A Espanha das Três Religiões!!! $habat $halom!


Quando os Árabes conquistaram a Espanha no ano de 711, introduziram uma nova organização social baseada e na convivência, trazendo consigo uma mentalidade em um estilo de vida totalmente diferentes dos observados nos cristãos presentes na região até então. Os Árabes transformaram a Penísula Ibérica, na região mais avançada da Europa.
Comparada à Espanha dos Árabes , a Europa de além Pirineus podia ser considerada Bárbara. Os muçulmanos permaneceram na Espanha, durante 8 séculos, transformando-a numa potência riquíssima do ponto de vista Artístico, Científico, Poético, & Filosófico.

Os Judeus, tinham plena liberdade de exercer sua religião, contato que pagassem as taxas exigidas. nas principais cidades da Andaluzia, como Córdoba, Toledo & Granada, havia suntuosos bairros Chamados Aljamas .

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, $halom : )

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Pessách! Liberdade Dos Judeus! Shabat Shalom Lé Kulam !$$$$$$$…….

Maringá, 24 MARÇO 2017.

Jerusalém,26 ADARI 5777.

Uma pergunta óbvia levantada pela história de Pessach é por que foi necessário que D’us punisse o Egito com dez pragas se certamente bastaria um único golpe vigoroso. Se as pragas serviram de castigo pela escravidão, a crueldade e o genocídio perpetrado pelos egípcios, por que razão D’us não acabou com o Egito com uma única praga, duradoura e mortal?

Uma interpretação mais fiel do relato da Torá sobre a história de Pessach revela que as Dez Pragas serviram a uma função mais básica: desacreditar os deuses egípcios de modo que “vocês saibam que Eu sou D’us”. Em outras palavras, o verdadeiro propósito das Dez Pragas não foi punir o Egito e libertar os judeus – já que uma única praga poderia dar conta disso –, mas ensinar uma lição fundamental aos Filhos de Israel, que estavam em vias de se tornar uma nação.

Sabemos que os egípcios adoravam a Natureza, e praticamente não há dúvidas de que os judeus também sofriam a influência dessas crenças. Uma das divindades mais reverenciadas no Egito era o Rio Nilo, pois era a fonte de subsistência do país. Os egípcios eram um povo culto e sofisticado e alguns deles eram poderosos feiticeiros – mas eram todos pagãos, não transcendentalistas. E, como pagãos, acreditavam que as coisas eram como deviam ser: no mundo apenas havia causa e efeito, sem lugar para anomalias. Reverenciavam a Natureza. Seus feiticeiros podiam manipulá-la, de alguma forma: a própria Torá relata que eles conseguiam fazer as águas virarem sangue. Mas eram politeístas que atribuíam poderes divinos aos fenômenos naturais, aos animais e aos seres humanos. O Faraó recusava-se a aceitar o monoteísmo e o conceito de um D’us que transcende o mundo físico.

Em contraste aos pagãos, os transcendentalistas apenas cultuam D’us. O judaísmo ensina que somente há um D’us Único, e que não há nada, absolutamente, além d’Ele. D’us é a única Realidade; a existência de cada um de nós e de cada coisa que existe é completamente dependente d’Ele. Assim sendo, de acordo com o judaísmo, as leis da Natureza são simples ferramentas nas mãos de D’us. Ele criou a Natureza e suas leis de modo a que seu funcionamento seja ordenado. Em uma analogia simplista: D’us emprega as leis da Natureza como um escritor se utiliza das leis da gramática. Elas são necessárias para manter a ordem, mas às vezes podem ser quebradas, particularmente quando o autor deseja chamar a atenção do leitor. D’us age de maneira semelhante: Ele geralmente governa o Seu mundo segundo as leis da Natureza, mas quando deseja acordar os seres humanos, propositalmente as quebra. Isso é o que o judaísmo define como milagre. O judaísmo ensina que o propósito dos milagres é nos fazer lembrar que há Alguém além do mundo físico e de seus fenômenos naturais.

A Cabalá nos ensina que D’us tem diferentes Nomes. Cada um deles representa uma diferente manifestação Divina no mundo. Dois de Seus Nomes aparecem com frequência na Torá. Um deles é Elo-him. O outro é o Tetragrama. Nossos Sábios comentam que o Nome Elo-him tem o mesmo valor numérico que a palavra hebraica HaTeva – a Natureza. Quando D’us Se manifesta por meio das leis da Natureza – pôr do Sol, nascer do Sol, por exemplo – Ele Se manifesta como Elo-him. Quando Ele viola as leis da Natureza – quando ocorre um milagre – Ele está agindo como o Tetragrama. Os egípcios eram pagãos, mas não eram descrentes: acreditavam em inúmeras divindades e também em Elo-him – um D’us iminente, mas não transcendente. Eles não acreditavam em um D’us transcendental, infinitamente além da Natureza.

Considerando o acima exposto, podemos entender a necessidade das Dez Pragas. Se D’us tivesse pretendido arrebentar o Egito, Ele, o Onipotente, teria aniquilado instantaneamente todos os egípcios. Se fosse sua intenção puni-los, Ele poderia tê-lo feito com uma única praga terrível e duradoura. A razão para as Dez Pragas foi que, enquanto escravos, os judeus tinham sido muito influenciados pelo Egito e seu povo; e, portanto, precisavam aprender que a Natureza é um mero pincel nas mãos do Artista Supremo. D’us virou as leis da Natureza de cabeça para baixo para mostrar aos judeus – e para ensinar à humanidade – que Ele não está limitado pelas próprias leis por Ele criadas. O judaísmo admite que D’us geralmente age segundo as leis da Natureza. De outra forma, o mundo seria caótico. Imaginem se a lei da gravidade parasse de existir ou fosse aplicada apenas de forma intermitente. Imaginem um mundo onde a órbita do sol fosse randômica e irregular. Mas o judaísmo também ensina que as leis da Natureza não são absolutas e imutáveis, pois são meras ferramentas Divinas, sempre sujeitas à vontade de D’us.

Não é coincidência o fato de as Dez Pragas terem visado àquilo que os egípcios endeusavam. O Nilo – divindade preferencial – vira sangue. O solo se reveste de animais peçonhentos. Dos céus cai um dilúvio de granizo que contém fogo. A luz do dia se transforma em total escuridão. À medida que as pragas se abatem sobre o Egito, seu povo percebe que a Natureza é subitamente transformada de uma divindade confiável em vilã caprichosa, imprevisível e perigosa. De repente, a Natureza, que eles adoravam, se virava contra eles, e, mais estranho ainda, não contra os judeus.

Compreender que a Natureza nada mais é do que uma ferramenta Divina foi de crucial importância para o Povo Judeu. Tirar os judeus do Egito não significaria a verdadeira liberdade se eles tivessem levado o Egito com eles. Eles teriam sido escravos em fuga, doutrinados por seus senhores e por uma cultura pagã. Remover os judeus do Egito não teria sido a verdadeira liberdade. Foi necessário também remover o Egito que havia dentro dos judeus. E para fazê-lo, os judeus tiveram que testemunhar a destruição dos deuses egípcios: tiveram que ver que o paganismo egípcio era um blefe e que a verdadeira Divindade no mundo não está limitada nem pela Natureza nem por nada mais.

Somente quando o paganismo do Egito foi realmente arrancado de seu coração, os Filhos de Israel puderam seguir para o Monte Sinai e ouvir a Voz de D’us e receber a Torá. E somente então eles entenderam – e puderam ensinar ao mundo – que a Natureza não deve ser cultuada, e que aquele que o faz está trocando os meios pelos fins. Os judeus tiveram que entender que o mundo e tudo que ele contém – mesmo as mais confiáveis leis da Natureza – são apenas a tela, a tinta e o pincel nas mãos de um Artista Infinito, Onipotente e Onipresente.

Uma das lições fundamentais das Dez Pragas é a que diz que quem adora as leis da Natureza – e não importa, realmente, se for um egípcio pagão ou cientista ateu – não é uma pessoa realmente livre, pois não deixa espaço para o inesperado – para uma intervenção Divina que viole as leis da Natureza.

Como mencionamos acima, e isso deve ser repetido tantas vezes quantas necessário for: o judaísmo não rejeita as leis da Natureza nem recomenda uma solução celestial para cada problema. Rejeita, sim, qualquer forma de panteísmo, inclusive a crença de que D’us é a Natureza e a Natureza é D’us.

O judaísmo ensina que é D’us e não a Natureza quem dita de que maneira o mundo funciona. A Torá ensina que D’us é tanto iminente quanto transcendental: Ele é encontrando na Natureza, que Ele criou e constantemente mantém, mas Ele também Se encontra infinitamente além da mesma.

A festa de Pessach celebra a passagem da escravidão para a liberdade. A formidável história que lemos durante o Seder nos ensina que o primeiro passo para a liberdade é uma visão e um entendimento mais precisos do funcionamento do mundo. Todos os que rejeitam o transcendental – que apenas creem no material e não no espiritual, e que não podem ou não querem reconhecer a falibilidade das leis da Natureza – ainda não alcançaram a verdadeira liberdade interna. Independentemente de que religião organizada a pessoa siga, essa pessoa apenas se torna verdadeiramente livre quando ela descobre que sua vida – e o mundo, em geral – não é ditada pelas inflexíveis e imperdoáveis leis da Natureza, mas por um D’us Infinito e transcendental, que, em Sua Infinita Sabedoria, dobra e flexiona as leis da Natureza segundo a Sua Vontade.

Muito obrigado pela leitura e visita!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, : )

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Alerta ! Terroristas Na Europa! Shabat Shalom ! $$$$$$$

Maringá, 24 MARÇO 2017

Jerusalém, 26 ADARI 5777

. Israel e Congresso Judaico Europeu condenam ataque em Londres e pedem ‘resposta firme’ contra ‘flagelo do terrorismo” .

O governo israelense e o Congresso Judaico Europeu (EJC) condenaram o “flagelo do terrorismo”, manifestando apoio e solidariedade às famílias das vítimas do ataque de ontem em Londres. “Israel manifesta seu apoio e solidariedade às famílias das vítimas, com votos de pronto restabelecimento aos feridos, e comunica que está ao lado dos britânicos na luta contra o flagelo do terrorismo”, disse o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, ao embaixador britânico Matthew Rycroft (Times of Israel – veja link abaixo). O presidente do Congresso Judaico Europeu (EJC), Moshe Kantor, divulgou nota afirmando: “Este ataque, no coração da democracia europeia e no aniversário dos ataques em Bruxelas, que deixaram 32 mortos no ano passado, demonstram, uma vez mais, que extremistas radicais continuam a ter mobilidade para agir e cometer um assassinato em massa na Europa”. E acrescentou: “O Congresso Judaico Europeu e as comunidades judaicas da Europa estendem suas mais profundas condolências às autoridades britânicas e aos familiares das vítimas e rezam para o bem-estar dos feridos”. “Ao mesmo tempo, pedimos uma resposta firme para identificar os responsáveis e a ideologia que está por trás desses atos”, diz a nota do EJC. O rabino-chefe da comunidade judaica britânica, Ephraim Mirvis, também divulgou nota o: “o ataque de hoje, que alvejou o coração da nossa democracia em Westminster, servirá para nos unir contra o flagelo da violência e do terrorismo”. Embora não haja indícios de ameaças diretas a judeus, alguns líderes da comunidade judaica britânica recomendaram cautela e vigilância, lembrando os atos de antissemitismo que vêm ocorrendo em várias partes do mundo.


Imagens: IDF Israel.
Fonte: Conib.

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, : )

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Pessách! O Maior Evento da Fé Judaica! Fim da Escravidão no, Egito! $halom $$$$$$$

O Seder de Pessach nos faz lembrar quem somos – de onde viemos e para onde planejamos seguir como nação – e transmite nossa identidade e herança às futuras gerações. O Seder de Pessach é uma repetição, a cada geração, dos atos de nossos pais. Por meio do Seder, conectamo-nos com nossos antepassados, remontando-nos aos dias de Moshé Rabenu.

Cada detalhe do Seder de Pessach é repleto de lembranças e significado. Cada item da mesa do Seder tem sua razão de ser. O Seder é uma das cerimônias mais antigas que o Povo Judeu vem observando ininterruptamente através de gerações, mesmo em seus momentos mais atribulados. Diferentes comunidades têm diferentes costumes, mas os elementos centrais são os mesmos. São inúmeras as versões da Hagadá, mas o formato de todas é basicamente o mesmo.

O nome Hagadá advém da palavra hebraica “Vehigadtá” (“E contarás”), que aparece no capítulo 13 do segundo livro da Torá, o Livro de Shemot (Números): “E contarás ao teu filho naquele dia, dizendo, ‘Faço isso pelo que o Eterno fez comigo quando saí do Egito”. Hagadá significa um relato, uma narração.

O principal tema de Pessach é a escravidão e a liberdade: a servidão e o sofrimento, as Dez Pragas, o Êxodo, a divisão do mar. Acredita-se que Pessach seja uma época de celebração da liberdade, pois que um dos nomes da festa é Zman Cherutenu – “época de nossa liberdade”. Mas isso não é totalmente exato. Pessach celebra a transição do cativeiro para a libertação, pois a verdadeira liberdade somente foi adquirida pelo Povo Judeu 50 dias após o Êxodo, quando eles se postaram no Monte Sinai e finalmente se depararam com seu Criador e Libertador.

Fonte: Revista Morashá Judaísmo Virtual.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, : )

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Cultura em Ysrael! Especial por, Daniel Mandowsky! $halom !

Israel como dito por mim é a ponte do Ocidente para o Oriente e vice-versa. Dentro da cultura israelense temos mais influência

árabe nas músicas, porém existe traços ocidentais também. Israel por ser um país liberal no sentido cultural podemos encontrar em seu meio musical vários estilos como rap por exemplo representados por mim pelos rappers israelenses Matisyahu, Subliminal, Muki, e etc.
Podemos encontrar músicas muito bem produzidas com uma certa mistura cultural na qual na minha opinião é a graça da musica israelense, nesse requisito cito Idan Raichel (meu cantor favorito aqui em Israel), Din Din Aviv entre outros.
Podemos também encontrar em Israel músicas na categoria techno trance, psy dance e house dance os melhores Dj´s do mundo na qual na minha opinião podem ser muito bem representados por Skazi, Astrix, Defect Mushroom, Rocky entre outros grandes Dj´s que fazem sucesso pelo mundo hoje em dia.
Claro que como todo país existe também os estilos proprios de música, esse tipo de musica em Israel se chama Pop-Mizrahi. Mas aí vocês me perguntam, o que seria o Pop-mizrahi?
O Pop-Mizrahi nada mais é do que musica com grandes influências arabes e judaicas com uma mescla de ritmo pop ocidental. Para esse tipo de musica eu cito a cantora Sarit Hadad por exemplo que alem de cantora é uma ótima violonista entre outros. Geralmente o Pop-mizrahi é interpretado por cantores romanticos que dá aquele toque a mais.
Para quem quiser ter uma experiência de ouvir uma rádio israelense procure pela internet rádio israelenses como Gal galatz, Galatz, Kol rega entre outros.
Durante os meus posts, irei falando cada tipo de musica em Israel e assim poderão ter uma noção maior do que estou falando. Darei dicas de bons cantores e de música em Israel.

Maringá, Paraná, Brasil,22 MARÇO 2017

Jerusalém, 24 ADARI 5777

Identificação, imposta a Judeus Na Alemanha Nazista

Artes cênicas em Israel

Música Israelense
Nessa parte do blog, gostaria de me expressar de alguma forma sobre a cultura israelense fazendo uma introdução sobre a música, comida, danças ou até mesmo o modo de vida dentro de Israel, nessa parte do blog quero tentar fazer você que esta lendo viajar e imaginar um pouco comigo e assim conseguir tentar ter uma idéia ampla do que é de fato o pequeno mas no mesmo tempo grande Israel.
Israel como dito por mim é a ponte do Ocidente para o Oriente e vice-versa. Dentro da cultura israelense temos mais influência árabe nas músicas, porém existe traços ocidentais também. Israel por ser um país liberal no sentido cultural podemos encontrar em seu meio musical vários estilos como rap por exemplo representados por mim pelos rappers israelenses Matisyahu, Subliminal, Muki, e etc.
Podemos encontrar músicas muito bem produzidas com uma certa mistura cultural na qual na minha opinião é a graça da musica israelense, nesse requisito cito Idan Raichel (meu cantor favorito aqui em Israel), Din Din Aviv entre outros.
Podemos também encontrar em Israel músicas na categoria techno trance, psy dance e house dance os melhores Dj´s do mundo na qual na minha opinião podem ser muito bem representados por Skazi, Astrix, Defect Mushroom, Rocky entre outros grandes Dj´s que fazem sucesso pelo mundo hoje em dia.
Claro que como todo país existe também os estilos proprios de música, esse tipo de musica em Israel se chama Pop-Mizrahi. Mas aí vocês me perguntam, o que seria o Pop-mizrahi?
O Pop-Mizrahi nada mais é do que musica com grandes influências arabes e judaicas com uma mescla de ritmo pop ocidental. Para esse tipo de musica eu cito a cantora Sarit Hadad por exemplo que alem de cantora é uma ótima violonista entre outros. Geralmente o Pop-mizrahi é interpretado por cantores romanticos que dá aquele toque a mais.
Para quem quiser ter uma experiência de ouvir uma rádio israelense procure pela internet rádio israelenses como Gal galatz, Galatz, Kol rega entre outros.
Durante os meus posts, irei falando cada tipo de musica em Israel e assim poderão ter uma noção maior do que estou falando. Darei dicas de bons cantores e de música em Israel.

Quando vamos para outro país seja como turista ou como cidadão a primeira coisa que sempre iremos estranhar é a comida, não há dúvidas quanto a isso.
Israel é um país que preserva muito a culinária árabe em alguns aspectos como o Humus com pitah que não pode nunca faltar na mesa, se come muito vegetal e não tem tanta oferta de carne bovina, por ser muito caro e não ser de fato costume dos israelenses comer carne bovina.
A culinária israelense é uma mistura de culturas, existe claro elementos árabes, mas também elementos judaicos. No café da manhã em Israel geralmente é servido salada com pão e sucos,
Os vegetais na minha opinião em Israel são tão gostosos e com tanta qualidade que não precisa nem temperar com condimentos.
Um bom israelense que gosta de comer nos barzinhos de Tel Aviv ou Jerusalém por exemplo não dispensa um croisant estupidamente recheado por chocolate com um chocolate bem gelado.
Em Israel existe muitas opções de yogurtes, alias eu penso que Israel é especialista em derivados de leite principalmente.
Se analisarmos bem a culinária israelense podemos ver que encontraremos influência de todos os lados seja dos russos que comem carne de porco, africanos que adoram uma boa comida apimentada ou árabe que não nega um Shewarba (Kebab com carne de cordeiro), em Israel o gosto é democrático, basta achar o que você gosta ou gostaria de experimentar.
Uma dica, quando vier para Israel não deixe de experimentar as frutas plantadas e colhidas daqui, são muito suculentas e deliciosas, mas isso já é outro assunto que como engenheiro agronômo de formação irei explicar o porque disso das frutas israelenses.
O ser israelense é um ser típico com suas manias e suas personalidades. Não estranhe se você andar por Israel e perceber que o israelense sempre esta com pressa. Não importa do que, sempre estará com pressa. Se você que é paulistano acha que em São Paulo todos querem tudo rápido, venha pra Israel e verá o que são pessoas com pressa sem motivos.
Muitos dizem que o israelense geralmente é estupido ou áspero, em algumas ocasiões até concordo, porém o israelense tem algo que admiro muito, ele valorizará sua palavra, ou seja, se você falar algo que irá fazer, faça. Quando se ganha sua confiança o israelense se torna um amor de pessoa, vai por mim.
Em Israel geralmente as pessoas são do tipo 8 ou 80, não existe muito meio termo. Não adianta discutir, em Israel não existe o que eu odeio que é o “jeitinho brasileiro”. Por causa desse jeito que o israelense tem faz com que Israel em geral funcione bem seja na área da saúde, educação, segurança e transportes.
Israel por ser um país cercado de inimigos tem uma sociedade que valoriza o hoje, ou seja, o israelense sabe viver cada dia de cada vez, não existe muito o futuro, claro que se planeja o futuro, mas não é a prioridade sempre. Pois como é um país bélico os filhos de uma familia são enviados para o exército assim que acabam o ensino médio.
Homem serve 3 anos na Tzavah (exército israelense) e mulher serve 2 anos, todos os novos imigrantes até com mais ou menos 25 anos também servem.
Os pais não podem reclamar com o governo, pois durante esses anos de exército o jovem pertence ao estado e ninguém mais.
Passando essa fase da vida em Israel que não deixa de ser legal, pois se conhece muita gente no exercito e se cria laços muito fortes de amizade, os jovens israelenses costumam viajar 1 ano fora de Israel, seus destinos favoritos geralmente são Brasil, India, Tailândia, Argentina, Bolivia entre outros países exóticos.
Os judeus ultra ortodoxos geralmente não servem o exército, o governo até prefere assim, álias não são muito bem vistos pela população por serem geralmente judeus fanáticos. Esses ultra ortodoxos vivem meio que isolados num bairro de Jerusalém e geralmente sempre estão em conflitos com os árabes ou até mesmo o exército.
Muito provavelmente se você andar dentro de Israel irá se espantar com a quantidade de soldados, mas isso é absolutamente normal, dá até ar de segurança. Em Israel existe uma sociedade altamente educada no sentido de valorizar a vida e por essa razão a conciência do uso da arma de fogo é altamente bem definida, por tanto não precise ficar assustado ou espantado quando ver pessoas com uma M16 nas costas.
A dança em Israel surgiu como uma fusão entre estilos de dança judaico e não judaico de diversas partes do mundo. Enquanto em outros países a dança é estimulada para preservar velhas tradições rurais, em Israel é uma arte recém desenvolvida, que vem evoluindo desde os anos 40, baseada em fontes históricas e modernas.
Inspira-se também na bíblia e em estilos de danças contemporâneas. Os pioneiros que trocaram a vida urbana da Europa Oriental pela vida rural em um ambiente coletivo trouxeram com eles danças que foram adaptadas à nova situação. A dança popular é aquela que o povo cria para o povo, e que consequentemente uma parte considerável da população dança.
Assim começou o processo de criação das danças israelenses, em aldeias, moshavim e principalmente, kibutzim. As danças eram criadas através de movimentos baseados no trabalho da terra, nos pastores e eram dançadas em diferentes ocasiões. Esse processo começou a ser centralizado. Alguns pioneiros como Gurit Kadman, acreditando na força das danças populares, iniciaram um movimento que buscava os tesouros do folclore das tribos de Israel e das minorias étnicas, como também estimulava a criação, numa relação entre o passado e o presente.
O momento decisivo no desenvolvimento da dança folclórica ocorreu no Primeiro Festival de Dança Folclórica, 1944, realizado no kibutz Dália, quando se constatou que não havia danças locais que refletissem a ideologia de um povo retornando à sua própria terra. Seguiu-se um entusiasmo geral pela dança. Criou-se de um estilo de dança multifacetado, caracterizado por uma combinação de estilos e fontes, que incorpora motivos de danças tradicionais judaicas da diáspora e tradições locais, incluindo a “debka árabe” e elementos de dança que vão do jazz a ritmos latino-americanos até a cadência típica de vários países mediterrâneos.
Artistas desse meio em Israel recomendo ver Mayumana (mistura danças com percussão), Companhia de dança Batsheva, Companhia de dança Bat-dor.
Durante meus posts de acordo com o assunto irei falar sobre a dança e sua importancia em Israel.

Especial de Ysrael por: Daniel Mandowsky.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, $halom Lé Kulam! Paz A Todos!

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Satisfação ! Aos Senhores Navegantes! $halom!!!

Maringá, 21 MARÇO 2017

Jerusalém, 23 ADARI 5777

Boker Tov! Bom dia!

Gostaria de informar que sempre existiu um Muro entre Judeus e não Judeus, e um Muro largo e muito impenetrável entre as outras crenças!
Portanto, por mais de 23 anos, faço um trabalho de utilidade pública para divulgar de forma pacífica, narrativa e porque não pedagógica o Judaísmo( Yahadút ), fazendo isso nos lugares mais inusitados possíveis para dar Luz as pessoas interessadas!
Ao invés, de alguns prosélitos acadêmicos ou pseudo sábios que sempre vem até a minha página fazer sua higiene racial ! Tentando ofuscar meu trabalho que faço com grande prazer!
Então, lembro todos que a Suprema corte de Israel,( Lei Expedida, em 2014), ” Ninguém precisa mais de Tribunal Rabínico !!! reconhece todo o tipo de conversão e válida tendo como os princípios básicos das práticas.
Então, se não tenho nenhuma importância pata vocês! `Peço! A Gentileza! De Cuidarem das suas práticas e sua comunidade e tente fazer algo melhor e plausível com menos pré-conceito! Obrigado!
E Boa sorte!
Não devo satisfação a Ninguém ok ! No Brasil, existe liberdade religiosa para Ultra-Ortodoxo, Ortodoxo, Conservador, Liberal, Reformista, Anussin e até Messiânico!
$halom Lé Kulam! Paz A Todos!

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, : )

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Contribuição Judaica Para Cultura por, Leonard Cohen, $halom $$$$$$$.

Maringá,20 MARÇO 2017

Jerusalám, 22 ADARI 5777

Leonard Cohen foi um dos mais influentes artistas dos séculos 20 e 21. Autor da canção “Aleluia”, um dos maiores sucessos de todos os tempos, ele era um ícone do universo musical, um artista singular que não pertencia a uma época em particular. Começou sua trajetória artística como poeta, chegando aos 30 anos antes de decidir-se a entrar no mundo da música. Seu sucesso chegou lentamente, primeiro na Europa e em Israel e, posteriormente, nos Estados Unidos – e neste país quando já tinha completado 50 anos.

Era uma pessoa muito discreta, relutante em revelar aspectos de sua vida particular. Quando entrevistado, costumava dizer que as únicas respostas que realmente importavam eram as referentes às suas canções. Morreu aos 82 anos, em 7 de novembro do ano passado, em Los Angeles.

Vida familiar

Em 21 de setembro de 1934, com o nascimento de Leonard, Masha e Nathan Cohen tornaram-se pais pela segunda vez – já tinham uma menina. A família vivia então em Westmount, subúrbio afluente na ilha de Montreal, no sudoeste de Quebec, Canadá. Era uma florescente comunidade judaica. Seu avô materno era o Rabi Solomon Klinitsky-Klein, conceituado erudito e autor de várias obras. Tanto o rabino Solomon como Lazarus Cohen, bisavô paterno de Leonard, nasceram na Lituânia, onde eram considerados promissores estudiosos talmúdicos.

Pobreza e pogroms levaram os dois a deixar sua terra natal, estabelecendo-se inicialmente na Inglaterra e, em seguida, no Canadá. Enquanto Rabi Klinitsky-Klein continuou trilhar o caminho espiritual, Lazarus Cohen decidiu buscar o mundo dos negócios. Trabalhou primeiro em um depósito de madeira e lutou muito até conseguir se tornar um dos mais importantes empresários de Montreal. Seu filho, Lyon, avô de Leonard, fez crescer ainda mais a fortuna da família ao fundar uma empresa extremamente bem sucedida no ramo de vestuário.

Os Cohens eram amigos da família Klinitsky-Klein desde a Lituânia, e Lyon ficou feliz quando Masha, filha de Rabi Salomon, casou-se com seu filho Nathan. Foi assim que Leonard cresceu em um ambiente de fartura e judaísmo. O judaísmo sempre foi muito presente em sua vida. Lazarus Cohen, seu bisavô paterno, era um homem religioso e sionista. Ajudou a construir a mais importante sinagoga de Montreal, Shaar Hashamayim, ou Portão do Paraíso.O jovem Leonard ia à sinagoga todo sábado de manhã.

A família Cohen era sionista e acreditava que os judeus poderiam um dia voltar ao seu Lar. Quatro anos antes do 1º Congresso Sionista, realizado na Basileia em 1897, Lazarus já tinha ido a Eretz Israel onde adquiriu terras. Lyon, o avó de Leonard, herdou de seu pai o amor por nosso povo e nossa Terra. Na porta de sua casa, havia uma grande Estrela de David esculpida e, em 1919, ele se tornou membro fundador e primeiro presidente do Congresso Judaico do Canadá, que congregava as organizações judaicas do país.

Leonard perdeu seu pai ainda muito jovem, em janeiro de 1944. Lutando na 1ª Guerra Mundial como tenente da 4ª Companhia de Campo de Engenheiros Canadenses, Nathan foi ferido gravemente. Após a morte do pai, seus tios o convidaram para trabalhar na empresa da família. Mas, após um verão inteiro na fábrica, pendurando casacos nas araras, teve a certeza de que, embora houvesse um lugar para ele no mundo dos Cohen, aquilo não era para ele. Ele sabia que o intuito de seus tios era “salvar o pobre coitado do filho do irmão”. Além disso, a indústria têxtil tinha poucos atrativos para um jovem que estava descobrindo os poetas e os profetas judeus…

Vários anos após a morte do pai, seu avô, Rabi Solomon, viveu um ano em sua casa, revelando-lhe uma visão mais espiritual do judaísmo. O avô costumava ler e reler para Leonard passagens do Profeta Isaías e de outros profetas do Tanach. Lia para ele versos como: “O Senhor castigará a Terra: com o castigo de Sua boca e a respiração de Seus lábios Ele destruirá os malvados”. Com sua linguagem de punição e justiça, de condenação e salvação, as palavras dos Profetas do Tanach apontavam para um judaísmo totalmente diferente da que Leonard ouvia na sinagoga. Era uma visão espiritual que fascinou o jovem.

Crescendo sem uma figura paterna para guiá-lo, Leonard foi obrigado a traçar sozinho os seus caminhos. Enquanto frequentava o Ensino Médio, interessou-se por garotas, estudou oratória e concorreu à liderança estudantil; fez esportes e foi monitor em colônias de férias; aprendeu a tocar razoavelmente vários instrumentos, inclusive a guitarra, e formou um banda chamada Buckskin Boys.

Não era muito próximo de sua irmã, e sua mãe se casara novamente, porém logo se divorciou. Leonard considerava a mãe uma mulher amorosa, mas impulsiva e emotiva. E, quando estava em casa, ele passava a maior parte do tempo no seu quarto, lendo, escondendo-se de todos. Desenvolveu o hábito de fazer longas caminhadas que o levavam às mais diferentes partes da cidade. Como suas notas eram boas, mantendo as aparências podia fazer o que quisesse.
Amor à poesia

Leonard Cohen começou sua vida artística como poeta. Herdara do avô materno a percepção de que as mais elevadas formas de literatura falam de justiça e almejam à transcendência.

Em 1951, com apenas 17 anos, foi aceito na Universidade McGill, de Montreal, tornando-se o talento literário da instituição. Enquanto cursava, escreveu uma coletânea de poemas, “Let Us Compare Mythologies”, publicados em 1956.

Após se formar, fez um semestre de Direito, além de trabalhar nas empresas da família durante alguns meses. Insatisfeito, mudou-se para Nova York, alugando um apartamento em Riverside Drive e matriculando-se na Universidade de Columbia, onde estudou inglês. Enquanto isso, escrevia. Mas nada disso o satisfazia. Nem a rotina do trabalho nem tampouco o curso de graduação conseguiram diminuir seu desejo, sua percepção de que havia uma maneira melhor de viver e de ser que ele ainda não descobrira.

Já tinha publicado duas coletâneas e a crítica o chamara de “O melhor poeta de sua geração”. Podia ser visto fazendo leituras de seus poemas, à noite, sentado em uma banqueta, com pouca iluminação, apenas um foco sobre si. Tímido, ele tinha receio de palco. Quando tinha que se apresentar publicamente, seu sorriso era nervoso, apertava seu livro de poemas contra o estômago, evitando fixar seu olhar. Mas assim que começava a falar, seu ritmo era perfeito, e o público era embalado por suas palavras.

Em 1964, aos 30 anos, deixou os Estados Unidos e passou a viver na ilha grega de Hydra, em uma casa branca no alto de um penhasco. Dali via o mar Egeu. Passava horas, diariamente, escrevendo. Inicialmente escrevia sobre redenção, um tema judaico amplo o suficiente para o trabalho de uma vida.

Depois vieram trabalhos mais ousados, trabalhos que deixaram os críticos boquiabertos e afastaram muitos fãs. Em 1964, quando sua coletânea de poemas sobre Hitler e sobre crueldade foi finalmente publicada, sob o provocativo título de “Flowers for Hitler”, ele prefaciou a obra com a seguinte citação: “Se de dentro do campo de concentração Primo Levi, um sobrevivente, escrevesse uma mensagem que pudesse ser levada aos homens livres, teria sido esta: ‘Tomem cuidado para não sofrer em suas próprias casas o que nos é infligido aqui’”.

Cohen acreditava que a capacidade de fazer o mal estava dormente em todos nós, e se quiséssemos expurgá-la, antes de mais nada era preciso aprender a falar sobre ela.

De poeta a cantor

Aos 32 anos, Leonard decidiu tornar-se cantor. Era o ano de 1966 quando deixou a ilha de Hydra e se mudou para Nova York. Tinha planos audaciosos em relação à sua carreira e queria reinventar-se como autor de canções. Sentia que, finalmente, havia encontrado a expressão artística que lhe permitiria transmitir e disseminar suas ideias.

Há quem diga que essa sua decisão pode ter sido influenciada, em parte, por motivos financeiros, mas certamente nunca foi a única razão, sequer a principal. O lado espiritual da música atraía Leonard, ele sabia da importância da música para o espírito humano. O Livro dos Salmos, que o fascinava – instruía os que o estudavam: “Cante ao Senhor com graças; cante cânticos de louvor com a harpa para o Senhor, nosso D’us”. Cohen, que estudara os Cinco Livros de Moshé, sabia ainda da importância da música na época do Grande Templo de Jerusalém. Quando ofereciam os sacrifícios, os Cohanim eram acompanhados por música e cânticos dos Leviim.

Quando passou a compor música o resultado foi sublime. Eram músicas produzidas lentamente e com grande esforço, Cohen levava meses escrevendo cada uma delas. Escrevia dezenas de versos para cada uma e, então, lentamente, ia ajustando-os até alcançar sua essência. Isso levava às vezes anos. Ao cunhar seus versos, ele os transformava de confissões pessoais em invocações universais. Numa entrevista que deu anos mais tarde, revelou que tudo o que já tinha escrito, fossem seus poemas, canções, todos era, na verdade, “um grande diário, regulado pela música de violão”.

Ao se mudar para Nova York, em 1966, conheceu um jovem músico, 10 anos mais novo do que ele, Bob Dylan, sentindo-se logo imensamente atraído por suas músicas.

Em 1966, o rock n’ roll mudara. Compositores como Dylan se preocupavam com a poesia das letras e a mensagem a ser transmitida. Ainda que isso combinasse bem com a música de um poeta interessado na redenção e na espiritualidade, o universo do rock n’ roll não recebeu Leonard de braços abertos. O início de sua carreira foi difícil. Ia de agente em agente, sendo repetidamente rejeitado. Diziam-lhe que era muito velho e suas canções melancólicas. Tampouco agia como alguém que tinha como prioridade impressionar Nova York. No fundo, ele ainda era o jovem que lia os Salmos, o Profeta Isaías e que escrevera, em uma de suas músicas, que “… esqueceram-se de rezar aos anjos e os anjos se esqueceram de rezar por nós…”.

Finalmente, através de um amigo, foi apresentado à canadense Mary Martin, que o apresentou a John Hammond, o homem que descobrira, além de Dylan, vozes como Billie Holiday e Aretha Franklin. Martin telefonou a Hammond e lhe disse: “Há um poeta canadense que acho que vai-lhe interessar. Ele toca bem a guitarra e é um compositor maravilhoso, mas não lê música e é estranho…”.

O empresário recorda que percebeu imediatamente o potencial de Leonard. “Ele era encantador…. não se parecia a nada que eu já tivesse ouvido. Eu sempre quis ser o agente de alguém verdadeiramente original, se eu pudesse encontrar um, pois não há muitos no mundo. E o jovem sentado à minha frente ditava suas próprias regras, e era realmente um poeta extraordinário”.

Hammond lembra ainda que quando Cohen terminou de tocar ele lhe disse: “Você tem o que é preciso”. Cohen ficou sem saber se ele se referia ao talento Divino ou a uma recompensa mais terrena de um contrato de gravação com a poderosa Columbia. Hammond provavelmente quis dizer ambos, e, em agosto de 1967, Cohen entrava no estúdio para gravar seu primeiro álbum.

Em novembro daquele ano de 1967, duas de suas primeiras composições foram gravadas por Judy Collins em seu álbum “In My Life” – “Dress Rehearsal Rag”, e “Suzanne,” um de seus primeiros poemas, então musicado. No mesmo disco, a cantora interpretou músicas de Dylan e dos Beatles. O álbum ganhou o Disco de Ouro e Cohen pôde, a partir de então, considerar-se “um compositor”.

Com todo o seu talento, no entanto, Leonard ainda ficava aterrorizado diante de um palco. Apresentar-se ao vivo, diante de uma multidão, era extremamente difícil para ele. Caminhava hesitante em direção ao palco, com a guitarra escondida e suas pernas tremendo. Mas, assim que começava a cantar encantava o público.

Sua relação com Israel

Em 19 de abril de 1972, ele aterrissou no Aeroporto Ben-Gurion, em Israel, para realizar um concerto em Tel Aviv e dois em Jerusalém. Ficou extasiado ao ver Jerusalém, a Cidade de David. Em uma entrevista, um dos repórteres lhe perguntou se ele era “um judeu praticante”, ao que respondeu: “Estou sempre ‘praticando’. Às vezes sinto temor a D’us. Sinto, mesmo, esse temor, às vezes”.

Leonard sabia que era famoso, em Israel. Durante os shows que deu nesse país percebeu o quanto a multidão o amava – e o quanto ele amava aquele público. Durante um de seus shows, já no camarim, Leonard ouviu a agitação no auditório com o público pedindo sua presença no palco. Milhares de pessoas passaram a aplaudir e cantar “Hevenu Shalom Aleichem,” popular música de uma única estrofe, que significa “Trouxemos a paz para você”. E ao ouvir essa música, decidiu entrar palco. O público passou a cantar mais alto ainda e aplaudir mais forte, com mais entusiasmo do que Leonard ou seus músicos jamais tinham ouvido em qualquer apresentação. Com lágrimas nos olhos, Leonard pegou o microfone e disse: “Ei, pessoal, minha banda e eu estamos todos chorando. Estamos muito emocionados e não podemos continuar. Quero apenas dizer-lhes muito obrigado e boa noite!”. “Que público!”, disse, para ninguém em especial ao deixar o palco”.

A Guerra de Yom Kipur

A Guerra de Yom Kipur eclodiu em 6 de outubro de 1973. Leonard estava em Hydra e assim que soube do ataque a Israel partiu para Atenas e, de lá, pegou um avião para Tel Aviv. Acidentalmente encontrou em um café um homem chamado Levi que o reconheceu. Para Levi, foi um sonho, pouco provável ver Leonard sentado sozinho naquele café. O artista lhe disse que não podia ficar longe de lá e tinha vindo assim que soubera do ataque contra Israel. Não sabia por que, nem o que faria ao chegar. Mas tinha que vir.

Levi lhe respondeu que sua mera presença, em meio à guerra, faria milagres para o moral dos soldados, e que ele o levaria até eles nas bases militares e até nas várias frentes de batalha. A primeira parada foi numa base, onde foi improvisado um palco. Quando Levi apresentou-se e então anunciou o convidado especial, Leonard Cohen, inicialmente ninguém aplaudiu, pois ninguém acreditou que fosse verdade. O silêncio se manteve quando Leonard entrou, mas foi subitamente rompido pelos aplausos de soldados exaustos. Aquele momento o transformou. Assim que o show acabou, pegou sua guitarra e escreveu uma nova canção: “Lover, Lover, Lover.” No segundo show daquele dia, ele apresentou ao público a sua nova música. E os versos diziam: “E que o espírito desta canção, que possa alçar-se puro e livre, que possa ser um escudo para vocês. Um escudo contra o inimigo”…

Leonard estava incansável e manteve um ritmo intenso de apresentações, até umas oito por dia, durante quase três meses. Em alguns locais, cantou de pé, com um soldado segurando uma lanterna para permitir que vissem seu rosto. Frequentemente ele e Levi simplesmente dirigiam ao longo das frentes de batalha, parando onde avistassem um grupo de soldados e surpreendendo-os com algumas canções. Em uma apresentação para uma unidade de paraquedistas, no Deserto do Sinai, poucas horas antes deles partirem para a batalha, Leonard pediu aos homens que se aproximassem e começou a cantar os primeiros versos de “Até logo, Marianne”. A canção, disse Cohen, fora feita para ser ouvida em casa, com uma bebida em uma das mãos e com a outra abraçando a mulher amada.

A guerra deu um novo insight ao artista. Afastado da fama e de expectativas, ele vivenciou no deserto novas ideias sobre a vida em um mundo estilhaçado. No deserto, ele começou a trabalhar em seu próximo álbum, que não lembraria em nada suas criações anteriores.

O disco, lançado em 1974, foi bem recebido pela crítica, que ressaltou em suas resenhas as mudanças nas criações de Cohen. Mas, novamente, era um homem que não estava em sincronia com o seu tempo. No universo artístico que então se desenvolvia, não havia muito espaço para com cantor e compositor com obsessões transcendentais.

Vida pessoal

Em 1969 Leonard conheceu Suzanne Elrod. O casal teve dois filhos, Adam e Lorca. Quando sua filha nasceu, em 1974, sua relação com Suzanne já estava bem estremecida. Em 1978, pouco tempo após a morte de Masha, mãe do artista, o casal se separou. Suzanne se mudou com os filhos, então com sete e quatro anos, para a cidade francesa de Avignon.

Arrasado longe dos filhos, o artista ficava viajando entre a França, Nova York e Los Angeles. O jovem que, décadas antes, tinha declarado que a solidão era o único caminho para o Divino, era agora um homem que tinha vivido o suficiente para saber que estava certo.

Cohen tinha então 44 aos, com alguns álbuns recebidos pelo público com certo entusiasmo e, como confessara, “quase nenhuma vida pessoal”. A única coisa que ele podia fazer era escrever letras, fazer arranjos e gravar. O fruto de seus esforços apareceu no ano seguinte, na segunda metade de 1979, e chamava-se “Recent Songs”.

Leonard envolveu-se com a seita japonesa Rinzai Buddhism. O compositor sempre afirmou que nunca abandonou o judaísmo, o que era frequentemente dito. Quando sua relação com o monge budista Roshi tornou-se pública, ficou muito aborrecido. Leonard manifestou sua revolta em uma carta ao jornal Hollywood Reporter, em 1993. “Meu pai e minha mãe, de abençoada memória, teriam ficado muito perturbados com o fato de eu ser identificado como budista pelos jornalistas. Eu sou judeu. Mas é verdade que tenho estado bem curioso, já há algum tempo, com os murmúrios indecifráveis de um velho monge zen. Há pouco tempo, ele me disse: ‘Cohen, eu o conheço há 25 anos e nunca tentei dar-lhe minha religião”.

“Hallelujah”

Em 1984, Cohen estava afastado dos refletores. Ele era uma espécie de anomalia para o público dos Estados Unidos. Naquele mesmo ano, Walter Yetnikoff, da Columbia Records, convocou-o para uma reunião e, olhando para ele, disse: “Olhe, Leonard, sabemos que você é um dos grandes, mas não sabemos se você ainda é bom”.

Ele então apresentou seu novo álbum com a canção “Hallelujah”. Os diretores da Columbia Recordsnão acharam a canção “grande coisa”, sequer queriam lançar o álbum, que acabou saindo naquele ano na Europa e, somente no ano seguinte, nos Estados Unidos. Mas, foram poucos anos para que “Hallelujah” se tornasse um clássico.

A música é a mais famosa das composições de Leonard Cohen, apesar de que muitas pessoas sequer imaginem que tenha sido ele quem a escreveu. Um dos primeiros a perceber a beleza da música foi Bob Dylan, que a tocou em vários shows, em 1988. A música foi regravada mais de 300 vezes e tem sido interpretada por inúmeros artistas, de Bon Jovi a Bono. Há, inclusive, uma versão gravada em hebraico por soldados da IDF.

A palavra hebraica halleluyah é um termo composto por hallelu, que significa “louvar com júbilo” e “yah”, forma abreviada do indizível Nome de D’us. Portanto, “halleluyah” é uma instrução de cantar um louvor ao Eterno. Cada verso da música termina com a palavra que deu seu título à canção, então repetida quatro vezes, dando-lhe sua inconfundível marca encantatória.

Ao ouvir a letra da música, tem-se a impressão de que se trata de uma canção de influência bíblica. O primeiro verso se refere ao Rei David, à sua música espiritual e seu relacionamento com D’us, e ao amor do Rei por Bathsheba. Diz o verso: “Ouvi dizer que havia um acorde musical secreto que David tocava e que agradava ao Senhor… / Sua fé era forte, mas você precisava de provas / Você a viu banhar-se no terraço. Sua beleza e o luar o derrubaram”… Hallelujah. Em seguida a canção faz referência, à queda de Sansão por causa de Dalilah: “Ela cortou seus cabelos e de seus lábios ela tirou Hallelujah…”.

Mas, a música se torna uma confissão pessoal e Cohen termina a canção falando com D’us, admitindo a derrota e sua devoção: “Fiz o melhor que pude e era pouco… E, mesmo assim, tudo deu errado. Postar-me-ei diante do Rei da música / Com nada em minha língua, a não ser Hallelujah…”

No decorrer dos anos, em inúmeras entrevistas, perguntaram a Leonard Cohen por que tinha escrito essa música e qual a sua mensagem. Numa entrevista em 1985, ele revelou: “É um desejo de afirmar minha fé na vida… Eu acredito que ao dizer: ‘Hallelujah’ – quando você a declara diante de todo tipo de acontecimento e mesmo de catástrofe que estamos vendo em toda parte – invocamos algum tipo de energia benéfica”. Como escreveu a revista Rolling Stones, em dezembro de 2012, “a música é a mensagem de Cohen de esperança e perseverança diante das adversidades da vida. Leonard Cohen nos diz para não nos rendermos ao desespero ou ao niilismo.”

O reconhecimento

Demorou para que a música de Leonard Cohen obtivesse a admiração universal. Para muitos artistas, ele foi o maior letrista de canções de todos os tempos, e seus fãs acreditavam que ele deveria ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura.

No início da década de 1990, ele parecia realizado. Em 1991 foi indicado ao Canadiam Musical Hall da Fama, uma honraria que havia recusado quando mais jovem por não achar que merecia. Não parecia mais estar em conflito, como décadas antes, por receber a mais importante láurea do país, e aceitou a premiação com um sorriso. Em 2008 entrou para o Rock and Roll Hall of Fame dos Estados Unidos e dois anos depois, recebeu um Grammy por sua trajetória musical. Entre outros era membro da Ordem do Canadá e da Ordem Nacional de Quebec e, em 2011, recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras.

“Old Ideas,” seu 12º álbum, foi lançado em 2012, aos 77 anos. Foi o primeiro a entrar na lista dos dez mais da Billboard. Em 2014, na semana de seu 80º aniversário, Cohen lançou seu 13º álbum gravado em estúdio, denominado “Popular Problems”.

Em outubro de 2016, lançou “You Want it Darker”, produzido por seu filho Adam, também cantor e compositor. Um trabalho introspectivo, focado em temas como a mortalidade. Em entrevista recente para a revista The New Yorker, Leonard revelou que estava pronto para a morte.

Leonard Cohen morreu dormindo, em Los Angeles, em 7 de novembro de 2016. Seu filho contou que ele continuou escrevendo até seus últimos momentos.

Antes de sua morte, o compositor exigiu que fosse enterrado de acordo com o ritual judaico ortodoxo, ao lado de seus pais, avós e bisavós. Leonard Cohen foi enterrado em Montreal, horas antes de sua morte se tornar pública, no cemitério Shaar Hashomayim.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, $halom Lé Kulam Paz A Todos!

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Um Êxodo Judaico para uma Nova Terra.Maringá, 17 MARÇO 2017

Jerusalém,19 ADARI 5777.
por Joseph Berger

Imagens: Retirada do Facebook.

Se é que se pode dizer que um evento de tal magnitude teve um lado positivo, a Inquisição o teve para os judeus da Espanha e Portugal: o fato de empurrá-los para as Américas, onde, de modo geral, encontraram tolerância e oportunidades que lhes tinham sido negadas na Europa.

A história dos judeus refugiados estabelecidos no Novo Mundo é o foco de uma exposição inaugurada em 28 de outubro de 2016 na New-York Historical Society.

Com manuscritos raros, Bíblias, livros de oração, pinturas, mapas e objetos do culto, a mostra “Os Primeiros Judeus Americanos: Liberdade e Cultura no Novo Mundo” registra como os judeus, expulsos da Espanha e de Portugal após serem expelidos, em séculos anteriores, da Inglaterra e França, fundaram comunidades prósperas em Nova York, Filadélfia, Charleston, Newport e, ainda mais cedo, nas ilhas do Caribe e na América do Sul. Nos Estados Unidos, eles, como seus compatriotas americanos, foram atirados nas correntes históricas, encontrando-se nos dois lados durante a Revolução Americana, o movimento para abolir a escravidão e a Guerra Civil. E sua aceitação foi, por vezes, efêmera ou ilusória.

O objeto mais impressionante da exposição é um livro de oração e de memórias muito gasto, de 180 páginas, de 10 cm x 7,5 cm, totalmente manuscrito por Luís de Carvajal, o Jovem, no México Colonial, em 1595, até onde a Inquisição havia estendido suas sinistras garras de tortura e execução.

De Carvajal era um converso, forçado a adotar o Catolicismo, mas suspeito de prática clandestina dos rituais judaicos. Durante seu julgamento, foi pressionado a denunciar 120 judeus que secretamente seguiam sua fé, até mesmo seus parentes. A seguir, foi queimado na fogueira.

“Eles o dobraram”, diz Debra Schmidt Bach, uma das curadoras da exposição.

O livrinho de Luís de Carvajal desapareceu misteriosamente do Arquivo Nacional do México na década de 1930. No entanto, há pouco tempo, Leonard L. Milberg, um empresário americano, dono de uma importante coleção de Judaica, tomou conhecimento de que a tal maravilha estava à venda na casa de leilões Swann Auction Galleries, em Manhattan, e conseguiu fazer com que fosse devolvido ao México. No momento, está emprestado para a exposição.

A exposição apresenta documentos que narram excentricidades dos primeiros assentamentos judaicos: um édito expulsando os judeus das colônias americanas da França; um documento rabínico atestando a Casherut de alimentos enviados a Barbados; um serviço do século 18 para a circuncisão de escravos, obrigatória pela Bíblia, e uma lista de oficiantes de circuncisão em Curaçao e no Suriname; e uma pesquisa de um missionário cristão especulando se os Índios americanos eram as Tribos Perdidas de Israel. Há duas pinturas nostálgicas de cenas caribenhas feitas por Camille Pissarro, pintor francês impressionista nascido em St. Thomas de mãe judia. Setenta e dois dentre os 170 itens expostos pertencem à coleção do Sr. Milberg.

Apesar de a colônia holandesa de Nova Amsterdã, hoje Nova York, se ter tornado um refúgio importante, sua aceitação de judeus foi limitada. O cruel governador do posto avançado, Peter Stuyvesant, recuou quando 23 refugiados do Brasil, governado por portugueses, chegaram em 1654. Mas a Companhia das Índias Ocidentais Holandesas disse a Stuyvesant que business era business e os judeus deveriam lá permanecer desde que pudessem contribuir para o bem-estar comercial do posto avançado.

Aqueles judeus fundaram a primeira congregação da América do Norte, Shearith Israel – Remanescentes de Israel – e construíram uma sinagoga em 1730 onde é hoje a South William Street, em Lower Manhattan. A congregação segue atuante no Central Park West, para onde se mudou em 1897.

A Congregação Shearith Israel emprestou à exposição um rolo de Torá queimada, resgatado de um incêndio provocado pelos soldados britânicos, em 1776, e um par de rimonim ricamente trabalhados em prata – ornamentos com pequenos sinos para a Torá – criação do conceituado prateiro Myer Myers. Há também uma ketubá – um contrato de casamento – ilustrado com uma noiva e um noivo sob a chupá, o pálio nupcial.

Abigaill Levy Franks, destacada senhora da Nova York àquela época, é saudada com um portrait. Suas cartas, segundo informa o texto dos murais, transmitem seu descontentamento com o casamento de sua filha com um cristão, Oliver Delancey. Interessante notar que o rapaz era descendente da família que deu nome à Delancey Street – a rua que mais tarde se tornaria a espinha dorsal da parte judaica do Lower East Side.

Como outros colonos, os judeus tinham sentimentos ambivalentes acerca do fim do domínio britânico. Haym Salomon, imigrante polonês, ajudou a financiar a Revolução. Mas Abraham Gomez e outros 15 judeus estavam entre os 932 signatários da lealdade ao Rei George III.

Outros documentos relatam a difícil disputa sobre a escravidão. Livros de contabilidade registram a compra de cinco escravos por Matthias Lopez em 1787, ao passo que Jacob Levy Jr. é mencionado em documentos de uma sociedade abolicionista como tendo libertado quatro escravos em 1817.

Há, também, partes da exposição dedicadas às comunidades judaicas na Filadélfia; Nova Orleans; Charleston, S.C.; e Newport, R.I. A mostra não traz a famosa carta de George Washington à congregação de Newport expressando a esperança de que todos “sentem-se em segurança sob sua videira e sua figueira”. Mas exibe cartas de congregação em Newport e Savannah, Ga., agradecendo ao novo Presidente por ser tão hospitaleiro.

Alexander Hamilton, o celebrado fundador da atual Broadway, também aparece. A exposição conta que sua mãe tinha esposado um judeu e que, por isso, ele era fluente em hebraico e tinha vínculos profissionais muito próximos com judeus.

Vários documentos comprovam que foi na Congregação Kahal Kadosh Beth Elohim, em Charleston, que a versão americana do Judaísmo Reformista teve suas raízes, em 1824, através de jovens dissidentes que “queriam modernizar o judaísmo para que não morresse”, disse Dale Rosengarten, diretora do Centro Sulista de Cultura Judaica no College of Charleston. A Sra. Rosengarten foi curadora dessa exposição em Princeton.

“Não surgiu de nossa imaginação, mas brotou em nosso solo nativo”, disse.

Os judeus fizeram importantes contribuições às ciências e cultura no século 19, bem como a outros campos; mas, como ensina a exposição, “apesar do ostensivo comprometimento da nação com a tolerância religiosa, os estereótipos dos judeus persistiam na cena americana. “Uma galeria tem um retrato e a espada e bainha do Comodoro Uriah Phillips Levy, herói naval da Guerra de of 1812, e quadros pintados por Solomon Nunes Carvalho, que acompanhou John C. Frémont, o explorador, em uma expedição cross-country”.

Inevitavelmente, segundo Louise Mirrer, presidente da New-York Historical Society, a história dos judeus do Novo Mundo tem ressonância para os imigrantes, refugiados e minorias, atualmente. “As sementes foram plantadas, há muito tempo, em um lugar onde cada um pudesse praticar sua religião, livremente”, disse a Sra. Mirrer, explicando por que o Novo Mundo atraiu europeus – como os puritanos – em busca de liberdade religiosa.

Mas, às vezes, houve anomalias, Mirrer continuou: “Na exposição, vemos o tipo de fervor religioso que promove um tipo de violência contra certos grupos”.

Joseph Berger é escritor de vários livros e editor do New York Times

Fonte: Revista Morashá ( Judaismo Virtual ) www.morasha.com.br

Obrigado pela leitura.

Pesquisa, tradução e edição: Gabriela Avelar & Vital Ben Waisermman, : )

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Renascimento Judaico ! $habat $halom! $$$$$$$

Laila tov Le kulam chaverim ve mispachát!
A Comunidade Judaica de Maringa e seus respctivos reprensentantes!
Yossefy Kahal & Vital Ben Waisermman Na Camara Municipal buscando soluçoes para a causa Hebraica e mostrando sua cara e participando da Vida No Legislativo!
Excelente reunião no Gabinete do Vereador Wullian Gentil.

Obrigado a todos funcionarios da casa de leis! Sempre muito bem atendido!

Obrigado pela leitura!

Pesauisa, tradução e edicão: Vital Ben Waisermman, $halom – Paz !!!

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Elie Wiesel

Elie Wiesel, a consciência da humanidade.

Maringá,14 MARÇO 2017

Jerusalém, 16 ADARI 5777

No dia 2 de julho deste ano de 2016, aos 87 anos de idade, Elie Wiesel deixou este mundo. Talvez quem melhor o tenha definido foi o comitê do Prêmio Nobel da Paz de 1986: “Um dos mais importantes líderes espirituais em uma época em que a violência, a repressão e o racismo continuam a caracterizar o mundo… Um mensageiro para a humanidade; sua mensagem é de paz, reconciliação e dignidade humana

Apesar de ter sobrevivido ao Holocausto e vivenciado os horrores que a mente humana não consegue verdadeiramente assimilar, ele não se tornou amargo, tampouco indiferente, pois, como dizia, “a indiferença é a personificação do mal”. Pelo contrário, lutou contra as injustiças, a favor dos oprimidos, dos perseguidos, dos injustiçados, dos famintos. E, acima de tudo, lutou a favor de seu povo, de todos os judeus e do Estado de Israel.

Muito tem-se escrito sobre Elie Wiesel e muito ainda está para ser escrito; líderes do mundo todo se manifestaram por ocasião de seu falecimento. Para o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ele representava “a vitória do espírito humano sobre a crueldade e o mal”. Para Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, ele era “a consciência do mundo, alguém que conseguiu mudar o mundo como cidadão mais do que ocupando cargos ou as tradicionais posições de poder”.

Escritor, palestrante, filósofo, professor de ciências humanas, ativista dos direitos humanos, presidente fundador do Memorial do Holocausto dos EUA em Washington e ganhador de inúmeras condecorações além do Nobel da Paz – a lista de seus feitos e de suas contribuições é imensa, mas sua vida foi definida não tanto pelo trabalho que realizou como pelo amor que dedicou a seu povo e pelo silêncio que preencheu. Sua vida foi um combate permanente contra o esquecimento – para ele, a “segunda morte” dos milhões de judeus que foram assassinados durante a Shoá. Durante anos, após a 2ª Guerra, a Shoá ficou escondida sob um manto de silêncio. Ninguém queria relembrar ou falar sobre os tenebrosos anos de domínio nazista, nem os sobreviventes traumatizados, tampouco os judeus americanos – talvez se sentindo culpados por não terem feito mais para resgatar seus irmãos. Os israelenses, sabras, olhavam para os sobreviventes como sendo alguém que jamais queriam ser, as “vítimas indefesas”. Até surgir Elie Wiesel. Ele queria que os acontecimentos que destruíram os judeus da Europa ficassem marcados a ferro e fogo na consciência do mundo. A simples força de sua personalidade e sua incrível habilidade de transmitir o que acontecera com frases inesquecíveis, duras e cortantes, desenterraram o Holocausto dos livros de História. “Lembremo-nos”, dizia, “lembremo-nos dos heróis de Varsóvia, dos mártires de Treblinka, das crianças de Auschwitz. Eles lutaram sozinhos, sofreram sozinhos, viveram sozinhos, mas não morreram sozinhos, pois algo em nós morreu com eles”.

Wiesel viveu atormentado por ter sobrevivido. “Se sobrevivi deve ter sido por alguma razão”, dizia. Ao receber o Prêmio Nobel da Paz, declarou que decidira dedicar sua vida “a manter viva a memória” e a lutar contra todos aqueles que tentam negar o Holocausto – todos os que dizem que não aconteceu, ou que não aconteceu da maneira ou nas proporções que são historicamente comprovadas. “Porque”, afirmou Wiesel “se nos esquecermos, seremos culpados, seremos cúmplices”. Sua vontade era “arrebatar aquelas vítimas do esquecimento, ajudar os mortos a vencer a morte (…). Devo minha memória aos mortos. Tenho o dever de servir como seu emissário, transmitindo a história de seu desaparecimento, mesmo se for perturbadora, mesmo se trouxer dor”.

A vida antes de Auschwitz


Elie Wiesel era o único homem dos quatro filhos de Shlomo e Sarah Wiesel. Ele nasceu em 1928 em Sighet, um típico shtetl judaico, nas montanhas dos Cárpatos, na Romênia, uma área que fez parte da Hungria de 1941 a 1945. Seu pai era dono de um armazém e a família vivia confortavelmente. O mundo do jovem Elie girava em torno de D’us, de sua família, sua comunidade, do estudo da Torá, do Talmud e dos ensinamentos místicos do Chassidismo. Fascinado pelos contos e lendas chassídicas, sua ambição era um dia estudar Cabalá.

Elie não sabia que no fatídico 19 março de 1944 a vida dos judeus húngaros iria mudar tragicamente e que o mundo onde ele vivia seria irremediavelmente destruído. Naquele dia a Alemanha ocupou a Hungria e Adolf Eichmann deu início à mais rápida das grandes operações de assassinato do Holocausto.

Já em abril os cerca de 500 mil judeus do leste da Hungria são confinados em guetos e, em 15 de maio, têm início as deportações. Todos os dias, 3 mil judeus eram amontoados em vagões de gados e levados para Auschwitz – 95% deles morreram ao chegar.

Os judeus de Sighet estavam entre os deportados. Em seu livro “Memoirs, all rivers run to the sea” (Memórias, todos os rios correm para o mar) publicado em 1995, Elie recorda que tinha 15 anos quando brutalmente descobriu “o Mal absoluto”, quando foi “atirado em um universo assombrado onde a história da aventura humana parecia oscilar irrevogavelmente entre o horror e a maldição”. Ele recorda a rapidez da ação nazista: o gueto; a deportação; os vagões de gado vedados. Recorda a chegada a Auschwitz, sua mãe e Tzipora, sua doce irmã caçula, enviadas para as câmaras de gás…

Em sua obra, Elie condena os líderes ocidentais que, desde 1942, possuíam provas da intenção de Hitler de aniquilar o Povo Judeu. O mundo sabia e manteve silêncio. Por que, se pergunta Wiesel, por que ninguém alertou os judeus húngaros, os de Sighet? Se alguém os tivesse alertado, acusa Wiesel, eles poderiam ter fugido, se escondido, milhares teriam sido salvos…

Sua primeira noite em Auschwitz, que ele reconta em seu primeiro livro sobre o Holocausto, “Noite”, é uma das passagens mais pungentes do livro: “Nunca hei de esquecer aquela noite, a primeira noite no campo, que fez da minha vida uma longa noite, sete vezes amaldiçoada e sete vezes selada. Nunca hei de esquecer aquela fumaça. Nunca hei de esquecer os rostinhos das crianças, cujos corpos vi se tornarem anéis de fumaça sob um céu azul silencioso. Nunca hei de esquecer aquelas chamas que consumiram minha fé para sempre. Nunca hei de esquecer o silêncio noturno que me privou, para toda a eternidade, do desejo de viver.(…). Nunca hei de esquecer dessas coisas, ainda que eu seja condenado a viver tantos anos quanto o próprio D’us. Nunca”.

O famigerado Dr. Mengele “julgara” Elie e o seu pai, Shlomo, capazes de realizar trabalhos forçados e, por isso, não foram enviadas às câmaras de gás, tendo-se tornado escravos obrigados a trabalhar até morrer. Os nazistas tatuaram no braço de Elie sua nova identidade, o número que o marcava como escravo e não ser humano. Depois de algumas semanas, pai e filho foram enviados para trabalhar em Auschwitz III, um dos subcampos de trabalho, também conhecido como Buna.
Fonte: Revista Morashá.

Shalom Lé Kulam! Paz A Todos!

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradição & edição: Vital Ben Waisermman, : )

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