São Francisco de Assis



Francisco de Assis nas palavras do cardeal Hummes

Celebra-se nesta terça-feira, 4 de outubro, a festa do grande São Francisco de Assis. Jovem pertencente à classe alta, envolvido pelos prazeres da vida, foi tocado pela misericórdia de Deus e deixou-se levar por ela. Colaborou para sua conversão ao serviço da vida o sonho que teve em uma situação de conflito armado onde combatia a favor do Papa e era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo. Voltando a Assis, dedicou-se ao serviço dos doentes e pobres.

Um dia indo rezar na igrejinha de São Damião, em ruínas, ouviu: “Francisco, repara minha Igreja, que como vês está desabando”. Francisco, tomado de grande fervor, despojou-se de tudo: riquezas, ambições, orgulho e até da roupa que usava. Não apenas abraçou, mas também repropôs ao mundo o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade.

Vestido pobremente, juntamente com seus amigos se apresentou ao Papa Inocêncio III, que profundamente impressionado com o grupo, aprovou a Regra Franciscana. “A regra e a vida dos Frades Menores é observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade”. O maior desejo de São Francisco era que seus seguidores vivessem o Evangelho. Aqueles que quiserem um dia seguir os passos de São Francisco devem observar o propósito: “o homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus”.

Francisco viveu intensamente as palavras do Senhor que dizem: “Vem e Segue-me”. Atendeu a este apelo radicalmente doando-se aos irmãos e principalmente, lutando junto à cruz de Cristo para atingir a perfeição evangélica. Seu exemplo, admirado e seguido por milhares de pessoas através dos séculos, é o que nos cativa até hoje, e nos convida a viver essa doação ao próximo e ao irmão.

Que a palavra do Senhor viva em nosso meio nos seja também fonte de inspiração, vida e esperança para a nossa vida e para os irmãos, como foi em Francisco o grande “Arauto da Paz”. O Cardeal Claudio Hummes, Arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero, é um franciscano. Ele participou, semana passada, do encontro “A relação entre a Ordem franciscana e a Igreja”, na cidade de Assis. Ele lembrou uma frase da primeira regra não bulada (não definitiva) de São Francisco: “os frades sejam católicos. Eis a declaração de Dom Claudio:

“A frase, lapidar, era exatamente o que era São Francisco. O franciscano deve ser muito em comunhão com o Papa, com a Igreja romana, com a Igreja católica: os frades sejam católicos. Não precisou dizer mais do que isto. No fundo, o que Francisco queria era viver o Evangelho literalmente, sem nenhuma modificação. Ele queria era viver o Evangelho.

Por isso também ele foi o santo que reformou a Igreja com amor; ele nunca criticou a Igreja ou quem quer que seja da Igreja; só pediu a Igreja a benção para viver plenamente e ao pé da letra, o Evangelho de Jesus Cristo, a vida de Jesus com seus apóstolos. No encontro de Assis falou-se também da missão, da Nova Evangelização, que hoje é uma das grandes expectativas da Igreja. O Papa espera dos franciscanos que nós também nos empenhemos na missão e na Nova Evangelização. Foi uma das coisas que eu também coloquei na palestra sobre as “Expectativas da Igreja em relação aos franciscanos”

 

Cardeal dom Cláudio Hummes é ex-arcebispo de São Paulo e ex-prefeito da Congregação para o  Clero, no Vaticano

 

Por: CNBB/Rádio Vaticano

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Marcas da fé em outubro

 

Começamos o mês lembrando Santa Terezinha do Menino Jesus. Considerada Doutora da Igreja, com permissão do Papa ela entrou no convento com catorze anos. No convento ela foi modelo de oração e de entrega à vontade de Deus. Oferecia tudo como sacrifício para o trabalho missionário.

 

Atingida por tuberculose, nunca negou trabalho algum. Aos vinte e quatro anos foi chamada por Deus ao Paraíso. Foi canonizada pelo Papa Pio XI em 1925. Em 1927, o mesmo Papa a declara Patrona Universal das Missões Católicas. Por isso, o mês de outubro é chamado de mês missionário. Entre os seus escritos o mais conhecido é “História de uma alma”. O dia de Santa Terezinha é primeiro de outubro.

 

Outra marca inesquecível que recordamos neste mês é São Francisco de Assis, cuja festa é celebrada no dia quatro. Depois de uma juventude irrequieta e mundana, voltou-se para uma vida religiosa de completa pobreza. Com o hábito da pregação itinerante, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo.

 

Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Hoje é considerado patrono da ecologia. Assim dizia: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”. “Ninguém é suficientemente perfeito que não possa aprender com o outro e ninguém é totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão”.

 

Já Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cuja festa celebramos dia doze, foi proclamada Rainha e  Padroeira do Brasil oficimente em 16 de julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI. Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia doze de outubro.

 

Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Em 4 de julho de 1980 o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo. No dia da padroeira, além das celebrações nas paróquias, nós em Maringá vamos viver o Cenáculo com Maria no Parque de Exposição e no final da tarde faremos a intronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida na gruta do Parque Ingá.

 

Junto com a padroeira do Brasil lembramos as crianças, criaturas que merecem todo carinho, toda atenção, toda dignidade. Com a Mãe Aparecida, nossa prece pelas crianças do Brasil.

 

E no final de outubro, no dia trinta, lembramos o Dia Nacional da Juventude com o tema: “Juventude e protagonismo feminino” e o lema: “Jovens mulheres tecendo relações de vida”.  Vamos marcar este dia com uma caminhada pela cidade e a Santa Missa na catedral.

Para finalizar, como não lembrar a festa do Círio de Nazaré, onde mais de dois milhões de peregrinos acorrem à Mãe de Deus e nossa Mãe. Este ano terei a graça de presidir a novena em Belém no Pará, no dia nove.

 

Outra notícia que nos enche de alegria é o dia de louvor à Maria, envolvendo muçulmanos e católicos, que acontecerá no dia vinte e quatro de março do próximo ano em Foz do Iguaçu. Mohammad Sammak, secretário geral do Comitê para o Diálogo Cristão Muçulmano, afirmou. “Estou pronto para ir onde a abençoada Maria quer que eu vá… para o Brasil e além… gosto de ver que comunidades cristãs e muçulmanas compartilham o amor de Maria e aqui ganham bênçãos”. Que Maria, a Senhora Aparecida abençoe, a todos nós, brasileiros e brasileiras.

 

 

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR

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Hoje é dia de São Francisco de Assis

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”. Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

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