Mês: maio 2014



Shabat Shalom Lé Kulam! – Paz No Sábado a Todos!

Um ótimo alegre e festivo Shabat Shalom!

Horário das velas: 30 maio sexta, 1 Sivan,Hrs: 17:10 e 31 de maio sábado, 2 de Sivan, Hrs: 18:04 .

Vamos agora de curiosidade!

O que é a festa de Shavuot?
Shavuot, uma das três festas de peregrinação no calendário judaico, comemora a entrega da Torá ao povo judeu, no Monte Sinai. Celebrada exatamente 50 dias após o primeiro dia de Pessach, a festa de Shavuot é também chamada de Zman Matan Torateinu – “A época da entrega de nossa Torá”. Shavuot é comemorada durante um dia, em Israel, e dois na diáspora, sempre no sexto dia do mês de Sivan.

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Eretyz Mastrandea e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 30/05/2014 . Jerusalém, 1 Sivan 5774.

Atenciosamente, Vital Ben Waisermman,Responsável pelo Blog…

Obrigado pela leitura!

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Unibes abre 350 vagas em cursos de capacitação, em São Paulo-SP.

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Cronograma
10/06/2014 – terça-feira
Encerramento das inscrições
A União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (Unibes) abre as inscrições para 350 vagas em cursos de capacitação profissional nas áreas de rotinas de escritório, hotelaria, atendimento em cinema, web design, atendimento em restaurante/garçom, montagem e manutenção de computadores, gastronomia/auxiliar de cozinheiro e eletricidade de residências.

Os interessados devem possuir entre 16 e 29 anos, ter concluído ou cursar o ensino médio no período noturno e renda familiar de até três salários mínimos.

As inscrições acontecem até o dia 10 de junho, na rua Pedro Vicente, nº 569, Canindé, próximo à estação Armênia do metrô, em dias úteis, das 9h às 16h30.

Os cursos têm duração total de seis meses e a próxima turma inicia as aulas em julho, das 7h30min às 16h45min.

São dois módulos: básico e específico. No básico, todos os jovens passam por oficinas de apresentação pessoal, atendimento ao cliente, empreendedorismo, procedimento administrativo e relação interpessoal no trabalho. Já no específico, eles aprendem os principais conceitos do curso escolhido. Todos têm aulas de informática e, ao término do curso, a organização os encaminha para entrevistas de emprego.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (11) 3227-0598 ou no site www.unibes.org.br.

Sobre a Unibes
Atende toda sociedade paulistana, no âmbito social auxiliando crianças, jovens, adultos e idosos. A instituição recebe, principalmente, aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade e risco social.

Os programas desenvolvidos pela Unibes, fundada há quase cem anos, tem como base dar oportunidades e ajudar a formar cidadãos autônomos. A instituição atende cerca de 14 mil pessoas atualmente. Os projetos são para criar soluções nas áreas de promoção humana, educação, saúde e cultura. A Unibes acolhe, recupera e estimula o potencial das pessoas em todos os ciclos de vida.

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Eretyz Mastrandea e Vital Ben Waisermman.

Maringá,28/05/2014 Jerusalém, 28 Iyyar 5774.

Shalom-Paz!

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Personalidade: Stanley Fischer: o professor dos professores…

Aos 70 anos, é considerado um dos mais importantes presidentes de Bancos Centrais ainda atuantes no sistema financeiro mundial. Seu currículo é extraordinário, com uma longa lista de realizações acadêmicas e profissionais. Economista brilhante, é um dos pais da Nova Economia Keynesiana1.

A favor da abertura de mercados, Fischer possui ampla experiência em lidar com economias em crise. Seu grande conhecimento de Economia e sua inteligência rara lhe permitem destrinchar os assuntos mais complexos. No seio da comunidade financeira mundial é respeitado tanto por seu trabalho acadêmico quanto por sua atuação na área de políticas econômicas. Como um dos principais economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), ajudou a conduzir a economia global ao longo da crise financeira mundial de 1997-1998, que atingiu a Ásia, América Latina e Rússia. Posteriormente teve um alto cargo no Citigroup e, de 2005 a 2013 foi presidente do Banco de Israel, sendo considerado, no país, uma espécie de super-herói.

Calmo, cordial e objetivo, Fischer é cuidadoso e analítico em situações de crise, mas, sempre que lhe pareceu necessário, demonstrou a coragem de tomar decisões controversas e arriscadas. Apesar de seus extraordinários dons intelectuais, quem o conhece afirma que não é pretensioso, mas homem humilde, dono de uma capacidade singular de ouvir aqueles que não concordam com ele.

Ensinou durante muitos anos nas mais renomadas universidades e é respeitado e amado pelos seus ex-alunos. Entre outras importantes instituições de ensino, foi professor e diretor do Departamento de Economia do MIT (Massachusetts Institute of Technology, Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em Boston.

Detentor de dupla cidadania, americana e israelense, em janeiro deste ano de 2014 foi nomeado, pelo presidente Barack Obama, vice-presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos. Sua indicação deve ser confirmada pelo Senado. Segundo o presidente dos EUA, ele é “uma das mentes principais e mais experientes em política econômica, no mundo”. Se confirmado no cargo, Fischer substituirá Janet Yellen, atual presidente do Banco Central dos EUA. Trabalharão juntos para garantir a recuperação e o crescimento da economia americana.

Sionista confesso, tem uma profunda ligação com o Estado Judeu. Quando foi chamado a ajudar o país, fez aliá com a esposa Rhoda, com quem teve três filhos, e dedicou anos de sua vida a Israel.

Sua vida

Descendente de uma família lituana, Stanley Fischer nasceu em Zâmbia, em 1943. Passou sua infância em Mazabuka, uma cidade no nordeste da Rodésia – atual Zâmbia, onde sua família gerenciava uma loja de produtos diversos. Era difícil a vida na África Central. A casa na qual cresceu, que ficava atrás da loja de seus pais, não tinha água corrente e a energia elétrica era pouca. Quando ele tinha 13 anos, os Fischer se mudaram para o sudeste da Rodésia, atual Zimbábue.

Fischer tornou-se membro ativo do movimento sionista juvenil Habonim e visitou Israel pela primeira vez em 1960, num programa de liderança juvenil. Estudou hebraico no Kibutz Magaan Michael. Para Fischer e Rhoda Keet, então sua namorada e com quem viria a se casar, a viagem marcou o início de um profundo comprometimento com Israel.

Fischer foi introduzido nas teorias de John Maynard Keynes2 durante um curso de Economia no ensino médio. Decidiu estudar essa ciência. Segundo ele, foi “fisgado” ao tomar conhecimento de que, durante a Grande Depressão de 1929, “o mundo como o conhecíamos quase desmoronou” e que foi salvo pelas ideias de Keynes.

Pesquisa tradução e ediçâo: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 22/05/2014. Jerusalém, 22 Iyyar 5774…

Shalom Lé Kulam-Paz a todos!

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O que é o Talmud ?

Os judeus acreditam que a Torá inteira (os Cinco Livros de Moshê) foi escrita por Moshê segundo ditada por D’us. Isso inclui todos os eventos nela registrados desde o tempo da Criação. Até o Devarim, que é escrito como o testemunho de Moshê, foi escrito por ordem expressa de D’us. D’us ditou o livro como se Moshê estivesse se dirigindo ao povo. [Baseado em R. Aryeh Kaplan, Handbook of Jewish Thought, vol. I, 7:22-24]

Juntamente com o texto escrito da Torá, D’us deu a Moshê uma explicação oral. Portanto, podemos falar sobre duas Torot – a Torá Escrita e a Torá Oral. Elas complementam uma à outra e um verdadeiro entendimento de ambas revelará que são a mesma. Em muitos casos a Torá (escrita) refere-se a detalhes que não estão incluídos no texto, assim aludindo a uma tradição oral. Por exemplo, a Torá declara (Devarim 12:21): “Abaterás teu rebanho… como Eu te ordenei”, implicando uma ordem oral sobre o abatimento ritual. Da mesma forma, tais mandamentos como Tefilin (Devarim 6:8) e Tsitsit (Bamidbar 15:38) são encontrados na Torá mas não são fornecidos detalhes e presume-se que estarão na Torá Oral. E também, embora guardar o Shabat seja um dos Dez Mandamentos, nenhum detalhe é fornecido sobre como deveria ser guardado, e estes estão também na tradição não escrita. D’us assim declarou (Yirmiyáhu 17:22) “Manterás o Shabat sagrado, assim como ordenei a teus antepassados.” [Kaplan, 9:1-5]

A Torá Oral era para ser originalmente transmitida boca a boca. Foi passada de professor para aluno de tal maneira que se o estudante tivesse quaisquer dúvidas ele poderia perguntar e assim evitar ambigüidade. Um texto escrito, no entanto, não importa o quanto seja perfeito, está sempre sujeito à má interpretação. Além disso, a Torá Oral deveria cobrir a infinidade de casos em que poderiam surgir no decorrer do tempo. Ela poderia jamais ter sido escrita por inteiro. D’us, portanto, entregou a Moshê um conjunto de leis que a Torá poderia aplicar a todo caso possível. [Kaplan, 9:8-9]

Duas páginas da Guemará
Além de receber muitas explicações e detalhes das leis, Moshê recebeu também regras hermenêuticas para derivar leis da Torá Escrita e para interpretá-la. Em muitos casos, ele recebeu também as situações nas quais estas regras poderiam ser aplicadas. Leis e detalhes envolvendo ocorrências comuns do dia-a-dia foram transmitidos diretamente por Moshê. No entanto, as leis envolvendo casos especiais, não freqüentes, foram dadas de maneira a serem deriváveis da escritura pelas leis hermenêuticas. Caso contrário, haveria o perigo de que elas fossem esquecidas. As verdadeiras leis que Moshê ensinou diretamente foram preservadas com cuidado e nunca se acha uma disputa sobre elas. No entanto, no caso das leis derivadas das regras hermenêuticas ou lógicas, disputas ocasionais podem ser encontradas. Os dois tipos de leis têm o mesmo status que as leis bíblicas e são consideradas de igual importância. Juntamente com as leis em si e as regras de derivação, D’us deu a Moshê muitas orientações sobre como e sob quais condições decretar aquelas leis. Esta é a fonte de permissão para promulgar leis rabínicas.
[Kaplan 9:20-25,29]

A Torá Oral foi transmitida de boca a boca de Moshê a Yehoshua, depois aos Anciãos, aos Profetas e aos homens da Grande Assembléia. A Grande Assembléia era liderada por Ezra no início do Segundo Templo e codificou grande parte da Torá Oral numa forma que pudesse ser memorizada pelos alunos. Esta codificação era conhecida como Mishná. Esta Mishná foi exigida para ser entregue palavra por palavra exatamente como tinha sido ensinada. [Kaplan, 9:31-33]
Durante as gerações que sucederam a Grande Assembléia, a Mishná foi expandida pela pela nova legislação e leis de casos. As controvérsias começaram a surgir, variações na Mishná dos vários mestres começaram a aparecer. Ao mesmo tempo, a ordem da Mishná foi melhorada, especialmente por Rabi Akiva. Para acabar com as disputas, Rabi Yudah, o Príncipe, redigiu uma edição definitiva da Mishná que é aquela que temos hoje. Esta foi terminada no ano 188 EC e publicada aproximadamente 30 anos depois. Dividiu a Torá sistematicamente em seis ordens e subdividiu estas ordens em tratados, com um total de 63 tratados entre as seis ordens. [Kaplan, 9:37, 39]

Ao compilar sua obra, R, Yudah fez uso da Mishná anterior, condensando-a e decidindo entre diversas questões controversas. Os Sábios de seu tempo todos participaram com suas decisões e ratificaram sua edição. No entanto, até as opiniões rejeitadas foram incluídas no texto para que fossem reconhecidas e não revividas nas gerações seguintes. [Kaplan 9:41]

Além da Mishná, outros volumes foram compilados pelos alunos de R. Yudah durante este período. Estes incluem o Tosefta que segue a ordem da Mishná, bem como o Midrashim Haláchico – o Mechilta, um comentário sobre Shemot, o Sifra sobre Vayicrá e o Sifri sobre Bamidbar e Devarim. Obras fora da escola de R. Yudah saíram com o nome de Baraita. [Kaplan 9:46-47]

Dessa vez, a prática foi para os alunos primeiro memorizarem os fundamentos da Torá Oral e então analisarem cuidadosamente seus estudos. Durante o período precedendo R. Yudah, as leis memorizadas se desenvolveram na Mishná, ao passo que a análise se desenvolveu numa segunda disciplina conhecida como Guemará. Depois que a Mishná foi compilada, estas discussões continuaram, tornando-se muito importantes para esclarecer a Mishná. A Guemara desenvolveu-se oralmente por cerca de trezentos anos depois da redação da Mishná. Finalmente, quando ficou em perigo de ser esquecida e perdida, Rav Ashi, na sua escola na Babilônia, incumbiu-se de coletar todas estas discussões e colocá-las em ordem. Foi completada no ano 505 EC. [Kaplan, 9:47-48]

Juntas, a Mishná e a Guemará são chamadas de Talmud. Ambas contêm regras legais e discussões para trás e para frente, dissecando e esclarecendo estas regras.
A comunidade em Israel compilou um Talmud no terceiro século, chamado o Talmud Jerusalém. O Talmud Babilônico foi compilado 200 anos depois e é universalmente aceito como autoritativo. Em questões de concordância, ambos os Talmuds são consultados. Quando se trata de uma disputa, o Talmud Babilônico tem precedência. Assim, o Talmud Babilônico é com freqüência chamado simplesmente de Talmud.

Na Torá Oral há dois componentes – Halachá e Agadata. A Halachá constitui cerca de noventa por cento do Talmud e quase todo os Midrashim Haláchicos. A Agadata forma os outros dez por cento do Talmud – distribuída desigualmente entre seus tratados – e praticamente a totalidade das outras obras Midráshicas.

A Halachá é a mais fácil de definir das duas categorias. Consiste de definições, fontes e explicações das Leis da Torá. A Agadata, por outro lado, consiste do mundo das idéias judaicas. Basicamente lida com os princípios da fé, filosofia e idéias éticas do Judaísmo. Além disso, inclui todas aquelas interpretações dos versículos e histórias bíblicas que não estão relacionados com a Lei Judaica; exposições da importância das leis e as recompensas e punições que elas acarretam; histórias da vida dos justos; lições em aperfeiçoamento do caráter; e até, às vezes, algo que se parece com conselhos práticos sobre assuntos mundanos, como negócios e saúde.
Agadata, em contraste com a metodologia direta e lógica da Halachá, transmite seus ensinamentos através de meios menos diretos. A Agadata é muitas vezes intencionalmente obscura e daí sua mensagem – com freqüência uma das idéias mais básicas do Judaísmo – vem revestida naquilo que parece ser parábolas, enigmas, ou mesmo conselhos práticos sem conteúdo religioso aparente. Os textos escriturais geralmente são entendidos de modo exegético em vez de simplesmente, apesar do dito talmúdico de que o simples significado do versículo é sempre verdadeiro (Talmud Shabat 63a). [Baseado em R. Aharon Feldman, The Juggler and the king, págs. xxi-xxii]

Estudo em chavruta
Resumindo, o Talmud é um complemento da Bíblia. Preenche as lacunas e explica as leis da Torá. Além disso, inclui histórias e ditos que tanto direta quanto alegoricamente oferecem a filosofia e sabedoria do Judaísmo. No entanto, o Talmud é um texto difícil de ler porque contém muitas discussões (que ocorreram durante centenas de anos) na forma de prova e refutação . As progressões lógicas se prestam a citações fora do contexto que representam uma presunção que pode ser derrubada em seguida.

O Talmud e a Torá

O Judaísmo considera a Torá sua obra mais sagrada, Divina, e as leis bíblicas são consideradas mais importantes. O Judaísmo vê a Torá (os Cinco Livros de Moshê) como a palavra literal de D’us. Os Profetas (Yehoshua, Shemuel, Melachim, Yeshayáhu, Yirmiyáhu, Yechezkel e os Doze Profetas) são as palavras divinamente inspiradas dos profetas ao povo e as Sagradas Escrituras (Tehilim, Mishlê, Job, Shir Hashirim, Rut, Echá, Cohêlet, Esther, Daniel, Ezra e Divrê-Hayamim) são as palavras divinamente inspiradas dos profetas para serem inscritas. A Torá é o livro mais sagrado do Judaísmo e é tratada com respeito especial. O que se segue foi extraído do Kitzur Shulchan Aruch (Código resumido da Lei Judaica) nas leis sobre o tratamento a um Rolo de Torá.

Kitzur Shulchan Aruch 28:33

Uma pessoa é obrigada a tratar um Rolo de Torá com grande respeito e é louvável que se designe para ele um lugar especial e que este local seja respeitado e embelezado. Não se deve cuspir em frente a um Rolo de Torá e não se pode segurá-lo sem um tecido [entre o Rolo e as mãos nuas]. Aquele que presencia um Rolo de Torá sendo carregado deve se levantar até que o Rolo seja colocado em sua posição ou até que a pessoa não possa mais vê-lo.

Similarmente, tratamos o Chumash com tanto respeito que nenhum livro pode ser colocado em cima dele. Nem mesmo um Livro dos Profetas pode ser colocado em cima de uma Torá [Talmud Meguilá 27a].

Sob uma perspectiva legal, as leis bíblicas são mais importantes que as leis rabínicas.

Talmud Shabat 128b

Remover um utensílio de sua função preparada é uma proibição rabínica, causar dor a animais é uma proibição bíblica. A proibição bíblica supera a proibição rabínica.

Vemos o mesmo em Talmud Pessachim 9b, que somos mais severos com as leis bíblicas que com as leis rabínicas. No Talmud Pessachim 4b, Eiruvin 30, e Ketuvot 28b, o testemunho de crianças é visto como aceitável somente pelas leis rabínicas, mas não pelas leis bíblicas porque estas têm exigências mais severas. Em Talmud Berachot 21a vemos que quando em dúvida se um mandamento bíblico foi cumprido, a pessoa deve repeti-lo, mas se estiver em dúvida sobre o cumprimento de um mandamento rabínico, não há necessidade de repeti-lo. Uma idéia similar é repetida em Talmud Avodá Zará 7a – quando há duas opiniões sobre um mandamento bíblico seguimos a opinião mais severa, mas quando há duas opiniões sobre um mandamento rabínico seguimos a opinião mais leniente. Qualquer pessoa que esteja familiarizada com o raciocínio talmúdico reconhece imediatamente o ridículo da alegação de que o Judaísmo considera o Talmud mais importante que a Bíblia.

Não apenas a Bíblia é importante para os judeus, como o Talmud nos diz que somos obrigados a estudá-la.

Talmud Avot 5:21

Ele [R. Yehuda ben Teima] costumava dizer: Aos cinco anos nas Escrituras, aos dez anos na Mishná, aos treze anos nos Mandamentos, aos quinze anos na Guemará…
No entanto, o estudo da Bíblia pode começar aos cinco anos de idade, mas o Talmud nos diz que deve permanecer como uma grande parte de nossa rotina diária de estudo.

Talmud Kidushin 30a

Um homem deve sempre dividir seus anos em três – um terço em Escrituras, um terço na Mishná e um terço no Talmud. Quem sabe quanto tempo ele viverá? Portanto seu dia deve ser dividido em três.

De fato, Talmud Berachot 8b nos diz que um judeu deve revisar uma porção da Torá duas vezes por semana, e novamente em tradução e terminar a Torá a cada ano.
Não há dúvida de que a Bíblia, como Lei Escrita, é o centro do Judaísmo, e que embora o Talmud possa conter discussões sobre a Lei Oral, a Bíblia tem precedência.

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Época Negócios destaca “A Receita do Hospital Israelita Albert Einstein”

A edição 86 da revista época Negócios destaca os diversos aspectos que levaram o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) a se tornar “referência no País”: treinamento intensivo, meritocracia, redução de custos, aposta em tecnologia. A revista disponibilizou apenas um link para a matéria de abertura.

O presidente do HIAE e da Conib, Claudio Lottenberg, recebeu nesta semana o prêmio Executivo de Valor na área de Saúde. Em sua 14ª edição, o prêmio, concedido pelo Valor Econômico, é destinado a 23 administradores de diferentes setores da economia em reconhecimento às suas habilidades de gestão.Leia mais sobre a premiação.

Leia entrevista concedida por Lottenberg ao Valor.

O Hospital Israelita Albert Einstein completou 40 anos em 2011. Na ocasião, seu diretor emérito e vice-presidente do Conselho, Dr. Elias Knobel, lembrou dos quatro presidentes da instituição:

Manoel Hidal, “sempre austero e idealista, foi o grande desbravador”.

Jozef Feher, “o grande incentivador da tecnologia, uma marca que persiste até hoje como uma característica do HIAE”.

Reynaldo Brandt, que “implantou, com todo rigor, os mais significativos conceitos de qualidade que se tornaram uma marca registrada do Einstein”.

Claudio Lottenberg, “com todo seu característico dinamismo e liderança tem promovido uma expansão institucional, difícil de ser imaginada nos primórdios da criação do HIAE”. 

Pesquisa tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

 

Maringá, 20/05/2014 . Jerusalém, 20 Iyyar 5774.

 

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Comunidade judaica brasileira comemora os 66 anos de Israel

 

Com a presença do embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, a comunidade judaica fluminense comemorou em 5 de maio, na Hebraica-Rio, os 66 anos de Israel e homenageou os mais 23 mil soldados mortos em suas guerras e as vítimas de atentados terroristas. Mais de mil pessoas foram ao evento.Organizado pela Fierj, em parceria com aos movimentos juvenis e diversas entidades judaicas, o encontro contou com a presença de lideranças comunitárias e autoridades políticas.

Crianças das escolas judaicas receberam diplomas pela participação no concurso de desenho e redação sobre o tema “O que Israel representa para você”. 

A vencedora do sorteio de uma passagem para Israel, em promoção da Fierj e Sky Turismo, foi Brenda Sterim.

Em São Paulo, no dia 6 de maio, onze entidades judaicas se uniram na comemoração:  Hebraica, Agência Judaica, B´nai B´rith, Emunah, Fundo Comunitário, KKL, Lar das Crianças da CIP, Na´amat Pioneiras São Paulo, Organização Sionista Mundial, Unibes e WIZO São Paulo.

Anita Nisenbaum, diretora da Terceira Idade de A Hebraica; Ricardo Berkiensztat, presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo; Lucia Barnea, esposa do cônsul-geral de Israel em São Paulo; e Olga de Salomon, diretora da Unibes, enfatizaram a importância da ligação do Estado Judeu com a  Diáspora.

Houve apresentação do coral Sharsheret da WIZO, sob regência da maestrina Sima Halpern  e da cantora Regis Karlik. A comemoração teve como mestre de cerimônias a jornalista Silvia Perlov e participação do chazan [cantor litúrgico] Marcio Besen.

O evento contou com o apoio da Embaixada de Israel no Brasil, do Consulado de Israel em São Paulo e da Federação Israelita do Estado de São Paulo.

 

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