Mês: maio 2013



Pastoral do Turismo Religioso inicia fase de reorganização junto à CNBB

Com o objetivo de reorganizar a Pastoral do Turismo Religioso no Brasil, na quarta-feira, 29 de maio, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, dom Guilherme Werlang, convocou uma reunião, na sede da Conferência, em Brasília. Na ocasião, esteve presente o arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, aprovado como bispo referencial da Pastoral do Turismo, no último CONSEP (Conselho Episcopal Pastoral), padre Carlos José Nascimento, da arquidiocese de Campinas (SP), Ir. Claudina Scapini, do Setor Pastoral da Mobilidade Humana, o secretário executivo da Pastoral dos Nômades, padre Wallace do Carmo Zanon e o assessor da Comissão para o Serviço da Caridade, padre Ari Antônio dos Reis.
Na reunião, foi composto um grupo de trabalho que será confirmado pela presidência da CNBB, para iniciar a elaboração de um projeto nacional que contemple as atividades da Pastoral do Turismo Religioso. Durante o encontro, os bispos e assessores verificaram a necessidade de um projeto que, também, atenda a comunidade durante a Copa do Mundo de 2014, especificamente, nas dioceses onde estão as cidades sedes dos jogos.
Dom Anuar Battisti ressaltou a importância da Pastoral do Turismo Religioso, inserida no Setor Pastoral da Mobilidade Humana, caminhar em unidade com a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. “Queremos a partir da CNBB, iniciar uma reorganização dessa pastoral, enfatizando não apenas o Turismo Religioso, mas que atenda a comunidade e as pessoas, por isso a necessidade de um planejamento”.
No contexto dos eventos esportivos que vêm sendo realizados no Brasil em preparação para a Copa do Mundo, dom Anuar Battisti acredita que é também uma oportunidade de evangelização junto a Pastoral do Turismo. “Podemos aproveitar esse momento para evangelizar através de uma proposta que nasça das necessidades de cada um , fazendo destes eventos, não somente momentos de lazer, mas descobrir ali, a dimensão espiritual”.

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A fofoca e a difamação são pecaminosas

Na celebração da Santa Missa no dia 19 de maio, o Evangelho, dizia: “Pedro virou-se e viu atrás de si aquele discípulo que Jesus amava, o mesmo que estivera perto de Jesus durante a ceia e que havia perguntado: Senhor. Quem é que vai trai-lo?

Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: Se eu quero que ele viva até que eu venha, o que é que você tem a ver com isso? Quanto a você, siga-me”.( Jo 21,20-23).

O papa Francisco comentando este texto disse: “O cristão deve vencer a tentação de ‘meter-se na vida dos outros”. Na sua homilia a partir da pergunta que Jesus dirigiu a Pedro, que tinha se metido na vida do outro, na vida do discípulo João, ‘a quem Jesus amava?. Pedro, destacou, estava tendo ‘um diálogo de amor? com o Senhor, mas logo o diálogo ‘desviou-se para outro caminho? e ele também padece uma tentação: ‘meter-se na vida dos outros?.

Como se costuma dizer “vulgarmente”, disse o Papa, Pedro se faz de “bisbilhoteiro”. Em primeiro lugar, a “comparação”, o “comparar-se com os demais”. Quando existe esta comparação, disse, “terminamos na amargura e até na inveja, e a inveja acaba com a comunidade cristã”, “lhe faz muito mal”, e “o diabo quer isso”.

A segunda forma dessa tentação, acrescentou, são as fofocas. Se começa de um modo “muito educado”, mas depois terminamos “esfolando o próximo”: “Como se fofoca na Igreja! Quanto fofocamos, nós cristãos!

A fofoca é precisamente esfolar-se, certo? É maltratar-se mutuamente. Como se se quisesse diminuir o outro, não? Em vez de crescer eu, faço que o outro seja diminuido e me sinto bem. Isso não está bem! Parece agradável fofocar… Não sei porque, mas a pessoa se sente bem.

Como uma bala de mel, não é? Você come uma – Ah, que bom! – E depois outra, outra, outra, e ao final fica com dor de barriga. E por quê? A fofoca é assim: é doce no começo e depois acaba contigo, acaba com a tua alma! As fofocas são destrutivas na Igreja, são destrutivas… É um pouco como o Espírito de Caim: matar o irmão, com a sua língua; matar o seu irm ão!”

Seguindo este caminho, disse, “nos transformamos em cristãos de boas maneiras e maus hábitos!” Mas como é que a fofoca se apresenta? Normalmente, distinguiu o papa Francisco, “fazemos três coisas”: “Desinformamos: falamos só a metade que nos convém e não a outra metade; a outra metade não a dizemos porque não é conveniente para nós. Em segundo lugar está a difamação: quando uma pessoa realmente tem um defeito, e errou, então contá-lo, ‘fazer-se jornalista?… E a fama dessa pessoa está acabada! E a terceira é a calúnia: dizer coisas que não são certas.

Isso é também matar o seu irmão! Todas essas três – a desinformação, a difamação e a calúnia – são pecado! Este é o pecado! Isso é dar um tapa em Jesus na pessoa dos seus filhos, dos seus irmãos”.

 

É por isso que Jesus faz conosco como o fez com Pedro quando o repreende: ‘Que te importa? Tu, siga-me!? O Senhor realmente ‘aponta o caminho?: “A fofoca não te fará bem, porque te levará a este espírito de destruição na Igreja. Siga-me!”

É bonita esta palavra de Jesus, que é tão clara, é tão amorosa conosco. Como se quisesse dizer: “Não façam fantasias, acreditando que a salvação está na comparação com os outros ou na fofoca. A salvação é ir atrás de mim?” Seguir a Jesus!

Peçamos hoje ao Senhor que nos dê esta graça de nunca meter-nos na vida dos outros, de nunca converter-nos em cristãos de bons costumes e maus hábitos, de seguir a Jesus, para ir atrás de Jesus, no seu caminho. E isso é suficiente!”

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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O Espírito Santo e o Prêmio Nobel da Santidade

No último dia 13 de maio o Papa Francisco, na homilia da missa matutina disse: “São Paulo se surpreendeu ao encontrar alguns discípulos que lhe disseram ‘nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!’. Assim como no passado, ainda hoje “o Espírito Santo é um pouco o desconhecido da nossa fé”.

Hoje, muitos cristãos não sabem quem seja o Espírito Santo, como é o Espírito Santo. E algumas vezes se escuta: ‘Mas, eu me viro bem com o Pai e com o Filho, porque rezo o Pai Nosso ao Pai, comungo com o Filho, mas com o Espírito Santo não sei o que fazer…  Ou ate dizem: ‘O Espírito Santo é a pomba, que nos dá sete presentes. Mas assim o Espírito Santo está sempre no final e não encontra um bom lugar na nossa vida’.

Porém, o Espírito Santo é um “Deus ativo em nós” que “acorda a nossa memória”. O mesmo Jesus nos disse que o Espírito que o Pai enviará em seu nome “vos lembrará tudo o que vos disse”. Para um cristão, ficar sem memória é algo perigoso. “Um cristão sem memória não é um verdadeiro cristão: é um homem ou uma mulher que, prisioneiros da conjuntura, do momento; não tem história.

Tem, mas não sabe como interpretar a história. E é justo o Espírito que lhe ensina como ler a história. A memória da história, quando na Carta aos Hebreus o autor diz: ‘Lembrai-vos dos vossos Pais na Fé’, ‘lembrai-vos dos primeiros dias da vossa fé, como fostes corajosos’.

Memória da nossa vida, da nossa história, memória do momento que tivemos a graça de encontrar-nos com Jesus; memória de tudo o que Jesus nos disse”.

“Aquela memória que vem do coração, aquela é uma graça do Espírito”, também a memória das misérias da própria vida.

“E quando vem um pouco a vaidade e a pessoa se acha o prêmio Nobel da Santidade, também a memória nos faz bem: ‘Mas, lembre-se de onde te tirei: do final do rebanho. Estavas detrás, no rebanho’. A memória é uma graça grande, e quando um cristão não tem memória, é duro isso, mas é a verdade, não é cristão: é idólatra.

Porque está na frente de um Deus que não tem caminho, não sabe fazer caminhos, e o nosso Deus nos acompanha, se mistura conosco, caminha conosco, nos salva, faz história conosco. Memória de tudo isso, e a vida se torna mais frutuosa, com esta graça da memória”.

O Papa Francisco nos convida então a pedir a graça da memória para não esquecermos do caminho já percorrido, para sermos cristãos que “não esquecem as graças da sua vida, não esquecem o perdão dos pecados, não esquecem que foram escravos e que o Senhor lhes salvou”. O Espírito Santo é quem nos faz fugir da vaidade de achar-nos o prêmio Nobel da Santidade.

Que nesta festa de Pentecostes, saibamos abrir os nossos corações à luz do Espírito Santo e recomeçar sempre o caminho do seguimento de Jesus. Abertos às inspirações que vem de Deus e do seu Espírito, estejamos sempre prontos a recomeçar, renovando a nossa adesão a Jesus. “Divino Espirito Santo, iluminai a cada um de nós e renovai a face da terra”.

 

Dom Anuar Battisti

Arcebispo de Maringá-PR

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13 de maio: Terço na Praça Raposo Tavares

No dia 13 de maio (segunda-feira) o Conselho Missionário da Arquidiocese de Maringá (COMIDI) realizará o Terço na Praça 2013. A oração mariana será  às 18h na Praça Raposo Tavares, no centro da cidade. A partir das 15h30 haverá atividades relacionadas ao dia de Nossa Senhora de Fátima na Raposo Tavares. Os fieis são convidados a levar velas para a oração do terço.

 

Aqui: Confira a chamada do Terço na Praça 2013

 

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