Irmã Dulce estreia no Maringá Park

O lançamento nacional do primeiro filme sobre a vida e missão da religiosa Irmã Dulce acontece nesta quinta-feira (27). Em Maringá o filme está em cartaz nas salas do Cineflix Cinemas, no Maringá Park. Veja os horários aqui http://goo.gl/zXgK8c

https://www.youtube.com/watch?v=wi-mg_m5P24

O filme retrata com fidelidade e verdade o testemunho cristão da freira beatificada em 10 de dezembro de 2010, em Salvador. A beata recebeu o título de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica.

Produção

Com direção de Vicente Amorim, roteiro de Anna Muylaert e L.G. Bayão, além da produção assinada por Iafa Britz, o longa-metragem, filmado em Salvador, mostra momentos marcantes da trajetória da beata.
O longa destaca o cuidado e o relacionamento de “mãe e filho” entre a freira e João, um menino pobre que pede abrigo à irmã após a família ser retirada de casa. Na infância e na vida adulta dele, Irmã Dulce o salva duas vezes da morte: retirando-o do ônibus após acidente em frente ao convento e quando criminosos o ameaçam de morte por conta de uma dívida.

Comente aqui


Casas de apoio nos hospitais

“ Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino preparado para vocês e seus anjos. Pois eu estava com fome me destes de comer, estava com sede me destes de beber, estava peregrino e me acolhestes, estava nu e me vestistes….Quando foi que te vimos assim ? Todas as vezes que fizestes isso ao mais pequenino a mim fizestes” (Mt, 25,31-46).

Olhando a cidade de Maringá vemos um privilegiado sistema de saúde, se comparado com outras realidades brasileiras. No âmbito pastoral, também reconheço que nossos voluntários são uma referência.
Temos a Pastoral da Saúde e a Capelania hospitalar presentes nessas realidades.

A Igreja tem acompanhado de perto a vida de centenas de famílias que buscam o sistema de saúde em Maringá. Famílias de municípios da região, e outras de lugares mais distantes. E quando essas pessoas chegam a nossa cidade, são obrigadas a enfrentar as intempéries do tempo durante a espera de seus familiares hospitalizados.

Imagine você, sair de sua casa para acompanhar uma familiar doente, chegar ao hospital e não ter onde ficar. As nossas pastorais têm lutado muito para que essa triste realidade mude em Maringá. A solução seria a construção de duas casas de apoio. Uma para o Hospital do Câncer e outra para o Hospital Universitário.

Já temos uma boa iniciativa na Santa Casa. Os irmãos da Misericórdia conseguiram, com recursos próprios, uma casa de apoio para pacientes e familiares. É uma referência para a nossa cidade e um estímulo para que outras iniciativas aconteçam.

No HU as notícias que temos é que uma pendência judicial está impedindo a construção da casa de apoio. Até o dinheiro já foi conseguido com o apoio da Câmara Municipal. Agora só falta o terreno. No caso do Hospital do Câncer a Pastoral da Saúde também tem acompanhado as possibilidades que surgem.

De qualquer forma estamos num caminho e precisamos avançar. O apoio de toda a sociedade é fundamental para que esse atendimento seja efetivado. Essas famílias, muitas delas com crianças, precisam de um local digno para abrigo durante seus tratamentos.

É um dever cristão, uma exigência do evangelho, uma obrigação do poder público, olhar para essa realidade. Nessa segunda-feira, dia vinte e quatro, completo 10 anos como Arcebispo de Maringá e nesta década presenciei muitas iniciativas empreendedoras nas nossas comunidades. Somos um povo pra frente, animado, entusiasmado, solidário com as obras sociais. Neste exemplo das casas de apoio, será fundamental juntarmos essa garra para resolver as questões burocráticas que ainda impedem a execução dessas duas obras.

Que Deus abençoe todas as famílias que enfrentam enfermidades, que precisam de atendimento médico. E rogo a Deus para que as portas se abram e que em breve possamos contas com essas casas de apoio do HU e do HC. Recordemos sempre as palavras do Senhor Jesus: Vinde benditos de meu Pai, porque destes abrigo, casa de acolhida aos doentes e seus familiares. Deus nos abençoe nesta missão de cuidar e defender a vida. Boa semana a todos!

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

Comente aqui


Dez anos em Maringá

Por assessoria

dom

Dom Anuar Battisti completa dez anos em Maringá

Segunda-feira (24) Dom Anuar Battisti faz aniversário de dez anos como Arcebispo de Maringá. Ele tomou posse no dia 24 de novembro de 2004 em missa solene na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, como sucessor de Dom João Braz de Aviz, hoje cardeal e prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

Ao avaliar dez anos de serviço pastoral em Maringá, Dom Anuar revela que a arquidiocese tem características específicas que fazem com que a Igreja local se torne referência positiva em diversos aspectos. “Hoje, graças a Deus, temos que reconhecer, humildemente, que a nossa Igreja particular tem colhido bons frutos. Enquanto em muitos lugares a evasão dos fiéis afeta a vida pastoral, aqui as nossas igrejas estão cada vez mais cheias e as estatísticas apontam crescimento também na qualidade da participação do povo de Deus”, diz Dom Anuar.

Dom Anuar Battisti nasceu em Alto Honorato, município de Lajeado-RS, no dia 19 de fevereiro de 1953. Antes de ser nomeado arcebispo de Maringá, foi bispo de Toledo-PR. Na CNBB, hoje ocupa a função de bispo referencial da Pastoral do Turismo. Entre 2003 e 2007 coordenou a Seção de Seminários e Ministérios Ordenados, do CELAM, para toda a América Latina, e foi presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB.

No Regional Sul 2 da CNBB, que representa a Igreja Católica no Paraná, Dom Anuar é bispo referencial da Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral Universitária e da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB).

Na foto: Dom Jaime Luiz Coelho, Dom Murilo Krieger, Dom João Braz de Aviz e Dom Anuar Battisti.

Comente aqui


Cansados do barulho

Vivemos tempos em que a doença chamada estresse toma conta da vida de qualquer um. Ninguém esta isento de preocupações, de problemas a serem resolvidos ontem, de querer superar todos os limites humanos.

A síndrome do medo, do tempo acelerado, já não há nervos que aguentam. Nossos olhos presenciam imagens de guerra, terror, morte, de mães que não aguentam mais os filhos, sufocam, põe num saco de lixo joga no rio; pessoas que já não aguentam o ronco do marido ou da mulher; não suportam o barulho do vizinho no andar de cima; presenciamos brigas e mortes no trânsito por motivos fúteis…

Enfim, nossos ouvidos são agredidos por barulhos insuportáveis, causando doenças incuráveis. Algo está errado!

O ser humano deste milênio esqueceu-se da força tranquilizante e renovadora da vida: o silêncio. Ter tempo para “entrar na própria casa”, a casa interior, ter o silêncio como amigo e fazer o diagnóstico da situação, recobrando o equilíbrio emocional, respirando a tranquilidade de quem é limitado, humano, sensível, digno de vida digna.

Ninguém merece viver sem se encontrar consigo mesmo, com suas energias e fraquezas. A consciência dos limites me remete a estar diante do fazer só o possível, dentro do possível. O calar o barulho que vem de todos os lados, me faz ver o mundo com olhos novos, vivendo o momento presente como o único possível, recomeçando sempre.

Vivemos tempos em que precisamos aprender a falar menos, e escutar mais, principalmente o que nosso coração quer dizer e que, muitas vezes, nossa consciência e nossos ouvidos não querem ouvir. O silêncio fala a verdade que está sufocada. Ouvir significa assumir de frente sem fuga ou desculpas. Isso dói, machuca, sangra. Melhor é refugiar-se no barulho do ativismo sem tréguas.

Um grande sábio contemplativo diz: “Se a palavra que você está para pronunciar não é mais bela do que o silêncio, não diga”.

O salmo 138 nos adverte de que ainda a palavra não chegou à nossa garganta e o Senhor já conhece toda. Não só Deus conhece nossa palavra antes de ser pronunciada, mas também devemos reconhecer as palavras que vamos dizer e os efeitos que vão produzir naqueles que vão ouvir.

“Levantou-se uma grande tempestade que lançava as ondas dentro barco, de sorte que ele já se enchia. Jesus estava na popa, deitado num travesseiro. Eles acordaram Jesus e disseram: ‘Mestre não te importa que vamos morrer’! E Jesus disse: ‘Silêncio! Calma!’ E se fez uma grande calmaria”(Mc 4, 37,38).

No barco da vida as ondas podem encher o barco e naufragar. Diante das ondas barulhentas da tecnologia, fantástica e atraente; diante da propaganda ensurdecedora, oferecendo felicidade no uso de grifes; diante das festas sem hora de começar e terminar; diante do desequilibro afetivo, no uso e abuso do prazer pelo prazer; diante de tantos outros barulhos, é preciso gritar: “Mestre não te importa que vamos morrer! ”

Sim é preciso gritar por socorro, mas, o mais importante é você mesmo gritar dentro de você: “Silêncio, Calma!” Repita esse grito todos os dias, em silêncio, várias vezes, dentro do teu coração, antes de começar as tuas atividades, e verás com tudo será melhor. Uma abençoada semana pra você e os seus familiares.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

1 Comentário


Parabéns a UEM

MH 1
Hoje quem faz aniversário é a nossa Universidade Estadual de Maringá. Quero parabenizar a todos os professores, técnicos e alunos. Lembro aqui de uma pessoa que foi fundamental para que o embrião da UEM fosse lançado: Dom Jaime Luiz Coelho, professor Honoris Causa da UEM. Desejamos que o poder público olhe com carinho para a nossa UEM, que não pode mais ser tratada com desprezo, com uma política de sucateamento. Todos nós desejamos ver uma UEM cada vez melhor. Que Deus abençoe!

Comente aqui


Dom Hélder Câmara em Maringá, 1989

Memória: “Eu acredito muito na maturidade da nossa gente”

O arquivo histórico da Arquidiocese de Maringá recuperou um vídeo de 1989 com entrevistas e uma aula de Dom Hélder Câmara na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Naquele ano o fundador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) veio a Maringá para ser o paraninfo geral dos formandos da UEM e participar de um encontro com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as pastorais sociais.

A passagem de Dom Hélder em Maringá se deu no dia 14 de outubro de 1989, cerca de um mês antes das eleições presidenciais.

O país vivia a retomada do regime democrático. Em entrevista coletiva, o religioso foi questionado sobre a decisão da sociedade no processo eleitoral e uma das frases ditas em solo maringaense foi: “Eu acredito muito na maturidade da nossa gente”.

Trajetória

Em 1964 Dom Hélder Câmara foi nomeado Arcebispo de Olinda-Recife (PE) até tornar-se emérito em 1985. Durante o regime militar no Brasil, ele se destacou pela sua posição firme contra a ditadura. Fez inúmeras viagens ao exterior onde denunciava a tortura que se praticava no Brasil.

A censura chegou a proibir a imprensa de publicar qualquer pronunciamento de Dom Hélder. Faleceu no dia 27 de agosto de 1999.

UEM

Na aula proferida na Universidade Estadual de Maringá Dom Hélder falou ao lado do padre Júlio Antônio da Silva e do vice-reitor, professor Manoel Jacó Garcia Gimenes.

Comente aqui


Horários de missa para o dia de Finados

A Arquidiocese de Maringá será responsável pela celebração de oito missas no dia de Finados, 02, no Cemitério Municipal de Maringá.

O dia de Finados é a data em que a Igreja reza pelos fiéis falecidos. Em 2013, o Papa Francisco fez a seguinte oração quando rezou na cripta do Vaticano: “Seja abençoado Deus Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos regenerou mediante a ressurreição de Jesus dos mortos a uma esperança viva por uma herança que não se corrompe e não se decompõe. Ouça a nossa oração por todos os que deixaram este mundo. Abra os braços de sua misericórdia e os receba na assembleia gloriosa da Santa Jerusalém”.

Confira os horários das missas no Cemitério Municipal de Maringá:
09h, 10h, 11h, 12h, 14h, 15h, 16h e 17h.

“É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados”. (2Mac 12,46)

Foto: PMM

Sem categoria
Comente aqui


Maringá celebra Centenário de Schoenstatt

A Arquidiocese de Maringá vai celebrar o Centenário mundial de Schoenstatt com missa presidida por Dom Anuar Battisti sábado, dia 18 de outubro.

A celebração será realizada às 16h no futuro Santuário da Mãe Peregrina em Maringá. As atividades começam a partir das 14h.

http://goo.gl/B5LhNW

O futuro Santuário da Mãe Peregrina em Maringá fica na Avenida Pioneiro Antônio Fernandes Maciel, sem número, Capela São Bonifácio – Bairro Cidade Alta.

Comente aqui


Maria, nosso exemplo

Estamos em pleno mês de outubro, domingo (12) dia das crianças e de Nossa Mãe Aparecida, que Deus nos deu por surpresa no Rio Parnaíba, pelas mãos de pescadores. Que bela surpresa!

Hoje é Mãe, Rainha e Padroeira desta nação, batizada de terra de Santa Cruz, terra mãe de todos, terra cor de brasa, Brasil. Ela, como mulher, plenamente humana, gerou como toda mãe, uma vida, um homem, diferente em tudo, porém homem, Homem Deus.

É por providência que o dia das crianças coincide com o dia da Mãe, Mãe de Deus e nossa. Bela coincidência! E se não bastasse, neste domingo culmina a Semana da Vida, colocando em primeiro lugar as crianças que estão por nascer.

Tudo isso com a cor rosa, a cor do combate ao câncer de mama, para clamar a vida das mães.
Recordo aqui aquele grito de uma mulher, dirigido a Jesus, no meio da multidão, elogiando o ventre e os seios de Maria. “Uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os seios em que mamaste” ( Lc 11,27).

A exclamação, vinda de alguém do povo, é uma homenagem à Mãe de Jesus. Que belo reconhecimento do ventre e dos seios, que fazem a mulher ser mãe, porque só ela tem ventre gerador e seios que amamentam. Somente a mãe tem esse privilégio, de conceber e dar à luz, de alimentar com um leite único, imunizando aquele minúsculo ser de tantas enfermidades, e projetando um futuro saudável. Cuidado de mãe, que como Maria, a Mãe de todos nós, soube dar o melhor de si, sem esperar nada, sendo proclamada por todas as gerações de “Bem aventurada”.

O Outubro Rosa, não é senão um clamor, em defesa da vida e da saúde das mães e das mulheres. Muitas mulheres não geraram e não podem gerar, porém trazem em si a beleza de mãe e de mulher, que ninguém pode subestimar.

Queremos defender a vida das mulheres e das crianças desde a concepção até a morte natural. Ninguém tem o direito de tirar a vida, “Deus deu, Deus tirou, bendito seja o nome do Senhor (Jó 1,21)”. Em nenhum momento da vida de Maria, acompanhando o filho, na festa e na dor da morte, nunca se ouviu um clamor de desespero.

Que Nossa Senhora Aparecida, a mulher Mãe negra, interceda por todo o povo brasileiro, de maneira especial, pelas crianças, que sofrem por não ter uma mãe presente. Pelas mulheres e crianças cuja vida é ameaçada por doenças, que saibam prevenir e buscar a cura em tempo. Senhora da Conceição Aparecida, interceda pelo Brasil, neste momento tão decisivo para o futuro de todos nós. Amém.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

Comente aqui


A nossa reforma política

De forma corajosa e muito prudente a CNBB, OAB e mais de cem entidades se uniram em defesa do projeto da reforma política democrática. A proposta é baseada em quatro principais pontos: Proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de sexo na lista pré-ordenada e fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes.

Em Maringá, com a OAB, nossa arquidiocese pretende coletar, no mínimo, 50 mil assinaturas para esse projeto. No Brasil precisamos de 1 milhão e 500 mil assinaturas. Já conseguimos esse feito em outras iniciativas, como, por exemplo, na lei da Ficha Limpa. Hoje, graças a Ficha Limpa, muitos políticos “ficha suja” estão fora da disputa eleitoral.

Creio fortemente que atitudes como essa são um dever das igrejas, dos cristãos. Nós cristãos, temos que ser sal e luz neste mundo. Nossa vida deve ser precedida pela oração e, cheios do Espírito Santo, somos chamados a enfrentar estruturas mais complexas, como o campo político.

Por apoiar o projeto de reforma política também estamos sendo muito criticados por determinados grupos. Não seria surpreendente se as críticas partissem dos políticos corruptos ou das empresas que financiam suas campanhas.

Mas, surpreendentemente, estamos sendo criticados por alguns grupos cristãos e que, em alguns momentos, de forma raivosa têm nos agredido por defender esta reforma.

Como Igreja, na espiritualidade do Espírito Santo, assim como tem pregado nosso querido Papa Francisco, creio que nosso Deus age para promover a unidade. Quando nos dividimos, é o inimigo de Deus quem toma conta.

No projeto de reforma política da CNBB e OAB, houve a articulação com mais de 100 entidades. Cada uma tinha um pensamento, uma proposta. Cada uma defendia uma coisa. E depois, com muita paciência e oração, foi possível organizar um projeto que sabemos: não é o ideal, mas é o possível para o momento.

Esse projeto foi amplamente discutido com os bispos do Brasil inteiro. Foi apresentado em nossa assembleia geral, sob a liderança de Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte.

Sabemos que se o projeto fosse exclusivamente “católico” não teríamos nele alguns pontos, ou a redação talvez seria diferente. Mas o tempo da radicalidade política já passou. Já tivemos experiências mundiais em que o pensamento único levou o povo à morte.

Precisamos ser maduros o suficiente para entender que o Brasil precisa de uma ampla e profunda mudança. E isso só será possível se, juntos, conseguirmos uma real mudança no sistema político. Não é um projeto socialista, comunista, como alguns críticos têm apregoado. A Igreja sempre defendeu e sempre defenderá a vida, a vida humana.

Graças a Deus a CNBB tem conseguido o engajamento de grupos políticos tanto da esquerda como da direita. Muitos, que estão cansados do atual modelo eleitoral, já começam a aderir a nossa coalização democrática. Evidentemente que em qualquer proposta de reforma política seremos sempre contra inciativas que proponham o aborto e outras práticas contra a Família. Mas para avançar precisamos dialogar sem nos fecharmos.

Conto com as orações de todos e convido os nossos fiéis para que, antes de assinarem o projeto (se assim se sentirem chamados) leiam a proposta e compreendam que o nosso objetivo, de forma muito bem contextualizada, é dar a nossa singela contribuição para que a nossa sociedade seja mais justa, sempre democrática e a favor da vida. Que Deus abençoe você e sua família. Boa semana!

Dom Anuar Battisti

Comente aqui