tempo do descanso passa a ser momento de isolamento e egoísmo. É preciso recuperar o sentido do domingo como o dia para a família.

O homem não descansa somente para voltar ao trabalho, mas para fazer festa. É mais oportuno do que nunca que as famílias voltem a descobrir a festa como lugar do encontro com Deus e da proximidade recíproca.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Comunicado de falecimento: Padre José Bortolotte

A Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do Padre José Bortolotte. O sacerdote do clero de Maringá morreu nessa quarta-feira (08) por volta das 23h. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia. O corpo está sendo velado na igreja Divino Espírito Santo. Às 12h e 16h haverá missa  de corpo presente. O sepultamento será realizado após a missa das 16h no Cemitério Rainha da Paz em Maringá.

Padre José Bortolotte nasceu dia 20 de outubro de 1945 em Jandaia do Sul. Foi batizado em 24/02/1946 na Paróquia N. Sra. Aparecida de Mandaguari. Filho de Ótavio Bortolotte e Hilda Monteiro Bortolotte fez graduação em filosofia  na Universidade Federal do Paraná e teologia no Stutium Theologicum em Curitiba.

Foi ordenado sacerdote no dia 08 de dezembro de 1973 por Dom Jaime Luiz Coelho na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá.

Padre Zezinho, como era conhecido, foi nomeado vigário cooperador da Catedral de Maringá em 18/02/1974; trabalhou também na Paróquia São Miguel Arcanjo em Maringá; Paróquia São Francisco de Assis em Maringá; Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Paranacity; foi administrador paroquial na Paróquia São Judas de Cruzeiro do Sul; Em 02/04/1998 foi nomeado Chanceler da Cúria Metropolitana; atuou como Pároco da Paróquia Divino Espirito Santo em Maringá após nomeação em 2006 e atualmente estava em tratamento médico por causa do agravamento dos problemas ocasionados pelo diabetes.

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Campanha Nacional “Municípios em Defesa da Vida”

Brasil Sem Aborto lança Campanha Nacional “Municípios em Defesa da Vida”

 

“A vida depende do seu voto!”, com este lema o movimento nacional da cidadania pela vida (Brasil sem aborto) lançou recentemente um comunicado aos partidos políticos visando a divulgação dos nomes de candidatos pró-vida para que os eleitores conheçam os candidatos que abertamente defenderão a vida se forem eleitos, assinando um termo de compromisso com a defesa da vida.

A carta redigida em Brasília no dia 11 de Julho se dirige “aos Presidentes dos Diretórios Municipais dos Partidos Políticos Brasileiros”.

“O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto comunica a todos os Presidentes dos Diretórios Municipal, Estadual e Nacional de todos os partidos políticos brasileiros que foi lançada a 2ª Edição da Campanha Nacional “Municípios em Defesa da Vida”, tendo como slogan “A VIDA depende do seu VOTO””, afirma a missiva.

Segundo explica o texto do movimento pró-vida brasileira “essa campanha visa conscientizar os eleitores brasileiros da importância de levarem em consideração, dentre os critérios que devem nortear a escolha de seus candidatos, um de fundamental importância: a promoção e defesa da vida – desde a concepção, uma vez que o direito à vida é o primeiro e o mais fundamental de todos os direitos humanos”.

“Eleger prefeitos (as) e vereadores (as) comprometidos com esta causa constitui uma das prioridades do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, pois os futuros prefeitos (as) e vereadores (as) poderão contribuir muito para a implementação de políticas públicas de apoio à maternidade, assegurando às gestantes brasileiras direitos como pré-natal, acompanhamento ginecológico e obstétrico, principalmente às mulheres pobres de nosso país que querem ter seus filhos de maneira segura e digna”, afirma também a carta do movimento Brasil Sem Aborto.

A nota recorda que “os políticos que exercem mandatos no âmbito municipal futuramente poderão ser deputados federais, senadores, secretários estaduais e ministros da administração federal, levando para estas instâncias o seu compromisso de promoção e defesa da vida – desde a concepção. Eles também constituem base política fundamental dos membros do Congresso Nacional e da Administração Federal, formando elos importantes para a luta contra a descriminalização/legalização do aborto no Brasil”.

“Deste modo, o Movimento Brasil Sem Aborto, através de seus Comitês Estaduais e/ou Municipais, ou por meio de grupos pró-vida organizados no âmbito municipal, está fazendo o trabalho de identificação de possíveis candidatos e candidatas aos dois cargos em disputa nestas eleições que desejem assinar Termo de Compromisso com firma reconhecida em cartório, conforme texto anexo. Uma vez assinado o referido termo de compromisso, o nome do candidato (a) a prefeito (a) ou vereador (a) constará do site do movimento www.brasilsemaborto.com.br possibilitando aos eleitores o acesso aos candidatos pela vida nestas eleições”, informam os pró-vidas brasileiros.

“Solicitamos aos presidentes dos diretórios partidários, em âmbito municipal, que façam chegar a todos os candidatos e candidatas de seu partido ou coligação este comunicado, a fim de que todos possam dele ter conhecimento. Os que desejarem aderir a esta Campanha “Municípios em defesa da Vida” – “A VIDA depende do seu VOTO” devem assinar o Termo de Compromisso, obter o reconhecimento de firma em cartório, enviar digitalizado através do email: [email protected]

A carta leva a assinatura da Dra. Lenise Garcia, Presidente Nacional do Brasil sem Aborto, de Jaime Ferreira Lopes, Vice-Presidente Nacional Executivo e de Damares Alves, Secretária Geral do Movimento.

 

Por ACI Digital

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Ser Padre

“Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer.

Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação. Ser padre não é uma tarefa fácil! Deixar tudo é entregar-se completamente nas mãos do Senhor pede vocação, força e fé. Muita fé. O padre é um ser humano sujeito a tentações, fraquezas e também emoções e sentimentos.

É claro que, em alguns casos, nem sempre os limites humanos são superados, mas a graça divina e a oração constante são a melhor ajuda para os momentos de dificuldade.

O padre precisa de nós tanto quanto nós dele. Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações. Precisa que rezemos pedindo que Deus o santifique, ampare e console nos instantes de fraqueza; que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão. Este dia deve ser repleto de agradecimentos e louvor pelo padre que temos.

Deve ser o dia de um abraço caloroso e fraternal, de um “muito obrigado” sincero e de festa. Ter um padre em nossas comunidades é uma benção de Deus e isto precisa ser celebrado com muito amor e alegria. Felicidades a todos os padres. Que Deus sempre os abençoe e guarde, hoje e sempre” (papa Bento 16).

Faço minhas as palavras do Papa nesta data em que lembramos o dia do Padre. Padre significa pai, pai do povo que caminha na fé, na esperança, construindo aqui e agora um mundo melhor. Padre também é chamado de Presbítero, ou seja o ancião, homem provado, o sacerdote, homem que servia no templo recebendo as ofertas, homem do sacrifício.

Prefiro chamar de Padre, de presbítero, o homem que tem a missão de acompanhar, de orientar, de coordenar a vida do povo a ele confiado, como pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. O homem provado na vocação, como o ouro no cadinho.

Obrigado queridos padres, presbíteros de nossas comunidades, que incansavelmente sem esperar nada em troca, doam vossas vidas, a exemplo do Bom e Amado Pastor. Aquele que vos chamou é fiel. Ele conta com a vossa fidelidade até o fim. “Muitos foram os chamados e poucos foram escolhidos”.

Sim, somos poucos, porém, não estamos sozinhos. Queremos crescer na fraternidade, na ajuda mútua, no encontro afetivo e efetivo, não de servos, mas de amigos. Em primeiro lugar, amigos do Senhor Jesus, pois foi Quem vos chamou por primeiro de amigos. Vocês são meus amigos e eu quero ser sempre amigo de vocês!

 

 

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo metropolitano de Maringá

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O que é mais importante, quantidade ou qualidade?

Nos últimos dias, temos acompanhado o sensacionalismo midiático a respeito dos dados do Censo 2010. Muito se fala sobre a diminuição do número de católicos e o aumento do número de evangélicos. Destaca-se também o número daqueles que se declaram sem religião. Parece haver uma tentativa de dizer que a Igreja Católica está fadada à falência e ao fracasso. Mas será que tudo isso é realmente verdade?

Não há como negar que o número de pessoas que se dizem católicas tem diminuído. E isso não deve cessar nos anos vindouros. Provavelmente, no próximo censo, o número de católicos seja ainda menor. E novamente a mídia sensacionalista aproveitará a oportunidade para criticar a Igreja.

Alguns fenômenos modernos colaboram para tal estatística. Discursos sobre a emancipação da pessoa, a liberdade de expressão e a autonomia do ser humano fazem com que o indivíduo que não participa de nenhuma Igreja não se declare mais como católico ou evangélico. Atualmente, parece estar “na moda” que as pessoas afirmem ter “uma crença”, um “lado espiritual independentemente de religião”. Será que ser cristão atrapalha o funcionamento de uma ideologia que coloca o foco na atitude pessoal, individualista?

A modernidade – que insistentemente repete e sustenta que “se você quiser, você pode e você consegue tudo” – e também o advento das diversas religiões fizeram com que a cristandade ficasse no passado e agora, no mundo contemporâneo, as pessoas têm a liberdade para expressar opinião sobre a religião (ou sobre essas ditas “crenças” colocadas fora de qualquer religião) sem se preocupar com tradições familiares ou costumes culturais religiosos tão arraigados na história do povo brasileiro.

Contudo, queridos leitores, tirando um pouco o olhar dessas constatações construídas pelas mídias, a realidade eclesial interna nos apresenta, segundo dados do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS), uma “Igreja viva”, em que as ações pastorais crescem a cada dia e as pessoas se mostram mais comprometidas com a fé que professam.

 

Alguns fatores nos chamam a atenção para essa realidade: 

a) O expressivo crescimento no número de paróquias: Segundo o CERIS, “os teóricos da secularização dizem que a religião está fadada ao fracasso, mas o que vemos é o contrário, pois à medida que surge a necessidade da criação de mais paróquias e estas de serem setorizadas, ampliando, assim, o seu alcance, supõe-se que os resultados são de uma maior adesão religiosa, inclusive de pessoas afastadas”. A criação de novas paróquias mostra que o número de fiéis tem aumentado. Em nossa arquidiocese, de 2000 a 2010, foram criadas 8 novas paróquias (Em Maringá: Santa Joaquina de Vedruna, Nossa Senhora Aparecida, Santa Rita de Cássia, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora do Rosário, Santo Expedito; Em Sarandi: Nossa Senhora da Esperança; Em Uniflor: Imaculada Conceição). E no dia 1º de setembro será criada uma nova paróquia em Maringá: Santa Paulina – que irá se desmembrar da Paróquia Santa Izabel de Portugal. 

b) O aumento significativo de padres nos últimos anos. No ano 2000, no Brasil, havia 16.772 padres. Em 2010, há 22.119. A distribuição de padres por habitantes é outro fator relevante. Em 2000, havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e, para cada presbítero, contabilizavam-se 10.123,97 habitantes. Dez anos depois, havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre seria responsável pelo número de 8.624,97 habitantes. Em nossa arquidiocese, de 2000 a 2010, foram ordenados 25 novos padres.

Olhando para a realidade da Arquidiocese de Maringá, percebemos um crescimento qualitativo na formação dos leigos (ex: escolas de teologia, escola catequética), uma ação pastoral mais orgânica e sistemática a partir do 22º Plano da Ação Evangelizadora (ex: revitalização da Pastoral Familiar, fortalecimento dos Grupos de Reflexão, o interesse sempre crescente pela Juventude) e posicionamento crítico (profético) da Igreja diante das questões sociais, demonstrando que a Igreja defende a vida em todas as instâncias e está a favor dos mais desfavorecidos.

Retomando os dados do CERIS, o relatório final dessa pesquisa aponta que “o quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs (…). Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica. Sendo assim, por mais que se diga que houve aumento no número dos que se dizem sem religião, ou que cresceu o interesse e as adesões a novos grupos religiosos e a novas igrejas, a Igreja Católica se revela ainda mais estruturada e em franca expansão, com seus empreendimentos missionários como, por exemplo, os que foram propostos pela Missão Continental”.

Enfim, não negamos que haja uma realidade nova e desafiante (para a qual precisamos buscar respostas), mas também percebemos que tem crescido a qualidade daqueles que se denominam cristãos católicos. A missão do cristão é ser sal e luz. Mesmo que os cristãos sejam poucos, se cumprirem essa missão serão capazes de dar sentido à vida de muitos que perderam a razão de viver e de tantos outros que vivem na escuridão, sem saberem por onde caminhar.

Que o Deus da vida e da luz nos ajude a permanecer firmes na evangelização e nos dê sabedoria e discernimento para enfrentar os novos desafios do mundo contemporâneo.

 

Pe. Sandro Ferreira

Paróquia Santo Antônio de Pádua – Maringá-PR

[email protected]

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Novena de Nossa Senhora da Glória

Dia 06 de agosto, segunda-feira, a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória dará início à novena da padroeira da cidade e da Arquidiocese de Maringá. O livro da novena, com 188 páginas, pode ser comprado na secretaria da Catedral por R$5.

A novena será encerrada dia 14, terça-feira. Já no dia 15, quarta-feira, a Igreja celebra a Solenidade de Nossa Senhora da Glória com Missa campal na praça da igreja às 18h, com a presença do ex-arcebispo de Maringá, Cardeal Dom João Braz de Aviz.

 

Segunda-feira, 06 de agosto: Missa: Bem-aventurada Virgem Maria, Filha eleita de Israel às 7h, 12h e 18h30; Meditação do Rosário (Mistérios da Alegria) às 17h30; Após a Missa das 18h30 Hora Santa (Adoração ao Santíssimo Sacramento) até às 20h.

Terça-feira, 07 de agosto: Celebração da Palavra: Bem-aventurada Virgem Maria, na Anunciação do Senhor às 7h, 12h e Missa às 18h30; Meditação do Rosário (Mistérios da Dor) com o Apostolado da Oração às 17h30;  Noite de louvor com o grupo Raio de Luz, da Renovação Carismática Católica, às 20h no Auditório Dona Guilhermina.

Quarta-feira, 08 de agosto: Missa: Santa Maria, Rainha e Mãe de Misericórdia às 7h, 12h, 15 e 18h30; Meditação do Rosário (Mistérios da Glória) com a Catequese Infantil às 19h30.

Quinta-feira, 09 de agosto: Missa: Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe do Salvador às 7h, 12h e 18h30; Meditação do Rosário (Mistérios da Luz) com os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística às 17h30.

Sexta-feira, 10 de agosto: Missa: Santa Maria, na Apresentação do Senhor às 7h, 12h e 18h30; Meditação do Rosário (Mistérios da Dor) com o Movimento Apostólico de Schoenstatt (Mãe Peregrina) às 19h30.

Sábado, 11 de agosto:  Missa: Santa Maria, Discípula do Senhor às 7h;  Meditação do Rosário (Mistérios da Alegria) às 12h;  Missa do 19º Domingo do Tempo Comum às 19h30.

Domingo, 12 de agosto: Missa do 19º Domingo do Tempo Comum às 7h30, 9h30, 12h, 18h e 19h30.

Segunda-feira, 13 de agosto: Missa: Bem-aventurada Virgem Maria, Imagem e Mãe da Igreja às 7h, 12h e 18h30; Novena – Meditação do Rosário (Mistérios da Alegria) às 17h30.

Terça-feira, 14 de agosto: Missa: Bem-aventurada Virgem Maria, Porta do Céu, às 7h e às 12h. Às 18h30 Solene Missa da Vigília presidida pelo Cardeal Dom João Braz de Aviz.  Após a missa adoração ao Santíssimo Sacramento com o Apostolado da Divina Misericórdia até às 3h da madrugada.

Quarta-feira, 15 de agosto: Solene Ofício de Nossa Senhora (Ofício das Leituras e Laudes) e Solenidade (re) entronização de imagens da Bem-aventurada Virgem Maria nos lares às 7h. Às 12h repicar dos sinos de todas as Paróquias da Arquidiocese de Maringá; Às 18h procissão e Missa Solene (campal) seguida da coroação da imagem da Bem-aventurada Glória Virgem Maria, Senhora Glória – com saída do Parque do Ingá em direção à Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.

 

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