Mês: novembro 2011



O papel do psicólogo clínico

A busca por um psicólogo pode ocorrer por diversas razões, cada paciente procura com uma demanda bastante única. Há, entretanto, uma expectativa geralmente parecida: a de que o profissional lhe dará respostas sobre o que fazer em relação a sua problemática.

A proposta de uma psicoterapia – também chamada de terapia ou análise – é expandir o pensamento. É pensar juntos na tentativa de enxergar sua história, momento de vida ou oportunidades de uma maneira nova. É um processo, e como tal, pode ser rápido ou longo, intenso ou mais superficial. O que dependerá da dupla (profissional – paciente), da disponibilidade e necessidade do paciente.

Há casos em que a busca é por um assunto mais especifico e outros que no decorrer do trabalho certas vivencias surgem (atuais ou de um passado que vem a tona) que demandam um tempo maior juntos. Ate mesmo porque, algumas vezes busca-se a terapia com uma queixa e no decorrer do tratamento é percebido que alquilo era o sintoma de uma questão maior, mais antiga.

Dentro da psicologia clínica há enfoques diferenciados, os três principais são: a psicologia comportamental (também conhecida como cognitiva-comportamental), a psicologia humanista e a psicanálise. Cada área tem uma maneira de entender o ser humano e trabalhar com ele diversa. E o alcance de cada enfoque dependerá de cada caso, bem como da adaptação do paciente tanto a área como com o profissional em questão.

Mas independente da área, o profissional não estará ali para fornecer respostas, é diferente do enfoque médico. O que fazer, que caminho escolher será uma construção a dois. O psicólogo será alguém que viverá junto essa construção, ele não tem as respostas – imaginar que alguém tem as respostas para minha vida não é coloca-lo num pedestal? – mas não desistirá de busca-las ao seu lado. E como é um individuo que esta de fora (não é um amigo ou parente) apontará ideias, reflexões e fará perguntas (muitas perguntas) que podem ser o diferencial nesta jornada.

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Excelente campanha!!!!!!

 

Dizer não a um filho siginifica aguentar sua braveza e/ou tristeza. Isso corta o coração de qualquer pai e mãe. Contudo, a longo prazo esses sentimentos se tornarão na vida da criança em amadurecimento e respeito as regras, algo que na vida em sociedade é tão necessário.

Assim, diga não, valerá a pena!

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Metamorfose ambulante

“Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”…

Raul Seixas ficou conhecido como um indivíduo transgressor. Ele foi moderno para sua época e de alguma forma o é ainda hoje. Sua proposta nesta música é de que a contínua mudança é algo positivo. Uma proposta que possibilita várias discussões:

– mudar de opinião é sinal de inconstância ou de amadurecimento?

– é ser radical manter um mesmo conceito por toda a vida?

– dizer algo e depois desdizer é arrependimento ou resultado de reflexão?

Essas e tantas outras questões podem ser levantadas ao ouvir o pequeno trecho da música Metamorfose Ambulante (deixo-a inteira ao final do texto), que dirá escutar a música toda… E pensar que se pode odiar num momento e amar em outro, se sentir vivo e mais adiante morto. Parece tão errado!

Mas, talvez, caiba sim pensar que somos seres ambivalentes e em constante mudança, mudamos de sentimentos tão rapidamente, as circunstancias nos influenciam, as pessoas, os valores adquiridos durante a vida, tudo isto se soma e proporciona uma emoção. Passa-se um tempo (minutos, dias, anos) e novas reflexões se fazem presentes na mente ou na própria circunstância e o pensamento muda.

Viver mudando de ideia pode ser sinal de que algo não vai bem, mas ate que ponto uma opinião fechada não é sinal de que o mesmo mal não lhe acometeu?

A vida muda, as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, porque uma opinião, um sentimento não pode mudar?

Nem toda mudança é válida, contudo permanecer sempre igual será que é?

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Gentilezas

Uma das leis da física é que toda ação leva a uma reação. É uma máxima conhecida, ensinada desde a escola e com diversas discussões filosóficas. O mote fica na ideia de que se a ação é de maldade a reação em geral será de defesa ou um novo ataque. O que resultará numa briga eterna. A proposta então é um questionamento: e se a reação vai à contramão? Se o que vem é amor, perdão, palavra branda, será que não trará uma nova ação? Será que um novo comportamento não passará a fazer parte da vida de tais personagens?

Da mesma forma uma ação de amor pode gerar amor. Contudo, há pessoas que reagem ao amor de forma bruta. E ai, dará para suportar tal reação ou corresponderá a ela?

Nunca temos como saber como o outro agirá conosco ou reagirá a uma ação nossa. Este controle não temos, mas o que vou demonstrar isto posso cuidar. Já foi dito que gentiliza gera gentiliza, creio que seja verdade, ou que no mínimo gera impacto.

 

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O amigo da onça

Péricles Andrade Maranhão

Dois caçadores conversam em seu acampamento:

— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?

— Ora, dava um tiro nela.

— Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?

— Bom, então eu matava ela com meu facão.

— E se você estivesse sem o facão?

— Apanhava um pedaço de pau.

— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?

— Subiria na árvore mais próxima!

— E se não tivesse nenhuma árvore?

— Sairia correndo.

— E se você estivesse paralisado pelo medo?

Então, o outro, já irritado, retruca:

— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

A partir desta anedota, Plínio do Amaral Neto* descreveu um texto** em que defende que temos um amigo da onça interno. Uma “vozinha” que nos sugere experiências que cabe nos perguntar é conselho de amigo ou de amigo da onça?

Parece lógico pensar que somos amigos de nós mesmos, contudo nem sempre é assim, muitas vezes nos colocamos em enroscadas bruscas, “metemos os pés pelas mãos”, e por decisões / atos nossos, que não tem como culpar outra pessoa a não ser nós mesmos.

Culpamos então a cabeça quente, o impulso. Sem parar para avaliar que tendência é esta em nós que complica nossa vida.

Nossa mente psíquica é composta por pulsões de vida e de morte. A pulsão de vida traduz tudo aquilo que nos leva a querer se manter vivo. É a nossa tendência ao amor, ao perdão, a metas, enfim ao que nos levará a crescer. É o amigo. O que nos indica a fazer o que precisa ser feito mesmo que signifique deixar de lado alguns prazeres.

A pulsão de morte é o que nos puxa para o fim, para não se mover, para o se fechar, paralisar, enfim ao vazio. É o amigo da onça, que nos coloca em enrascadas e dificulta a possibilidade de conquistas.

Amaral dá um excelente exemplo: o acordar para ir trabalhar. Você acorda e vem aquele desejo de ficar mais na cama. Então ele questiona se este é um desejo de amigo ou de amigo da onça. Partindo do principio que o descanso é algo bom, ficar na cama pode parecer um conselho de amigo. Mas as consequências que isto pode trazer para a vida pode ser conselho de inimigo: faltar no emprego, deixar um compromisso de lado, não cumprir um combinado, será algo positivo?

O amigo da onça interno age desta maneira sorrateira, de inicio parece um desejo bom, agradável, mas no fundo dificulta a vida, a complica.

É o deixar de estudar ou ir a academia pela preguiça. É o romper um relacionamento por parecer mais fácil do que lutar por ele. Ou manter o envolvimento pelo medo da solidão. É dizer sim ao filho para não ter que viver o desconforto do não. É correr para as compras quando algo não esta bem internamente. É o aceitar a droga para não parecer careta. É aceitar qualquer coisa como sendo melhor que nada. E assim vai….

Entendemos por um bom amigo aquele que nos diz a verdade, mesmo que ela doa. E qual a postura que temos com nossa mente? Dispomo-nos a ouvir as verdades ou colocamos em primeiro lugar o prazer?

Nem todo prazer é sinal de vida, há prazeres que levam a morte. Que o diga uma overdose.

(*Psicanalista, membro da SBPSP. ** O amigo da onça: algumas reflexões a propósito da relação entre o princípio de prazer, a vida e a morte.)

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A morte do quati

Procuramos por respostas, o tempo todo! Não as encontrar nos assusta. E, infelizmente há perguntas que nunca terão resposta. Haverão teorias, teses, mas não certezas. A morte é uma destas. Sabemos que acontecerá, mas sempre parece injusto quando ela ocorre. Sempre parece antes da hora.

Bill Watterson criou dois personagens fantásticos chamados Calvin e Haroldo. Calvin é um menino com mais ou menos 5 anos que tem um tigre de pelúcia, o qual se chama Haroldo. Mas para o garoto, Haroldo está vivo, é seu amigo imaginário, com ele Calvin brinca, briga, conversa, se irrita e ama, ama muito!

Os personagens demonstram com grande delicadeza como é o mundo infantil. São tirinhas de tamanhos diversos. Algumas bem engraçadas e outras emocionantes. Como é o caso da que esta abaixo, Watterson descreveu de forma muito sensível como as crianças – e muitos adultos – veem a morte: com dor e medo.

 

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Fernanda Rossi – Psicóloga

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Dormir para sonhar

Encontrei este texto por acaso, é um texto que merece nossa atenção…. Ao final deixo também o vídeo.

Dormir para sonhar!

Walt Disney

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.

Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, importa-me simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de ‘Amigo’.

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, ‘o amor é uma filosofia de vida’.

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…

Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar.

Simplesmente durmo para sonhar!

*

Não é um texto maravilhoso?!

http://www.youtube.com/watch?v=vKVvpT89Rs4&feature=related

 

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Fernanda Rossi – Psicóloga

 

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O primeiro amor

O primeiro amor agente nunca esquece. Há um primeiro amor que é universal. Todas amamos primeiramente a mãe. Ela, ou quem faz o papel de cuidador da criança, desperta um amor imenso naquele bebezinho. Tanto que o pequeno não suporta, nos primeiros meses de vida, nem ficar longe dela mesmo que seja por pouco tempo, vira um berreiro só.

Conforme a criança cresce, aprende a suportar esta falta. Outras pessoas passam a também ter importância em sua vida. Mas a mãe sempre será o primeiro amor. Suas características serão buscadas nos amigos e mais tarde nas namoradas. No caso das meninas, o primeiro amor é transferido da mãe para o pai e ele é que será o modelo de homem que ela buscará na vida.

Contudo, durante toda a infância o amor é pelo genitor. E nem teria como ser diferente, tendo em vista que são os pais quem proporcionam a criança o amor, cuidado, atenção, carinho, a criança necessita do adulto, muito! Tal necessidade cria dependência. Conforme o desenvolvimento tanto físico quanto emocional (principalmente este) ocorre, a criança percebe que também é capaz de se cuidar, assim aos poucos a dependência diminui e o ciúmes também.

Pois a criança sente um ciúmes imenso de ter que dividir os pais com qualquer outra pessoa que não seja ela mesma. Ter que dormir longe, ir para a escola, ver os pais se divertindo sem eles, tudo isto causa uma grande angustia. É o medo de que os pais amem mais um ao outro ou a outra pessoa. A criança não entende que é possível dividir o amor e atenção. Para eles só dá para amar uma pessoa, não mais.

Em palavras simples este é o tão falado Complexo de Édipo.

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O que é prioritário?

O que é prioridade em sua vida?

O que vem em primeiro lugar?

Dificil responder?  Então vou complicar um pouco mais: o que você entende como sua prioridade é o que seus atos demonstram? O seu comportamento mostra o mesmo que você acredita? Pergunte a um familiar próximo o que ele entende como sua prioridade, mas cuidado você pode se surpreender com a resposta!

Os atos demonstram mais que palavras ou desejos, e sim, de boas intenções o inferno esta cheio. E para que suas intenções sejam entendidas é necessário que suas prioridades sejam claras para você. Pois os meios que usar podem te levar a uma conquista completamente diferente da sua intenção.

A prioridade mais comumente dita é a familia. Por isso me centrarei neste núcleo. Assim, a maior parte das pessoas dizem que a familia está em primeiro lugar.  Mas nem sempre é como a família percebe. Alguns exemplos: Há os que dizem trabalhar tanto, passar tantas horas longe da familia por amor a eles. Sera que é assim que os filhos entendem?  Outros afirmam que batem para educar. Será que o filho entendeu o recado? Há os que não elogiam para não “estragar”. Será que a falta prejudicará menos?  Há os que não que tem coragem de dizer não, pelo medo de ferir. Será que o sim constante fará tão bem?

Não há um único caminho ou o caminho certo. Viver em família é uma trabalheira, desgastante, cansativo e por vezes desanimador. E se você tiver duvidas do porque esta fazendo, esta tarefa será ainda mais dura.

Ter clareza de seus valores, do que esta buscando com seus atos, de como quer ser conhecido por seus amados é o que pode ajudar.

Até mesmo porque há um limite muito tênue entre o precisar e o querer. Precisamos nos alimentar, vestir, morar, estudar, ter prazeres. Mas precisa ser nesta quantidade, nesta qualidade? A última parte é outra história. Não estou dizendo que devemos fazer votos de pobreza, mas sim analisar em que quantidade sua energia tem sido gasta para ter o que tem e se algo mais importante não tem sido deixado de lado neste caminho.

Pois chegar todos os dias em casa cansado, sem paciência, irritado e dizer que é por amor a família, indica que algo vai mal. Se é por amor a eles cade esta demonstração quando chega em casa? Se eles são a prioridade porque estar sempre tão ausente?

Ter prioridades claras é necessário para não nos perdermos no caminho da vida. De tempos em tempos se faz necessário uma reflexão, pois é muito fácil querer uma coisa e demonstrar outra. Somente refletindo é que se pode colocar a vida nos eixos novamente, o que é uma busca constante.

Deixo como dica uma comédia excelente e reflexiva chamada Click. Segue o trailer….

http://www.youtube.com/watch?v=z3ZVbM296VU

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As marcas da violência

Nos últimos tempos noticias de adultos violentando crianças tem sido quase que rotineiras. Um padrasto deu um soco no enteado de 4 anos que acabou em morte. Um pai matou os dois filhos pequenos porque a mãe não queria reatar o casamento. Outro pai bateu com tanta força nos dois filhos que eles não conseguiram nem levantar do chão, estava revoltado porque as crianças brincaram dentro do seu carro. E o caso mais conhecido é o de Isabella Nardoni. E aqui só citei alguns casos.

São situações que assustam e angustiam quem vê. Mas e quem as vive? Quais as consequências para eles?

A vida não é linear, não tem como afirmar que se X acontecer Y surgirá. As pessoas não são assim, cada um reage e absorve as situações de maneira diferente. Entretanto, a violência deixa marcas sempre profundas. Mágoa, revolta, tristeza e medo são sentimentos comuns a tal situação. Citarei dois caminhos que vejo serem comuns a estas vitimas.

Primeiro, são os jovens ou adultos que aprendem a se colocar na vida da mesma forma que o agressor. Ou seja, encontra na violência a única maneira de se expressar. Assim, quando algo sai errado, diferente do esperado ou necessitado lançam mão da agressão seja com um estranho ou com um familiar. É a manutenção da violência, a que passa de geração a geração.

Em segundo lugar, há os que se tornam o oposto, não expressam agressividade nunca. Ficam tão apavorados com a violência que nem se defendem, paralisam. Tornam-se alvo fácil para bullying tanto em casa quanto fora. Assim continuam como vitimas.

Perceba que as duas formas são manutenções da agressividade familiar, pois muda o agressor – antes apanhava agora bate, antes era o pai quem batia agora é outra pessoa – mas não o ato.

Todos nós temos um quanto de agressividade, alguns mais outros menos. Desde bebe aprendemos a como demonstrar este sentimento, o que depende do ambiente. Os pais são o espelho dos filhos e como todo espelho, podemos viver em paz com ele ou detestá-lo. Alguns filhos se identificam com os pais e por isso agem igual, outros repudiam seus atos e buscam ser diferentes. Até aqui não há problema, se identificar não significa amar mais que o que repudia. Posso amar muito e mesmo assim querer ser diferente. Posso odiar, mas por não saber como me diferenciar, ficar igual.

A questão fica na emoção, no que move aquele comportamento. É enlouquecedor odiar quem amamos. Os pais são amados por seus filhos, a sua presença, olhar, cuidado é desejada pela criança. Se esta pessoa o maltrata, será criada muita magoa e raiva. Surge a ambiguidade do amor e ódio. Essas emoções em doses muito altas são terríveis de viver.

Pois quando alguém grita com uma criança ela fica assustada, coagida. Se para um adulto é difícil se defender da violência que dirá uma criança. O que ela escuta, o que ela vivencia torna-se a sua verdade. E em geral a consequência maior da violência é que crescem pessoas que tem uma imagem de si completamente distorcida, não enxergam quem são, o que querem, o que podem ou não na vida. Andam a ermo, agem e reagem sem uma mente pensante, pois os sentimentos estão à flor da pele – seja reação ou contenção – que não sobra espaço para pensar. Então vivem se arrependendo do que fazem, se calam se sentem errados e se batem também.

É importante lembrar que ser agressivo não se resume ao bater. A gritaria, a humilhação, a aspereza prejudicam tanto quanto.

Independente de como este filho será na vida adulta o que há dentro dele é sempre dor, muita dor.

 

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