Mês: setembro 2017



Israel, Apoia Independência do Curdistão!!! Shalom!!!

Ponte Milenar no Curdistão ( Foto ) …

Etnias do Povo Curdo, no agora Curdistão ( Foto Acima ) …

 

Maringá, 30 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 10 de Tishrei de 5778 .

 

Shavua Tov Lé Kulam – Boa Semana À Todos! 

 

Israel apoia a independência do Curdistão – os curdos, que realizam esta semana referendo sobre sua independência, são o maior grupo étnico sem Estado no mundo e têm língua e cultura própria. São perseguidos há séculos e de forma sangrenta pelos líderes tirânicos do Irã, Iraque, Síria e Turquia. Mas mantiveram sua identidade e persistiram em sua terra natal montanhosa, apesar de todas as tentativas de assimilá-los e dispersá-los. O Curdistão tem tanto direito histórico de existir como os quatro países que ocupam, cada um, uma parte dele. Os curdos vivem no cruzamento estratégico entre Irã, Iraque e Síria – área em que o Irã espera estabelecer um corredor terrestre, que permitiria o transporte de armas e terroristas diretamente para o Hezbollah no Líbano. Um Curdistão livre poderia bloquear este projeto. Já a Turquia quer evitar qualquer forma de independência curda, que poderia influenciar o número muito maior de curdos que vivem dentro de suas próprias fronteiras. Por conta do apoio israelense aos curdos, Erdogan ameaça congelar as relações com Israel. 

 

Inverno Israelense…

Crédito de Imagens: IDF Man- Forças de Defesa de Israel ….

 

Obrigado Pela Leitura! 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom! 

 

 

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Yon Kippur – O Dia Do Perdão! Shalom!

Maringá, 30 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 10 de Tishrei de 5778 .

 

Especial de  Yon Kippur – O Dia Do Perdão…

Yom Kippur…

Yom Kipur, o dia do perdão, é o dia mais sagrado no calendário judaico. Trata-se de um dia de jejum, introspecção e autoanálise, durante o qual confessamos nossos pecados e oramos por um ano bom e doce.


Leis relacionadas com Yom Kipur

Costuma-se fazer caparot – abate de um galo, para um homem, e de uma galinha, para uma mulher, no dia 9 de Tishrei de madrugada, por um shochet qualificado. Também é possível cumprir este costume com dinheiro, doando-o para tzedacá.

É proibido jejuar no dia que precede Yom Kipur, mesmo se este jejum por Taanit Halom. É, ao contrário, uma mitzvá fazer uma refeição adicional. A refeição que antecede o jejum deve ter pão e pratos de fácil digestão e ser concluída 20 minutos antes do pôr-do-sol. Bebidas alcoólicas são proibidas.

As mulheres devem acender as velas antes de ir à sinagoga, dizendo a bênção “Lehadlik Ner Shel Shel Shabat Veshel Yom HaKipurim”. Se a mulher quiser locomover-se de automóvel ou usar o elevador antes do início de Yom Kipur, deverá, antes de acender as velas, fazer uma ressalva dizendo que não está recebendo Yom Kipur com o ato de acendimento das velas. É, porém, necessário antecipar o recebimento de Yom Kipur para antes do pôr-do-sol.

É costume os pais abençoarem os filhos, pedindo que estes sejam selados no Livro da Vida e que, em seus corações, permaneça sempre o amor a D’us. Convém também ir à sinagoga antes do pôr-do-sol, para poder participar do Kol Nidrei, a “anulação dos votos”.

Restrições durante Yom Kipur

Yom Kipur é o Shabat dos Shabatot e, portanto, todo trabalho profano deve cessar e todas as leis do Shabat devem ser respeitadas. Assim como no Shabat, é proibido carregar sobre si qualquer objeto durante Yom Kipur. Além de observar as leis do Shabat, em Yom Kipur outras cinco restrições são acrescidas:

“Não comer, não beber, não trabalhar, não se lavar e nem massagear a pele (perfumes, cremes etc.), não calçar couro, não ter relações conjugais”.

O jejum diz respeito tanto aos homens quanto às mulheres, mesmo grávidas ou amamentando. Só em caso de doença ou onde haja algum perigo à vida, o jejum pode ser suspenso (consulte seu rabino). As crianças de 9 a 10 anos podem jejuar algumas horas, e, a partir dos 11 anos, conforme avaliação dos pais, podem jejuar o dia todo. Mas o jejum torna-se obrigatório aos 12 anos, para meninas, e aos 13, para meninos.

O uso de sapato, sandálias ou tênis de couro é proibido tanto para homens como para mulheres. As crianças também devem ser orientadas neste sentido.

Ao término de Yom Kipur, Havdalá deve ser feita sem bessamim, e a Bênção da Luz deve ser feita sobre uma vela que permaneceu acesa desde o dia anterior ….

Fonte de Apoio & agradecimento especial: Revista Morasha de Cultura-www.morasha.com.br

 

Obrigado pela leitura…

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom ….

 

 

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Arquitetura de Sinagoga, na Bulgária! Shalom!!!

A Linda Sinagoga de Sofia, Na Bulgária!

Maringá, 28 de setembro de 2017 .

Jerusalém, 8 de Tishrei de 5778 .

Excelente quinta feira a todos! Shalom!!!

 

Crédito de Imagens: Ministério do Turismo da Bulgária.

Sugestão de Pauta: Yehuda Severino, Balneário Camboriú-SC.

 

Antes, do cativeiro dos Judeus da Antiguidade na Babilônia, as maioria da práticas eram feitas em famílias e nas residências. Para evitar a perda das tradições e não se influenciar pelas pela cultura pagã Babilônica . Se iniciou , as primeiras Sinagogas. Assim, os Judeus tendo sua particularidade para as manifestações de sua FÉ Ao Eterno, Deus de Israel.

Muitas Bençãos na vida de Todos! Grande Abraço!

 

Shalom Lé Kulam – Paz À Todos!

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

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Catedrático da Universidade de Tel Aviv, no Brasil! Shalom!

Manuel Trajtenberg fala à liderança da comunidade judaica.  Foto Divulgação .

Maringá, 27 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 7 de Tishrei de 5778 .

 


Professor da Universidade de Tel Aviv debate em SP políticas educacionais.


Manuel Trajtenberg, professor de Economia da Universidade de Tel Aviv e membro do Parlamento Israelense visitou São Paulo esta semana, a convite da Associação dos Amigos da Universidade de Tel Aviv, presidida por Eduardo Wurzmann, que também é secretário-geral da Conib. 

Ele veio conhecer a realidade brasileira, a partir da interação com acadêmicos, pensadores e lideranças empresariais e comunitárias, e compartilhar suas experiências como economista, educador e líder político –  ele está em seu primeiro mandato, pela União Sionista.


Ele encontrou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou de debates no Insper, com Fernando Haddad, sobre “Políticas educacionais e seus impactos na redução de desigualdades: experiências do Brasil e Israel”; no Instituto Fernando Henrique Cardoso; e no CDPP – Centro de Debate de Políticas Públicas, além de manter um encontro com lideranças comunitárias, a convite da Conib.


Dissertou sobre temas variados: as tendências no mundo globalizado, economia, sociedade israelense, políticas sociais, democracia, demografia, tecnologia, demonstrando conhecimento sólido sobre alguns dos grandes desafios contemporâneos.


Um exemplo: a velocidade das mudanças. Trajtenberg ressaltou a importância de capacitar as pessoas, as instituições e os países a atuar com agilidade, para que possam responder aos novos cenários. 


Ele nasceu em Córdoba, Argentina, e emigrou para Israel aos 16 anos de idade. Formou-se em Economia com mestrado em Economia e Sociologia na Universidade Hebraica de Jerusalém. Em 1984, recebeu seu PHD da Universidade de Harvard.


Leciona na Universidade de Tel Aviv e foi consultor do Ministério da Indústria, Comércio e Trabalho e do Gabinete do Primeiro-Ministro de Israel. É membro do Conselho Nacional Econômico israelense.

Eduardo Wurzmann, Manuel Trajtenberg e Fernando Lottenberg. Foto: Divulgação.

Manuel Trajtenberg e Mario Adler.Foto Divulgação.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom,,,,

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Sinagoga Sem Fronteiras, Por Rabino Gilberto Venturas!!!

Foto: Don Isaac Abravanel  X  Cenor Abravanel 

Maringá , 25 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 5 de Tishrei de 5778 .

“… E ainda mais foi apontado na seguinte afirmação, (de Moises):”

”E circuncidará o Eterno teu Deus o teu coração e o coração da sua semente.” – (Deut 30-06)

“-Isso se refere a uma parte dos Anussim – os judeus forçados pela inquisição – pois muitos deles são incircuncisos de coração e de carne. E, por isso (Moises) falou que o Criador – exaltado seja – não apenas circuncidará a carne deles através de seu preceito, mas também fará o mesmo com seu coração incircunciso.

Por isso, ainda que tenham nascido e sido educados entre ‘estrangeiros’, seus corações (dos Bnei Anussim) estarão prontos para amarem o Eterno com todo o coração e com todo o espírito.”

(Abravanel, sobre Deuteronômio 30/06.)

Don Isaac Abravanel, o 15 avô de Silvio Santos, descendente da casa real do Rei David, foi um destacado rabino e ministro das finanças na Espanha, no século XV.

RabinoVentura e JacqueVentura
Sinagoga sem fronteiras
Representante e rabino do movimento Mekabetz Nidhei Israel no Brasil e rabino das comunidades:
Beit Aharon, Maguen David, Ohel Avraham, Shomer Israel, Keter Torah, Idra Zuta e Beit Yehudá

 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom….

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Yon Kippur- Dia do Perdão, Significado!!! Shalom!!!

Yon Kippur …….

Maringá, 24 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 4 de Tishrei de 5778 .

 

 

SIGNIFICADO DE YOM KIPUR:

Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê (Moisés) rezou e, no dia dez do mês hebraico de Tishrei, D’us concedeu pleno perdão ao povo judeu.
Yom Kipur é o Dia da Expiação, sobre o qual declara a Torá: “No décimo dia do sétimo mês afligirás tua alma e não trabalharás, pois neste dia, a expiação será feita para te purificar; perante D’us serás purificado de todos teus pecados.”
Esclarecendo a natureza de Yom Kipur, o Rambam escreve: “É o dia de arrependimento para todos, para o indivíduo e para a comunidade; é o tempo do perdão para Israel. Por isso todos são obrigados a se arrepender e a confessar os erros em Yom Kipur.”
A expiação obtida através de Yom Kipur é muito mais elevada que aquela conseguida através do arrependimento, pois neste dia os judeus e D’us são apenas um. O judeu une-se com D’us para revelar um vínculo intocável pelo pecado, sem obstáculos.
Teshuvá, o retorno do judeu ao bom caminho, não está restrito apenas a Yom Kipur. Há muitas outras épocas que são propícias para que isto ocorra, e na verdade, um judeu pode, e deve, ficar em estado de reflexão, alerta e arrependimento todos os dias do ano.
A obtenção do perdão
Os Rabis afirmam que a pessoa deve primeiro arrepender-se, e então obterá a expiação especial de Yom Kipur (que é infinitamente mais elevada que aquela conseguida apenas pela teshuvá).
Mas como Yom Kipur consegue isto? A expiação não é meramente a remissão da punição pelo pecado; significa também que a alma de um judeu é purificada das máculas causadas pelo pecado. Além disso, não apenas nenhuma impressão das transgressões permanece, como as transgressões são transformadas em méritos.
Que isto possa ser atingido através de teshuvá é compreensível; um judeu sente genuíno remorso pelas falhas cometidas erradicando o prazer que extraiu dos pecados.
Sua alma é então purificada. O próprio pecado deve ser visualizado como uma contribuição ao processo de teshuvá.
Uma transgressão separa a pessoa de D’us. O sentimento de ser afastado de D’us age como um lembrete para o retorno, para estabelecer um vínculo mais intenso com o Criador.
fonte: chabad. org.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

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O Significado dos Alimentos de Rosh Hashaná! Shalom!!!

 

Não é um mero costume, folclore OU superstição servir alimentos de importância simbólica em Rosh Hashaná. Pelo contrário, constitui uma prática imbuída de valor místico, incentivada pelo Talmud e codificada no Shulchan Aruch  – o Código de Lei Judaica.

 

Erev Tov! Boa Tarde! Shabat Shalom! Shaná Tovah Umetuká! 

Maringá, 22 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 2 de Tishrei de 5778 .

Iniciamos a refeição festiva nas duas noites de Rosh Hashaná fazendo o Kidush com uma taça cheia de vinho doce, fazendo a ablução ritual das mãos (Netilat Yadayim) e comendo Chalá molhada no mel ou açúcar – um pedaço do qual é distribuído a todos os presentes. Antes de ser servido o jantar, é costume comer-se certos alimentos simbólicos nesta festa. O consumo de cada um deles é precedido por uma bênção ou uma pequena oração. Apesar de variarem entre as diferentes comunidades esses alimentos, o ritual de Rosh Hashaná é adotado por todo o Povo Judeu.

Para um observador casual, esse costume parece uma forma de superstição. Será que o fato de comer certos alimentos tem, realmente, influência no ano que se inicia? Será que o fato de comer maçã vermelha molhada em mel ou açúcar muda veredictos celestiais? Esse ritual de Rosh Hashaná pode até mesmo parecer contrário aos princípios do judaísmo, pois a Torá condena a superstição, equiparando-a à idolatria. Como, então, pode o judaísmo estimular essa prática, e como pode todo o Povo Judeu adotá-la, especialmente em Rosh Hashaná, o Ano Novo, que é quando D’us preside o julgamento e decide o destino do mundo e de cada criatura para o ano vindouro? A realidade é que comer os alimentos de importância simbólica em Rosh Hashaná não é mero costume ou folclore e, muito menos, superstição. Pelo contrário, é uma prática imbuída de valor místico, fortemente estimulada pelo Talmud, e até codificada no Shulchan Aruch, o Código de Lei Judaica.

O Talmud não tem o hábito de tentar justificar seus decretos, ensinamentos e recomendações, independentemente de quão enigmáticos ou surpreendentes possam ser. Essa obra de Lei e Sabedoria Divina confia a tarefa a seus grandes comentaristas. Um dos maiores dentre eles, Rabi Menachem ben Shlomo Meiri (1249-1310), revela uma das razões pelas quais comemos alimentos simbólicos em Rosh Hashaná, dizendo que seu propósito é concentrar nossa atenção na agenda do dia: oração, arrependimento e a decisão de realizar bons atos. Conta que, a princípio, o costume era apenas olhar ou comer esses alimentos e refletir sobre seu significado. No entanto, com o tempo, as pessoas ficaram mais entretidas na comida do que na introspeção. Para evitar que isso aconteça, as comunidades judaicas adotaram o rito de recitar uma breve oração antes de comer cada um dos alimentos simbólicos. Isso garantiria que a mensagem de cada um deles não se perdesse.

 

Ao ponderar sobre as preces, podemos entender sobre o que devemos refletir ao comer tais alimentos. Assim, um dos propósitos do ritual é provocar e direcionar nossos pensamentos e planos para o novo ano. Isso é especialmente relevante em Rosh Hashaná, pois, como ensinam nossos Sábios, essa festividade de dois dias dá o tom para o restante do ano: aquilo em que pensamos, o que dizemos e fazemos em Rosh Hashaná influenciará todo o nosso ano. A Torá nos conta que não apenas nossos atos e palavras têm poder; nossos pensamentos também podem exercer influência sobre o mundo. Em Rosh Hashaná, quando o destino de todo o mundo e de cada indivíduo é decidido – quando o registro de cada ser humano está sendo revisto nos Céus –, todo pensamento positivo pesa a nosso favor. Precisamos ser muito cuidadosos na maneira como direcionamos nossa mente, pois isso influenciará todo o nosso ano.

Outros comentaristas da Torá vão mais além: explicam que o propósito de se comer alimentos simbólicos no Ano Novo não é apenas concentrar nossos pensamentos. Eles revelam que o ato de comê-los, de fato, desencadeia bênçãos Divinas. Como isso é possível? De que forma comer maçã vermelha molhada no mel ou no açúcar aumenta nossas chances de ter um ano bom e doce? E como comer as sementes da romã nos torna mais merecedores? Rabi Yehudá Lowe, o Maharal de Praga, um dos maiores Sábios e cabalistas de todos os tempos, famoso por ter criado o Golem, explica que, com frequência, acontece de os decretos e bênçãos Divinas que D’us concede permanecerem apenas em um estado potencial, nas esferas espirituais, até que os seres humanos realizem um ato físico para concretizar e dar forma física a esses decretos. Isso significa que a transição do potencial para o real depende, em geral, dos atos físicos da pessoa.

Isso explica por que os profetas geralmente realizavam um ato físico para simbolizar suas profecias. Por exemplo, vemos no Livro dos Reis que o profeta Elisha levou o Rei Yoshiyahu (Josias) a atirar uma flecha na direção da terra de Aram – o inimigo dos judeus à época – e pegar uma flecha e bater no chão, explicando que o número de pancadas determinaria a força da vitória de Israel sobre Aram.

O que nos transmite o Maharal de Praga é que como vivemos em um mundo físico, é necessário direcionar as bênçãos dos Céus por meio de atos físicos. Por essa razão, precisamos pronunciar nossas orações com os lábios, enunciando cada palavra, e não meramente pensar nas mesmas, ainda que D’us, que é Onisciente, saiba o que está em nossa mente e coração. É essa a razão pela qual tantos mandamentos da Torá são realizados fisicamente. Alguns exemplos: colocamos Tefilin, que são objetos de couro; fazemos o Kidush com vinho; e seguramos as Quatro Espécies em Sucot. D’us conhece melhor do que nós os nossos pensamentos, necessidades e desejos. Mas, para dar forma física às bênçãos Divinas – para canalizá-las dos domínios espirituais ao nosso plano terreno –, não basta amar e reverenciar a D’us, meditar e ter pensamentos bons e sagrados: com frequência, é necessário agir e usar de fisicalidade para cumprir a Vontade Divina.

Comemos alimentos simbólicos em Rosh Hashaná porque, assim, estamos ajudando a canalizar bênçãos espirituais e plenitude para o nosso mundo físico. O Maharal de Praga ensina que, no início do ano, comemos alimentos que sejam um bom augúrio, para que os decretos do Todo Poderoso de um bom ano se concretizem em nossa realidade física.

Outra explicação para esse ritual foi dada pelo Rabi Shlomo Kluger (1783-1869) em seu comentário no Código de Lei Judaica (Chochmat Shlomo, Shulchan Aruch, Orach Chaim 583). Ele explica que, ao comer tais alimentos, não estamos apenas rezando, mas expressando nossa fé em que seremos inscritos para um ano bom e doce. Segundo ele, isso tem o poder de transformar qualquer decreto negativo em positivo. De fato, as obras cabalísticas, o Talmud e o Livro dos Profetas nos ensinam que D’us honra a confiança dos que verdadeiramente confiam n’Ele. É especialmente importante que cada judeu se comporte em Rosh Hashaná com alegria, plenamente confiante em que seu veredito Divino será positivo e que será inscrito para um ano bom e doce. Uma das maneiras de expressar nossa fé é comer os alimentos simbólicos de Rosh Hashaná e recitar as orações pertinentes, confiante em que D’us as atenderá.

Devemos entender que, ao comê-los, não estamos seguindo um costume folclórico, nem supersticioso. Portanto, esse rito deve ser encarado com seriedade. Seu propósito não é fazer com que os jantares de Rosh Hashaná sejam mais coloridos e memoráveis. Eles têm um poder espiritual e, se bem utilizados, podem ajudar-nos a alcançar as inúmeras bênçãos, individuais e coletivas, pelas quais ansiamos.

Governador Tarso Genro participando da Cerimônia de Rosh Hashaná na sinagoga da SIBRA.

(Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini)  ” Federação Israelita do Rio Grande do Sul .

Contudo, é importante mencionar que quem não pode ingerir um ou vários dos alimentos simbólicos – por não gostar ou por lhe fazer mal – deve olhar ou apontar para esses alimentos ao recitar a oração de “Yehi Ratzon” correspondente. Mesmo que não coma o alimento, se ele recitar a oraçãocorrespondente, isso terá um efeito significativo.

Por que comemos maçãs vermelhas em Rosh Hashaná

Em Rosh Hashaná, temos o costume de tomar vinho doce e fazer as Chalot no feitio redondo, em vez do tradicional oval, trançado. O Chatam Sofer (1762-1839), que foi um de nossos grandes Sábios e cabalistas, explica o costume como expressão de que nossas orações e esperanças sejam abençoadas infinitamente durante o ano vindouro, pois o círculo é especial por não ter início nem fim. Por isso fazemos os pães nesse formato, como símbolo de nossa esperança de que D’us nos conceda bênçãos incontáveis, pessoais e coletivas, no novo ano.

Após o Kidush e a lavagem ritual das mãos (Netilat Yadayim) e comer um pedaço da Chalá molhada no mel ou açúcar, comemos o primeiro dos alimentos simbólicos da festa, que são pedaços de maçã vermelha, também molhados no mel. São inúmeras as razões para esse costume judaico. A mais simples delas é que essa fruta tem um belo aspecto, ótima fragrância e gosto. É saborosa de qualquer forma que seja apresentada e extremamente saudável. E simboliza nossas esperanças de que o Ano Novo nos traga alegria, sucesso, saúde e felicidade em todas as áreas da vida.

Mas o significado simbólico da maçã vai além do simples fato de ser uma fruta doce e saborosa. O Arizal (Rabi Itzhak Luria), maior cabalista de todos os tempos, ensina que há um profundo significado cabalístico no fato de comê-la nas noites de Rosh Hashaná. O Zohar, obra fundamental da Cabalá, escrita pelo Rabi Shimon bar Yochai, se refere ao Paraíso como Chakal Tapuchin Kadishin – “Pomar das Maçãs Sagradas”. As maçãs simbolizam não só a doçura, mas também Gan Eden – o Paraíso. De acordo com o Midrash, o Jardim do Éden tem o aroma de um pomar de maçãs. De fato, ao analisar a expressão usada por nosso patriarca Itzhak ao descrever seu filho, Yaacov: “Veja! O cheiro do meu filho é como o cheiro do campo que o Eterno abençoou!” (Gênesis, 27:27), Rashi, comentarista clássico da Torá, explica que isso se refere ao aroma de um pomar de maçãs – o aroma do Jardim do Éden.

Ademais, em seu Cântico dos Cânticos, o Rei Salomão descreve o amor de D’us pelo Povo Judeu por meio da seguinte metáfora: “Debaixo de uma macieira, despertei teu amor” (Shir HaShirim 8:5). Ao comer pedaços de maçã em Rosh Hashaná, estamos nos recordando do amor de D’us por Seu povo.

Uma razão cabalística para esse costume é que, como escreve o Ben Ish Chai, essa fruta é associada à Sefirá de Tiferet, que é a emanação Divina de misericórdia, beleza, harmonia e paz. Essa Sefirá também representa a Torá e é associada com o Atributo Divino da Verdade. E é particularmente relevante em Rosh Hashaná, pois é nessa festividade que todas as criaturas são julgadas com base no Atributo Divino da Verdade Absoluta, quando oramos pedindo a Misericórdia Divina.

Ainda que muitos não estejam familiarizados com os ensinamentos da Cabalá acerca das Sefirot, o fato de saber que as maçãs simbolizam a Sefirá de Tiferet nos ajuda a perceber a profundeza e a importância de cada um dos rituais que cumprimos durante os jantares de Rosh Hashaná: nenhum dos detalhes é irrelevante. Ao contrário, há conceitos espirituais e místicos que sustentam tais rituais. Eles se baseiam em profundos conceitos cabalísticos e, portanto, não devem ser menosprezados ou negligenciados.

Por que comemos mel em Rosh Hashaná

Em Rosh Hashaná, enfatizamos o conceito de doçura – pois oramos não apenas por um ano bom, mas que também seja doce – e é, portanto, adequado não comer alimentos amargos ou azedos nos dois dias festivos.

A razão para molharmos a Chalá e os pedaços de maçã vermelha no mel ou açúcar é para indicar e pedir que sejamos abençoados com um ano doce. Alguns têm o costume de só usar açúcar, não mel, e cada pessoa deve seguir a tradição de sua família. Mas é importante observar que apesar de ambos serem doces, cada um representa uma forma diferente de doçura. O açúcar representa a doçura pura, enquanto o mel é produzido pelas abelhas – uma criatura cujo ferrão pode causar muita dor. Portanto, o mel representa a doçura resultante de experiências dolorosas ou difíceis. Em outras palavras, simboliza bênçãos ocultas. O Livro dos Juízes relata a seguinte história, com uma importante lição universal: o poderoso Sansão, desarmado, matou um leão que ia atacá-lo. Quando mais tarde ele retornou ao mesmo lugar, deparou-se com “um enxame de abelhas cheias de mel na barriga do animal. E Sansão apresenta a seguinte charada a um grupo de amigos: “Do comedor saiu comida e do forte saiu doçura” (Juízes,14:14). Daí nos vem o ensinamento de que mesmo uma situação negativa traz algo positivo.

Muitas pessoas têm o costume de comer açúcar e mel em Rosh Hashaná. O açúcar representa a bondade Divina revelada. O mel, a bondade Divina oculta: bênçãos que se apresentam disfarçadas como se fossem eventos e experiências difíceis, mas que, posteriormente, revelam-se como tendo sido em nosso benefício. Diferentemente das bênçãos reveladas, as ocultas geralmente causam dor. No entanto, cedo ou tarde, as que vêm disfarçadas de fantasias assustadoras tendem a se revelar maiores e mais significativas que as bênçãos reveladas, que tanta alegria nos dão.

Na mesma linha, o Rabi Yosef ben Moshe (Leket Yosher – Séc. 14) escreve: “As abelhas têm um ferrão dentro delas, e, no entanto, seu produto é doce. Fazemos votos de que o Atributo Divino do Julgamento seja temperado por Seu Atributo da Misericórdia, produzindo um resultado mais doce”.

Outra razão para comermos mel em Rosh Hashaná é que nossos Sábios ensinam que “o mel e os doces restauram a visão das pessoas”. O Talmud menciona vários “recursos” para auxiliar a memória e os comentaristas talmúdicos acrescentam: “Também o mel torna a pessoa sábia” (Talmud Bavli, Horayot 13b).

 

Orações pela eliminação de nossos inimigos

Após comer pedaços de maçã molhados no mel ou açúcar, comemos três alimentos: acelga, tâmara e alho-poró ou cebola – e as preces correspondentes se referem a nossos inimigos. Tais orações contêm um linguajar duro. Pedimos que D’us remova, elimine e extirpe nossos inimigos. À primeira vista, é estranho que em uma festividade judaica – especialmente a que marca o início de um novo ano – estejamos presos a essa negatividade e pensando em nossos inimigos. Evidentemente, há importantes razões para fazê-lo.

Nenhum judeu jamais pode esquecer que, ao longo da história, tivemos muitos inimigos que, sem qualquer razão, perseguiram e tentaram exterminar nosso povo. Como proclamamos na Hagadá de PessachEm toda geração, eles se levantam para aniquilar-nosE o Santo, Bendito é Ele, nos salva de suas mãos”. Através dos milênios, o Povo Judeu tem sido o alvo principal de alguns dos personagens mais cruéis do mundo. Em Rosh Hashaná, quando D’us decide o destino da humanidade e de cada indivíduo, oramos para que Ele nos livre daqueles que nos querem prejudicar. As orações referentes a nossos inimigos são recitadas não apenas em benefício do Povo Judeu, mas de todas as pessoas de bem no mundo, pois os arqui-inimigos dos Filhos de Israel, como Hitler e Stalin, mostraram ser a personificação da maldade no mundo. Aqueles que mostraram ser os líderes mais perversos na história geralmente começaram escolhendo o Povo Judeu como alvo para depois passar para o restante da humanidade. Seu desaparecimento seria benéfico para todo o mundo.

Há, no entanto, uma explicação mais profunda para rezarmos pela eliminação de nossos inimigos em Rosh Hashaná. Esses inimigos não são seres humanos, mas forças espirituais negativas. Rosh Hashaná é o Dia do Julgamento, quando, falando metaforicamente, os “promotores celestiais” apresentam seus casos perante o Juiz da Verdade. O Talmud ensina que a Inclinação para o Mal – o Yetser Hará –– seduz o ser humano, instigando-o a pecar e, quando consegue fazê-lo, apresenta-se perante o Trono Celestial para condená-lo. Instigador e acusador são um só. Em Rosh Hashaná, Dia do Julgamento, oramos a D’us para que a Inclinação para o Mal e todas as forças do mal espiritual, que nos fazem sair do caminho do bem para depois nos acusar perante a Corte Celestial, sejam removidas, eliminadas e exterminadas, para que assim possamos ser inscritos para um ano bom e doce.

É interessante notar que, durante os jantares de Rosh Hashaná, recitamos três orações diferentes acerca de nossos inimigos. Um das razões para serem três e não uma é que, como ensina a Cabalá, nosso mundo contém três klipot impuras – “cascas” – que são a origem de todo o mal. Essas três preces expressam nosso desejo de que essas klipot sejam eliminadas do mundo. Isso ocorrerá na Era Messiânica. Essas orações são, portanto, um pedido para que D’us nos traga a era utópica, que será de paz e prosperidade para toda a humanidade.

Orações para termos méritos e praticarmos mitzvot

As três preces seguintes e seus respectivos alimentos compartilham um tema comum: méritos e mitzvot – ou seja, mandamentos Divinos e boas ações.

Recitamos essas orações para pedir a D’us um veredicto totalmente positivo para o novo ano. Rogamos a Ele para “apagar” qualquer decreto Celestial negativo contra nós e nos julgar favoravelmente, pesando nossos méritos e relevando nossos deméritos. Pedimos a Ele que nos estimule espiritualmente – dando-nos forças, motivação e disciplina para executar a Sua Vontade. Tais súplicas não são exclusivas de Rosh Hashaná; nossas preces diárias pedem a D’us para depositar nosso coração, nosso amor e nossa reverência em Suas mãos, para que possamos estudar zelosamente a Sua Torá e cumprir Seus mandamentos. Mas tal pedido é enfatizado em Rosh Hashaná, pois é nessa festividade que D’us decide não só nossas bênçãos materiais, mas também espirituais, para o ano vindouro.

A oração ao comermos a romã – de que nossas mitzvot sejam tão numerosas quanto as sementes dessa fruta – é bem conhecida. De fato, a romã é um dos grandes símbolos de Rosh Hashaná.

Essa fruta tem grande destaque na Torá. É uma das Shivat HaMinim – Sete Espécies de frutas e grãos que são produtos especiais da Terra de Israel. Além disso, em uma discussão sobre o significado de ver essa fruta em sonhos, o Talmud explica que “quando vemos frutos pequenos, isso significa que os negócios serão frutíferos como a romã, enquanto que quando vemos os frutos grandes, isso significa que os negócios vão-se multiplicar como romãs. Se no sonho as romãs estiverem abertas, se quem sonhou é um estudioso da Torá, estudará ainda mais…enquanto que se não for um estudioso, realizará mais mitzvot”. Baseando-se em um verso do Cântico dos Cânticos (Shir HaShirim 4:3), o Talmud conclui afirmando que “mesmo os judeus mais vazios, também eles estão repletos de mitzvot como a romã é carregada de sementes” (Talmud Bavli, Chaguigá 27a).

Em Rosh Hashaná, oramos a D’us para que Ele nos dê a oportunidade de cumprir muitas mitzvot – muitos mandamentos Divinos e boas ações. Então, cabe a pergunta: por que devemos orar pedindo isso? Não cabe exclusivamente ao ser humano exercer seu livre arbítrio e cumprir a Vontade Divina?

A resposta é que todos necessitamos de inspiração e assistência Divina, mesmo se estivermos determinados a cumprir a Vontade de D’us e realizar atos de bondade. Há um conhecido ensinamento do Talmud que diz que D’us escolhe as pessoas meritosas para realizar boas ações. Em Rosh Hashaná, rogamos a D’us para nos escolher como Seus agentes da sabedoria, bondade e justiça no mundo: que Ele nos dê a oportunidade de cumprir Seus mandamentos. Esse privilégio não depende apenas de nosso livre arbítrio, mas também da Divina Providência. Para fazer muita Tzedacá, precisamos estar financeiramente bem. Para poder ensinar e disseminar sabedoria e conhecimento, precisamos ter sucesso em nossos estudos de Torá. Para poder realizar muitos mandamentos Divinos, precisamos ter boa saúde e tranquilidade. Assim como oramos por prosperidade material em Rosh Hashaná, também precisamos rogar por saúde espiritual. A romã simboliza abundância – material e espiritual –, que, quando bem utilizada, permite que acumulemos muitos méritos.

Oração para sermos a cabeça e não a cauda

O último dos alimentos simbólicos é a língua ou cabeça de um carneiro. Certas comunidades judaicas usam outros alimentos em vez desses. Quando comemos um dos dois, pedimos que D’us nos abençoe para que, ao longo do ano recém-iniciado, possamos ser “a cabeça, e não a cauda”. Não se trata de uma prece apenas por sucesso, mas também um pedido a D’us para nos dar a oportunidade de sermos forças proativas e efetivas, no mundo – fontes de sabedoria, liderança e bondade. Pedimos a D’us que nos dê a oportunidade de ter influência positiva sobre os demais, seja como pais, educadores, líderes comunitários, empresários ou profissionais. Vivemos em uma geração em que os líderes sábios, verdadeiros e abnegados são raros. Oramos pela capacidade de exercer liderança com sabedoria, bondade e eficácia.

Outra razão para comer língua ou cabeça de carneiro é que isso nos faz lembrar o animal que foi sacrificado em lugar de nosso patriarca Itzhak. Na verdade, essa última prece menciona nossos dois primeiros patriarcas – Avraham e Itzhak – ao se referir ao episódio conhecido como Akedat Itzhak – quando D’us ordenou a Avraham sacrificar seu filho. Esse relato é um dos temas principais em Rosh Hashaná: surge, com relevância, na oração de Mussaf e constitui a leitura da Torá do segundo dia da festa. Akedat Itzhakrelembra como pai e filho estavam dispostos a fazer o sacrifício supremo para cumprir uma ordem Divina. Invocamos sua lembrança, não apenas pelo fato da menção a um Tzadik ser uma fonte de bênçãos, mas porque o episódio – a submissão absoluta de Avraham e de seu filho diante da Vontade Divina – é uma fonte de proteção para todas as gerações de seus descendentes.

A prece por “ser a cabeça e não a cauda” e a história de vida de Avraham e Itzhak são interligadas. Avraham introduziu o monoteísmo no mundo. Ele, sozinho, desafiou um mundo politeísta – rebelou-se contra a idolatria e dedicou sua vida a revelar a Verdade e a disseminar o Nome de D’us por toda parte. Foi um dos maiores líderes espirituais de todos os tempos e seu filho, Itzhak, pai de nosso patriarca Yaacov, continuou no caminho que lhe fora ensinado. Em Rosh Hashaná, rogamos a D’us para que nos inspire de modo a continuar a promover o legado e a liderança de nossos patriarcas.

Após o término da cerimônia dos alimentos simbólicos de Rosh Hashaná, que, como vimos, é imbuída de grande significado e poder místico, seguimos com a refeição festiva. As refeições de Rosh Hashaná devem ser muito alegres e fartas, incluindo comidas doces e deliciosas, expressando nossa confiança em que seremos todos inscritos e confirmados para um Shaná Tová Umetucá – um ano bom e doce. Aménken yehi ratsón.

 

Obrigado pela leitura! 

Fonte de apoio e agradecimentos especiais! Revista Morashá de Cultura- www.morasha.com.br

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!

 

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Uma Ótima Noticia! De Rosh Hashaná! Shalom!!!

Rei Hamad bin Isa al Khalifa…(Foto ) …

 

Shaná Tová Umetuká ! Que Seu Ano Novo, Seja Mais Doce! 

Shalom!!!

Rei do Bahrain,denuncia boicote árabe contra Israel,e remove todas as barreiras por sua conta.

 

Maringá, 21 de setembro de 2017 .

Jerusalém, 1 de Tishrei de 5778.

 

Que Essa atitude seja verdadeira! E permanente! Porque a Paz é Possível e o Amor ao Próximo também pode ser contagioso! Uma Excelente Quinta Feira à Todos!!!

 

O rei Hamad bin Isa al Khalifa condenou publicamente o boicote árabe contra Israel durante sua visita oficial à Califórnia dias atrás. Em seu discurso no Simon Wiesenthal Center, num congresso para denunciar a violência e o ódio religioso no mundo, o rei decretou que mesmo ainda sem relações diplomáticas com Israel, os cidadãos do Bahrain agora são livres para irem ao Estado Judeu e os israelenses podem visitar o Bahrain, país do Golfo Pérsico com 1,5 milhões de habitantes.

Mais de 400 delegados de todas as religiões e diversos países estiveram na conferência, entre eles muçulmanos, sikhs e budistas. Dos países muçulmanos mais relevantes que estiveram na casa judaica em Los Angeles, havia os representantes oficiais do Egito, Azerbaijão, Kwait, Malásia e UEA (União dos Emirados Árabes).

E para provar e demonstrar que as coisas estão de fato mudando, todos os delegados árabes e muçulmanos se puseram de pé durante o Hatikva, hino de Israel, executado ao vivo pela Orquestra Nacional do Bahrain, composta apenas por músicos muçulmanos sunitas. Isto foi uma ação oficial islâmica sem precedentes na história.

 

Obrigado pela leitura!

Fonte de Apoio: Portal Menorah .

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom

 

 

 

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Shaná Tovah Umetuka! Calendário Hebraico! Shalom!!!

 

Shaná Tovah Umetuka Lé Kulam! 

Que O Ano Novo, De Todos Seja Mais Doce!!!

 

 

Maringá, 20 de Setembro de 2017 .

Jerusalém, 29 de Elul de 5777 .

Rosh Hashaná / também chamado de Yom Hazikaron ( Dia da Lembrança)
Shaná Tová Umetuká 5778
CALENDÁRIO🍯🍎Às vésperas das grandes festas confiamos que O E’terno nos abençoe com um ano de saúde , prosperidade e coisas boas em abundância . Mas esses presentes por si só não trazem felicidade interior e realização. A felicidade não é proporcional ao quanto ou ao que possuímos.🍎🍯As bençãos divinas são como códigos que precisam ser decodificados para descobrirmos as oportunidades escondidas nelas. Elas não são um fim em sí. Para cada benção que recebemos temos uma escolha. Podemos usá-las superficialmente para o nosso prazer e diversão egoísta ou como um meio de gerar bondade e trazer significado à nossa existência.

🍎🍯Ao optarmos por usar a nossa saúde , longevidade e prosperidade para ajudar o próximo , fazer mitsvot, aprimorar nossa educação ou fortalecer relacionamentos , descobrimos o poder profundo que há por trás dos dons e Bençãos Divinas.

🍯🍎O E’terno está presente em nossas vidas , façamos a nossa parte e decodifiquemos a mensagem que vem em cada Benção. É essa combinação que trará doçura e real felicidade ao Novo Ano.

🍯🍎O ano de 5778 será regido por Tiferet na árvore da vida , meditação e compaixão serão as palavras chave do ano.

🍎🍯Que a abertura das portas em Rosh Hashaná nos conduza a uma caminhada Sagrada em direção a um mundo de paz.

Um Ano Novo de Judaico 5778  Doce Feliz E Iluminado!
Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom
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Federação Do Rio Janeiro Comemora 70 Anos! Shalom!!!

 

Maringá, 19 de Setembro de 2017 .

Maringá, 28 de Elul de 5777 .

Shaná Tová Umetuká Lé Kulam!!!

Setenta anos atrás, um grupo de judeus que mal conhecia o Rio e a cultura local fundou uma entidade para representá-los. Foi o início de um processo que levou à criação de escolas, clubes, lares para idosos, coletivos de jovens e instituições femininas. Ontem, em uma sessão solene no Palácio Guanabara, a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) comemorou seu aniversário assumindo como principal desafio o combate à intolerância religiosa. Presidente da Fierj e filho de sobreviventes do Holocausto, o advogado Herry Rosenberg denuncia as agressões físicas e verbais às minorias. No Rio, as principais vítimas são religiões de matrizes africanas, mas os judeus também são alvo de ataques recentes. Tanto assim que o site da entidade divulga um WhatsApp para que a população denuncie ações antissemitas. Já fomos informados de que algumas bancas estavam vendendo o Mein kampf, livro escrito por Hitler. Retiramos de circulação com a ajuda das editoras, conta Rosenberg, que não sabe se a ação foi individual ou orquestrada por um grupo. No ano passado, com ajuda de outra denúncia, encontramos um homem que distribuía propaganda nazista. A Fierj deparou-se recentemente com outras manifestações de intolerância. Em junho, a porta de um clube israelita foi pichada com uma suástica. A cruz nazista, segundo Rosenberg, também apareceu em três quadros de uma exposição em centro cultural carioca. Após denúncia da federação, o pintor retirou as obras de sua mostra. Rosenberg define as ações como uma medicina preventiva, já que o ódio nazista não se restringiu a judeus. Seguidores de outras crenças religiosas, negros e homossexuais estiveram entre os alvos de Hitler: Esta é uma afronta ao passado de muitas famílias, inclusive a minha. São pessoas que não dão a paz que todos precisam, protesta o presidente da federação. Estamos vendo um ódio que remonta à era medievais, atos que jamais imaginaríamos que aconteceriam novamente em um mundo contemporâneo e que avançou tanto. O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, participou da solenidade, que reuniu mais de 500 pessoas.

Representantes da comunidade judaica marcharão no domingo, na Praia de Copacabana, com líderes de outras crenças, como da umbanda e do candomblé, em prol da liberdade religiosa. “Temos um diálogo aberto com todas as crenças”, assinala. “Todos devem permanecer unidos porque, no momento, as maiores demonstrações de ódio estão voltadas para a umbanda e o candomblé, mas amanhã podem ser contra nós. Também somos uma minoria”. Outro desafio no caminho da federação é o crescimento da demanda por assistência social, resultado da crise econômica que acomete o estado. “Temos uma central de atendimento que abrange todas as entidades da federação, e as pessoas são direcionadas de acordo com as suas necessidades”, explica. “Se um doente nos procura, por exemplo, podemos providenciar o atendimento médico. Contamos com bolsas de estudo para jovens cujos pais têm dificuldade para pagar a mensalidade da escola. Da mesma forma, auxiliamos desempregados e sem teto. Antes da criação deste cadastro, uma pessoa passava em quatro, cinco lugares em busca um serviço. Agora, ela consegue poupar tempo e abre vagas para o resto da comunidade”. Enquanto os fundadores da Fierj se ocuparam de estruturar esse atendimento social, as gerações seguintes tentaram adaptá-lo à cultura do Rio. Por isso, volta e meia o alcance de suas iniciativas sociais ultrapassam os limites da comunidade judaica. Uma demonstração recente foi a campanha do agasalho, promovida com a prefeitura há cerca de um mês. Mais de 20 mil itens, distribuídos depois para crianças e idosos, foram recolhidos

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom !

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