Mês: julho 2017



Roberto Grobman, Luta Pela Harmonia No Brasil! Shalom!!!

 

Maringá, 31 JULHO 2017 .

Jerusalém, 8 AV 5777 .

Roberto Grobman, alertando o pais e as autoridades de demais religiões acerca da Visita do Aiatolá ” Mohsen Araki, que ligação com vários grupos terroristas e Prega abertamente a Destruição de Israel do Mapa.

Como é possível que esse sujeito vem em nossas Terras Com sua cara dissimulada proferir Palestra Num Hotel da Zona Norte de São Paulo-SP, no ultimo sabado 29/07/2017.

Ajudem nosso irmão nessa causa pela paz e segurança do Brasil!

Todah Rabá!

Shalom!

Obrigado Pela Leitura e Visita!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!

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Repudio ao Terrorismo! Shalom !!!

Imagem: Arquivo Pessoal.  Foto acima ( Teresa Bergher ).

 

Maringá, 31 JULHO 2017.

Jerusalém, 8 AV 5777.

O que seria de nos Judeus Sem O Eterno Deus Hashem e Pessoas Batalhadoras como a Parlamentar, Tereza Bergher.

Devemos nos unir sempre que possível contra as intolerâncias e fanatismos e principalmente contra o Terrorismo.

Excelente semana ! Shavua tov ve Shalom!!

A secretária municipal de Direitos Humanos do Rio, Teresa Bergher, criticou, neste domingo (30), o discurso do clérigo do Irã Mohsen Araki, 61, em São Paulo. Em evento sobre terrorismo realizado neste sábado (29), Araki classificou como “terrorismo” as restrições impostas na última semana por Israel à entrada de muçulmanos na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém. No dia 14, um atentado deixou dois policiais israelenses mortos em uma das entradas da Cidade Velha. Em resposta, o governo de Israel instalou detectores de metal na Esplanada, mas depois os retirou após uma onda de protestos de palestinos. “Por que os muçulmanos não podem entrar em suas mesquitas? Isso não é terrorismo? Centenas de palestinos foram feridos porque queriam entrar nas mesquitas e fazer suas orações”, questionou o clérigo no evento de SP. Para Bergher, o clérigo adota um “discurso de ódio” que “justifica a violência” e que “serve apenas para incentivar possíveis ataques de organizações terroristas ou mesmo dos chamados lobos solitários, que agem por conta própria, desde que insuflados por líderes que pregam o terror e a violência contra outros povos”. “Não temos terrorismo no Brasil. Mas já sofremos com diversos problemas. Não precisamos de mais ódio por aqui”, afirmou a secretária municipal de Direitos Humanos do Rio. Em ofícios enviados na semana passada ao Ministério da Justiça e ao Ministério das Relações Exteriores, Bergher pediu que a entrada de Araki no país fosse barrada por ele proferir “com frequência discursos de ódio”. Segundo a secretária, “o aiatolá teve a ousadia de vir ao Brasil falar sobre o combate ao terrorismo e afirmar que Hamas e Hezbollah não praticam o terror, apenas lutam por suas causas”. A visita do clérigo ao Brasil despertou críticas de líderes religiosos, que o acusam de discurso de ódio contra Israel. Veja também matéria do R7 sobre a visita do aiatolá.

Fonte e agradecimentos: Conib.

Obrigado pela leitura.

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

 

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Avanços Positivos No Judaísmo! Shabat Shalom!!!

 

Maringá, 28 JULHO 2017

Jerusalém, 5 AV 5777

É O RECONHECIMENTO DE NOSSA ATUAÇÃO NO BRASIL E NO MUNDO!

25 de Sivan 5777 19/06/2017

Recomendação:

“Entre as tribos de Israel anuncio o que é justo” (Oséias 5/9) a respeito da organização ‘Reunindo os Dispersos de Israel’, que tem como líder o Mestre, Torre e Fortaleza da Torah, Rabino Haim Amselem Shlita, Guia e orientador de justiça em Jerusalém, cujo trabalho incessante e grandioso, tem aproximado os nossos irmãos dispersos pelo mundo do nosso Criador, através do ensino da Torah e do temor ao Eterno e tendo realizado seu trabalho com sucesso em diversas comunidades de desterrados, (Bnei Anussim) que sob a sua orientação tem se tornado cumpridoras da Torah e de seus mandamentos.

Portanto, eu peço aos meus irmãos que levantem-se para ajudá-lo, em nome do Criador, de modo que tomem parte desta grande mitzvah, cumprindo assim o versículo que anuncia: “… Para que não se perca nenhum dos desterrados”. (2 Samuel 14/14)
E ao rabino Shlita eu abençoo e desejo muito sucesso em todas as suas obras e que siga crescendo sempre.
Ámen que assim seja!

Pela honra da Torah!
Rabino Eliahu Abergel – Grão Rabino oficial de todas as cortes Rabínicas de Jerusalém.

#Compartilhe!
RabinoVentura
Sinagoga sem fronteiras
@ReunindoOsDispersosDeIsrael

*PS – O Rabino Eliahu Abergel foi 2 vezes cotado para ocupar o cargo de Rabino Chefe de Israel.

Imagem Retirada da Internet .

Rabino Gilberto Venturas Responsável Pelo Projeto ” Sinagoga Sem Fronteiras “.

 

Obrigado pela leitura!

 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman…

 

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Tsedaka – Caridade ” Benvenida Abravanel ” Shalom !!!

 

 

 

 

Maringá, 26 JULHO 2017

Jerusalém, 3 AV 5777

Sugestão de Pauta: Ilustríssima Senhora Juliana Martinetti, Leme -SP. Todah Rabá .

Quem foi Benvenida Abravanel ?
Benvenida Abravanel – A Piedosa De Nápoles :

Uma das maiores filantrópata judia da Itália durante o Renascimento. Benvenida Abravanel foi uma das mulheres mais influentes e mais ricas da Itália durante esse período. Ela era conhecida por sua generosidade e por sua ajuda a seu povo; Entre outras coisas, impediu a deportação dos judeus de Nápoles.
Filha de Yaakov Abravanel, o irmão do estadista judeu Isaac Abravanel , nasceu em Portugal porem o lugar exato e a data de seu nascimento não são conhecidos com certeza , porém especula-se que foi em Lisboa . Sua família escapou da Espanha para Portugal devido a conversão forçada de seu bisavô Shmuel Abravanel. Ja em portugal ela casou-se com seu primo Shmuel Abravanel (1473-1547), filho de Isaac Abravanel e Trouxe com ele um grande dote. de Espanha, partiu com a família para Portugal e de la se mudaram para Nápoles. Em Nápoles, seu marido serviu como assessor financeiro do vice-rei de Nápoles, Pedro Alvarez de Toledo, e seguiu como empresário em Nápoles.
Shmuel Abravanel teve cinco filhos com Benvenida Abravanel, três filhos e três filhas , um dos seus filhos que teve foi fora do casamento . Seus filhos eram Jacob, Judá (Leon) e Isaac (ou Reuveni); Para suas filhas, apenas os nomes de duas delas são conhecidos – Giulia e Letizia. Uma de suas filhas viveu, aparentemente como marrana (Anousa), em Lisboa. Embora Fernando II, rei de Aragão, não estabelecesse uma inquisição em Nápoles, os habitantes judeus estavam sempre sob pressão e sofreram decretos. Em 1510, Fernando II emitiu uma ordem de deportação para os judeus. O pedido entrou em vigor em 1511, mas a família Abravanel e mais duzentas famílias judias foram autorizadas a permanecer na cidade em troca de uma grande soma de dinheiro. Durante o reinado de Carlos V, os judeus foram ameaçados com outra deportação. A situação melhorou um pouco em 1532, quando Pedro Alvarez de Toledo foi nomeado vice-rei de Nápoles. De Toledo favoreceu a família Abravanel e nomeou Benvenida como professora de sua filha, Eleonora de Toledo, que mais tarde se casou com Cosimo I de Medici, Duque da Toscana.
Benvenida Abravanel era conhecida por sua piedade e generosidade. Quando David Hareuveni visitou Alexandria e Jerusalém em 1523, ele escreveu que ele ouviu que ela jejuava todos os dias, resgatando prisioneiros – pelo menos mil refugiados judeus – e era conhecida por sua caridade que deu generosamente a quem buscou sua ajuda. Quando Hareuveni ficou na Itália entre 1524 e 1525, Abravanel apoiou-o e deu-lhe dinheiro e presentes várias vezes.Em 1533, Carlos V ordenou a deportação dos judeus novamente, mas Benvenida Abravanel conseguiu adiar a decisão por mais dez anos. Em 1540, os judeus foram forçados a usar distintivos em suas roupas. Como resultado, Benvenida Abravanel deixou Nápoles com sua família em 1541 e aceitou o convite de Arkola II, Duque de Ferrara, para se instalar em sua cidade, que era então o centro da imigração judaica espanhola na Itália. Como em Nápoles, em Ferrara, Benvenida Abravanel também gozava de uma reputação como voluntária e como financista de obras de arte, literatura e publicação de livros sagrados judaicos. Em 1548, depois que Benvenida Abravanel já havia obtido um poder considerável na comunidade judaica, Dona Gracia, um outra filantropata judia também foi se refugiar na cidade. Foi criada uma rivalidade entre a família Abravanel e a família Nasi, que foi expressada principalmente em 1555-1556, quando Dona Gracia organizou o boicote de Ancona que prejudicou os interesses comerciais da filha de Yacov Abravanel. O marido de Benvenida , Shmuel, tinha medo dos ladrões de estradas e, portanto, aproximou-se do escrivão da cidade e de nove testemunhas para escrever sua vontade, na qual ele entregou todas as suas propriedades a sua esposa, como herança ou como presente. Suas razões para isso foram que ela trouxe com ela um grande dote quando se casaram e, mostrou grande julgamento e caráter e sabedoria na gestão de seus assuntos, e satisfez as necessidades da casa e a sua satisfação. Ele temia que um ou dois de seus filhos, cujo comportamento fosse imoral e condescendente, destruíssem sua propriedade assim que a herdassem. Parte da soma foi alocada para os filhos, que receberiam em seus casamentos, desde que fossem de acordo com os desejos de Benvenida. Em 1547, Shmuel

Benvenida Abravanel , Imagem retirada da Internet…

Abravanel morreu inesperadamente. Isaac, aparentemente o filho ilegítimo de Samuel, desafiou a vontade com base em que, de acordo com a lei judaica, uma mulher não pode ser herdeira. A questão tornou-se uma ampla disputa entre os rabinos da Itália e da Turquia. Benvenida Abravanel afirmou que, mesmo que não possa ganhar os bens do marido por herança, ela poderia conquistá-los em virtude de um presente. Outro argumento levantado pela lei é Dinah Dmalkuta Dina, de acordo com o qual também há validade halakhica para a lei do lugar e do estado – segundo a qual uma mulher pode herdar. Apesar da disputa, Benvenida Abravanel conseguiu assumir o controle da fortuna do marido. Usando seus contatos com sua antiga estudante Eleonora de Toledo,Benvenida Abravanel , juntamente com seus filhos Jacob e Yehuda (Leon), conseguiu aumentar seu poder de negócios e estabeleceu cinco bancos no Grande Ducado da Toscana com a aprovação do governo florentino. Em setembro de 1550, ela conseguiu, por suborno, persuadir Carlos V a conceder uma centena de famílias judaicas – a quem ela havia escolhido – para se

instalar em Nápoles. Em maio de 1552, outra luta interna estourou na família Abravanel, quando Yehuda (Leon) se casou com uma judia portuguêsa em Pesaro, um casamento que teve uma forte Oposição por parte da familia Abravanel . Benvenida e Jacob levaram Yehuda(Leon) a ser preso e a propriedade dele confiscada. De uma vontade que escreveu em 17 de fevereiro de 1553, desclassificou completamente Yehuda(Leon) pelo casamento e pelo apoio a Isaac. Durante o boicote de Ancona, a família Abravanel apoiou os interesses dos judeus de Ancona e não os interesses dos judeus de Pesaro, onde Yehuda (Leon) morava.Benvenida Abravanel aparentemente morreu em 1560 com 87 anos na cidade de Ferrara – Itália. Alguns acreditam que ela morreu em 1565. Benvenida Abravanel foi um símbolo de uma mulher forte, com grande generosidade e compromisso com a família e as pessoas. Ela foi considerada uma das mulheres mais justas de Israel e foi louvada na literatura rabínica, que se refere a ela como “uma mãe de Israel” e como “um modelo e símbolo de humildade, temor a Deus, sabedoria e poder”.

 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução &  edição: Vital Ben Waisermman, Shalom !!!

 

 

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O Jejum de 9 de Av !!!! Shalom Chaverim! Paz Amigos!!!

 

Maringá, 25 JULHO 2017 .

Jerusalém, 2 AV 5777 .

O jejum de 9 de Av
Art. 1 Oração da noite e leitura de Eichá –
Para a oração de Arvit entramos na sinagoga e retiramos os sapatos (conforme mencionado no capítulo anterior). É costume retirar a cortina da arca sagrada [paróchet], conforme [a tradução] do versículo: Bitsá imratô — “Ele rasgou a Sua vestimenta real” [Lamentações 2:17] [ver art. 3]. Só é acesa uma vela para o oficiante. A oração de Arvit deve ser dita espaçadamente e de forma chorosa, feito um enlutado. O trecho de Nachem só é acrescido no [Shemone Esrê do] dia seguinte, na oração de Minchá. Após o Shemone Esrê, é recitado o Cadish completo, inclusive Titcabel. Depois, sentamos no chão com poucas luzes acesas, deixando só o indispensável para recitar o livro de Eichá [Lamentações] e Kinot. Eichá e Kinot também devem ser proferidos espaçadamente e em tom choroso. É feito um pequeno espaçamento entre um versículo e outro de Eichá, e um espaçamento um pouco maior entre a leitura de um capítulo e outro. Sempre que iniciar um capítulo que começa com a palavra eichá, o oficiante deve levantar um pouco mais a voz. O último versículo de cada capítulo deve ser recitado em voz alta. Ao chegar ao versículo Hashivênu, etc., primeiro a congregação o pronuncia em voz alta. Em seguida, o oficiante conclui a leitura lendo também esse versículo, e a congregação repete novamente esse versículo, e o oficiante também. Em seguida, VeAtá Cadosh é recitado, e depois o Cadish completo, sem o parágrafo Titcabel, etc., já que está escrito em Eichá: “Ele obstruiu minha prece” [Lamentações 3:8]. Esse trecho também é omitido no Cadish após o Shemone Esrê de Shacharit. Ele só volta a ser recitado no Cadish de Minchá. A pessoa que reza sozinha, sem quórum, também recita Eichá e Kinot.
Art. 2 – Incômodo
desconforto ao dormir de noite – A pessoa deve dormir de uma maneira desconfortável. Por exemplo: se ela tiver o costume de dormir com dois travesseiros, que ela durma só com um. Alguns costumam dormir a noite de 9 de Av no chão e pôr uma pedra sob a cabeça em lembrança do que foi dito [por Jacó]: “E pegou das pedras do lugar [e pôs embaixo de sua cabeça]” [Gênesis 28:11]. [O Sifri afirma que] ele teve a visão da destruição do Templo, e depois disse: “Como este lugar é temível” [ib. 28:17].Cada indivíduo deve agir de acordo com o seu nível.
Art. 3 – A oração matutina e o recitar de Kinot –
Na oração de Shacharit, não se coloca tefilin, pois ele é chamado de “esplendor” [פאר]. Tampouco vestimos o talit gadol, porque está escrito: Bitsá imratô. Esse versículo é traduzido assim [para o aramaico]: “Ele rasgou Sua vestimenta real”. É permitido vestir o talit catan, mas sem recitar a bênção. É correto rezar a oração matinal cedo. Nenhuma vela deve ser acesa [pelo oficiante]. A prece também é feita de forma espaçada e em tom choroso. O salmo Mizmor letodá é recitado. Na repetição do Shemone Esrê, o oficiante recita o Anênu entre as bênçãos de Goel e Rofê, como nos demais jejuns. A Bênção dos Cohanim não é recitada. Após a repetição do Shemone Esrê, é proferido o meio-Cadish. Não é recitado Tachanun [Súplicas] e nem E-l érech apáim, porque [9 de Av] é chamado de moêd [dia festivo].O rolo da Torá é retirado e é lido o trecho de ki tolid banim, etc. [Deuteronômio 4:25]. São dadas aliot para três pessoas. É correto que quem recebe a aliá recite, em voz baixa, antes da bênção da Torá: Baruch daian haemêt [Bendito seja o Juiz da verdade]. Concluída a leitura da Torá, é recitado o meio-Cadish. Em seguida, é lida a Haftará de Assof assifém [Jeremias 8:13] na mesma melodia de Eichá. Depois, o rolo da Torá é recolhido. Em seguida, sentamos no chão e recitamos Kinot. Devemos prolongar a recitação de Kinot até próximo do meio-dia. Depois, é recitado o Ashrei. [O salmo 20] Lamenatsêach não é proferido. Recitamos a prece de Uvá leTsion, mas pulamos o versículo vaani zot beriti [“esta é minha aliança”], já que parece estar estabelecendo aliança com as lamentações. Outra razão é que tal versículo é impróprio [para o 9 de Av], pois nele está escrito [com relação às palavras de Torá]: “Não se afastarão de tua boca”, e [no 9 de Av] todos estão dispensados e proibidos de estudar Torá. Entretanto, quando essa oração for proferida na casa do enlutado, nos demais dias do ano, esse versículo não é omitido, porque apesar de o enlutado estar dispensado do estudo da Torá, as pessoas que vêm consolá-lo não estão. Após a recitação de VeAtá Cadosh, o Cadish completo é recitado, com a omissão do trecho Titcabel, etc. Em seguida, é recitado o Alênu e o Cadish dos enlutados. Não é recitado o Cântico da Unicidade [shir haichud] nem o Cântico Diário [shir shel Yom] nem a descrição da preparação do incenso [pitum haketóret]. [Apesar de não ser lido em público,] é apropriado que depois cada um leia individualmente o livro de Eichá.
Art. 4 – Regra para quem está de luto –
O enlutado [nos sete dias de luto] pode ir à sinagoga [no 9 de Av] — de noite e de dia — e permanecer até depois da recitação de Kinot. Ele também pode receber uma aliá e até ler a Haftará, já que nesse dia todos estão de luto.
Art. 5 – Estudar Torá em 9 de Av –
O estudo da Torá alegra o coração, conforme foi dito: “Os preceitos de Hashem são corretos, alegram o coração” [Salmos 19:9]. Portanto, é proibido estudar Torá no 9 de Av, com exceção de assuntos que entristecem o coração. Por exemplo: as partes negativas do livro de Jeremias — devem ser omitidos os trechos de consolo — e as partes negativas concernentes aos outros povos. Também é permitido estudar o livro de Jó, o Midrash sobre o livro de Lamentações, o Talmude do capítulo Elumegalchin [Moêd Catan, cap. 3] —que trata das leis do enlutado e de quem foi banido com ostracismo —, as narrações do capítulo Hanizakin [Guitin, cap. 5] e o final do tratado de Taanit do Talmude de Jerusalém, que tratam da destruição do Templo. Mesmo naquilo que é permitido estudar, é proibido aprofundar-se em uma questão, resposta ou explicação, porque isso alegra o coração. Todo assunto permitido de estudar individualmente pode ser estudado com uma criança. É permitido ler toda a ordem do dia, inclusive Eizehu mecoman. O sêder hamaamadot, todavia, não deve ser proferido, inclusive por quem costuma recitá-lo diariamente.
Art. 6 – Quem é obrigado a jejuar
[Todos precisam jejuar,] Inclusive gestantes e lactantes. Elas precisam fazer o jejum completo, mesmo que ele lhes cause enorme desconforto, desde que não incorra em risco — Hashem não o permita. Entretanto, é possível ser leniente com um doente — mesmo quem não corre risco de vida — e não obrigá-lo a completar o jejum, deixando-o jejuar apenas algumas horas, principalmente quando ele é fraco por natureza. A puérpera após o sétimo dia do parto até o trigésimo dia é considerada doente que não corre risco de vida [portanto, aplicam-se as mesmas regras citadas anteriormente], mesmo que ela não esteja doente. Entretanto, caso ela se sinta completamente saudável e saiba que o jejum não lhe causará mal, ela tem obrigação de fazer o jejum completo. As pessoas que precisam comer no 9 de Av devem comer somente o essencial à saúde do corpo. Elas não devem deleitar-se com o alimento.
Art. 7 – Tomar banho e abluir as mãos em 9 de Av –
É proibido lavar-se no 9 de Av, tanto com água quente como com água fria. É proibido até pôr o dedo na água. Entretanto, só está proibida uma lavagem que causa aprazimento. Portanto, é permitido abluir as mãos de manhã. No entanto, é preciso atentar de só abluir os dedos, já que ali é indispensável, pois o espírito de impureza paira sobre eles. Após o leve enxugamento das mãos, mas ainda deixando-as úmidas, é passado o dedo nos olhos. Se os olhos estiverem com secreção e a pessoa costuma lavá-los com água, isso é permitido. Similarmente, quando a mão estiver suja de lama ou similar, é permitido lavar a parte suja. Também é permitido lavar-se um pouco após a evacuação, caso o indivíduo tenha esse hábito. Antes de rezar a oração de Minchá, é permitido lavar os dedos.
Art. 8 – Quando a lavagem é involuntária –

 
As mulheres que precisam cozinhar, podem lavar alimentos, porque elas não têm a intenção de se lavarem. A pessoa que vai realizar um ato relacionado ao cumprimento de um preceito e o único caminho para alcançar o destino é atravessando a água, ela pode fazer isso sem problema, tanto na ida como na volta. No entanto, quando ela caminha para resolver seus assuntos financeiros, só é permitido transpor a água na ida e não na volta. A pessoa que chega de viagem e sente fraqueza nos pés pode lavá-los com água.
Art. 9 – Quanto à imersão ritual da mulher –
Apesar de a proibição de lavar-se só recair em uma lavagem que causa aprazimento, se a noite em que a mulher deve imergir no micve for no 9 de Av, ela não pode fazer a imersão, já que é proibido ter relações sexuais nessa noite.(Com relação ao uso de roupas brancas durante a contagem dos sete dias, ver cap. 159.)
Art. 10 – Untar-se –
A proibição de untar-se também só recai para uma untura que causa aprazimento. Portanto, a pessoa que está ferida ou que precisa por razões medicinais, pode untar-se.
Art. 11 – Calçar sapatos –
Quanto à proibição de usar sapato, esta só se refere a sapato de couro. É permitido calçar sapato de pano ou outro similar que não seja revestido de couro. As pessoas que andam entre os gentios costumam calçar sapato de couro para não serem motivo de escárnio. É apropriado pôr terra dentro do sapato. Todavia, aquele que tem apreço por sua alma deve ser rigoroso. Quanto mais será proibido para quem permanece sentado na loja. Os que empreendem longa viagem a pé não foram proibidos pelos nossos mestres, de abençoada memória, e têm permissão de calçar sapato de couro. Então, ao chegar à cidade, os sapatos devem ser removidos. A pessoa que viaja de carroça está proibida de calçar sapato de couro.
Art. 12 – Relações conjugais – É proibido ter relações sexuais. É correto, inclusive, evitar qualquer contato físico com a esposa.
Art. 13 – Cumprimentar
É proibido cumprimentar uma pessoa no 9 de Av. Nem mesmo é permitido dizer “bom dia” ou algo parecido. Mas, ao ser cumprimentado por um judeu ignorante ou por um gentio, a pessoa deve responder fraco, para não causar contrariedade. Também é proibido enviar presente a alguém, porque isso também é uma forma de cumprimento.
Art. 14 – Passear e fumar
A pessoa não deve passear no mercado para não se chegar ao riso e à alegria. Há quem proíba fumar no 9 de Av. Outros permitem fumar após o meio-dia, discretamente, em casa.


Art. 15 – Trabalhar Quanto ao trabalho no 9 de Av, é nosso costume proibir a realização de qualquer tarefa que requer certa concentração, ainda que não se trate de trabalho profissional. Essa proibição se aplica em toda a noite do jejum e se estende até o meio-dia. Tarefas que não requerem maior concentração podem ser realizadas. Por exemplo: acender velas, amarrar um nó, etc. Após o meio-dia, é costume permitir a realização de tarefas. Entretanto, o que teme a Hashem deve ser rigoroso de não realizar qualquer tarefa ou negócio durante todo o 9 de Av, para não desviar a atenção do jejum. É permitido realizar tarefas por intermédio do gentio. Similarmente, quando se trata de algo que pode advir prejuízo se não for feito, até o próprio judeu tem permissão de realizar. Quanto a ordenhar as vacas, isso preferencialmente deve ser feito por um gentio. Mas, se não houver tal possibilidade, o próprio judeu pode ordenhar.
Art. 16 – Sentar-se na cadeira –
Temos o costume de não sentar em cadeira no 9 de Av. Isto é válido tanto para a noite de 9 de Av, como para o dia, até o meio-dia. Nós sentamos no chão. Após o meio-dia é permitido. Porém, as demais proibições permanecem valendo até o final do jejum.
Art. 17 – Preparar comida –
Temos o costume de não iniciar o preparo da refeição [para quebrar o jejum] antes da tarde. Mas, para a finalidade de cumprir um ato meritório, é permitido.
Art. 18 – Circuncisão no 9 de AV
Quando há necessidade de realizar uma circuncisão, esta deve ser feita após a leitura de Kinot. O pai e a mãe da criança, o sandac e o mohel podem vestir roupas de Shabat em honra da circuncisão. Concluída a cerimônia, eles devem trocar de roupa. Luzes são acesas em honra da circuncisão. O copo em que é proferida a bênção sobre a circuncisão é dado para uma criança beber (ver cap. 122, art. 8).
Art. 19 – Seqüência da reza em Minchá/Maariv e santificação da lua
Colocaram talit e tefilin na Minchá, com proferição das respectivas bênçãos. São recitados o cântico diário [shir shel Yom] e tudo o mais que deixou de ser dito na oração matinal. Ashrei é recitado e, em seguida, o meio-Cadish. É feita a leitura da Torá e é lida a Haftará, conforme procedemos nos demais jejuns coletivos. Em seguida, é recolhido o rolo da Torá e é proferida a prece do Shemone Esrê. No Shemone Esrê é recitada a prece de Nachêm [conforme consta no Sidur] no meio da bênção de Bonê Ierushalaim. Se a pessoa esquecer-se de recitá-la, ela pode ser proferida [na bênção de Shomêa tefilá] após o Anênu, sem concluir Baruch… menachêm. etc. A pessoa deve concluir normalmente ki atá shomêa…Em caso de também ter esquecido de proferi-la nessa ocasião, e já ter recitado as palavras Baruch atá Ad-nai, a pessoa deve concluir a bênção proferindo shomêa tefilá e seguir rezando. Não é necessário repetir a oração (ver Peri Megadim). O oficiante deve recitar a bênção dos sacerdotes [bircat cohanim] na repetição do Shemone Esrê. Após a conclusão da repetição, o oficiante profere o Cadish completo com o trecho Titcabel, etc. Após a conclusão da oração, tiramos os tefilin e rezamos Maariv. Se a lua estiver visível, proferimos a prece de santificação da lua. No cap. 97, art. 11 foi explicado que é necessário primeiro comer algo.
Art. 20 – Outras coisas proibidas no 9 de Av –

Foi ensinado [Taanit 29a]: No dia 7 de Av os gentios adentraram o santuário. Eles comeram, beberam e profanaram [a santidade do Templo] durante o sétimo e o oitavo dia de Av. No entardecer do dia 9, eles atearam fogo que permaneceu queimando durante todo o dia 10 até o pôr-do-sol. A razão para o jejum não ter sido marcado para o dia 10 —período em que a maior parte do santuário foi queimada — é em função da parte inicial da desgraça ser considerada mais rigorosa. No Talmude de Jerusalém consta [Taanit 4:6]: Rabi Avin jejuava o nono e o décimo [dia de Av]. Rabi Levi jejuava o nono e a noite do décimo. Como ele não tinha força para jejuar todo o décimo dia, jejuava somente de noite. Quanto à nós, que não temos resistência, jejuamos somente no dia 9. No entanto, costumamos ser rigorosos em não ingerir carne ou vinho durante toda a noite do dia 10, prosseguindo até o meio-dia, a menos que haja uma refeição festiva [relacionada ao cumprimento de um preceito]. Costumamos não recitar [no dia 10] a bênção de Shehecheiânu. Também é costume não se lavar ou cortar o cabelo antes do meio-dia do dia 10 de Av. A pessoa que é rigorosa e proíbe-se de realizar qualquer um desses procedimentos durante todo o dia 10, age de forma louvada. Quando o dia 10 de Av cai em uma sexta-feira, é permitido lavar o corpo, cortar o cabelo e lavar a roupa já a partir da manhã de sexta-feira, em honra do Shabat.
Art. 21 – Facilitações para a puérpera
Apesar de a puérpera ter obrigação de jejuar decorridos mais de sete dias do parto, ela tem permissão de comer carne e beber vinho na noite de 10 de Av. Art. 22 – Relações conjugais na noite de 10 de Av
É correto não ter relações maritais na noite de 10 de Av, exceto em caso de essa noite ser a de imersão no micve, ou em caso de o marido ter de viajar ou ter chegado de viagem (Shaarei Teshuvá, 558:2).

Arquivo Pessoal…

Texto Enviado pelo Rabino: Alexandre Tokimassa ( Foto Acima ). Todah Rabá Shalom!!!

 

Obrigado pele leitura!

 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom Lé Kulam ! B” H !!!

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Que a Paz e o Amor Seja Nosso Quotidiano ! Shalom!!!

Imagem: Retirada do Facebook. Maringá-PR,  Avenida Brasil, Inverno de 2017.

Legado de seu jardineiro ( In Memmorian Anibal Bianchini ) .

 

Maringá, 24 JULHO 2017 .

Jerusalém, 1 AV 5777 .

Que a Paz E o Amor, seja algo do nosso Quotidiano!

Assim, o Eterno Deus, nos ensina a praticar o bem e promover a Paz!

A Paz é um valor judaico

Em uma das minhas visitas ao Capitólio, fui convidado para um debate  sobre o futuro do Oriente Médio com parlamentares norte-americanos. Após apresentar as minhas idéias, um dos senadores expressou sua grande surpresa por um rabino ortodoxo, sionista convicto, com a minha aparência, expressar idéias que sempre lhe haviam dito serem uma “traição ao judaísmo”.

A verdade é que eu não deveria ter ficado chocado com a sua reação. Nos últimos 40 anos, a Torá, o judaísmo, o sionismo e – às vezes – até o próprio Deus foram sequestrados, tanto em Israel como no resto do mundo, tanto por amigos como por adversários, por judeus religiosos e cristãos evangélicos. Eles foram sequestrados por uma ideologia extremista-messiânica, para avançar uma agenda política específica que, caso tenha sucesso, temo que irá marcar o fim do sonho sionista e do Estado judeu. Meu profundo desacordo com esta gente não é quanto à questão da Eretz Israel (a Terra de Israel), o amor à terra e a preocupação pelo seu futuro (embora eu nem sempre entenda por que esse amor seja só voltado para fronteiras e não para o meio-ambiente dentro delas, ou à dignidade dos seres humanos que lá vivem).  Como eles, eu tenho uma profunda ligação e afeição por todas as partes da terra. E, como eles, parte de mim irá se sentir pesarosa e  abatida no dia em que tivermos que abrir mão da Judéia e da Samária.

Meu desacordo fundamental é sobre a interpretação que fazem de “judaísmo”.  O judaísmo, como todas religiões, incorpora um equilíbrio muito delidado entre o particular e o universal. Quando somos fiéis a este equilíbrio, podemos contribuir para um mundo melhor. Mas, quando distorcemos esse equilíbrio, contribuímos para por em perigo o futuro e as esperanças da Humanidade.

Israel e Judá no tempo dos Profetas

Israel e Judá no tempo dos Profetas mapa

Creio que aqueles que criaram prioridades onde o amor à terra suplanta o amor ao Homem e à paz estão distorcendo a Torá. Acredito que os que ignoram tais conceitos da Torá, como a moralidade natural do Homem, como a crença em que Deus criou todo ser humano à sua imagem, e como o direito humano básico ao respeito e à dignidade que emana dessa crença, estão profanando o nome sagrado de Deus.

Acredito num judaísmo grande, amplo e inclusivo. Estou comprometido com os ensinamento do nosso grande mestre, o Rambam (Maimônides) que ensina que, quando se chega a um conflito de prioridades em que está em jogo a vida humana, “observarás minha leis e meus estatutos onde, o homem que age, deverá viver por eles (Levítico 18. 4) – viver e não morrer por eles, porque os estatutos da Torá não tratam de vingança, mas sim de compaixão, amor e paz no mundo”. Este não é um princípio abstrato dirigido a discursos festivos e reuniões inter-religiosas, mas uma orientação obrigatória, legal e moralmente, que vem dominando o pensamento judaico desde o recebimento da Torá no Monte Sinai.

Muias vezes desafiei meus colegas rabinos para que me mostrassem uma única fonte dos livros sagrados, a Bíblia, o Talmud, o Rambam, o Shulchan Aruch, ou a imensa literatura rabínica tradicional, que ordenasse que não se pode renunciar à terra para obter a paz. Nunca fizeram isso.

Pelo contrário, a Bíblia nos conta que o construtor do Primeiro Templo, o próprio rei Salomão, abriu mão de 20 cidades no norte de Israel para o rei Hiram de Zor. Fez isto como gesto de apreciação pelas árvores de cedro com que Hiram contribuiu para o templo.

Durante a construção do Segundo Templo, os imigrantes da Babilônia no período dos grandes líderes Ezra e Nehemia decidiram não incluir muitas cidades na nova soberania da terra. Isto foi feito de forma que a santidade dessa soberania não criasse um obstáculo à ajuda aos necessitados,  e ao recebimento no ano sabático de parte das colheitas doadas ao Templo. Vemos que a posse da terra foi posta de lado, não apenas para salvar vidas, mas mesmo por legítimas considerações sócio-econômicas.  E não houve nenhuma manifestação “patriótica” contra essa “traição” à terra.

Os profetas de Israel não atraíram muito apoio nos seus dias , mas inspiram ainda hoje e enriquecem a Humanidade, tanto a judeus quanto não-judeus. Eles sabiam como se erguer e falar a verdade aos poderosos e aos reis, E sobre o que falavam? Sobre fronteiras da terra? Ou sobre justiça e compaixão? Eles foram muito claros sobre as prioridades judaicas.

O direito do povo judeu à auto-determinação em sua antiga terra natal, a viver em fronteiras seguras e reconhecidas, é das causas mais justas e morais do nosso tempo.

Entretanto, ocupar e controlar a vida de milhões de palestinos na Judéia e Samária, e negar seus direitos a criar seu próprio Estado e um futuro de paz, lado-a-lado com o Estado de Israel, não é justo, não é moral – e não é judaísmo.

Pode haver um desacordo legítimo sobre como a paz será obtida e quem deve ser culpado por ter perdido oportunidades no passado para chegar a esta paz

Mas, esses desacordos não tem nada a ver com “judaísmo” ou “traição do judaísmo”. Aqueles em ambos os lados do debate que estão transformando o conflito num conflito existencial de religião e teologia, o estão fazendo porque sabem que, ao fazer isto, podem impedir qualquer compromisso necessário, ou qualquer solução possível para o problema. Pois, quem estaria disposto a um compromisso sobre a totalidade de Deus?

” Vejo Deus, e Sua Paz em cada Objeto de sua criação! Inclusive e Natureza! Shalom!!!

Chegamos a uma situação trágica em que o sonho messiânico da “grande paz” tornou-se a principal ameaça a acordos pragmáticos e necessários que, ao menos, tenham o potencial de proporcionar alguma paz e um futuro, que ambos os lados merecem e podem certamente salvar muitas vidas humanas preciosas.

Creio que, se a religião tem uma força redentora para a Humanidade, os líderes e professores religiosos precisam estar na linha de frente da luta para transformar  os nossos conflitos e trabalhar juntos pelo maior bem das nossas comunidades.

A boa notícia é que existe de fato um número crescente de pessoas determinadas e corajosas, incluindo líderes judeus, cristãos e muçulmanos, que também pensam assim – embora suas vozes possam ainda não ser ouvidas tão forte e destacadamente quanto as vozes dos extremistas totlitários. Há líderes que, como eu, sentirão uma profunda dor ao terem que abrir mão e renunciar a uma terra que acreditam ser sua.  Ainda assim, esta dor será sobrepujada pela alegria da esperança. A esperança de construirmos juntos um futuro, dominado não pelo medo e ódio, mas pelo otimismo e o compromisso com a paz em Jerusalém.

Todas as rezas judaicas terminam com a bela oração a Deus, “que Ele que faz a paz em Seu paraíso, nos ajude a fazer a paz na Terra”.  Quando oramos esta reza, damos três passos para trás, dizendo simbolicamente ao Todo Poderoso que não podemos esperar que Ele intervenha por nós, caso não estejamos dispostos a recuar e dar espaço para o “outro”.

Sim, esta pode ser uma mensagem ingênua e romântica”, mas não conheço nenhuma alternativa melhor do que um compromisso para fazer desta oração uma realidade.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom !

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Federação Israelita de São Paulo, Nota Oficial!!!

Maringá, 20 JULHO 2017.

Jerusalém,26 TAMMUZ 5777.

 

NOTA OFICIAL

 

A Federação Israelita do Estado de São Paulo repudia veementemente a vinda a São Paulo do Aiatolá xiita iraquiano Mohsen Araki, que em suas pregações conclama à destruição do Estado de Israel.

Com ligações estreitas com o grupo Hezbollah, Mohsen Araki desembarca na capital paulista na próxima semana e, curiosamente, falará sobre o enfrentamento ao terrorismo e radicalismo.

Em um momento onde as polarizações tomam conta da sociedade, discursos de ódio apenas acendem fagulhas preocupantes em nosso país.

Não podemos permitir que manifestações perigosas de discriminação, destruição e ira sejam semeadas em nosso país, importando para cá um conflito que não queremos ver em nossa terra.

A FISESP, em conjunto com a CONIB, está tomando as medidas necessárias no sentido de deixar as autoridades brasileiras cientes desta questão.

 

Obrigado pela leitura!!!

 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

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Governo Argentino, Emite Nota Sobre Atentado a AMIA….Shalom!!!

  Embaixador Sergio Danese, Fernando Capez, Bruna Furlan e Fernando Lottenberg, no ato em lembrança às vítimas da AMIA,
em Buenos Aires. Foto: Divulgação.

 

Maringá, 20 JULHO 2017.

Jerusalém,26 TAMMUZ 5777.

Governo argentino: Não retornaremos ao Memorando com Irã sobre Amia…


Com a participação de lideranças judaicas de vários países – entre as quais Fernando Lottenberg, presidente da Conib, e Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Fisesp-, além do Embaixador do Brasil na Argentina, Sergio Danese, a comunidade judaica argentina lembrou nesta terça-feira, 18 de julho, o 23º aniversário do atentado que matou 85 pessoas e deixou mais de 300 feridos na entidade judaica AMIA, em Buenos Aires.
A liderança judaica participou também de reunião especial sobre o avanço da legislação para prevenir e combater ataques terroristas, em encontro organizado pelas afiliadas latino-americanas do Congresso Judaico Mundial, com a presença dezenas de parlamentares da América Latina.

Durante a reunião, o chefe do Gabinete de Ministros da Argentina, Marcos Peña, sublinhou a importância de não retornar ao Memorando de Entendimento entre a Argentina e o Irã, assinado no governo de Cristina Kirchner e cancelado em 2015. O acordo teria estabelecido uma investigação conjunta sobre o ataque, cuja responsabilidade é amplamente creditada a Teerã e ao Hezbollah, grupo terrorista que tem seu apoio.

Peña também afirmou que deve haver justiça para o promotor Alberto Nisman, assassinado após ter acusado o governo de Kirchner de cooperação com o Irã para encobrir o papel da República Islâmica no ataque: “Não deve haver impunidade. Precisamos saber o que aconteceu e quem é responsável por sua morte”.

“Acreditamos que é muito importante reforçar a visão de que a América Latina rejeita o terrorismo”, acrescentou ele. “O terrorismo é um ato de ódio contra a humanidade”.

Fernando Lottenberg, Bruna Furlan, Fernando Capez  e Ricardo Berkiensztat, no encontro em Buenos Aires. Foto: Divulgação. 


Presentes ao encontro, a deputada federal Bruna Furlan (PSDB-SP) e o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP), que participaram recentemente de missões parlamentares em Israel, organizadas pela Conib, Fisesp e Project Interchange.

O congressista norte-americano Eliot L. Engel, comissário do Comitê de Relações Exteriores e presidente do Conselho Internacional de Parlamentares Judeus (ICJP), que atua sob os auspícios do Congresso Judaico Mundial, afirmou:

“Com o apoio do regime iraniano, terroristas assassinaram 85 pessoas inocentes. Até hoje, as famílias e entes queridos dessas vítimas esperam a justiça. Apesar do protesto internacional e de inúmeros alertas da Interpol, o Irã se recusa a investigar o crime e responsabilizar os perpetradores. Elogio o Congresso Judaico Mundial e o Congresso Judaico Latino-Americano (CJLA) por trabalhar em conjunto com parlamentares da região, no esforço para combater e prevenir o terrorismo”, disse Engel.

“Estamos empenhados em trabalhar em conjunto com os parlamentares para avançar um quadro legal que servirá na luta contra o terrorismo”, afirmou Claudio Epelman, diretor executivo do CJLA. “A importância do encontro reside no fato de que legisladores de outros países latino-americanos podem conhecer melhor o terrível ataque e discutir ações conjuntas entre seus pares”.

Fonte e agradecimento Especial: Conib…

 

Obrigado pela leitura!!!

 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

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Munique 1972, ( Operação Ira de Deus )!!! Shalom!!!

Equipe olímpica de Israel logo após sua chegada. Munique, 1972.

 

Maringá, 17 JULHO 2017.

Jerusalém, 23 TAMMUZ 5777.

 

Depois de Munique

por Zevi Ghivelder

A primeira semana de setembro de 2017 e alguns dias subsequentes assinalam a passagem de 45 anos desde o massacre de onze atletas e técnicos israelenses que participariam dos Jogos Olímpicos realizados na cidade de Munique, em 1972. A organização Setembro Negro impactou o mundo com sua ação terrorista. O governo de Israel, por sua vez, soube ocultar do mundo a punição imposta aos responsáveis por aquele atentado.

Edição 96 – Julho de 2017


No dia 18 de agosto de 1972, a delegação israelense que deveria embarcar para os Jogos em Munique compareceu a uma reunião no Instituto Wingate, um magnífico centro esportivo, situado perto da costa do Mediterrâneo, entre Tel Aviv e Haifa. O chefe de segurança do Ministério da Educação Cultura e Esportes, ali designado, recomendou aos atletas e técnicos que, uma vez na Alemanha (então Ocidental), não falassem em voz alta em hebraico, não usassem como adornos eventuais símbolos judaicos e, de um modo geral, evitassem chamar atenção com seu comportamento. Foi-lhes informado, então, o endereço que ocupariam na Vila Olímpica: Rua Connolly, número 31, onde também estariam as delegações do Uruguai e de Hong Kong. A viagem para a Europa transcorreu, dias depois, sem maiores problemas.

Às 4h15m da manhã do dia 5 de setembro, Shmuel Lalkin, chefe da delegação israelense, que ocupava o quarto número 5 no segundo andar do pequeno prédio da rua Connolly, teve a impressão de ter ouvido um estampido, como se fosse algo oriundo de uma arma de fogo. Foi até a janela, obervou as imediações, nada viu de anormal. Voltou para a cama. Àquela altura, terroristas da organização Setembro Negro já se encontravam no apartamento número 1 e já tinham atingido (o tiro que Lalkin ouvira) Yossef Gutfreund, um colosso de 130 quilos, praticante de luta livre. Ao mesmo tempo, Tuvia Sokolovsky, técnico de levantamento de peso, conseguiu quebrar uma janela e escapulir. Às cinco horas da manhã os terroristas já haviam sacrificado dois israelenses e feito nove reféns. Porém, nervosos e temerosos de imediatas represálias, os homens do Setembro Negro não investiram contra os apartamentos de números 2, 4 e 5, permitindo que outros israelenses escapassem. Em seguida, ante a perplexidade dos encarregados da segurança dos Jogos e do espanto que percorreu o mundo, os terroristas emitiram suas reivindicações em idioma inglês. Em troca dos reféns, exigiam a libertação de prisioneiros árabes em Israel e de perigosos elementos subversivos presos na própria Alemanha, compreendendo 234 nomes. Da lista faziam parte Ulrike Meinhof e Andreas Bader, líderes do nefasto grupo Bader-Meinhof, que convulsionara a Alemanha e estava preso desde junho daquele mesmo ano. O Setembro Negro também exigia que três aviões fossem colocados à sua disposição no aeroporto de Munique. Uma vez acertada a libertação dos prisioneiros, escolheriam um dos aviões que tomaria um destino não informado.

Integrante do Setembro Negro ( Foto ) .

 

Em Jerusalém a primeira-ministra Golda Meir emitiu um comunicado conclamando todas as nações democráticas do mundo para que se unissem no resgate dos atletas mantidos como reféns em Munique e que condenassem “os inomináveis atos cometidos”. E acrescentou: “Se Israel ceder aos terroristas, nenhum cidadão israelense poderá sentir, em qualquer parte do mundo, que sua vida estará segura. Encontramo-nos perante uma chantagem da mais desprezível espécie”.

Golda Meir , Primeira Ministra de Israel , na ocasião do Setembro Negro.

O rei Hussein, da Jordânia, único chefe de estado árabe a condenar o Setembro Negro, declarou publicamente: “Presenciamos um crime selvagem cometido contra a civilização, perpetrado por mentes doentias”. Em Washington, o presidente Richard Nixon convocou um pequeno comitê de emergência para avaliar a situação, inclinado a declarar um dia de luto oficial no que foi apoiado pelo secretário de Estado William P. Rogers. Durante a discussão do comitê, houve quem dissesse que Nixon talvez devesse se deslocar até Munique para acompanhar os rituais fúnebres dos israelenses assassinados. Essa sugestão, porém, foi logo descartada. Acabou prevalecendo a opinião de Henry Kissinger, endossada por Nixon, no sentido de pressionar as Nações Unidas para que esse organismo internacional tomasse medidas severas contra o terrorismo. Ou seja, panos quentes.

Enquanto isso, em Jerusalém, Golda Meir mantinha contato telefônico permanente com o chefe do governo alemão, Willy Brandt, reiterando que Israel jamais faria qualquer negociação ou qualquer acordo com os terroristas, custasse o que custasse. Em face da determinação de Golda, o chefe da polícia de Munique, Manfred Schneider, concluiu que uma tentativa de resgate dos reféns seria a única opção viável. Mas Golda se antecipou e mandou para a Alemanha Zvi Zamir, o chefe do Mossad (serviço secreto de Israel). Zamir propôs às autoridades alemãs que permitissem a vinda de Israel para Munique da tropa de elite Sayeret Matkal, que, no decorrer dos últimos vinte anos já havia comprovado sua capacidade operacional. Na verdade, essa tropa tinha sido bem sucedida em ações até mais difíceis do que aquela que teria de enfrentar na Vila Olímpica. (Quatro anos depois, a unidade Sayeret Matkal foi a responsável pelo espetacular resgate dos reféns israelenses presos no aeroporo de Entebe, Uganda). Os alemães recusaram o oferecimento de Zamir, aprovado por Willy Brandt, mas negado por seus companheiros de gabinete, por questão de orgulho, alegando que a intervenção de militares estrangeiros dentro de suas fronteiras equivaleria a uma ruptura na soberania do país.

A partir desse ponto paira uma imensa interrogação, uma enorme dúvida, sobre o trágico desfecho ocorrido em Munique nas Olimpíadas de 1972. A polícia alemã mostrou que não tinha o menor preparo, nem planos primários ou secundários, para lidar com uma situação daquela magnitude e complexidade. O chefe Schneider, a cada hora mais nervoso e indeciso, por fim encaminhou para o aeroporto um comboio que conduzia tanto os terroristas como os reféns.

No aeroporto, colocou em posições avaliadas às pressas cinco atiradores de elite que deveriam disparar suas armas contra cinco terroristas. Só que eles não eram cinco, eram oito. Schneider fizera uma conta errada de forma primitiva. Tudo acabou dando errado porque a polícia alemã perdeu completamente o controle dos acontecimentos.  Parte dos reféns foi levada para um helicóptero que foi atingido por uma granada atirada pelo Setembro Negro. Os israelenses morreram carbonizados. O mesmo aconteceu com os demais atletas dentro de um segundo helicóptero que explodiu ao ser alvejado por outra granada. Das cinzas de todo esse trágico cenário, restou uma interrogação que há de perdurar para sempre: como tudo poderia ter sido concluído se o resgate tivesse sido conduzido pelos impetuosos militares israelenses do Sayeret Matkal? Não há uma resposta objetiva para essa pergunta, mas é viável admitir, avaliando o retrospecto dessa tropa de elite, que aquelas vidas perdidas em solo alemão poderiam ter sido salvas.

Sede do Mossad Israel ” Serviço Secreto De Israel.

Conforme escreve Aaron J. Klein em seu livro Striking Back, às 10 horas da manhã do dia 12 de setembro, o Parlamento de Israel fez um minuto de silêncio em memória das vítimas de Munique. Numa sala ao lado, Golda recebeu as famílias enlutadas dos técnicos e atletas e lhes disse: “Quero partilhar com vocês o que pretendo fazer. Vamos perseguir todos os terroristas. Nenhum deles que esteja envolvido nos acontecimentos de Munique vai andar livre por este mundo, por muito tempo. Todos serão implacavelmente caçados”. Em seguida, ela falou ao Parlamento reunido: “As ações terroristas evoluem a cada dia. Temos que nos preparar para esse tipo de guerra.

A nação judaica tem uma história sangrenta e por isso mesmo já aprendemos que, quando a violência se configura tendo os judeus como alvo, essa violência se estende a todos os povos. Não temos outra escolha a não ser combater as organizações terroristas onde quer que se encontrem”. Suas palavras foram endossadas pelo líder da oposição, Menachem Begin: “Precisamos eliminar esses criminosos. É preciso que eles sintam medo. Se há necessidade de uma unidade especial para isso, está na hora de formá-la”. Begin não sabia que essa unidade secreta já existia e tinha o nome de Caesarea.

Uma das primeiras providências de Golda Meir foi nomear o ex-chefe do serviço de inteligência do exército, o competente general Aharon Yariv, como seu conselheiro especial para assuntos de contraterrorismo. Os dois, mais Zvi Zamir, se incumbiram de convencer o gabinete governamental sobre a necessidade da criação de um comitê ultrassecreto para o combate ao terrorismo. A sugestão foi aprovada e passou a contar em seguida com a presença ativa de Moshé Dayan. O grupo foi nomeado apenas como “Comitê X” e partiu de um consenso segundo o qual caberia ao Mossad implementar as ações contra-terroristas de modo a eliminar aqueles que haviam perpetrado o massacre de Munique. Não caberia ao Mossad a tarefa de promover capturas ou de investigar suspeitos. O objetivo ficara bem claro: o abatimento de integrantes do Setembro Negro e suas ramificações. Para dar andamento ao projeto, Yariv chamou o agente Michael “Mike” Harari que já havia formulado, no início dos anos 1970, as teorias e práticas da operação Caesarea.

Mike Harari merece um capítulo à parte, tal sua dimensão e importância nos serviços de segurança do Estado de Israel desde os primórdios do país. Harari nasceu na antiga Palestina em 1927 e, com apenas dezesseis anos de idade, engajou-se na Haganá(organização militar clandestina judaica, ao tempo do Mandato Britânico). Passou a atuar, em seguida, no grupo Palmach, uma unidade de choque, mais ativa e dinâmica, dentro da própria Haganá. Foi preso diversas vezes pelos ingleses até que, em 1946, foi mandado para Marselha, no sul da França, com a incumbência de trazer refugiados judeus da 2ª Guerra para a Palestina em navios clandestinos que tentavam furar o bloqueio naval britânico, sendo às vezes bem-sucedidos.

Após a independência passou a atuar no Shin Bet, o serviço de segurança interna de Israel. Em 1954 foi recrutado pelo Mossad, aonde chegou à condição de dirigente, reconhecido e admirado por sua excepcional criatividade e audaciosa capacidade operacional. No âmbito da Caesarea, Harari criara uma unidade chamada Kidon que fora treinada especificamente para ações definitivas. Nos meses seguintes, o Mossad se empenhou em elaborar a lista mais completa possível com os nomes dos membros do Setembro Negro, e seus superiores, responsáveis pelo terror em Munique. Harari recrutou 15 agentes, homens e mulheres, para a missão chamada “Cólera de D’us”. Separou os agentes selecionados sob rigorosíssimo critério, conforme as letras do alfabeto hebraico.

O primeiro grupo, o alef, era composto por dois especialistas em armas de fogo; o bet reunia dois agentes para dar retaguarda aos dois do alef; o het tinha dois homens encarregados das logísticas; o ayn compreendia de seis a oito agentes dedicados a diversas tarefas, além de apontar os alvos a serem atingidos e a assegurar as rotas de fuga para o pessoal do alef e do beit; finalmente, o kuf abrigava dois peritos em comunicações.

O primeiro alvo da “Cólera de D’us” foi um palestino chamado Wael Suatyr, nascido em Nablus, havia seis anos radicado em Roma, onde trabalhava como tradutor. Antes de se radicar na Itália havia feito uma escala na Líbia. Em agosto de 1972, Suatyr foi preso pela polícia italiana acusado de participar de um grupo terrorista que colocara uma bomba numa refinaria de petróleo. O atentado foi reivindicado pelo Setembro Negro e, assim, Suatyr, embora liberado pelas autoridades de Roma, foi parar na lista de Harari. Pouco tempo depois, foi apontado pelo Mossad como um dos terroristas que tentaram explodir um Boeing da El Al enquanto o avião decolava do aeroporto Leonardo da Vinci, em Roma. Uma bomba foi detonada no compartimento de bagagens, mas a aeronave resistiu porque, dias antes, ali haviam sido instalados reforços moldados em placas de aço. O comandante do avião conseguiu fazer uma aterragem milagrosa nos arredores da capital italiana.

Suatyr levava uma vida simples e anônima, trabalhando na embaixada da Líbia em Roma, mas os israelenses estavam convencidos de que se tratava de um lobo em pele de cordeiro. Decidiram monitorá-lo durante quinze dias e nada de anormal notaram em sua rotina. Mesmo assim, consideravam inequívoca sua ligação com o Setembro Negro. No dia 16 de outubro, Suatyr jantara num restaurante e seguira para seu apartamento onde os agentes do Mossad o aguardavam no escuro da portaria do prédio. Foi abatido com doze tiros de uma arma Beretta, calibre 22, às 9h30 da noite.

A eliminação de Suatyr levou enorme preocupação aos membros do Setembro Negro e seus afiliados, espalhados entre a Europa e a África. Alguns terroristas aprimoraram seus sistemas de segurança e, a rigor, todos passaram a viver olhando para trás com medo de alguma emboscada.

Em Paris, Mahamud Hamshari, representante da Organização de Libertação da Palestina, não sentia medo algum. Como detinha um status quase diplomático, julgava estar livre de ser admoestado. Como também imaginava que sua efetiva ligação com o Setembro Negro permaneceria na sombra, Hamshari gostava de aparecer em público e de dar entrevistas. Por isso não estranhou quando foi procurado por um jornalista italiano que o convidou para tomar um café dali a tantos dias. Harari precisava de algum tempo para contatar Zamir e lhe pedir que mandasse para Paris uma equipe da unidade Rainbow, especializada em arrombar edifícios, apartamentos, veículos e cofres sem deixar vestígios. A Rainbow era comandada por Zvika Malkin, meu amigo, que capturara Eichmann em Buenos Aires, e sobre o qual já escrevi aqui na Morashá.

O jornalista italiano era um agente do Mossad incumbido de estabelecer sem sombra de dúvida a identidade de Hamshari, de saber pormenores de sua atividade cotidiana e de entretê-lo enquanto Zvika colocava um explosivo dentro do telefone instalado em seu apartamento.  O agente apurou que Hamshari era casado com uma francesa e o casal tinha uma filha pequena. Harari elaborou um plano no sentido de que a mulher e a menina nada sofressem. Às 8h30 do dia 8 de dezembro de 1972, as duas saíram de sua residência na Rua d’Alésia. Quinze minutos depois o telefone tocou e Hamshari o atendeu. Seguiu-se uma explosão que destruiu toda a sala de estar do apartamento.

No organograma da organização terrorista Fatah um jovem chamado Abu Khair fazia a ligação permanente entre seus chefes e a KGB, o serviço secreto Soviético. Ele chegara no início do ano de 1973 à Nicósia, capital de Chipre, na qualidade de representante da OLP. O pessoal do “Cólera” seguiu-o durante duas semanas e constatou que ele não mantinha nenhum esquema especial de segurança. Coube a Zvika colocar um explosivo sob sua cama no quarto que ocupava no hotel Olympic, na avenida Presidente Makarios. Pouco antes da meia-noite do dia 25 de janeiro, o emissário da OLP entrou em seu quarto. Do lado de fora, dentro de um carro, um agente do Mossad só precisou apenas apertar o botão de um controle remoto. A explosão sacudiu o hotel inteiro.

A chamada “Cólera de D’us” serviu como base para o filme “Munich”, de 2006, dirigido por Steven Spielberg que, por sua vez, baseou-se no livro “Vengeance”, escrito por George Jonas. Toda a narrativa do livro é feita a partir de um longo depoimento prestado ao autor por um dos principais elementos da equipe de Harari, que não revelou sua verdadeira identidade, escondendo-se atrás do pseudônimo Avner. O livro de Jonas peca pela glamorização de toda a operação e descreve situações, circunstâncias e fatos impossíveis de serem confirmados, sobretudo um capítulo no qual diversos agentes do Mossad pedem demissão por estarem emocionalmente arrasados em função da missão que lhes havia sido confiada. Além disso, no relato de Avner há repetidas menções aos contatos que manteve e a remunerações que repassou a uma organização clandestina francesa chamada Le Group, detentora de surpreendentes informações ultrassecretas, cuja existência jamais foi confirmada. Na verdade, todas as etapas que dizem respeito a esse assunto devem ficar restritas à área das suposições. Desde o massacre de Munique o governo de Israel apenas admite que ordenou, sim, uma série de operações contra o terrorismo, sem jamais fornecer pormenores referentes a recursos humanos, datas, métodos ou opções. As operações desenvolvidas pelo Mossad, desde sempre, continuam arquivadas em pastas com os selos de “confidencial”.

O fato é que uma ação de retaliação, tal como a empreendida pela equipe Caesarea, vem provocando há mais de quarenta anos uma inundação de reportagens em jornais e revistas, livros, documentários e filmes de ficção, fervilhando imaginações que decerto ainda se estenderão por muito tempo. Há quem diga, inclusive, que a expressão “Cólera de D’us” é uma invenção da mídia.

A única ação documentada da equipe Caesarea, e, portanto, irrefutável, tem como cenário, em julho de 1973, uma pequena cidade turística da Noruega, chamada Lilehamme. Foi uma operação desastrada em busca de Ali Hassan Salameh, codinome Príncipe Vermelho, mentor do massacre de Munique e cérebro do Setembro Negro, o No 1 da lista de Harari. Depois de um ano de pesquisas minuciosas, o Mossad sentiu-se seguro com a informação de que Salameh se refugiara em Lilehammer.

Uma agente secreta já estacionada na Noruega foi incumbida de monitorar os passos do dito Salameh, além de providenciar a logística da operação, consistindo no aluguel de veículos e de pelo menos duas casas que viriam a servir como esconderijos. Em seguida, Harari enviou para a Noruega cinco de seus melhores operadores que se hospedaram sob falsos nomes no Oppland Tourist Hotel. O primeiro contato visual com o alvo aconteceu na tarde do dia 21, quando o suposto terrorista se encontrava numa piscina pública ao lado de uma mulher grávida.

Acompanharam-no o dia inteiro, até avistá-lo saindo de um cinema, junto com a mesma mulher, às oito horas da noite. Dois agentes do Mossad seguiram atrás do casal numa calçada e abateram o homem. A polícia chegou ao local minutos depois, mas os atiradores já haviam fugido num automóvel Mazda, abandonado adiante, trocado por um Peugeot que partiu em alta velocidade para uma das casas alugadas. Passantes pelo local testemunharam aquela súbita troca de automóveis e estranharam a disparada do Peugeot vermelho, comunicando o fato à polícia.

As autoridades norueguesas identificaram a vítima como Ahmed Bouchiki, de nacionalidade marroquina, que trabalhava como garçom num restaurante da cidade. No Peugeot em fuga encontravam-se os agentes Marianne Gladnikof e Dan Arbel. Eles passaram a noite no esconderijo e seguiram para o aeroporto na manhã seguinte. Foi, então, que cometeram um erro fatal: usaram o mesmo Peugeot vermelho que foi detectado pela polícia ao se aproximar do aeroporto. Ambos foram presos e, sob interrogatório, revelaram toda a verdade da situação, tendo Marianne cometido outro erro imperdoável: forneceu como seu endereço em Lilehammer uma das casas alugadas. Ali as autoridades prenderam os demais componentes da equipe. Os seis agentes israelenses foram levados a julgamento, tendo sido um absolvido e cinco condenados a penas de dois anos e meio a cinco anos e meio de reclusão. Por envolver outro país, no caso Israel, o caso foi tratado como sigilo de justiça, mas é sabido que o pessoal do Mossad foi libertado depois de 22 meses de encarceramento.

A despeito do fracasso em Lilehammer, Harari e seus homens contabilizavam uma série de ações bem consumadas contra os terroristas do Setembro Negro, faltando, porém, no seu entender, o mais importante: justiçar o chamado Príncipe Vermelho, Hassan Ali Salameh. Este nasceu numa família abastada, em 1940, na pequena cidade de Qula, perto de Jaffa. O jovem foi educado na Alemanha e supõe-se que tenha recebido treinamento militar no Cairo e em Moscou. Era conhecido no âmbito da OLP como um gastador extravagante de dinheiro e um imbatível sedutor de mulheres.

Embora os americanos neguem, Salameh manteve, desde o início dos anos de 1970, contato assíduo com a CIA na qualidade de informante. Portanto, se sentia protegido e circulava à vontade pela Europa e pelo Oriente Médio. Em 1978 casou-se com Georgina Rizk, uma beldade libanesa que, anos antes, havia sido eleita Miss Universo. Salameh assumiu o comando da segurança do grupo terrorista Fatah, foi um dos formuladores e organizadores do Setembro Negro e principal mentor do ataque nas Olimpíadas de Munique. Todos os esforços da equipe de Harari para localizá-lo, ao longo de sete anos, tinham sido inúteis, até tomarem seguro conhecimento de que ele havia fixado residência em Beirute, no Líbano.

No início de janeiro de 1979 chegou a Beirute uma turista inglesa, pintora amadora, levando uma maleta recheada de tintas e pincéis. A recém-chegada alugou um apartamento na Rua Verdun, de cuja varanda tinha pleno visual, em diagonal, do apartamento de Salameh. Dali ela era capaz de observar e anotar toda a movimentação no apartamento do chefe terrorista, além do que os vizinhos não podiam suspeitar daquela moça pintando durante horas e horas na varanda. No dia 22 de janeiro, Salameh e seus guarda-costas saíram num automóvel da Rua Verdun e dobraram na direção da Rua Marie Curie. A inofensiva pintora acionou um carro estacionado ali perto, onde um homem apertou o botão de um controle remoto. A explosão foi arrasadora.

Abaixo Cartaz do Filme ” MUNIQUE ” Essa Complexa e Sangrenta História chega ao Cinema em 2005.

 

Michael “Mike” Harari aposentou-se do Mossad no ano seguinte, depois de 26 anos de ininterruptos serviços. Foi condecorado pelo governo e voltou a ser chamado ocasionalmente pelo Mossad com a missão de avaliar as possibilidades do Irã na fabricação de artefatos nucleares. Harari faleceu no dia 21 de setembro de 2014. Deixou sua mulher, Pnina, e dois filhos.

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Shavua Tov Lé Kulam! Boa Semana À Todos!!!

Maringá, 16 JULHO 2017.

Jerusalém, 22 TAMMUZ 5777.

Venho Trazer A Todos Votos de Uma Abençoada Semana!

Luz, Alegria , Energia a Todos!

A última bênção é a havdalá – o reconhecimento da separação entre os opostos.

A havdalá
O ritual que finaliza o Shabat

Segura-se na palma da mão direita um cálice de vinho ou cerveja (contendo no mínimo 86 ml), e recita-se a havdalá, de pé, em voz alta:

Hinê E-l yeshuati; evtach velô efchad, ki ozi vezimrat Y-a, A-do-nai, vayhi li lishuá. Ush’avtêm máyim bessasson, mimaayenê hayshuá. L’A-do-nai hayshuá; al amechá birchatêcha, sêla. A-do-nai Tseva-ot imánu; misgav lánu, E-lo-hê Yaacov, sêla. A-do-nai Tseva-ot, ashrê adam botêach Bach. A-do-nai hoshía; ha’Mêlech yaanênu veyom cor‘ênu. 

(Os presentes costumam recitar o seguinte versículo em voz alta e o condutor o repete:) Layhudim hayetá orá, vessim-chá, vessasson, vicar; ken tihyê lánu.

Eis que D’us é minha salvação; confiarei e não temerei, pois o Eterno é minha força e canção, e Se tornou minha salvação. Portanto, hauri com alegria água das fontes de salvação. A salvação cabe ao Eterno; Tua bênção está sobre Teu povo, para todo o sempre. O Eterno dos Exércitos está conosco; o D’us de Yaacov é nossa fortaleza, para todo o sempre. O Eterno dos Exércitos, louvado é o homem que confia em Ti. Salva, ó Eterno; responde-nos, ó Rei, neste dia em que chamamos. (Os presentes costumam recitar o seguinte versículo em voz alta e o condutor o repete:) Para os judeus houve luz, alegria, júbilo e glória; que assim seja para nós.

Cos yeshuot essá, uvshêm A-do-nai ecrá. Savri maranan: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu, Mêlech hao-lam… quando sobre vinho: …borê peri hagáfen (quando sobre cerveja: …shehacol nihyá bidvarô).

Elevarei o copo da salvação, e em nome do Eterno chamarei. Atenção Senhores: Bendito és Tu, ó
Eterno, nosso D’us, Rei do Universo… quando sobre vinho: …que cria o fruto da vinha (quando sobre cerveja: …que tudo vem a existir por Seu verbo).

Passa-se o cálice com o vinho para a mão esquerda e, na direita, segura-se a caixa contendo especiarias (como cravo e/ou canela), recitando a seguinte bênção:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu, Mêlech haolam, borê minê bessamim.

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que cria diversos tipos de especiarias aromáticas.

Obrigado Pela Leitura!!!

 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

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