Mês: outubro 2014



Enrico Macias, símbolo da música árabe-andaluz…..

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Uma notícia apareceu com destaque na mídia israelense nos últimos meses: a decisão do cantor Enrico Macias de emigrar da França para Israel. O ícone da música árabe-andaluz anunciou suas intenções em uma entrevista à emissora israelense Canal 2, dizendo que o crescente antissemitismo na Europa está por trás desta mudança.
“Em Israel, me sinto livre, eu me sinto em casa. Há muito tempo queria partir, mas sinto que agora chegou o momento. Acredito que o antissemitismo na França crescerá e que devo ensinar algo aos meus filhos e netos. Então, darei o exemplo de partir para viver em Israel”, ressaltou o artista.

Internacionalmente consagrado e intensamente aplaudido nos palcos europeus, na América do Norte, na antiga URSS e no Japão, entre outros, Enrico Macias tem transmitido em suas canções uma mensagem universal de paz e solidariedade entre os povos. O disco “Oranges amères” lançado em 2003 e produzido por seu filho, Jean-Claude Ghernassia, é fruto desse universo que, justamente, é o que nele a todos encanta e seduz.
Sua atuação em prol da paz foi reconhecida pelo governo da França, que, em 1985, concedeu-lhe a Legião de Honra do país. Em 1997, foi indicado pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, como Embaixador Mundial para a Paz e Proteção das Crianças. Em novembro de 1981, o então secretário geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, concedeu-lhe o título “Cantor da paz”, após Macias ter doado os royalties da canção “Malheur à celui qui blesse un enfant” para a Unicef.

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apoio às tropas israelenses.

Ao longo de sua carreira, Macias apresentou-se mais de 40 vezes em Israel, levando às lágrimas muitos que, através de suas canções, reviviam momentos felizes de seu passado nos países árabes dos quais foram obrigados a partir.

Após 1948, como consequência da fundação de Israel, da guerra deflagrada pelos países árabes contra o Estado Judeu e do recrudescimento das perseguições, centenas de milhares de judeus do Egito, Síria, Iraque, Argélia, Marrocos, Iêmen e Tunísia deixaram seus respectivos países. Partiram para Israel; outros para a Europa, Estados Unidos e América do Sul. Deixaram para trás recordações, séculos de história e um valor incalculável em bens individuais e comunitários.

Embora consagrado como um dos grandes artistas internacionais da música andaluz, Macias jamais abandonou suas raízes argelinas, nunca perdeu a sua simplicidade e o sorriso fácil e sincero que cativou tantos amigos e público, sendo o porta-voz de todo um povo desarraigado da África do Norte durante a década de 1960.

Sua vida

No dia 11 de dezembro de 1938, nascia em Constantina, na Argélia, em uma tradicional família judaica, Gaston Ghernassia, que, décadas mais tarde, seria consagrado como Enrico Macias. As tradições e valores judaicos eram cultivados por seus pais – a mãe descendia de uma boa família de judeus locais, enquanto os familiares de seu pai vinham de Granada, na Andaluzia. A música fez parte da sua vida desde a infância, pois seu pai era violinista da orquestra do grande mestre Cheikh Raymond Leyris, uma das mais representativas da mais pura tradição musical do maaluf, canto tradicional árabe-andaluz. Anos mais tarde, o jovem Gaston casa-se com Suzy, filha do grande mestre.

Sua história de amor com Suzy começou quando ele tinha 15 anos e ela, 13. Suzy sofria de problemas cardíacos e, aos 18 anos, submeteu-se à primeira cirurgia cardiovascular realizada em Paris. Apesar de ter sido alertada pelos médicos de que não poderia engravidar, ela conseguiu dar à luz uma menina e um menino, enfrentando grandes adversidades. Em 23 de dezembro de 2008, Suzy faleceu, após longa enfermidade.

A música maaluf ou andaluz, tocada em instrumentos tradicionais, é a forma mais comum da música oriunda da Andaluzia, na Espanha, e chegou à Argélia no século 15, logo após a expulsão dos árabes daquele país. Desde sua juventude, “Gaston-Enrico” tocava violão e logo passou do violão à harmônica. Sua musicalidade era um dom e costumava dizer: “Em termos musicais, eu poderia ser comparado a um homem que fala muito bem, mas não sabe escrever. Tudo brotou por intuição”. Aos oito anos aprendeu sozinho a tocar mandola, tipo de bandolim. Seu pai, querendo preservá-lo das dificuldades da profissão, preferiu não ser seu mestre. Mas ele tocava escondido. Até que, aos 12 anos, no Bar-mitzvá de seu irmão, o pai lhe pediu para tocar algo para os convidados. Acompanhado por Cheikh Raymond, bastou que começasse a dedilhar o violão para revelar seu talento. Ao final do dueto, impressionado com o jovem, o mestre do maaluf o convida para integrar sua prestigiosa orquestra.

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A realidade da Argélia harmoniosa, onde católicos, judeus e muçulmanos compartilhavam a mesma terra, estava acabando. Começava uma era de instabilidade política. O movimento Frente Nacional de Libertação (FLN), fundado em 1954 por Ahmed Ben Bella, lutava pela independência do país, que era colônia francesa há mais de 130 anos. Foi criado na mesma época o Exército de Libertação, braço armado da FLN. Inicia-se a Guerra de Independência (1954-1962), que acaba sendo prolongada e muito sangrenta, em virtude da resistência dos colonos franceses, os Pieds Noirs, senhores das melhores terras.

Entre as vítimas do conflito estava Cheick Raymond que, no dia 22 de junho de 1961, fora assassinado de forma selvagem em Constantina. Naquele momento, o jovem Gaston se deu conta de que a única alternativa para ter um futuro era o exílio na França. Chegava ao fim uma era de calma e tranquilidade para os judeus argelinos. No mesmo ano, Gaston embarca com a esposa, Suzy, na companhia de toda a sua família e amigos no navio Ville d’Alger, que os levaria à França. Deixar a Argélia foi um duro golpe para uma comunidade que tinha construído a vida na África, ainda que suas raízes estivessem na Europa.

Ao chegar a Paris, Gaston decidiu apostar na carreira musical. Como uma criança prodígio da música maaluf, resolveu adaptar o estilo ao gosto do público francês, traduzindo partes das músicas que conhecia para o francês, mas não ficou satisfeito com as versões. Então construiu um repertório baseado em suas próprias experiências. Mas, enquanto o sucesso não vinha, aceitou vários trabalhos tocando e cantando em cafés.

Ele foi contratado pela d’Or em 1962. Gravou seu primeiro disco com a canção “Adieu mon pays”, que compusera no navio quando saía da Argélia. Em outubro do mesmo ano, aparece em um programa de televisão sobre os expatriados da Argélia, “Cinq colonnes à la une”, e, a partir de então, é o início da fama. Faz a sua primeira turnê em 1963, ano do nascimento de sua filha Jocya (o filho Jean-Claude nasceria pouco depois). Em 1964, Gaston adota definitivamente o nome artístico de Enrico Macias, apresenta-se no Teatro Olympia e conquista um sucesso fenomenal com hits como “Enfants de tous pays”, “Les filles de mon pays” e “La musique et moi”. Começam também as intermináveis turnês ao redor do mundo.

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Embora seus primeiros fãs tenham sido os “Pés Negros”, que se identificavam com as canções de Macias, também cativou o público mais amplo e suas canções passaram a ser cantadas por todos. Em 1965, recebeu o Prêmio Vincent Scotto e compôs a canção “Les Gens du Nord” e “Non, je n’ai pas oublié”. No ano seguinte, apresentou-se para uma plateia de 120 mil pessoas no Dinamo Stadium, em Moscou, e em outras 40 cidades soviéticas. Sucesso após sucesso, ele gravou, também, em espanhol e italiano.

A década de 1960 foi uma verdadeira roda-viva de gravações e turnês. Em 1968, foi intensamente aplaudido no Carnegie Hall, em Nova York, Chicago, Dallas, Los Angeles e outras cidades dos EUA e Canadá. Entre os prêmios acumulados ao longo de sua carreira estão o Disco de Outro pelo álbum “Melisa”, que incluiu o sucesso “Malheur à celui qui blesse un enfant”. Em 1978, foi convidado pelo presidente Anuar El-Sadat a se apresentar no Egito, como vimos acima. Um momento marcante para Enrico Macias, banido dos países árabes durante anos.

Ao longo de décadas, Macias escreveu um capítulo importante da história dos judeus forçados ao exílio. Através de suas canções, revela a trajetória comum de milhares de judeus que, mesmo reconstruindo suas vidas em outras paragens, jamais arrancaram de seu coração seus países de origem.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição! Rakel Mastrandea Eretyz & Vital Ben Waisermman.

Maringá, 29-10-2014 5 Cheshvan 5775

Shaná Tová Umetuká! Shalom!

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Informes Do Judaísmo!!!…

Hoje inicia-se o último dia da festa de Sucot, denominado de Hoshaná Rabá.

Na noite de Hoshaná Rabá costuma-se ler o quinto livro da Torá, Devarim, e recitar todos os cinco livros de Salmos. Na manhã de Hoshaná Rabá (nesta segunda-feira), durante a reza matutina, o serviço religioso é ainda mais longo do que nos outros dias de Sucot. O motivo disto é que Hoshaná Rabá é um dia muito importante no calendário judaico, pois é o término do período de julgamento Celestial que se iniciou em Rosh Hashaná. Em Iom Kipur, nosso destino para o ano que acabou de se iniciar é selado, mas há a possibilidade de adquirir ainda mais bênçãos Divinas até o término da data de Hoshaná Rabá.
veja mais…

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Hoje inicia-se o último dia da festa de Sucot, denominado de Hoshaná Rabá.
Na noite de Hoshaná Rabá costuma-se ler o quinto livro da Torá, Devarim, e recitar todos os cinco livros de Salmos. Na manhã de Hoshaná Rabá (nesta segunda-feira), durante a reza matutina, o serviço religioso é ainda mais longo do que nos outros dias de Sucot. O motivo disto é que Hoshaná Rabá é um dia muito importante no calendário judaico, pois é o término do período de julgamento Celestial que se iniciou em Rosh Hashaná. Em Iom Kipur, nosso destino para o ano que acabou de se iniciar é selado, mas há a possibilidade de adquirir ainda mais bênçãos Divinas até o término da data de Hoshaná Rabá.
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14/10/1994
Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat recebem o Prêmio Nobel da Paz pelo Acordo de Oslo.

14/10/1986
Elie Wiesel, uma das mais importantes personalidades judaicas, recebe o Prêmio Nobel da Paz. Escritor, jornalista e professor, Elie Wiesel é um sobrevivente dos campos de concentração nazistas. Suas obras ajudaram a imortalizar a memória das vítimas do Holocausto.

Obrigado pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman…

Maringá, 14/10/2014 . Jerusalém, 20 Tishrei 5775.

Shalom Lé Kulam – Paz A Todos !!!…

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Rosh Hashaná, quando podemos alcançar a alma que queremos…

Erev Tov Chaverim – Boa Tarde A Todos Os Amigos !!!

– artigo publicado na edição nº 325 da Tribuna Judaica

Rosh HaShaná. Chalot redondas. Maçãs e mel. Trocas de presentes. Sinagogas enfeitadas e lotadas. Roupas Novas. Todos os sinais de alegria de u m Novo Ano. Logo mais estaremos em 5775 e, obviamente, temos que festejar. Mas a sabedoria judaica nos encoraja a fazer algo muito mais profundo durante o mês que anuncia este ano novo, durante o mês de Elul, o judaísmo nos pede uma contabilidade da alma, cheshbon hanefesh.

Nossa introspecção pode ter um valor imenso nesta época de transformação, mas para isto acontecer, temos que voltar o olho para o interno de um modo profundo e honesto. Devemos examinar esse mundo interior da personalidade, pensamento, sabedoria e emoções, junto com nossa essência eternal, que é o que conhecemos com “alma”, e fazermos um rigoroso processo de contabilidade da alma para conseguirmos insights que nos levem às mudanças necessárias que são os próprios motivos dos Dias Intensos, ou Iamim HaNoraim.

Podemos simplesmente fazer uma lista mental das coisas que sabemos estarem erradas em nossas vidas. Fomos talvez arrogantes demais, gananciosos demais, esquecemos que ganhar dinheiro é um meio e não o objetivo final de nossas vidas; tratamos o outro como se fossem objetos sem perceber que cada ser humano pode nos trazer algo de bom na relação; acostumamo-nos às pequenas mentiras e transgressões, acalmando nossa mente ao comparar com os grandes pecados, sem perceber que, mesmo assim, nos tornamos transgressores.

Devemos também pensar sobre nossas forças e nossas fraquezas, de modo consciente, para perceber o que nos move ou o que nos domina. O que nos faz estourar numa situação, ou o que nos faz apreciar um belo dia… Não devemos ruminar sobre eventos que não são importantes, isto é uma contabilidade da alma; trata-se de uma leitura honesta e sem culpa de nós mesmos.

Toda vez que nos dispomos a fazer um trabalho destes, é uma oportunidade de mudarmos e de nos tornarmos seres humanos melhores e o incrível e que a tradição judaica oferece esta ferramenta em seu calendário.

Creio que comunitariamente, podemos também nos imaginar, como povo, fazendo um cheshbon hanefesh e tentar aprender com a guerra e como não chegar de novo em uma tragédia que nos deixe com 68 filhos mortos.

Certamente, para que isso aconteça, é necessário que os palestinos comecem a entender que seu fanatismo e seu ódio só podem levar a guerras e mais guerras e que os líderes de Israel também compreendam que é chegada a hora da paz genuína e da parceria na reconstrução.

O povo de Israel e principalmente aqueles que vivem perto de Gaza devem ter a oportunidade de viverem com a esperança de que esta foi a última guerra. Ninguém é obrigado a tolerar o que eles vivenciaram durante aqueles 50 dias. Mas devemos dar um basta à guerra.

A contabilidade de nossa alma comunitária deve nos indicar a coragem para assumir o caminho da paz, sem ódio mútuo. Que sejamos honestos em irmos além da geografia do medo, considerando nossa segurança, mas buscando a parceria da reconstrução, e não da destruição. Agora é o momento ideal para a paz.

Que não tenhamos mais que matar e morrer em nome de uma discórdia que ainda pode ser superada.

Que o pequeno Daniel Tregerman, de 4 anos, tenha sido a última criança morta por um foguete em Israel. Que possamos encontrar a linguagem da paz com os nossos vizinhos e com o mundo.

Le Shaná Tová Ticateimu VeTicateivu

Floriano Pesaro
Sociólogo e Vereador.

Obrigado pela leitura!!!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman.

Maringá, 08/10/2014 e Jerusalém, 14 Tishrei 5775…

Shalom Lé Kulam !!!

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Ysrael e Mundo Judaico !!!… Shalom – Paz !!!

Conheça os programas de estudo mais procurados por jovens em Israel

O programa MASA [jornada, em hebraico] permite a todo jovem judeu entre 18 e 30 anos de idade vivenciar uma estadia de longa duração em Israel.

São cerca de 200 programas à escolha do participante, entre os quais cursos de graduação, pós-graduação, especialização, MBA, mestrado, estudos judaicos, estágios, cursos informais e trabalho voluntário em diversas áreas. O tempo mínimo de permanência é de cinco meses; o máximo, 10 meses. Pode se inscrever somente quem nunca participou de programa de longa duração em Israel.

Leia abaixo o depoimento de participantes:

“Viver Israel é compreender de onde veio uma parte de você…”, disse Rayana Peled.

“Meu objetivo era viver como uma israelense, aprender o hebraico e ter a chance de começar a mudar minha vida profissional.” Suzy Buenavida

“O Masa foi meu ingresso para uma jornada através de um país que se mostrou novo, através de outras línguas, outras culturas e novos amigos. O trajeto São Paulo-Tel Aviv constituiu parte de um caminho muito mais comprido que me levou até um outro eu – Daniel Shlomo Koch.

“Minha experiência foi incrível! Totalmente diferente do que eu estava acostumada. Escolhi o programa perfeito pra mim!” – Sharon Dachevsky.

Os programas mais procurados pelos brasileiros são: Shnat hachshará: para quem participa de algum movimento juvenil, é voltado para liderança comunitária; Ulpan Kibbutz: experiência no kibbutz, com aprendizagem de hebraico e convívio com a sociedade israelense; Religioso: estudo em Midrashá (meninas) ou Ieshivá (meninos); Estágio: o jovem atua dentro de sua área profissional; Programas personalizados: o jovem monta o seu programa, de acordo com preferência e necessidade.

Com a parceria da Agência Judaica com o Governo de Israel, a maioria dos programas inclui hospedagem, alimentação, seguro médico, seminários e passeios culturais. O MASA, após análise do perfil econômico do participante, oferece uma bolsa-auxílio, que pode chegar a 90%. A passagem aérea não está incluída no programa.

Para informações adicionais, entre em contato com [email protected] ou (11) 3518-8777, ramal 119, com Gaby Gitelman; www.masaisrael.org e https://www.facebook.com/masa.brasil

Documentário sobre Aracy Rosa é exibido no Festival Rio 2014

O documentário “Esse Viver Ninguém Me Tira”, dirigido por Caco Ciocler, busca reconstituir o período vivido por Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa em Hamburgo, Alemanha, no final da década de 1930 e início de 1940. Trabalhando como chefe do setor de passaportes do consulado brasileiro, ela decidiu ajudar judeus a emigrarem para o Brasil, contrariando o regime nazista e as circulares secretas emitidas pelo governo Getúlio Vargas. Na Alemanha, ela conheceu aquele que seria seu futuro marido, João Guimarães Rosa.

Parte das filmagens foi feita na Austrália e em Israel, onde o filme foi exibido pela primeira vez. O filme participou do Festival de Gramado, em agosto de 2014, com uma versão provisória.

“Existe pouca documentação relativa a esse episódio da vida dela, até porque a Aracy não imaginou que estivesse realizando um gesto heroico. O grande desafio foi sustentar a Aracy como protagonista, retirá-la do papel de mulher do escritor Guimarães Rosa. A gente escolheu falar sobre uma existência, uma vida e o que sobra de uma vida. Ela morreu com Alzheimer, sempre foi relegada à sombra do marido. Por isso o título Esse Viver Ninguém Me Tira, frase que consta de uma carta que ela escreveu para o Guimarães Rosa quando ele já estava morto – e na qual faz uma revisão da vida ao lado dele. É uma carta linda, que encerra o filme”, disse Ciocler em entrevista à jornalista Sonia Racy.

Aracy morreu com 102 anos. Seu nome foi incluído, em 1982, no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto (Yad Vashem), em Jerusalém. O termo “justo” é utilizado pelo Estado de Israel para descrever os não judeus que arriscaram suas vidas, durante a Segunda Guerra Mundial, para salvar judeus do extermínio. A alcunha que Aracy recebeu, “O Anjo de Hamburgo”, foi criação de um jornalista muito depois do fato histórico.

“Ela foi símbolo da dignidade, da crença em valores universais e da solidariedade”, afirma Claudio Lottenberg, presidente da Conib. “Nós a carregaremos sempre em nossa memória, como homenagem a quem fez tanto pelo povo judeu, pela humanidade e contra a barbárie nazista”. Aracy foi homenageada pela presidente Dilma Rousseff, na cerimônia do Dia Internacional do Holocausto, realizada em Brasília em 2013.

No festival, o filme faz parte da mostra Première Brasil, que apresenta a produção audiovisual brasileira recente. Em 2014, são 69 títulos, entre longas e curtas, ficções e documentários. O filme de Ciocler está na categoria Competitiva.

O filme será exibido em 2, 3 e 4 de outubro. A sessão do dia 3, às 13h no Pavilhão do Festival (Armazém 6 Cais do Porto) é gratuita, sucedida por debate com presença do diretor Caco Ciocler e equipe técnica.

Veja o trailer.

Veja a grade de exibição do filme no Festival Rio 2014.

Fisesp dá palestra sobre terrorismo para Polícia Militar e Civil em SP

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) realizou em 16 de setembro no Curso Superior de Polícia, em São Paulo, uma palestra sobre o tema “Terrorismo”. Participaram cerca de 70 oficiais de Polícia Militar e delegados de Polícia Civil.

Com foco na prevenção de atos extremistas no Brasil, as palestras vêm sendo realizadas por Fernando Fainzilber, do Departamento de Segurança Institucional da Fisesp, com foco em temas como Gestão de Crises em Terrorismo, modus operandi de grupos extremistas, recrutamento e treinamento de terroristas, financiamento ao terror.

“É sobremaneira relevante a participação da sociedade civil em conjunto com o poder público para estabelecer parcerias profícuas que beneficiem a sociedade. As palestras objetivam dividir o conhecimento que os judeus têm desenvolvido por necessidade de sobrevivência com as instituições que têm as condições de prevenir atos extremistas. É uma das formas que a comunidade judaica encontrou para contribuir com a sociedade maior”, explicou Fainzilber.

Fonte: Conib Confederação Israelita do Brasil.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e ediçao: Vital Ben Waisermman.

Maringá, 06/10/2014. Jerusalém, 12 Tishrei 5775.

Shalom Lé Kulam – Paz a Todos !!!

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Yom Kipur Dúvidas?

Não é permitido se banhar em Yom Kipur. Não podemos nem mesmo imergir no mikvê, no banho ritual que ajuda a limpar a alma. A imersão no mikvê para homens é recomendada na tarde que antecede Yom Kipur.

O que é Yom Kipur?
Yom Kipur começa hoje, dia 3 de outubro, antes do anoitecer.
Yom Kipur, o Dia do Perdão, é a data mais sagrada do calendário judaico. Durante as 25 horas de Yom Kipur, é proibido comer ou beber, se lavar, usar sapatos de couro, aplicar cremes e loções e ter relações conjugais.

05/10/1986
O Sunday Times de Londres revela que Israel é uma superpotência nuclear. O jornal inglês declarou que o pequeno estado judeu possuía “no mínimo 100 e talvez até 200 armas nucleares”.

05/10/1978
Isaac Bashevis Singer, famoso escritor Yidish, recebe o Prêmio Nobel de Literatura.

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman.
Maringá, 05/10/2014. Jerusalém, 11 Tishrei 5775…

Obrigado Pela Leitura!

Shavua Tov! Otima Semana ! Shalom Lé Kulam ! Paz A Todos!!!

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Curiosidades Judaicas !!!…

Não é permitido se banhar em Yom Kipur. Não podemos nem mesmo imergir no mikvê, no banho ritual que ajuda a limpar a alma. A imersão no mikvê para homens é recomendada na tarde que antecede Yom Kipur.

Evite a cafeína nos dias que precedem Yom Kipur!
Recomenda-se não beber café ou Coca-Cola nos dias antes de Yom Kipur. O café e muitos refrigerantes possuem cafeína. Pessoas que estão acostumadas a consumir cafeína em grandes quantidades podem sentir dores de cabeça devido à sua falta no Dia de Jejum.

02/10/1853
Nova lei austríaca proíbe judeus de possuírem terra.

02/10/1944
Tropas nazistas esmagam o Levante Judeu do Gueto de Varsóvia. Os judeus do Gueto resistiram aos nazistas durante 63 dias – mais tempo do que muitos outros países europeus que foram invadidos pela Alemanha.

Obrigado Pela Leitura!

Tradução, pesquisa & edição: Vital Ben Waisermman.

Maringá, 02/10/2014. Jerusalém, 8 Tishrei 5775.

Shalom – Paz !!!

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