Dom Jaime Luiz Coelho

Dez anos em Maringá

Por assessoria

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Dom Anuar Battisti completa dez anos em Maringá

Segunda-feira (24) Dom Anuar Battisti faz aniversário de dez anos como Arcebispo de Maringá. Ele tomou posse no dia 24 de novembro de 2004 em missa solene na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, como sucessor de Dom João Braz de Aviz, hoje cardeal e prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

Ao avaliar dez anos de serviço pastoral em Maringá, Dom Anuar revela que a arquidiocese tem características específicas que fazem com que a Igreja local se torne referência positiva em diversos aspectos. “Hoje, graças a Deus, temos que reconhecer, humildemente, que a nossa Igreja particular tem colhido bons frutos. Enquanto em muitos lugares a evasão dos fiéis afeta a vida pastoral, aqui as nossas igrejas estão cada vez mais cheias e as estatísticas apontam crescimento também na qualidade da participação do povo de Deus”, diz Dom Anuar.

Dom Anuar Battisti nasceu em Alto Honorato, município de Lajeado-RS, no dia 19 de fevereiro de 1953. Antes de ser nomeado arcebispo de Maringá, foi bispo de Toledo-PR. Na CNBB, hoje ocupa a função de bispo referencial da Pastoral do Turismo. Entre 2003 e 2007 coordenou a Seção de Seminários e Ministérios Ordenados, do CELAM, para toda a América Latina, e foi presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da CNBB.

No Regional Sul 2 da CNBB, que representa a Igreja Católica no Paraná, Dom Anuar é bispo referencial da Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral Universitária e da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB).

Na foto: Dom Jaime Luiz Coelho, Dom Murilo Krieger, Dom João Braz de Aviz e Dom Anuar Battisti.

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Parabéns a UEM

MH 1
Hoje quem faz aniversário é a nossa Universidade Estadual de Maringá. Quero parabenizar a todos os professores, técnicos e alunos. Lembro aqui de uma pessoa que foi fundamental para que o embrião da UEM fosse lançado: Dom Jaime Luiz Coelho, professor Honoris Causa da UEM. Desejamos que o poder público olhe com carinho para a nossa UEM, que não pode mais ser tratada com desprezo, com uma política de sucateamento. Todos nós desejamos ver uma UEM cada vez melhor. Que Deus abençoe!

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Obrigado irmã Firmina!

Irma Fimrina

Obrigado irmã Firmina!

Mesmo em uma família de forte tradição católica, Olga de Paula enfrentou resistência para seguir uma vida de entrega a Deus. Contra o que os pais aconselhavam, a mais velha dos 11 irmãos foi, aos 13 anos, seguir a vida religiosa que fez parte de todos os seus dias, até o fim.

Por volta da 1h25 da madrugada de segunda-feira (24 de fevereiro de 2014), Olga deu seu último suspiro. Descansou aos 92 anos, após quase oito décadas de dedicação e carinho a todos que dela se aproximavam. O legado foi deixado junto com o nome religioso que escolheu: Irmã Firmina Maria de Jesus Menino.

Em sua fragilidade, Irmã Firmina escondia por trás do sorriso toda a força e determinação que a motivavam a levar um pouco de alívio aos que diante dela sentiam dor. Sua marca registrada foi sempre a alegria: um sorriso largo estava sempre a iluminar o dia dos que viviam em sua companhia.

Passou por Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Osasco (SP) e Rio Claro (SP), até que o destino a fizesse começar a participar, aos 45 anos, da história de Maringá. Se uma palavra pudesse resumir os 43 anos que permaneceu na cidade, esta seria dedicação.

Foi com dedicação que a irmã ajudou, junto com três colegas de voto, a fundar o Lar dos Velhinhos de Maringá, instituição da qual ajudou a cuidar até quando sua condição de saúde permitiu. Quando chegou, o asilo era uma simples casa de madeira, que se transformou aos poucos na estrutura que hoje abriga 53 pessoas, construída pelo Rotary Club.

Dom Jaime Luiz Coelho foi quem pediu a vinda das irmãs para os cuidados com o lar. Bem articulada, a devota de Santa Paulina gostava de conversar com quem quer que fosse – inclusive sobre política.

Diagnosticada com Mal de Alzheimer, em 2009 ela se afastou da instituição. A doença já estava em nível acentuado e havia comprometido sua memória. Os últimos anos foram dedicados à Casa São Luís, em Bragança Paulista (SP).

Em Maringá, da mesma forma que a irmã abriu as portas e os braços a quem precisasse, recebeu em igual proporção apoio e aconchego da cidade que a acolheu por mais tempo em sua trajetória.

Seu maior ensinamento foi cuidar do próximo. Irmã Firmina deixou muitos amigos, e o exemplo de união, compaixão, honestidade e desapego às coisas materiais. Dizia sempre: “Nunca devemos negar comida a quem precisa.”

Mesmo tendo como principal característica a alegria, era organizada e de pulso firme quando precisava. Determinada, ajudava o Grupo de Serviços São José a organizar bazares beneficentes, bordava e fazia crochê para que a venda do artesanato fosse convertida em benefícios ao asilo.

Abalados pela notícia da morte, as companheiras e companheiros de grupo convidam a toda a comunidade maringaense a comparecer na missa em homenagem à irmã, a ser realizada neste sábado, na catedral, às 19h30.

A missão na Terra – os mais próximos garantem – foi cumprida com louvor.

Em seu sepultamento, as últimas palavras foram proferidas pelas Irmãzinhas da Casa São Luís: “Vem filha minha, receba a coroa que o Pai preparou para ti, desde toda eternidade.”

O CONVÍVIO E A DEVOÇÃO A SANTA PAULINA

No dia 21 de janeiro de 1942, Olga correu para o quarto de madre Paulina para avisá-la que a partir daquele momento não se chamaria mais Olga. A jovem havia se consagrado e adotou o nome de irmã Firmina Maria de Jesus Menino.

Aproveitou a oportunidade também para anunciar que estava de partida para o Colégio Cristo Rei, em Florianópolis (SC), pois tinha se formado professora. A irmã foi uma das poucas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer e conviver com uma santa.

Participou da congregação fundada por madre Paulina, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Na ocasião, a madre já estava cega e havia amputado um braço devido à diabetes.

No dia 19 de maio de 2002, irmã Firmina acompanhou de perto a cerimônia de canonização de Santa Paulina, de quem se tornou devota. A passagem de avião para a Itália ela ganhou de presente do grupo de fiéis que auxiliavam o asilo.

Reportagem de Ana Luiza Verzola publicada no jornal O Diário

No documentário “Jaime: Uma História de Fé e Empreendedorismo” irmã Firmina fala sobre as obras sociais na Arquidiocese de Maringá http://www.youtube.com/watch?v=WgdOjRqz-uA

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Obrigado seu Joaquim!

joaquim arcebispo

Obrigado seu Joaquim Romero Fontes, por tudo que o senhor fez por nossa amada Maringá. A Arquidiocese de Maringá agradece especialmente pelo seu empenho na construção do nosso símbolo, a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. https://www.youtube.com/watch?v=F1i-m-4fxi0

Com Dom Jaime Luiz Coelho, o senhor abraçou a causa na época e foi um dos responsáveis pela finalização da obra. Hoje o céu se alegra. Hoje, do céu, tenho certeza que Dom Jaime e seu Joaquim estão, juntos, olhando a Catedral.

Que Deus conforte os familiares.

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Mensagem do Papa a Dom Jaime

Em nome do Papa Francisco, Cardeal Tarcísio Bertone escreve mensagem por ocasião da morte de Dom Jaime

 

Por ocasião do falecimento do primeiro Bispo e Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone encaminhou a seguinte correspondência ao Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti:

 

“Recebida com grande pesar a notícia do falecimento de Dom Jaime Luiz Coelho, o Sumo Pontífice confiou-me certificar à Arquidiocese de Maringá da sua solidariedade neste hora de tristeza pela morte daquele que foi o seu primeiro arcebispo.

Ao relembrar a sua participação como Padre conciliar no Concílio Vaticano II e a sua abnegada e dinâmica obra de edificação dessa querida Igreja particular, destacando-se a construção da Catedral Diocesana, marco na paisagem dessa cidade, o Santo Padre assegura fervorosas preces em sufrágio pelo seu eterno descanso e implora do Todo-Poderoso, rico em misericórdia, abundantes graças de conforto e de esperança em Cristo Ressuscitado, enquanto envia a todo o povo fiel de Maringá uma propiciadora benção apostólica.

 

Cardeal Tarcísio Bertone

Secretário de Estado de Sua Santidade”.

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Sepultamento de Dom Jaime

Imagem de Amostra do You Tube

Veja como foi a missa de corpo presente e o sepultamento de Dom Jaime

http://www.youtube.com/watch?v=Z0WfESZvc80

 

 

Dom Murilo S.R. Krieger, scj – Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

Exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho, Arcebispo Emérito de Maringá – 06.08.13

Leituras: Festa da Transfiguração do Senhor

 

 

 

1.         É muito fácil falar nas exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho. É muito difícil falar nas exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho.

 

2.         É muito fácil falar: quem o conheceu – e quem, morando em Maringá ou neste norte novo do Paraná não o conheceu? -, tem ideia clara de seu valor e do que ele significou para a Arquidiocese de Maringá, para o Município de Maringá e para os Municípios desta região. Aqui, a História da Igreja e a História desses municípios se cruzam em Dom Jaime. Quem o conheceu sabe muito bem com que dedicação, entusiasmo e determinação ele enfrentava os desafios e lutava para ver concretizadas as suas ideias. Quem o conheceu sabe com que ardor ele procurou fazer de Jesus Cristo o centro de sua vida e da vida de todos. Esse ardor está muito bem sintetizado em seu lema: In omnibus Christus (Cl 3,11) – isto é, Cristo em todos, da carta do apóstolo Paulo aos Colossenses. Dom Jaime escolheu este lema em 1957, ao ser nomeado Bispo pelo Papa Pio XII. O desejo de fazer com que Cristo fosse tudo em todos pode ser apresentado, hoje, como uma síntese de sua vida e de suas lutas. Seu espírito determinado, sua capacidade de direcionar todas as suas forças nos objetivos que tinha diante de si tem uma prova concreta nesta Basílica Catedral – uma Casa de Deus e, ao mesmo tempo, um monumento artístico criativo e arrojado, nacional e internacionalmente conhecido como o símbolo de Maringá.

 

3.         Procurando fazer com que Cristo fosse tudo em todos, desejou ser sacerdote. Terminado o período de formação na então Diocese – hoje, Arquidiocese – de Ribeirão Preto, 72 anos atrás, foi ordenado presbítero. Poucos anos depois, isto é, 56 anos atrás, foi nomeado Bispo da nova Diocese de Maringá. Quando me entregou esta Arquidiocese, em 1997, colocou-se à minha disposição para continuar ajudando naquilo que lhe fosse possível; depois, procurou colaborar com Dom João Braz de Aviz, hoje Cardeal; finalmente, passou a trabalhar com Dom Anuar Battisti. Devemos a Dom Anuar o testemunho de uma carinhosa dedicação a Dom Jaime nestes últimos anos e, especialmente nos meses finais, marcados pela enfermidade.

 

4.         Comecei dizendo que é muito fácil falar de Dom Jaime. Mas, agora, reconheço: é muito difícil falar de Dom Jaime Luiz Coelho. O que dizer a mais sobre ele, pois suas principais características eram a transparência e a sinceridade? Ele era aquilo que todos viam; era aquilo que parecia ser; era o que descobríamos nele já nos primeiros contatos. É verdade que eu poderia, aqui, falar de suas obras. Mas não é suficiente dizer que ele esteve presente em todas as iniciativas tomadas em Maringá e na região nas quatro décadas em que ele foi Bispo e Arcebispo desta Arquidiocese? Quando Dom Jaime aqui chegou, tudo precisava ser feito, e ele enfrentou corajosamente os desafios que se multiplicavam à sua frente. E não me refiro, apenas, às necessidades da Diocese que dava os primeiros passos, onde tudo precisava ser feito. Penso, também, nas necessidades da sociedade maringaense e da região. Já que era preciso servir Cristo em todos, se dispôs a dar sua colaboração tanto na criação de faculdades quanto na implantação dos modernos meios de comunicação; na fundação de sindicatos e na defesa dos agricultores. Volto a dizer: tudo convergia em Dom Jaime, em tudo ele estava presente, com uma disposição renovada e uma energia inesgotável.

 

5.         Verdadeiramente, na história da Arquidiocese de Maringá e na história de Maringá e região, Dom Jaime ocupa um lugar único, que certamente ninguém igualará. Ele deixa uma marca especial no coração deste clero, pois formou e ordenou inúmeros dos que aqui estão, dos quais dois – Dom Vicente Costa e Dom Edmar Peron -, hoje são bispos.

 

6.         O profeta Daniel nos disse que no “tempo final”, quando se manifestará a verdade da história, os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento, e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas por toda a eternidade (Dn 12,3). Dom Jaime foi uma estrela já em vida. Com um pensamento claro e uma orientação segura, foi uma estrela para suas ovelhinhas – e teve gerações de ovelhinhas sob os seus cuidados. Dom Jaime continuará brilhando como uma estrela – uma estrela a nos apontar Deus; uma estrela a nos lembrar a importância da Igreja; uma estrela a nos ensinar que ser cristão é dedicar-se aos outros; é dar a vida pelos outros; é ver Cristo em todos.

 

7.         “Pelo batismo fomos sepultados com Cristo Jesus na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova”. Dom Jaime viveu intensamente o seu batismo; procurou estar sempre onde estava seu Senhor Jesus Cristo. Procurou levá-lo a todos. Ele foi uma dessas pessoas que não conseguimos imaginar sem ser o que foi: sacerdote e bispo. Dedicar-se a Jesus Cristo e à Igreja era, para ele, algo natural. Por isso, compreende-se seu amor e o entusiasmo que colocava em tudo o que fazia. Para ele, servir era ensinar a verdade da doutrina católica, e ensiná-la com clareza e firmeza.

 

8.         Hoje, é para nós que Jesus diz: “Teu irmão ressuscitará!… Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá!” Dom Jaime acreditou em Cristo. Essa crença era expressa por um nome: coerência. Coerentemente, dedicou sua vida para formar cristãos leigos que fossem santos, que amassem Nossa Senhora – quantos testemunhos de seu amor pela Mãe de Jesus ele nos deixou! -; procurou formar cristãos leigos que valorizassem a instituição familiar. Ele nos deixa o testemunho de amor à sua própria família que, por seu lado, acompanhou o filho, o irmão, o cunhado, o tio, o tio avô, o tio bisavô em todos os seus passos.

 

9.         “E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais”. O que pedimos ao Pai, por Cristo, nesta celebração eucarística, é que o Pai dê a nosso irmão bispo Dom Jaime o dom da eternidade junto à Santíssima Trindade. E que o exemplo deste incansável batalhador – cristão, sacerdote e bispo – esteja sempre vivo diante de nós, brilhando nos horizontes de nossos trabalhos como uma estrela a nos iluminar e a nos lembrar Deus. Junto do Pai eterno, que Dom Jaime o glorifique, por Cristo, com Cristo e em Cristo, para que o próprio Cristo seja cada vez mais, e em toda a parte, tudo em todos.

 

10.       Obrigado, Dom Jaime! Depois de uma vida de inúmeras lutas, descanse em paz. Amém.

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Morre Dom Jaime Luiz Coelho

A Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho (97). Dom Jaime morreu por volta 1h da madrugada desta segunda-feira (05), na Santa Casa de Maringá, vítima de insuficiência renal crônica. Ele havia sido internado na UTI da Santa Casa na noite de sábado (04), por causa do agravamento do quadro de insuficiência renal.

O velório terá início às 12h desta segunda-feira na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.

O sepultamento deverá ser realizado terça-feira (06) logo após a missa de corpo presente das 18h30. O corpo de Dom Jaime será sepultado na cripta da Catedral Basílica.

A Arquidiocese pede que as pessoas que queiram prestar homenagens a Dom Jaime não comprem coroas de flores e sim façam doações em dinheiro para as obras sociais da Igreja. As doações podem ser feitas na Catedral.

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Dom Jaime surpreende

Veja a fala de Dom Jaime aqui

O primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho (96) concelebrou a missa de envio para a Jornada Mundial da Juventude com os jovens na Catedral de Maringá, sábado à noite (20).

Dom Jaime está fazendo hemodiálise três vezes por semana por causa do quadro de insuficiência renal. A missa foi presidida pelo Arcebispo Dom Anuar Battisti. Com a catedral lotada, Dom Jaime fez uso da palavra e se direcionou aos jovens: “Pra frente. Não parem no meio do caminho. Avante. Sempre pra frente, buscando a santidade do coração, a pureza de alma, a busca de uma participação verdadeira na Igreja de Deus”.

Na próxima sexta-feira (26) Dom Jaime completará 97 anos de vida.

 

Aqui homilia de Dom Anuar Battisti na missa de envio da JMJ na Catedral de Maringá

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