Mês: novembro 2017



Lançamento Vozes Do Holocausto! Shalom!!!

 

Maringá, 29 de Novembro de 2017.

Jerusalém, 11 de Kislev de 5778.

Quem estiver em São Paulo-SP, ou a passeio ou viagens de negócios seja Judeu ou Pesquisador vale a pena conferir este lançamento!

Nos Judeus, de uma forma geral, preservamos nossa história em todos os sentidos seja ela amarga ou alegre que situações ou ações de governos ou fatos isolados que nunca mais se repitam como que aconteceu na Obra acima !

Uma Excelente quarta feira a Todos!

 

Shivyt Adonay lenegdy Tamyd – Tenho Posto O Eterno, Sempre Diante de Mim! 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman,

Shalom Lé Kulam – Paz A Todos!  

Comente aqui


Dyaryo Dy Um Hebreu, Câmara de Maringá-Pr! Shalom!

Crédito de Imagens: Marquinhos Oliveira – Câmara Municipal de Maringá-Pr.

 

Maringá, segunda feira, 27 de Novembro de 2017.

Jerusalém, 9 de Kislev de 5778. 

 

Tsedaka! – Caridade!

” Segundo, o Talmud Livro da Sabedoria Judaica. Quando se pratica a Caridade a Uma Pessoa. Se Salva todas ou O Mundo Todo! ” 

Governador Do Lions Club Ilustríssima Sra Ivana Seidel Rubim & Wolney César Rubim, com sua Gestão de Julho de 2017 a fim de Junho de 2018. Segundo O Casal de Governadores A Sociedade Brasileira e o Brasileiro e um Povo Acolhedor e Engajado na Causa Social. Mas, ainda é muito a ser feito no pais. E, ter o trabalho reconhecido é muito importante! Conluí! – Vital Ben Waisermman, Ator e Profissional de Comunicação assinante do Blog e Coluna ” Dyaryo Dy Um Hebreu. Na Entrega do Título do Brasão do Município de Maringá. Em 24 de Novembro de 2017, pelos serviços prestados prestados a Humanidade e Sociedade Brasileira e de Nossa Região do Norte do Paraná. O Assinante do Blog e Coluna Presta Trabalho Voluntário a esta entidade Civil Organizada, por mais de Duas Décadas .E Recebeu o Convite irrecusável para fazer parte da Toca Do Leão a partir de Fevereiro de 2018. Com Abonação de Jacira Martins Ex-vereadora, Assessora Parlamentar e Agricultora e Próxima Governadora.  ” Gestão 2018/2019.

Meu Muito Obrigado pela confiança! Pois meu trabalho e pautado no ( Artístico-Pedagógico-Social ).

 

Obrigado Pela Leitura! 

Shavua Tov Lé Kulam – Boa Semana a Todos! 

Pesquisa, Tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom! 

 

 

Comente aqui


Nota De Repudio ” A Vida É Melhor ” Shabat Shalom!

Imagens: Agência Reuters .

Maringá, 25 de Novembro de 2017.

Jerusalém, 7 de Kislev de 5778.

Shabat Shalom Lé Kulam! 

Nota De Repúdio .

Eu, Vital Ben Waisermman, venho por meio deste trazer minhas condolências e sentimentos as famílias das Vítimas do atentado terrorista a Mesquita no Egito. Na data de 24/11/2017. Pois, esses vermes não respeitam nem o Direito a Oração em Plena Sexta Feira, dia sagrado a Judeus e Muçulmanos. Vocês Lutam em Nome de que Alah? Muito Pelo contrário! Lutam em nome do Ego de vocês e sua causa absurda. Deus, Alah só deixou ao homem a proposta de Paz & Amor ao Próximo! Reflitam ! Que situações como essa sejam isoladas e nunca mais volte a acontecer! Shalom !

A Paz Ainda É O Melhor Caminho Aos Homens! 

Cerca de 85 pessoas morreram e 80 ficaram feridas hoje após homens armados atacarem uma mesquita na península do Sinai, no Egito, com bombas e tiros, segundo informou a agência estatal Mena. As vítimas estão sendo transferidas para hospitais locais, e até o momento nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque. O governo egípcio declarou três dias de luto, e o presidente Abdel Fattah al Sisi, convocou uma reunião de emergência da equipe de segurança após o ataque, segundo a TV estatal. O ataque aconteceu na mesquita de Al Rawdah em Bir al-Abad, oeste da cidade de Arish, capital da província do norte do Sinai. Três policiais afirmaram que homens saíram de quatro carros disparando contra fiéis durante as orações de sexta-feira. As forças de segurança egípcias lutam contra uma insurgência do Estado Islâmico no norte do Sinai, onde militantes vem praticando ataques há três anos e já mataram centenas de soldados e policiais. Os terroristas geralmente têm como alvo a polícia, mas também expandem seus ataques a igrejas cristãs e peregrinos. O grupo Wilayat Sinai, filiado ao Estado Islâmico, vem atuando na região e é predominantemente formado por combatentes da facção Ansar Beit al-Maqdis, que jurou fidelidade ao califado do grupo extremista enviando pessoas para lutar na Síria em 2014.

Obrigado Pela leitura! 

Fonte de Apoio e Agradecimentos Especiais: Agência Reuters e Conib.

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom! 

2 Comentários


Eleição Na Federação Israelita de São Paulo, Luiz Kignel! Shalom!

 

Crédito Imagens: Federação Israelita do Estado de São Paulo-SP.

 

Maringá, 23 de Novembro de 2017. 

Jerusalém, 5 de Kislev de 5778. 

 

O Blog e Coluna ” Dyaryo Dy Um Hebreu “, juntamente com O Jornal O Diário Norte do Paraná ,Parabeniza ( Luiz Kignel ), pela Conquista e Novas Responsabilidades a Frente Desta Instituição! 

 

Mazal Tov vê Shalom!!!

O advogado Luiz Kignel, foi eleito na noite desta quarta-feira, 22 de novembro, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo. Ele terá Gabriel Zitune como vice-presidente, Gilson Finkelstein como tesoureiro e Rafael Nasser como secretario geral. Kignel, atual vice-presidente da entidade, substituirá Bruno Laskowsky. Seu mandato se inicia em janeiro de 2018 com a meta de dar continuidade aos projetos da gestão anterior e priorizar as áreas de educação, política, segurança comunitária, além das comemorações em torno dos 70 anos de Israel em coordenação com as demais entidades judaicas.

 

 

Fonte: Federação Israelita de São Paulo-SP .

Obrigado pela leitura!

Pesquisa,tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!

Comente aqui


Café Brasileiro em Tel Aviv, Sucesso! Shalom!!!

Café da Manhã Em Hotel da Galiléia-Israel de Frente Para o Mar ( Foto Divulgação ) .

Maringá, 22 de Novembro de 2017.

Jerusalém, 4 de Kislev de 5778.

Café Brasileiro Aberto Em Tel Aviv Conquista Israelenses Pala Qualidade…

 

Um recém-criado café em Tel Aviv, de propriedade de um casal de baianos, já se tornou um dos coffee shops mais bem cotados de Israel. O Origem Fresh Coffee foi aberto em maio deste ano por Marcelo e Georgia Szporer, nascidos em Salvador. Instalado na rua Diezengoff, uma das principais da cidade, o Origem, como é chamado na forma abreviada, serve café de diversas partes do mundo para um público interessado em novidades. O cardápio inclui outras especialidades brasileiras, como pão de queijo e brigadeiro, ainda pouco conhecidas do paladar israelense. As músicas tocadas no café também são sempre brasileiras, mas a clientela é mais do que variada. Nós temos gente aqui de todos os lugares do mundo. Eu diria que metade do público é israelense e a outra metade é estrangeiro. É gente que mora em Israel ou que está de passagem, fazendo turismo, ou em viagem de estudo ou de trabalho. Pelo menos dois ou três brasileiros vêm aqui todos os dias, conta o proprietário. Mesmo com tão pouco tempo de mercado, o Origem já tem fãs entre os críticos culinários locais. Um dos motivos é o fato de que, em Israel, é possível importar grãos de várias partes do mundo, o que não acontecia no Brasil. A diversidade também é refletida no cardápio, que oferece diferentes formas de preparar o café: Cold Brew, French Press, Aeropress, Chemex ou com o conhecido coador brasileiro. Segundo Marcelo Szporer, que fez cursos de barista e de torrefação de café, a escolha da matéria-prima é fundamental.

Divulgação de Cafés, em Israel ( Foto ) 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

2 Comentários


Israel – ” Curiosidades ” Shalom ! $$$$$$$…….

 

Maringá, Terça Feira, 21 de Novembro de 2017. 

Jerusalém, 3 de Kislev de 5778. 

 

Curiosidades !!!

No casamento judaico o rosto da noiva é coberto por um véu. Este costume vem desde o período dos patriarcas. Em Gênesis é contado que quando Rebeca viu pela primeira vez Isaac, ela se cobriu com um véu. A partir de então se tornou uma tradição a noiva cobrir seu rosto com um véu antes da cerimônia de casamento. Este ritual é chamado badeken – cobertura. Porém, como Jacob foi enganado e se casou com Leah acreditando que era Rachel – pois seu rosto estava coberto por um pesado véu – tornou-se um costume, para prevenir erros deste tipo, o noivo colocar o véu na noiva. Desta forma ele poderá ver o rosto de sua futura esposa e se certificar de que é a mulher que ele escolheu de fato.


No dia 27 de Cheshvan, no ano de 1657 (2104 AEC), terminou o Dilúvio de Noach. O Dilúvio, que resultou na morte de todos os seres vivos sobre a terra – exceto Noach, sua família e os animais que se refugiaram na Arca – durou exatamente 365 dias. No dia 27 de Cheshvan, o Criador ordenou a Noach que saísse da Arca e começasse sua missão de repovoar a terra.


Durante os anos de 1840-1880, a população judaica nos Estados Unidos cresceu de 14.000 para 200.000 habitantes. A maioria desses imigrantes judeus originou de países onde se falava alemão; muitos deles haviam sido líderes de revoltas fracassadas na Europa. Esses imigrantes judeus se estabeleceram em diferentes cidades dos Estados Unidos, formando grandes comunidades em Nova Iorque, Cleveland, New Orleans, Albany e Buffalo.


O primeiro pogrom russo da modernidade ocorreu em 1871, em Odessa, e foi incitado por gregos e eslavos que odiavam os judeus. Os pogroms sancionados pelo governo russo começaram em 1881, quando Alexandre III assumiu o trono.


Portugal “descobriu” e ocupou o Brasil no ano de 1500. Já em 1502 havia vários cristãos-novos que possuíam plantações de cana-de-açúcar no Brasil. Alguns deles praticavam o judaísmo, mas apenas secretamente, pois temiam que Portugal, que era um país católico, trouxesse a Inquisição ao Brasil.


O termo “Cabalá” é uma palavra hebraica derivada do verbo “lekabel”, que significa receber ou aceitar. O conhecimento da Cabalá foi adquirido primeiramente pelo patriarca Avraham e transmitido, de geração em geração, para os líderes espirituais do povo judeu.


Os Manuscritos do Mar Morto foram divididos em duas categorias: bíblicos e não-bíblicos. Fragmentos de todos os livros da Bíblia Hebraica foram encontrados, com exceção do livro de Esther. Entre os Manuscritos, foram encontradas 19 cópias do Livro de Isaías, 25 cópias do livro de Deuteronômio e 30 cópias do Livro de Salmos.


Em 1763, uma congregação de vinte famílias judias inaugurou a primeira sinagoga dos Estados Unidos. A sinagoga de Touro foi fundada em Newport, no estado de Rhode Island. Em 1946, a sinagoga foi declarada um monumento nacional histórico norte-americano ….

Obrigado Pela Leitura!

Fonte de Apoio e Agradecimentos Especiais: Revista Morashá de Cultura acesse: www.morasha.com.br

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!! : )

 

Comente aqui


Fernando Lottenberg é Reeleito Presidente da Conib! Shalom!!!

 

 

Nancy e Fernando Lottenberg, Lu e Geraldo Alckmin

José Serra, Claudio Lottenberg, Geraldo Alckmin, Fernando Lottenberg e João Doria

Fernando Lottenberg é reeleito presidente da Conib

Com a presença do governador Geraldo Alckmin, do ministro da Educação, Mendonça Filho, do senador José Serra e do prefeito João Doria, a 48ª Convenção Nacional da Conib, realizada no último fim de semana em São Paulo, reelegeu por aclamação Fernando Lottenberg como seu presidente para o triênio 2017-2020.

“Temos orgulho do que já foi feito e vamos continuar enfrentando os desafios de liderar a comunidade judaica, de forma ativa e sem improvisação”, disse Lottenberg.

“Continuaremos promovendo o judaísmo no Brasil e a ligação de nossa comunidade com o mundo e com Israel, por meio de parcerias”, prosseguiu.

Ele agradeceu ao senador José Serra a resolução da crise diplomática com Israel e seu trabalho, quando no Itamaraty, em prol da distensão nas relações bilaterais Brasil-Israel. “Ainda buscamos um maior equilíbrio na posição brasileira com relação ao conflito israelo-palestino, mas já há alguns sinais nessa direção”.

Entre os projetos da nova gestão estão o combate ao discurso de ódio, em parceria com a FGV (veja abaixo), o fortalecimento do diálogo inter-religioso e a continuidade do apoio ao aprimoramento da educação judaica. Leia o discurso na íntegra.

O presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, Adrián Werthein, enviou cumprimentos a Lottenberg: “É um prazer tomar conhecimento de sua reeleição como presidente da Conib. Não há dúvida de que seu trabalho e compromisso à frente da comunidade judaica no Brasil foram valorizados por seus compatriotas e reconhecidos no momento de reelegê-lo como líder de uma instituição tão importante”.

O convidado especial do evento foi David Harris, diretor executivo do American Jewish Committee. O ministro Mendonça Filho e o diplomata Oswaldo Aranha, representado por seu neto, Pedro Corrêa do Lago, foram os homenageados.

O ator Dan Stulbach protagonizou vídeo exibido no jantar de gala da Convenção, apresentando as realizações da Conib nos últimos três anos e convocando a comunidade judaica a atuar de forma mais próxima da Conib e das entidades judaicas brasileiras.

Xeque Houssam Ahmad el Boustani, João Doria e rabino Michel Schlesinger

Alckmin: eleição por unanimidade

Em seu pronunciamento, o governador Geraldo Alckmin perguntou a Lottenberg o “segredo para se eleger por unanimidade”. Ele afirmou que a comunidade judaica “faz a diferença nas artes, na cultura, na ciência, na economia. E, especialmente, no amor às pessoas”.

Serra lembrou de seu encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Israel em 2016, importante para a normalização das relações diplomáticas com o Brasil.

Em 2009, quando governador, ele recebeu o então presidente de Israel, Shimon Peres, em São Paulo.“Firmamos uma parceria tecnológica e comercial, que aprimorei no Ministério das Relações Exteriores”.

O prefeito João Doria destacou que convive com pessoas da comunidade judaica desde os seis anos de idade, no Colégio Rio Branco. “Estar aqui neste evento faz parte do meu DNA”.

Veja vídeo com trechos dos pronunciamentos.


Homenagem ao ministro Mendonça Filho
O ministro Mendonça Filho destacou a “atenção especial” dada pelos judeus à educação e a contribuição judaica para a igualdade e a justiça. “Há uma agenda comum entre os judeus e a educação”. Ele foi homenageado na Convenção por sua compreensão e sensibilidade para que o Enem deixasse ser aplicado aos sábados.“Já habitué das convenções da Conib”, como lembrou Fernando Lottenberg, o ministro afirmou que a prova aos sábados era um constrangimento para quem guarda o dia por motivos religiosos, além de acarretar condição desfavorável a um bom desempenho.Mendonça destacou o “diálogo aberto” que teve com o presidente da Conib sobre a dificuldade de mudar o calendário. Ele pediu a mobilização da comunidade judaica para a consulta pública que houve no início de 2017 e que ajudou a levar adiante a mudança.Lottenberg agradeceu não apenas a solução para a pauta do Enem, como também pela receptividade do Ministério a outros temas, como a inclusão da Inquisição e do Holocausto na Base Nacional Curricular. Também lembrou que o ministro reagiu prontamente ao edital antissionista da UFABC, que foi corrigido pela universidade.

O secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo, Floriano Pesaro, foi convidado pela Conib para entregar placa em homenagem ao ministro.

José Serra, Yossi Shelley e Bruno Laskowsky

David Harris: o “ministro das Relações Exteriores do povo judeu”O convidado especial da Convenção foi David Harris, diretor executivo do American Jewish Committee, considerado pelo ex-presidente de Israel, Shimon Peres, o “ministro das Relações Exteriores do povo judeu”.Ele ficou impressionado com o grande número de autoridades presentes à Convenção da Conib.

Harris contou aspectos marcantes de sua trajetória. Seu pai, cientista brilhante, foi expulso da universidade em Viena, em 1938, e teve que limpar botas de nazistas, até conseguir fugir da Áustria. Ele, David, despertou para a causa judaica nos anos 1970, com o movimento pela emigração dos judeus da União Soviética. E define sua conexão com o judaísmo como “tribal: tenho muita história, em várias línguas”.

No mês em que se comemora o 70º aniversário da aprovação da Partilha da Partilha na ONU, sublinhou:“Nunca esqueceremos o voto do Brasil pela Partilha”.

Entrevistado em um dos painéis pelo jornalista Caio Blinder, Harris abordou, entre outros temas, o governo Trump e a relação Israel-EUA.

“Trump herdou uma América dividida. Poderia tentar agregar ou polarizar. E preferiu a segunda opção. Duas Américas são um perigo”, afirmou.

“Ele errou também ao rejeitar o Departamento de Estado. Nosso número de embaixadores caiu 30%, inclusive em países como a Coreia do Sul. Sair do Acordo Transpacífico e criticar a OTAN também foram erros”, acrescentou.

Por outro lado, há “alguns aspectos bons em sua política externa: ele entendeu que é necessário agir de forma diferente de Obama nos casos da Coreia do Norte e do Irã”.

EUA e Israel

Harris criticou também o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por “quebrar o consenso bipartidário sobre Israel, ao alinhar-se com os republicanos e com Trump e, sobretudo, por falar no Congresso Americano contra o acordo com o Irã. Ele poderia ter falado a mesma coisa, mas em outro lugar. Ao fazê-lo ali, cuspiu em Obama”.

“O gap entre democratas e republicanos sobre Israel vem aumentando. A liderança democrata hoje é pró-Israel, mas isso pode mudar no futuro”, advertiu.
 

BDS

“O BDS tem colecionado fracassos espetaculares: os investimentos estrangeiros em Israel têm crescido, o número de turistas no país bate recordes; nos EUA, os 50 governadores se opuseram ao movimento de boicote”, afirmou.

“Apesar da forte atuação do movimento em universidades e sindicatos nos EUA, nenhuma universidade boicota Israel”, acrescentou.
 

Assimilação

“A questão é: por que ser judeu no século 21? Vivemos em sociedades abertas, e há outras opções no mercado de ideias”, observou.

“Precisamos conversar com os jovens, em encontros feitos nos finais de semana. Hoje, vocês podem ser judeus e brasileiros, não é necessário fazer uma escolha! Ser judeu é um bom ‘produto’, e o judaísmo é uma civilização, com muitas portas de entrada”.

Homenagem a Oswaldo Aranha

O diplomata Oswaldo Aranha, representado por seu neto Pedro Corrêa do Lago, foi homenageado, em lembrança aos 70 anos da Assembleia Geral da ONU que votou pela Partilha da Palestina.

Lago detalhou aspectos dos bastidores da votação, que demostram a importância da atuação de Aranha para que a resolução fosse aprovada.

A Conib apresentou um vídeo que mostra trechos da votação e da comemoração após o resultado. ASSISTA.

 

Debate sobre a conjuntura nacional e internacional

Os jornalistas Sergio Malbergier, diretor de Comunicação da Conib, e Alon Feuerwerker, debateram os principais temas da conjuntura nacional e internacional. A mediação foi de Milton Seligman, diretor da Conib.Fake news

Para Alon, a maior parte não é divulgada por “bandidos”, mas vem da própria imprensa, “sensacionalista”.

Nas eleições de 2018, as “mentiras afetarão sobretudo os brasileiros com menor nível educacional, que não têm acesso à discussão aprofundada”, avaliou Malbergier.

Campanhas descoladas da realidade terão problemas, mas não podemos esquecer que política é teatro”, completou Alon.

A criação do Instituto Brasil Israel (veja abaixo), bem como a atuação da Conib e das federadas nos ajudarão a combater as notícias falsas, disse Malbergier. Para ele, Facebook e Google estão se movimentando neste sentido.

Alon considera que não há como controlar as redes sociais. Assim, “devemos tomar posições distintas dos radicais”.

Antissemitismo no Brasil

Para Alon, o antissemitismo tem enraizamento cultural no país, “assentado sobre o Tribunal do Santo Ofício e a Companhia de Jesus”. Já o antissionismo vem principalmente da esquerda, que se diz “progressista”.

Malbergier afirmou que os brasileiros gostam de Israel, mas Governo e Estado (Itamaraty) têm visão mais negativa. Ele acredita que uma pesquisa de opinião pública sobre o tema poderia fazer as autoridades mudarem de postura.

Também considera que a penetração da Igreja Católica é menor hoje no País. E vê um marco na relação da esquerda com Israel: o deputado federal Jean Wyllys. “Antes, não tínhamos defensores nesse setor”.

Voto brasileiro na Unesco pode mudar?

Alon observou que China e Índia deixaram de se alinhar automaticamente contra Israel e questionou: isso pode influenciar a posição do Brasil?

Para Malbergier, a queda da esquerda em todo o mundo aumenta o apoio a Israel: “O pico de desaprovação caiu. De qualquer forma, precisamos focar a relação bilateral: tecnologia, água, saúde, combate ao terrorismo”, observou.

Alon acrescentou que as viagens de parlamentares a Israel, promovidas por Conib, Fisesp e Project Interchange são um canal de diálogo muito importante, opinião compartilhada por Fernando Lottenberg.

Projeto “Contra o Discurso de ódio” – parceria com a FGV

Os advogados Alexandre Pacheco da Silva e Marina Feferbaum, da FGV, apresentaram a proposta Projeto “Contra o Discurso de ódio”, criado em parceria com a Conib.

As novas tecnologias permitem ao Direito o desenvolvimento de novos modelos de pesquisa. O Centro criado na FGV estudará os ataques à identidade, danos e prejuízos, o controle do discurso e as dimensões da lesão.

Algumas das questões levantadas: Como as grandes plataformas reagem à troca de ofensas no ambiente digital? Como definirão quem são os denunciantes confiáveis?

Os advogados também apresentaram a evolução do conceito de discurso de ódio e as diferentes matrizes de pensamento. Nos EUA, é o efeito do discurso que mostra se ele é de ódio; na Alemanha, é a característica do discurso que permite sua remoção.

No Brasil o grupo da FGV examinou 67 decisões judiciais sobre o tema, a maioria oriunda de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os exemplos apresentados mostram decisões bem justificadas.

O Centro pretende lançar um e-book com o ferramental para identificar discursos de ódio, com lançamento previsto para o final de 2018.

O Instituto Brasil Israel

David Diesendruck, presidente do Instituto, apresentou os motivos da criação do Instituto, em 2016:

“Como Abrahão, devemos tomar o destino em nossas próprias mãos. Não podemos ter medo de falar, nem apenas reagir à agenda imposta pelo outro lado. Devemos propor a nossa agenda, de tolerância”, 
atuando nas redes sociais, universidades e imprensa.

“Um debate recente com BDS e PSOL, realizado em São Paulo, mostrou como alguns deles – no caso, membros do PSOL – podem mudar de posição com relação ao conflito israelo-palestino”, acrescentou.

“Como afirmou o presidente da Conib nesta Convenção, nossa postura será construtiva”, explicou.

Os participantes da Convenção foram divididos em três dinâmicas de grupo para definir formas de atuação do IBI com respeito a três grandes temas: as comemorações dos 70 anos de Israel, as universidades e as redes sociais.

Fontes de Apoio e Agradecimentos Especiais: Conib e Federação Israelita de São Paulo.

Obrigado Pela Leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

 

Comente aqui


Judiarias Portuguesas Reencontro ao Passado! Shalom!!!

Lisboa,Portugal, Bairro do Rossio ( Foto Ministério Do Turismo ) 

 

 

Maringá, 14 de Novembro de 2o17 .

Jerusalém, 25 de Heshvan de 5778 .

 

Portugal, Um Pais Com a Marca Judaica em Todos as Áreas ! Shalom!!!

Judiarias portuguesas: um reencontro com o passado

 

Portugal está-se reconciliando com seu passado judaico. Os primeiros passos nessa direção foram dados em 1989, quando Mário Soares, então presidente da República, pediu perdão, simbolicamente, pelas perseguições que os judeus sofreram no país durante os mais de 300 anos de existência do Tribunal da Inquisição e quase 500 desde o Decreto de Expulsão da população judaica, de 1496, assinado pelo então rei D. Manuel I.

Edição 97 – Setembro de 2017


Em dezembro de 1996, no Parlamento, durante a Sessão Evocativa desse decreto, foi votada, por unanimidade, a sua revogação simbólica. Virava-se, assim, uma página no relacionamento mútuo e se iniciava um processo contínuo de reconhecimento e reconstrução da presença judaica e sua influência no país. No ano 2000, o então cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, fez o mesmo pedido de perdão
aos judeus.

Uma “Estrela de David” localizada em frente à Igreja de São Domingo, na Praça do Rossio, em Lisboa, chama a atenção por sua inscrição: “Em memória dos milhares de judeus, vítimas da intolerância e do fanatismo religioso, assassinados no massacre iniciado em 19 de abril de 1506, neste largo”. O memorial foi inaugurado em 2008 para lembrar uma das mais trágicas páginas da história dos judeus em Portugal: o assassinato de mais de dois mil “cristãos-novos” –judeus convertidos à força, em 1497, por uma ordem real. Durante três dias – o massacre começou no domingo de Páscoa – frades dominicanos incitaram ataques aos cristãos-novos. É importante lembrar que o Tribunal do Santo Ofício, implantado em Portugal em 1536, foi extinto em 31 de março de 1821. Durante 285 anos, perseguiu e condenou aqueles considerados “hereges”, um termo que acabou incluindo seguidores de outras religiões que não a católica, tendo jurisdição sobre todas as colônias do país.

Dentro dessa perspectiva de reconciliação, em março de 2011 foi lançada a Rede de Judiarias de Portugal – Rotas de Sefarad, uma iniciativa do governo em parceria com o setor privado, cujo objetivo é a preservação do patrimônio urbanístico, arquitetônico, histórico e cultural da herança judaica no país, visando implementar, também, o turismo. Com sede em Belmonte, a Rede congrega 37 municípios, incluindo Lisboa e Porto.

Mais um fato que reforça a nova postura das autoridades data de fevereiro de 2015, quando foram aprovadas novas regras que alteraram o Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, permitindo a concessão da nacionalidade aos descendentes de judeus sefaraditas expulsos. Ao anunciar a medida, a então ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, afirmou que a nova lei era o “reconhecimento de um direito”.

O decreto foi promulgado pelo então presidente Anibal Cavaco Silva, publicado no Diário da República de
27 de fevereiro de 2015, entrando em vigor em 1º de março. Atualmente, cerca de três mil judeus vivem em Portugal. Lisboa, Porto e Belmonte são as cidades que concentram maior população judaica, sendo que a maior sinagoga da Península Ibérica está instalada no Porto.

De 20 de março a 29 de abril deste ano, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, sediou a exposição “Heranças e Vivências Judaicas em Portugal”, organizada pela Rede de Judiarias. A partir de maio, a mostra foi levada a todas as cidades e povoados que integram a Rede, começando por Bragança, na região de Trás-os-Montes, no norte de Portugal.

Mais um fato que confirma o resgate da história da presença judaica no país é a construção e inauguração nos próximos meses, em Lisboa, do Museu Judaico, no Largo de São Miguel, bairro da Alfama, local que abrigou a mais importante comunidade da Lisboa Medieval, que chegou a ter três judiarias.

A atual sinagoga “Shaare Tivká” foi inaugurada em 1904, sendo, atualmente, a sede da Comunidade Israelita de Lisboa. Durante a 2ª Guerra Mundial, a capital portuguesa foi refúgio de milhares de judeus que fugiam do nazismo.

As Judiarias

Não há consenso sobre a data na qual os judeus chegaram em Portugal. Segundo alguns historiadores, vieram com os primeiros fenícios pelo Mediterrâneo, no tempo do Rei Salomão. No entanto, as primeiras referências documentais estão datadas do século 12, quando precisavam de uma autorização emitida pelo bispo do Porto para lá se instalar.

O período entre os séculos 12 e 16 foi testemunha da forte presença judaica no país. Até final do século 14 não havia por parte dos monarcas portugueses a preocupação em separar geograficamente os cristãos dos judeus. No entanto, a partir dessa data, nas cidades e vilas medievais de Portugal, os judeus tornaram-se obrigados a viver em áreas determinadas pela realeza, que passaram a ser conhecidas como “judiarias”. O objetivo era evitar a “influência” judaica sobre os cristãos. Nelas eles construíam suas casas, sinagogas, açougues e procuravam manter suas tradições.

Inúmeras comunidades viram sua população aumentar, a partir de 1492, com o Édito de Expulsão da Espanha. A maioria dos judeus que decidiram que era melhor deixar a Espanha do que se converter foram para Portugal. Tanto eles quanto mais tarde os conversos que queriam fugir do Tribunal da Inquisição espanhol entraram em terras portuguesas pelo norte do país. As judiarias mais importantes estavam nessa região. Em cidades como Guarda, Trancoso, Castelo Rodrigo, Celorico da Beira, Almeida, Foz Côa, Pinhel, Linhares e Belmonte muitas casas ainda guardam marcas e símbolos nos umbrais e janelas, indicando que ali, um dia, viveram judeus. Porto, Coimbra, Castelo de Vide, Tomar e Lisboa também tiveram suas judiarias, cujos resquícios ainda podem ser vistos.

Belmonte

Os judeus de Belmonte – terra de Pedro Álvares Cabral – têm uma história singular. Em 1497, ao recusar-se a sair do reino, tornaram-se conversos, anussim. Vivendo isolados no povoado, secretamente se mantiveram fieis ao judaísmo durante mais de cinco séculos. A judiaria estendia-se entre as atuais ruas da Fonte da Rosa e Direita.

O estilo de vida judaica em Belmonte e em outras judiarias refletiu-se na arquitetura das residências da comunidade. De modo geral, no térreo estava a oficina ou a loja e, no primeiro andar, a moradia, razão pela qual as casas possuíam duas portas com acessos separados para cada um dos andares. As portas e janelas eram assimétricas. Ao percorrer as ruas Direita e Fonte da Rosa se pode ver nos umbrais marcas na pedra, geralmente pequenas cruzes, indicando que ali vivia um cristão novo. Tais casas eram chamadas “Casas das cruzes”.

Somente em 1989, após um processo de conversão, os anussim de Belmonte retornaram efetivamente ao judaísmo. Importante ressaltar que, diferentemente de outros anussim, os conversos de Belmonte tinham comprovadamente casado entre si durante centenas de anos. Sua volta ao judaísmo foi realizada sob os cuidados do Grão-Rabino de Israel, o Rishon Letsiyon Rav Mordechai Eliyahu zt’L’.

Nessa ocasião foifundada, oficialmente, a Comunidade Judaica de Belmonte. Em 1996, foi inaugurada a Sinagoga Beth Eliahu. Um projeto do arquiteto Neves Dias, tem nas portas imagens da Estrela de David, de uma menorá, e inscrições em hebraico. Um rabino costuma ir à cidade para a celebração das festas judaicas. Em 2001, foi inaugurado o cemitério judaico e, em 2005, na Rua da Portela, o Museu Judaico – atualmente em obras – cujo acervo conta a história dos judeus portugueses, sua integração na sociedade medieval, os rituais e costumes das comunidades. Mais um fato importante foi a abertura do primeiro hotel casher de Portugal, o Belmonte Sinai Hotel, em um antigo edifício totalmente restaurado no centro da cidade.

Porto

A história da comunidade judaica no Porto mescla-se à da própria cidade, mas atualmente há poucos vestígios marcantes do passado judaico. No entanto, é no Porto que está situada a maior sinagoga da Península Ibérica – a Sinagoga Kadoorie Haim, inaugurada, em 1938, a poucos metros do Colégio Alemão. Foi assim denominada em homenagem à família Kadoorie, natural de Hong Kong, cujos antepassados eram judeus portugueses e foi a responsável pela doação que permitiu a finalização da obra. A sinagoga inclui um museu, uma mikvê, salas de estudos e biblioteca.

A cidade teve três judiarias: a Judiaria Velha, a Judiaria de Monchique e a Judiaria de Nova Olival. Historiadores acreditam, pelos indícios encontrados, que Porto chegou a ter quatro sinagogas. A Judiaria Velha localizava-se dentro da Muralha Primitiva, no Morro da Pena Ventosa ou da Sé. Há indícios da existência de duas sinagogas nessa área, uma na chamada Rua da Sinagoga, antiga Rua das Aldas e atual Rua da Sant’Ana; e outra, datada do século 14, na Rua da Munhata, ou Minhota, atual Rua do Comércio do Porto, que funcionava na loja de um marinheiro judeu.

A Judiaria de Monchique, localizada fora da muralha da antiga cidade, era a mais importante do Velho Porto e arredores. A sinagoga centralizava toda a vida comunitária. Sua existência é comprovada por uma inscrição encontrada, no século 19, na parede ocidental das ruínas da capela do Convento de Monchique. O texto faz alusão ao rabino-mor do rei D. Fernando – D. Yehudah ben Maner (ou D. Yehudah ben Moise Navarro ) – e ao responsável pela obra, possivelmente o então rabino do Porto, D. Joseph ibn Arieh (ou D. Joseph ben-Abasis).

No fim do século 14 foi criada a Judiaria de Olival, que ocupava cerca de 4% da área total da cidade na época e ficava entre as atuais Rua de Belomente (ao Sul), Rua das Taipas (a Oeste e Noroeste) e a Rua dos Caldeireiros (ao Leste).

O rei D. João I, ao passar pela cidade, em 1386, determinou que todos os judeus morassem em uma mesma região, dentro das muralhas. Na mesma época, surgiam guetos em toda a Europa. Segundo as determinações reais, os judeus não poderiam sair, nem cristãos entrar, à noite. Os limites da judiaria foram marcados por altos muros e dois portões de ferro maciço, enfeitados por símbolos judaicos – um ao Norte, o Portão Olival, e outro ao Sul, voltado para as atuais Escadas da Vitória, chamadas na época de Escadas da Esnoga (palavra ainda hoje usada para indicar “sinagoga” entre judeus de origem marroquina, muito provavelmente oriundos de Portugal).

Em 1492, 30 famílias espanholas ilustres, lideradas por Rabi Isaac Aboab II, instalaram-se na Judiaria Olival por ordem do rei D. João II. Posteriormente, muitas outras famílias vindas da Espanha encontraram abrigo em terras portuguesas. Na época da promulgação do Édito de Expulsão de Portugal assinado por D. Manuel I, os judeus representavam cerca de um quinto da população do país.

No Porto, em 2005, por trás de uma parede falsa, no número 9 da Rua São Miguel foi descoberto um Hechal (como os judeus sefaraditas chamam o Aron ha-Kodesh), fato que comprova que, apesar das conversões e do medo, muitos conversos continuaram a praticar o judaísmo em segredo. Feito de granito, o Hechal data aproximadamente, do final do século 16 e início do 17.

Castelo de Vide

Castelo de Vide é uma parada obrigatória para quem tem interesse na herança judaica portuguesa. Da presença dos judeus na cidade resta, entre outros, o edifício onde se acredita existiu a Sinagoga Medieval. A judiaria desenvolveu-se principalmente ao longo das ruas da Fonte, do Mercado, do Arçário, do Mestre Jorge, da Judiaria, da Ruinha da Judiaria, da atual Rua dos Serralheiros e da Rua Nova. Próxima à fronteira espanhola, Castelo de Vide também serviu de abrigo para os judeus fugidos da Espanha.

A judiaria ainda mantém alguns elementos característicos do passado: as portas em arcos, tanto para moradias quanto para oficinas ou lojas (algumas decoradas com símbolos das profissões de seus proprietários), e as velhas calçadas. O edifício identificado como Sinagoga Medieval localiza-se na confluência da Rua da Judiaria com a Rua da Fonte. Possui dois níveis – no segundo está o que se acredita ter sido o local do Hechal, aArca Sagrada. Também na Sinagoga de Castelo de Vide existe um espaço onde, segundo a tradição popular, funcionou uma escola. O local está aberto à visitação e abriga um museu sobre a história dos judeus em Portugal. O Hechal só foi redescoberto na década de 1970.

No século 18 o espaço foi adaptado para ser uma residência, mas foi reconstruído como sinagoga em 1972. Na porta de acesso ao segundo piso há uma pequena cavidade identificada como “a marca da mezuzá”. A cidade possui hoje uma pequena comunidade, em sua quase totalidade formada por descendentes dos judeus que durante séculos viveram seu judaísmo secretamente.

Tomar

Tomar é considerada uma relíquia da época dos Templários. Foi ali que a famosa Ordem dos Cavalheiros Templários construiu seu quartel general, enquanto uma próspera comunidade judaica se desenvolvia entre os séculos 14 e 15. A judiaria cresceu ao longo da Rua Dr. Joaquim Jacinto e a sinagoga daquela época sobreviveu durante séculos. Atualmente sedia o Museu Abraham Zacuto, declarado monumento nacional em 1921.

Ali estão expostos fragmentos de colunas, textos, documentos e objetos relacionados aos diversos aspectos da vida judaica de então. Escavações revelaram a existência de um sistema de aquecimento de água e um espaço para banhos rituais, o qual se acredita fosse a antiga mikvê.

A Sinagoga de Tomar encontra-se em pleno centro histórico da cidade e é o único exemplo no país da arquitetura judaica da época. A sala destinada às orações é quadrada, com piso inferior em relação à rua. Possui três naves semelhantes às de outras sinagogas sefaraditas quatrocentistas. O teto em abóbada apoia-se em quatro colunas, com capitéis enfeitados com motivos geométricos e da natureza. A disposição desses elementos encerra um significado simbólico: as 12 tribos de Israel e as quatro matriarcas: Sara, Rebeca, Lea e Raquel.

A origem da comunidade judaica de Tomar remonta provavelmente ao início do século 15. Seu rápido crescimento demográfico levou à criação de uma judiaria, cujas portas se mantinham fechadas entre o pôr e o nascer do sol. A Rua da Judiaria, como passou a ser conhecida, ficava nos cruzamentos das Ruas do Moinho e Direita. A população judaica de Tomar, em meados do século 15, era de 150 a 200 pessoas; após a vinda dos judeus espanhóis a comunidade passou a representar de 30 a 40% do total de habitantes da vila.

Com o crescente número de judeus construiu-se, então, uma sinagoga, por ordem do Infante D. Henrique. Em 1496, a judiaria da vila, à semelhança de todas as outras do reino, foi abolida, sendo também fechada sua sinagoga. A rua tornou-se então conhecida como Nova. Muitos cristãos-novos deixaram o bairro, que passou a ser ocupado pelos cristãos-velhos.

Em 1516 a sinagoga tornou-se a cadeia pública. Entre os finais do século 16 e início do 17, o local foi reformado e transformado na Igreja de São Bartolomeu. No século 19, foi usada como palheiro e, em 1920, como adega e armazém. No ano seguinte, o edifício foi classificado como Monumento Nacional e, em 1923, adquirido pelo judeu polonês Samuel Schwarz, que financiou sua restauração. Em 1939, ele doou o edifício ao Estado, sob a condição de ali ser instalado um museu luso-judaico.

Além das mencionadas neste artigo, a Rede de Judiarias inclui as cidades de Alenquer, Almeida, Bragança, Castelo Branco, Cascais, Covilhã, Elvas, Évora, Figueira de Castelo Rodrigo, Fomos de Algodrez, Freixo Espada à Cinta, Fundão, Gouveia, Guarda, Idanha-A-Nova, Lamego, Leiria, Lisboa, Manteigas, Mêda, Moimenta da Beira, Penamacor, Penedono, Pinhal, Porto, Reguengos de Monsaraz, São João da Pesqueira, Sabugal, Seia, Torre de Moncorvo, Torres Vedras, Trancoso, Vila Nova Foz Côa e Vila Nova de Paiva. Em cada uma, às vezes mais, às vezes menos visíveis, estão guardadas as lembranças da pujante vida judaica que floresceu em terras portuguesas entre os séculos 13 e início do 16. As trevas que envolveram mais de 500 anos dessa história estão desaparecendo para dar lugar a uma nova visão sobre o período. Percorrer as ruas das judiarias é um sem fim de descobertas e um infinito aprendizado sobre um capítulo sombrio da História da Humanidade, marcado pela intolerância, pelo ódio e pela violência

BIBLIOGRAFIA

Silva, César Santos, Na Rota dos Judeus
no Porto, 2014,
 Editora Cordão da Leitura, Portugal

 

www.redejudiariasportugal.com

Obrigado pela leitura! 

Fonte de apoio & Agradecimentos Especiais: Revista Morashá de Cultura, ”  Judaísmo Virtual  ” – Acesse: www.morasha.com.br 

Pesquisa, tradução e edição:  Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

Comente aqui


Formação na IDF Israel Army, Shalom!!!

 

 

 

 

Dois Tempos de Chaim Meisels: Foto Israel National News 

Maringá, 13 de Novembro de 2017 .

Jerusalém, 24 de Heshvan de 5778 .

O que Importa no Fundo e Servir a Israel , Independente da Função Ou Frente! B”H!

 

O bisneto do líder maior da seita hassídica do mundo, a Satmar, se formou esta semana na Escola de Oficiais das IDF (Israel Defense Forces) e será comandante de pelotão na Brigada Golani.

Em post no Facebook que viralizou em Israel, Chaim Meisels escreveu sobre a longa jornada que o levou da comunidade ortodoxa fechada de sua juventude para o Exército.

“Cresci como uma criança haredi em Brooklyn, Estados Unidos. Tinha a sensação de que faltava algo, mas não sabia o quê. Minha primeira visita a Israel foi aos 11 anos. Descobri o Estado de Israel, um Estado judeu”.

“Quando voltamos para Brooklyn, alguns dias depois, senti-me outra pessoa”, prosseguiu. “De repente, havia algo com que eu me conectava. Mas, como sou bisneto do Rebe Satmar, e a comunidade em que cresci não apoia Israel, não tinha ninguém com quem falar”.

“Voltei a Israel novamente, aos 15 anos, desta vez para estudar em uma ieshivá em Bnei Brak. O único idioma em que eu falava na época era o iídiche. Quando voltei aos Estados Unidos, um ano depois, comprei um celular com internet – o que é proibido em uma ieshivá-, decidi aprender inglês, aprender sobre Israel e o mundo”.

“Aos 17 anos de idade, percebi que queria sair do mundo haredi. (…) Decidi recorrer ao Rebe, para dizer-lhe que há anos eu não mais observava o Shabat”.

“A resposta dele foi que eu havia chegado a esse ponto, porque ainda não estava casado. (…) “Duas semanas depois, fui apresentado a uma menina. Concordei em casar com ela depois de 50 minutos de conversa. Ficamos noivos naquela noite “, lembrou Meisels.

“Alguns meses depois, casei. Mas logo percebi que não estava realmente com ela. Eu pensava no Estado de Israel, enquanto refletia sobre o que o Rebe havia dito”, ​​continuou.

Pouco tempo depois, “minha esposa me disse que estava grávida. Fiquei feliz, muito animado, até que lentamente comecei a pensar sobre o que fiz. Como poderia criar um filho haredi em um mundo com o qual não concordo?”

“Pensei muito e decidi partir. Separei-me da minha esposa e da comunidade, e a maior parte da minha família me deserdou”, recordou.

“Encontrei um bom trabalho. Comecei a vida do zero e, como uma criança pequena, aprendi a me vestir (com roupas que não eram preto e branco) e a falar com as pessoas”.

“Em 2014, quase um ano depois de sair da comunidade onde cresci, decidi que queria me alistar nas IDF. Registrei-me para emigrar para Israel, mas me disseram que, por eu ter 19 anos e ser divorciado, não seria chamado para o Exército “, escreveu Meisels.

Mas ele conseguiu: chegou à Brigada Golani, um grupo de elite.

“Rivka, minha filha, já tem quatro anos”, revelou. “A família dela não nos deixa manter contato, porque não sou haredi. Espero que um dia, quando ela crescer, poderemos retomar o relacionamento, e poderei explicar-lhe por que tive que deixá-la e vir para Israel. Explicar-lhe que escolhi uma vida diferente daquela que ela conhece”.

“Escolhi um caminho no judaísmo que é diferente do deles – um judaísmo no qual estabelecer e defender o Estado judeu é tão importante quanto aprender Torá “, concluiu Meisels.

 

Obrigado pela leitura!

Fonte De Apoio E Agradecimentos Especiais: Israel National News.

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom! 

 

Comente aqui


Ensino Superior Israel, Abre Vagas e Bolsas! Shalom!

Vista Da Moderna e Exuberante Universidade de Haifa-Israel ( Foto Divulgação )

Maringá 11 de Novembro de 2017 .

Jerusalém, 22 de Heshvan de 5778 .

 Agência Judaica abre inscrições para prova de admissão no ensino superior em Israel

A Agência Judaica no Brasil está organizando em São Paulo e no Rio de Janeiro uma prova psicométrica para admissão no ensino superior em Israel, que é realizada tanto por jovens israelenses quanto de outras nacionalidades. As inscrições se encerrarão em 16 de fevereiro. A prova, realizada pela quarta vez no Brasil, acontecerá no dia 5 de julho. Jovens a partir de 15 anos podem fazer o teste, que será em português. Será avaliada a capacidade nas áreas de raciocínio verbal, quantitativo e inglês. A prova será realizada simultaneamente em Israel, o que permitirá também aos jovens brasileiros que se encontram lá fazê-la. Centenas de jovens brasileiros da comunidade judaica de todo o Brasil   fizeram o exame nos últimos dois anos, e dezenas deles já estão estudando em Israel, nas várias

universidades. O resultado do exame tem validade de no mínimo sete anos e, dependendo da instituição em Israel, até 10 anos. Para aqueles que moram no Rio e São Paulo, haverá aulas preparatórias – sobre as quais a Agência Judaica informará posteriormente. Para participantes de todo o Brasil, serão enviados como auxílio ao preparo testes anteriores. Para os jovens que estão considerando fazer Aliá e estudar em Israel, o governo de Israel oferece um pacote de benefícios com bolsas de estudos.

Obrigado pela leitura! 

Shabat Shalom Lé Kulam – Paz No Sábado Hà Todos! 

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom !  B”H! 

Comente aqui