Mês: setembro 2013



34ª Assembleia do Povo de Deus em Maringá

Web TV: Veja como foi a 34ª Assembleia do Povo de Deus em Maringá

http://www.youtube.com/watch?v=12QxYecJOJ4

 

A Arquidiocese de Maringá acolheu nos dias 27 a 29 de setembro a 34ª Assembleia do Povo de Deus, do Regional Sul 2. O encontro foi no Centro de Formação Bom Pastor. Todas as dioceses do Estado estiveram presentes com seus bispos, arcebispos, padres coordenadores da Ação Evangelizadora e coordenadores estaduais das Pastorais, Movimentos e Organismos da Igreja Católica no Paraná.

O tema central da Assembleia “Comunidade de Comunidades, uma nova paróquia”, conteúdo do texto 104 da CNBB, foi assessorado pelos padres Leomar Brustolin, membro da equipe redatora do texto e do padre Francisco Wloch, secretário Adjunto de Pastoral da CNBB nacional. O tema também foi objeto de discussão e reflexão em plenário e nos trabalhos em grupos onde os participantes levantaram questões e apontaram pistas para a renovação paroquial.  Para o Arcebispo de Londrina, dom Anuar Battisti, este  tema traz uma grande convocação: ” que na igreja sejamos tratados como pessoas,  num processo de evangelização,  e não simplesmente como massa anônima”.

A Assembleia também contou com um momento forte de partilha quando foram apresentados testemunhos  de experiências vividas em algumas paróquias. Uma igreja em permanente estado de missão, que vai ao encontro das pessoas seja na ação missionária em terras longínquas, nos condomínios fechados nas grandes cidades ou na missão feita pelos jovens,  foram alguns exemplos mostrados.

Também experiências do serviço de animação bíblica, paróquias setorizadas, dízimo, grupos bíblicos, iniciação à vida cristã, fundo de solidariedade entre as paróquias, foram compartilhados. “Foram testemunhos inspiradores. Quem sabe poderemos levá-los, adaptá-los em nossas realidades ” observou dom Rafael Biernaski, bispo auxiliar de Curitiba e Secretário do Regional.

A Assembleia também foi o momento em que os coordenadores da Ação Evangelizadora e coordenadores estaduais das Pastorais, Movimentos e Organismos tiveram para organizar o calendário Regional para o ano de 2014.

Os bispos e arcebispos tendo em vista a Semana Nacional da Vida que será realizada pela igreja do Brasil de 01 à 07 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro no dia 8, emitiram a carta “Vida sim, aborto não”, onde dirigem-se aos fiéis e pessoas de boa vontade conclamando-os a participarem deste evento. “Trata-se de um clamor pela dignidade da vida humana, dom de Deus e direito inalienável do nascituro”.

De acordo com dom João Bosco, Presidente do Regional Sul 2 da CNBB, cada Assembleia tem uma característica própria, algumas de resoluções e tomadas de decisões, outras de estudos e conscientização como a 34ª.

“Nós trabalhamos sobre um tema que é muito amplo, importante e que toca a todos nós: a vida e a renovação paroquial”, disse. Ainda segundo dom João a Igreja do Regional deu importantes passos no trabalho em conjunto de todas as dioceses do Paraná.

“Estamos trabalhando dentro de um tema geral que é de todo o Brasil, mas a Igreja do Paraná não só tem a sua caminhada própria, a sua face, mas também tem muito a contribuir com a Igreja do Brasil. Esperamos que os frutos dessa Assembleia, que são os testemunhos práticos de uma renovação paroquial, possam também ser levados para a Igreja de todo o Brasil como um exemplo de renovação que todos nós queremos”, finalizou.

 

Por: Jorge  Teles

Pastoral da Comunicação – Regional Sul 2 CNBB

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Aniceto Battisti morre aos 92 anos

Aniceto Battisti, pai de Dom Anuar, morre aos 92 anos

 

Por Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Maringá

Foto: Mário Azanha

 

Vítima de falência múltipla dos órgãos, morreu às 21h desta terça-feira (24) Aniceto Battisti, 92, pai do Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti. Ele estava internato na UTI da Policlínica de Cascavel com infecção urinária. O velório será realizado na Igreja Matriz de Tupãssi, município em que ele morava com a família.

A missa de corpo presente será celebrada às 17h desta quarta-feira (25) e na sequência será feito o sepultamento no cemitério municipal de Tupãssi. “Em nome da família Battisti, agradeço a todos pela grande corrente de oração que foi e está sendo feita por nós e pelo nosso querido Aniceto”, escreveu Dom Anuar.

História

Anicheto Battisti nasceu em Lajeado (RS) no dia 28 de outubro de 1920, onde passou infância e juventude. Aos 21 anos de idade, foi para o exército, em Uruguaiana, de lá seguindo para o Rio de Janeiro, após ter se apresentado como voluntário para a II Guerra Mundial.

Embarcou, a 22 de setembro de 1944, no navio General Meighs com destino à Itália onde permaneceu por um ano, no pelotão de minas, exercendo a função de sapador, trabalho que exigia coragem, determinação e sangue frio.

Foi pioneiro do município de Tupãssi, no Oeste do Paraná, onde chegou em outubro de 1963. Ajudou a construir a cidade, teve comércio e terras no local, e foi um dos construtores da igreja que se tornou paróquia N. S. de Lourdes. É pai de nove filhos, entre eles, dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá (PR).

 

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O amor dói

Ninguém vive sem amor, e ninguém ama sem sentir dor. O amor é um mistério, um segredo que se vive sem esperar nada em troca. Na dinâmica da vida desejamos ser amados, compreendidos, respeitados, valorizados, considerados.

Tudo começa com sorrisos e termina em lágrimas, e sem elas a vida perde o sentido. Como amar e sentir a dor da traição, da desconfiança, da mentira, da falsidade, do silêncio, da solidão, do abandono, do reconhecimento?

Não existe amor sem dor. Na medida em que a dor é amada, imediatamente é superada. “Só quem passa pelo fogo da dor, chega ao incêndio do amor”. Saber amar é saber superar gratuitamente cada pequeno ou grande desencontro, sem esperar nada em troca, a não ser a força de recomeçar. Diante dos conflitos da vida cotidiana, a tentação é saber quem tem razão, quem errou.  A solução nos interessa, e não o culpado.

O Papa Francisco no domingo passado dizia: “Supomos sermos justos, e julgamos os outros. Julgamos até Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condenando-os à morte, em vez de perdoar. Agora sim corremos o risco de permanecer fora da casa do Pai! Como aquele irmão mais velho, em vez de se alegrar porque seu irmão retornou, ele fica com raiva de seu pai que o acolhe e faz festa.

Se em nossos corações não há misericórdia, alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo observando todos os preceitos, pois é o amor que salva, não apenas a prática dos preceitos. É o amor por Deus e pelo próximo que realiza todos os mandamentos. E este é o amor de Deus, a sua alegria: perdoar. Nos espera sempre! Talvez algum de vocês tenha algo pesado em seu coração: ‘Mas, eu fiz isso, eu fiz aquilo…’. Ele te espera! Ele é pai: sempre espera por nós!

Se vivemos de acordo com a lei ‘olho por olho, dente por dente’, jamais sairemos da espiral do mal. O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo.

Mas como Deus nos julga? Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

O que aconteceu com aquele que amou a todos, que acolheu os pecadores, fez refeição com eles? O que aconteceu com aquele que curou a os doentes, restabeleceu os paralíticos, fez os surdos ouvirem e os cegos verem?

Como terminou a vida daquele que fez milagres multiplicou cinco pães e dois peixes matando a fome de uma multidão? Qual foi o fim daquele que arrastou multidões e foi aclamado como Rei? O fim foi a solidão, o abandono, a condenação e a morte. Não existe amor verdadeiro sem cruz e sofrimento. O amor dói. É doído amar sem esperar nada, a não ser amar. Foi na entrega por amor do homem de Nazaré, o Filho único do Pai, que hoje somos capazes de amar, mesmo quando o amor dói.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Noite de Oração pela Paz

Este ano a Noite de Oração pela Paz, que anualmente reúne líderes de diferentes religiões, será realizada no Teatro Marista em Maringá. O evento está marcado para o dia 21 de setembro, sábado, com início às 20h. O objetivo é promover o diálogo entre as diferentes religiões participantes do GDI Maringá, Grupo de Diálogo Interreligioso.

A Noite de Oração pela Paz reúne cristãos católicos e evangélicos, budistas, bahá’ís, umbandistas, praticantes de candomblé, muçulmanos e espíritas.

 

Outras informações podem ser obtidas com o coordenador do GDI, Dr. Irivaldo Joaquim de Souza: 044 3226 38 38.

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Concentração do Apostolado da Oração

WebTV – Veja como foi a Concentração do Apostolado da Oração e 1º Encontro Regional do MEJ em Maringá

http://www.youtube.com/watch?v=JYy28-YkV0E&feature=youtu.be

 

A 30ª Concentração do Apostolado da Oração e 1º Encontro Regional do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) realizados domingo, 08 de setembro, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Maringá, reuniu centenas de pessoas de diversas dioceses do Paraná. O evento contou com a presença do Padre Joãozinho, scj. Um dos pregadores do encontro foi o Coordenador Nacional do MEJ, Everson Araújo.

Um dos objetivos do Apostolado da Oração da Arquidiocese de Maringá é fomentar a participação e a articulação dos jovens no Movimento Eucarístico Jovem da Arquidiocese.

“O que aconteceu aqui em Maringá foi algo inédito. Jovens pregando para o público do Apostolado. É isso que o Papa Francisco quer” afirmou o Padre Joãozinho.

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Reforma Política Já

MANIFESTO DA SOCIEDADE CIVIL POR UMA REFORMA POLÍTICA

DEMOCRÁTICA

 

As Entidades abaixo-firmadas, compondo um conjunto de segmentos legitimamente representativos da sociedade civil brasileira, reunidas na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil- CNBB, para analisar a atual conjuntura político-social do país, especialmente, após as manifestações que há três meses ocorrem nas ruas;

Considerando que as pesquisas apontam um baixo índice de credibilidade das várias instâncias da Democracia Brasileira, tais como o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e o Poder Executivo, os Partidos Políticos, os mandatários da soberania popular em geral, descrédito que evidencia uma profunda crise no sistema representativo;

Considerando que o advento de mais inclusão social aprimora a consciência cívica da população impondo uma cobrança maior da efetividade dos direitos básicos do cidadão nas áreas de saúde, educação mobilidade social, segurança, entre outras;

Considerando que toda sociedade civil, especialmente seus segmentos de juventude reagem fortemente contra os escândalos de corrupção que reiteradamente são denunciados e exigem uma punição mais efetiva para os responsáveis;

Considerando que as distorções dos sistemas político e eleitoral, permitindo que se alargue um inaceitável fosso entre o Estado e a Nação, entre os/as Representados/as e seus/suas Representantes, entre Sociedade Civil e Governo, quadro que põe em risco a estabilidade democrática, constituem os principais fatores das queixas e reivindicações do povo;

Considerando que em momentos que tais não podem os segmentos organizados da Sociedade Civil se quedarem passivos e inertes ou atuando isoladamente, ao contrário é de seu dever empenharem-se a fundo na recomposição dos valores da Democracia, da Justiça Social, da Ética na Política, da Participação Popular e da efetividade dos direitos do cidadão, de forma unificada e, assim, coletivamente constituindo-se em legítimos/as representantes de muitos anseios nacionais;

Considerando que esta conjuntura impõe que se proceda com urgência a uma profunda Reforma Política, para valer já em 2014, com ampla participação dos organismos da sociedade civil, com o fim de restaurar, de fato, os valores da Democracia Representativa, adotando-se medidas que afastem o poder econômico do processo eleitoral, que assegurem o aumento dos níveis de democratização das instâncias partidárias, que fortaleçam os vínculos partidários especialmente a fidelidade a seus programas, garantam maior controle da população sobre os mandatos com possibilidade de revogação popular dos mandatos eletivos, que estimulem a participação popular especialmente dos segmentos sub-representados do povo brasileiro, nas instâncias políticas e partidárias, que garantam a participação igualitária de homens e mulheres na vida política e que tornem efetivo e mais acessível o exercício dos instrumentos da Democracia Direta previstos na Constituição da República,

Proclamam a decisão de se unirem formando a COALIZÃO DEMOCRÁTICA PELA REFORMA POLÍTICA E ELEIÇÕES LIMPAS para o fim de desencadear uma campanha cívica, unificada e solidária, pela efetivação de imediata Reforma Política, que acolha os seguintes pontos básicos:

1. Instauração do financiamento público para as campanhas eleitorais;

2. Proibição de financiamento eleitoral por pessoas jurídicas;

3. Permissão de contribuição individual obedecendo ao teto de setecentos reais por

eleitor e não ultrapassando o limite de 40 % dos recursos públicos recebidos pelo

partido destinados às eleições;

4. Extinção do sistema de voto dado ao candidato individualmente, como hoje é adotado para as eleições de vereador, deputado estadual e federal e, em seu lugar,

5. Adoção do sistema eleitoral do voto dado em listas pré-ordenadas, democraticamente

formadas pelos partidos e submetidas a dois turnos de votação, constituindo o sistema

denominado “voto transparente”, pelo qual o eleitor inicialmente vota no partido e

posteriormente escolhe individualmente um dos nomes da lista;

6 Garantia da alternância de gênero nas listas mencionadas no item anterior;

7. Regulamentação dos instrumentos da Democracia Direta ou Democracia

Participativa, previstos no art. 14 da Constituição, de modo a permitir sua efetividade,

reduzindo-se as exigências para a sua realização, ampliando-se o rol dos órgãos

legitimados para iniciativa de sua convocação, aumentando-se a lista de matérias que

podem deles ser objeto, assegurando-se financiamento público na sua realização e se

estabelecendo regime especial de urgência na tramitação no Congresso;

8. Modificação da legislação para fortalecer os partidos, para democratizar suas

instâncias decisórias especialmente na formação das listas pré-ordenadas, para impor

programas partidários efetivos e vinculantes, para assegurar a fidelidade partidária, para

considerar o mandato como pertencente ao partido e não ao mandatário;

8. Criação de instrumentos eficazes voltados aos segmentos sub-representados da

população, exemplificativamente afro-descendentes e indígenas, com o objetivo de

estimular sua maior participação nas instâncias políticas e partidárias;

9. Previsão de instrumentos eficazes para assegurar o amplo acesso aos meios de

comunicação e impedir que propaganda eleitoral ilícita, direta ou indireta, interfira no

equilíbrio do pleito, bem como garantias do pleno direito de resposta e acesso às redes

sociais,

Conclamam, assim como já o fizeram em outros momentos decisivos da vida nacional, o povo brasileiro para que em todo o lugar, no bairro, município, associações, sindicatos, escolas, universidades, organizações profissionais e religiosas, participe  desta Campanha tanto os mais jovens como os mais experientes, mulheres e homens, em prol do aperfeiçoamento da Democracia, na defesa de uma REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA.

COALIZÃO DEMOCRÁTICA PELA REFORMA POLÍTICA E

ELEIÇÕES LIMPAS

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