Mês: setembro 2011



O perigo das redes sociais

Assisti este programa sobre o perigo das redes sociais. É uma excelente reflexão sobre o valor e perigo desta nova “vida”  através da internet, bem como o valor da solidão. Bastante válido!

http://g1.globo.com/videos/globo-news/espaco-aberto-ciencia-e-tecnologia/v/escrever-e-enviar-e-mais-facil-do-que-conversar-diz-psicologa-sobre-uso-de-redes-sociais/1635704/#/Todos%20os%20Vídeos/page/1

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Como nossos pais

Viajei esta semana e li um pequeno texto (ou desabafo) muito bacana na Revista Gol. Foi escrito por uma mãe, Veri Pomárico, que é editora do Jornal Vista C&A. Segue a baixo o material:

“A gente repete o modelo dos nossos pais e nem se dá conta. Foram muitos anos de terapia ate entender que eu estava repetindo um jeito de fazer as coisas – porque sempre vi acontecer assim – que não necessariamente aquele era o meu jeito. E daí você se pega pega pensando em todos os exemplos que dá para os seus filhos. Gabriel, meu mais velho já repete frases inteiras minhas, dá bronca no irmão como eu ou o pai dele daríamos. Ate aí tudo bem, mas e aquelas coisas que você nem percebe que está fazendo, mas o pequeno presta a maior atenção e provavelmente vai repetir para o resto da vida (ou até que um terapeuta de plantão puxe a orelha dele)? É uma responsabilidade enorme que me tira o sono. Sei que não vai dar para acertar sempre, mas o que me dá certo alento é saber que pelo menos tenho prestado atenção nisso e que tento, dentro do possível, ser um bom modelo para eles. Resta torcer e economizar para a terapia. Minha ou deles.”

Achei a ideia tão verdadeira, este é um tema recorrente na clinica tanto como queixa dos pais dos pequeninos que atendo, quanto dos adultos que vão se dando conta do porque são e agem de tal forma.

Perceber no que estamos baseando nossos atos possibilita novas escolhas, novos comportamentos. Mais livres, mais pessoais, mais únicos.

Que percepção valiosa!

Repensar nossa história pode ser a chave da diferença entre ser filhos e não continuidade. Não ser os mesmos que nossos pais.

Fica como reflexão a música de Elis Regina….

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Meus pais são bipolares

Recebi esta matéria escrita por Contardo Calligaris na Folha de São Paulo dia 22/09/11. É muito bem escrita e pertinente.

Hoje, a bipolaridade não é só um transtorno para alguns mas um traço da personalidade de todos nós. O termo “bipolar” se tornou corriqueiro na boca dos adolescentes. Não é que eles citem diagnósticos psiquiátricos, no estilo “sabe, minha mãe toma remédio porque os médicos dizem que ela é bipolar”.

Nada disso; para eles, o termo é a descrição genérica de um estado de espírito dominado por altos e baixos radicais. Além disso, muitos adolescentes acham que, hoje, ser bipolar é a regra. Não acho ruim que termos clínicos se vulgarizem e entrem na linguagem comum. Só me preocupa o fato de que, às vezes, psiquiatras e psicólogos adotam essa vulgarização, confundindo a tristeza banal com o transtorno depressivo ou, então, variações do humor banais com o transtorno bipolar.

Com isso, claro, a indústria farmacêutica faz a festa, pois vende antidepressivos a pessoas que estão apenas tristonhas ou morosas e estabilizadores do humor a pessoas que são apenas mais alegres pela manhã  do que à noite.

Seja como for, talvez os adolescentes tenham razão. Talvez a bipolaridade,  além de um transtorno para alguns, seja hoje um traço da personalidade de  todos nós.

Por quê? Um pequeno desvio para responder.

Existe um grupo de trabalho encarregado de revisar o “Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais”, cuja quinta versão (“DSM V”) será publicada em 2013.

Esse grupo manifesta periodicamente suas decisões e seus pensamentos no site www.dsm5.org.

Foi assim que em 2010, se não me engano, soubemos que o “transtorno da personalidade narcisista” sumiria da próxima versão do “Manual”. Tanto mais bizarro que, aos olhos de muitos (assim como aos meus), a personalidade narcisista, longe de estar extinta, é a que melhor resume a subjetividade contemporânea.

Antes de defini-la, vamos ver quais foram as reações. A más línguas observaram que sempre somem os transtornos contra os quais a indústria farmacêutica não tem remédios para vender (não existe pílula para transtorno narcisista, enquanto existem várias para bipolaridade e depressão).

Outros, considerando que o transtorno da personalidade narcisista coincidiria com o espírito de nossa época, acharam normal que ele não fosse mais considerado como uma patologia.

Enfim, muitos psicanalistas (sobretudo alunos de Heinz Kohut e de Otto Kernberg, grandes intérpretes do narcisismo) protestaram, e eis que, numa revisão de 21 de junho passado, o transtorno narcisista reapareceu no “DSM” (http://migre.me/5JNlu).

Em síntese, o narcisista não é, como sugere a vulgata do mito de Narciso, alguém apaixonado por si mesmo ou por sua imagem no espelho. Ao contrário, o problema do narcisista é que ele depende totalmente dos outros para se definir e para decidir seu próprio valor: ele se orienta na vida só pela esperança de encontrar a aprovação do mundo. Infelizmente, nunca sabemos por certo o que os outros enxergam em nós. Às vezes, o narcisista se exalta com visões grandiosas de si, idéias infladas do amor e da apreciação dos outros por ele; outras vezes, ao contrário, ele despenca no desamparo, convencido de que ninguém o ama ou aprecia.

Ora, a modernidade é isso: um mundo sem castas fixas, onde cada um pode subir ou descer na vida justamente porque seu lugar no mundo depende da consideração (variável e sempre um pouco enigmática) que os outros têm por ele.

Ou seja, a modernidade nos predispõe a um transtorno narcisista permanente e, no coração dessa personalidade narcisista (sina de nosso tempo), há uma oscilação bipolar. O adolescente tem razão: a bipolaridade talvez seja especialmente manifesta nos pais.

Como disse, na sociedade moderna, só somos o que os outros reconhecem que sejamos, e os pais não são uma exceção a essa regra. Nem lei simbólica, nem legado divino, nem provas genéticas bastam para me transformar em pai ou mãe de meus filhos. Hoje, para eu ser pai ou mãe, é preciso que os  filhos me reconheçam como tal, ou seja, sem o amor e o respeito de meus filhos, eu não serei nem pai nem mãe.

Consequência: todo pai moderno é condenado à bipolaridade, entre a felicidade de ser genitor e uma consternadora queda do alto dessa nuvem. Se ele tenta educar, corre o risco de não ser mais amado e, portanto, de não ser mais pai. Se desiste de educar para ser amado, corre o risco de não ser mais respeitado – ou seja, novamente, de não ser mais pai. É isso: os pais são bipolares.

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Desato

Por Viviane Mosé – psicanalista e poeta

Rios quando ainda são rios conservam vegetação nas margens.
Córregos são águas geralmente claras que correm rasas entre as pedras.
Algumas vezes árvores chegam a cobrir um rio por inteiro:
Suas copas vão tecendo um véu verde sobre as águas
(em geral muito limpas) que correm.
Às margens de um rio são plantas e terra molhada.
Terra e água em convivência pacífica.
Que não é lama. É terra e água. Em sua diferença.
O leito se sabe leito daquele fluxo líquido inserido no chão.
Poderia chorar de coisas assim.
Corre um rio de minha boca corre um rio de minhas mãos.
Dos meus olhos corre um rio.
Na verdade sofre de excessos. Que me dão certo vocabulário.
Como derramar. Escorrer, Atravessar.
Tenho a impressão de que tudo vaza. Em sobras.
Tenho dificuldade em caber.
Pra caber mais derramo. Por nada derramo sem motivo.
Vou acalmar meu excesso pensei.
Ministrando doses diárias de barcos ancorados ao sol.
Rodeados por pequenos pássaros em busca de restos de peixe.
Águas se lançando sobre as pedras. E um vento que parece vivo.
Como se tivesse a intenção de às vezes fazer agrados
Em minha pele.
Meu rosto tem muita simpatia por ventos.
Reconhece certos humores próprios a vento.
Gosto de coisas que se movem.
Por isso aprecio rios e não sou tanto assim apegada a mares.
E árvores.
Se bem que tenho enorme ternura por bois
Fincados no pasto como palavras no papel.
Palavras são estacas fincadas ao chão.
Pedras onde piso nessa imensa correnteza que atravesso.

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Será

Legião urbana, na minha opnião, foi uma banda fantástica. Renato Russo sabia como ninguem falar das emoções humanas. Hoje deixo como reflexão a música Será.

Tire suas mãos de mim!
Eu não pertenço a você.
Não é me dominando assim
Que você vai me entender.

Eu posso estar sozinho,

Mas eu sei muito bem aonde estou.
Você pode até duvidar.
Acho que isso não é amor.

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação.
Serão noites inteiras,
Talvez por medo da escuridão.

Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução.
Prá que esse nosso egoísmo,
Não destrua nosso coração.

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?

Brigar prá quê se é sem querer?
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter que responder
Pelos erros a mais, eu e você?

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A vida acontece enquanto….

Eu não gosto de rock, mas estava pesquisando a letra de uma música e acabei encontrando esta, pensei no quanto esta letra é bacana. John Lennon dizia que a vida acontece enquanto fazemos planos para o futuro. A banda Bumblefoot na música Dash amplia esta idéia. Copei apenas um pedaço, mas deixo o link com a música completa.

Fica como dica para reflexão:

A vida é o que acontece no meio dos sonhos que você está tentando lembrar,

A vida é o que acontece no meio de ir para o subaquático, é seu mais longo fôlego,

A vida é o que acontece no meio às luzes vermelhas e sinais de parada,

A vida é o que acontece no meio de perder sua paciência na linha expressa,

A vida é o que acontece quando deixamos o telefone tocar e ficar olhando para o número,

A vida é o que acontece nas entrelinhas e descobrir o que ninguém quer te dizer,

A vida é o que acontece nas entrelinhas e ficar até o final de sua música favorita,

A vida é o que acontece, querendo dizer isso, mas esperando muito tempo,

A vida é o que acontece no meio de cada luta no quadro de mensagens,

A vida é o que acontece entre cada vez que eu sair para outra turnê,

A vida é o que acontece no meio de uma luta livre, para um lugar melhor,

A vida é o que acontece quando você toma uma chance e perde o que você tem,

A vida é o que acontece no meio do trânsito parado, para olhar o acidente,

A vida é o que acontece quando esquecemos de clicar em salvar e começar do zero,

A vida é o que acontece entre concordar que o ano passou tão rápido,

A vida é o que acontece, e tudo o que temos torna-se um traço.

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As escolhas repetitivas que fazemos na vida

A repetição é algo interessante e ao mesmo tempo massacrante. Repetimos atos o tempo todo, seja nas escolhas ou nos comportamentos. Sempre há repetição. Quando estas não proporcionam bons frutos o resultado é dor, frustração e as vezes até apelidos. No caso de relacionamentos ruins a pessoa é chamada de dedo podre. Em outros setores de azarada e por ai vai.

Mas quantas vezes agimos de forma idêntica a uma anterior, sabendo que aquilo não acabará bem, mas fazemos. Depois vem o arrependimento, o sofrimento.

Entretanto parece mais forte que nós, e é mesmo. Não queria agir daquele jeito, não queria ser assim. Como ser diferente?

Repetimos para elaborar já dizia Freud. Se um comportamento se dá constantemente igual em nossas vidas há uma razão para ele. Razão esta, a maior parte das vezes, inconsciente. É uma busca de reviver a situação se boa para tê-la novamente, se ruim na tentativa de um desfecho diferente, o que raramente acontece.

Há exemplos bem conhecidos como a moça que teve um pai alcoólatra e casa um alcoólatra. Ou o moço que apanha violentamente do pai e mais tarde bate em seus próprios filhos. E outras situações não tão fáceis de identificar que se dão na escolha de um parceiro amoroso que sempre trai, ou que não lhe trata da maneira merecida. Ou em escolhas de emprego que sempre dão errado. Ou na escolha de amigos que sempre decepcionam e assim por diante. A razão desta escolhas precisa ser pensada, compreendida. E assim, mudada.

Penso que a parábola do escorpião e sapo pode ajudar nesta reflexão:

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio. O escorpião vinha fazer um pedido: “Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?” O sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar.” Disse o escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.” Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?”  E o escorpião respondeu: “Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza.”

Muitas escolhas parecem ter esta mesma lógica. São tão instintivas que dão a impressão de ser parte da natureza daquele indivíduo. Mas não é verdade.

Anton no livro A escolha do cônjuge descreve que toda escolha tem um fundamento inconsciente e dá um bom exemplo para tal: porque no meio de uma festa com mil pessoas uma lhe chama a atenção e não outra? A autora responde que isto é resultado de gestos que este indivíduo tem que nos são familiares, pode ser o jeito de mexer no cabelo, o jeito de olhar, de andar. Não importa, é um comportamento com o qual sou familiarizado e por isso me sinto atraído e até mesmo com liberdade para me aproximar.

Desta maneira há em minha natureza a busca pelo conhecido, pois o desconhecido é sempre assustador e evitado, por esta razão o agir igual se torna tão comum, tão parte de mim.

Mas esta natureza pode ser mudada, diferente do animal nós podemos mudar. Contudo, isto será fruto de muita reflexão, de muita análise de quem somos, porque somos desta forma, o que buscamos com tal comportamento, que necessidade inconsciente tentamos suprir com aquela ação. Conforme esta reflexão acontece, o conhecimento se amplia e os comportamentos passam a ser outros. O que possibilita outra escolha, não mais repetida, pois a elaboração terá acontecido. Uma boa libertação não é mesmo?

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Imediatismo

Somos fundamentalmente imediatistas. Queremos as coisas para agora, quando não para ontem! Como é duro esperar, deixar acontecer. A espera provoca ansiedade, angustias de viver o não saber: não saber se dará certo, se vai acontecer, se agimos ou não corretamente. Todas essas dúvidas surgem diante da espera.

Contudo, a vida é feita dela. Tudo é esperar: uma consulta, um relacionamento, um resultado, uma mudança. Enfim, o que não envolve esperar?

E isso aumenta mais quando se fala de criação de filhos. Criar filhos é um processo lento, cheio de avanços e retrocessos, onde tudo ocorre em um tempo diferente do nosso. A tendência do adulto é entender, e isso em todos os setores da vida, que se as coisas não estão ocorrendo da forma esperada é porque está tudo dando errado.

Mas isto não é uma verdade. Seja com filhos ou com qualquer outra coisa. Muitas vezes as coisas saem diferentes do esperado e nem isso significa algo ruim, pelo menos não necessariamente.

Aprender a esperar significa lidar algo que lutamos constantemente que é o fato de sermos impotentes diante da vida: não sabemos tudo e nem temos o que fazer para o futuro ser melhor. A vida é sempre cheia de surpresas, muitas não dependem dos nossos atos. O máximo de controle que temos é sobre o hoje, o que posso ou não fazer agora, a busca por escolhas mais adequadas, mais assertivas é o máximo que podemos fazer. O amanhã não temos como saber e isso nos angustia de mais.

Acredito que uma forma de viver esse não saber sem se angustiar tanto é crer que Deus não nos dá cruz que não consigamos carregar. Fiz a minha parte? Fiz o que posso? Então seja o que for que vier terei forças para enfrentar. As vezes só diante das situações é que descobrimos o quanto somos fortes. Imaginar o amanha não nos protege da dor e nos impede de viver o agora. E supor que um momento determinará um todo é nos colcar na vida de forma muito rasa, a vida é muito mais.

Com filhos os momentos de retrocesso se dão sempre que surgem mudanças, conforme novas percepções eles tem se assustam e agem de forma mais infantil. Calma, aos poucos conforme se derem conta de suas capacidades passarão a agir de maneira melhor. Estejam ali, ensinem, eduquem, mas também saibam esperar. Essa sua capacidade os ensinará a viver de forma menos ansiosa. Um bom ensinamento não é mesmo?!

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Enjoadinho

Poema Enjoadinho

Vinícius de Moraes

Filhos…  Filhos? Melhor não tê-los!

Mas se não os temos como sabê-lo?

Se não os temos que de consulta quanto silêncio

Como os queremos!

Banho de mar diz que é um porrete…

Cônjuge voa transpõe o espaço

Engole água fica salgada

Se iodifica depois, que boa

Que morenaço que a esposa fica!

Resultado: filho.

E então começa a aporrinhação:

Cocô está branco Cocô está preto

Bebe amoníaco Comeu botão.

Filhos?  Filhos Melhor não tê-los

Noites de insônia

Cãs prematuras

Prantos convulsos

Meu Deus, salvai-o!

Filhos são o demo

Melhor não tê-los…

Mas se não os temos

Como sabê-los?

Como saber

Que macieza nos seus cabelos

Que cheiro morno na sua carne

Que gosto doce na sua boca!

Chupam gilete

Bebem shampoo

Ateiam fogo no quarteirão

Porém, que coisa

Que coisa louca

Que coisa linda

Que os filhos são!

O texto acima foi extraído do livro “Antologia Poética”, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 195.

 

 

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O papel da psicanálise

A Psicologia, assim como tantas outras profissões, se divide em diversas áreas de atuação. Na psicologia clínica há três linhas maiores de compreensão do Homem que são a Psicanálise, a Comportamental e a Humanista. Cada uma delas atua de forma diferenciada junto ao paciente, todas com um mesmo objetivo: conquistar saúde mental. Mas a visão de Homem, de mundo e de como esta conquista será feita é particular a cada área.

Na Psicanálise, que é minha área de atuação, a busca é de uma ampliação da capacidade de pensar, por entender que com esta capacidade bem estabelecida, tanto as escolhas quanto as ações serão mais assertivas. Bem como, a capacidade de tolerar dificuldades, angustias e dores, situações tão comuns a vida e que diante delas se age ao invés de pensar, o que normalmente traz grandes prejuízos.

Há grandes nomes na Psicanalise, cito três: o mais conhecido de todos é Sigumund Freud, todos já ouviram falar dele, pai desta teoria, quem percebeu o mecanismo do pensar, o papel dos conteúdos conscientes e inconscientes em nossa vida e tantos outros conceitos e técnicas de trabalho. Melanie Klein, ampliou muito a teoria freudiana, trabalhou com as mentes mais primitivas e introduziu a análise com crianças. E, Wilfred Bion que introduziu a atuação analítica baseada na experiência emocional. Que orienta ao terapeuta viver com o paciente a sua dor, falar menos e ouvir mais, se permitir não ter respostas para aprender a viver o não saber.

Houve um bate-papo com grandes pensadores desta área todos de base Bioniana, que explicam um pouco mais desta atuação. Deixo abaixo para sua apreciação….

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