Israel, Aliah e Como Vivem Os Judeus Brasileiros!

Museu do Holocausto de Jerusalém, Ilustríssimo Senhor Yosef Hilel ( Foto Arquivo Pessoal )

 

Maringá, 29 de Janeiro de 2017 . 

         Jerusalém, 9 de Heshvan de 5778 .

Aliah Israel!!!

A Alguns Meses O Senhor Yosef Hilel, judeu brasileiro após, anos de preparação e ter conhecido boa parte do planeta com suas atividades profissionais em especial o ( Coaching ), distribuindo sua simpatia e conhecimento por onde passa.

*Curiosidades….  Israel, segundo pesquisas está em os povos mais alegres e vibrantes do Mundo!!!

Yosef Hilel, só imprimi voa impressão de Israel, de todos lugares e vilarejos e lugares tradicionalmente conhecidos de Forma Milenar!  Que na maioria das escolas ocidentais aprendemos na Escola Ou No Ensino Superior .

Yosef, relata que é um pais muito organizado acolhedor e com economia de primeiro mundo.

A Línguas Faladas São: Hebraico, Árabe e Inglês – idioma coringa em boa parte do planeta.

Ao Chegar no pais, tem trinamento e aperfeiçoamento do Hebraico, Fala-Escreve-Lê.

Além, de um código muito interessante quando é um Turista ou Novo Cidadão Israelense, no pais. Nosso amigo e familiar assim, que nos judeus, nos dirigimos uma família grande e milenar! Divide seus tempo em estudos da lingua local, trabalho, práticas religiosas e Os Mandamentos as Mitzvots !!!

E, ainda, tem aproveitado a fazer sempre que possível passeios pelo pais como balneários, praias, mercados de antiguidades, Mercados de Frutas Tipicas e Legumes. Nosso ilustríssimo foi a Israel, só aparentemente sem Mulher & Filhos. Mas, em compensação encontrou mais de 8 Milhões de Pessoas, conforme a população atual do pais.

Muito comum, o contato desde a pessoas mais simples, artistas de rua, profissionais de comunicação até ministros 7 lideranças do primeiro escalão da politica!

Nos daqui do Brasil, desejamos toda sorte e felicidade a a nosso amigo ! E, quando formos ao Oriente Médio ou primordialmente em Israel, esperamos encontra-lo e se hospedar em sua casa ou de outros amigos mais próximos! Mazal Tov ! O$hêr vê O$hêr – Riqueza & Felicidade!

Shalom Yosef Hilel ! Shalom Eretyz Israel ! B”H!

Yosef Hilel, e sua alegria distribuída nas imagens e nas redes sociais. Relevante, lembrar que nosso entrevistado tem um ( Canal no Youtube ), trazendo grande assuntos e atualidade e quotidiano do nosso Querida & Eterna Israel!

Que o Eterno Lhe Guie Sempre! Baruch Hashem !

Obrigado pela leitura! 

Pesauisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman , Shalom!!!

Shavua Tov Lé Kulam – Boa Semana A Todos!!! 

 

1 Comentário


Dyaryo Dy Um Hebreu, Na Flim! Festa Literária ! Shalom!!!

 

Maringá, 26 De Outubro de 2017 .

Jerusalém, 6 De Heshvan de 5778 .

 

 

 

” O Conhecimento, Traz Luz, Dignidade, Poder e Direção aos Homens! Onde Encontrar ? Nos Livros !”

(Anônimo )…..

 

 

Com Grande Alegria que anuncio o a Abertura da FLIM , Festa Literária Internacional de Maringá.

É, hoje na Praça Renato Celidônio , Centro que que haverá a abertura do Maior Evento de Literatura de Nossa Cidade, Região Porque Não Do Estado. Com entrada” Franca”, todos os dias para o público .

Nesta ocasião acontecerá também simultaneamente, a Literatura , ” Artes Integradas “, vários tipos de segmentos da cultura na Atmosfera do Evento.

O Projeto Dyaryo Dy Um Hebreu, Que esta hospedado e faz Parte da Globosfera do Conceituado Jornal ” O Diário Do Norte Do Parana, fará sua participação de apoio à Cultura e destacar as Obras Judaicas que assim estiver em lançamento ou em evidência !

O Meu muito obrigado a todos que participam deste projeto cultural! Pois, num breve Futuro Este Projeto também estará eternizado ! Em Obra!  ( Dyaryo Dy Um Hebreu, Em Livro ) …

Excelente dia!

Shalom Lé Kulam Chaverim ve Mispachát !  Paz À Todos Seus Amigos & Familiares!

 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

 

Comente aqui


Krav Maga, Autodefesa de Israel! Shalom!!!

 

Maringá, 25 de Outubro de 2017 . 

Jerusalém, 5 de Heshvan de 5778 .

 

 

Eis, Que O Guardião de Israel, Não Descuida E Não Dorme! Tehilim 121 , Salmo 121. 

 

 

Krav Maga: o sistema de autodefesa de Israel

 

 

Krav Maga é um sistema de autodefesa, adotado pelas Forças de Defesa de Israel. Não é uma arte marcial, não possui as tradições milenares das artes marciais orientais e tampouco surgiu no Oriente. Foi criado na Europa Oriental, em 1930, por um judeu, Imi Lichtenfeld, para defender os judeus de ataques fascistas e nazistas.


O Krav Maga é uma arte de defesa pessoal, um sistema de combate corpo a corpo,com rápidos contra-ataques e técnicas ofensivas que visam impedir que o agressor atinja seu alvo. Atualmente, os repetidos ataques terroristas a indivíduos, muitos realizados com facas, tornaram muito recomendado o seu aprendizado em Israel e na Europa. Na França, por exemplo, desde que a onda de ataques antissemitas e terroristas tomou conta do país, houve um grande aumento no interesse pelo Krav Maga, que, aliás, está sendo ensinado aos alunos de escolas judaicas.

É bem verdade que seu domínio exige muito treinamento tanto em termos das técnicas como do condicionamento físico, mas as técnicas básicas do Krav Maga podem ser aprendidas e aplicadas por qualquer pessoa em um curto espaço de tempo. Diferentemente das demais artes marciais, não leva anos para ser dominado. Desde o início, o intuito de Imi Lichtenfeld era criar um sistema de autodefesa que pudesse ser posto em prática o mais rapidamente possível. O Krav Maga dá as ferramentas para que homens, mulheres e até crianças, independentemente da idade, possam se defender. E, apesar de existir há menos de 100 anos, é, atualmente, o sistema de luta escolhido por várias unidades das elites militares e das forças de segurança norte-americanas e europeias. É também adotado no Brasil para o treinamento de forças militares e policiais.

O criador: Imi Lichtenfeld

Filho de Channa e Samuel Lichtenfeld, Imrich Sde-Or ou “Imi”, como era conhecido, nasceu em 26 de maio de 1910, em Budapeste, na época um dos centros do Império Austro-húngaro; mas cresceu na capital da Eslováquia, Bratislava.

Seu pai, um grande atleta, teve suma influência em sua vida. Aos 13 anos, Samuel começou a trabalhar num circo como acrobata e, durante duas décadas, treinou inúmeros esportes, inclusive luta-livre e levantamento de pesos. Após deixar o circo, ele se mudou para Bratislava. Lá fundou a primeira academia moderna de atividade física da cidade, onde se dedicava à luta livre, boxe e musculação.

Em Bratislava, Samuel trabalhava na força policial; tornou-se detetive e ocupou o posto de Inspetor Chefe. Conquistou a reputação como o policial que fez a prisão e levou a julgamento o maior número de criminosos violentos. Como Inspetor Chefe, periodicamente treinava seus homens nas técnicas de defesa pessoal. O filho, Imi, estava sempre ao seu lado. Exímio lutador de luta-livre quando jovem, Samuel estimulou o filho a participar de uma variedade de atividades atléticas.

Imi logo se tornou um excelente ginasta, boxeador e lutador, entrando para o Time Nacional de Luta Livre da Eslováquia. Competia em campeonatos nacionais e internacionais, ganhando vários troféus. No período de 1929 a 1939, foi um dos melhores lutadores da Europa.

No final da década de 1930, enquanto o fascismo e o antissemitismo varriam todo o continente europeu, a vida dos judeus de Bratislava tornava-se cada dia mais difícil. Os ataques violentos contra indivíduos e contra as comunidades passaram a ser lugar-comum nas ruas de muitas das cidades da Europa Oriental. Os judeus buscavam meios de se defender, de continuar vivos.

Vendo que algo tinha que ser feito para proteger sua comunidade, Imi organizou um grupo de jovens judeus para patrulhar o Bairro Judeu e defender seus habitantes contra os ataques. Da noite para o dia, ele se tornou o líder incontestado de cerca de 100 rapazes da comunidade. Juntos, eles defendiam os judeus de Bratislava contra as gangues antissemitas e as milícias fascistas.

Enquanto lutavam nas ruas, Imi rapidamente entendeu que as lutas competitivas esportivas eram totalmente diferentes das de rua. Além de serem extremamente violentas, nas ruas não havia regras e nem árbitros. Ele começa, então, a desenvolver um sistema de técnicas de autodefesa para situações de perigo, passando a ensiná-las aos jovens encarregados da defesa do Bairro Judeu. Seu princípio fundamental era usar os movimentos e reações naturais do corpo aliados a um contra-ataque imediato e decisivo. Assim começou o Krav Maga. Entre 1936 e 1940, Imi participou de inúmeros conflitos e lutas de rua. Ele e seus companheiros tiveram que conter grupos antissemitas armados, que chegavam a centenas de pessoas, em sua tentativa de invadir o Bairro Judeu.

Em 1939 o Estado eslovaco tornou-se um Estado fantoche da Alemanha nazista e Imi e os judeus de Bratislava se viram cada vez mais ameaçados pelas milícias fascistas. Ele passou a ser vigiado, era considerado um “sério problema” pelas autoridades eslovacas e grupos antissemitas. Em 18 de maio 1940, Imi deixa a Europa, embarcando naquele que seria o último navio de judeus a conseguir escapar dos nazistas. Sua família não o acompanhou, e não sobreviveu a Shoá.

Uri Refaeli UK London – Londres , Inglaterra ( Foto Arquivo Pessoal ) 

A embarcação se dirigia à Terra de Israel. Era um barco usado para navegação fluvial, de nome Pentcho, modificado para transportar refugiados judeus da Europa Central. A embarcação, adequada para transportar 150 pessoas, acabou levando, abarrotados, 500 jovens. Durante a travessia, uma caldeira do Pentcho explode e o barco naufraga na ilha grega Kamilonissi. Imi saltou várias vezes n’água para salvar passageiros e recuperar as escassas sacas com alimentos que haviam caído no mar. Isso lhe acarretou uma forte infecção no ouvido que quase lhe custa a vida.

Ele e outros quatro amigos conseguiram um bote a remo e saíram em direção à ilha de Creta em busca de ajuda. Em virtude dos fortes ventos, os cinco nunca chegaram à ilha. No quinto dia, um navio de guerra inglês os encontrou vagando pelo mar, e os levou para Alexandria. Após relatarem sobre o naufrágio do Pentcho, as autoridades italianas foram alertadas e um navio foi enviado para a ilha Kamilonissi para resgatar os refugiados, que depois foram levados para Rhodes. A maior parte dos sobreviventes do Pentchochegou à então Palestina em 1944.

Segundo um dos amigos, ao chegar a Alexandria o estado do Imi era gravíssimo e eles temiam que o amigo não escapasse. No entanto, resistiu e, já restabelecido, se alistou na Legião Checa, à época sob o comando do exército britânico. Durante ano e meio, ele ocupou vários postos militares no Oriente Médio sempre servindo com distinção.

Em 1942, Imi recebeu um visto de entrada na então Palestina sob Mandato Britânico. À época, muitos de seus amigos que já estavam em Eretz Israel serviam na Haganá (defesa, em hebraico), fundada em 1919 para defender os assentamentos judeus contra os árabes.

Imi é muito bem recebido nas fileiras da Haganá, cujos líderes perceberam suas aptidões em combate e sua habilidade em transmitir as técnicas. Ele ficou encarregado do treinamento das forças de elite militar no combate desarmado. Treinou forças daHaganá, Palmach (a força de ataque de elite), Palyam (os comandos navais), e grupos policiais. Imi passa a treiná-los intensamente em suas áreas de especialização: preparação física e nas técnicas de combate que estava desenvolvendo, baseado em sua experiência em combate real.

Com a fundação do Estado de Israel, em 1948, todas as diversas forças judaicas combatentes se unem, dando origem às Forças de Defesa de Israel (FDI). O novo estilo de combate criado por Imi é adotado como o estilo oficial das FDI e da Força Policial de Israel. É nomeado Instrutor Chefe de Preparação Física na Escola de Preparação para Combates das FDI. Ele era o principal instrutor de combates corpo a corpo. Nesse período, aperfeiçoou ainda mais suas técnicas de autodefesa; ele queria que fossem rápidas, eficazes e aplicáveis a cenários modernos. Acima de tudo, tinham que ser simples, lógicas e fáceis de aprender; um método que pudesse transmitir ao soldado israelense, em poucas semanas, noções reais de autodefesa, com as mãos nuas, contra todo tipo de ataques. Após a Operação Sinai de 1956, o nome “Krav Maga” passou a ser utilizado para o novo estilo de combate, já tendo um formato pronto para treinamento e ensino.

Imi serviu nas FDI até 1964. Nesse período ele foi o responsável pelo treinamento dos melhores combatentes das principais unidades de elite das FDI. Após se aposentar, abriu dois centros de treinamento nas cidades de Tel-Aviv e Netanya. Pela primeira vez o Krav Maga seria ensinado a civis. O ensino a civis difere do utilizado por militares ou agentes de segurança. Em seu uso civil, o Krav Maga ensina como se proteger em situações em que a vítima está desarmada e tem que contar apenas consigo mesma. É um cenário muito diferente do militar. Nos anos seguintes, Imi se dedicou a adaptar as técnicas, modificando-as de acordo com as necessidades da vida civil.

Em 1974, ele fundou a Associação Krav Maga, uma organização para o ensino do sistema de autodefesa. Alguns de seus primeiros alunos levaram-na aos Estados Unidos e o mestre Kobi Lichtenstein a trouxe ao Brasil.

Imi Lichtenfeld faleceu em 1998, aos 87 anos. Até os últimos anos de sua vida, continuou a atuar tanto no mundo militar, como conselheiro, quanto no civil supervisionando aulas e treinando equipes de segurança de outras nacionalidades. Em uma carta oficial pelo “Galardão de Mérito”, Itzhak Rabin, então Chefe das Forças de Defesa de Israel, escreveu que desde os tempos da Haganá e do Palmach, incluindo todos os anos no Tzahal (FDI), a capacidade de luta e o potencial pessoal de Imi tinham sido os pilares de qualidade do combatente israelense, e, ninguém mais responsável por esse desempenho de excelência do que Imi Lichtenfeld.

Ainda em vida, recebeu o “Azul e branco”, um título de honra para aqueles que muito se dedicaram a seu país.

Fundamentos

Como vimos acima, o Krav Maga pretende ser a forma mais eficaz de autodefesa. Em entrevista a Morashá, o faixa preta e professor de Krav Maga, Uri Aronson, perito e consultor em segurança pessoal, empresarial e comunitária, e um dos primeiros alunos do mestre Kobi no Brasil, explicou os fundamentos do combate. “O Krav Maga ensina a enfrentar o perigo com uma estratégia em mente, sem desgaste físico desnecessário, reservando a energia física para aplicá-la no momento oportuno. A defesa e o contra-ataque devem ser rápidos e eficazes. O aluno de Krav Maga treina para ter a mente clara e tranquila para tomar decisões com prontidão, mesmo em uma situação de emergência. Por exemplo, se estiver sendo imobilizado e a primeira técnica para se libertar não funcionar, em vez de se desesperar tentando novamente, deve passar a aplicar outra técnica”.

 

 

Como mencionamos acima, as técnicas do Krav Maga se baseiam em princípios simples e movimentos instintivos, naturais ao corpo humano. O treinamento inclui, de um lado, o aprendizado de incontáveis técnicas que visam impedir que o agressor atinja o alvo, do outro lado movimentos explosivos de contra-ataque. Diferentemente de outras artes marciais que tratam os movimentos defensivos e ofensivos como ações separadas, no Krav Magá estes são simultâneos. A técnica dá ênfase ao movimento contínuo: bloqueia-se ao mesmo tempo em que se contra-ataca rapidamente, visando pontos sensíveis do agressor. Independentemente de quão grande e forte o oponente, algumas áreas do corpo humano são sempre vulneráveis.

Noções de física, fisiologia e matemática são utilizadas para definir as técnicas que devem ser aplicadas. Em cada tipo de ataque, a técnica usada deve levar em conta a transferência de peso e a rapidez e força de explosão do contra-ataque, visando a potencialização da ação independentemente da força física.

Como os confrontos são geralmente inesperados e perigosos, os alunos são treinados a procurar dar um fim às situações de perigo, com a maior rapidez possível. Quem treina Krav Maga parte da premissa de que seus atacantes serão maiores e mais fortes do que ele, e, possivelmente, que enfrentará múltiplos agressores. Uri Aronson, que treinou centenas de alunos de Krav Maga, executivos e equipes da área de segurança de multinacionais, costuma enfatizar que “a essência do Krav Maga é que se um de vocês se encontrar em uma situação de perigo, saiba o que fazer para voltar para casa com vida. Procuro transmitir a meus alunos que o Krav Maga não se restringe ao que é ensinado durante as aulas. Trata-se de um estilo de vida. O mundo moderno exige que se tomem decisões rapidamente, ainda mais se a pessoa for um líder ou um executivo, mantendo-se focado mesmo em situações turbulentas e agindo sob pressão com clareza mental. O Krav Maga proporciona tudo isso e muito mais.”

Equipe de Krav Maga Peru -America do Sul ( Foto Arquivo Pessoal ) 

O treinamento que Uri passa a seus alunos inclui a “inteligência” por trás das técnicas. “É necessário visualizar e analisar uma situação rapidamente e apreender como reagir a qualquer tipo de ameaça, sem hesitação. É essencial agir de forma segura e neutralizar o agressor rapidamente, fazendo o que for preciso”.

Os treinos simulam situações reais. Como Imi descobriu nas ruas da Europa, lutar para obter pontos numa luta esportiva e lutar por sua vida em um confronto de rua exige uma atitude mental e técnicas totalmente diferentes. No Krav Maga o fato de não haver “regras” em uma luta é muito enfatizado. Não há katas – padrões detalhados de coreografia de movimentos – como no caratê e demais artes marciais. Não dá para se preocupar com a “etiqueta” da luta quando sua vida está em risco. Quem aprende e interioriza os princípios do Krav Maga consegue enfrentar qualquer tipo de agressão, e a eficiência das técnicas em combate real mostra que eles são atemporais, funcionam em qualquer realidade.

E, como não há regras nem restrições, o Krav Maga não realiza competições. Algumas organizações adotam faixas coloridas – populares nas artes marciais – como um sistema didático que divide o aprendizado das técnicas por faixa. Quanto maior for a graduação, mais avançadas serão as técnicas ensinadas.

Antes de 1980, todos os especialistas na técnica viviam em Israel e treinavam seguindo a Associação Israelense de Krav Maga. Na década de 1980, Lichtenfeld começou a treinar seus alunos mais próximos para levá-la à arena internacional. Hoje, o Krav Maga é disseminado pelo mundo todo.

Krav Maga no Brasil

Kobi Lichtenstein, um dos primeiros alunos civis de Imi Lichtenfeld, começou a treinar ainda menino. Lichtenfeld o indicou para disseminar o sistema na América do Sul. Em 1990, o aluno, hoje conhecido como Grão-mestre Kobi, o trouxe para o Brasil. O atual crescimento do Krav Maga no País se deve muito ao fato de a população viver refém da violência. Esta técnica oferece as ferramentas para a pessoa não viver com tanto medo e poder, eventualmente, se defender.

O Grão-mestre é 8º dan e presidente da Federação Sul-Americana de Krav Maga. Um de seus objetivos é preservá-lo da forma que lhe foi ensinado por seu mestre, em Israel. Com sede do Rio de Janeiro, mestre Kobi ensina Krav Maga e qualifica instrutores que ensinam no Brasil e na América Latina. Assim como Imi, ele prepara a próxima geração. “Não formo instrutores, mas educadores” declara mestre Kobi. “O processo de formação exige anos de treinamento, aulas de anatomia, fisiologia, primeiros socorros, filosofia e a história do Estado de Israel. De dois em dois anos, levamos delegações para Israel, para conhecer o berço do Krav Maga, para desmistificar as inverdades que a mídia mostra, e conhecer como os israelenses convivem com as diferenças. Os grupos saem do Brasil achando que vão a um país violento e voltam entendendo que violento é o país em que vivemos”.

Com quatro livros lançados em português, várias medalhas conferidas pelas autoridades brasileiras – Pedro Ernesto, Tiradentes, Mérito Legislativo e outras, o Krav Maga no Brasil tornou-se referência de defesa pessoal. O Krav Maga Brasil é ativo também no treinamento de corporações militares e policiais, como por exemplo, as unidades contra o terror que atuaram nas últimas Olimpíadas.

“Além da própria técnica”, declara Mestre Kobi, “as aulas de Krav Maga mostram uma outra forma de ver a vida, em que não importa o tamanho da ameaça, sempre é possível se defender, sobreviver à ameaça, assim como o Povo Judeu sobreviveu, assim como Israel sobrevive e ainda cresce, com qualidade de vida e respeito ao próximo”.

 

 

 

Obrigado pela leitura!

Fonte de Apoio e Agradecimento Especial:  Revista Morasha de Cultura acesse: www.morasha.com.br

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

Comente aqui


Combate a Intolerância! Shalom!!!

Cidade de New York Imagem Divulgação!

Maringá, 24 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 4 de Heshvan de 5778 .

 

Ate Quando, Terá Que Se Debater e Se Preocupar com anti-semitismo ( Nazismo ) 

Vergonha!!!

 

Em entrevista ao Jerusalem Post, o ex-diretor de Comunicação da Casa Branca Anthony Scaramucci defendeu uma política de tolerância zero a qualquer manifestação de antissemitismo nos EUA. Scaramucci condenou o recente anúncio de venda on-line por um site americano de uma fantasia de Anne Frank para as festas de Halloween e a manifestação neonazista de Charlottesville, que causou uma morte. É inadmissível a tolerância com pessoas e grupos que exibem suásticas e repetem o gesto de Hitler nos Estados Unidos, disse. Scaramucci disse que se ainda estivesse exercendo a função de diretor de Comunicação da Casa Branca  ele deixou o cargo em julho, 11 dias após ter assumido – teria alertado o presidente Trump contra essas manifestações. É lamentável a realização de tais manifestações e o simples fato de elas ocorrerem é sinal de que algo está errado. É preciso ter uma política de tolerância zero com neonazistas, destacou.

Cidadã Americana Envolta e Bandeira Dos Estados Unidos …

 

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

Comente aqui


Cultura! Centenário de Violeta Parra ! Shalom!!!

Violeta Parra ( Foto Arquivo Pessoal )

 

Maringá, 21 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 1 de Heshvan de 5778 .

 

 

O show em homenagem ao centenário de nascimento de Violeta Parra vai ser transmitido ao vivo pela fan page da Unibes Cultural. Neste sábado (21/10), às 20h30, as cantoras Mônica Salmaso e TITA PARRA pagam tributo à cantora chilena. Os ingressos para a apresentação estão esgotados.

 

Bençãos Visuais

Baruch- Bendito Sejas Tu, Eterno Nosso Deus, Rei do Universo, que executas atos da Criação.

Baruch- Bendito Sejas Tu, Eterno Nosso Deus, Rei Do Universo, que Fez o Grande Mar.

Baruch- Bendito Sejas Tu, Eterno, Nosso Deus, Rei Do Universo, que Te Lembras do Pacto, és Fiel ao Teu Pacto e Manténs a Tua Palavra.

Baruch- Bendito Sejas Tu, Eterno, Nosso Deus, Rei Do Universo, que nada Fez Faltar no Seu Mundo, e criou Nele Boas Criaturas e Boas Árvores, Para que delas desfrutem os Homens.

Baruch-  Bendito Sejas Tu, Eterno, Nosso Deus, Rei Do Universo, Que Partilhaste Tua Sabedoria Com Os Que Te Temem.

Baruch- Bendito Sejas Tu, Eterno, Nosso Deus, Rei Do Universo, que concedeste da Tua sabedoria ao Ser Humano.

 

 

Fontes: Sidur Transliterado, Assessoria Unibes Cultural.

Obrigado pela leitura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom…

 

 

 

 

 

1 Comentário


Shabat Shalom Lé Kulam!

Judia No Inverno De Israel, Levando Produtos para o Sagrado Shabat ! ( Foto )…

 

Maringá, 20 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 30 de Tishrei de 5778 .

 

Devido a problemas de saúde Fiquei ausente das publicações mais intensificadas do Nosso Projeto ” Dyaryo Dy Um Hebreu “.

Mas, Graças ao Eterno Emuná – Fé! A noite ou na Próxima madrugada. Após, o Shabat e sua cerimonia trarei novidades a esta página!

Um abraço e um beijo a todos! Que acompanham e fazem deste projeto Existir!

Bendito Sejas, O Eterno que Nos Concedestes a Noite de Shabat Para Santifica-lô !!!

 

 

Obrigado Pela leitura! 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

2 Comentários


Estados Unidos, Deixa Unesco em Apoio À Israel!!!!

 

Maringá, 16 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 26 de Tishrei de 5778 .

 

Após, uma seria de atitudes que  o (  Organismo Internacional Uncesco ), vem promovendo sempre contra Israel, e por sinal sem embasamento algum ! Tudo de forma Arquitetada e Tendenciosa. Outros, importantes Governos e Potencias Mundiais estão fazendo o mesmo caminho! Ainda, bem que existem pessoas com bom senso e discernimento no mundo! Que sabem enxergar muito bem o Teatro Mal feito contra Israel, e povos de boa índole!

Projeto ISRAEL HOJE, POR ROBERTO GROBMAN, especial de Israel !!!

” Netanyahu elogia Trump pela decisão de não revalidar o acordo com o Irã “…

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, elogiou o anúncio do presidente Donald Trump na sexta-feira de não recertificar o cumprimento pelo Irã do Plano Conjunto de Ação Integral de 2015 (JCPOA), mais conhecido como o Acordo Nuclear do Irã.

No domingo, Netanyahu disse à Fox News que Trump tomou um passo “histórico e ousado” para impedir o Irã de obter armas nucleares; parte do que ele chamou de desafio mais amplo apresentado pelo regime de Teerã.

“O Irã é o principal estado terrorista do nosso tempo”, disse Netanyahu.

“Eles enforcam os homossexuais, mandam os jornalistas para prisões, subjuga as mulheres, fomenta o terrorismo em todo o mundo. Para ter um regime como esse, cuja economia é 30 vezes maior que a Coréia do Norte – um regime desonesto como esse, adquiriu m arsenal de armas nucleares em 10 anos, o que o acordo prevê para o Irã fazer, é uma loucura terrível “.

“Então eu elogio o presidente por tomar uma decisão histórica e ousada para evitar este perigo a tempo. Ele poderia ter chutado a lata pela estrada; ele poderia ter dito que “não vai acontecer no meu mandato, então vou deixar isso pra lá”. Mas ele não fez, e ele enfrentou esse perigo. ”

 

 

Obrigado Pela Leitura! 

Agradecimento Especial! Roberto Grobman, Israel !

Pesquisa, tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

Comente aqui


Federação Israelita de SP Congratulam Educadores!

 

 

Maringá, 15 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 15 de Tishrei de 5778 .

 

Feliz dia Dos Educadores!

O Que é o Mestre Para Você? Um Apenas, transmissor de Conteúdos? Um homem ou uma mulher brava que te obriga a aprender? Pois, se pensa dessa forma está errado!

Os Então, educadores , Professores São Na minha Humilde Opinião?

Formadores de Cidadãos e formadores de Consciência. Principalmente do seculo XXI!

Em Nome do Jornal O Diario do Norte do Paraná, Projeto Blog e Coluna ” Dyaryo Dy Um Hebreu ” , vem através deste espeço e também a Federação Israelita de São Paulo-SP.

Externar nosso respeito e gratidão por tanta Dedicação! Nossa Reverência Por Esta Nobre Profissão!

Mazal Tov! Parabéns! 

A Federação Israelita SP e seu Vaad Hachinuch (Conselho de Educação) se congratulam com todos os nossos professores pelo seu dia.

Acreditamos fortemente que a educação é a principal ferramenta do desenvolvimento humano e a única saída para as diversas crises que a humanidade enfrenta nos dias de hoje.

Ser professor é dedicar sua vida a ensinar, educar e formar gerações que busquem transformar a sociedade em que vivemos em um mundo melhor.

Mazal Tov aos nossos mestres. Todos os dias devem ser comemorados em honra a vocês.

Chamamos os professores em hebraico de:
מורים – Professores – Morim
מוֹרֶה – Professor – Moré
מורה – Professora – Morá

Obrigado pela Leitura! 

Fonte de Apoio: Federação Israelita de São Paulo! 

Pesquisa , tradução e edição: Vital Ben Waisermman, Shalom!!!

 

Comente aqui


Shavua Tov Lé Kulam! Boa Semana À Todos! Shalom!!!

Judeu Ao Encontro Do Kotel Muro das a Lamentações ( Foto Retirada da Internet )

 

Maringá, 15 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 25 de Tishrei de 5778 .

 

Shavua Tov Lé Kulam Chaverim vê Mispachat – Boa Semanana À Todos Seus Amigos & Familiares…

Mais uma semana, se inicia e nos aguarda!

Esse é o Mundo que temos; este são os humanos que temos!

Portanto, vamos trabalhar e rezar para que tudo se transforme a começar por nós!

Esses São Os Votos de uma Semana De Muitas Conquistas e que o Eterno Deus, sejas , Nossa Bússola!

Bençãos Noturnas! Aconselha-se ! 

Tehilim 121-Salmo 121.

Obs: No Batente de Entrada de cada Judeu Praticante é fixada dentro da Mezuhah o Tehilim 23, Salmo 23.

Para Proteção das Correntes Externas & Energias Negativas Externas!

Por hoje, é isso nos vemos por ai!

Grande Abraço!

Obrigado pela leitura! 

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom! 

 

 

 

Comente aqui


Renascer da Arte e Cultura de Israel! Shalom!

PÁTIO DA ACADEMIA BEZALEL, VENDO-SE BORIS SCHATZ, DE PALETÓ ESCURO E CALÇA BRANCA, EM PRIMEIRO PLANO, OLHANDO PARA A MÁQUINA

 

Maringá, 13 de Outubro de 2017 .

Jerusalém, 23 de Tishrei de 5778 .

 

Shabbat Shalom Lé Kulam – Paz No Sábado À Todos!!!

 

Em Bezalel nasce a nova arte israelense

 

 

“Então o Senhor disse a Moshé: ‘ Veja, Eu escolhi Bezalel, o filho de Uri, da tribo de Judá, e Eu o preenchi com o Espírito de D’us, com sabedoria, compreensão, conhecimento e todas as ferramentas humanas… para desenvolver todas  as modalidades de arte” (Êxodo 31: 1-5).


Em 1906, em um edifício alugado na Rua Abissínia, no centro de Jerusalém, a Escola Bezalel de Artes e Ofícios (Bezalel School of Arts and Crafts) iniciava suas atividades, constituindo mais uma das instituições israelenses criadas antes da fundação do Estado Judeu, em 1948. A primeira exclusivamente voltada ao universo artístico, tornou-se realidade graças à visão e determinação de Boris Schatz, escultor e pintor lituano que morreu em 1932 sem conhecer o sucesso que “sua” instituição alcançara. Começando com um pequeno número de professores e alunos – 30, apenas – a Escola Bezalel cresceu e se desenvolveu tornando-se a mais importante academia de arte em Israel, e uma das mais prestigiadas do mundo. Na mesma data, foi também criado o Museu de Arte Bezalel, precursor do Museu de Israel, um dos mais importantes do país.

Uma das principais características da instituição tem sido sua capacidade de se adaptar às mudanças culturais decorrentes dos vários fluxos imigratórios ao longo da história de Israel e, hoje, aos 110 anos, a Escola Bezalel é sinônimo de inovação e excelência acadêmica no país e no exterior. Combinando o conhecimento artístico tradicional com as mais modernas tecnologias em computação, a Bezalel possui um corpo docente composto por artistas talentosos. Responsável pela formação de centenas de artistas israelenses consagrados, a Escola se tornou o epicentro na vanguarda do cenário artístico israelense, sendo instrumento essencial na formação da identidade cultural nacional.

Moeda Israelita de 10 Shekel.

” Obs: Uma Média o Shekel é superior ao dólar americano, uma leve valorização de 5 à 6 % 

Numa Comparação: Quem ganha em torno de: $ 2300 dois mil e trezentos Sheqalins mês = U$ 2500 dois mil e quinhentos dólares americanos.” 

Primeiras influências

Boris Schatz nasceu na cidade de Vorno (atual Lituânia), em 1867. Viveu em Sofia entre 1895 e 1905, onde foi um dos fundadores da Academia de Arte Búlgara, criada com o objetivo de desenvolver um senso de unidade e identidade nacional. Estes objetivos seriam alcançados através da incorporação de imagens e elementos oriundos das tradições folclóricas búlgaras e sua integração com novas tendências artísticas e culturais europeias. O sucesso e a experiência obtidos nessa empreitada contribuíram para fortalecer seu ideal de realizar um projeto semelhante em Jerusalém – um centro para a nova arte da Terra de Israel que poderia atrair artistas e estudantes judeus de todo o mundo.

Manifestações abertamente antissemitas, como o Caso Dreyfus na França, em 1894, e os pogroms de Kishinev, em 1903-1905, aproximaram Schatz do Sionismo. Para ele, o fato mais importante da época foi o surgimento do mesmo como movimento político, com o objetivo central de reconstrução de um Lar Nacional Judaico e a possibilidade de se criar uma nova cultura judaica em Eretz Israel. Decidiu, então, apresentar sua ideia a Theodor Herzl, em 1903. Os debates sobre qual seria a essência da nova cultura em Eretz Israelestavam na agenda das reuniões do Congresso Sionista e Schatz viu seu plano de implantação de uma escola de artes em Jerusalém ser aprovado, no Congresso Sionista de 1905.

Tamanho: 380 x 486. 

Arte Israelita, Pintores Israelenses, Arte Judaico, Expressivo, Patricia, Arte Contemporânea, Arte Moderna, Patricia Govezensky, Art Expressif

Para concretizar seu sonho, Schatz emigrou para Israel em 1906, com um grupo de professores e estudantes, começando a trabalhar em Jerusalém. Assim nascia a Escola de Artes Bezalel, nome escolhido por ele em homenagem a Bezalel Ben Uri, primeiro artesão judeu mencionado na Torá e escolhido por D’us para supervisionar o projeto e a construção do Tabernáculo.

Desde o início, a instituição atraiu jovens judeus de todo o mundo e de todas as regiões da então Palestina. As criações dos primeiros professores e alunos, no início dos anos 1900, são consideradas o ponto de partida para a trajetória das artes visuais israelenses ao longo de todo o século 20.

Os artistas formados pela Escola sempre tiveram liberdade para desenvolver sua imaginação e fundir diferentes estilos em um mesmo trabalho, combinando temas e figuras de períodos e contextos diversos. A combinação de diferentes técnicas, materiais e dimensões com a fusão de estilos antigos e modernos deu origem a uma arte singular e heterogênea.

O contexto da Terra de Israel de então permitiu às primeiras gerações de alunos e professores embarcar, por um lado, em novas aventuras explorando todas as suas possibilidades e influências – local, oriental, exótico e bíblico. E, pelo outro, acompanhar a estética ocidental, seus valores e a demanda dos mercados. Cores ricas, diversidade de formas e materiais, um estilo eclético e um senso de alegria na criação caracterizaram a produção de Bezalel, dando-lhe um charme singular.

Primeiros anos

Para Schatz, a Escola seria o berço da criação de um estilo de arte que conciliaria a arte clássica judaica com as tradições artísticas do Oriente Médio e da Europa. Como vimos acima, a primeira sede da Escola foi um edifício alugado na Rua Abissínia. Mas, já em 1907, se mudava para um complexo de edifícios, cercados por um muro de pedras, comprados pelo Fundo Nacional Judaico (Keren Kaiemet LeIsrael). Nesse campus ele viveu com sua esposa e filhos.

Desde a sua fundação, a Escola estava dividida em três setores: uma escola de arte, um complexo para seminários e um museu. Na época da abertura, a escola e o museu funcionavam em dois edifícios na esquina das ruas Bezalel e Shmuel HaNagid. As aulas e os ateliês eram realizados nos vários departamentos da Escola, divididos de acordo com as técnicas e materiais utilizados. Obras especiais eram desenvolvidas em conjuntos pelos vários departamentos.

Na época, além de escultura e pintura tradicionais, a Escola oferecia ateliês onde foram produzidos objetos decorativos em prata, couro, latão e tecido. Muitos dos artesãos eram membros da comunidade judaica iemenita, que mantinham a tradição de trabalhar metais preciosos como a prata. A ourivesaria era uma profissão tradicional e comum entre os judeus no Iêmen. Esta comunidade e seus hábitos, portanto, eram tema muito comum nos trabalhos artísticos produzidos.

Meir Gur Aryeh, Ze’ev Raban, Shmuel Ben David, Ya’ackov Ben-Dov, Zeev Ben-Zvi, Jacob Eisenberg, Jacob Pins, Jacob Steinhardt e Hermann Struck são alguns dos estudantes que se destacaram no cenário artístico do país. Marousia (Miriam) Nissenholt, que usava o pseudônimo de Chad Gadya, era, em 1912, a única mulher na Bezalel.

Os primeiros anos, de 1906 até 1914, às vésperas da 1a Guerra Mundial, foram marcados pelo sucesso: a cada ano abriam-se novos departamentos e novas tendências artísticas eram introduzidas. O número de estudantes e professores aumentava anualmente e seus trabalhos eram expostos na região e no exterior. Como vimos acima, o tema central das obras produzidas era a vida na Terra de Israel. Utilizando uma ampla gama de materiais – prata, cobre, bronze, marfim, madeira e terracota, entre outros, criaram placas e objetivos decorativos, filigranas, relevos e objetos cerimoniais, combinando a arte oriental e ocidental. Os primeiros trabalhos refletem o empenho em criar obras que representassem a Terra de Israel e seus vínculos com o povo judeu. São essas obras que fizeram parte da exposição “Crafting a Vision: The Bezalel School” (Criando uma Visão: A Escola Bezalel).

Tempos difíceis

A instituição dependia do Conselho de Diretores sediado em Berlim, e isso era um problema, pois eles viviam em conflito constante com Schatz em relação à forma de administrar a Escola e, principalmente, à questão do tipo de arte que devia ser desenvolvido. Em função dessas disputas, em 1915, as verbas de Berlim foram suspensas. Embora a importância da Escola Bezalel fosse reconhecida e, apesar do apoio das associações de amigos em Hamburgo, Praga e Varsóvia, a maior parte da responsabilidade recaía sobre Schatz.

Israel Mão Lettering E Rabiscos Elementos De Fundo Arte vetorial …

Thinkstock416 × 416Pesquisa por imagem

Israel mão lettering e rabiscos elementos de fundo : Arte vetorial

 

Os últimos anos, de 1917 a 1929, quando a então Palestina estava sob Mandato Britânico, foram instáveis. Schatz lutou incansavelmente, procurando desenvolver atividades que impedissem o fechamento da Escola, pedindo apoio e suporte financeiro aos judeus da Diáspora. Sem perder a confiança, deu início a uma série de iniciativas para arrecadar fundos, entre as quais, a realização de novas exposições nos Estados Unidos dos trabalhos dos alunos e professores, e a edição de livros de luxo e álbuns, além de incentivar uma nova tendência na Terra de Israel – a pintura de tijolos de cerâmica, então muito usados para decorar as casas de Tel Aviv.

Apesar das dificuldades, em 1925 foi aprovada pelas autoridades do Mandato a abertura do Museu Nacional Bezalel – precursor do Museu de Israel. Antes da abertura, foi publicado o seguinte anúncio: “O Museu já funciona como ferramenta de aprendizagem para a Escola Bezalel e seus seminários artísticos… Desejamos reunir em um único lugar toda a criação da genialidade do Povo Judeu, local esse onde preservaremos esse acervo…”

Mas a Grande Depressão que atingiu o mundo ocidental, em 1929, e a consequente redução, cada vez maior, de recursos vindos do exterior levaram ao fechamento da Escola. Schatz, no entanto, não desistiu e, mesmo doente, visitou várias cidades norte-americanas em busca de auxílio financeiro. Mas, em março de 1932, ainda nos Estados Unidos e sem ter conseguido seu objetivo, faleceu aos 65 anos em um hospital em Denver, Colorado.

Depois que Hitler subiu ao poder, na Alemanha, o Conselho de Diretores pediu a Josef Budko, que fugira da Alemanha em 1933, para reabrir a Escola e assumir sua direção. A nova Escola de Artes e Ofícios Bezalel reabre em 1935, atraindo professores e estudantes judeus alemães, muitos vindos da Escola Bauhaus, na Alemanha, que fora fechada pelos nazistas. Com o nome de Nova Escola de Artes e Ofícios Bezalel, a instituição passa por várias mudanças, adotando objetivos e métodos que se distanciam das metas iniciais. Budko contratou Jakob Steinhardt e Mordechai Ardon para lecionar e ambos ocuparam a direção após seu afastamento.

Após a fundação do Estado de Israel, em 1948, o tema da formação artística entrou na agenda nacional e a Escola passa a ser vista como um elemento fundamental para a expansão do ensino das artes plásticas, no país. Em 1958, a instituição recebeu o Prêmio Israel para Pintura e Escultura, sendo a primeira vez em que a láurea foi outorgada a uma instituição. Em 1968, a maioria de seus departamentos são transferidos para a área da Universidade Hebraica de Jerusalém, no Monte Scopus e, em 1969, seu nome muda para Academia de Artes e Design Bezalel, quando passa a receber suporte financeiro do governo. Em 1975, foi reconhecida pelo Conselho para Educação Superior de Israel como um instituto de educação de nível superior.

Temas, símbolos e personagens

Os temas inicialmente presentes nas ilustrações e objetos decorativos nos trabalhos da Bezalel eram baseados na visão de Schatz e em sua tentativa de criar um “novo estilo judaico” que combinasse o glorioso passado bíblico com o ideal sionista de retorno à Terra de Israel. Heróis bíblicos, líderes do movimento sionista, como Joseph Trumpeldor, eram retratados ao lado de personagens do dia-a-dia de Jerusalém nas obras dos seus artistas. Inicialmente, os heróis bíblicos eram representados trajando o vestuário dos judeus iemenitas, persas e curdos, ou como os árabes de Jerusalém à época, que serviam de modelo para os pintores da Bezalel. Muitos personagens eram retratados como exemplo do “distante espírito do Oriente”, tão em moda entre os artistas europeus no início do século 20.

As inscrições, no estilo da Art Nouveau ou com arabescos, estão quase sempre presentes nas obras, algumas vezes como parte central da decoração, outras ao lado de outros elementos, ou como legenda de uma ilustração. Era grande o interesse pelo alfabeto hebraico, nos primeiros anos, daí a criação de novas fontes, experimentos com símbolos e a combinação de diferentes tipos de letras hebraicas com o uso de letras duplas para criar novas formas, muitas vezes distantes da palavra original e de seu significado.

A representação dos locais sagrados – Torre de David, Muro das Lamentações, símbolos de Jerusalém, assim como o Túmulo de Raquel e o Monte Sinai, eram imagens também muito presentes na produção artística da Terra de Israel no século 19. Os artistas da Bezalel passam a incluir as paisagens que os cercavam e locais como Tel Hai, Tel Aviv, Yaffo, Tiberíades, a Universidade Hebraica de Jerusalém e cenas dos recém-criados kibutzim e moshavim. Na visão artística de Schatz, os edifícios da própria instituição também serviam de modelo, ocupando um status similar aos locais sagrados.

 

Ronit Baranga – A arte entre o belo e o perturbador – Pátio Hype

Pátio Hype900 × 900Pesquisa por imagem

Utilizando porcelana e argila, a artista israelita abusa da incorporação de bocas e dedos em locais não convencionais, criando peças de decoração bem …

Nos primeiros anos, a produção artística da instituição transforma-se em souvenirs, rapidamente imitados pela indústria de lembranças da Terra Santa. Em pouco tempo, artistas e artesãos judeus, muçulmanos e cristãos em Jerusalém e Bethlehem começam a criar objetos decorativos com os mesmos temas. As matérias-primas usadas incluíam madeira de oliveira, madrepérola, flores secas e também betume, conhecido como “pedra do Mar Morto”. Tais produtos industrializados eram erroneamente confundidos com objetos criados pelos artistas da Bezalel.

A atual Escola Bezalel

Sendo a mais antiga escola de artes do país de nível superior, a Escola Bezalel conta atualmente com mais de dois mil alunos nos vários cursos de graduação, entre outros de Belas Artes, Arquitetura, Comunicação Visual, Política e Teoria das Artes, e Design, em várias modalidades. Atualmente, seu campus está localizado no Monte Scopus, na área da Universidade Hebraica de Jerusalém, com exceção do Departamento de Arquitetura, que ainda funciona no edifício histórico no centro da cidade. Seu ambiente artístico, cursos, exposições e seminários têm contribuído fortemente para o desenvolvimento espiritual e cultural de Israel.

No decorrer dos anos, os artistas da Bezalel empenharam-se em “criar um estilo próprio da arte judaica” para a nova nação, retratando temas bíblicos e sionistas em um estilo influenciado pelo Jugendstil (Art Nouveau na Alemanha e Áustria) e a arte persa e síria tradicionais. O resultado foi o desenvolvimento de um estilo próprio, conhecido como a Escola de Bezalel.

Em junho de 2013 o executivo da Bezalel anunciou o recebimento da doação de US$ 25 milhões da Fundação Jack, Joseph e Morton Mandel, de Cleveland (Ohio), para o início da construção do novo campus da instituição. Com inauguração prevista para este ano de 2017, as novas instalações da academia terão aproximadamente 39 mil m2 e serão executadas pelo escritório de arquitetura japonês SANAA em parceria com a Nir-Kutz Architects, de Israel, vencedores de uma concorrência internacional. Em 2015 foi colocada a pedra fundamental para início da construção.

O novo campus no Complexo Russo1 foi uma escolha conjunta do governo de Israel, Prefeitura de Jerusalém e Academia Bezalel, por suas características multiculturais que integram a instituição ao ambiente singular e vibrante urbano, além de revitalizar a área central da cidade e atrair as gerações mais jovens.

Na abertura do evento que marcou o centenário da instituição, Yigal Zalmano, curador-chefe do Museu de Israel e da exposição comemorativa da data – “Boris Schatz: Pai da Arte Israelense” – afirmou: “Schatz foi um visionário cujo objetivo era criar, em Jerusalém, um centro cultural para o nascimento de uma nova arte hebraica. (…) Fundada em 1906, a Academia Bezalel atraiu estudantes de perto e de longe, dos assentamentos sionistas e da Diáspora judaica, e continua, até os dias de hoje, a promover o legado e as crenças de Schatz… Infelizmente, seu fundador não viu o grande sucesso de sua Bezalel, tampouco viu o Museu de Israel ou os milhares de artistas que a instituição preparou para a vida profissional, nem vivenciou a florescente cultura israelense de nossos dias”.

1Complexo Russo, em hebraico “Migrash ha-Russim”, é um dos bairros mais antigos de Jerusalém, fora da Cidade Velha, do qual fazem parte uma igreja ortodoxa russa, um hospital e antigos abrigos de peregrinos, alguns dos quais são usados como edifícios governamentais de Israel e o Museu dos Prisioneiros dos Movimentos Underground (Haganá, Lehi e Irgun).

 

 

Obrigado Pela leitura! 

Fonte de Apoio & agradecimento especial: Revista Morashá de Cultura!

Pesquisa, tradução & edição: Vital Ben Waisermman, Shalom! 

Comente aqui