Mês: março 2013



Homilia Missa do Crisma – Aos Padres…

Homilia de Dom Anuar Battisti
Missa do crisma – Quinta-feira Santa
Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, Maringá-PR

Meus queridos presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, Povo de Deus aqui reunido, minha saudação em Cristo! Em primeiro lugar quero dizer a cada um de vocês meus amados Presbíteros, meu muito obrigado por aquilo que vocês são e fazem. Do meu coração lhes digo: vos amo e quero amar-vos cada vez mais.
Me perdoem todas as minhas falhas, e ao mesmo tempo digo de coração, que não carrego nada do nosso passado a não ser a certeza que Deus nos ama e nos dá a capacidade de amar cada vez mais. Somos diferentes e nisto está a beleza deste jardim, chamado presbitério da Igreja que está em Maringá….vamos juntos continuar o caminho.
Nesta Quinta-feira Santa, quando recordamos a instituição do sacerdócio ministerial, nos reunimos para celebrar esse presente de Deus dado a cada um de nós. Como irmãos, no único presbitério, queremos recomeçar nossa missão de maneira nova, diferente, porque ninguém gosta de repetir serviço. Queremos fazer de cada dia e de cada momento um dia e um momento novo, marcado pelo amor-doação com que nosso amado e bom pastor nos ensinou.
O Profeta Isaias e o evangelista Lucas combinaram em épocas diferentes, em nos dizer hoje as mesmas palavras. “O Espírito está sobre mim e sobre você, me consagrou com a unção e me enviou para proclamar a boa notícia aos pobres, curar os corações feridos, proclamar a libertação dos escravos, proclamar o ano da graça,…vocês serão chamados sacerdotes de Deus, darei a sua recompensa e estabelecerei uma aliança eterna…e todos aqueles que os virem reconhecerão que são povo de Deus… enquanto falava na sinagoga, todos tínhamos olhos fixos nele..”
O nosso povo está cheio das más notícias, está com o coração ferido, machucado pela injustiça, discriminação, violência, ódio, vingança. O povo está com olhos fixos em nós e querem escutar uma boa notícia de nossos lábios em nossas homilias e na direção espiritual; a cura das feridas da alma através da confissão, cuja experiência forte foi feita nestes dias. Nosso povo nos quer ouvir proclamar a libertação e o ano da graça através de nossas atitudes de presença amorosa, de diálogo franco e aberto com o diferente. Somos chamados a sermos profetas da esperança. Como disse o Papa Francisco no Domingo de Ramos: “Não percam a esperança! Que bela missão está em nossas mãos!”
Para nos deixar estimular nesse caminho de vivência cada vez mais profunda do nosso ser pastores, quero trazer presente dois testemunhos que brilharam diante de nossos olhos precisamente na quaresma deste ano. Primeiramente, o querido Papa emérito, Bento XVI, que, no seu discurso de despedida dizia: “Foi um trecho do caminho da Igreja que teve instantes de alegria e de luz, mas também momentos difíceis. Me senti como São Pedro e os apóstolos no barco no Mar da Galileia. O Senhor nos deu muitos dias de sol e brisa leve, em que a pesca foi abundante. E momentos em que as águas estiveram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, em que o Senhor parecia dormir.

Mas eu sempre soube que naquele barco estava o Senhor e que o barco não era meu, nem de vocês, mas Dele, que não o deixa naufragar. É Ele que o conduz, certamente através também dos homens que escolhe, porque os quer. Esta foi e é uma certeza que nada pode ofuscar. Mas quando senti que as minhas forças tinham diminuído, pedi ao Senhor que me iluminasse para que eu tomasse a decisão mais justa……deixo tudo, …..não somos eternos…. eu nunca me senti sozinho…”.
Depois dele, o Papa Francisco, que em poucos dias, conquistou a humanidade com palavras simples e gestos chocantes, como aquele de se inclinar e pedir que o povo rezasse por ele. Com uma simplicidade que faz jus ao seu nome, com a coragem de pastor quebra as estruturas e aproxima-se do povo, sem fazer conta que é chefe de estado, bispo de Roma, pastor universal da Igreja…estende a mão, abraça as crianças, senta no último banco da capela esperando a vez para celebrar, telefona pessoalmente ao seu jornaleiro em Buenos Aires para dizer: reze por mim, eu não esqueci de vocês.

Ungido e consagrado para amar e dar a vida, renuncia aos protocolos e regalias do poder, não quer uma cruz de ouro, não precisa de muitos adornos e vestimentas, manda levar o trono da sala das audiências privadas para o museu e pede uma simples cadeira. Não foram seus discursos a conquistar e sim suas atitudes, realizadas sem estereótipos, sem máscaras. Ele é assim, ele foi assim, ele será assim.
O mundo começa olhar a Igreja e a cada um de nós de maneira diferente. A nossa missão não está no ativismo de quem quer salvar o mundo, não está na burocracia das estruturas ultrapassadas, não está na busca de status e na segurança material com medo do futuro, não está nos títulos e diplomas, mesmo sendo necessários, não está no fazer a própria vontade em nome da vontade de Deus.
Fomos escolhidos entre muitos chamados, para dar o testemunho vivo de quem nos chamou, ser como Ele o Bom e Amado Pastor, que veio dar a vida, servir sem ser servido.
Hoje estamos juntos para renovar, diante de Deus, na presença do bispo, as promessas feitas no dia da vossa ordenação presbiteral. Estamos juntos e juntos queremos continuar o caminho de fraternidade neste presbitério onde Deus nos colocou, não por acaso.
Repito a palavra do Apocalipse que nos foi apresentada na segunda leitura de hoje: “A Jesus, que nos ama e nos libertou de nossos pecados por meio do seu sangue, e que fez de nós um reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a Jesus, a glória e o poder para sempre. Amém” (Ap.1,5-6).

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá-PR

 

Sem categoria
Comente aqui


“Na Semana Santa, abrir as portas do nosso coração”

Nesta quarta-feira, 27 de março, realizou-se a primeira Audiência Geral do Papa Francisco. A Praça S. Pedro estava cheia para ouvir as palavras do Pontífice, que dedicou sua catequese à Semana Santa. Depois da Páscoa, anunciou ele, retomará as catequeses sobre o Ano da Fé, como vinha fazendo seu predecessor.

“Mas que significa viver a Semana Santa para nós?” – questionou. É acompanhar Jesus no seu caminho rumo à Cruz e à Ressurreição. Em sua missão terrena, ele falou a todos, sem distinção, aos grandes e aos humildes, trouxe o perdão de Deus e sua misericórdia, ofereceu esperança; consolou e curou. Foi presença de amor. Na Semana Santa, vivemos o vértice desse caminhada de Jesus, que se entregou voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em perfeita união com sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós”.

O Papa então perguntou: “Que tudo isso tem a ver conosco? Significa que esta é também a minha, a tua, a nossa caminhada. Viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos, ir ao encontro dos outros, ir às periferias da existência, encontrar sobretudo os mais distantes, os que mais necessitam de compreensão, de consolação, de ajuda”.

Viver a Semana Santa, diz Francisco, é entrar sempre mais na lógica de Deus, do Evangelho. A falta de tempo não é desculpa, disse o Papa. “Não podemos nos contentar com uma oração, uma Missa dominical distraída e não constante, de algum gesto de caridade, e não ter a coragem de ‘sair’ para levar Cristo”.

“A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, dos movimentos, das associações, e ‘sair’ ao encontro dos outros para levar a luz e a alegria da nossa fé, um raio de amor do Senhor. Sair sempre! E isso com o amor e a ternura de Deus, no respeito e na paciência.”

Após a catequese, como de costume, o Pontífice saudou os grupos presentes. Francisco não falou nas várias línguas, mas sim em italiano. A síntese da catequese e da saudação foi lida por um tradutor. Em português, foi feita pelo padre Bruno Lins:

“Queridos irmãos e irmãs, na Semana Santa, centro de todo o Ano Litúrgico, somos chamados a seguir Jesus pelo caminho do Calvário em direção à Cruz e Ressurreição. Este é também o nosso caminho. Ele entregou-se voluntariamente ao amor de Deus Pai, unido perfeitamente à sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós: assim o vemos na Última Ceia, dando-nos o seu Corpo e o seu Sangue, para permanecer sempre conosco.

Portanto, a lógica da Semana Santa é a lógica do amor e do dom de si mesmo, que exige deixar de lado as comodidades de uma fé cansada e rotineira para levar Cristo aos demais, abrindo as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, movimentos, associações, levando a luz e a alegria da nossa fé. Viver a Semana Santa seguindo Jesus significa aprender a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos demais, até as periferias da existência.

Há uma necessidade imensa de levar a presença viva de Jesus misericordioso e rico de amor. Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os grupos de jovens vindos de Portugal e do Brasil: sede bem-vindos! Desejo-vos uma Semana Santa abençoada, seguindo o Senhor com coragem e levando a quantos encontrardes o testemunho luminoso do seu amor. A todos dou a Bênção Apostólica!”

Por CNBB

Comente aqui


Semana Santa: “Deus não se cansa de perdoar”

Semana Santa: “Deus não se cansa de perdoar”

 

Celebramos ontem (24) o Domingo de Ramos, também chamado de Domingo da Paixão, quando iniciamos a Semana Santa; tempo único durante o ano para parar, contemplar e recomeçar um caminho a exemplo de Jesus.

Eu chamo esta semana de a “grande semana do perdão”. O perdão de todas as nossas falhas, a vida nova conquistada na Paixão, morte e ressureição do Senhor Jesus.

Estes fatos aconteceram porque temos um Deus que nos ama, que tomou por primeiro a iniciativa de nos resgatar da miséria humana e nos cobrir para sempre com a Sua infinita misericórdia. Por isso é uma semana especial, um tempo que revivemos a cada ano, não como fatos do passado e sim como atualização aqui e agora da presença de Deus que continua  salvando a cada um de nós, criaturas feitas a Sua imagem e semelhança.

Ao contemplar o Pai Deus que em seu Filho Jesus nos ama perdoando e nos perdoa amando, nos chama para realizar aqui e agora a mesma realidade do amor perdão entre nós humanos.

Sem merecimento fomos perdoados por um Deus tão humano e próximo de nós. Por que somos tão mesquinhos em negar o perdão ou ficar guardando rancor e raiva de quem com motivos ou não nos feriu em nossos sentimentos?

Nas nossas relações humanas nunca se deve buscar culpados e sim estabelecer relações verdadeiras, no amor desinteressado, construindo o que nos aproxima e nunca o que nos divide.

Nesta semana os fatos que vamos reviver começam na quinta-feira às 9h30 na Catedral com a missa da benção dos óleos do crisma, do batismo e dos enfermos.

Na presença de todos os presbíteros, os quais renovam nesta missa os compromissos presbiterais, pois foi na quinta- feira que Jesus instituiu a Eucaristia e o presbiterato.

Esta celebração marca o início de todos os fatos de nossa salvação. À noite, em todas as igrejas, haverá celebração da Ceia do Senhor com o lava pés.

Relembrando aquele gesto e aquelas palavras de Jesus: “Se eu  Mestre e Senhor lavei-vos os pés, vos deveis lavar os pés uns dos outros”.

Naquela memorável noite Jesus deixa a sua presença nas espécies de pão e vinho dizendo: “Isto é meu corpo, isto é meu sangue, fazei isto em memória de mim”.

Na Sexta-feira Santa comtemplamos a Paixão de Jesus, às 15h na leitura da Paixão e nas orações por toda humanidade. Celebração que não é a missa; aliás, esse é o único dia do ano que não celebramos a missa, mas distribuímos a Eucaristia, consagrada na missa de quinta- feira santa. Sexta-feira Santa é o dia da morte do Senhor, quando derrama do alto da cruz sangue e água, num grito de salvação: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Contemplamos a cruz, beijamos a cruz, como sinal de  nosso resgate, como reconhecimento do imenso amor de Deus em Jesus por todos e cada um de nós. Ninguém como Ele para nos amar tanto e de tal forma.

Sábado da Vigília Pascal, abençoamos o fogo, e acendemos a coluna de cera, simbolizando a luz de Jesus que dissipa as trevas e ilumina a noite do pecado.

Abençoamos a água, vida nova, nascimento para Deus, batismo, banho de regeneração, noite do aleluia, de um grito de vitória que culminará na madrugada de domingo.

Naquela penumbra do terceiro dia, algumas mulheres e três apóstolos são as primeiras testemunhas do túmulo vazio.

A notícia não parou até hoje. Continuamos nós também a proclamar que o Senhor está vivo. O ressuscitado está no meio de nós, caminha conosco, como nos diz o apóstolo Paulo: “Se Cristo não tivesse ressuscitado vazia seria nossa fé”. Essa é a nossa Páscoa, vida nova em Cristo Deus que não se cansa de perdoar.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

Comente aqui


Programação Semana Santa 2013 na Catedral de Maringá

Programação Semana Santa 2013 na Catedral de Maringá

 

Domingo de Ramos

(Sábado) 19h30 – Bênção dos Ramos e Missa

9h30 – Bênção, Procissão dos Ramos e Missa (início atrás da Catedral)

12h, 18h, 19h30 – Bênção dos Ramos e Missa

 

25 de março – Segunda-feira Santa

Missas: 7h, 12h  e 18h30

Meditação da Via-Sacra: 6h e 17h30

Confissões: das 9h às 12h; das 14h às 16h30 e a partir das 19h

 

26 de março – Terça-feira Santa

Celebração da Palavra: 7h e 12h / Missa às18h30

Meditação da Via-Sacra: 6h e 17h30

 

27 de março – Quarta-feira Santa

Missas: 7h, 12h, 15h e 18h30

Meditação da Via-Sacra: 6h, 14h e 17h30

Confissões: das 9h às 12h; das 14h às 16h30

Apresentação A Paixão de Cristo – Praça da Catedral às 20h

 

 

28 de março – Quinta-feira Santa

9h30 – Missa do Crisma

(Renovação das Promessas Sacerdotais, Bênção dos Óleos e Consagração do Crisma)

20h -Missa da Ceia do Senhor – Início do Tríduo Pascal – (Solene Eucaristia, Lava-pés e Transladação do Santíssimo Sacramento)

Das 22h (da quinta) até 11h (da sexta): Vigília Eucarística – por diversas Pastorais, Movimentos e Grupos

 

29 de março – Sexta-feira Santa

15h – Celebração da Paixão do Senhor – (Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Santa Cruz e Comunhão)

Apresentação A Paixão de Cristo – Praça da Catedral às 20h

 

30 de março – Sábado Santo

20h – Vigília Pascal na Ressurreição do Senhor (início atrás da Catedral) – (Celebração e Procissão da Luz, Proclamação da Páscoa do Senhor)

 

31 de março – Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor

Missas: 9h30, 12h, 18h e 19h30

Comente aqui


O mundo dos santos e dos papas

Nós encontramos o início da história dos papas na Sagrada Escritura quando Jesus Cristo disse ao apóstolo Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mateus 16, 18). O apóstolo era chamado de Simão, e Cristo lhe dá o apelido de Pedro que em grego significa pedra, rocha.

Cristo nominando Pedro significa que o apóstolo seria a pedra firme, a rocha inquebrável que daria sustentação à Igreja, apesar de ser uma pessoa humana, frágil e sujeito à toda e qualquer limitação.

Diante deste chamado ele é destinado para “apascentar as ovelhas” (João 21,17), como pastor que conhece as suas ovelhas e dá a vida por elas. O papa, portanto, é o sucessor de Pedro, o centro da unidade de toda a Igreja “é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis” (Concílio Vaticano II: LG n° 23). Mais do que uma autoridade a promulgar dogmas e ensinar a doutrina, o papa é o elo de unidade e de comunhão de toda Igreja.

O segredo da Igreja para se manter viva como um corpo vivo milenar, atravessando séculos, culturas, guerras, discórdias, e sempre firme, é a certeza de que não somos nós humanos a conduzir este barco. O barco é de Jesus, que escolhe e chama homens, pessoas simples, humildes, para estar no lugar Dele, e com Ele tornar visível a casa, a assembleia reunida.

Por isso Jesus afirma: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” (Mt18,20). A presença de Jesus entre nós, mesmo às vezes pensando que Ele está dormindo no barco, é a garantia de ancorar em porto seguro, da calmaria em mar revolto, de tranquilidade em tempos difíceis. Ele acalma, tranquiliza e questiona: “porque tendes medo”? As ondas do mar nunca serão mais fortes do que o barco do Mestre.

Nestes dias de apreensão e curiosidade sobre quem assumirá o leme do barco, que é a Igreja, a mídia nacional e internacional escolheu alguns nomes chamados de “papáveis”. Neste elenco divulgado, não podia faltar dois dos nossos cardeais brasileiros. Eu fui abordado várias vezes para falar deles, pois os conheço de longa data. O homem a ser escolhido será surpresa para todos.

Nestes dias de reunião dos cardeais, que ainda não estão sob segredo, falei por telefone com Dom João Braz Cardeal Aviz. Ele dizia: “Aqui entre nós não há nomes favoritos, ninguém comenta nada sobre este ou aquele. Estou impressionado com o clima de amizade e de abertura de coração existente nas nossas reuniões. É a primeira vez que participo e estou admirado pelo ambiente de confiança e companheirismo”.

Assim a Igreja faz o seu caminho no mundo sem ser do mundo (Jo 17,10). É igreja é santa e pecadora, feita de homens e mulheres santos e de papas santos. Para mim, Bento XVI deu um sinal público e notório de santidade ao reconhecer-se limitado, incapaz fisicamente falando, para estar no leme do barco.

Só é capaz de atitudes heroicas, de gestos que tocam o coração, aquele que se deixou moldar pelo amor verdadeiro, pelo serviço desinteressado, pela autoridade discreta. Queira Deus que eu também tenha a força e a coragem dos santos vivos e jamais a covardia de quem se veste de pele de carneiro, mas são lobos ferozes.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

Comente aqui


Doações para diocese de Bafatá, na África

As paróquias da Arquidiocese de Maringá estão recebendo doações de livros de teologia e filosofia e materiais hospitalares para ajudar moradores da cidade de Bafatá, em Guiné Bissau, na África. A iniciativa foi motivada por um pedido da jovem da Pastoral da Juventude de Maringá, Adriana Nishiyama, que há sete anos está em missão na diocese de Bafatá.

Segundo Nishiyama, no único hospital que atende a região não há materiais de primeiros socorros. “O paciente deve ir antes à farmácia e comprar o que for necessário. Se não tem o dinheiro, muitas vezes não é atendido ou deve tomar emprestado com algum conhecido,” relata. De acordo com a jovem, na maioria das vezes, as pessoas procuram a Missão Católica para pedir uma ajuda.

Ela explica que agora a unidade conta com médicos, no entanto, há seis meses os funcionários não recebem o salário. “Então, o hospital vai tentando se manter com a venda de medicamentos, porém, não chega para cobrir grande parte das despesas,” desabafa.

O organizador da campanha, padre Jéferson Batista da Cruz, informa que os materiais de maior necessidade são lençóis, toalhas de banho e de rosto, luvas descartáveis, atadura, esparadrapos, fita crepe, gaze, compressa e adesivo curativo (band-aid). Ele pede também a doação de livros de teologia e filosofia para uso no seminário de Bafatá.

As doações podem ser entregues na secretaria das paróquias da Arquidiocese de Maringá, na Cúria Metropolitana ou no Centro de Pastoral da Arquidiocese até o dia 15 deste mês. Outras informações com o padre Jéferson pelo telefone 44 9997-7906.

Comente aqui


Reunião da Província Eclesiástica em Maringá

Representantes da Província Eclesiástica de Maringá se reúnem em Maringá nesta quarta-feira (06) para avaliar a caminhada pastoral da Arquidiocese de Maringá e das dioceses de Paranavaí, Umuarama e Campo Mourão.

Participam do encontro Dom Anuar Battisti (Arcebispo de Maringá), Dom Geremias Steinmetz (Bispo de Paranavaí), Dom frei João Mamede Filho (Bispo de Umuarama) e Dom Francisco Javier Del Valle Paredes (Bispo de Campo Mourão).

Além do arcebispo e dos bispos, participam do encontro os padres que coordenam a Ação Evangelizadora nessas dioceses.

Na pauta, será feita a avaliação do Boté Fé, evento promovido para receber os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ); e haverá partilha para contextualizar como estão os preparativos para a participação da Província de Maringá na JMJ Rio 2013.

Outro ponto em discussão será a pauta sobre a Assembleia dos Bispos do Regional Sul 2 da CNBB, agendada para os dias 10, 11 e 12 de março em Cascavel.

 

Por Assessoria de Imprensa

Comente aqui