Mês: agosto 2014



História !!! …

judeus

Boker Tov Lé Kulam! – Bom Dia A Todos!

Ela foi oficialmente anunciada em 14 de maio de 1948. A criação de Israel se baseou numa resolução aprovada um ano antes na Organização das Nações Unidas (ONU) e que previa a divisão do então território da Palestina em dois estados: um árabe e um judeu. Na época, a Palestina estava sob administração britânica e era habitada por uma maioria árabe. Por isso, a resolução da ONU, que foi aceita por líderes judeus, acabou sendo recusada pelos governantes dos países árabes vizinhos da Palestina. As discussões diplomáticas ainda estavam quentes quando líderes judeus se apressaram para decretar a independência de Israel em maio de 1948. A resposta árabe foi imediata: no dia seguinte à declaração de independência,Jordania, Egito, Síria, Líbano e Iraque atacaram o novo país. Cerca de 750 mil árabes que viviam na região foram obrigados a fugir por causa do conflito. Por outro lado, 800 mil judeus residentes em países como Síria, Iraque, Tunísia, Líbia e Iêmen deixaram às pressas seus lares, a maioria tornando-se imediatamente cidadãos de Israel. A vitória israelense viria no ano seguinte, em 1949, garantindo a sobrevivência do novo país. Mas, longe de tranqüilizar as coisas, o resultado do conflito só semeou mais violência na região. Violência que dura até hoje.

Aqui Vai mais alguns dados cronológicos !

Independência sangrenta
Região permanece em estado de guerra há quase 60 anos
1897

O primeiro Congresso Sionista, na Basiléia, na Suíça, marca o início do movimento que reivindica um estado para os judeus na Palestina. Essa região no Oriente Médio não é escolhida ao acaso: os judeus defendem que viviam lá até serem expulsos pelo Império Romano no século 1

1939

Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os nazistas alemães passam a perseguir judeus por toda a Europa. Estima-se que 6 milhões tenham morrido em campos de concentração e extermínio, acontecimento conhecido como Holocausto

1946

Ao final da guerra, com milhões de judeus perseguidos sem ter para onde ir, o sionismo ganha força. Os britânicos, que dominavam a Palestina, tentam evitar a imigração de judeus para a região — mais de 50 mil refugiados são detidos na ilha de Chipre

1947

Em 29 de novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprova a divisão da Palestina em dois estados: um judeu e outro árabe. Líderes judeus aceitam a resolução da ONU, mas os países árabes não – na época, viviam na região 1,3 milhão de árabes e 600 mil judeus

1948

Enquanto as tropas britânicas deixam a Palestina, grupos sionistas agem para organizar logo o Estado judeu. Em 14 de maio, o presidente da Agência Judia para a Palestina, David Ben-Gurion, anuncia a formação de Israel

1948/49

Os países árabes vizinhos não reconhecem o novo país e tem início a Guerra de Independência de Israel, a primeira de uma série de conflitos entre árabes e israelenses. A guerra termina em 1949. Israel não só vence, como consegue a ampliação do Estado judeu

Obrigado pela Leitura !

Pesquisa,tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Shabat Shalom Chaverim! Paz No Sábado A Todos Amigos!

Maringá, 15/08/2014. Jerusalém, 19 Av 5774.

Comente aqui


Conib e Fisesp , Repudiam ações, de extremistas partidários…

391219_470365866358274_399108778_n

Conib e Fisesp repudiam ações de PSTU, PC do B e PSOL

Boker Tov Le Kulam !- Bom Dia A Todos! …

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), fiéis aos princípios pelos quais sempre lutaram, vêm a público emitir nota de repúdio ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), por sua conduta caracterizada por manifestações de cunho discriminatório e desonroso em relação à comunidade judaica.

Em 19 de julho foi realizado em São Paulo ato em solidariedade aos árabes de Gaza, tendo por objetivo principal protestar contra o posicionamento do Estado de Israel nos recentes conflitos no Oriente Médio. Com ampla divulgação pelos meios de comunicação, a manifestação contou com a participação, entre outras entidades, dos partidos políticos acima indicados, os quais expuseram suas bandeiras em trios elétricos, nas mãos de manifestantes, e emprestaram seus emblemas para a confecção de cartazes.

É certo que, em meio às manifestações, foi possível verificar, inúmeras condutas discriminatórias, com alto grau de antissemitismo e o intuito nítido e incontestável de estabelecer discriminação e preconceito em relação aos judeus. Podem ser citados os numerosos cartazes ostentando uma equação representada com símbolos, que correspondem, em palavras, à expressão “Estrela de David = suástica”.

Como é sabido, a Estrela de David sempre foi utilizada para identificar os judeus. A despeito de estar na bandeira do Estado de Israel, nos cartazes exibidos na manifestação ela simboliza o judaísmo. A suástica, por outro lado, constitui símbolo representativo do nazismo, responsável pelo extermínio de milhões de judeus e de milhares de não judeus, que tal ideologia considerava indignos de viver, seja por motivos raciais, posições políticas, crenças religiosas, orientação sexual.

Estes cartazes, ao sugerirem que judeus comportam-se iguais aos nazistas, geram não apenas um sentimento ofensivo à honra de qualquer judeu, como também trazem à tona um episódio histórico que ainda guarda profundas marcas na comunidade judaica. Em última instância, as figuras representadas nos cartazes servem apenas para incitar, na sociedade brasileira, o ódio, o preconceito e a discriminação em relação aos judeus, provocando um acirramento dos ânimos entre brasileiros que sempre conviveram em paz.

Justamente pelo seu significado histórico, o uso da suástica em símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda constitui, na legislação em vigor, crime apenado de 2 (dois) a 5 (cinco) anos de reclusão, por força do art. 20, § 1º, da Lei 7.716/89.

Ressalte-se que não se tem a pretensão de coibir – ou mesmo diminuir – a liberdade de expressão, constitucionalmente assegurada, e de fundamental importância em um Estado Democrático de Direito. Partidos políticos mantêm – e é bom que assim seja – ideologias próprias, e são livres para defender e expor seus ideais pelos meios legítimos.

Contudo, não há como aceitar que, a pretexto de respeitar a liberdade de expressão, esses mesmos partidos políticos sejam coniventes com práticas manifestamente preconceituosas e discriminatórias em atos populares aos quais prestam aberto apoio. Espera-se dos partidos, entidades de relevo para uma sólida democracia, uma conduta de integração da sociedade e respeito às diferentes culturas, e não de avalizadores de atos revestidos de pensamentos inquestionavelmente racistas.

A Confederação Israelita do Brasil e a Federação Israelita do Estado de São Paulo defendem e sempre defenderão o direito dos cidadãos a manifestações públicas pacíficas, pois isso faz parte da democracia. No entanto, estarão sempre vigilantes contra atos que, a pretexto de demonstrar solidariedade a países, grupos ou pessoas, em nada contribuem para a paz entre os povos, gerando, ao contrário, problemas graves no tocante ao relacionamento entre concidadãos, incitando sentimentos de ódio, de preconceito e de discriminação relativamente a um grupo determinado.

Fonte e nota da Conib- Confederação Israelita do Brasil.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e ediçao: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 13/08/2014 . Jerusalém, 17 Av 5774.

Baruch Ata Adonay, Elohenu Melech Haolam , Roca Haárets Al Hamayim – Bendito Sejas Tu Eterno, Nosso Deus, Rei do Universo Que Estendes a Terra Sobre as Águas.

Shalom-Le Kulam! -Paz A Todos!

Comente aqui


Curiosidades …

149462_10151416761903919_1037547368_n

Boker Tov Le Kulam ! -Um Bom Dia A Todos !…

Venho a agradecer a todos os amigos, pelo apoio neste projeto .
Osher ve Osher Le Kulam ! Riqueza e Felicidade a Todos ! …

Curiosidades !

Portugal “descobriu” e ocupou o Brasil no ano de 1500. Já em 1502 havia vários cristãos-novos que possuíam plantações de cana-de-açúcar no Brasil. Alguns deles praticavam o judaísmo, mas apenas secretamente, pois temiam que Portugal, que era um país católico, trouxesse a Inquisição ao Brasil.

—————————————————————————————–
O que é a Haftará?
A Haftará é uma porção selecionada de um dos Livros dos Profetas que é lida nas sinagogas após a leitura da Torá no Shabat, nas datas festivas e nos dias de jejum público. A leitura da Haftará foi instituída quando a leitura da Torá nas sinagogas foi proibida por governantes estrangeiros que perseguiam os judeus e se opunham ao judaísmo.

Eu também, Gostaria de destacar o trabalho do meu amigo ,irmão e Ilustre Rabino: Sander Tokimassa… Na Capital do Paraná, Curitiba ,a frente da comunidade Sefaradi desta cidade e Comunidade. Sander Tokimassa, é Historiador Especializado em Judeus da Comunidade Iberica,Portugal e Espanha, Mazal Tov- Parabéns!

Chibukin Chaver! Abraço Meu Amigo!

Obrigado pela leitura !

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben waisermman.

Maringá, 11/08/2014 . Jerusalém, 15 Av 5774.

Shalom-Paz …

Comente aqui


Shabat Shalom – Paz No Sábado!

Boker tov Lé Kulam – Bom dia a todos!

Estimados leitores, venho lhes desejar um ótimo e abençoado “Shabat… ”
Que nossas família e amigos nesta data se encontrem em plena Paz, Harmonia, Saúde, Prosperidade e Bons sentimentos.
Essa é avalanche de sentimentos que o Shabat Traz !
União e reverencia ao Eterno Deus!

Vamos agora de ” Curiosidades”…

Em 1664, a Grã-Bretanha tomou posse de New Amsterdam (Nova Amsterdã), mudando o nome desta para New York (Nova Iorque). Sob domínio inglês, os judeus de Nova Iorque receberam mais direitos civis. Em 1706, já haviam criado uma comunidade judaica, chamada de Shearit Israel.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e ediçao: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringa, 08/08/2014. Jerusalém, 12 Av 5774.

Comente aqui


CJL responsabiliza governos da AL por onda de antissemitismo…

Laila Tov Lé Kulam-Boa Noite A Todos!

CJL(1)

O Congresso Judaico Latino-americano fez nesta quarta, 6 de agosto, forte advertência aos governos da América Latina e criticou as políticas e ações de alguns deles com relação ao conflito em Gaza Gaza. Em declaração à Agência de Notícias Judaica, da Argentina, o secretário-geral Saul Gilvich afirmou: “Essas políticas estão gerando fortes ondas de antissemitismo nos países da América Latina, nos quais os políticos que as geram são e serão responsáveis pelo aumento do antissemitismo. Creio que é um erro histórico, mas reparável com o tempo”.

“Quando a Embaixada de Israel em Buenos Aires foi atacada, era contra o Estado de Israel; quando a AMIA foi atacada, era contra os judeus. Infelizmente, tivemos que esperar o ataque às Torres Gêmeas, para que o terrorismo se tornasse um problema global. Voltamos a esquecer que o terrorismo e aqueles que o apoiam e financiam são um problema para a civilização ocidental, porque seu objetivo não é apenas para matar judeus, mas todos os ‘infiéis’. Os países latino-americanos, em alguns casos, estão esquecendo disso”, prosseguiu.

Gilvich considera que a medida de chamar para consulta os embaixadores latino-americanos em Israel foi um ato muito grave: “Se eles acham que os conflitos devem ser resolvidos na mesa de negociações, deveriam ter feito sua parte para se chegar a uma negociação, e não tomar uma medida assimétrica, que encoraja e justifica o Hamas, um movimento terrorista”, acrescentou.

Ele também se referiu ao uso do termo “genocídio” [em Gaza] por vários deles, especialmente o presidente venezuelano Nicolas Maduro. “Seria importante que ele lesse o preâmbulo da Constituição do Hamas, em que um dos primeiros itens chama para o extermínio dos judeus e o ataque onde quer que estejam. Genocídio é isso: eliminação expressa da etnia, raça ou pessoas”, disse.

“É muito doloroso para nós essa o uso desta palavra, banalizada, mal utilizada. O Estado de Israel, independentemente de cometer erros, não fala em nenhum momento sobre o extermínio de um povo”, completou.

Gilvich lembrou que muitos desses governos mantinham relações cordiais com Israel. “Este cenário nos lembra dos momentos mais tristes da história judaica. Em 1938, ninguém viu que os nazistas queriam eliminar o povo judeu. Hoje, os chanceleres latino-americanos ignoram a exortação do Hamas para atacar os judeus onde quer que estejam. Nós sabemos até onde pode levar este erro de julgamento”.

O dirigente também abordou o efeito da tensão diplomática sobre as comunidades judaicas da região: “Não somos parte da população israelense, não intervimos na eleição do governo de Israel, mas as decisões que eles tomam afetam todos nós. De alguma forma, somos os receptores passivos de uma situação, o que nos faz ser solidários com Israel, porque está em jogo nossa própria sobrevivência como judeus”, finalizou.

O secretário-geral também explicou que o CJL trabalha para que outros países não retirem seus embaixadores de Israel, explicando-lhes a realidade do conflito.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 06/08/2014. Jerusalém, 10 Av 5774.

Shalom Le Kulam Chaverim-Paz A Todos Os Amigos!

1 Comentário


Milagre, em plena Gerra …

Shemá Israel, um milagre fantástico em Israel hoje, leiam:

“Uma história incrível!!
As forças de Tsahal entraram em uma das mesquitas em Gaza procurando armamentos, qdo de repente saiu de um dos ambientes uma terrorista que ia se explodir sobre os soldados.Um dos soldados percebeu a intenção dela, e , instintivamente gritou as 2 palavras : ״Shemá Israel “!!
E aí teve início o milagre- a terrorista começou a tremer. Os soldados conseguiram , nesse instante, dominá-la e descarregar os explosivos que ela tinha e a levaram para interrogatório pelo shabac do serviço secreto .
E então se esclareceu que a mãe dessa terrorista é a yehudiá que casou com um árabe em Israel e ele a levou para Gaza e lá ela viveu em situação de humilhação e abuso.
Os tanquistas saíram busca de seus 2 filhos pequenos e os levaram para Israel. A ” terrorista” ainda deu detalhes que não podem ser divulgados , mas que levaram à descoberta de um túnel e local de comando do Hamas.
Ela e seus dois filhos se encontram sob os cuidados do Shabac e depois ela será transferida para a organização ״Yad Laachim” que trata desses casos.
Incrível!!! A força de um grito de ” Shemá Israel” que sai do fundo do coração de um soldado yehudi!!! Incrível!!! “Hine ló yanum veló yishan”
Msg do amigo Daniel Scaba.

Matéria sugerida pela Ilustre leitora: Carmen Nogueira, São Paulo-SP.

Obrigado pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 04/08/2014 . Jerusalém, 8 Av 5774.

Shalom Lé Kulam-Paz A Todos!

1 Comentário


A União Israelita de Belo Horizonte!!! …

A história da criação da União Israelita de Belo Horizonte confunde-se com a história da própria capital. De acordo com registros, Arthur Hass, nascido na Alsácia Lorena, encontrava-se entre os primeiros judeus que chegaram a Belo Horizonte. Seu primeiro empreendimento na região foi um deposito de materiais de construção que forneceu matéria-prima para erguer a cidade.

Fugindo de perseguições e guerras na Europa, atraídos pela esperança de oportunidades na nova capital, além do clima ameno, considerado ideal pelos médicos para o tratamento da tuberculose, vários imigrantes judeus chegavam a Belo Horizonte.

Esses imigrantes procuravam sempre o convívio de seus conterrâneos como meio de aplacar a saudade através da troca de lembranças e da busca de solução para os problemas comuns. As redes de amizade foram sendo construídas de maneira informal e em ambientes nem sempre ligados à religião judaica.

A iniciativa da fundação de uma sociedade judaica partiu de necessidade basicamente religiosa. Para a realização de qualquer ritual da liturgia, é imprescindível a presença de dez judeus, homens com mais de treze anos de idade. A vida religiosa judaica em Belo Horizonte antes de 1922 era totalmente improvisada e dependia da boa vontade de um grupo de judeus.

Até então, existiam na cidade alguns locais que funcionavam como sinagogas improvisadas que geralmente se localizavam nos fundos de estabelecimentos comerciais. Os judeus lá se reuniam para oficiar os serviços religiosos de sábado e as grandes festas. Dentre as primeiras sinagogas da cidade, podem ser citadas a de José Persiano, localizada na Avenida do Comércio, nº. 345 – atual Avenida Santos Dumont, a sinagoga do Kendler, na Avenida Santos Dumont; a sinagoga localizada no porão de uma casa na Avenida João Pinheiro e a sinagoga de Benjamin Samuel. Na década de 30, surge a sinagoga de Marcos Somberg localizada na Rua Espírito Santo nº. 224.

Segundo o historiador Abílio Barreto, a União Israelita de Belo Horizonte (UIBH) foi fundada em 22 de agosto de 1922. Contudo, em seus estatutos datados de 1961, consta que sua fundação deu-se no dia primeiro de agosto de 1922. Nos seus primórdios, a UIBH funcionou em caráter provisório para reuniões na residência de Naftali Perlov; destinada a tratar de todos os assuntos de interesse judaico, de âmbito interno e externo. Seus principais objetivos era fundar e manter uma sinagoga, uma biblioteca em iídiche e hebraico e realizar saraus literários.

Seu primeiro presidente foi Arthur Haas e entre os sócios fundadores encontravam-se Alberto Levy, David Rachman, Jaime Galinkin, José Persiano, Kiva Lerman, Leon Cohen, Miguel Spikav, Naftali Perlov, Rafael Rosecohen e Simão Drubski.

Para concretizar os planos e cumprir as metas propostas, os sócios fundadores recorreram a pedidos de donativos e recursos como rifas e festas. Também procuraram aumentar o número de sócios, fazendo com que os outros imigrantes judeus se envolvessem nos projetos. Foi assim que, em 1927, conseguiram inaugurar a biblioteca com volumes em iídiche e hebraico. Para marcar o acontecimento, realizou-se um sarau literário e um baile de gala.

Logo que conseguiu angariar recursos suficientes, a UIBH instalou-se em um casarão alugado de dois pavimentos, que funcionou como sede social de 1928 até o principio da década de 60 na Avenida Afonso Pena nº. 1568, ao lado do edifício do conservatório Mineiro de Musica.

Ainda em 1928, seus sócios, com apoio financeiro da Jewish Colonization Association, fundaram a Escola Israelita Brasileira que iniciou suas atividades em fevereiro de 1929 e ficou instalada no mesmo prédio da UIBH. Depois transferiu-se para Rua Guajajaras nº. 96.

Além do culto e das festividades religiosas, realizavam-se na UIBH casamentos, bailes, palestras, apresentações teatrais e coral de musicas típicas. Quando não havia um palco e os recursos econômicos eram escassos, o ensaio e as apresentações teatrais eram feitas em cima de mesas. A UIBH possuía departamento juvenil e teatral, biblioteca e organizações como Ikuf (Associação Universal Cultural Judaica), Laispar Case: “caixa econômica de empréstimos”, uma cooperativa de pequenos créditos que tinha como objetivo melhorar e estimular a capacidade produtiva da comunidade, Associação Feminina Israelita Brasileira Vita Kempner, Organização das Damas Israelitas Froem Faraem, B’nai B’rith, Sinagoga Beth-Jacob, Círculo de Leitura e Drama, e o Clubinho Idel L. Perez

Outra importante iniciativa dos sócios da UIBH foi a criação da Sociedade Cemitério Israelita de Belo Horizonte, fundada no dia dois de fevereiro de 1936. Antes da criação do cemitério, os judeus eram sepultados em outros cemitérios da cidade e não eram acompanhados pelo ritual judaico de preparação dos mortos. Quando a comunidade judaica da cidade conseguiu legalizar o terreno como cemitério, os corpos foram transladados com a aprovação dos familiares.

Em 1953, os sócios da UIBH decidiram iniciar uma campanha em prol da construção de uma sede própria para a entidade. A pedra fundamental do novo edifício foi lançada no dia 21 de agosto de 1955. A festa da cumeeira ocorreu em dezembro de 1959 com um churrasco comemorativo.

O novo prédio da UIBH, na Rua Pernambuco nº. 326 foi inaugurado em dezembro de 1960, com festa própria para a ocasião, com muitos discursos e presença de autoridades locais.

A Escola Israelita Brasileira foi transferida devido a uma ação de despejo, da Avenida João Pinheiro para o novo edifício da UIBH. Para abrigar a escola, foram necessárias obras para sua adaptação. Inicialmente voltada para os filhos de imigrantes judeus e administrada por membros da comunidade, rebatizada como Escola Albert Einstein, foi transferida em 1997 para uma cooperativa de professores, mantendo-se na sede da União Israelita até julho de 2007 quando conseguiu se estruturar e mudar para outro endereço.

Em 1998 o Instituto Histórico Israelita Mineiro (IHIM) transferiu-se para o prédio da UIBH. Trata-se de uma rica biblioteca com grande acervo de títulos de autores judeus e/ou temática judaica, aberta à visitação pública.

O IHIM oferece durante todo o ano diversas programações de cursos, exposições, feiras de livros, mostra de cinema, palestras, etc.

Para angariar recursos financeiros que sustentassem a Entidade, foi aberta em 1999 a escola de atividades físicas, aberta a toda comunidade belorizontina. Durante estes 10 anos já foram oferecidas atividades como: futebol, balé, badmington, dança de salão, tai-chi-chuan, entre outros, que foram encerradas após certo tempo. Hoje estão ativos os cursos de Natação, Hidroginástica, Krav Magá, Yoga, além de Avaliação Fisioterápica e Drenagem Linfática.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 03/08/2014. Jerusalém, 7 Av 5774.

Shalom Lé Kulam – Paz A Todos !

Comente aqui


Shacharit – Orações da Manhã!!! …

Bom dia ilustres leitoras! Aqui vai um pouco de nossa cultura religiosa!

( Ao adentrar-se à Sinagoga, diz-se:

Primeira parte em transliterado ou seja, como se fala em hebraico;
E a segunda parte, em portugues.

Ma tovu ohalecha Yaacóv ,mishkenotecha Ysrael, Vaani berov chasdechá avo vetecha, eshtachave el echál codeshechá beir’ atecha ahávati meón betecha umecom mischán kevodecha .
Vaani eshtachave veecháa, evrechá lifne Adonay,ossí . Vaaní tefilatí lecha et ratsón, Elohim beróv chadescha, anemi beemét ish’ echa.

Adon olam asher malách, betérem col ietsir nivrá.
Leet nassssá bechef’ tso col, azai melech shemo nicrá.
Veachare Kichlót hacol, levadó yimloch norá.
Vehu haiá vehu hove,vehu yihie betif’ ara .
Vehu echad veen sheni, lehamishil ló lehachbirá.
Beli reshit tachilit, veló haóz vehamisrá.
Vehu Elí vechai goalí, vetusr chevlí beet tsará.
Vehu nissi umanos li, menat cossí beiom ecrá.
Beiadó afkid ruchí, beet ishan veaíra.
Veim ruchí gueaviatí, Adonay li veló irá.

Quão belas são as tuas tendas, ó Jacob, as tuas moradas, ó Israel. E eu, confiando na multidão da tua misericórdia, entrarei a tua casa prostar-me-ei ante o Teu sagrado santuário ,estando cheio do Teu temor. Eterno, eu amei a morada da Tua casa e o lugar onde habita a Tua Glória. E abençoarei diante de Ti, ó Eterno, meu Feitor. Seja, ó Eterno , esta hora de minha prece, hora favorável perante Ti; O Deus, ouve-me com a multidão da Tua misericórdia,responda-me segundo a verdade da Tua Salvação.

Ele é o Senhor do Universo, sobre o qual reinou antes mesmo de toda criatura se criada. No momento em que fez tudo, conforme o seu Desejo, então foi proclamado Rei Altissímo. E depois, de tudo acabado , só o Temido reinará. Ele esteve , está e estará, em Glória. Ele é Único e não há segundo que possa ser comparado e juntado a Ele. Sem princípio e sem fim, a Ele pertence a força e o domínio! Ele é meu Deus e o meu vivo Redentor ,Rocha ( Forte) , para me ajudar em minhas dores e no dia da minha angústia. Ele é meu estandarte e o meu refúgio, partilha do meu cálice no dia em que O Invocar . Confiarei o meu espírito em Suas mãos no momento de cair de sono, e de novo despertarei.E o meu espírito, meu corpo,também Lhe entrego. O Eterno está contigo e assim nada receio.

judeus

391219_470365866358274_399108778_n

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 02/08/2014. Jerusalém, 6 Av 5774.

Shalom Lé Kulam- Paz A Todos!

5 Comentários