Dom Jaime Luiz Coelho

Obrigado irmã Firmina!

Irma Fimrina

Obrigado irmã Firmina!

Mesmo em uma família de forte tradição católica, Olga de Paula enfrentou resistência para seguir uma vida de entrega a Deus. Contra o que os pais aconselhavam, a mais velha dos 11 irmãos foi, aos 13 anos, seguir a vida religiosa que fez parte de todos os seus dias, até o fim.

Por volta da 1h25 da madrugada de segunda-feira (24 de fevereiro de 2014), Olga deu seu último suspiro. Descansou aos 92 anos, após quase oito décadas de dedicação e carinho a todos que dela se aproximavam. O legado foi deixado junto com o nome religioso que escolheu: Irmã Firmina Maria de Jesus Menino.

Em sua fragilidade, Irmã Firmina escondia por trás do sorriso toda a força e determinação que a motivavam a levar um pouco de alívio aos que diante dela sentiam dor. Sua marca registrada foi sempre a alegria: um sorriso largo estava sempre a iluminar o dia dos que viviam em sua companhia.

Passou por Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Osasco (SP) e Rio Claro (SP), até que o destino a fizesse começar a participar, aos 45 anos, da história de Maringá. Se uma palavra pudesse resumir os 43 anos que permaneceu na cidade, esta seria dedicação.

Foi com dedicação que a irmã ajudou, junto com três colegas de voto, a fundar o Lar dos Velhinhos de Maringá, instituição da qual ajudou a cuidar até quando sua condição de saúde permitiu. Quando chegou, o asilo era uma simples casa de madeira, que se transformou aos poucos na estrutura que hoje abriga 53 pessoas, construída pelo Rotary Club.

Dom Jaime Luiz Coelho foi quem pediu a vinda das irmãs para os cuidados com o lar. Bem articulada, a devota de Santa Paulina gostava de conversar com quem quer que fosse – inclusive sobre política.

Diagnosticada com Mal de Alzheimer, em 2009 ela se afastou da instituição. A doença já estava em nível acentuado e havia comprometido sua memória. Os últimos anos foram dedicados à Casa São Luís, em Bragança Paulista (SP).

Em Maringá, da mesma forma que a irmã abriu as portas e os braços a quem precisasse, recebeu em igual proporção apoio e aconchego da cidade que a acolheu por mais tempo em sua trajetória.

Seu maior ensinamento foi cuidar do próximo. Irmã Firmina deixou muitos amigos, e o exemplo de união, compaixão, honestidade e desapego às coisas materiais. Dizia sempre: “Nunca devemos negar comida a quem precisa.”

Mesmo tendo como principal característica a alegria, era organizada e de pulso firme quando precisava. Determinada, ajudava o Grupo de Serviços São José a organizar bazares beneficentes, bordava e fazia crochê para que a venda do artesanato fosse convertida em benefícios ao asilo.

Abalados pela notícia da morte, as companheiras e companheiros de grupo convidam a toda a comunidade maringaense a comparecer na missa em homenagem à irmã, a ser realizada neste sábado, na catedral, às 19h30.

A missão na Terra – os mais próximos garantem – foi cumprida com louvor.

Em seu sepultamento, as últimas palavras foram proferidas pelas Irmãzinhas da Casa São Luís: “Vem filha minha, receba a coroa que o Pai preparou para ti, desde toda eternidade.”

O CONVÍVIO E A DEVOÇÃO A SANTA PAULINA

No dia 21 de janeiro de 1942, Olga correu para o quarto de madre Paulina para avisá-la que a partir daquele momento não se chamaria mais Olga. A jovem havia se consagrado e adotou o nome de irmã Firmina Maria de Jesus Menino.

Aproveitou a oportunidade também para anunciar que estava de partida para o Colégio Cristo Rei, em Florianópolis (SC), pois tinha se formado professora. A irmã foi uma das poucas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer e conviver com uma santa.

Participou da congregação fundada por madre Paulina, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Na ocasião, a madre já estava cega e havia amputado um braço devido à diabetes.

No dia 19 de maio de 2002, irmã Firmina acompanhou de perto a cerimônia de canonização de Santa Paulina, de quem se tornou devota. A passagem de avião para a Itália ela ganhou de presente do grupo de fiéis que auxiliavam o asilo.

Reportagem de Ana Luiza Verzola publicada no jornal O Diário

No documentário “Jaime: Uma História de Fé e Empreendedorismo” irmã Firmina fala sobre as obras sociais na Arquidiocese de Maringá http://www.youtube.com/watch?v=WgdOjRqz-uA

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Obrigado seu Joaquim!

joaquim arcebispo

Obrigado seu Joaquim Romero Fontes, por tudo que o senhor fez por nossa amada Maringá. A Arquidiocese de Maringá agradece especialmente pelo seu empenho na construção do nosso símbolo, a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. https://www.youtube.com/watch?v=F1i-m-4fxi0

Com Dom Jaime Luiz Coelho, o senhor abraçou a causa na época e foi um dos responsáveis pela finalização da obra. Hoje o céu se alegra. Hoje, do céu, tenho certeza que Dom Jaime e seu Joaquim estão, juntos, olhando a Catedral.

Que Deus conforte os familiares.

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Mensagem do Papa a Dom Jaime

Em nome do Papa Francisco, Cardeal Tarcísio Bertone escreve mensagem por ocasião da morte de Dom Jaime

 

Por ocasião do falecimento do primeiro Bispo e Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone encaminhou a seguinte correspondência ao Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti:

 

“Recebida com grande pesar a notícia do falecimento de Dom Jaime Luiz Coelho, o Sumo Pontífice confiou-me certificar à Arquidiocese de Maringá da sua solidariedade neste hora de tristeza pela morte daquele que foi o seu primeiro arcebispo.

Ao relembrar a sua participação como Padre conciliar no Concílio Vaticano II e a sua abnegada e dinâmica obra de edificação dessa querida Igreja particular, destacando-se a construção da Catedral Diocesana, marco na paisagem dessa cidade, o Santo Padre assegura fervorosas preces em sufrágio pelo seu eterno descanso e implora do Todo-Poderoso, rico em misericórdia, abundantes graças de conforto e de esperança em Cristo Ressuscitado, enquanto envia a todo o povo fiel de Maringá uma propiciadora benção apostólica.

 

Cardeal Tarcísio Bertone

Secretário de Estado de Sua Santidade”.

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Sepultamento de Dom Jaime

Imagem de Amostra do You Tube

Veja como foi a missa de corpo presente e o sepultamento de Dom Jaime

http://www.youtube.com/watch?v=Z0WfESZvc80

 

 

Dom Murilo S.R. Krieger, scj – Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

Exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho, Arcebispo Emérito de Maringá – 06.08.13

Leituras: Festa da Transfiguração do Senhor

 

 

 

1.         É muito fácil falar nas exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho. É muito difícil falar nas exéquias de Dom Jaime Luiz Coelho.

 

2.         É muito fácil falar: quem o conheceu – e quem, morando em Maringá ou neste norte novo do Paraná não o conheceu? -, tem ideia clara de seu valor e do que ele significou para a Arquidiocese de Maringá, para o Município de Maringá e para os Municípios desta região. Aqui, a História da Igreja e a História desses municípios se cruzam em Dom Jaime. Quem o conheceu sabe muito bem com que dedicação, entusiasmo e determinação ele enfrentava os desafios e lutava para ver concretizadas as suas ideias. Quem o conheceu sabe com que ardor ele procurou fazer de Jesus Cristo o centro de sua vida e da vida de todos. Esse ardor está muito bem sintetizado em seu lema: In omnibus Christus (Cl 3,11) – isto é, Cristo em todos, da carta do apóstolo Paulo aos Colossenses. Dom Jaime escolheu este lema em 1957, ao ser nomeado Bispo pelo Papa Pio XII. O desejo de fazer com que Cristo fosse tudo em todos pode ser apresentado, hoje, como uma síntese de sua vida e de suas lutas. Seu espírito determinado, sua capacidade de direcionar todas as suas forças nos objetivos que tinha diante de si tem uma prova concreta nesta Basílica Catedral – uma Casa de Deus e, ao mesmo tempo, um monumento artístico criativo e arrojado, nacional e internacionalmente conhecido como o símbolo de Maringá.

 

3.         Procurando fazer com que Cristo fosse tudo em todos, desejou ser sacerdote. Terminado o período de formação na então Diocese – hoje, Arquidiocese – de Ribeirão Preto, 72 anos atrás, foi ordenado presbítero. Poucos anos depois, isto é, 56 anos atrás, foi nomeado Bispo da nova Diocese de Maringá. Quando me entregou esta Arquidiocese, em 1997, colocou-se à minha disposição para continuar ajudando naquilo que lhe fosse possível; depois, procurou colaborar com Dom João Braz de Aviz, hoje Cardeal; finalmente, passou a trabalhar com Dom Anuar Battisti. Devemos a Dom Anuar o testemunho de uma carinhosa dedicação a Dom Jaime nestes últimos anos e, especialmente nos meses finais, marcados pela enfermidade.

 

4.         Comecei dizendo que é muito fácil falar de Dom Jaime. Mas, agora, reconheço: é muito difícil falar de Dom Jaime Luiz Coelho. O que dizer a mais sobre ele, pois suas principais características eram a transparência e a sinceridade? Ele era aquilo que todos viam; era aquilo que parecia ser; era o que descobríamos nele já nos primeiros contatos. É verdade que eu poderia, aqui, falar de suas obras. Mas não é suficiente dizer que ele esteve presente em todas as iniciativas tomadas em Maringá e na região nas quatro décadas em que ele foi Bispo e Arcebispo desta Arquidiocese? Quando Dom Jaime aqui chegou, tudo precisava ser feito, e ele enfrentou corajosamente os desafios que se multiplicavam à sua frente. E não me refiro, apenas, às necessidades da Diocese que dava os primeiros passos, onde tudo precisava ser feito. Penso, também, nas necessidades da sociedade maringaense e da região. Já que era preciso servir Cristo em todos, se dispôs a dar sua colaboração tanto na criação de faculdades quanto na implantação dos modernos meios de comunicação; na fundação de sindicatos e na defesa dos agricultores. Volto a dizer: tudo convergia em Dom Jaime, em tudo ele estava presente, com uma disposição renovada e uma energia inesgotável.

 

5.         Verdadeiramente, na história da Arquidiocese de Maringá e na história de Maringá e região, Dom Jaime ocupa um lugar único, que certamente ninguém igualará. Ele deixa uma marca especial no coração deste clero, pois formou e ordenou inúmeros dos que aqui estão, dos quais dois – Dom Vicente Costa e Dom Edmar Peron -, hoje são bispos.

 

6.         O profeta Daniel nos disse que no “tempo final”, quando se manifestará a verdade da história, os que tiverem sido sábios, brilharão como o firmamento, e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas por toda a eternidade (Dn 12,3). Dom Jaime foi uma estrela já em vida. Com um pensamento claro e uma orientação segura, foi uma estrela para suas ovelhinhas – e teve gerações de ovelhinhas sob os seus cuidados. Dom Jaime continuará brilhando como uma estrela – uma estrela a nos apontar Deus; uma estrela a nos lembrar a importância da Igreja; uma estrela a nos ensinar que ser cristão é dedicar-se aos outros; é dar a vida pelos outros; é ver Cristo em todos.

 

7.         “Pelo batismo fomos sepultados com Cristo Jesus na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova”. Dom Jaime viveu intensamente o seu batismo; procurou estar sempre onde estava seu Senhor Jesus Cristo. Procurou levá-lo a todos. Ele foi uma dessas pessoas que não conseguimos imaginar sem ser o que foi: sacerdote e bispo. Dedicar-se a Jesus Cristo e à Igreja era, para ele, algo natural. Por isso, compreende-se seu amor e o entusiasmo que colocava em tudo o que fazia. Para ele, servir era ensinar a verdade da doutrina católica, e ensiná-la com clareza e firmeza.

 

8.         Hoje, é para nós que Jesus diz: “Teu irmão ressuscitará!… Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá!” Dom Jaime acreditou em Cristo. Essa crença era expressa por um nome: coerência. Coerentemente, dedicou sua vida para formar cristãos leigos que fossem santos, que amassem Nossa Senhora – quantos testemunhos de seu amor pela Mãe de Jesus ele nos deixou! -; procurou formar cristãos leigos que valorizassem a instituição familiar. Ele nos deixa o testemunho de amor à sua própria família que, por seu lado, acompanhou o filho, o irmão, o cunhado, o tio, o tio avô, o tio bisavô em todos os seus passos.

 

9.         “E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais”. O que pedimos ao Pai, por Cristo, nesta celebração eucarística, é que o Pai dê a nosso irmão bispo Dom Jaime o dom da eternidade junto à Santíssima Trindade. E que o exemplo deste incansável batalhador – cristão, sacerdote e bispo – esteja sempre vivo diante de nós, brilhando nos horizontes de nossos trabalhos como uma estrela a nos iluminar e a nos lembrar Deus. Junto do Pai eterno, que Dom Jaime o glorifique, por Cristo, com Cristo e em Cristo, para que o próprio Cristo seja cada vez mais, e em toda a parte, tudo em todos.

 

10.       Obrigado, Dom Jaime! Depois de uma vida de inúmeras lutas, descanse em paz. Amém.

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Morre Dom Jaime Luiz Coelho

A Arquidiocese de Maringá comunica o falecimento do primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho (97). Dom Jaime morreu por volta 1h da madrugada desta segunda-feira (05), na Santa Casa de Maringá, vítima de insuficiência renal crônica. Ele havia sido internado na UTI da Santa Casa na noite de sábado (04), por causa do agravamento do quadro de insuficiência renal.

O velório terá início às 12h desta segunda-feira na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.

O sepultamento deverá ser realizado terça-feira (06) logo após a missa de corpo presente das 18h30. O corpo de Dom Jaime será sepultado na cripta da Catedral Basílica.

A Arquidiocese pede que as pessoas que queiram prestar homenagens a Dom Jaime não comprem coroas de flores e sim façam doações em dinheiro para as obras sociais da Igreja. As doações podem ser feitas na Catedral.

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Dom Jaime surpreende

Veja a fala de Dom Jaime aqui

O primeiro Arcebispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho (96) concelebrou a missa de envio para a Jornada Mundial da Juventude com os jovens na Catedral de Maringá, sábado à noite (20).

Dom Jaime está fazendo hemodiálise três vezes por semana por causa do quadro de insuficiência renal. A missa foi presidida pelo Arcebispo Dom Anuar Battisti. Com a catedral lotada, Dom Jaime fez uso da palavra e se direcionou aos jovens: “Pra frente. Não parem no meio do caminho. Avante. Sempre pra frente, buscando a santidade do coração, a pureza de alma, a busca de uma participação verdadeira na Igreja de Deus”.

Na próxima sexta-feira (26) Dom Jaime completará 97 anos de vida.

 

Aqui homilia de Dom Anuar Battisti na missa de envio da JMJ na Catedral de Maringá

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É preciso reconhecer e agradecer

Hoje faço memória aqui a todos os avós e às pessoas mais experientes. Na quinta-feira (26) celebramos o dia de São Joaquim e Santa Ana, os pais de Maria, Nossa Senhora, a mãe de Jesus, o Salvador. Não sei se você já percebeu, mas o cristianismo como um todo não tem o costume de relembrar a história dos avós de Jesus de forma mais profunda. Por isso gostaria de refletir sobre o aspecto do reconhecimento e do agradecimento. Joaquim e Ana tinham idade avançada e não tinham filhos – motivo de vergonha para os judeus da época. Porém a esterilidade não abalou a fé do casal, e depois de muita oração e perseverança Deus os agraciou abundantemente. E quem diria. Do casal antes infértil nasceu a Virgem Maria. Será que não devemos honrar os avós de Jesus? Claro que devemos.

E sobre este ponto de vista gostaria de propor que você agradecesse hoje às pessoas que te antecederam, que te criaram. Os nossos pais, avós, e todos os nossos antepassados merecem o nosso agradecimento afetivo e efetivo.

Quantos idosos estão abandonados pelos seus filhos e netos. Quantos vivem eterna solidão em suas casas, na esperança de uma simples e rápida visita dos seus. Isso é justo? Será que você não tem um tempo para dedicar aos seus de forma permanente, como reconhecimento e gratidão por tudo que eles fizeram por você?

Neste domingo em que encerramos o mês de julho eu quero fazer também um gesto de agradecimento a uma pessoa que todos nós paranaenses, maringaenses, devemos muito.

No mesmo dia de São Joaquim e Santa Ana, 26 de julho, tivemos a graça de celebrar os 96 anos de Dom Jaime Luiz Coelho, o primeiro Arcebispo de Maringá. Uma dádiva de Deus para nós. Dom Jaime, recém-nomeado bispo, teve a coragem de dar o seu sim para o Papa e deixar o Estado de São Paulo e dedicar a sua juventude para a construção da nova diocese de Maringá.

Hoje, em 2012, o que temos? Uma Arquidiocese viva, dinâmica, atuante. Uma cidade próspera, fundada nas bases cristãs, com uma Universidade pública que nos orgulha, com tantas outras coisas que poderíamos aqui elencar – todas nascidas pelo entusiasmo de um jovem que hoje contempla 96 anos bem vividos e dedicados ao serviço da comunidade.

Reconhecer e agradecer. Essas duas atitudes devem fazer parte do nosso cotidiano. Ao fazer esse exercício você vai perceber como é bom ter uma história, ter pessoas que nos ajudaram anteriormente. Pessoas que prepararam o nosso caminho. O que temos hoje é fruto do que alguém plantou lá no passado.  Obrigado Senhor pela vida e pelo testemunho de Dom Jaime. Dai-lhe saúde, a fim de celebrarmos cada ano com renovada gratidão o dom da vida.  Deus abençoe, nosso primeiro Arcebispo, nosso avô na fé e  a todos os nossos antepassados que um dia não mediram esforços para nos dar a vida, e uma vida melhor.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Dom Jaime: 96 anos

Nossos parabéns ao primeiro Arcebispo de Maringá, meu querido irmão Dom Jaime Luiz Coelho. Hoje, estamos celebrando os 96 anos de um homem de fé, coragem, que, sem dúvida, merece toda a nossa gratidão por ter sido fundamental na construção da nossa querida Maringá e de toda a Arquidiocese.

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Missa no Albergue Santa Luiza de Marillac

Missa em ação de graças pelos 54 anos do Albergue Santa Luiza de Marillac

 

O Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti preside santa missa nesse sábado (31) às 17h no Albergue Santa Luiza de Marillac, que em 2012 completa 54 anos de fundação. O Albergue Santa Luiza de Marillac foi fundado em 27 de março de 1959 pelo então Bispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho.

A casa tem à frente uma Diretoria leiga e está sob a coordenação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. O objetivo era acolher e hospedar trabalhadores que vinham da zona rural em busca de auxílio. As primeiras Irmãs, Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo – Província de Curitiba – chegaram em 1960 para atender todo o serviço de coordenação e administração interna da entidade.

Hoje, as Irmãs, em parceria com toda a Diretoria e funcionários do Albergue, continuam acolhendo pessoas pobres. São doentes físicos e mentais, andarilhos, alcoolistas, desempregados, jovens e idosos, em sua maioria, pessoas totalmente abandonadas, sem vínculo familiar. Após realizar a entrevista, os usuários recebem os diversos encaminhamentos de acordo com suas necessidades: tratamento de saúde, emprego, benefícios por invalidez ou velhice, localização de familiares e moradia, permanecendo na entidade o tempo que for necessário.

Muitas famílias sem destino certo passam pelo Albergue Santa Luiza de Marillac. Elas são cadastradas e permanecem na entidade até conseguir emprego e lugar para morar. A missão das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, nesta Obra, é evangelizar e promover todas essas pessoas com o mesmo respeito, ternura e amor ensinado pelo próprio Filho de Deus.

O albergue fica na Rua Fernão Dias, 840, Maringá. Telefone: 044 3224-1673.

 

 

“A Caridade de Jesus Crucificado nos impele”

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50 anos do curso de Ciências Econômicas da UEM

Um culto ecumênico celebrado na noite de sexta-feira, 12 de agosto, na igreja Santa Maria Goretti  marcou as comemorações do Jubileu de Ouro da criação do curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Maringá. Graças à liderança do primeiro Bispo de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, o curso foi implantado em 1961, o que posteriormente possibilitou implantação da UEM.

Durante o culto, professores, funcionários e alunos do curso de economia prestaram uma homenagem a Dom Jaime, usando como base a parábola do semeador. A parte musical ficou sob responsabilidade do Coral Infantojuvenil Arquidiocesano.

Imagem de Amostra do You Tube
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Ciências Econômicas da UEM: 50 anos

O curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Maringá está completando o seu Jubileu de Ouro. Para marcar a data, hoje às 20h será realizado um culto ecumênico na Igreja Santa Maria Goretti. A Arquidiocese de Maringá parabeniza todos os professores e profissionais que contribuíram com o processo de consolidação do curso que foi o primeiro a ser criado em Maringá, e que posteriormente originou a própria UEM.

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Não tenho tempo para envelhecer

Essa expressão vem como resposta para a pergunta: O que o senhor faz para manter essa pele jovem, brilhante, sem rugas, depois dos noventa anos? Dom Jaime, responde sem titubear. “Não tenho tempo para envelhecer!” Essa é a característica principal deste homem de Deus.

Sempre colocado para servir, organizar, animar, participar em tudo o que se refere ao ser humano. Em todos os momentos e para todas as pessoas sempre tem uma palavra para orientar, corrigir, disciplinar, ou seja deixar a sua marca de pastor, professor, conselheiro, e amigo. Atento a tudo. Em tudo a perfeição. Sempre a verdade, doa a quem doer. Assim vemos hoje com seus 95 anos, trôpego, mas lúcido, com saúde, de causar inveja.

Que bom se com nossa saúde, disposição, inteligência e consciência pudéssemos fazer bem todas as coisas. Se tivéssemos a longevidade física e espiritual deste homem de Deus, para contagiar os ânimos e firmar os passos no caminho da verdadeira vida, poderíamos construir um mundo mais humano.

Nos avanços e retrocessos do cotidiano se faz necessário olhar e contemplar os exemplos e testemunhos daqueles que fazem a história.

Olhar significa reconhecer que antes de nós homens e mulheres deram a vida para construir, casas, escolas, igrejas, estradas, empresas, enfim, fizeram a organização social, política e religiosa. Somente quem sabe reconhecer o suor e sangue derramados no passado pelo bem comum é capaz de valorizar o momento presente.

Líderes não nascem feitos, precisam encontrar na história as razões para serem os protagonistas nos dias de hoje. São frutos que crescem no ambiente que os valorizam e oferecem as condições para desabrochar. São pessoas que nunca desistem, jamais desanimam, porque tem no coração uma missão, um profundo sentido para viver. Os lideres são tomados por ideais que os levam para cima, para o além da realidade que os cercam.

Ainda que por muitas vezes suas iniciativas sejam frustradas, nunca desistem. São pessoas tomadas de uma força interior tão grande, que mesmo caindo mil vezes, são capazes de levantar mil e uma e vencer.

Tudo isso movidos por um profundo sentido espiritual. Ninguém exerce a sua liderança e cumpre a sua missão sem cultivar em sua vida uma espiritualidade. Seja qual for a sua fonte, ninguém faz nada sem se colocar quotidianamente sob à luz de Deus. Quem não se reconhece filho nunca terá as bênçãos do pai. Isso é possível para quem cultiva o respeito e a soberania daquele que nos deu a vida.

Demonstramos nossa gratidão a Deus por termos a oportunidade de assistir ao vivo, exemplos e testemunhos de verdadeiros líderes, que não vivem para ser servidos e sim para servir. Homens de carne e osso, arquétipos imortalizados na história e no coração de quem os conhece. Obrigado Dom Jaime Luiz Coelho, por nos ensinar a não ter tempo para envelhecer. Que o Pai Deus continue o abençoando!

 

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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Selo comemorativo: 95 anos de Dom Jaime

Na manhã desta sexta-feira, 22, durante o lançamento do Livro “Jaime. Uma história de fé e empreendedorismo”, a Arquidiocese de Maringá lançou o selo comemorativo por ocasião dos 95 anos de Dom Jaime Luiz Coelho.

A biografia do primeiro Arcebispo de Maringá e o selo foram lançados nas Livrarias Paulinas com casa lotada. O livro, um projeto da editora DNP – Grupo O Diário, não será vendido. Os três mil exemplares serão entregues na próxima semana ao biografado  e, posteriormente, serão distribuídos exclusivamente pelo próprio Dom Jaime.

 

 Veja as fotos do evento. Fonte: O Diário

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