Mês: novembro 2014



Irmã Dulce estreia no Maringá Park

O lançamento nacional do primeiro filme sobre a vida e missão da religiosa Irmã Dulce acontece nesta quinta-feira (27). Em Maringá o filme está em cartaz nas salas do Cineflix Cinemas, no Maringá Park. Veja os horários aqui http://goo.gl/zXgK8c

https://www.youtube.com/watch?v=wi-mg_m5P24

O filme retrata com fidelidade e verdade o testemunho cristão da freira beatificada em 10 de dezembro de 2010, em Salvador. A beata recebeu o título de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica.

Produção

Com direção de Vicente Amorim, roteiro de Anna Muylaert e L.G. Bayão, além da produção assinada por Iafa Britz, o longa-metragem, filmado em Salvador, mostra momentos marcantes da trajetória da beata.
O longa destaca o cuidado e o relacionamento de “mãe e filho” entre a freira e João, um menino pobre que pede abrigo à irmã após a família ser retirada de casa. Na infância e na vida adulta dele, Irmã Dulce o salva duas vezes da morte: retirando-o do ônibus após acidente em frente ao convento e quando criminosos o ameaçam de morte por conta de uma dívida.

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Casas de apoio nos hospitais

“ Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino preparado para vocês e seus anjos. Pois eu estava com fome me destes de comer, estava com sede me destes de beber, estava peregrino e me acolhestes, estava nu e me vestistes….Quando foi que te vimos assim ? Todas as vezes que fizestes isso ao mais pequenino a mim fizestes” (Mt, 25,31-46).

Olhando a cidade de Maringá vemos um privilegiado sistema de saúde, se comparado com outras realidades brasileiras. No âmbito pastoral, também reconheço que nossos voluntários são uma referência.
Temos a Pastoral da Saúde e a Capelania hospitalar presentes nessas realidades.

A Igreja tem acompanhado de perto a vida de centenas de famílias que buscam o sistema de saúde em Maringá. Famílias de municípios da região, e outras de lugares mais distantes. E quando essas pessoas chegam a nossa cidade, são obrigadas a enfrentar as intempéries do tempo durante a espera de seus familiares hospitalizados.

Imagine você, sair de sua casa para acompanhar uma familiar doente, chegar ao hospital e não ter onde ficar. As nossas pastorais têm lutado muito para que essa triste realidade mude em Maringá. A solução seria a construção de duas casas de apoio. Uma para o Hospital do Câncer e outra para o Hospital Universitário.

Já temos uma boa iniciativa na Santa Casa. Os irmãos da Misericórdia conseguiram, com recursos próprios, uma casa de apoio para pacientes e familiares. É uma referência para a nossa cidade e um estímulo para que outras iniciativas aconteçam.

No HU as notícias que temos é que uma pendência judicial está impedindo a construção da casa de apoio. Até o dinheiro já foi conseguido com o apoio da Câmara Municipal. Agora só falta o terreno. No caso do Hospital do Câncer a Pastoral da Saúde também tem acompanhado as possibilidades que surgem.

De qualquer forma estamos num caminho e precisamos avançar. O apoio de toda a sociedade é fundamental para que esse atendimento seja efetivado. Essas famílias, muitas delas com crianças, precisam de um local digno para abrigo durante seus tratamentos.

É um dever cristão, uma exigência do evangelho, uma obrigação do poder público, olhar para essa realidade. Nessa segunda-feira, dia vinte e quatro, completo 10 anos como Arcebispo de Maringá e nesta década presenciei muitas iniciativas empreendedoras nas nossas comunidades. Somos um povo pra frente, animado, entusiasmado, solidário com as obras sociais. Neste exemplo das casas de apoio, será fundamental juntarmos essa garra para resolver as questões burocráticas que ainda impedem a execução dessas duas obras.

Que Deus abençoe todas as famílias que enfrentam enfermidades, que precisam de atendimento médico. E rogo a Deus para que as portas se abram e que em breve possamos contas com essas casas de apoio do HU e do HC. Recordemos sempre as palavras do Senhor Jesus: Vinde benditos de meu Pai, porque destes abrigo, casa de acolhida aos doentes e seus familiares. Deus nos abençoe nesta missão de cuidar e defender a vida. Boa semana a todos!

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Dez anos em Maringá

Por assessoria

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Dom Anuar Battisti completa dez anos em Maringá

Segunda-feira (24) Dom Anuar Battisti faz aniversário de dez anos como Arcebispo de Maringá. Ele tomou posse no dia 24 de novembro de 2004 em missa solene na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, como sucessor de Dom João Braz de Aviz, hoje cardeal e prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

Ao avaliar dez anos de serviço pastoral em Maringá, Dom Anuar revela que a arquidiocese tem características específicas que fazem com que a Igreja local se torne referência positiva em diversos aspectos. “Hoje, graças a Deus, temos que reconhecer, humildemente, que a nossa Igreja particular tem colhido bons frutos. Enquanto em muitos lugares a evasão dos fiéis afeta a vida pastoral, aqui as nossas igrejas estão cada vez mais cheias e as estatísticas apontam crescimento também na qualidade da participação do povo de Deus”, diz Dom Anuar.

Dom Anuar Battisti nasceu em Alto Honorato, município de Lajeado-RS, no dia 19 de fevereiro de 1953. Antes de ser nomeado arcebispo de Maringá, foi bispo de Toledo-PR. Na CNBB, hoje ocupa a função de bispo referencial da Pastoral do Turismo. Entre 2003 e 2007 coordenou a Seção de Seminários e Ministérios Ordenados, do CELAM, para toda a América Latina, e foi presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB.

No Regional Sul 2 da CNBB, que representa a Igreja Católica no Paraná, Dom Anuar é bispo referencial da Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral Universitária e da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB).

Na foto: Dom Jaime Luiz Coelho, Dom Murilo Krieger, Dom João Braz de Aviz e Dom Anuar Battisti.

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Cansados do barulho

Vivemos tempos em que a doença chamada estresse toma conta da vida de qualquer um. Ninguém esta isento de preocupações, de problemas a serem resolvidos ontem, de querer superar todos os limites humanos.

A síndrome do medo, do tempo acelerado, já não há nervos que aguentam. Nossos olhos presenciam imagens de guerra, terror, morte, de mães que não aguentam mais os filhos, sufocam, põe num saco de lixo joga no rio; pessoas que já não aguentam o ronco do marido ou da mulher; não suportam o barulho do vizinho no andar de cima; presenciamos brigas e mortes no trânsito por motivos fúteis…

Enfim, nossos ouvidos são agredidos por barulhos insuportáveis, causando doenças incuráveis. Algo está errado!

O ser humano deste milênio esqueceu-se da força tranquilizante e renovadora da vida: o silêncio. Ter tempo para “entrar na própria casa”, a casa interior, ter o silêncio como amigo e fazer o diagnóstico da situação, recobrando o equilíbrio emocional, respirando a tranquilidade de quem é limitado, humano, sensível, digno de vida digna.

Ninguém merece viver sem se encontrar consigo mesmo, com suas energias e fraquezas. A consciência dos limites me remete a estar diante do fazer só o possível, dentro do possível. O calar o barulho que vem de todos os lados, me faz ver o mundo com olhos novos, vivendo o momento presente como o único possível, recomeçando sempre.

Vivemos tempos em que precisamos aprender a falar menos, e escutar mais, principalmente o que nosso coração quer dizer e que, muitas vezes, nossa consciência e nossos ouvidos não querem ouvir. O silêncio fala a verdade que está sufocada. Ouvir significa assumir de frente sem fuga ou desculpas. Isso dói, machuca, sangra. Melhor é refugiar-se no barulho do ativismo sem tréguas.

Um grande sábio contemplativo diz: “Se a palavra que você está para pronunciar não é mais bela do que o silêncio, não diga”.

O salmo 138 nos adverte de que ainda a palavra não chegou à nossa garganta e o Senhor já conhece toda. Não só Deus conhece nossa palavra antes de ser pronunciada, mas também devemos reconhecer as palavras que vamos dizer e os efeitos que vão produzir naqueles que vão ouvir.

“Levantou-se uma grande tempestade que lançava as ondas dentro barco, de sorte que ele já se enchia. Jesus estava na popa, deitado num travesseiro. Eles acordaram Jesus e disseram: ‘Mestre não te importa que vamos morrer’! E Jesus disse: ‘Silêncio! Calma!’ E se fez uma grande calmaria”(Mc 4, 37,38).

No barco da vida as ondas podem encher o barco e naufragar. Diante das ondas barulhentas da tecnologia, fantástica e atraente; diante da propaganda ensurdecedora, oferecendo felicidade no uso de grifes; diante das festas sem hora de começar e terminar; diante do desequilibro afetivo, no uso e abuso do prazer pelo prazer; diante de tantos outros barulhos, é preciso gritar: “Mestre não te importa que vamos morrer! ”

Sim é preciso gritar por socorro, mas, o mais importante é você mesmo gritar dentro de você: “Silêncio, Calma!” Repita esse grito todos os dias, em silêncio, várias vezes, dentro do teu coração, antes de começar as tuas atividades, e verás com tudo será melhor. Uma abençoada semana pra você e os seus familiares.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Parabéns a UEM

MH 1
Hoje quem faz aniversário é a nossa Universidade Estadual de Maringá. Quero parabenizar a todos os professores, técnicos e alunos. Lembro aqui de uma pessoa que foi fundamental para que o embrião da UEM fosse lançado: Dom Jaime Luiz Coelho, professor Honoris Causa da UEM. Desejamos que o poder público olhe com carinho para a nossa UEM, que não pode mais ser tratada com desprezo, com uma política de sucateamento. Todos nós desejamos ver uma UEM cada vez melhor. Que Deus abençoe!

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