A construção da identidade

 

Betty Milan, psicanalista e colunista da Revista Veja, fez um texto esta semana sobre o que a arte ensina de melhor. Há um trecho que me fez pensar muito:

“A história de Manet mostra que o verdadeiro artista renuncia ao reconhecimento imediato para fazer valer um ponto de vista novo. Não quer fazer o que os predecessores já fizeram, insite na originalidade. O que a arte ensina de melhor é isto: resistir aos imperativos do sucesso e valorizar a própria singularidade. Em outras palavras, ensina  a coragem de diferir e a ter a paciência necessária para si impor, o que não é pouco”

Que ideia valoroza! Numa sociedade que impõe o aceitável, correto, adequado como normas de conduta ter personalidade própria soa como errado. O que nos impossibilita de sermos nós mesmos. Cada ser é tão único que nos máximo as vezes pensamos igual, mas no geral somos diferentes. O que tem grande valor. Construir uma identidade é se posicionar, se escolher em detrimento do que os outros vão querer ou penar.

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