Globalização contra o crime

No despacho que permitiu o uso das informações vindas da Suíça para o Brasil com extratos de contas offshore no inquérito contra executivos da Odebrecht, o juiz federal Sergio Moro disse que erros procedimentais, que podem ser corrigidos, não devem impedir investigações. Além disso, citou: “A cooperação jurídica internacional, em tempo de globalização do crime, deve ser ampla”.

 

 

 

Geral
Comente aqui

Petrolão

Uma votação promovida pela ONG Transparência Internacional na internet classificou os maiores casos de corrupção do mundo e levou a Petrobras a um inglório segundo lugar, abaixo apenas do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych, acusado de desvios milionários de recursos públicos para sua conta pessoal —que conseguiu ser mais ladrão que os nossos.

Geral
4 Comentários

Lula deporá em março

Com a Operação Lava Jato cada vez mais próxima de seus calcanhares, Lula já tem data marcada para depor como testemunha de seu amigo José Carlos Bumlai. A Justiça Federal do Paraná, que conduz a maior parte dos processos da Lava Jato, agendou a oitiva do ex-presidente para o dia 14 de março, às 9h30, na sede da Justiça Federal de São Paulo. (Folha de S. Paulo)

Geral
2 Comentários

É muito dinheiro

Do jornalista Rogério Galindo: “É como se os juízes e promotores do Brasil estivessem à beira de ganhar sua nona Mega-Sena da Virada em menos de um ano e meio”.

São já R$ 2 bilhões recebidos em dezesseis meses – mas, claro, sem a necessidade de sorteio ou expectativa.

O bolão não falha nunca e é sempre dividido pelas mesmas pessoas.

Assim como na Mega-Sena, o dinheiro sai do bolso de pessoas que não ganharam.

Geral
4 Comentários

Nascente Limpa

Na sessão desta quinta-feira (11) os vereadores de Maringá irão votar, em primeira discussão, projeto do vereador Dr. Carlos Eduardo Saboia (PMN) que cria o projeto Nascente Limpa. Pela proposta, o Executivo poderá prestar apoio técnico e financeiro aos proprietários rurais do Município para incentivá-los a reflorestarem as áreas de nascentes. O apoio financeiro será dado a partir do início de todas as ações propostas e se estenderá por um período mínimo de quatro anos, podendo ser prolongado a partir de avaliação feita pelo Executivo.

Este é mais um projeto que o prefeito Pupin terá que vetar, pois teria que partir do Executivo. Vereador não pode fazer lei que gera despesas para a Prefeitura.

 

Geral
4 Comentários

O PT e a Rede

Texto de Ruy Fabiano 

O PT acabou, mas não o projeto revolucionário que intentou – e fracassou. Diversas etapas, no entanto, foram cumpridas, entre as quais o aparelhamento das entidades da sociedade civil e da máquina administrativa do Estado, nos níveis regional e federal.

Não será fácil desmontá-lo. É um patrimônio, cuja construção precede a chegada do partido ao poder. O que se constata, sobretudo após a derrocada de Lula, é a tentativa de mudar a fachada, migrar o projeto para outra sigla.

Há as periféricas – PSTU, PCdoB, PSOL, PSB -, mas nenhuma com o potencial eleitoral da Rede de Sustentabilidade, de Marina Silva, com seus mais de 20 milhões de votos, obtidos nas duas últimas eleições. A Rede já recolhe sobreviventes do Titanic  lulista.

Marina é fundadora do PT e só deixou o partido por não encontrar espaço para suas pretensões presidenciais. Não houve – nem há – qualquer divergência ideológica. Ela mesma, reiteradas vezes, já manifestou, além de imensa admiração por Lula, saudades dos tempos em que, ao lado de Chico Mendes, no Acre, deu início ao partido e à CUT. Está, pois, na gênese de tudo isso.

O que dificulta a percepção dessa identidade é que o discurso de Marina é mais difuso: vai do mais abstrato ambientalismo até questões de fundo moral, que explora a descrença popular na política e acena com mudanças que não se explicitam. Contrapõe, por exemplo, a reforma política à reforma “da” política, não esclarecendo exatamente o que a contração da preposição “de” com o artigo “a” distingue uma coisa da outra.

Fala, por exemplo, em “aeróbica da musculatura do acerto”, e em combater a “musculatura do erro”. Coisas do gênero, que, ditas de um palanque, impressionam, mas que, concretamente, não sinalizam nada, nenhum projeto. Ela é contra o mal e se apresenta como a face do bem. E basta.

Quando o discurso evangélico conflita com a agenda comportamental da esquerda – casos da legalização do aborto e do casamento gay -, muda de assunto ou diz que uma coisa é o Estado laico e outra sua religião – embora sua religião não distinga uma coisa da outra e abomine a agenda dos seus (dela, Marina) aliados.

A demonização de uma atividade – no caso, a política – por alguém que a pratica há décadas e dela vem extraindo dividendos é, em si, um paradoxo. Mas o eleitor brasileiro é mais emocional que racional. Não percebe, nem liga para paradoxos.

Não é casual que Marina não tenha manifestado nenhuma opinião a respeito da Lava Jato. Considera o impeachment de Dilma sem fundamento e só recentemente passou a defender a cassação do mandato via TSE, que contempla o seu projeto eleitoral.

A esquerda pragmática já desistiu do PT e procura recriar-se com Marina e sua Rede. O próprio Rui Falcão, presidente do PT, ciente do estigma que a legenda hoje carrega, já defende que o partido se dilua numa frente de esquerda nas próximas eleições, que permita que seus candidatos ocultem a estrela outrora tão festejada.

O declínio de Lula já não deixa dúvida. Sem uma liderança – pior: com uma ex-liderança que hoje expressa a farsa de um paraíso perdido -, o partido faz uma defesa quase burocrática de seu chefe, ciente de que sua carreira chegou a um ponto de não-retorno. A defesa do mandato de Dilma é circunstancial, até que outra porta se abra e o projeto revolucionário encontre sua continuidade em outra legenda. A Rede de Marina é a opção.

 

Geral
27 Comentários

Estacionamentos

Estacionamentos pagos ou gratuitos (inclusive do comércio e serviços) de todo o Paraná poderão ser proibidos de exibir cartazes ou placas eximindo-se da responsabilidade por danos materiais ou pelo extravio de objetos deixados no interior dos veículos.

O projeto de lei é do deputado Marcio Pauliki (PDT) e veda também a reprodução em bilhetes ou cupons de dizeres como “Não nos responsabilizamos por danos materiais e/ou objetos deixados no interior do veículo”.

A placa é considerada, do ponto de vista jurídico, como uma cláusula nula, como disciplina o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor.

“O objetivo da exibição da ressalva nas placas dos estacionamentos seria apenas o de confundir ou induzir em erro o consumidor, de forma a que ele deixasse de reclamar os seus direitos em caso de prejuízo”, diz Pauliki.

Geral
14 Comentários