Mês: setembro 2014



Judaísmo faz bem……..

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Unesco designa arquitetura de Tel Aviv patrimônio histórico mundial, A Unesco, organismo educacional, científico e cultural das Nações Unidas (ONU), designou a “arquitetura da cidade branca” de Tel Aviv como um dos 24 novos patrimônios históricos mundiais. “Tel Aviv é um dos poucos reconhecimentos da Unesco como local de patrimônio mundial e fenômeno do século XX, o que faz da designação um evento sem precedentes”, declarou o ministro do Turismo israelense, Benny Elon. “É que praticamente todos os outros locais considerados patrimônio histórico pela Unesco são obra da natureza ou então sí-tios com centenas ou milhares de anos”, completa. Para Elon, a criação da cidade de Tel Aviv é um dos maiores símbolos e sucessos do movimento sionista. “Portanto, para a Unesco, que é um órgão afiliado a uma organização que já chegou a passar uma resolução odiosa equiparando sionismo a racismo – embora a resolução depois tenha sido revogada – reconhecer a singularidade de Tel Aviv é particularmente satisfatório para nós”, conclui. A informação é da Jewish Telegraphic Agency (JTA).
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Argentina volta a investigar imigração nazista

O governo argentino ordenou, nesta quarta-feira, a reabertura de uma investigação para determinar se existem documentos relativos à imigração a seu país de criminosos de guerra ligados ao nazismo. Por meio de uma resolução do Ministério do Interior, as autoridades atenderam a um pedido feito em dezembro pelo Centro Simon Wiesenthal. A medida exige que a Direção Nacional de Migrações ponha à disposição pública toda a documentação relacionada com a imigração de nazistas à Argentina. Além disso, pede ao Instituto Nacional Contra a Discriminação que realize investigações para determinar se foi ordenada a destruição ou a omissão dos documentos relativos à questão.
O pedido do Centro Wiesenthal baseou-se nas informações do livro “The Real Odessa: Smuggling the Nazis to Peron’s Argentina” “O verdadeiro Odessa: o contrabando de nazistas à Argentina de Perón”, escrito pelo jornalista Uki Goñi. A Argentina foi um dos refúgios escolhidos na América do Sul pelos nazistas que escaparam da Europa após a 2ª Guerra Mundial e vários criminosos de guerra já foram encontrados no país.

Em 1992, as autoridades argentinas revelaram o segredo até então omitido por razões de Estado, sobre toda a documentação rela-cionada com os criminosos de guerra nazistas. Além disso, cinco anos depois, foi criada a Comissão para o Esclarecimento das Atividades do Nazismo na República Argentina, a fim de trazer a público informações sobre a presença de membros do Terceiro Reich no país.O livro de Goñi e outras pesquisas anteriores vinculam a chegada de nazistas ao fato de, na década de 40, a Argentina ter sido governada por Juan Domingo Perón, um admirador da rigidez militar alemã. A informação é da agência de notícias EFE.
Organizações lançam campanha para reabilitação do ‘Dreyfuss português’

Organizações judaicas dos EUA estão solicitando ao governo português a reabilitação póstuma de Arthur Barros Basto, capitão do exército expulso há mais de 60 anos, falsamente acusado de imoralidade. O pedido, encaminhado ao embaixador português em Washington, é de que o ministério da Defesa restitua a patente a Barros Basto e que uma resolução do Parlamento lhe faça justiça. Uma campanha pública já foi lançada com este objetivo pela Amishav de Jerusalém, encabeçada pelo colunista Michael Freund, do The Jerusalem Post. Nascido de uma família cripto-judaica, Barros Basto voltou ao judaísmo, estimulando outros “judeus escondidos” do norte de Portugal a seguir seu exemplo.

Ele fundou uma sinagoga na cidade do Porto, um jornal judaico e uma ieshivá, em 1943. Quando as autoridades portuguesas viram toda esta movimentação, acusaram-no, humilhando-o publicamente e à sua família. A informação é do jornal israelense The Jerusalem Post.
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Filme marcará centenário da imigração judaica no Sul

Depois de “O Quatrilho” e “Jacobina”, ambientados nas colônias italiana e alemã, o diretor carioca Fábio Barreto voltará ao Rio Grande do Sul para contar uma história de imigrantes judeus, desta vez em parceria com o gaúcho Ricardo Zimmer. Baseado no livro do agora “imortal” Moacyr Scliar, o filme “O exército de um homem só” será ambientado no bairro tradicionalmente judaico do Bom Fim, em Porto Alegre, onde o idealista e visionário Mayer Guinzburg, que será interpretado por Luciano Szafir, sonha construir uma comunidade socialista e, ao mesmo tempo, vive a tentação de ficar rico. “É uma reconstituição de época que tem como pano de fundo a história do Brasil e do mundo”, destaca Zimmer. A trajetória de Guinzburg, de 1917 a 1970, mostrará a influência de momentos históricos, como a criação do Estado de Israel e perseguições de integralistas. O filme será lançado em 2004, ano em que se comemora o centenário da imigração judaica para o Rio Grande do Sul. A informação é do jornal “O Estado de São Paulo”.
Pesquisadores israelenses desenvolvem melancia light

Cientistas israelenses anunciaram o desenvolvimento de um novo tipo de melancia de baixas calorias, com a mesma doçura, mas com menos açúcar que as variedades usuais da fruta.

Segundo Shmuel Wolf, chefe de pesquisas da equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém, uma melancia de tamanho médio tem 54 calorias para cada 112 gramas. Já a nova variedade possui entre 20 a 40% de calorias a menos. As calorias da fruta vêm de três tipos de açúcar: sacarose, glicose e frutose. Para criar a versão light, os cientistas separaram a frutose. Wolf explicou que sua equipe utilizou uma variedade selvagem da fruta que cresce no deserto do Saara e no norte da África, com alto percentual de frutose.

A nova fruta foi obtido através de métodos normais de cultivo e não por modificação genética. O pesquisador afirmou não saber quando a versão light da melancia deve chegar ao mercado. A informação é do site El Reloj.

Empresa israelense sai na frente na luta contra SARS

A empresa israelense Medex Screen saiu na frente na luta contra a Síndrome de Imunodeficiência Respiratória (SARS) com o desenvolvimento de um produto que poderá identificar a doença em seus estágios iniciais. Os primeiros testes já foram realizados em pacientes internados num hospital de Cingapura.

Fundada na cidade de Dimona, em 1999, a empresa tem-se dedicado ao desenvolvimento de instrumentos não-invasivos que permitam a detecção de males nos órgãos internos, testando-os em hospitais israelenses ao longo do ano passado.

A Medex Screen já assinou um acordo com uma rede de clínicas nas Filipinas, em parceria com seguradoras locais, para a implantação de centros de diagnósticos para deficiências imunológicas. O produto garante um diagnóstico em dez minutos. A informação é da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria.

Judaísmo Faz Bem e Faz o Bem

É o tema da campanha publicitária da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) que reuniu artistas judeus paulistanos como Luciano Huck, Didi Wagner, Joyce Pascowitch, Tufi Duek e Mary Nigri. Um time de primeira linha trabalhou voluntariamente em prol da campanha. A agência Giovanni, FCB ficou à frente da criação, concepção e mídia. Os cliques são de Bob Wolfenson. Os artistas também não cobraram cachê e todos os espaços na mídia foram concedidos gratuitamente pelos veículos. A campanha tem como objetivo angariar fundos para a Fisesp, representante oficial da comunidade judaica paulista e que congrega 55 organizações e entidades beneficentes, entre elas Unibes e Ten Yad, sinagogas e escolas judaicas, além de instituições bastante conhecidas também na comunidade maior como Hebraica e o Hospital Israelita Albert Einstein. Juntas, essas entidades atendem a mais de 100 mil pessoas em todo estado. morasha_04

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição! Rakel Mastrandea Eretyz & Vital Ben Waisermman.

Maringá, 25/09/2014. Jerusalém, 1 Tishrei 5775.

Shaná Tová Umetuká! Shalom!

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Shaná Tova Umetuká! 5775 ! Ano Novo Judaico!

Boker tov! Bom dia ! Faltam poucos dias, Para Rosh Rashaná ” Ano Novo Judaico ” Este ano acontece entre 25 & 26 de Setembro…

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Jerusalém Na Foto! …

Mais informações & Curiosidades!!!…

Dia 24 de Elul, é o aniversário de falecimento do Rabi Yisrael Meir Kagan, conhecido como o Chafetz Chaim. Um dos mais respeitados Sábios contemporâneos (1838-1933), o Rabi Yisrael foi o líder da comunidade judaica de Radin, na Polônia, e escreveu duas famosas obras: a primeira, chamada de Chafetz Chaim, que aborda o terrível pecado de Lashon Hará (a má língua), e a segunda, a Mishná Berurá, que elucida as Leis da Torá.

O que é celebrado em Rosh Hashaná?
Rosh Hashaná, celebrado nos dois primeiros dias do mês de Tishrê, comemora o sexto Dia da Criação do mundo, quando o homem foi criado por D’us. Rosh Hashaná é um dia em que judeus refletem sobre o ano e tomam boas resoluções para o futuro. O dia é também chamado de Yom HaZikaron (O Dia da Lembrança) e Yom HaDin (O Dia do Julgamento). Mas esta festa é mais conhecida como Rosh Hashaná – a Cabeça do Ano.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição! Rakel Mastrandea Eretyz & Vital Ben Waisermman.

Maringá, 22/09/2014. Jerusalém, 27 Elul 5774.

Shaná Tová Umetuká! Shalom!

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SABEDORIA E A NASA (QUASE) CHEGOU LÁ…

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Há quanto tempo é conhecida a duração do ciclo lunar? É possível que na Torá – revelada por D’us a Moisés há mais de 3.300 anos – estejam incluídos dados astronômicos exatos, os quais a NASA e outros centros de investigação do mundo só descobriram há poucos anos? E que isto só se deu graças aos novos recursos eletrônicos e tecnológicos que possuem? Para nosso assombro, a resposta é uma só: sim.

Antes de contar sobre como D’us tirou nosso povo do Egito, a Torá relata que Ele transmitiu a Moisés a primeira mitzvá (preceito) a ser cumprida pelo povo judeu. D’us ordenou que Moisés (e todos os tribunais rabínicos que o sucederiam) fixasse os meses do ano através do cálculo do ciclo lunar, ou seja, do tempo que a Lua leva para dar uma volta completa em torno da Terra.

O Midrash conta que D’us mostrou a Moisés a Lua nova e disse: “Quando a Lua se renovar, será Rosh Chodesh (começo do mês)”. Segundo a Guemará, no tratado de Menachot 29A, Moisés sentiu dificuldade para entender o sistema de fixação do mês, até que D’us indicou o formato de como a Lua deveria estar.

É sabido que, no começo do mês, a Lua é vista da Terra em uma forma parecida com uma foice. Com o passar dos dias, vai crescendo e, na metade do mês, podemos ver a Lua cheia. Depois, começa a diminuir até desaparecer de nossa visão, para depois “nascer” novamente. O dia do nascimento da Lua marca o começo de mês judaico: Rosh Chodesh. O ato de anunciar e fixar o primeiro dia do mês é chamado Kidush Hachodesh (Santificação do Mês).

A determinação do Rosh Chodesh no calendário judaico tem uma grande importância, pois as festividades são celebradas de acordo com uma data fixada no mês judaico. Cada uma das nossas festas envolve leis específicas: Pessach é celebrado no dia 15 do mês de Nissan. A partir dessa data é proibido consumir chamets (alimentos fermentados) por sete dias; Yom Kipur, no dia 10 de Tishrei, é um dia de jejum e arrependimento. No dia 15 de Tishrei começa Sucot, festa na qual comemos e dormimos em cabanas durante sete dias. Um erro na contagem do Rosh Chodesh significaria deixar de comemorar estes dias e, assim, transgredir um preceito divino.

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O Talmud nos relata a seguinte história: “Uma vez, no dia 29 do mês, cobriram-se os céus de nuvens e apareceu algo similar à Lua. O povo interpretou que esse era o dia de Rosh Chodesh e disse ao Beit Din (Tribunal Rabínico) que já estava na hora de santificar o mês. Raban Gamliel respondeu, então: ‘Aprendi através da tradição oral, com a família de meu pai, que a Lua não se renova em menos de 29 dias e meio (doze horas), dois terços de hora e setenta e três frações'”.

Raban Gamliel, que viveu no século I da era comum, alegou ter aprendido através da transmissão oral da Torá que o ciclo da Lua nunca pode durar menos de 29 dias e tantas partes. Mesmo contrariando todo o povo, que dizia estar vendo a Lua, Raban Gamliel sabia que a informação que recebera de seu pai, e seu pai do pai dele, até Moisés, era perfeita.

Quando Raban Gamliel falou de “frações” não se referia aos minutos, mas sim a frações de uma hora. Nossos Sábios utilizaram, por razões de praticidade, um sistema para medir o tempo no qual cada hora estava dividida em 1.080 frações.

satélites, telescópios e supercomputadores, o cientista-chefe da NASA (National Aeronautics and Space Administration), Carl Sagan, chegou à seguinte conclusão: o tempo que a Lua leva para se renovar, medido entre um nascimento e o seguinte é de 29,530588 dias. Como podemos ver, existe uma ínfima diferença entre seu cálculo e o cálculo da Torá (0,000002 dias)! A NASA quase chegou lá…

Porém, ficamos mais assombrados quando foi difundido um estudo mais recente realizado na cidade de Berlim, Alemanha, no qual essa diferença entre o cálculo da ciência moderna e o da Torá ficou menor ainda. Esta investigação concluiu que o ciclo da Lua é de 29,530589 dias (Astronomy and Astrophysics, Loudlt Bómstein Group, vol.1 sec. 2.2 4). Desta vez os cientistas erraram por somente 0,000001 dias!

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Nós, que acreditamos sem a menor dúvida que a Torá foi entregue ao nosso povo pelo Criador do Universo, sabemos que entre os detalhes de muitas mitzvót foram revelados grandes segredos da criação do mundo, os quais D’us considerou necessário que soubéssemos para poder cumprir as mitzvot da melhor forma possível.

O exemplo do cálculo do ciclo lunar necessário para fixar as datas das festividades da Torá é apenas um entre muitos. Mas já basta para que uma pessoa inteligente, observadora e desprendida de influências e interesses criados por conhecimentos anteriores chegue à conclusão de que é absolutamente impossível que um ser humano tenha escrito a Torá.

Raban Gamliel não hesitou nenhum instante em contradizer o povo que veio pedir que fosse declarado o novo mês. Era claro para ele que, segundo nossa tradição, ainda não podia ser declarado o Rosh Chodesh. Atualmente, graças à ciência moderna, sabemos claramente que o que eles viram não foi a Lua nova, mas sim uma imagem provocada pelas sombras das nuvens que cobriram o céu naquela noite.

Um cientista norte-americano disse que a ciência anseia por saber o que há do outro lado do monte. Para tanto, empreendem uma longa e cansativa escalada ao topo do monte. Mas quando conseguem chegar lá em cima, encontram um grupo de pessoas que seguem os mandamentos e os ensinamentos da Torá que dizem: “Ufa! Finalmente vocês chegaram!”.

Como conclusão, só resta lembrar as palavras da Torá: “… Porque isto (a Torá) é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes estatutos e dirão: ‘Somente esta grande nação é povo sábio e entendido’ ” (Deuteronômio 4:6). Hoje, dois mil anos depois de Raban Gamliel pronunciar suas palavras, com a sofisticação da tecnologia e da ciência, em uma geração que tem como lema “ver para crer”, também pode ser demonstrada claramente a veracidade da Torá.

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Cálculo lunar segundo tradição oral (Raban Gamliel):

Ciclo da lua = 29,5 dias + 2/3 de hora + 73 frações

Uma hora = 1.080 frações de hora 2/3 de hora = 2/3 de 1.080 = 720

Ciclo da Lua = 29,5 dias + 720 frações + 73 frações de hora

Ciclo da Lua = 29,5 dias + 793 frações

Passando as “frações de hora” para horas, ou seja, dividindo-as por 1.080, temos:

Ciclo da lua = 29,5 dias + 0,734259 horas

Convertendo as horas em dias, ou seja, dividindo-as por 24:

Ciclo da lua = 29,5 dias + 0,030590 dias

Ciclo da lua segundo Raban Gamliel = 29,53059 dias

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 19/09/2014. Jerusalém, 24 Elul 5774.

Shalom Lé Kulam! Paz A Todos!

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Kabbaláh!!! …

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Respira uma pessoa – uma alma. Dentro do corpo da prática judaica respira uma sabedoria interior – a alma do Judaísmo. Nós a chamamos de “Cabalá”, que significa “receber”. Assim como a prática judaica é recebida por meio de uma tradição antiga e ininterrupta da revelação no Sinai, assim é a sua alma.

Cabalá, então, é a sabedoria recebida, a teologia e a cosmologia nativas do Judaísmo.

Outro nome para Cabalá – mais revelador – é “Torat ha’Sod.” Comumente, é mal traduzido como “o ensinamento secreto”. A tradução correta, porém, contém o significado oposto: “o ensinamento do secreto.”

“O ensinamento secreto” significa que estamos tentando esconder algo de você.

“O ensinamento do secreto” significa que estamos tentando ensinar algo a você, abrir e revelar algo oculto.

Ora, você poderia dizer, se o segredo é ensinado, não é mais um segredo. Um segredo revelado, poderia parecer, é uma contradição.

Seria assim se estivéssemos discutindo um segredo artificial, que é secreto apenas porque é velado em segredo, porque outros não querem que você descubra. Os verdadeiros segredos, uma vez revelados, explicados, ilustrados, analisados e integrados em sua consciência, permanecem tão misteriosos quanto antes. Não – muito mais misteriosos, pois à medida que a ilha de conhecimento se expande, assim também sua praia sobre o infinito mar do desconhecido.

A vida tem muito desses mistérios: O que é amor? O que é mente? O que é vida? O que é existência? Como acontecem? De onde emergem? O que é a sua alma, a pessoa dentro do seu corpo? Você passa por todos esses a cada momento. Eles são você. E apesar disso, quanto mais você contempla as profundezas de seus mistérios, mais profundas as águas se tornam.
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A Cabalá não é um ensinamento sagrado. É o ensinamento de um segredo.

Os segredos mais profundos são aqueles conhecidos de todos, aqueles que aprendemos quando somos crianças pequenas, aceitamos como certo pelo resto da nossa vida, vivenciamos diariamente – e mesmo assim jamais conseguimos desvendar ou entender com nossa mente cognitiva.

Existe. As coisas existem. Eu existo. Estou vivo. A vida é a não-morte. Escuridão não é luz. Existe aquilo que é maior que eu.

A Cabalá mergulha nesses segredos e traz suas profundezas para a luz. Fornece metáforas para cura e crescimento na vida diária. É por isso que a experiência de estudar Cabalá é “Sim! Eu sabia essa verdade o tempo todo! Meu coração sabia, mas minha boca era incapaz de expressá-la!” As verdades da Cabalá pertencem a todo ser que sente.

Porém, acima de tudo, a Cabalá proporciona uma sensação do além; o conhecimento daquilo que não pode ser conhecido, a sabedoria do mistério, o entendimento daquilo que não entendemos. A Cabalá é o conhecimento do assombro.

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Por que a Cabalá é tão secreta?

Ensinar um segredo é perigoso. O aluno está em perigo, pois pode acreditar que realmente entende. Um mistério jamais pode ser apresentado sem as coberturas da metáfora e da parábola. Talvez o estudante entenda a capa mas não consiga desvendar seu conteúdo, como aquele que mastiga a casca e descarta o interior do fruto.

O professor está em perigo, pois como pode saber se realmente entendeu? Vai ensinar muitos alunos, suas ideias serão popularizadas, a essência será perdida e seu significado será retorcido ao oposto da sua intenção.

A própria Cabalá está em perigo, pois uma vez que tenha perdido sua integridade, imediatamente deixa de ser “a sabedoria recebida”. Pode ser sábia, pode ser bela, porém não é mais Cabalá.

É por isso que, na maior parte do tempo, a Cabalá foi transmitida de mestre para alunos selecionados e de confiança, na maior confiabilidade. Quando foi escrita, os textos eram propositadamente crípticos e misteriosos, em enigmas sussurrados, parábolas e alusões obscurecidas. Às vezes, as restrições tinham de ser reafirmadas para impedir todos, exceto alguns poucos, de estudar Cabalá.

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Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 18/09/2014. Jerusalém, 23 Elul 5774.

Shalom Lé Kulam! Paz A Todos!

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Boker tov! Bom dia! Shalom!

Muitas pessoas acreditam que Rosh Hashaná significa “Ano Novo” ou “Início do Ano”. Mas, na verdade, Rosh Hashaná literalmente significa “Cabeça do Ano”, pois o resto do ano depende dos julgamentos Celestiais feitos durante os dois dias desta festa.

O “Sacrifício de Isaac” é um dos motivos pelos quais tocamos o shofar em Rosh Hashaná.
O tema da Akeidat Itzhak – “o Sacrifício de Isaac” – é central em nossas orações de Rosh Hashaná. O trecho da leitura da Torá no segundo dia da festa é justamente este. O Talmud nos ensina que D’us considera que nosso antepassado Itzhak realmente foi sacrificado e que seus restos mortais foram queimados no altar erguido por seu pai no Monte Moriá. E conta que a razão para isso seria que o Eterno considera uma intenção sincera e honesta como equivalente a uma ação. Em Rosh Hashaná, período em que D’us julga cada um de nós, invocamos os méritos de Itzhak como fonte de bênção e proteção para nós, seus descendentes. Esta é uma das razões pelas quais tocamos o shofar em Rosh Hashaná. O shofar, feito do chifre de um carneiro, remete-nos à Akeidá, quando um animal foi sacrificado em lugar de Itzhak

16/09/1747
O Papa Benedito XIV proíbe os judeus que se converteram ao cristianismo de darem um get (o divórcio religioso judaico) para suas esposas.

16/09/1982
Centenas de palestinos são massacrados por libaneses cristãos, em Beirute, nos campos de refugiados de Sabra e Shatila.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 16/09/2014. Jerusalém, 21 Elul 5774.

Shalom Lé Kulam! Paz A Todos! …

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OS MISTÉRIOS DA HENNA……

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Famosa pelas suas qualidades como tintura natural para cabelos e presente em nove entre dez toucadores de salões de beleza em todo o mundo, a henna não é apenas um produto cosmético para os judeus do Iêmen, do Iraque e do Norte da África.

A henna é a protagonista de uma cerimônia pré-nupcial mantida há milhares de anos por comunidades judaicas de origem sefaradita, sejam elas estritamente religiosas ou não.

Tradicionalmente, a cerimônia de henna era restrita apenas às mulheres, cujo objetivo era homenagear a noiva e desejar-lhe saúde e riqueza enquanto se preparava para deixar a casa de seus pais e começar uma nova vida ao lado de seu marido. Atualmente, em algumas comunidades, o ritual modificou-se e tanto o noivo quanto a noiva participam dos eventos.

No passado, a cerimônia da henna deveria ser sempre realizada na noite anterior ao casamento. No Iraque, por exemplo, acreditava-se que algo ruim poderia acontecer ao casal se dormisse na noite que antecedia suas núpcias. Por isso, as pessoas cantavam e dançavam a noite inteira. Atualmente, a cerimônia é feita vários dias antes do casamento.

No Marrocos, o banho ritual da noiva é uma parte importante da cerimônia da henna, quando, em sua primeira visita à mikve, ela é escoltada pelas convidadas que cantam e dançam ao seu redor. Nas diferentes comunidades, costuma ser realizado em dias diferentes da semana, porém sempre próximo à data do casamento.

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ndependente do dia no qual é realizada, a cerimônia do banho e da henna é sempre uma ocasião de muita alegria para a noiva, por ela estar se purificando e se preparando para seu casamento. Além do banho propriamente dito, o ritual envolve ainda arrumar o cabelo e cortar as unhas. O noivo, por sua vez, também participa com seus amigos, em outro local, de atividades que têm por objetivo cuidar de sua purificação para o casamento.

Durante a cerimônia da henna – ou a Festa da Henna – o pó da planta é colocado nas mãos da noiva e, algumas vezes, em seus pés, como proteção contra os maus espíritos. Em algumas comunidades marroquinas, o noivo também está presente, porém em outro aposento da casa, participando de jogos com seus amigos, sempre dentro do mesmo espírito de alegria e bons augúrios.

Em Tânger, na noite anterior ao casamento, conhecida como a Noite da Noiva, ela também é homenageada com uma festa preparada por mulheres. É uma ocasião de muita alegria, na qual a noiva usa um traje especial e, durante a parte inicial da cerimônia, o rabino e dois edim – ou testemunhas religiosas – entram carregando velas e cantando. Eles escoltam a noiva para um trono ladeado com três cadeiras. A henna é então colocada na mão direita de todos os presentes, como símbolo de alegria e bênção à noiva.

Um conceito importante expresso pela cerimônia da henna é que, nessa noite anterior ao casamento, D’us, mostrando sua generosidade, perdoaria a noiva de todos os seus pecados, para que ela possa começar sua vida como casada totalmente purificada.

Atualmente, em algumas comunidades judaicas do Norte da África, o casal de noivos é escoltado até o local onde será realizado o ritual da henna, vestido com os trajes tradicionais, ricos em bordados com enfeites dourados e prateados.

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O vestido da noiva é de veludo, em cores fortes e vivas, para evitar o mau-olhado. Pedras e lantejoulas douradas e prateadas simbolizam a felicidade. O noivo veste a tradicional “djalabia”, também com enfeites brilhantes que representam a luz que iluminará suas vidas. Na cabeça, usa um turbante vermelho. Sua nova casa é então enfeitada com veludo e com os tradicionais vasos e jarras de cobre marroquinos.

Aqui os perseguidos no Reino continuaram perseguidos. Na melhor das hipóteses, esquecidos, até a chegada de um Visitador ou de um novo Bispo quando era acionada a maquina de fabricar diferenças, ressentimentos e repressão. O fato da Inquisição portuguesa, ao contrário da espanhola, ter sido mais centralizadora monopolizando na metrópole a prisão, processos e execuções das sentenças não atenua a dimensão da repressão religiosa no Brasil. A inexistência de cadafalsos não elimina a presença do terror.

Como se sabe, o primeiro Comissário, D. Antônio Barreiros, não se empenhou a fundo nas novas atribuições como Comissário do Santo Oficio. Há documentos comprovando sua inapetência para punir os cristãos novos que continuaram vivendo com relativa liberdade.

– “Não esquecerei o que fizeste por mim!”

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Afinal, passados alguns anos, já velho, morreu o tzadic. O ritual de sua morte foi fielmente obedecido pelo campônio, conforme orientação escrita deixada pelo rabi Itzac, inclusive proferindo o Shemá. Após o falecimento do tzadic, o campônio ficou triste e desamparado. Analfabeto, sem saber o que fazer da vida, foi arrumar a volumosa quantidade de escritos deixada pelo Rabino. Para surpresa sua, os pacotes estavam amarrados em pequenos volumes separados e em cada um deles havia um bilhete endereçado a um determinado Rabi, entre os que moravam na cidade. Havia ainda um segundo bilhete endereçado ao camponês, onde com letras grandes estava escrito “Tu me ajudaste muito, devo-te a vida. Mas eu te ajudarei depois de morto. Faze o que digo: Entrega cada envelope destes, muito espaçadamente, deixando passar muito tempo entre cada entrega. Isto deve levar anos. Não dês uma palavra sobre eles. Obedece-me e serás feliz para sempre. Não fale!! Não fale!!” E trazia a assinatura do Rabi Itzaac Kragemberg.

Diante do estado de penúria em que se encontrava, quase sem ter o que comer e sem rumo na vida, o camponês lembrou-se então de fazer a entrega ao destinatário de um desses envelopes endereçados, conforme o sábio falecido havia recomendado. Como na sua estreita visão entendia que seria perda de tempo ir à cidade para procurar um religioso (os camponeses de sua aldeia não gostavam dos religiosos), pois geralmente estes não têm dinheiro, são estudiosos, não se preocupam com os bens terrenos, o homem demorou-se a ir à cidade para cumprir as ordens do falecido.

Mas, vendo que nada havia conseguido, percebeu que essa era sua única chance de sobreviver. Tomou então a decisão e com o resto do dinheiro que havia sobrado, resolveu ir procurar o Rabi cujo nome constava em um dos envelopes.

Ao chegar à casa do Rabi, foi por este atendido por comiseração, tal o seu aspecto. Mal vestido, de cor pálida, cabelos amarelos esbranquiçados, postura de fraqueza e humildade, olhos mal levantando-se do chão, ombros arqueados e pequenos, mais parecia um personagem de ficção.

Diante de tal quadro, o Rabi disse-lhe: “Entra, vejo que estás cansado, come e bebe alguma coisa.” Sem dizer uma palavra, o homem comeu pão, tomou vinho e, por fim, entregou ao Rabi um envelope onde só constava o nome Rabi Eliezer Abramov. Enquanto o Rabi, curioso, procurava o remetente, o camponês permaneceu mudo. Ao ser inquirido, disse: “Estou cansado!” O Rabi então, ávido, abriu o envelope e começou a ler sobre a interpretação do Zohar.

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À proporção que lia, o Rabi se transformava, sua fisionomia ficou séria, seus olhos corriam pelas páginas com um interesse e uma velocidade jamais vistos. Seu rosto se iluminava, suas mãos seguravam as páginas, como que para impedir que fugissem e foi quase que inconscientemente sentando-se. A cada linha, sua cabeça meneava para a frente como sinal de concordância com o que lia. Ainda assim, num gesto ameno, olhou para o homem como se olha para alguma coisa impossível. Gentil e carinhosamente, disse-lhe:

– “Senhor, gostei muito do que está escrito nestas páginas. Desejava ter um tempo maior para examiná-las. Fica comigo, sê meu hóspede, terei muita honra em tê-lo em minha casa. Por favor, façei esta mitzvá, não precisa dizer-me nada. Você será meu hóspede de honra. Por favor, aceite! Já vi que não gosta de conversa, só fale comigo quando quiser!” O camponês, que mal sabia falar, lembrou-se do conselho do chacham e simplesmente acenou com a cabeça, embora ainda não tendo entendido as ordens do Rabi, seu antigo patrão.

Deste modo, instalado confortavelmente, com boa alimentação, ficou hospedado na casa de Rabi Eliezer. Este, estava fascinado pela sabedoria dos escritos que lia.
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Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 12/09/2014. Jerusalém, 17 Elul 5774.

Shalom – Paz !!!

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Quem é Judeu?

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Pergunta 1:
Quem é judeu?

Resposta:

Nos últimos 3300 anos, a definição universal aceita por todos os judeus, sem exceção, é a da Halachá (Lei Tradicional da Torá):

Qualquer pessoa nascida de mãe judia é um judeu.
Um não-judeu pode se converter para se tornar judeu, mas somente de acordo com as condições da halachá, incluindo circuncisão (para o homem), imersão num micvê casher e a aceitação de todos os mandamentos da Torá. Outra condição haláchica: a conversão deve ser supervisionada por um Bet Din (Tribunal Rabínico) composto por eruditos, que se sujeitam à autoridade Divina da Halachá e a seguem em suas vidas cotidianas.

2. Pode qualquer não-judeu se tornar judeu?

Resposta:

Sim! Desde que seja sincero com o seu compromisso e o Bet Din estiver convencido de sua sinceridade.

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3. Esta é a única maneira de se tornar judeu?

Resposta:

Sim. Este padrão haláchico tem sido aceito através da história judaica por todos os judeus, sem exceção, observantes ou não da Torá, pelo seu bisavô tanto quanto pelo meu. O único padrão para a conversão sempre foi o tradicional haláchico. Um assunto tão sério e profundo como conversão ao judaísmo obviamente exige um critério sério e universalmente aceito, que lhe concede autenticidade.

4. A Halachá aceita conversões do movimento Reformista ou Conservador?

Resposta:

A Halachá só reconhece uma conversão quando realizada de acordo com todas as suas regras. Mas isto não é uma questão de Ortodoxo em contra partida a Conservador ou Reformista. O que conta aqui não é o rótulo que se tenta dar a um determinado grupo, mas o processo da própria conversão: se um rabino ortodoxo realiza uma conversão não totalmente de acordo com a Halachá, então essa conversão não será reconhecida pela Halachá. A Halachá é o critério exclusivo para determinar como e quando um não-judeu pode se tornar judeu.

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5. Por que os judeus que aceitam a Halachá não são tolerantes com os outros padrões?

Resposta:

Os judeus sempre acreditaram que a Halachá, como parte da Torá, foi dada por D’us. Alguém que acredita nisto, obviamente não pode aceitar concessões numa questão tão fundamental. Ou o processo da conversão é realizado de acordo com a Halachá e é portanto sancionada por D’us, ou ela não concorda com a Halachá e permanece obra humana.

Conversão implica numa mudança espiritual, por isso, para um judeu que acredita na origem Divina da Halachá a conversão só pode ser feita de acordo com as condições da Lei de D’us. Qualquer outra forma ou “fórmula” é desprovida de sentido.

6. A insistência no padrão haláchico não divide nosso povo?

Resposta:

Pelo contrário, ela é a única maneira de unir nosso povo. Insistir no contrário é demagógico e deliberadamente enganoso. Para capacitar um não-judeu a se tornar um membro do povo judeu, somente um padrão de conversão tem sido aceito e ainda o é por todos os judeus sem exceção – o Haláchico. Mesmo aqueles que não se sentem obrigados pela Halachá ainda aceitam como judeus aqueles convertidos pelo padrão haláchico. Uma simples analogia: certa vez perguntaram a Golda Meir por que as Forças Armadas de Israel só serviam alimentos casher, se há muitos soldados que não observam a cashrut. “Se a comida é casher”, ela respondeu, “aqueles que não se importam com a cashrut não perdem nada ao comê-la. Mas se a comida não for casher, aqueles que guardam cashrut serão forçados a ir a outro lugar…” Obviamente, um soldado que não observa cashrut, de modo algum compromete seus princípios ao comer alimentos casher. No nosso caso também, judeus que não se sentem obrigados pela Halachá podem ainda, em nome da unidade judaica, viver com o padrão estabelecido pela Torá para a conversão.

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7. Os judeus ortodoxos consideram os outros judeus plenamente judeus?

Resposta:

Absolutamente! Qualquer um nascido de mãe judia permanece por toda a vida um membro total e completo do povo judeu, independente dos seus atos ou práticas, opiniões ou afiliações. Independente das suas ações, opiniões ou graus de comprometimento, todo e qualquer judeu é nosso irmão ou irmã em todos os aspectos. Isso está declarado no Talmud e reiterado nos Códigos da Lei haláchica de Maimônides, o Shulchan Aruch, etc. De acordo com a Torá, todo judeu, sem exceção, tem valor intrínseco e é um componente essencial do povo judeu, sem o qual a nação inteira não pode realizar seu pleno potencial.

8. Por que há uma ênfase tão grande a não realização de casamentos mistos?

Resposta:

Permanecemos muito firmes nesta questão, pois o que mais tem afastado nosso povo de suas raizes é o casamento misto e a assimilação. Nossa batalha é conservar dentro de cada judeu a chama judaica viva. Cada judeu é valioso, independente de quem seja. Temos a obrigação de lutar com todas nossas forcças pela sua sobrevivência, não apenas material mas espiritual. O que tem nos mantido vivos até hoje é a não assimilação e a transmissão de nossos valores em todas as gerações. Todo e qualquer judeu vale esta batalha!

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Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 10/09/2014. Jerusalém, 15 Elul 5774.

Shalom – Paz !!!

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2 Comentários


Alerta Nos Estados Unidos!!! …

Sugestão da Leitora: Sarita Gorodicht, Porto Alegre Rio Grande do Sul, Brazil.
Shalom Lé Kulam Chaverim, RS …

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Chaverá Sarita Gorodicht , Na cidade eterna dos judeus ! Jerusalém, Mazal Tov!

Ereve Tov! Boa Tarde!

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Cerca de 5,5 mil judeus receberam de forma fraudulenta US$ 42 milhões nos Estados Unidos pagos pela Alemanha, fazendo-se passar por vítimas do Holocausto, informou nesta terça-feira a promotoria de Nova York. Dezessete pessoas, responsáveis pela armação do golpe, foram acusadas de usar um fundo destinado a ajudar vítimas da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial, informou em um comunicado a promotoria.
Um dos fundos fraudados entregava em um pagamento único US$ 3,6 mil a judeus que supostamente haviam sido evacuados de suas cidades de origem por causa da perseguição nazista. “Muitos dos que receberam os fundos fraudulentos haviam nascido depois da Segunda Guerra Mundial e pelo menos um deles sequer era judeu”, indica a nota.
Após receber os cheques, os beneficiários pagavam uma comissão aos que organizavam a fraude. Um total de 4.957 pessoas receberam indenizações fraudulentas entre 2000 e 2009 de US$ 18 milhões. Em outro golpe, eram entregues mensalmente US$ 411 “aos que viveram em guetos durante 18 meses ou mais ou durante seis meses em campos de concentração ou de trabalho”.
Mediante documentos e testemunhos falsos, 658 pessoas que fingiam ter sido vítimas da perseguição reivindicaram assim um total de US$ 24,5 milhões pagos pelos contribuintes da Alemanha. Onze dos suspeitos foram detidos nesta terça-feira e contra todos os eles pesam acusações por fraude passíveis de até 20 anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil, informou a promotoria.

Obrigado pela leitura!
Pesquisa, tradução e edição: Sarita Gorodicht, Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman…

Maringá, 08/09/2014. Jerusalém, 13 de Ellul 5774.

Shalom Lé Kulam! Paz A Todos! …

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Janet Louise Yellen!!

Uma “mãe judia” à frente da maior economia do planeta ….09fed1-articleLarge

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu para dirigir o principal banco central do planeta uma mãe judia.

Primeira mulher apontada para o cargo e atual vice-presidente da instituição, Janet Louise Yellen começou a mergulhar nos caminhos responsáveis por transformá-la numa das mais renomadas economistas norte-americanas quando se viu diante de um dilema típico dos tempos atuais: conciliar atividade profissional e a maternidade. Na hora de contratar uma babá para o pequeno Robert, percebeu como poderia desenvolver um pensamento voltado à criação de empregos, tema candente na maior economia mundial.

“Casal em faculdade procura babá. Boa remuneração”, dizia um classificado na edição de 24 de julho de 1981 do “The Daily Californian”, jornal estudantil de Berkeley. Foi o início de um processo de reflexão teórica, posteriormente aliado a uma carreira de sucesso em várias instituições da economia norte-americana, que levou Janet Yellen a se notabilizar como uma usina de ideias obcecada com a criação de empregos. Como muitos economistas de sua geração, ela se interessou pelo estudo da Grande Depressão de 1929, período em que a taxa de desemprego bateu em impressionantes 24%.

Com a crise financeira de 2008-2009, o índice chegou a 10%, e, recentemente, recuou para a casa dos 7%. O presidente Obama, ao indicar a primeira mulher para o cargo de presidente do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, sinalizou sua preocupação com a criação de postos de trabalho e deixou para o Senado, conforme dita a legislação, a tarefa de votar a escolha de Janet Yellen.

A excelência em Economia marca a sua vida familiar. George Akerlof, o marido, ganhou Prêmio Nobel de Economia em 2001, junto com Michael Spence e Joseph Stiglitz, e é professor-emérito em Berkeley, com doutorado pelo MIT. Casaram-se em 1978, e o filho Robert leciona na Universidade de Warwick.

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George e Janet se conheceram na cantina do Federal Reserve, em 1977, quando faziam pesquisas. “Gostamos um do outro imediatamente e decidimos nos casar”, escreveu Akerlof, segundo reportagem do “The New York Times”. O texto faz referência a memórias escritas pelo economista após ser laureado com o Nobel, quando ele lembrou que não apenas as personalidades do marido e da esposa combinavam perfeitamente, mas também suas visões sobre macroeconomia. “Nosso único desentendimento vem do fato de ela apoiar um pouco mais do que eu o livre comércio”, observou Akerlof.

No universo das discussões domésticas, o combate ao desemprego sempre esteve em alta, sobretudo na década de 1980. O casal levava o tema para a mesa de jantar ou para as férias no Havaí, onde preferiam ler refestelados na cadeira de praia a entrar no mar.

O convívio familiar e a seriedade nos estudos sempre marcaram a vida de Janet Yellen. Ela nasceu no dia 13 de agosto de 1946, no Brooklyn, filha do médico Julius Yellen e da professora Anna, cujo sobrenome de solteira era Blumenthal. O pai, uma vez por semana, fechava o consultório à tarde para passar mais tempo com a família.

Atividades intelectuais modelavam a rotina doméstica. Anna criava grupos de leitura. Livros circulavam pela casa e pelas mãos dos vizinhos. O site norte-americano Forward entrevistou amigos de infância de Janet. Um deles, Rich Rubin, hoje um professor de Medicina aposentado que vive na cidade de Portland, contou: “Era um ambiente urbano; então, no lugar de irmos a um bosque, nós líamos”. Ele prosseguiu: “Eu me lembro de sua mãe falando conosco sobre livros. Era claro que se tratava de uma família com muita cultura”.

Janet era uma menina introvertida, mas que se destacava com o desempenho escolar. “A gente se referia a ela como o intelecto invisível”, rememorou Charles Saydah, jornalista aposentado e colega nos tempos do colegial. Ele ainda falou sobre a amiga de juventude: “Ela só chamava atenção para si quando comparávamos as notas; ela sempre conseguia as notas mais altas”.

O Forward também entrevistou Susan Stover Grosart, grande amiga de Janet Yellen nos tempos dos bancos escolares. Naquela época, um dos programas favoritos das jovens consistia em procurar concertos gratuitos no famoso Lincoln Center, em Nova York. “Depois que ela começou o curso de Economia, este era o seu assunto preferido, e era sobre isso que falávamos ao telefone”, lembrou Susan. Matemática e antropologia estiveram no horizonte das opções de Janet, antes de ingressar na universidade.

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Muito dos interesses e da visão de mundo da jovem aparecem numa edição de 1963 do jornal escolar de Fort Hamilton, na região de Bay Ridge, no Brooklyn. Janet era editora da publicação e realizou uma autoentrevista, localizada pela reportagem do “The New York Times”. Lá, ela descreveu as viagens com a família para destinos como Haiti, Holanda, Irlanda e Alemanha. Mencionou ainda a paixão por espetáculos da Broadway e por um hobby pouco comum: colecionar pedras.

A graduação em Economia ocorreu em 1967, na Universidade de Brown. Quatro anos depois, Janet Yellen obtinha seu PhD em Yale. Começava a decolagem de uma economista considerada brilhante, de fala mansa, mas que não foge de um debate intenso. Entre 1971 e 1976, ocupou o cargo de professora-assistente em Harvard, para, em seguida, trabalhar como economista pesquisadora no Federal Reserve. Depois de conhecer seu futuro marido e se casar, aterrissou na Califórnia, em Berkeley, para chegar ao título de professora-emérita da Escola de Negócios Haas.

A família frequentou a Congregação Beth El, da região de Berkeley, e foi lá que o filho Robert fez a pré-escola. A mãe Janet se destacou ainda como chefe do Conselho de Assessores Econômicos do presidente Bill Clinton, entre 1997 e 1999. Lecionou ainda em Harvard e na London School of Economics. Voltou a frequentar o sistema do Federal Reserve em 1994, então como integrante do Conselho da instituição.

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Em julho de 2009, circulou a especulação a respeito de Janet Yellen como sucessora de Ben Bernanke na presidência do Fed. A favor dela, o fato de ter sido uma das primeiras vozes a alertar sobre a bolha imobiliária cuja explosão levou os Estados Unidos à sua maior crise financeira desde a Grande Depressão de 1929. No entanto, o presidente optou por manter o atual chefe do Banco Central por mais um mandato.

A indicação histórica veio a 9 de outubro de 2013. Com uma eventual confirmação do Senado norte-americano, Janet Yellen se tornará não apenas a primeira mulher a dirigir o Fed, mas a primeira presidente de um Banco Central dos sete países mais industrializados do planeta. E com uma coincidência interessante: praticamente ao mesmo tempo de sua indicação, Israel colocava Karnit Flug para dirigir seu Banco Central, em outra escolha inédita. A sensibilidade feminina começa a definir importantes rumos da economia global.

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Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Rakel Mastrandea Eretyz e Vital Ben Waisermman.

Maringá, 06/09/2014. Jerusalém, 11 Elul 5774.

Shalom – Paz !!!

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