Mês: junho 2013

 

Um novo rumo para o Brasil – Por Dom Anuar Battisti

Vox populi, vox Dei. A Voz do povo é a voz de Deus. Ditado conhecido entre gregos e romanos, usado em várias situações históricas por escritores e governantes. A voz do povo se fez ouvir em todo Brasil.

Gritar em paz, porque o bem comum não é respeitado; porque cresce cada vez mais a desumanização da pessoa; porque as autoridades abusam do poder; porque a corrupção na política e na administração é escandalosa; porque o dinheiro público é destinado para grupos dominantes. São esses alguns dos denominadores comuns deste grito assustador e urgente do povo brasileiro.

Não se trata de soluções paliativas e nem mesmo de dizer que tudo passa. É a hora de orar e refletir e agir. Este é um momento de conclamar a nação brasileira par um novo rumo.

Não se trata de buscar culpados e sim caminhos novos para este país continente e que ele seja de fato “gigante pela sua própria natureza”. Esta é a hora de fazer valer o lema de nossa bandeira: “Ordem e Progresso”.

Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por todos nós. Boa semana.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

 

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Nota da CNBB: “Ouvir o clamor que vem das ruas”

Os bispos manifestam “solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens”. A presidência da CNBB apresentou a Nota em entrevista coletiva e o documento foi aprovado na reunião do Conselho Permanente concluída na manhã desta sexta-feira, 21 de junho.

 

Leia a Nota:

 

Ouvir o clamor que vem das ruas

 

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.

 

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”

 

Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.

 

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.

 

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

 

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.

 

Brasília, 21 de junho de 2013

 

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

 

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís

Vice-presidente da CNBB

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

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Arquidiocese de Maringá lança 23º Plano de Ação Evangelizadora

 

Coordenadores de pastorais, movimentos e organismos da Arquidiocese de Maringá receberam o 23º Plano de Ação Evangelizadora, durante a reunião do Conselho Arquidiocesano da Ação Evangelizadora (CAAE), realizada na manhã de sábado (15) no Centro Pastoral Arquidiocesano (CEPA).

A passagem bíblica escolhida para o plano é “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15).

O material foi elaborado para orientar as ações pastorais entre 2013 e 2016. O objetivo geral da Ação Evangelizadora da Igreja  em Maringá  para este período é “formar comunidades de discípulos/as de Jesus Cristo que, animados/as pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, se tornem missionários/as a serviço da vida”.

O plano é dividido em quatro prioridades:

1ª PRIORIDADEOrganização das Paróquias em redes de CEBs e outras pequenas comunidades.

1º Projeto: Fortalecimento dos Grupos de Reflexão a partir do esquema da

Iniciação à Vida Cristã, que contemple a leitura orante da Bíblia e a missão.

2º Projeto: Criar o COMIPA (Conselho Missionário Paroquial) a partir dos

membros escolhidos pelas CEBs e Movimentos.

3º Projeto: Criar a Escola de Formação Bíblico-Teológica por módulos em

todas as paróquias.

4º Projeto: Implantar o modelo da Iniciação à Vida Cristã na Catequese com

crianças e adolescentes.

 

2ª PRIORIDADE – Família

1º Projeto: Implantação da Pastoral Familiar com os 3 setores em todas as

paróquias.

2º Projeto: Acompanhamento dos casais recém-casados por até 5 anos.

3º Projeto: Acolhida das famílias que se incluem nos casos especiais.

 

 

3ª PRIORIDADE – Juventude

1º Projeto: Pós-Crisma.

2º Projeto: Realização de Missões Jovens no mês de outubro em todas as

paróquias.

3º Projeto: Nucleação de novos grupos de jovens nas paróquias.

4º Projeto: Evangelização nas Universidades e Escolas (Pastoral Universitária

e da Educação).

 

4ª PRIORIDADE: Promoção da Vida

1º Projeto: Implantação e implementação da Pastoral da Saúde em todas as paróquias.

2º Projeto: Integração, em nível arquidiocesano, das Pastorais, Movimentos e

Organismos que trabalham diretamente na Dimensão Social da Fé (“setor da dimensão social”) através da ARAS-Cáritas.

3º Projeto: Projeto ambiental sobre o material reciclável.

4º Projeto: Projeto de Prevenção e Combate às Drogas, que contemple o acompanhamento das famílias, o apoio financeiro às casas de recuperação ligadas à Igreja Católica e a criação de um organismo que se responsabilize por essa área, inclusive ocupando a vaga da Igreja no Conselho Municipal Anti-Drogas.

5º Projeto: Implantação e implementação da Pastoral da Pessoa Idosa em todas as paróquias.

6º Projeto: Proibição de bebidas alcoólicas nas festas e eventos da Igreja.

7º Projeto: Partilha de bens entre as paróquias, a fim de ajudar as paróquias com dificuldades.

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Por uma Ecologia Humana

Hoje as leis da ecologia e do meio ambiente são cada vez mais rígidas e duras. Temos o dever de cuidar e zelar pela terra, pela água, pelo ar, pela natureza, pois dela dependemos em tudo.

O meio ambiente também é feito de animais, cujas leis também são claras e determinadas, às quais não há perdão. Qualquer cidadão que derrubar uma árvore, maltratar um animal, ou destruir ovos de tartaruga cumprirá sua pena.

Agora no nosso querido Brasil e no mundo muitos permitem matar um ser humano no ventre materno, defendendo um tal direito de decidir, uma tal liberdade sobre o próprio corpo, negando que existe vida humana desde a fecundação.

Dizem que pode matar um ser indefeso e que nada vai acontecer, que é legal e que não tem problema nenhum diante dos homens. E diante de Deus? Uma árvore, um ovo de tartaruga, valem mais do que um ser humano?

No último dia 05 de junho, em audiência pública por ocasião do dia mundial do meio ambiente, o Papa Francisco disse: “Quando falamos de ambiente, da criação, o meu pensamento vai às primeiras páginas da Bíblia, ao Livro de Gênesis, onde se afirma que Deus colocou o homem e a mulher na terra para que a cultivassem e a protegessem (cfr 2, 15). O que quer dizer cultivar e cuidar da terra? O verbo “cultivar” me traz à mente o cuidado que o agricultor tem com a sua terra para que dê fruto e esse seja partilhado: quanta atenção, paixão e dedicação! Cultivar e cuidar da criação é uma indicação de Deus dada a cada um de nós; é parte do seu projeto; quer dizer fazer o mundo crescer com responsabilidade, transformá-lo para que seja um jardim, um lugar habitável para todos”.

Ao falar da ecologia o Papa lembra:  “ O cultivar e cuidar não compreende somente a relação entre nós e o ambiente, entre o homem e a criação, diz respeito também às relações humanas. Nós estamos vivendo um momento de crises; vemos isso no ambiente, mas, sobretudo, no homem. A pessoa humana está em perigo: isto é certo, a pessoa humana hoje está em perigo, eis a urgência da ecologia humana! E o perigo é grave porque a causa do problema não é superficial, mas profunda: não é somente uma questão de economia, mas de ética e de antropologia. Aquilo que comanda hoje não é o homem, é o dinheiro, o dinheiro, o dinheiro comanda. Homens e mulheres sacrificam-se aos ídolos do lucro e do consumo: é a cultura do descartável.”

“Esta ‘cultura do descartável’ tende a se transformar mentalidade comum, que contagia todos. A vida humana, a pessoa não são mais consideradas como valor primário a respeitar e cuidar, especialmente se é pobre ou deficiente,  como o nascituro, como o idoso. Esta cultura do descartável nos tornou insensíveis também com relação ao lixo e ao desperdício de alimento. O consumismo nos induziu a acostumar-nos ao supérfluo e ao desperdício cotidiano de comida, a comida que se joga fora é como se estivesse sendo roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome! Quando a comida vem partilhada de modo igualitário, com solidariedade, ninguém é privado do necessário, cada comunidade pode satisfazer as necessidades dos mais pobres. Ecologia humana e ecologia ambiental caminham juntas”.

O Papa Francisco conclui dizendo: “Gostaria então que levássemos todos a sério o compromisso de respeitar e cuidar da criação, de estar atento a cada pessoa, de combater a cultura do lixo e do descartável, para promover uma cultura da solidariedade e do encontro”.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Agenda da Visita Pastoral

Programação da Visita Pastoral de Dom Anuar Battisti na Paróquia São Francisco de Assis, em Maringá.

 

 

Terça-feira: 11/06

Hora Atividade/Entidade Endereço Observações
7:30 às 8:20 Visita a empresa    
8:30 UPA, Policlínica e SAMU    
9:10h CRAS Alvorada    
10h NIS II Alvorada    
10:40 às 11:40 Visita a Enfermo    
12:00 Almoço    
14h às 14:30 Escola    
14:40 às 16:40 Visita a Enfermo    
17h Preparação para a Missa Casa Paroquial  

20h

Missa Comunidade UVC Av: Lucílio de Held, 1.588 Edivaldo, Comunidade

 

Quarta-feira: 12/06

Hora Atividade/Entidade Endereço Observações
7:30 às 8:30 Visita a empresa    
8:40 CEMEI    
9:20 as 10:00 CEMEI    
10h Unidade Saúde da Família    
10:20 às 11:40 Visita a Enfermo    
12-13:50 Almoço    
14:00 às 16:50 Visita a Enfermo    
17:10h Preparação para a Missa Casa Paroquial  

20h

Missa Comunidade Vieira Rua: Alameda Ney Braga, 1.196 Pe. Valdir, Diác. Edivaldo, Comunidade Local

 

Quinta-feira: 13/06

Hora Atividade/Entidade Endereço Observações
7:30 às 8:20 Visita a empresa    
8:30 Escola    
9h às 11:00 Visita a Enfermo    
12h Almoço    
13:30 Escola    
14h às 16:40 Visita a enfermo    
17h Preparação para a Missa Casa Paroquial  

20h

Missa Comunidade Francis Rua: Florence Nightingale, 48 Pe. Valdir, Diác. Edivaldo, Comunidade Local

 

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Visita Pastoral em Maringá

Neste fim de semana o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, inicia visita pastoral na cidade de Maringá. A primeira paróquia a receber a visita pastoral é a São Francisco de Assis, no Jardim Alvorada. Dom Anuar vai percorrer a região da Paróquia São Francisco entre os dias 06 e 23 de junho.

Estão agendadas missas e encontros nas comunidades, visita às escolas, empresas, e a diversas entidades localizadas no Alvorada. O Arcebispo também fará diversas visitas aos doentes.  Confira a programação de 06 a 10 de junho: http://arquimaringa.org.br/2011/noticias/noticias/id/1794

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Crer é ir contra a corrente

Estamos em pleno Ano da Fé, o qual nos chama para uma renovada conversão e renovação da nossa fé em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador.

É um caminho que fazemos a cada dia recebendo todo tipo de influência. Neste emaranhado de coisas, o cristão é chamado a viver e reviver a sua fé, indo contra a corrente do mundo e das ideologias.

O Papa Francisco, falando dos desafios do der cristão hoje disse: “A vereda da Igreja, bem como o nosso caminho cristão pessoal, nem sempre são fáceis. Seguir o Senhor, deixar que o seu Espírito transforme as nossas áreas de sombra, os nossos comportamentos em desarmonia com Deus e os nossos pecados, é um caminho que encontra muitos obstáculos fora de nós, no mundo e também dentro de nós mesmos, no coração.

No entanto, as dificuldades, as tribulações fazem parte da senda para alcançar a glória de Deus. Por isso, não devemos desanimar. Temos a força do Espírito para vencer estas tribulações.”

Ao mesmo tempo ninguém pode sentir-se sozinho neste caminho de fé. Somos e formamos um corpo, uma comunidade, reunida em nome do Senhor. A razão do nossa perseverança vem da fé no Deus Conosco, no Senhor da vida e da História. Ao lado desta consciência de que somos um povo a caminho, nasce também o dever de conhecer melhor a nossa fé. Como diz o Apóstolo, “dar razões da nossa fé”.

Ao abrir o Ano da Fé, o Papa Bento XVI dizia: “O cristão hoje muitas vezes não conhece nem mesmo o núcleo central da própria fé católica, do Credo, de modo a deixar espaço para um certo sincretismo e relativismo religioso, sem clareza sobre as verdades sobre as quais crer e sobre a singularidade salvífica do cristianismo. Devemos voltar a Deus, ao Deus de Jesus Cristo, devemos redescobrir a mensagem do Evangelho, fazê-la entrar de modo mais profundo em nossas consciências e em nossa vida cotidiana.”

Muitas vezes, afirma Bento XVI,  a fé , “é vivida de modo passivo e privado” e esse modo de ser está na base da “fratura” que existe entre fé e vida. Todo fiel, na e com a comunidade eclesial, deve sentir-se responsável pelo anúncio e pelo testemunho do Evangelho. A partir desta a firmação do Papa, não existe fé sem a vida, e a vida sem fé.

A capacidade de crer, não é um ornamento, algo agregado a nós, e sim é dom de Deus dado, doado a cada cristão para o bem dele e da comunidade. Na oração do Ângelus no dia 16 de dezembro de 2007, o Papa Bento XVI dizia: “A alegria cristã brota desta certeza: Deus está conosco, está comigo, na alegria e na dor, na saúde e na doença, como amigo e esposo fiel. E essa alegria permanece também na provação, no próprio sofrimento, e permanece não superficialmente, mas no profundo da pessoa que se entrega a Deus e n’Ele confia.”

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá

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