Mês: fevereiro 2013



Hollywood e os Judeus!!!

   

Uma indústria na qual a criatividade, o talento, a audácia, a magia, a capacidade de sonhar e de fazer sonhar continuam servindo até hoje como matéria-prima.

As pequenas e primitivas salas de projeção que apresentavam filmes mudos foram transformadas em deslumbrantes casas de espetáculos por exibidores judeus. Com o advento do cinema falado, a indústria cinematográfica percebeu que seus produtos deveriam abranger conteúdos mais consistentes e importou da costa leste dos Estados Unidos, mais precisamente de Nova York, uma nata de dramaturgos e escritores, judeus em sua esmagadora maioria. Em Hollywood, as principais agências de artistas eram operadas por judeus; os contratos, tanto por parte dos estúdios como do lado dos artistas, eram redigidos por advogados judeus; os medalhões da medicina, na capital do cinema, também eram quase todos judeus. E, acima de tudo, eram os judeus que produziam os filmes, moldando-os de acordo com suas exclusivas preferências. Num livro excelente e definitivo chamado “An Empire of their Own How the Jews Invented Hollywood”, o crítico Neal Gabler cita um levantamento feito pela revista Fortune, em 1936, no qual é apontado que de 85 nomes que aparecem nos créditos da produção de um determinado filme, 53 são de judeus. O escritor F. Scott Fitzgerald, que teve uma breve e fracassada passagem por Hollywood, escreveu em suas anotações para o romance “The Last Tycoon” que Hollywood estava sendo uma festa para os judeus e uma tragédia para os não-judeus.

Steven Spielberg.

 

 

 

Mas, o fato é que, no início da década de 30, a verdadeira tragédia existente se abatia sobre os judeus do cinema, alvos de manifestações hostis, algumas vezes ocultas, outras escancaradas, estimuladas por grupos religiosos e de fanáticos direi-tistas, tipo Klu-Klux-Khan que, no mais tradicional estilo anti-semita, exortavam os americanos a arrancar a indústria cinematográfica das dominantes mãos dos judeus. Eles eram acusados de conspirar contra os valores tradicionais americanos e contra as estruturas do poder que os asseguravam.

 

 

Entretanto, esses anti-semi-tas não tinham a menor noção do caminho equivocado que estavam percorrendo. Os judeus que criaram Hollywood empenhavam-se de corpo e alma num só objetivo: a adoção dos valores americanos e a possibilidade de serem acolhidos na estrutura do poder. Eles queriam ser vistos como americanos e não como judeus. Alguns deles chegaram ao ponto de jamais falarem sobre suas origens européias e muito menos judaicas. Tinham uma devoção ilimitada pelos Estados Unidos e não mediam esforços para serem aceitos pela sociedade americana, numa época em que a xenofobia era disseminada e aceita em todos os segmentos sociais.

Lauren Bacall

 

Os pais da pátria de Hollywood constituíam um grupo homogêneo em função de suas infâncias e trajetórias muito semelhantes. O mais velho de todos, Carl Laemmle, nascido em 1867, emigrou de uma pequena cidade da Alemanha para os Estados Unidos no início do século passado. Percorreu uma série de trabalhos menores até fundar o Estúdio Universal.

 

 

Adolph Zukor nasceu numa aldeia da Hungria, ainda menino ficou órfão de pai e mãe, tendo sido criado por um tio que era rabino. Assim como Laemmle, foi parar na América, conheceu o cinema primitivo exibido nos Nickleodeons, apaixonou-se pelo que viu, culminando por ser dono de seu próprio estúdio: a Paramount. William Fox também era húngaro de nascimento. Chegou aos Estados Unidos levado pelos pais e começou a trabalhar por conta própria, ainda de calças curtas, como ambulante de pipocas e sanduíches. Anos depois, de terno e gravata, inaugurava a Fox Film Corporation, gênese da 20th Century Fox.

 

Woody Allen

Louis B. Mayer tanto queria ser genuinamente americano, que dizia ter esquecido o nome da cidade em que havia nascido na Rússia. Também afirmava desconhecer sua data de nascimento, adotando o feriado da independência americana, o dia 4 de julho, para celebrar seu aniversário. Dentre os demais judeus europeus do cinema foi o mais bem sucedido, construindo o império da Metro-Goldwyn-Mayer.

Um judeu chamado Benjamin Warner partiu de sua aldeia polonesa em 1883, deixando para trás a mulher, uma filha e um filho, Harry. Começou a trabalhar como sapateiro em Baltimore e em pouco mais de um ano já tinha conseguido juntar dinheiro para trazer para a América toda a família. Benjamin era um judeu devoto que quase só falava ídiche, só comia casher e morava perto da sinagoga para bem respeitar o Shabat. Foi nessa atmosfera que cresceram seus outros filhos, Sam, Albert e Jack. Os quatro irmãos um dia juntaram suas economias, compraram um projetor usado e instalaram um pequeno cinema. Conta a lenda que Jack perguntou à mãe se ela achava que estavam fazendo um bom negócio. Ouviu a seguinte resposta: “Se o cliente paga antes de ver a mercadoria, só pode ser um bom negócio”. Os quatro rapazes fundaram a Warner Brothers e foram os responsáveis pela introdução do som no universo cinematográfico.

 

Jerry Lewis

 

Os judeus que criaram Hollywood tinham outra qualidade comum: um extraordinário sentido para apurar as preferências das platéias. Talvez isso se deva ao fato de que todos eles tiveram passagens em Nova York pela imensa indústria de confecções de roupas, tanto no atacado como no varejo, o que lhes valeu como um excelente treinamento para conhecer e medir os gostos do público. E, na medida que continuavam enfrentando dificuldades para serem aceitos pelo mundo não-judeu, encontraram no cinema uma forma de construir o seu próprio mundo, um mundo que não exigia escolaridade nem experiências anteriores, que lhes abria as portas e, acima de tudo, lhes pertencia. Os filmes americanos, a partir da década de 30, tornaram a ficção mais poderosa do que a realidade e conquistaram massas crescentes de espectadores em todos os continentes, retratando aspectos de uma nação toda impressa em celulóide: virtuosa e próspera, dotada de seus próprios códigos e valores. Era uma América na qual os pais eram vistos na tela como figuras fortes e respeitadas, as famílias eram estáveis, os homens e mulheres eram bonitos, os heróis eram trabalhadores, joviais e honestos. Este foi o país que os judeus de Hollywood materializaram no cinema, criando mitos e arquétipos que até hoje permanecem, tais como vistos em dois filmes emblemáticos: “A Felicidade Não se Compra” (It’s a Wonderful Life) e “A Mulher Faz o Homem” (Mr. Smith Goes to Washington), ambos dirigidos por Frank Capra e estrelados por James Stewart. Neste sentido, o crítico Neal Gabler chega a afirmar que as imagens criadas pelos produtores judeus foram tão poderosas que “de uma certa maneira colonizaram a imaginação americana”. E acrescenta: “Era impossível falar sobre os Estados Unidos sem falar sobre os seus filmes”. Numa avaliação semelhante, o economista John Kenneth Galbraith escreveu que muito mais do que qualquer aspecto material, quem mais impôs no mundo o poder dos Estados Unidos, foi Fred Astaire.

Os reis de Hollywood durante os anos dourados dos grandes estúdios, ou seja, desde a introdução do cinema sonoro até um pouco mais do fim da década de 60, relutavam em se engajar em atividades comunitárias judaicas, embora se tivessem unido para fundar o Hillcrest Country Club para ali jogar golfe, já que levavam bolas pretas quando pretendiam se associar ao Los Angeles Country Club, freqüentado por não-judeus. Nenhum deles teve a coragem, como Charles Chaplin (que não era judeu, mas sofria ataques anti-semitas), de expor a malignidade do nazismo e de ridicularizar a figura de Hitler, no filme “O Grande Ditador”, que ele começou a rodar antes ainda de a Alemanha invadir a Polônia, em 1939.

Simone Signoret

No seio da intelectualidade judaica de Hollywood, uma das vozes que mais se levantou contra o nazismo foi a de Ben Hecht (1894-1964), um jornalista de Chicago que se tornou um dos melhores roteiristas do cinema, tendo assinado mais de cem filmes, alguns de grande sucesso como “Duelo ao Sol”, “O Retrato de Jennie”, “Adeus às Armas”, “O Homem do Braço de Ouro”, parte de “E o Vento Levou” e realizações de Alfred Hitchcock. Quando a guerra terminou e os judeus da antiga Palestina começaram a confrontar os mandatá-rios britânicos, Hecht foi procurado por um emissário do grupo Irgun Zvai Leumi, que pregava a luta armada e atos de terrorismo contra os militares ingleses. O emissário se chamava Peter Bergson, nome de guerra de Hillel Kook, que veio a falecer em Israel em 2000, aos 86 anos de idade. Bergson conseguiu convencer Ben Hecht a ajudá-lo a captar doações para a compra de armas entre os ricos produtores de cinema. Não era uma tarefa fácil, pois muitos judeus, tanto em Hollywood como no mundo inteiro, se opunham às ações da Irgun. Mas, Hecht tinha trânsito livre e foi recebido por todos os poderosos chefões. Harry Warner, apesar de sionista convicto, expulsou-o de sua sala, pelo horror que tinha à Irgun. Louis B. Mayer e Samuel Goldwyn disseram não. Ben Hecht conta em suas memórias, “A Child of the Century”, que David Selznick só faltou agredi-lo, enquanto vociferava: “Esta é uma causa judaica de natureza política e eu não estou interessado nos problemas judaicos. Eu sou americano, não sou judeu”. Hecht valeu-se de um estratagema. Disse a Selznick que ele poderia indicar três pessoas de sua confiança, que chamaria ao telefone e perguntaria se o consideravam judeu ou americano. Se a resposta fosse judeu, Selznick se comprometeria a organizar um jantar para arrecadar fundos. Os dois primeiros responderam: judeu. O roteirista Nunnally Johnson, também responsável por grandes êxitos no cinema, foi mais explícito: “Pelo amor de Deus, o que está acontecendo com o David? Ele é judeu é sabe muito bem disso!” David Selznick não só organizou o jantar, como ainda promoveu um almoço, com a mesma finalidade, no restaurante dos estúdios da Fox.

O advento do cinema sonoro eqüivale a uma ironia na história de Hollywood. Por mais que os magnatas dos estúdios pretendessem passar ao largo de suas raízes judaicas, o primeiro filme falado, “O Cantor do Jazz” “The Jazz Singer”, estrelado por Al Jolson, continha uma temática judaica até a medula.

Daniel Day-Lewis

 

Tudo começou com a iniciativa dos irmãos Warner para dotar o cinema de diálogos e música. Para isso, contrataram um sistema técnico chamado Vitaphone que, em 1926, sonorizou um filme da Warner, com a duração de dez minutos, intitulado “Don Juan”. Enquanto discutiam um projeto para o primeiro longa-metragem sonoro, foram atropelados pelo cantor e comediante Al Jolson, o maior nome do show business daquela época. Jolson insistiu para que fosse levada à tela uma adaptação da peça teatral “O Cantor do Jazz”, um sucesso em Nova York. A motivação de Jolson era no sentido de que a temática teatral tinha tudo a ver com a sua própria trajetória. A peça conta a história do filho de um cantor de sinagoga, Jakie Rabinowitz, que se torna Jack Robin e faz sucesso na Broadway, ignorando sua origem judaica, o que resulta em rompimento com seu pai. No Yom Kipur, enquanto o cantor está em seu leito de morte, Jack adia a estréia de um musical que iria protagonizar e vai à sinagoga, onde canta o “Kol Nidrei”, numa cena transbordante de emoção. Depois, Jack volta ao teatro de variedades, onde é assistido e aplaudido pela mãe, cantando “My Mammy”, uma marca registrada de Al Jolson ao longo de toda a sua carreira. O filme estreou no dia 6 de outubro de 1927, alcançou um triunfo espetacular e mudou para sempre a história do cinema, contendo o próprio dilema dos donos dos estúdios: eles até poderiam ir à sinagoga, mas sempre voltariam para o mundo não-judeu.

Quando terminou a segunda guerra, talvez como conseqüência do conhecimento do Holocausto, um filme quebrou um arraigado tabu de Hollywood, ao abordar a questão do anti-semitismo nos Estados Unidos: “A Luz É Para Todos” “Gentleman’s Agreement”, produzido em 1947 para a Fox pelo metodista Darryl F. Zanuck, que anos antes já tinha realizado um filme, “A Casa dos Rothschild”, em favor dos judeus da Europa. Seu novo projeto foi dirigido por Elia Kazan, não-judeu, e estrelado por Gregory Peck, também não-judeu, e com James Garfield, o judeu Jules Gurfinkle, que só aceitou um papel secundário em função do tema do filme. O sucesso foi estrondoso, com duas indicações, Peck e Garfield, e três Oscars para melhor filme, melhor diretor e melhor atriz coadjuvante, Celeste Holm.
Rompido o dique, histórias focalizando as lutas pela criação do Estado de Israel começaram a aparecer nas telas, nas décadas de 50 e 60, juntamente com outros filmes de temática judaica tais como “O Diário de Anne Frank” (1959, Fox), “Marjorie Morningstar” (1958, Republic) e “Os Últimos Homens Maus” (1959, Columbia). No tocante a Israel, tiveram êxito “Adagas no Deserto” (1949, Universal), sobre a imigração ilegal para a antiga Palestina; “O Malabarista” (1953, Columbia), com Kirk Douglas, todo filmado em Israel, o drama de um sobrevivente do Holocausto nos primórdios do novo país; e “A Sombra de um Gigante” (1966, United Artists), também com Kirk Douglas, a história verdadeira do coronel do exército americano, David Marcus, que morreu lutando como voluntário na guerra da independência de Israel. Esses filmes de cunho sionista tiveram sua síntese no formidável êxito internacional de “Exodus” (1960, United Artists), baseado no best-seller de Leon Uris, com uma mensagem tão dramática quanto objetiva: depois dos horrores do Holocautso, os judeus precisavam de um lar nacional. A bela música incidental composta por Ernest Gold para o filme, ganhou versos e estourou nas paradas de sucesso: “Esta terra é minha, esta terra me foi dada por Deus…”

Hoje em dia, a postura dos grandes produtores de Hollywood é radicalmente oposta àquela de seus antecessores de setenta anos atrás. As raízes judaicas se tornaram motivo de orgulho, bastando citar um nome: Steven Spielberg, realizador de “A Lista de Schindler” e criador da Fundação Shoah, um museu da imagem e do som dedicado a sobreviventes do Holocausto no mundo inteiro.

 

 

O Oscar

O Oscar

 

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz, Reynaldo Gusmão e Vital Ben Waisermman .

Obrigado pela leitura!

Atenciosamente,  Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog.

Shalôm Lé Kulam – Paz à Todos !

 

 

Comente aqui


Informativo Conib!!!…

 

Conib cria Concurso Nacional de Redações para Rede Anne Frank Brasil
No âmbito de seu Programa Anne Frank Brasil,  a Confederação Israelita do Brasil (CONIB), em conjunto com a Federação Israelita do Estado de S. Paulo (FISESP) e com o apoio do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (AHJB), criou o Concurso Nacional de Redações da Rede de Escolas Anne Frank Brasil, destinado, em sua edição 2013, exclusivamente aos alunos desta rede.Entre os objetivos do concurso está Incentivar a divulgação de conhecimentos sobre a vida e o legado de Anne Frank, estabelecendo relações com a sociedade brasileira contemporânea; relacionar conhecimentos históricos da experiência de Anne Frank para construir uma argumentação consistente sobre a relevância de uma atitude ativa na defesa da democracia, dos direitos humanos e da diversidade sociocultural.Poderão participar alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas Anne Frank de Belo Horizonte, Palmas, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

O prêmio principal será uma visita à Casa Anne Frank de Amsterdã e à Amsterdã judaica. O resultado será divulgado em 20 de maio de 2013.

 

Portugal estuda dar cidadania aos descendentes de judeus expulsos em 1496
O vice-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Ricardo Berkiensztat, e o rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista, reuniram-se em 19 de fevereiro com o cônsul geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lopes Lourenço.Entre os assuntos tratados, estiveram as relações de Portugal com Israel;  um projeto de lei, em fase embrionária, que visa dar aos descendentes de judeus expulsos de Portugal a cidadania portuguesa (os judeus foram expulsos em 1496, com a possibilidade de permanecerem mediante conversão ao cristianismo); e uma homenagem ao diplomata Aristides de Souza Mendes.Cônsul-geral de Portugal na cidade francesa de Bordeaux, no início dos anos 1940, Mendes decidiu, contra ordens explícitas de seu governo, seguir sua consciência e expedir vistos para todos os que tentavam escapar da barbárie nazista.

Em poucos dias, conseguiu salvar 30 mil pessoas, antes de ser forçado a voltar a Portugal. Lá, foi expulso do corpo diplomático e teve sua aposentadoria cancelada. Ele recebeu o título de “Justo entre as Nações”, do Yad Vashem, o Museu do Holocausto, em Jerusalém.

A partir da esquerda: Rabino Michel Schlesinger, cônsul Paulo Lopes Lourenço e Ricardo Berkiensztat. Foto: Fisesp

 

Comunidade negra busca inspiração em modelos da comunidade judaica
Por iniciativa do Consulado Geral de Israel em São Paulo, líderes da Faculdade Zumbi dos Palmares, do movimento Educafro e da Associação dos Negros do Brasil encontraram-se em São Paulo com o cônsul Ilan Sztulman, com o coordenador educativo da Congregação Israelita Paulista (CIP), André Wajnberg, o diretor de Juventude da entidade, Renato Sacerdote, e com o rabino Michel Schlesinger.Os representantes da comunidade negra, interessados em criar movimentos juvenis em suas instituições, vieram buscar inspiração e informações no exemplo dos grupos juvenis da CIP Avanhandava e Chazit Hanoar e da Colônia de Férias. O objetivo deles é trabalhar com seus jovens a questão da memória dos negros no Brasil e também a consciência e o orgulho negro.

Líderes negros e judeus se reúnem na Congregação Israelita Paulista. Foto: CIP.

 

Uri Lam é o novo rabino da Sociedade Israelita da Bahia.
Uri Lam é o novo rabino da Sociedade Israelita da Bahia. Ele chegou a Salvador no dia 20 de fevereiro.Lam, de 43 anos, é formado em Psicologia, pela USP, e fez mestrado na PUC de Campinas, em Filosofia. O tema de sua dissertação é o Guia dos Perplexos de Maimônides, que lhe proporcionou realizar a primeira e única tradução do texto em língua portuguesa – trabalho que pretende revisar e completar em 2013.Iniciou sua formação rabínica em Buenos Aires, e depois seguiu para Jerusalém, para estudar no Hebrew Union College, que lhe ofereceu uma formação de linha progressista.

É um rabino “conectado”, com contas no Facebook, Twitter, Instagram e um blog.

Rabino Uri Lam. Foto: SIB e-News.

 

Comente aqui


Informativo da Conib!!!…

Concurso literário em Belo Horizonte tem como tema a Marcha da Morte
A Federação Israelita de Minas Gerais e o Colégio Santo Antônio, de Belo Horizonte, realizam nesta quarta, 27 de fevereiro, às 20 horas, a etapa final do concurso literário “A Marcha”.O evento é uma iniciativa de Michael Stivelman, sobrevivente do Holocausto e da Marcha da Morte, na qual os prisioneiros eram obrigados pelos nazistas a andar sem destino, sem parar até encontrar a morte. Stivelman escreveu o livro “A Marcha da Morte” 

O escritor e empresário Michael Stivelman. Reprodução.

 

Diplomatas de Brasil e Israel realizam encontro bilateral anual
O sub-secretário geral do Departamento da América Latina e Caribe de Israel, embaixador Itzhak Shoham, participou nos dias 25 e 26 de fevereiro em Brasília de consulta bilateral anual entre Brasil e Israel.Acompanhado de comitiva e do embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, Shoham se reuniu com o embaixador Paulo Cordeiro, no Itamaraty. O objetivo do encontro foi discutir temas da agenda bilateral e estreitar as relações entre os países.Na ocasião, foi assinado um acordo de cooperação entre o Instituto Rio Branco e a Escola Diplomática de Israel. Com esta parceria, os ministérios de Relações Exteriores de ambos os países irão realizar treinamentos e desenvolvimento pessoal de diplomatas.Além de compromisso diplomático, a consulta anual  é um gesto de amizade e cordialidade entre nações.

Diplomatas brasileiros e israelenses reúnem-se em Brasília. Foto: Divulgação.

Câmara Municipal de Porto Alegre homenageará os 65 anos do Estado de Israel

A Câmara Municipal aprovou em 20 de fevereiro requerimento do vereador Valter Nagelstein para homenagear os 65 anos da criação do Estado de Israel. A Sessão Solene acontecerá no dia 14 de maio, no Palácio Aloísio Filho.De acordo com Nagelstein, há muito o que comemorar pela consolidação de uma nação judaica no Oriente Médio. “Não temos como negar a relação que todos os devotos das religiões monoteístas ocidentais têm com a história do povo de Israel e, por isso, registrar este fato demonstra o nosso agradecimento à herança cultural hebraica, que está presente na vida de todos nós”, explicou.
Voluntárias da Na’amat dividem experiências após seminário em Israel
As voluntárias Arlene Zular, Clarisse Edelstein, Joyce Markovits, Rosali Tessler e Suely Adissi, que participaram de um Seminário de Liderança no mês de janeiro em Israel, estiveram na sede da Na’amat São Paulo, no dia 19 de fevereiro, para dividir suas experiências sobre a viagem. 
 
Elas traçaram um panorama sobre o trabalho desenvolvido pela entidade no Estado judeu, detalhando as visitas que fizeram a creches e escolas e ao Centro Glickman, que atua na prevenção à violência doméstica.As voluntárias também participaram de reunião com mulheres drusas, árabes, cristãs e muçulmanas e se sensibilizaram ao visitar Sderot, a cidade israelense mais próxima à faixa de Gaza, e constantemente alvejada por mísseis. 
 
“Cada uma de nós trouxe dentro de si uma nova visão. Pudemos ver de perto a realidade da mulher israelense e o importante  trabalho desenvolvido pela Na’amat Israel, o que foi extremamente enriquecedor”, disse Arlene Zular.

Voluntárias da Na’amat compartilham experiências, em São Paulo. Foto: Na’amat.

 

Obs: O Povo Judeu, encontrou essa forma de sobrevivência e manutenção ( Morashá ), ou herança espiritual.

 

Obrigado pela Leitura!

 

Atenciosamente,  Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog.

 

Shalom Lé Kulam ! Paz a Todos !

 

 

Comente aqui


Dyaryo dy um Hebreu X E a sugestão do leitor virtual ???

Menorah

 

Maringá, 17 de Adar de 5773 / Maringá, 27 de Fevereiro de 2013.

 

Laila Tov! Boa Noite !

 

Todas as matérias exibidas neste espaço judaico virtual,  foram elaboradas por min e pelos estimados colaboradores. E, gostaria de fazer uma enquete? Para indagar qual assunto que os leitores tem mais interesse em aprender? E ler ? Para vocês que são a alma,deste projeto! Interagirem de forma democrática! Obrigado !

Aqui abaixo vou descrever meu email, onde receberei as referidas sugestões de matérias?

Email: [email protected]

Espero, receber muitos emails?

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman, responsável pelo Blog …

 

Shalôm Lé Kulam Chaverim – Paz a Todos Amigos !!!

 

 

Estrela De David

 

 

Comente aqui


Eliézer Ben Yehuda, Pai do Hebraico Moderno !!!…..

Eliezer Ben-Yehuda (Lujki, 7 de janeiro de 1858 — 21 de dezembro de 1922) nascido Eliezer Yitzhak Perlman, foi o lingüista que reconstruiu a língua hebraica no século XIX criando o que conhecemos como o hebraico moderno.
Nascido em território que pertencia então Império Russo, e atualmnente à Bielorrússia, Eliezer Ben-Yehuda recebeu a mesma educação que toda criança de seu meio. Estudou em uma yeshivá, com o sonho de se tornar rabino, e logo aprendeu o hebraico dos livros antigos.

 

Para Ben-Yehuda, que falou russo, francês e alemão, os judeus deviam voltar a Eretz Israel, a “Terra de Israel”, formar uma nação e ter uma língua própria, uma escrita unificadora e esta seria o hebraico. Porém, o hebraico era, até então, um idioma sagrado, usado apenas para estudar e orar. Concluiu que ele mesmo deveria ir a Palestina e começar a pôr em prática seu sonho.
Antes foi a Paris, estudar Medicina, mas foi interrompido, em 1881, ao contrair tuberculose, acelerando seu aliá. Ele se mudou acreditando que seu anseio era algo possível. Quando ainda morava na Europa, decidiu que falaria apenas hebraico com qualquer judeu que conhecesse, e ainda em Paris, em um café, obteve seu primeiro sucesso, conversando com Mordechai Aleman e provando para si mesmo que era possível.
Ben Yehuda relatou entusiasmado para sua mulher, Débora, uma outra conversa que tivera com o trocador de dinheiro no seu desembarque em Yafo. Aí ele viu que até as pessoas mais simples poderiam conversar em hebraico.
Quando seu filho Ben-Zion Ben-Yehuda, também conhecido como Itamar Ben-Avi, nasceu em 1882, fez sua mulher prometer-lhe que ele cresceria sendo o primeiro menino a falar tudo em hebraico. Essa política domiciliar ficou conhecida como o “hebraico em casa”.
Ele foi então convidado a lecionar o idioma hebreu na Escola de Torá e Avodá (“Trabalho”) da Aliança Israelita Universal, em Jerusalém. Em pouco tempo, seus alunos já conversavam normalmente em hebraico, graças ao seu método de falar livremente e diretamente, ou seja, sem tradução para outras línguas.
Seu exemplo impressionou professores, mas estes enfrentavam dificuldades como falta de professores, de livros, de terminologias, e assim por diante. “Eram como meio-mudos, falando com as mãos e com os olhos.” Com o tempo, esses problemas foram sendo superados e uma nova e jovem geração que só falava hebraico surgiu e desenvolveu-se.
Além de ensinar jovens, Ben-Yehuda queria também ensinar aos adultos, e por isso passou a publicar seu próprio jornal, HaTzvi, em 1884. Escrito todo em hebraico, continha tópicos de interesse do povo que morava na Palestina, incluindo notícias internacionais e locais, como tempo, moda, etc. O jornal era também utilizado para introduzir novas palavras, que não existiam no hebraico antigo, entre elas “jornal”.
Outra criação de Ben-Yehuda em prol do desenvolvimento do hebraico foi o Dicionário Completo do Hebraico Antigo e Moderno.
O dicionário, de 17 volumes, só pôde foi concluído após sua morte, por sua segunda esposa e seu filho.
O ideal de Ben-Yehuda recebeu grande ajuda da grande massa de judeus que chegaram a Palestina no mesmo ano em que ele, 1881. Parte significativa desses imigrantes eram como ele: jovens, educados e idealistas. Eles receberam suas idéias e muitos já estavam prontos para falar hebraico quando chegaram, transmitindo-o às crianças em casa, nas creches, nas escolas.
Assim, entre 1881 e 1921, era formada uma massa jovem e fervente de faladores da língua hebraica, com o hebraico como único símbolo do nacionalismo lingüístico.

Ben Yehuda

Bem antes de morrer, Eliezer escreveu em seu jornal:
“Para tudo é preciso apenas um homem em crise, inteligente e ativo, com iniciativa para devotar toda sua energia nisso, não importando o processo, nem todos os obstáculos no caminho. Em todo novo invento, em todo passo, mesmo o menor deles, o processo necessita ter um pioneiro, quem lidera o caminho sem deixar nenhuma possibilidade de voltar atrás”.

Eliezer_Ben-Yehuda_at_his_desk_in_Jerusalem

 

OBS: Em Breve, teremos uma matéria assinada pelo nosso ilustre colaborador: O Doutor em Hebraico e Aramaico Pela Universidade de Barcelona ” Yossef Ben Nun ” .

 

Obrigado pela leitura !

 

Pesaquisa, tradução e edição: Ilma Sra: Rakel Mastrandea Eretyz   e   Vital Ben Waisermman.

 

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog.

 

Maringá, 17 de Adar de 5773  /  Maringá, 27 de Fevereiro de 2013.

 

Shalom Lé Kulam – Paz a Todos !!!

 

 

 

1 Comentário


Diamantes, uma relação antiga com o povo Judeu!!!

Diamante

 

De cada dois diamantes negociados no mercado internacional, um foi lapidado
em Israel; o setor emprega atualmente 15 mil pessoas no país, que trabalham em cerca de 600 empresas. Em 1999, Israel exportou mais de US$ 4,5 bilhões, ou seja, cerca de 22% a mais do que no ano anterior. A importância deste setor é tão grande que o segmento é considerado um item à parte na pauta de exportações israelenses, nem sempre incluído no total da balança comercial do país.

A presença judaica na lapidação e comercialização de diamantes é tão antiga e marcante que já se tornou tradição, entre os negociantes, encerrar qualquer transação, quer envolva ou não judeus, com o mesmo cumprimento, em hebraico: “Mazal u-brachá”. Ou seja, “Sorte e bênção” para todas as partes envolvidas. Mesmo se o negócio for feito por telefone. Quem faz esta afirmação é Gerson Goldschmidt, presidente da Bolsa de Diamantes Brutos da Antuérpia, Bélgica.

 

Diamantes sinda brutos

Antes da Segunda Guerra Mundial, mais de 70% dos comerciantes e lapidadores de diamantes eram judeus, número que se reduziu para 50% após o final do conflito. Segundo Goldschmidt, as perseguições sofridas pelos judeus, ao longo da história, estão diretamente relacionadas com a sua atuação no comércio principalmente de objetos que pudessem transportar cada vez que fossem obrigados a sair dos países em que viviam. Dentro deste contexto, o setor de diamantes adaptava-se muito bem à realidade judaica.

Outro ponto fundamental mencionado por Goldschmidt é o fato de o comércio de diamantes basear-se na confiança entre as partes e em sua honestidade. “Em quem mais poderiam confiar os judeus, após tantos massacres e perseguições, senão em outros judeus?” Assim, durante séculos, este tem sido um terreno predominantemente judaico. Mas, na última década, a redução da margem de lucro e o surgimento de novos concorrentes no cenário – como por exemplo a Índia, que vem-se especializando na lapidação e comércio de pedras preciosas menores – vêm diminuindo a presença judaica no setor

Formatos de Diamantes

Diamante

 

A indústria de diamantes de Israel – que inclui corte e lapidação – continua a processar as pedras maiores e mais preciosas do mundo. No entanto, as oficinas concentradas na região de Tel Aviv e Natânia estão enfrentando cada vez mais a concorrência de Mubai e Gujarat – cidades indianas. A nova situação tem exigido dos israelenses pesados investimentos em tecnologia para não perder essa fatia de mercado, que está sendo disputada “pedra por pedra”. Os indianos estão também cada vez mais ativos em Antuérpia, Nova York, Hong Kong, Londres e até em Ramat Gan, onde está situada a Bolsa de Diamantes de Israel.

 

Laços antigos

A relação entre os judeus e o setor de jóias e pedras preciosas em geral remonta à Idade Média. No século XI, os califas egípcios compravam seus diamantes dos irmãos Tustari, um dos pilares da comunidade judaica do Cairo. Os comerciantes judeus traziam suas pedras da Índia, principal fornecedor do norte da África e do sudeste europeu até o século XVIII. A realeza européia também negociava com os mercadores judeus.

Várias foram as razões que mantiveram os judeus nesse ramo de negócio por vários séculos, entre as quais o fato de nenhuma das atividades ligadas ao diamantes – desde o corte, a lapidação e a própria comercialização – impor restrições à sua participação, a exemplo do que ocorria com outras atividades econômicas. Amsterdã se tornou o principal centro de diamantes do século XV, com a intensa participação dos judeus sefaraditas vindos de Portugal, que ganharam fama por sua arte de cortar, polir e negociar. No século XVII, os joalheiros portugueses e espanhóis emigraram para Nova Amsterdã (a futura Nova York), no novo continente, atuando no setor diamantífero. Em 1920, o distrito de diamantes estava situado no Baixo Manhattan e, posteriormente, foi transferido para a rua 47.

 

Tattoo de Diamantes

A Segunda Guerra Mundial transformou o panorama europeu diamantífero. Os nazistas destruíram Amsterdã como núcleo desta indústria e, ao final do conflito, parte dos comerciantes judeus transferira-se para Antuérpia, onde estava renascendo um grande centro da indústria de diamantes controlado por não judeus. Sobreviventes do Holocausto foram, também, para Israel – onde surgia um novo centro de diamantes – e dedicaram-se ao que sabiam fazer – e que os nazistas não haviam lhes tirado: cortar, polir e negociar.

Nova York foi outro local escolhido pelos judeus para reconstruírem sua vida, integrando-se ao já existente segmento de diamantes americano. Mais recentemente, a cidade também recebeu imigrantes de Israel, da ex-União Soviética e da Índia. Estes últimos, atualmente detentores do comércio de pedras menores, vendem seus produtos através de programas de televisão.
Desde 1937, quando foi inaugurada a Bolsa de Diamantes de Israel, em uma pequena casa em Tel Aviv, muitos passos foram dados no sentido de consolidar a posição do país no mercado internacional. A sede inicial foi transferida para um complexo de quatro edifícios, no subúrbio de Tel Aviv, cujas torres erguem-se imponentes em direção ao céu da cidade. No mesmo local está também situado o Museu Harry Oppenheimer de Diamantes, inaugurado em 1986, órgão vinculado ao Instituto de Diamantes de Israel.

Diamantes

A Bolsa de Diamantes de Israel, cujas torres são chamadas de Shimshon, Noam, Maccabi e Diamond, está cercada por um rígido sistema de segurança. O acesso às dependências internas é permitido apenas para compradores e vendedores e os portões eletrônicos sucedem-se uns após os outros, com inúmeros detetores de metais e de diamantes permanentemente ligados. São cerca de 1.200 escritórios para transações, além de restaurantes, correios, um ambulatório para emergências e outras dependências.
Atualmente, Israel compra mais da metade da produção mundial de diamantes brutos através da Associação das Indústrias de Diamantes do país (DMA). Fundada em 1944, a DMA visa o desenvolvimento do setor junto ao comércio internacional. Mantém o Instituto de Diamantes de Israel, que oferece programas de treinamento de mão-de-obra, além de um laboratório de Gemologia, que garante o alto padrão de qualidade da lapidação israelense.

Alianças em Diamantes

 

Israel possui, também, um grande centro de lapidação na cidade de Natânia, aberto ao público para visitas e compras no varejo, sendo um ponto importante nos roteiros turísticos do país.

 

 

Mercedes Benz Lapidada Em Diamantes

 

Espero que os estimados leitores, gostem desta matéria ? E sempre visitem nossa página virtual , Judaica!

 

Pesquisa Tradução e Elaboração: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

 

Laila Tov Lé Lulam ! Boa Noite à Todos !   Shalom Aleichem ! Paz Seja Convosco!

 

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog!

 

 

 

6 Comentários


Kabbaláh ! O que é na visão Judaica ? …


” Kabbalah ” ???

A Kabbaláh, Kerbaláh ou Cabalá ? Existem essas três nomeclaturas para identificar a ideia sobre o tal polêmico assunto.

Segundo o Yahadút – Judaísmo, a Kabbaláh, começou desde da existência da criação do mundo e os seres humanos.

E tem registros dela à mais de : ( 7000 Sete Mil Anos ) e entrou em Ysrael, parte deste estudo também por Tzafaty. Hoje, norte de Eretyz Ysrael – Terra de Ysrael , e foi guardada pelos Doutores, Rabinos, Patriarcas e Profetas do povo Hebreu.

E ia ser entregue aos hebreus, na proclamação das Mitzvot’s ( Os Dez Mandamentos Por Moshe – Moysés ). Mas, devido o divorcio que o povo teve com D’us o primeiro que eles estavam fazendo o inverso que Moshe – Moysés pediu! Quando ele ia ler e entregar as Tábuas. O povo estava em profunda ” Sodomia E Paganismo) acontecia a adoração de um Bezerro de Ouro e Até Bacanais ao ar livre.

                           

Tree_of_Life_Sephiroth[Arvore da vida]

     

E o patriarca quebra as Tábuas! Portanto, foi retirado de se entregar a parte da superestrutura do povo Hebreu.

 

Junto com as leis morais ia ser passado a Matématica, Geomância E a Kabblah. A intelectualidade.

 

Ka – Alma;

 

Ba- Espírito;

 

E a sílaba ” Láh ” Uma corruptela do Aramaico que quer dizer : Poder Oculto e Inteligência Divina !

 

Uma das maiores figuras disso é a Árvore da Vida ! As Sephirots . E uma muito importante, ( A Mesa Posta ), uma no Céu e uma no inferno ! Ambos, não é uma localidade e sim um estado de espírito.

 

 

Estudo da cabala

Quando , perguntaram ao Rav Kook- Cabalista do século XX e Rabino em Israel – quem poderia estudar Cabala, sua resposta foi inequívoca: “Qualquer um que queira”, porém, no judaísmo ortodoxo, é permitido o estudo da Cabala apenas aos homens, maiores de quarenta anos de idade, casado e com uma vida “devota” à Torah.

O Rabino Avraham Itzchak Hacohen Kook (1865-1935) foi o primeiro rabino chefe ashkenazi de Israel durante o Mandato Britânico da Palestina, fundador da Yeshivá religiosa e sionista Merkaz Harav, pensador judeu, halachista, cabalista e um afamado estudioso da Torá e jogador de futebol. Ele é conhecido em hebraico como הרב אברהם יצחק הכהן קוק, e pela sigla HaRaAYaH ou simplesmente como “HaRav” (o rabino). Ele foi um dos rabinos mais famosos e influentes do século XX.

De acordo com alguns, Cabalistas, os dias em que a Cabala era um segredo acabaram. A sabedoria da Cabala manteve-se oculta no passado porque os Cabalistas temiam que ela fosse mal aplicada e mal entendida. E realmente o pouco que escapou gerou muitos mal-entendidos. Porque os Cabalistas dizem que a nossa geração está pronta para entender o real significado da Cabala, e para acabar com os mal-entendidos, esta ciência está agora sendo revelada para todos que desejam aprender. Na verdade não em sua total essencia, pois não seria compreendida ainda.

 

 

O revolúcionário Philip Berg, em 1974, revelou ao mundo parte da Kabbaláh. Mas, ele sabia do risco que corria em deixar este conhecimento nas mão de pessoas que poderiam usar esta chave e canais espirituais e de ordem Divina nas mãos de todos !

 

A Kabbaláh . de forma profunda só está em completo nas mãos dos hebreus. Um curso de fim de semana, ou apenas alguns livros não torna ninguém Kabalista, se assim disser denúncie! Porque esta aproveitando de uma situação, que ele não tem total domínio e conhecimento de causa e efeito!

Tree_of_Life_Sephiroth[Arvore da vida]

Esta semana ainda, terá mais temas da Kabbaláh!!!

 

Obrigado pela leitura!

 

Maringá, 16 de Adar de 5773/ Maringá, 26 de Fevereiro de 2013.

 

Erev Tov! Boa Tarde!

 

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman, responsável pelo Blog…..

         

3 Comentários


Hadassah bat Avihail, mais conhecida sob o nome de Ester (em hebraico : אסתר)

Ester (em hebraico : אסתר) é um personagem do Tanakh e do Antigo Testamento. Segundo a tradição religiosa, foi esposa do rei persa Assuero (geralmente identificado como Xerxes ou Artaxerxès), e sua história é contada no Livro de Ester. Entre os judeus, Ester é celebrada na festa de Purim.

Segundo o Livro de Ester, essa mulher originária da Judeia, chamava-se Hadassah, que significa mirta, em hebraico. Quando ela entra para o harém real, recebe o nome de Ester, que possivelmente era a designação dada à mirta, pelos medos. A palavra é bastante próxima da raiz do termo que designa tanto “mirta” como O Midrash interpreta o nome Ester em hebraico como tendo o sentido de “escondido”. Ester escondia sua origim judia, conforme Mardoqueu lhe havia aconselhado.

Ester era filha de Avihail (ou Abigail) da tribo de Benjamim, uma das duas tribos que constituíam o Reino de Judá antes de sua destruição pelos babilônios e das deportações da elite do reino para as províncias do Império Persa.

Esther-e-Mordecai

Com a morte de seus pais , ela foi adotada por seu tio Mardoqueu. Ele a educou com muito amor, ensinando-a a amar o seu povo, o povo judeu.
Como a rainha Vasti foi deposta da posição de rainha, agora, o rei estava precisando escolher uma jovem para ocupar o seu lugar. Dentre muitas jovens, Ester foi chamada para fazer parte do harém do rei. Recusar ir para o palácio significava assinar sua sentença de morte. Ela teve que ir e Mardoqueu, seu tio, pediu que ela não contasse a ninguém que era judia. Ele seguiu os conselhos do tio.

Ester logo tornou-se a favorita do rei e lemos: “Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado” (Ester 2.16).
E foi amor à primeira vista. “Como és linda!”, repetia ele, fascinado. Esther sorria e seu sorriso iluminava o rosto moreno. Sete anos haviam passado desde a deposição de Vashti. Enfim, outra rainha, chamada Esther, ocupou o trono.
Entretanto Mordechai passava os dias andando ao redor do palácio para ter notícias da sua filha adotiva, já então rainha. Foi assim, nessas rondas, que ouviu dois eunucos confabulando sobre uma conspiração contra o rei. Imediatamente mandou comunicar a Esther. Ela tomou as providências devidas e foram punidos aqueles que tramavam derrubar Assuero. Essa atitude de Mordechai foi anotada nas “Crônicas Diá-rias” do reino.

Banquete de Esther e Mordecai

Por esse tempo, a pessoa mais importante no reino, depois do rei, era Haman, que gozava de poderes especiais, recebendo honrarias, entre elas, por lei, que todo indivíduo se curvasse e se prostrasse à sua passagem. A lei era rigorosamente cumprida. Todos curvavam-se, prostravam-se, com exceção de uma pessoa: Mordechai, que não dava a menor importância a Haman. Ao notar o desdém de Mordechai, Haman encheu-se de ódio, não somente contra ele, mas contra todos os judeus. Denunciou os judeus a Assuero, acusando-os de terem costumes próprios e não obedecerem as leis do rei e aconselhando-o a exterminá-los. Conseguiu que Assuero ordenasse, em todas as províncias do reino, que todos os judeus adultos e crianças fossem executados em um só dia.

Ao ouvir a notícia da tragédia que ele próprio provocara, Mordechai correu para Esther, mandando que ela fosse suplicar ao rei piedade para o seu povo. Era uma ordem difícil de ser cumprida, porque ninguém tinha o direito de entrar no pátio que precedia o salão do rei sem ser por ele convocado, e quem o ousasse seria morto. Mas Mordechai insistiu: “Tens que ir, não penses que escaparás à chacina que ameaça todos os judeus”.

E Esther criou coragem. Primeiro convocou seu povo, com a ajuda de Mordechai, pedindo a todos os judeus que jejuassem para ajudá-la em sua difícil missão. A seguir, vestiu-se com os paramentos reais e postou-se no pátio em frente ao salão real. Vendo-a, Assuero sorriu, acenando o cetro como sinal de que a receberia. Chamou-a para que se aproximasse. Perguntou-lhe, ternamente: “O que tens, rainha Esther, qual é a tua petição? Até metade do reino te será dado”. Então Esther respondeu que apenas vinha convidá-lo para um jantar em que Haman também comparecesse. O rei aceitou, rindo-se de tão simples petição.

Quando recebeu o convite, Haman rejubilou-se. Achava-se tão importante que até a rainha o distinguia, convidando-o junto com o rei. “Mas”, disse à sua esposa e aos filhos, “tudo isto não me satisfaz enquanto vir Mordechai sentado à porta do palácio”. “Então mande enforcá-lo”, falaram todos. Era justamente o que aconteceria em breve, esperava Haman; não só Mordechai; mas todo o seu povo deixariam de existir.

Haman

Aconteceu que, nessa mesma noite, o rei, insone, pediu que lhe lessem as “Crônicas Diárias” onde era assentado tudo o que acontecia no palácio. Ao ouvir o caso da conspiração tramada contra ele e de como Mordechai o salvara, quis saber que recompensa tinham dado a esse homem. “Nenhuma”, responderam. Nesse momento chegou Haman e o rei consultou-o: “Que se fará ao homem a quem o rei está agradecido?” Pensando que esse homem só poderia ser ele, Haman propôs: “Que esse homem vista o traje real, use a coroa, monte o cavalo do rei e seja levado pelas ruas, apregoando-se: “Assim se faz ao homem a quem o rei está grato”.

“Então”, disse Assuero, “apressa-te, veste Mordechai e leva-o pelas ruas, como disseste”. E Haman teve que cumprir as ordens do rei. Mas terminado o passeio pela cidade, voltou para casa furioso e contou à família o que lhe havia acontecido. “Como devo vingar-me?” perguntou à esposa, e ela falou assim: “Se Mordechai, perante quem já começaste a cair, é da semente dos judeus, não vencerás, mas certamente cairás perante ele”.

No dia seguinte, quando se realizava o banquete de Esther, com a presença do rei e de Haman, Assuero perguntou novamente: “Qual é a tua petição, rainha Esther? E qual o teu requerimento? Até metade do reino te será dado”.

Esther ergueu-se para dar mais ênfase às suas palavras: “Dê-me minha vida como petição e a do meu povo como requerimento. Porque estamos vendidos, eu e meu povo, para sermos destruídos”.

O rei também levantou-se indignado: “E onde está aquele cujo coração o instigou a assim fazer?” E disse Esther, apontando para Haman: “O homem, o inimigo, o opressor é este”.

Esther e Assuero

 

Surpreendido e abalado por essa revelação contra o homem que ele mais prezava, Assuero retirou-se para o jardim. Então Haman atirou-se aos pés de Esther, pedindo misericórdia. Ao reentrar, Assuero, deparando com Haman ajoelhado diante de Esther, gritou-lhe colérico: “Porventura também queres forçar a rainha na minha própria casa? Guardas! Prendam este homem!”

Nesse mesmo dia, a pedido de Esther, o rei revogou a lei que decretava o extermínio de todos os judeus. E mandou chamar Mordechai; deu-lhe o anel que havia retirado de Haman, empossando-o na posição que o inimigo ocupara. Mordechai saiu do palácio usando o manto azul e branco, levando, na cabeça erguida, a coroa de ouro.

Seu primeiro ato como ministro foi decretar que os judeus preservassem como feriado, para sempre, os dias 14 e 15 do mês de Adar, dias esses em que a tristeza se transformou em alegria. Que os celebrassem com banquetes, troca de presentes entre a família e amigos, e dádivas aos pobres. E como nesses dias foi decidida a sorte dos judeus, os mesmos fossem chamados Purim, plural de pur, sorte, em hebraico.

Esther

 

Pesquisa ,tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

 

Chag Samêach Purin!  Shalôm Lé Kulam – Paz a todos !

Obrigado pela leitura!

 

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,  responsável  pelo  Blog.

 

                                                  

Comente aqui


Sinagoga [hebraico בית כנסת ] [do grego συναγωγή, composto de σύν “com, junto” e ἄγω “conduta, educação]

Em língua hebraica a sinagoga recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para “casa de reunião”. Também pode ser chamada בית תפילה, beit tefila, ou seja, “casa de oração”. Em yiddish, o termo é šul ou shul (שול), o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como “escola”.

Congregação Israelita Paulista

Um exemplo desse uso é a Piazza delle Cinque Scole, no velho ghetto de Roma. Entre judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as variantes esnoa e scola. Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.

Grande Sinagoga de Budapeste ou Sinagoga da Rua Dohány

 

O templo antecedeu a sinagoga. Era o edificio central para o culto divino em Israel até o ano de 70 d.c. situado no monte Moriah,em Jerusalém,e consistia de um altar para a Arca Sagrada[dentro da qual ,se colocam as escrituras sagradas],os vasos sagrados e as oferendas,além de um pátio para os fiéis[conhecimento judaico:1967].Os sacerdotes eram os responsáveis pelos sacrifícios,pela supervisão da “pureza higiênica” e pela passagem da Fé Mosaica ao povo judeu. A hierarquia colocava o sumo sacerdote no topo,sendo auxilia-do por outros considerados sábios e mesmo profetas.Devido a conflitos internos ,o reino foi dividido em dois ,o de Judá ,ao sul,e o de Israel,ao norte e,cercados pelas grandes potências da época,logo sucumbiram ao seu poderio Econômico-Militar .Foi no dominio babilônico,iniciado no ano 597 a.C.,marcado pelo exílio do povo judeu,que aconteceu a destruição do templo erigido nos tempos de Salomão.No ano de 536 a. c. ,Ciro, rei da Pérsia,que sucedeu os babilônios,permitiu que o Templo fosse novamente construido e consagrado mas tempos depois,quando os Romanos conquistaram o território,encabeçados por Antíoco,o segundo templo foi semi- destruído sobrando apenas um muro que que circundava o edifício[O Muro das Lamentações].Apesar de alguns grupos de guerrilhas judaicos,dos quais os mais conhecido foi o dos Macabeus,tentarem impedir a helenização forçada do povo,pouco depois todas as rebeliões foram sufocadas,Jerusalém foi destruida e a fase diaspórica tem inicio por volta do século I a. c. também nesta época a sinagoga ganha grande importancia,para os judeus.

Jubilejní synagoga (sinagoga de Jerusalém)

 

A sinagoga é uma das instituições mais importantes da vida comunitaria judaica,sempre foi um espaço de convivência.Lá amigos se encontravam[e se encontram] para bater papo e fechar negócios no comércio,para discutir o casamento dos filhos e para apresentar problemas pessoais para o rabinos.

As sinagogas geralmente possuem uma comissão administrativa. Uma comissão ad hoc de três membros adultos, com profundo conhecimento da halacá, formam o Bet Din, para exercer funções judiciárias. Um presidente leigo da congregação, chamado em hebraico de rosh haknesset , pode presidir sobre a disciplina, finanças, supervisão dos empregados, com o apoio de anciãos que formam um conselho, os parnas. Um bedel, o gabbai, é responsável pela manutenção e providenciar elementos dos serviços. Os serviços são presididos e cantados por um Chazan ou cantor. Hodiernamente tornou-se comum contratar rabinos para exercer funções congregacionais em uma sinagoga.

Shearith Israel em Nova York.

 

Colaboração de pesquisa: Ilmo Sr. Baruch Ben Avraham do Instituto Histórico Israelita Mineiro.

Tradução e pesquisa: Ilma Sra. Rakel Mastrandea Eretyz.

 

 

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog.  Shavua Tov -Lé kulam – Boa semana a Todos!

Shalom Aleichem – Paz Seja Convosco !

Comente aqui


Muro das Lamentações [הכותל המערבי]

O Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental, (Qotel HaMa’aravi הכותל המערבי em hebraico), é o local mais sagrado do judaísmo.

Muro Das Lamentações [הכותל המערבי]

.

Trata-se do único vestígio do antigo templo de Herodes, erigido por Herodes o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. Foi destruído por Tito no ano de 70.

Muitos fieis judeus visitam o Muro das Lamentações para orar e depositar seus desejos por escrito. Antes da sua reabilitação por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, o local servia de depósito para incineração de lixo.

O Papa Bento XVI [no muro das lametações]

Os restos que hoje existem datam da época de Herodes o Grande, que mandou construir grandes muros de contenção em redor do Monte Moriá, ampliando a pequena esplanada sobre a qual foram edificados o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, formando o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas.

 

 

 
O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C., e derrubado pelos babilónios em 586 a.C.. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Zorobabel após o Exílico Babilônico, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era, durante a Grande Revolta Judaica. Deste modo, cada templo esteve erguido durante 400 anos.

 

Barack Hussein Obama [muro das lamentações]

O Muro das Lamentações é sagrado para os judeus devido a ser o último pedaço do muro que rodeava o Templo pelos lados sul e leste. Alem disso, o Muro é o lugar mais próximo do sancta sanctorum ou lugar “sagrado entre os sagrados” (1 Reis 8:6-8). Das três secções do muro, a do leste, do sul e do oeste, a do oeste é o lugar tradicional de oração (daí o seu nome em hebraico, Hakótel Hama’araví, “o Muro Ocidental”).

Soldados De Ysrael[no muro das lamentações]

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,   Shalom Lé Kulam ! Paz a Todos!

 

 

Comente aqui