Mês: julho 2014



De 10 a 16 de agosto: Semana Nacional da Família 2014

A Semana Nacional da Família será celebrada de 10 a 16 de agosto em todo o Brasil. O tema deste ano é “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”, que propõe a prática espiritual do casal e em família. O evento é motivado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar, organismo vinculado à Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

2014 será o primeiro ano que o município de Maringá também celebrará oficialmente a Semana Municipal da Família, lei aprovada em 2013 pela Câmara Municipal.

Em Maringá um dos eventos da Semana da Família será o Passeio Ciclístico da Família, agendado para o dia 15 de agosto às 9h na Praça da Catedral.

Semana Nacional da Família

Criada em 1992, a Semana Nacional da Família é um evento anual e integra o calendário das paróquias e comunidades de todo o Brasil. Para animar a atividade, a Comissão Nacional elabora o subsídio “Hora da Família”, que começou a ser editado desde a vinda de São João Paulo II ao Brasil, em 1994, e passou a ser publicada anualmente, estando em sua 18ª edição.

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Uma vida em defesa da vida

Zilda-Arns-e-Dom-Anuar-em-2009-em-Maring-aEstamos celebrando trinta e um anos da Pastoral da Criança no Brasil e com a graça de Deus, com mais de duzentos e sessenta mil líderes, um milhão e oitocentas mil crianças acompanhadas mensalmente com amor e dignidade. Tudo isso aconteceu e acontece porque uma mulher, inspirada por Deus teve a iniciativa de diminuir quase totalmente a mortalidade infantil, na cidade de Prudentópolis, aqui no Paraná, através de pequenas ações, como o soro caseiro e a multimistura.

Dra. Zilda Arns, vítima do terremoto no Haiti em 2008, deu a vida trabalhando pelas crianças do país mais pobre deste Continente. A Pastoral da Criança nasceu do coração de Deus, no coração de uma mulher. Esse fato fez e faz a diferença na defesa da vida, de milhões de crianças no mundo.

Ao lado destas ações concretas surgiram outras, que vai desde o acompanhamento da mãe gestante até aos seis anos de idade. Todo o trabalho deste exército de voluntários é mantido pela mística do amor concreto, tendo como luz a palavra do Senhor.

“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. O grande e fundamental objetivo é a promoção e defesa da vida, daqueles que são mais vulneráveis no seio da família e da sociedade. Essa experiência hoje está presente em vários países da América Latina e África. Tudo o que vem de Deus floresce e dá frutos abundantes, ninguém passa necessidade, porque é feito em Deus e por Deus.

Na semana passada fiz parte de uma missão da Pastoral da Criança, no nosso vizinho Paraguai.

Acompanhei a Ir. Zenaide, religiosa cujo carisma é trabalhar com migrantes e a Sra. Danieli, leiga destinada para acompanhar a Pastoral internacional.

A nossa missão foi realizada para encontrar, animar, entusiasmar as líderes que hoje fazem a Pastoral acontecer no Paraguai, como também encontrar os bispos nas suas dioceses onde existe um bom trabalho, mas, que pode avançar mais.

Fiquei impressionado pela coragem e dedicação daquelas mulheres simples humildes, que dão a vida, entenderam o que significa fazer pastoral e Pastoral da Criança. Em meio de tantas dificuldades e desafios, não desanimam estão cada vez mais fortes. Fui com a missão de animar e voltei animado.
Voltei com o desejo de continuar apoiando, não só aqui na nossa realidade, e sim abrindo o coração para outras realidades muito mais desafiantes que a nossa.

Uma religiosa brasileira que trabalha há anos no Paraguai dizia: “Quando vou visitar os meus familiares em Maringá e vejo que tantas coisas são jogadas fora, eu queria ter um caminhão e trazer tudo e doar à nossa gente”.

Também conheci uma líder que vive em uma comunidade bem interiorana, parteira, mãe de família, líder da Pastoral, e teve que sair às três da manhã de casa na garupa de uma moto, tomar um coletivo para chegar no horário da reunião, trazendo com ela a filhinha de três aninhos. Em nenhum momento da reunião ela reclamou da vida. Uma alegria impressionante.

Podemos ser solidários, não só com o que jogamos fora, ou gastamos inutilmente, mas dar de nós mesmos. Quanta gente em depressão porque não tem o que fazer, ou acha que já fez tudo. Tem muita gente precisando de você e não de coisas. Levante, vá em missão. Tem pessoas que precisam de você, da sua vida, e essas pessoas podem estar do seu lado. Boa semana, com as bênçãos de Deus.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Divulgadas datas das posses de padres em quatro paróquias

Sábado, dia 19 de julho às 19h30 posse do padre Alécio Carini – Paróquia São Silvestre em Maringá.

Domingo, dia 20 de julho às 08h posse do padre Luiz Antônio Bento – Paróquia N. Sra. do Rosário em Maringá.

Domingo, dia 20 de julho às 19h posse do padre Janilson Canuto – Paróquia Nossa Sra. de Guadalupe em Maringá.

Quarta-feira dia 23 de julho às 19h30 posse do padre Valter Antônio Brandão – Paróquia Bom Jesus em Aquidaban.

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Tempos de decisões

Era uma vez um rei que queria pescar. Ele chamou o seu meteorologista e pediu-lhe a previsão do tempo para as próximas horas. Este lhe assegurou que não iria chover. A noiva do monarca vivia perto de aonde ele iria e colocou sua roupa mais elegante para acompanhá-lo. No caminho, ele encontrou um camponês montando seu burro que viu o rei e disse: “Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque vai chover muito”.

O rei ficou pensativo e respondeu: “Eu tenho um meteorologista, muito bem pago, que me disse o contrário. Vou seguir em frente”. E assim fez. Choveu torrencialmente. O rei ficou encharcado e a noiva riu-se dele ao vê-lo naquele estado. Furioso, o rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista.

Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe emprego. O camponês disse: “Senhor, eu não entendo nada disso. Mas, se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover”. Então, o rei contratou o burro. E assim começou o costume de contratar burros para trabalhar junto ao poder.

Os sábios e as fábulas têm sempre um recadinho certo na hora certa, e diante desta fábula podemos dizer: Qualquer semelhança é mera coincidência. Mas a qualidade de burro pode ser atribuída ao contratado como aquele que contratou.

Pois a burrice está tão solta que não se sabe bem onde ela predomina. E agora José? Estamos indo para o final do mundial de futebol, entre glórias e festas, entre férias e feriados, gritos e bebedeiras, acidentes e mortes, mas tudo é festa. Até quando?

Estamos sendo avisados de que festa por festa, sem reflexão e atitudes de iniquidade resultam em consequências desastrosas.

Tudo passa. As festas, os estádios cheios, os nervosismos da prorrogação e pênaltis, enfim tudo terá um fim. O que será melhor para nós e para o Brasil? Faço o paralalelo da festa do futebol com os próximos capítulos da nossa história.

Ao mesmo tempo em que tudo é verde, amarelo, azul e branco, dando e vendendo patriotismo nunca visto, na surdina e na mídia aparecem os salvadores da pátria amada e idolatrada.

Já estamos mergulhados em um processo eleitoral que se mostra complicado. Tenho ouvido constantemente dúvidas como: “Em quem votar? Qual o melhor? Vale a pena ir às urnas?”

Não podemos esquecer que patriotismo vai muito além de futebol. É também depositar o voto consciente e livre nas urnas. Confiar e acreditar, depois de uma análise criteriosa.

Não podemos esquecer-nos da palavra do profeta Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem” (Jer 17,5). Toda escolha tem suas consequências, por isso no que dependerá de nós, a escolha deve ser sempre pessoal, por isso, consciente; livre de toda influência externa, porque voto não tem preço, e sim consequências.

Antes das nossas decisões devemos invocar o Espírito Santo. Só o Espírito Santo é capaz de nos mostrar claramente quem é joio e quem é trigo neste processo todo. Antes de votar, rezemos. E depois de rezar, vamos à campo. É preciso conhecer os candidatos, suas propostas, seus partidos, o que pensam e principalmente o que fizeram. Esta junção de fé e ação é primordial para que façamos boas escolhas.

E cada vez mais estou convencido de que no campo da política precisamos de uma ação imediata do Espírito Santo, para que tenhamos governos éticos, decentes e que promovam o bem comum.

Vamos fazer a nossa parte. Que Deus abençoe você e sua família. Seja você o trigo, o sal da terra, a luz do mundo. Assim já teremos uma sociedade muito melhor.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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