Sagrado Coração de Jesus



Sagrado Coração de Jesus

Nessa sexta-feira (15) a Igreja Católica celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, além das missas às 7h, 12h, e 18h haverá celebrações especiais às 15h e às 23h.

Sexta-feira também é dia da “ Jornada Mundial de Oração pela Santificação do Clero”.

Saiba mais sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

 

Por ocasião da solenidade do Sagrado Coração de Jesus o Arcebispo de Maringá escreveu o seguinte artigo:

De Coração a Coração

O mês de junho é marcado por grandes festas. A festa do Corpo de Deus (Corpus Christi) – grande homenagem a Jesus Eucarístico; na semana seguinte a festa do Coração de Jesus e encerramos o mês com a celebração do nascimento de João Batista e o dia do Papa, os Apóstolos São Pedro e São Paulo. Dos doze meses ano, junho é o mais popular, marcado por grandes manifestações de fé e ao mesmo tempo por grandes tradições folclóricas. De norte a sul deste país continente, de formas diferentes, o povo vive a fé e deixa o coração humano manifestar todos os  sentimentos e devoções.

Em todas estas celebrações está o coração do homem e da mulher vibrando, fazendo parte de um rito que dá sentido à própria existência. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (Jo 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. O coração de Jesus é símbolo visível do amor de Deus. Este Sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por todos nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20).

Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. Pio XII afirmou: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”. Nada melhor do que ter um coração para amar e ser amado. Viver no amor que Deus derramou abundantemente em todos nós é viver em Deus. “Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4,7).

O nosso coração humano, cheio de tantas preocupações, limites e contradições, misérias e defeitos, só encontrará a paz interior, o equilíbrio humano, no coração de Jesus que diz a cada momento, o que disse do alto da cruz aos que o condenaram: “Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. O perdão faz o nosso coração, a nossa vida entrar no coração de Jesus. No nosso arrependimento seremos capazes de clamar: Senhor lembra-te de mim quando estiveres em teu reino! E nada mais confortante do que ouvir do Mestre: “Hoje estarás comigo no paraíso”! Não fomos feitos para a derrota e sim para a vitória. Nunca sozinhos, nem mesmo diante das maiores quedas.

De coração a coração, queremos viver cada dia, na luz de Deus, no amor incondicional por nós, e recomeçar sempre. Por maiores que sejam os defeitos, as quedas ou limitações humanas, jamais nos entregaremos ao desânimo ou ao derrotismo, como se tudo estivesse perdido. Lembre-se sempre: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” disse Jesus (Mt.11,28). Diga sempre: “Jesus manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao Vosso”.

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

 

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Missa do Sagrado Coração de Jesus

Hoje (2) às 23h haverá santa missa do Sagrado Coração de Jesus na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá. A celebração será presidida pelo Cura da Catedral, Padre Virgílio dos Santos. Antes da missa haverá adoração ao Santíssimo Sacramento, com início às 21h45.

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Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Eu sou manso e humilde de coração.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,25-30
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: 25’Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.
26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a mim todos vós que estais cansados
e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração,
e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Palavra da Salvação.
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Os sacerdotes devem ser santos

Dia 1º de julho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebramos a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Presbíteros. Essa iniciativa vem ao encontro da necessidade de manifestar concretamente que formamos um só corpo, por isso orar uns pelos outros é o sinal mais forte de comunhão, que toca diretamente o coração de Deus.

Especialmente neste ano com uma alegria especialíssima, porque é o 60º aniversário da Ordenação Sacerdotal do nosso amado Papa Bento XVI. Ao mesmo tempo celebramos no próximo domingo os dois maiores Apóstolos da humanidade, Pedro e Paulo, chamamos também dia do Papa.

São duas comemorações que marcam profundamente o coração da Igreja centrada, principalmente, na figura do Apóstolo São Pedro, rocha sobre a qual Cristo edificou a Sua Igreja, fundamento da comunhão eclesial.

Dom Pedro Brito, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, em sua mensagem para este dia afirma: “Cuidar da santidade é cuidar das raízes da nossa vida para que ela dê flores e frutos espirituais. A santidade é um dos horizontes da vida da Igreja mais belos de se contemplar. É como contemplar o nascer ou o pôr do sol nos países tropicais. Deus mesmo mandou Moisés falar à comunidade de Israel: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2.11,44) que, na boca de Jesus se tornou perfeição (Mt 5,48) e misericórdia (Lc 6,36).

O venerável beato João Paulo II, no encerramento do jubileu do ano 2000, fez um convite à Igreja inteira a colocar a santidade como alicerce da sua vida e missão (NMI 31). E disse ainda mais que “todo fiel é chamado à santidade e à missão” (RM 90). Imaginemos nós a que somos chamados: “santos e capazes”.

Neste caminho onde todos nós devemos ser santos, temos hoje uma prioridade, orar por aqueles que foram escolhidos, entre muitos que foram chamados, para serem homens de Deus no meio do povo. Não existe ação mais eficaz e frutuosa, que toca diretamente o coração de Deus e do ser humano, do que a oração.

A Palavra nos recomenda “orai uns pelos outros para serem curados. A oração do justo, feita com insistência tem muita força” (Tg 5,16). Em todas as celebrações litúrgicas, recordamos o Papa, os Bispos, os Presbíteros, enfim todo o povo de Deus, que em assembleia orante, eleva súplicas, hinos de louvor e se alimenta da Palavra e da Eucaristia.

Assim formamos um só corpo, um só povo que entre ventos contrários, tempestades e bonança continua navegando, porque tem certeza de que no barco da vida, o Senhor não está dormindo.

Ao nos lembrar de Pedro, lembramos do Papa, hoje Bento XVI. Em seu livro “Luz do mundo” o jornalista Peter Seewald pergunta: “Sua fé mudou a partir do momento em que, como Supremo Pastor, é-lhe confiado o rebanho de Cristo?” O Papa responde: “Não sou um místico. Certamente, porém, é verdade que, na condição de Papa, há muitas razões a mais para rezar ou para entregar-se completamente a Deus. Com efeito, dou-me conta de que quase tudo o que devo fazer não poderia realizá-lo por mim mesmo. Por isso coloco-me nas mãos do Senhor e digo lhe : Faze-o tu, se o quiseres!  Neste sentido, a oração e o contato com Deus são agora mais necessários, mas também mais naturais e espontâneos do que antes”.

Em outra pergunta: “O Papa como reza?” Ele diz: “Eu também sou um pobre mendicante diante de Deus, mais ainda do que as outras pessoas. Naturalmente rezo ao Senhor, a quem estou unido, por assim dizer, por amizade antiga. Invoco também os santos… A Mãe de Deus é sempre um grande ponto de referência… falo com o bom Deus, sobretudo mendigando, mas também agradecendo; ou simplesmente contente”.

Seguindo o exemplo do Papa, vamos buscar a santidade orando sempre uns pelos outros, nesta Igreja, que deseja ser sinal visível de salvação para todos.

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

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