Arquidiocese de Maringá



12 mil pessoas participam de missa na Expoingá

Missa

Cerca de 12 mil pessoas participaram da missa presidida por dom Anuar Battisti celebrada na noite dessa segunda-feira (11) na Expoingá 2015. O público já é um dos maiores da feira até o momento.

Antes da missa houve apresentação da cantora católica Andréia Sales. Após a celebração o padre Alessandro Campos fez uma participação especial e agradou o público com músicas sertanejas.

“Esta parceria entre a Arquidiocese de Maringá e a Sociedade Rural de Maringá se consolida a cada ano. Eu agradeço imensamente ao Wilson Filho e a toda a diretoria da Rural”, disse dom Anuar.

De acordo com a rádio Colméia, foram arrecadadas mais de 10 toneladas de itens de higiene pessoal, agasalhos e alimentos, com a troca dos ingressos. As doações serão repassadas à entidades beneficentes ligadas à arquidiocese.

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Palestra sobre o texto-base da Campanha da Fraternidade

As livrarias Paulinas em Maringá vão promover uma palestra sobre a temática da Campanha da Fraternidade (CF) 2015: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. A assessoria será feita pelo padre Edivaldo Rossi Gonçalves.

O objetivo é estudar o texto base da CF 2015. A palestra será destinada aos catequistas, coordenadores de pastorais e movimentos, ministros, grupos de jovens, grupos de reflexão e oração e demais interessados no tema. O evento será realizado dia 14 de fevereiro das 8h30 às 12h nas Livrarias Paulinas – Avenida Getúlio Vargas, 276 – Centro de Maringá.

A CF 2015 tem a proposta de recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

Estudo sobre o texto base da CF 2015.
Data: 14 / 02 / 2015
Horário: 8h30 às 12h
A entrada será gratuita.

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Casas de apoio nos hospitais

“ Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino preparado para vocês e seus anjos. Pois eu estava com fome me destes de comer, estava com sede me destes de beber, estava peregrino e me acolhestes, estava nu e me vestistes….Quando foi que te vimos assim ? Todas as vezes que fizestes isso ao mais pequenino a mim fizestes” (Mt, 25,31-46).

Olhando a cidade de Maringá vemos um privilegiado sistema de saúde, se comparado com outras realidades brasileiras. No âmbito pastoral, também reconheço que nossos voluntários são uma referência.
Temos a Pastoral da Saúde e a Capelania hospitalar presentes nessas realidades.

A Igreja tem acompanhado de perto a vida de centenas de famílias que buscam o sistema de saúde em Maringá. Famílias de municípios da região, e outras de lugares mais distantes. E quando essas pessoas chegam a nossa cidade, são obrigadas a enfrentar as intempéries do tempo durante a espera de seus familiares hospitalizados.

Imagine você, sair de sua casa para acompanhar uma familiar doente, chegar ao hospital e não ter onde ficar. As nossas pastorais têm lutado muito para que essa triste realidade mude em Maringá. A solução seria a construção de duas casas de apoio. Uma para o Hospital do Câncer e outra para o Hospital Universitário.

Já temos uma boa iniciativa na Santa Casa. Os irmãos da Misericórdia conseguiram, com recursos próprios, uma casa de apoio para pacientes e familiares. É uma referência para a nossa cidade e um estímulo para que outras iniciativas aconteçam.

No HU as notícias que temos é que uma pendência judicial está impedindo a construção da casa de apoio. Até o dinheiro já foi conseguido com o apoio da Câmara Municipal. Agora só falta o terreno. No caso do Hospital do Câncer a Pastoral da Saúde também tem acompanhado as possibilidades que surgem.

De qualquer forma estamos num caminho e precisamos avançar. O apoio de toda a sociedade é fundamental para que esse atendimento seja efetivado. Essas famílias, muitas delas com crianças, precisam de um local digno para abrigo durante seus tratamentos.

É um dever cristão, uma exigência do evangelho, uma obrigação do poder público, olhar para essa realidade. Nessa segunda-feira, dia vinte e quatro, completo 10 anos como Arcebispo de Maringá e nesta década presenciei muitas iniciativas empreendedoras nas nossas comunidades. Somos um povo pra frente, animado, entusiasmado, solidário com as obras sociais. Neste exemplo das casas de apoio, será fundamental juntarmos essa garra para resolver as questões burocráticas que ainda impedem a execução dessas duas obras.

Que Deus abençoe todas as famílias que enfrentam enfermidades, que precisam de atendimento médico. E rogo a Deus para que as portas se abram e que em breve possamos contas com essas casas de apoio do HU e do HC. Recordemos sempre as palavras do Senhor Jesus: Vinde benditos de meu Pai, porque destes abrigo, casa de acolhida aos doentes e seus familiares. Deus nos abençoe nesta missão de cuidar e defender a vida. Boa semana a todos!

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Dez anos em Maringá

Por assessoria

dom

Dom Anuar Battisti completa dez anos em Maringá

Segunda-feira (24) Dom Anuar Battisti faz aniversário de dez anos como Arcebispo de Maringá. Ele tomou posse no dia 24 de novembro de 2004 em missa solene na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, como sucessor de Dom João Braz de Aviz, hoje cardeal e prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

Ao avaliar dez anos de serviço pastoral em Maringá, Dom Anuar revela que a arquidiocese tem características específicas que fazem com que a Igreja local se torne referência positiva em diversos aspectos. “Hoje, graças a Deus, temos que reconhecer, humildemente, que a nossa Igreja particular tem colhido bons frutos. Enquanto em muitos lugares a evasão dos fiéis afeta a vida pastoral, aqui as nossas igrejas estão cada vez mais cheias e as estatísticas apontam crescimento também na qualidade da participação do povo de Deus”, diz Dom Anuar.

Dom Anuar Battisti nasceu em Alto Honorato, município de Lajeado-RS, no dia 19 de fevereiro de 1953. Antes de ser nomeado arcebispo de Maringá, foi bispo de Toledo-PR. Na CNBB, hoje ocupa a função de bispo referencial da Pastoral do Turismo. Entre 2003 e 2007 coordenou a Seção de Seminários e Ministérios Ordenados, do CELAM, para toda a América Latina, e foi presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB.

No Regional Sul 2 da CNBB, que representa a Igreja Católica no Paraná, Dom Anuar é bispo referencial da Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral Universitária e da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB).

Na foto: Dom Jaime Luiz Coelho, Dom Murilo Krieger, Dom João Braz de Aviz e Dom Anuar Battisti.

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Novena de Nossa Senhora da Glória

A Arquidiocese de Maringá dará início à novena de Nossa Senhora da Glória nessa quarta-feira (06) na Catedral Basílica Menor. A novena será rezada em todas as celebrações eucarísticas da catedral e grupos de oração. O encerramento será dia 14 de agosto, quinta-feira, com a adoração ao Santíssimo Sacramento logo após a missa das 18h30, até às 3h da madrugada.

https://www.youtube.com/watch?v=eCpht778Iv0&list=UULjTKwy0KbnKu6n9ovR4QUA

Dia 15 de agosto, data em que se celebra a padroeira da cidade e da Arquidiocese de Maringá, a programação religiosa terá início às 7h com o Solene Ofício de Nossa Senhora, com o ofício das leituras e laudes e também a entronização da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria nos lares.
Às 9h será realizado o passeio ciclístico com as famílias, com concentração na Praça da Catedral.
A procissão seguida da missa campal terá início às 17h, com saída em frente ao portão principal do Parque do Ingá.

Coleta para Guajará-Mirim

No dia de Nossa Senhora da Glória a coleta da missa da Catedral Basílica Menor será destinada à Diocese de Guajará-Mirim, em Rondônia. Nas demais paróquias da Arquidiocese de Maringá a coleta será realizada no fim de semana dos dias 16 e 17 de agosto.

A Arquidiocese de Maringá e a Diocese de Guajará-Mirim são parceiras no projeto Igrejas-irmãs da Igreja Católica no Brasil. A proposta é que dioceses com mais recursos humanos e financeiros ajudem as menos favorecidas. Além da ajuda financeira, Maringá mantém um padre em missão em Guajará-Mirim.

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Maringá sediará o Primeiro Encontro Estadual Ecumênico

Mecum
Ecumenismo é um modo de vida. Ecumenismo é a vivência plena do projeto de Jesus no dia a dia. O discípulo de Jesus é aquele que consegue dialogar com seus irmãos e irmãs; em seu coração reside acima de tudo a unidade e também é sabedor(a) que por mais diferentes que possamos ser a vivência em comunidade é a melhor alternativa. Diálogo, fé e solidariedade são marcas indeléveis daqueles que desejam seguir o caminho de Cristo.

Objetivos do Encontro:

Reunir agentes e representantes envolvidos no serviço ecumênico no Estado do Paraná, conhecer os trabalhos que atuam no Ecumenismo, aprofundar conhecimentos sobre ecumenismo e motivar a perseverar na caminhada ecumênica.

Criar meios de integração, comunicação e divulgação dos trabalhos.

Criar propostas de ações conjuntas para a realização e aprofundamentos da missão.

Refletir a respeito da importância e necessidade do Ecumenismo como componente inevitável da missão da Igreja.

Tema: Juntos na Missão de Deus!
Lema: Para que todos sejam um! João 17,21
Início: 20 de setembro de 2014 às 8h
Término: 21 de setembro de 2014 às 12h
Local: Centro de Espiritualidade Rainha da Paz – CERP
Rua Distrito Federal 1089 – Maringá – PR
Fone/Fax: (44) 3029-3343
E-mail: [email protected]

Inscrição e Hospedagem: (Vagas Limitadas)
Diária completa R$ 120,00
Depósito na Caixa Econômica Federal
Em nome de MECUM
Ag. 1756 OP 003
Conta. 3579-1

Enviar inscrição e comprovante de pagamento para:
Alcides Tasca
E-mail: [email protected]
Fone: (44) 3225-2093
A inscrição será confirmada através do recebimento do comprovante de pagamentos até 30 de junho. Após, as vagas que estiverem sobrando serão remanejadas para outros polos.

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“Evitem bebidas alcoólicas em festas de igreja”

Carta dos Bispos do Paraná pede para que organizadores evitem bebidas alcoólicas em festas de igreja

 

Os arcebispos e bispos do Paraná, reunidos em assembleia de 16 a 18 de março, juntamente da Comissão Regional dos Presbíteros, assinaram, unanimemente, um documento referente ao consumo de bebidas alcoólicas em festas de igreja.

O texto, que é endereçado às dezoito dioceses, mais a Eparquia Ucraniana São João Batista, que juntas englobam 830 paróquias e mais de 9.700 comunidades católicas no Estado, pede que se “inicie uma caminhada de conscientização das comunidades, a fim de que sejam evitadas as bebidas alcoólicas nas festas abertas, almoços, jantares e em eventos promovidos pela Igreja Católica”.

“Cuidado com a embriaguez!” (Lc 21,34). Essa citação do evangelho de Lucas, na esteira do documento de Aparecida que convida a abandonar com coragem as estruturas e práticas não evangelizadoras, e ainda impulsionados pelos gestos proféticos do Papa Francisco, serviram de base para o diálogo que levou à redação do texto.

Não se trata de um decreto, nem mesmo de uma proibição, mas os arcebispos, bispos e padres fazem votos de que as festas de igreja sejam voltadas para a sadia convivência das famílias e, cada vez mais, o dízimo seja implantado e desenvolvido nas comunidades.

 

Leia a nota:

Conselho Episcopal Regional Sul 2 da CNBB

 

Considerações dos bispos do Regional Sul 2 sobre o consumo de bebidas alcoólicas em festas de Igreja

 

Os bispos do Paraná, reunidos em Assembleia, desejosos de uma maior fidelidade a Jesus Cristo, como propõe o Papa Francisco para toda a Igreja, depois de amplo diálogo, encaminham aos senhores um pedido: iniciar uma caminhada de conscientização de nossas comunidades, a fim de que sejam evitadas as bebidas alcoólicas nas festas abertas, almoços, jantares e em eventos promovidos pela Igreja.

O povo brasileiro é alegre e gosta de festas. As festas expressam a alegria de estar junto, a amizade e a fraternidade. Em algumas comunidades, a festa se tornou tradição, celebrada há muitos anos. As festas em honra aos padroeiros são urna riqueza imensa!

No entanto, temos visto crescer o consumo de bebidas alcoólicas em nossas festas, que assim se tornam um contra-testemunho, pois, prejudicam irmãos portadores da doença do alcoolismo, envergonham as famílias, mau exemplo para jovens e adolescentes, hoje cada vez mais cedo usuários de álcool.

Estragam o ambiente da festa com palavrões, obscenidades e até violência, tanto que é preciso de polícia em muitos casos.

Há motoristas que saem da festa embriagados, pondo em risco a vida e a imagem pública da Igreja.

O álcool mata! Perguntamos: que espécie de honra prestamos a Deus, ou aos santos Padroeiros, com tais resultados? Algumas dioceses do nosso Estado já assumiram essa decisão, o que vivamente apoiamos.

A experiência das comunidades que decidiram  servir bebidas alcoólicas em seus eventos comprova que as festas se tornaram mais familiares e participativas e, com o passar do tempo, inclusive, mostraram-se economicamente mais vantajosas que antes.

O Documento de Aparecida nos convida a abandonar com coragem as estruturas e práticas que não são evangelizadoras. Não é este o caso?

O Evangelho adverte: “Cuidado com a embriaguez!” (Lc 21,34). E São Paulo aos Efésios recomenda: “Não vos embriagueis!” (Ef 5,18)

Em vista disso, os bispos do Paraná, lembram que a Igreja vem incentivando a Pastoral da Sobriedade como caminho para aqueles que lutam contra o alcoolismo.

Não vamos nós, nas festas, contradizer a Palavra de Deus.

Com o apoio da Comissão Regional de Presbíteros fazemos votos de que as festas sejam somente para sadia convivência das famílias e, cada vez mais, o dízimo seja implantado e desenvolvido nas comunidades.

O dízimo é um instrumento bíblico, fraterno e corresponsável, previsto para sustento da vida eclesial e expressão de maturidade da fé cristã.

Que Nossa Senhora do Rocio, Rainha e Padroeira do Paraná, nos torne corajosos para mudarmos, na Igreja, aquilo que só depende de nós.

 

Curitiba, 17 de março de 2014

 

Assinam os Bispos do Paraná e a Comissão Regional dos Presbíteros

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V Congresso da Divina Misericórdia em Maringá

Banner Congresso DM 2014

Estão abertas as inscrições para o V Congresso da Divina Misericórdia em Maringá que será realizado nos dias 05 e 06 de abril de 2014 no Auditório João Paulo II – anexo ao Centro de Formação Bom Pastor. A temática este ano será “Eucaristia: Fonte de Misericórdia”.

O congresso terá a participação do Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti; padre Rodrigo Gutierrez, assessor do Apostolado Eucarístico da Divina Misericórdia da Arquidiocese de Maringá e padre João Sopicki, reitor do Santuário da Divina Misericórdia do Rio de Janeiro. A animação será da Banda Capella.

As inscrições podem ser feitas nas secretarias paroquiais ou na Rádio Colméia em Mandaguaçu e Maringá.

Outras informações podem ser obtidas com a equipe de coordenação: Mauro Valek: 044 8407 8807; e Ricardo Palomares: 044 9148 4644.

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Missa em ação de graças pelos 60 anos da Santa Casa

Santa Casa

Em 2014 a Santa Casa de Maringá completa 60 anos. Em ação de graças pela data o Arcebispo Dom Anuar Battisti irá presidir a santa missa ao ar livre nessa sexta-feira (07) às 17h, em frente à entrada principal do hospital (Rua Santos Dumont 555). A santa missa será concelebrada pelo padre Sidney Fabril, capelão hospitalar.

Durante a celebração será inaugurada a reforma da maternidade da Santa Casa.

HISTÓRICO

O nascimento da Santa Casa, no início da década de 50, resultou do compromisso do padre João Jansen, de Maringá/PR e a anuência do Bispo Dom Geraldo Proença Sigaund, de Jacarezinho/PR, em melhorar as precárias condições de saúde dos trabalhadores rurais da região.
Em julho de 1954, num galpão abandonado, é inaugurado o ambulatório Nossa Senhora de Fátima, com 10 leitos. Um ano depois recebe o registro de Entidade de Fins Filantrópicos, renovado anualmente até os dias atuais.

A busca incessante de recursos e mão-de-obra especializada, sob coordenação de Dom Jaime Luiz Coelho, Bispo de Maringá na época, possibilitou a construção de 81 leitos, do Centro Cirúrgico e Obstétrico.

Entretanto, com o crescimento acelerado da cidade e região, a Diocese precisava de mais recursos para atender a demanda crescente de pessoas. Procurou, então, os Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora, uma Congregação alemã, fundada em 1850 pelo Irmão Pedro Friedhofen, para administrar o hospital. Desde 1970, a Santa Casa de Maringá conta com a Irmandade na sua direção.

Em 1992 termina o 6ª pavilhão e a primeira fase do projeto, com a Maternidade, Pediatria, Clínica Médica e Cirúrgica, Unidade de Fisioterapia, consultórios médicos, Unidade e Terapia Intensiva Adulto e Pediátrica, Pronto Atendimento, Centro Cirúrgico e Central de Recuperação, Esterilização, Lavanderia, Farmácia, Centro Diagnóstico, Setor Administrativo e de Recursos Humanos, Compras, em pleno funcionamento.
Hoje, além do atendimento à comunidade, a Santa Casa atua em conjunto com os gestores públicos de saúde para ajudar a suprir suas necessidades assistenciais, tecnológicas ou de competências. Para isso dispõe de 60% de seus leitos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Santa Casa está à frente de projetos importantes, que mostram como a parceria público-privada pode render frutos para a comunidade, inspirando outras instituições a engrossarem suas fileiras em prol da saúde em nosso país.

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Obrigado irmã Firmina!

Irma Fimrina

Obrigado irmã Firmina!

Mesmo em uma família de forte tradição católica, Olga de Paula enfrentou resistência para seguir uma vida de entrega a Deus. Contra o que os pais aconselhavam, a mais velha dos 11 irmãos foi, aos 13 anos, seguir a vida religiosa que fez parte de todos os seus dias, até o fim.

Por volta da 1h25 da madrugada de segunda-feira (24 de fevereiro de 2014), Olga deu seu último suspiro. Descansou aos 92 anos, após quase oito décadas de dedicação e carinho a todos que dela se aproximavam. O legado foi deixado junto com o nome religioso que escolheu: Irmã Firmina Maria de Jesus Menino.

Em sua fragilidade, Irmã Firmina escondia por trás do sorriso toda a força e determinação que a motivavam a levar um pouco de alívio aos que diante dela sentiam dor. Sua marca registrada foi sempre a alegria: um sorriso largo estava sempre a iluminar o dia dos que viviam em sua companhia.

Passou por Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Osasco (SP) e Rio Claro (SP), até que o destino a fizesse começar a participar, aos 45 anos, da história de Maringá. Se uma palavra pudesse resumir os 43 anos que permaneceu na cidade, esta seria dedicação.

Foi com dedicação que a irmã ajudou, junto com três colegas de voto, a fundar o Lar dos Velhinhos de Maringá, instituição da qual ajudou a cuidar até quando sua condição de saúde permitiu. Quando chegou, o asilo era uma simples casa de madeira, que se transformou aos poucos na estrutura que hoje abriga 53 pessoas, construída pelo Rotary Club.

Dom Jaime Luiz Coelho foi quem pediu a vinda das irmãs para os cuidados com o lar. Bem articulada, a devota de Santa Paulina gostava de conversar com quem quer que fosse – inclusive sobre política.

Diagnosticada com Mal de Alzheimer, em 2009 ela se afastou da instituição. A doença já estava em nível acentuado e havia comprometido sua memória. Os últimos anos foram dedicados à Casa São Luís, em Bragança Paulista (SP).

Em Maringá, da mesma forma que a irmã abriu as portas e os braços a quem precisasse, recebeu em igual proporção apoio e aconchego da cidade que a acolheu por mais tempo em sua trajetória.

Seu maior ensinamento foi cuidar do próximo. Irmã Firmina deixou muitos amigos, e o exemplo de união, compaixão, honestidade e desapego às coisas materiais. Dizia sempre: “Nunca devemos negar comida a quem precisa.”

Mesmo tendo como principal característica a alegria, era organizada e de pulso firme quando precisava. Determinada, ajudava o Grupo de Serviços São José a organizar bazares beneficentes, bordava e fazia crochê para que a venda do artesanato fosse convertida em benefícios ao asilo.

Abalados pela notícia da morte, as companheiras e companheiros de grupo convidam a toda a comunidade maringaense a comparecer na missa em homenagem à irmã, a ser realizada neste sábado, na catedral, às 19h30.

A missão na Terra – os mais próximos garantem – foi cumprida com louvor.

Em seu sepultamento, as últimas palavras foram proferidas pelas Irmãzinhas da Casa São Luís: “Vem filha minha, receba a coroa que o Pai preparou para ti, desde toda eternidade.”

O CONVÍVIO E A DEVOÇÃO A SANTA PAULINA

No dia 21 de janeiro de 1942, Olga correu para o quarto de madre Paulina para avisá-la que a partir daquele momento não se chamaria mais Olga. A jovem havia se consagrado e adotou o nome de irmã Firmina Maria de Jesus Menino.

Aproveitou a oportunidade também para anunciar que estava de partida para o Colégio Cristo Rei, em Florianópolis (SC), pois tinha se formado professora. A irmã foi uma das poucas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer e conviver com uma santa.

Participou da congregação fundada por madre Paulina, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Na ocasião, a madre já estava cega e havia amputado um braço devido à diabetes.

No dia 19 de maio de 2002, irmã Firmina acompanhou de perto a cerimônia de canonização de Santa Paulina, de quem se tornou devota. A passagem de avião para a Itália ela ganhou de presente do grupo de fiéis que auxiliavam o asilo.

Reportagem de Ana Luiza Verzola publicada no jornal O Diário

No documentário “Jaime: Uma História de Fé e Empreendedorismo” irmã Firmina fala sobre as obras sociais na Arquidiocese de Maringá http://www.youtube.com/watch?v=WgdOjRqz-uA

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