Mês: setembro 2013



Sucot….

 

 

 

 

Um período alegre é iniciado com a festa de Sucot, compensando o solene período de Rosh Hashaná e Yom Kipur.

Há mitsvot nas quais utilizamos apenas algumas partes de nosso corpo, por exemplo: a mitsvá de tefilin, filactérios, que envolve o braço e a cabeça; tefilá, prece, envolve a mente e o coração e assim por diante. Em Sucot, temos uma mitsvá (preceito) singular, que é a construção de uma sucá; a única mitsvá que literalmente envolve a pessoa de corpo inteiro, com suas vestes materiais.

A sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D’us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D’us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.

A sucá

Para que o judeu não se esqueça de seu verdadeiro propósito na vida, D’us, em Sua infinita sabedoria e bondade, nos faz deixar nossas casas confortáveis nesta época, para habitar numa frágil sucá, cabana, por sete dias.

A sucá nos lembra que confiamos em D’us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária.

As refeições na sucá

Durante a festa de Sucot, os homens devem comer diariamente numa sucá (cabana) especialmente construída para este fim. Nestes sete dias, não é permitido comer fora da sucá qualquer refeição que contenha pão ou massa. Há aqueles que não costumam beber nem ao menos um copo de água fora da sucá.

Nos primeiros dois dias e noites da festa, o kidush, prece sobre o vinho, antecede a refeição. Nas duas primeiras noites, é obrigatório comer na sucá ao menos uma fatia de pão (além do kidush), mesmo que esteja chovendo. Nos outros dias, se chover, é permitido fazer as refeições dentro de casa.

Confiança em D’us

Refletir sobre a sucá nos dá uma ampla visão do significado de fé em D’us e da extensão de Sua Divina Providência. Vamos para a sucá durante a Festa da Colheita depois de haver colhido o fruto dos campos.

Se uma pessoa recebeu a bênção Divina e sua terra produziu com fartura, seus estoques e adegas estão repletos, alegria e confiança preenchem seu espírito – aí a Torá a leva a abandonar a casa e residir em uma frágil sucá, para ensina-la que nem riquezas, nem posses, nem terras são proteções na vida; somente D’us é que sustenta, mesmo os que habitam em tendas e cabanas e oferece uma proteção de confiança.

E se alguém está empobrecido e seu trabalho não conheceu a bênção Divina; se a terra não deu o seu produto, se o fruto da árvore não foi armazenado em celeiros e se está incerto e temeroso ao encarar o perigo da fome nos dias de inverno que se aproximam, também encontrará repouso para seu espírito na sucá.

Lembrará como D’us hospedou-nos em Sucot no deserto; nos sustentou e nos abasteceu, não nos deixando faltar nada.

A sucá o ensinará que a Divina Providência é segurança melhor do que qualquer bem material, pois não abandona os que verdadeiramente crêem em D’us. A sucá o ensinará a ser forte e corajoso, feliz e tranqüilo, mesmo na aflição e na dificuldade.

O signfiicado das quatro espécies!!!!

 

Nossos sábios procuram responder sobre o significado das Quatro Espécies, comparando-as aos quatro tipos de judeus que formam nosso povo.

O Etrog tem sabor e aroma, o Lulav tem sabor mas não tem aroma, a murta tem aroma mas não tem sabor e o salgueiro não possui nem um nem outro.

Da mesma forma também existem judeus que têm a seu crédito tanto as boas ações como o estudo da Torá; outros possuem apenas uma dessas virtudes e a outros ainda faltam-lhes ambas.

 

 

 

Assim como essas quatro variedades precisam ser reunidas para que seja cumprido o mandamento, assim também é necessário que as quatro categorias de judeus estejam unidas para formar uma comunidade, um povo.

A união é uma das bases da existência. Enquanto nos conservarmos unidos e um velar pelo bem-estar do outro, estará assegurado o futuro. Este é o intuito das quatro variedades de plantas – a reunião de todas as partes do povo, não excluindo os que desconhecem a tradição.

Quando seguramos as Quatro Espécies nas mãos, o Etrog, segundo a tradição, deve estar mais perto das Aravot do que das outras duas variedades. Com isto, mostramos que este não se recusa a se misturar com as espécies de menor valor, especialmente o salgueiro; o Etrog expressa a sua humildade e o desejo de união. Esta é a mais bela lição que as plantas nos oferecem.

Uma mensagem para o ano todoÉ preciso lembrar, no entanto, que apenas a união não é suficiente; cada um precisa esforçar-se para elevar-se à qualidade do Etrog. O que simboliza este? A sidra não tem, como as outras frutas, época certa de amadurecimento. É encontrada o ano todo.Por outro lado, existem judeus cujo judaísmo e devoção dependem de certas condições ou épocas. Alguns, por exemplo, tornam-se religiosos nas horas difíceis – mas em tempos normais, quando tudo lhes corre bem, seu judaísmo não se manifesta. São os judeus de ocasião.
Outros seguem a tradição apenas em certos dias, por exemplo, nas Grandes Festas, mas durante o resto do ano mostram-se indiferentes à religião. São os judeus de temporada.O verdadeiro judeu, no entanto, é aquele para quem o judaísmo não está condicionado a circunstâncias ou épocas. Este é representado pelo Etrog – “a fruta que pode ser encontrada na árvore o ano todo.”Dizem ainda os nossos sábios que as Quatro Espécies também representam a união dentro do indivíduo. O Etrog tem a aparência do coração; o Lulav da espinha dorsal; os Hadassím simbolizam os olhos e o salgueiro, a boca.Todos os membros e sentidos devem estar unidos para desempenhar suas funções com perfeição. Se o coração sente uma coisa e a boca diz outra, o homem não é honesto. Se os olhos vêem a verdade e a espinha dorsal se curva diante da mentira porque esta é mais forte, o homem não é o que devia ser.

Mais uma lição nos traz o Etrog. A mitsvá principal em relação à sidra é que ela deve ser de propriedade da pessoa – de seu próprio jardim ou comprada com seu dinheiro. Com um Etrog alheio, não se cumpre o mandamento. O Etrog – coração do povo judeu – sempre deve ser dele mesmo, leal ao povo judeu e a D’us. Deve participar das alegrias e tristezas de sua gente. Se o coração do judeu está repleto de idéias e opiniões alheias, não é um coração judaico.O Lulav – a espinha dorsal do povo judeu – deve também ser de sua propriedade, orgulhoso de sua lealdade para com os ideais de seu povo. Não deve se curvar nem se deixar influenciar pelos outros.Os Hadassim – os olhos do povo judeu – devem sempre se dirigir para seu povo, à procura de meios para o ajudar. Se desviar o olhar e começar a imitar os outros, abandonará seus próprios valores.A Aravá – a boca do judeu – deve ser primordialmente leal a si mesma. Quando um judeu calunia outro ou desdenha das tradições e ideais judaicos, espalha o ódio e o desprezo para com seu povo e causa vergonha a si mesmo. Uma boca judaica deve expressar os anseios do povo judeu, exigir todos seus direitos e defendê-lo de quaisquer ataques.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

5ª feira, 19 de setembro,Maringá / 15 Tishrei 5774

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog

 

 

 

 

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Rosh Hashaná…..4-6 de setembro, 2013

 

 

O Dia do Ano Novo judaico não é apenas uma ocasião de alegria mas, um dia dedicado à oração. É chamado Yom Hazicaron (Dia da Memória) – quando todas as criaturas são julgadas pelo Criador de acordo com seus méritos.

Devemos lembrar que o Supremo Juiz do Universo é bondoso e misericordioso. Seu propósito não é punir. D’us apenas quer que sigamos as Leis e regulamentos que Ele nos impôs para nosso próprio bem.

Durante o mês de Elul, com a aproximação de Rosh Hashaná, tomamos a resoluta determinação de corrigir qualquer mal feito ou hábito descuidado do passado. Um sentimento toma conta do coração do verdadeiro arrependido, como se removesse um fardo pesado do passado. É o sentimento de poder recomeçar a vida como uma criança recém-nascida, sem máculas nos seus registros. São estes os sentimentos que o judeu traz à sinagoga na primeira noite de Rosh Hashaná. Ele se encontra próximo a D’us, e as orações vem da sua sincera vontade de retornar ao Criador.

 

 

Era tarde no sexto dia desde que D’us começou a Criação do Mundo. Tudo agora estava pronto, ou quase tudo. O sol brilhava radiante no céu azul, e seus raios tremeluziam alegremente nas águas límpidas dos rios, regatos e lagos abaixo. As campinas estavam verdes com a grama nova. Os pássaros pipilavam contentes no ar. Os bosques estavam repletos de esquilos e coelhos, e todo tipo de animais grandes e pequenos.

Mas todos os bichos eram mudos, e nenhum deles tinha o dom de saber como tinham sido criados, e quem os criara. E assim D’us decidiu criar a derradeira, e mais maravilhosa criatura, uma criatura que tivesse a capacidade de pensar, falar e fazer coisas lindas. Esta criatura era o Homem.

Quando Adam abriu os olhos e viu o belo mundo à sua volta, soube imediatamente que D’us criara o mundo e ele, também. As primeiras palavras de Adam foram: “O Senhor é Rei para todo o sempre!” E o eco de sua voz correu mundo afora.

“Agora o mundo todo saberá que Eu sou Rei”, disse D’us, e estava muito contente.

Este foi o primeiro Rosh Hashaná! O primeiro Ano Novo. Era o aniversário do Homem, e o Dia da Coroação do Rei dos Reis!

“Vejamos, o que os reis fazem no dia de sua Coroação?” perguntou D’us, e Ele respondeu: “Transformam este dia numa festa. Os súditos leais se reúnem para expressar seu amor e lealdade ao rei. Soam as trombetas e proclamam: ‘Longa vida ao rei!’ O monarca fica repleto de amor pelos súditos, e concede-lhes muitos favores e honrarias. Esquece-se até dos homens maus que agiram contra seus desejos, se demonstram arrependimento. Sim, é isto que os reis fazem no Dia da Coroação. É o que Eu farei!”

E assim D’us fez de Rosh Hashaná uma festa sagrada. Nós nos reunimos nas sinagogas, tocamos o shofar e demonstramos nosso amor pelo nosso Rei e Pai nos céus. E D’us fica feliz e é bom para todos nós, concedendo-nos um ano bom e doce.

 

 

De acordo com a tradição, foi em Rosh Hashaná que Cayin (Caim) assassinou seu irmão Hevel (Abel).

Abel jazia imóvel na grama. Cayin percebeu que havia matado seu irmão. “O que farei com o corpo?” pensou ele, completamente perdido, pois jamais havia visto um cadáver antes, e não sabia o que fazer com ele.

Sons de pios altos e ferozes fizeram-no erguer os olhos. Viu dois corvos lutando sofregamente. Por fim, um deles caiu ao solo e lá ficou, sem vida como seu irmão Hevel. O pássaro vitorioso começou a cavar um buraco no chão, com o bico e as garras. Rolou o corpo do pássaro morto até lá, cobrindo-o com terra e afastou-se voando.

Cayin agora sabia o que fazer. Cavou um túmulo no solo e lá colocou o corpo do irmão, cobrindo-o com terra. “Devo fugir daqui,” pensou ele. Ouviu então uma voz celestial: “Acha que pode fugir de Mim? Onde está seu irmão Hevel?”

Cayin amedrontou-se. “Não sei,” replicou ele. “Por acaso sou o guardião de meu irmão?”

“Seu tolo filho do homem”, disse D’us novamente. “Não pode esconder coisa alguma de Mim!”

O coração de Cayin estava repleto de remorso. Sentia-se profundamente triste pelo que fizera. “Meu pecado é muito grave até mesmo para o perdão Divino?”, gritou angustiado.

D’us olhou para dentro do coração de Cayin, e viu que ele estava verdadeiramente arrependido. D’us disse então: “Como você se arrependeu honestamente, com todo seu coração, aliviarei o seu castigo. Pouparei sua vida, mas será um andarilho errante e sem descanso até o fim de seus dias; então você, também, morrerá pelas mãos de um homem.”

Cayin iniciou sua caminhada. Seu pai Adam o viu. “Por que está tão triste, meu filho?”, perguntou-lhe. Cayin contou o que havia acontecido.

“O poder do arrependimento é tão grande?”, exclamou Adam. “É uma pena que eu não o soubesse antes.”

Adam então rezou a D’us para que o perdoasse pelo seu pecado de comer do fruto da árvore proibida. Orou com todo seu coração, e D’us aceitou seu arrependimento sincero e o perdoou.

Cayin e Adam foram os primeiros a se arrepender, e foram perdoados – em Rosh Hashaná.

 

A Torá institui que Rosh Hashaná, o início do ano, seja celebrado no aniversário da Criação, mas não no primeiro e sim, no sexto dia, o dia em que foi criado o Homem. O significado do dia e do evento não reside no surgimento de uma nova criatura, superior às outras do reino animal, assim como este é superior ao reino vegetal que, por sua vez, está acima do mineral. O significado está no fato de que a nova criatura – o Homem – é essencialmente diferente das outras. Pois foi o homem que reconheceu o Criador através da Criação e elevou-a a este reconhecimento, a realização e suprema finalidade de seu desígnio Divino.

Uma das características que distinguem o homem de todas as outras criaturas é o dom do livre arbítrio que D’us lhe concedeu. O homem pode usar esta dádiva Divina em duas direções opostas. Pode escolher o caminho da destruição de si mesmo, D’us não o permita, e de tudo que o cerca; ou enveredar pela estrada certa da vida, que o elevará, a ele e a toda a Criação, à mais alta perfeição.

Para ajudar-nos a reconhecer e escolher o caminho certo, recebemos a Torá, que é Divina e eterna; daí serem os seus ensinamentos válidos para todos os tempos e todos os lugares.

O homem não pode fazer a sua escolha apenas baseado em seu intelecto, pois este é limitado. Serve apenas para descobrir e despertar a intuição e a fé nas coisas que estão além do reino do intelecto. Esta fé e intuição são o legado de cada judeu que ilumina todo o seu ser e o orienta na vida cotidiana para uma existência inspirada na Torá e nas mitsvot.

Em Rosh Hashaná, o homem enfrenta não apenas o julgamento Divino como também o seu próprio. O veredito com relação ao futuro deve ser o de assumir o cumprimento de seus deveres, de realizar – nele mesmo e no seu ambiente – um chamado para a submissão absoluta diante de D’us proferido pelo primeiro homem Adam, Adão, no dia de sua Criação, no primeiro Rosh Hashaná. Isto só pode ser conseguido mediante uma vida inspirada e orientada pela Torá.

Que ninguém pense: quem sou eu para possuir tais poderes de construção ou destruição? Pois vimos, para a nossa aflição, o que pode causar uma quantidade ínfima de matéria pela liberação de energia atômica. Se tal poder destruidor está oculto num mero átomo, para a negação do desígnio da Criação, quão maior é o poder criador confiado a cada indivíduo para trabalhar em harmonia com a finalidade Divina; pois recebemos da Divina Providência os meios e oportunidades especiais de alcançar a meta para a qual fomos criados: a realização de um mundo em que “cada criatura reconhecerá que Tu a criaste e cada alma dotada de alento exclamará: ‘D’us, o D’us de Israel, é Rei e o Seu reino é supremo.’ ”

Para que sejam revelados e para que possamos aplicar estes poderes, é necessário buscar e liberar as forças potenciais. E temos a promessa: “Descobrirás porque buscarás com todo o teu coração e alma.”

Isto tudo se aplica de forma especial e completa aos que ocupam posições de liderança espiritual e possuem influência, desde o rabino de uma comunidade até um pai que orienta a vida espiritual de sua família. Muitas vezes vemos pessoas paralisadas pela dúvida e pelo medo, receosos de empregar o que lhes parece uma palavra forte ou exigência excessiva e, assim, alienar em vez de atrair.

A eles dirigimos esta mensagem:

“Busque profundamente em seu interior e descobrirá os tesouros mais íntimos dos que queres orientar e inspirar; não os avalies externamente, mas segundos os recursos e capacidade de suas almas, a verdadeira centelha Divina. Pois, pela atitude certa e pelo infatigável esforço poderá descobrir e ativar em todos, os recursos espirituais que animarão sua vida diária. Tenha confiança em seus irmãos judeus e dê-lhes o que, como judeus, verdadeiramente esperam de você: a Torá inteira com todos os seus preceitos, assim como eles são, assim como os recebemos no Sinai; pois a Torá é eterna em todos os tempos e lugares.”

Somente assim poderemos avaliar verdadeiramente o nosso “eu” e o dos que buscam orientação e liderança; uma avaliação sincera que fará do próximo ano um ano cheio de conteúdo e realização proporcionais aos nossos melhores recursos e, portanto, também repleto de bênçãos Divinas, materiais e espirituais.

 

 

Mensagem do Rebe….

 

Aos meus irmãos, filhos e filhas de nosso povo
Onde quer que estejam
– que D’us seja generoso com vocês –

Sinceras saudações e bênção:

Estes dias ao final do ano e nas véspera do ano novo, que tragam bênçãos a todos nós, pede uma auto-avaliação sobre o ano que termina, e – à luz deste exame de consciência – de tomar as resoluções necessárias para o ano vindouro.

Este tipo de “balanço” somente pode ser válido se a avaliação da plena extensão dos poderes e oportunidades da pessoa foi correta. Somente então a pessoa pode realmente se arrepender, num grau mensurável, e resolver utilizar plenamente as próprias capacidades dali em diante.

O período de tempo antes e durante Rosh Hashaná é não somente a ocasião que exige um balanço espiritual, mas também exige uma profunda avaliação interior das enormes capacidades que a pessoa tem, como ser humano – a coroa da Criação, e como judeu a quem o Criador deu Sua Divina Lei da Vida (Torat Chayim). Pois Rosh Hashaná é o dia no qual o homem foi criado.

Quando Adam foi criado, o Criador imediatamente informou-o de seus poderes e disse-lhe qual seria seu propósito na vida: “Preencha a terra, e a conquiste; tenha domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre toda criatura viva que se mova sobre a terra” (Bereshit 1:28).

O homem recebeu o poder de conquistar o mundo inteiro e de dominá-lo, na terra, no mar e no ar, e foi estimulado a fazê-lo; esta era sua tarefa.

Como esta “conquista do mundo” seria atingida, e qual o propósito e verdadeiro significado disso? Aqui está o que nossos Sábios nos dizem a este respeito:

Quando D’us criou Adam, sua alma – sua imagem Divina permeava e irradiava todo seu ser, em virtude de ele ter se tornado o amo de toda a Criação. Todas as criaturas se reuniram para servi-lo e para coroá-lo como seu criador. Porém Adam, mostrando-lhes seu erro, disse a elas: “Vamos todos adorar D’us, nosso Criador!”A “conquista do mundo”, dada ao homem como tarefa e missão na vida, é elevar toda a Natureza, incluindo os animais, ao serviço da verdadeira humanidade, permeada e iluminada pela Imagem Divina, pela alma que é realmente uma parte do D’us acima, de forma que toda a Criação perceberá que D’us é nosso Criador.

Desnecessário dizer, antes de o homem sair para conquistar o mundo, ele deve primeiro conquistar a si mesmo, por meio da subjugação da parte “terrena” e “animalesca” em sua própria natureza. Isso se consegue através de ações que estejam rigorosamente de acordo com as diretivas da Torá, a Lei da Vida – o guia prático na vida cotidiana, para que o material seja permeado e iluminado com a luz do nosso D’us.

D’us criou um homem e sobre esta única pessoa na terra Ele impôs a mencionada tarefa. Aqui está a diretiva profunda e clara, ou seja, que um homem – todo e cada homem é potencialmente capaz de “conquistar o mundo”.

Se uma pessoa não cumpre sua obrigação, e não utiliza seus inestimáveis poderes Divinos – não é meramente uma perda e falha pessoal, mas algo que afeta o destino do mundo inteiro.

Nestes dias de introspecção, devemos refletir que cada um de nós – ao cumprirmos as instruções do Criador do Mundo que estão contidas em Sua Torá – tem a capacidade de conquistar mundos. Portanto, todos devem perguntar a si mesmos: Quanto conseguiu nesse sentido, e a que ponto falhou, para que possa tomar as decisões corretas para o ano vindouro.

D’us, que enxerga dentro dos corações, ao ver a determinação por trás dessas boas resoluções, enviará Sua bênção para que sejam concretizadas por completo – em júbilo e alegria de coração e boas realizações, material e espiritualmente.

Com a bênção de Kesivo Vachasimo Toivo para um ano bom e doce, (Assinatura do Rebe)

 

 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

 

Maringa /6/setembro de 2013

2 Tishrei 5774

 

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,  responsável pelo Blog


 

 

 

 

 

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