Campanha da Fraternidade 2012



Romaria do Trabalhador no HU

1º de maio: Missa da Romaria do Trabalhador será celebrada no Hospital Universitário em Maringá

 

A Paróquia Santa Isabel de Portugal será a sede da 23ª Romaria do Trabalhador da Arquidiocese de Maringá, que será realizada na próxima terça-feira, 1º de maio. A Romaria terá como tema: “Saúde + Trabalho = Vida Plena”, e lema: “Esperança de novos céus e nova terra (2Pd 3,13)”, com base na proposta da Campanha da Fraternidade 2012.

Com o objetivo de refletir sobre as condições de saúde dos trabalhadores a Arquidiocese de Maringá escolheu a região do Hospital Universitário para realizar o tradicional evento católico no dia de São José Operário.

A Igreja considera que na região de Maringá a questão da precarização da saúde desafia a consciência cristã. Texto publicado pela Associação de Reflexão e Ação Social (Aras), que faz parte da organização da Romaria, cita que “no Hospital Regional Universitário se tem concretamente a face das feridas sociais no desrespeito pela dignidade do cidadão. A falta de infraestrutura, a insuficiência de recursos humanos e financeiros, desencadeia a situação de pessoas nos corredores pela falta de leitos, de salas cirúrgicas. Os trabalhadores  da área da saúde sofrem pelas más condições de trabalho, a excessiva carga horária em plantões e escalas de serviço e a baixa remuneração. Os trabalhadores doentes sofrem pelo descaso com a saúde pública”.

A concentração dos romeiros será na praça da igreja Santa Isabel de Portugal a partir das 13h30. Na sequência, em caminhada os participantes vão passar  pelo Núcleo Social Papa João XXIII para que todos conheçam o trabalho da entidade. Às 16h o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, presidirá a santa missa no estacionamento do Hospital Universitário.

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Saúde pública: questão de vida e morte

Saúde pública: questão de vida e morte

 

 

Recentemente, o levantamento divulgado pelo governo, usando números do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (Idsus), mostrou que 27% da população brasileira vive em cidades com nota abaixo de 5 no quesito saúde pública, numa escala de 0 a 10.

Mais de 70% da população (134 milhões de pessoas) está em 4.066 cidades, que receberam notas entre 5 e 6,9. Somente 1,9% – cerca de 3,2 milhões de brasileiros – residem no grupo dos 347 municípios mais bem pontuados, que conquistaram nota maior que 7.

O mais bem avaliado é o município de Vitória (ES), com nota 7,08. Em último lugar está o Rio de Janeiro, com 4,33. O nosso Estado, o Paraná, teve nota 6,23.

A nota de Maringá ficou em 5,59 – abaixo da média estadual. Algo que nos preocupa, já que Maringá tem tudo para ser exemplo na saúde pública. Números podem ser questionados, mas não devem ser desprezados. Isso deve ser um sinal de alerta concreto para as nossas autoridades em saúde. Será que está tudo bem, como aparece nas campanhas publicitárias? Será que não deveríamos estar no topo do índice?

O minúsculo município de Fernandes Pinheiro, aqui no nosso Paraná, com apenas 5.932 habitantes, obteve boa nota (7,76). Todos esses dados estão disponíveis para você avaliar no endereço eletrônico www.saude.gov.br/idsus.
Diante deste quadro entendemos perfeitamente o motivo da Campanha da Fraternidade promovida pela Igreja Católica. A saúde é direito de todos, diz a nossa Constituição.

O sistema de saúde deve, portanto, atender todo e qualquer cidadão. Do princípio da integralidade decorre a exigência de acesso a qualquer cidadão a todos os serviços que o sistema de saúde dispõe, desde vacinas até transplantes.

O princípio da equidade visa a assegurar que as ações e os serviços, em todos os níveis do sistema público de saúde, até mesmo os mais sofisticados e caros, sejam oferecidos a todos os cidadãos, sem privilégios. (Texto base da CF 2º12, nº 118).

A Carta dos direitos dos usuários da saúde de 14 de agosto de 2009, afirma: “Toda pessoa tem direito ao atendimento humanizado e acolhedor, realizado por profissionais qualificados, em ambiente limpo confortável e acessível a todos”.

Todos nós sabemos que a legislação nos garante o direito à saúde e também temos certeza de que há recursos financeiros para garantir uma eficiente rede de atendimento. Porém, falta ética e compromisso efetivo com a vida humana.

O ser humano não pode ser tratado como produto, e o Sistema de Saúde como comércio. Infelizmente o econômico vem sempre em primeiro lugar, e a pessoa passa a ser mais um. Que o desejo de Deus seja assumido por todos nós como um verdadeiro programa de vida: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8).

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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Pastoral da Saúde quer incentivar participação nos conselhos de saúde

Conjuntura da Pastoral da Saúde foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 8, na reunião conjunta do Clero

 

A Coordenadora da Pastoral da Saúde na Arquidiocese de Maringá Helena Strabelli apresentou um panorama das ações da pastoral durante a reunião conjunta do clero realizada nesta quinta-feira, 8, no Centro de Formação Bom Pastor.

A inclusão da temática na pauta da reunião foi motivada por causa da Campanha da Fraternidade 2012, cujo foco é a saúde pública.

Strabelli comentou que todas as paróquias têm a atuação da pastoral, mas muitas vezes são ações isoladas. “O objetivo é que os integrantes da pastoral não apenas visitem os doentes. É claro que isso é importante, mas se ficar apenas nessa dimensão se torna  pastoral da doença. Nós queremos avançar na área educativa, na prevenção e principalmente incentivar as pessoas a participarem nos conselhos de saúde”, disse.

Os padres partilharam experiências da pastoral nas paróquias e muitos foram unânimes concordando com a importância dos paroquianos estarem nos conselhos municipais e locais. “Queremos discutir políticas públicas para a saúde e não políticas de governo”, destacou a coordenadora da pastoral.

O objetivo é que a pastoral se difunda sobre todas as 55 paróquias da Arquidiocese de Maringá.

 

 

Por Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Maringá

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Saúde sim. Doença não

“Quem permanece por muito tempo próximo das pessoas que sofrem, conhece a angústia e as lágrimas, mas também o milagre da alegria, fruto do amor” (Bento XVI). A dor e o sofrimento acompanham o ser humano do nascer até o declinar da vida. Não fomos criados para o sofrimento, nosso Deus não é masoquista, que sente prazer ao ver o ser humano sofrer, nosso Deus é o Deus da vida. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 15).

Dizer que a doença é vontade de Deus é mentira. A doença é coisa da gente, é de natureza humana e não divina.
Em nenhum momento da vida humana podemos dizer que Deus quis a morte. Muitas vezes a gente se depara com afirmações do tipo: “foi vontade de Deus que acontecesse aquele acidente… foi vontade de Deus que aquela pessoa morresse de tal doença…é vontade de Deus que aquela pessoa sofra porque deve pagar os seus pecados”.

Nosso Deus não é vingativo, que busca desforra diante do mal cometido. Nosso Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. “Eu não quero a morte do pecador e sim que ele se converta e viva” (Ez 18,23). O Senhor Jesus nunca deixou de atender o clamor, fosse de quem fosse. A palavra do Senhor foi sempre em defesa da vida. “Levanta-te a tua fé te salvou” (Lc 17,10). “Se tu queres podes curar-me. Eu quero fique curado” ( Mc 1,40-41).

A Campanha da Fraternidade deste ano não quer justificar a doença e muito menos colocar panos quentes na situação da saúde de nosso povo mais necessitado. Pelo contrário.

O grande objetivo é: “refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos doentes e mobilizar por melhorias no sistema público de saúde”. Ninguém quer condenar ninguém e muito menos jogar pedras contra o telhado do vizinho, mas também não se quer fechar os olhos diante da realidade. A Campanha da Fraternidade entende o ser humano como uma unidade de corpo e alma.

“Ao paralisar o corpo, a doença impede o espírito a voar. Ao mesmo tempo em que experimentamos a unidade, de outro lado a profunda ruptura. A doença é um forte convite à reconciliação e à harmonização com nosso próprio ser” (Texto base nº 12). O Guia da Pastoral da Saúde na América Latina diz que: “a saúde é afirmação da vida, em suas múltiplas incidências, e um direito fundamental que os Estados devem garantir”.

O mesmo documento assim define a saúde como “um processo harmonioso de bem estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas ausência de doença, processo que capacita o ser humano a cumprir a missão que Deus lhe destinou, de acordo com a etapa e a condição de vida em que se encontra” (Texto base nº 14).

A saúde é um conjunto de fatores humanos que devem entrar em harmonia, desde alimentação, educação, trabalho, remuneração, as relações interpessoais, a qualidade de vida, a dimensão espiritual da fé, enfim o equilíbrio humano e sobrenatural da vida. Nosso desejo é ver concretizada a da Palavra de Deus: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8). E para que isso aconteça cada qual deve fazer a sua parte. Os indivíduos como primeiros responsáveis.

Os municípios, os Estados e a Nação, através dos organismos competentes, não podem deixar de medir esforços e criar políticas públicas que venham ao encontro das necessidades do povo. Por isso: saúde sim. Doença não.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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CF 2012: Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde faz palestra em Maringá

No dia 01 de março, quinta-feira, o coordenador Nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio, fará palestra no Auditório da PUCPR Câmpus Maringá com o tema : “CF 2012: situação da saúde pública no Brasil e posicionamento da Igreja”. Venâncio também é assessor da CNBB para a Campanha da Fraternidade 2012. A palestra terá início às 19h no Auditório da PUC.

As vagas serão limitadas. A participação pode ser confirmada por e-mail: [email protected]; ou por telefone: 44 3026 2322, com Mariel ou Arthur.

Por Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Maringá

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